"Raios de Luz"


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Terço com o Papa Francisco, a 31 de Maio

Neste dia 31 de Maio, o Papa Francisco vai encerrar o mês dedicado a Nossa Senhora  com a oração do Terço, juntamente com os fiéis presentes na Praça de São Pedro.
 
A oração do Terço começará às 19:00 (hora portuguesa) e, durante a oração, uma imagem da Virgem Maria percorrerá em procissão a Praça.
 
A devoção do Papa Francisco à Mãe de Deus é bem conhecida dos fiéis. No passado dia 4, numa visita à Basílica de Santa Maria Maior, a primeira igreja dedicada à Virgem Santíssima, o Papa também rezou o Terço com os fiéis.
 
Na véspera da Solenidade do Pentecostes, durante o seu discurso, o Papa confessou que é na recitação do Terço do Rosário que muitas vezes encontra forças:
 
«Rezar também a Nossa Senhora é pedir-lhe que, como Mãe, me faça forte. Isto é o que penso sobre a fragilidade; pelo menos, é a minha experiência. Uma coisa que me faz forte todos os dias é rezar o Terço a Nossa Senhora. Sinto uma força tão grande, porque vou ter com Ela e sinto-me forte».
 
Em quase em todas as suas intervenções, o Santo Padre faz uma referência a Nossa Senhora, ou aponta alguns aspectos da Sua pessoa e da Sua vida como modelo para os cristãos. Para este último dia do mês de Maio, aguarda-se uma grande participação de peregrinos na Praça de São Pedro.
 
Para quem quiser acompanhar a recitação do Terço do Rosário e, assim, unir-se ao Santo Padre durante esta oração tão agradável a Nossa Senhora, pode fazê-lo aqui, a partir das 18h55.

Adoração Eucarística em simultâneo em todo o mundo



Seguindo o Programa Oficial do Ano da Fé proposto pelo Papa Emérito Bento XVI e o pedido do Papa Francisco, Domingo, dia 02 de Junho, em todo o Mundo, pelas 17:00 horas de Roma haverá uma Adoração Eucarística em simultâneo.

A esta hora, milhões de católicos são convidados a adorar o Santíssimo Sacramento e a pedir pela Santa Igreja e pelo Seu Pastor, o Papa.

A JMV Sobreiro procurou traduzir, dentro das suas capacidades, o guião oficial que o Santo Padre usará, e adaptar à realidade da nossa paróquia. Desta forma, queremos também disponibilizar para todos os que nos seguem através do nosso Blogue ou na nossa página no Facebook.

Domingo, pelas 16:00 horas na Igreja do Sobreiro, a Paróquia de Mafra reúne-se para Adorar Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, durante uma hora. Possa este evento trazer muitos  frutos à Igreja e despertar em muitos sensibilidade para a oração e para a Devoção ao Santíssimo Sacramento.



terça-feira, 28 de maio de 2013

Padre Pio e a Devoção a Nossa Senhora

O Padre Pio nasceu numa família de lavradores simples e trabalhadores a 15 de Maio de 1887, em Pietrelcina, no sul da Itália. Foi ensinado particularmente até entrar no noviciado dos Frades Capuchinhos com 15 anos. De saúde frágil mas com uma vontade firme, completou os estudos necessários com a ajuda da Graça e foi ordenado sacerdote em 10 de Agosto de 1910.

Em 20 de Setembro de 1918, as cinco chagas da Paixão de Nosso Senhor apareceram no seu corpo, o que fez dele o primeiro padre com estigmas na história da Igreja. Ao seu confessionário acorriam muitas pessoas, e muitas mais receberam os seus santos conselhos e orientação espiritual por correspondência.

O amor e devoção do Padre Pio pela Bem-Aventurada Virgem Maria são lendários. De facto, passou grande parte do seu ministério exaltando as Suas virtudes e exortando todos os Católicos a que recorressem com confiança à Sua piedosa intercessão.

O Padre Pio escreveu muitas vezes sobre o seu amor pela Mãe de Deus, lembrando-nos: "descansa o teu ouvido no Seu coração materno e escuta as Suas sugestões, e assim sentirás nascer em ti os melhores desejos de perfeição." Ele considerava Nossa Senhora como a grande força de harmonia e orientação implícita no Santo Sacramento da Penitência, e disse que "para compreender o Sacramento e fazê-lo dar mais frutos deves entregar-te às inspirações e à direcção da Santíssima Virgem."

Quando lhe perguntavam qual era o papel de Nossa Senhora no plano divino da salvação, o Padre Pio respondia, dizendo que "todas as graças dadas por Deus passam pela Sua Bem-Aventurada Mãe."


O Padre Pio exprimia diariamente a sua devoção especial por Nossa Senhora de Fátima, rezando de joelhos no Seu oratório do mosteiro, perante um grande quadro rodeado de velas acesas. De facto, atribuiu à Virgem de Fátima ter salvado a vida, pois em 1959, aquando da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a Itália, ele viu-se miraculosamente curado após um acto de confiança e entrega à Senhora mais brilhante que o sol.

domingo, 26 de maio de 2013

Nossa Senhora de Fátima na Ericeira

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima foi hoje majestosamente acolhida pela Paróquia de São Pedro da Ericeira que se engalanou de branco e azul para receber a Virgem Mãe, Nossa Senhora de Fátima.

Saindo da Paróquia de São Silvestre do Gradil, a imagem seguiu em cortejo, acompanhada pela Guarda Nacional Republicana e por muitos fiéis que quiseram entregar a Senhora mais brilhante que o Sol à paróquia seguinte.

No Sobreiro, a população aderiu em massa ao convite feito pela Juventude Mariana Vicentina e à hora da partida do Gradil foi rezado o Terço do Rosário e entoado o Avé  de Fátima. A Capela da Igreja do Sobreiro foi pequena para acolher tantos fiéis que quiseram louvar Nossa Senhora fazendo aquilo que ela tanto pediu em Fátima: rezar o Terço.

À passagem, o Servita do Santuário, Senhor António Mucharreira achou por bem fazer uma pequena paragem para que o povo do Sobreiro poder rezar à Virgem Mãe. Desta forma, foi rezada uma dezena pelo Santo Padre, pedindo também pela conversão dos pecadores.

Até ao limite da freguesia da Ericeira, eram muitos os que aguardavam a passagem da Imagem Peregrina, acenando-lhe com lenços brancos e rezando com devoção.
Já na Ericeira, formou-se uma procissão na zona sul da vila e foram muitos os que, cantando e rezando, foram caminhando atrás da imagem de Nossa Senhora. No centro da vila o Cónego Armindo Garcia proferiu algumas palavras de saudação e de reflexão para todos os presentes:

"Em Caná, Nossa Senhora deixa-nos o programa da nossa vida: 'Fazei o que o meu Filho vos disser'. Nossa Senhora conduz-nos até Jesus. Ela que está presente em todas as casas desta freguesia é mais do que nossa Rainha. Nossa Senhora é Mãe de Jesus e nossa Mãe."

A procissão encaminhou-se para a Igreja Paroquial arrastando atrás na Imagem Peregrina centenas de fiéis que, devotamente a acompanhavam de corpo e alma, com muitos pedidos a fazer-Lhe e muitas graças a dar por tudo o que Nossa Senhora faz por cada um.

A Paróquia da Ericeira tem como orago São Pedro, o primeiro Papa e aquele a quem Jesus entregou as chaves da Igreja. A Virgem Maria acompanhou de perto a vida dos apóstolos que foram espalhando a fé cristã. Peçamos a Nossa Senhora que acompanhe também os fiéis desta paróquia, para que façam sempre, por intermédio de Maria, aquilo que Jesus disser.



Procissão das Velas em Mafra

No passado Sábado, dia 25 de Maio, aproximando-se do fim do mês de Maria, a Paróquia de Mafra honrou a Mãe do Céu e nossa Mãe com uma bonita Eucaristia e Procissão das Velas.

Apesar de as condições climatéricas não convidarem a estar na rua, foram muitos os paroquianos que se reuniram na Basílica para a Missa da Solenidade da Santíssima Trindade à qual se seguia a Procissão das Velas.

Os cânticos estiveram a cargo do Coro da Catequese de Mafra e as vozes destas crianças engrandeceram a celebração, cantando cânticos à Santíssima Trindade e a Nossa Senhora.

Na homilia, o Padre Luís Barros falou sobre o Dogma da Santíssima Trindade e na sua magnificência. De facto, nós cristãos cremos num Deus constituído por três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo) cuja substância é a mesma, não deixando por isso de ser um só Deus.

Após a Santa Missa, fez-se então sair a Procissão que era encimada pelo guião de Nossa Senhora, alguns estandartes da paróquia, as crianças da catequese, o Prior e por fim, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima e o povo.

Durante a procissão foi rezado o Terço e foram-se ouvindo os bonitos versos do tradicional Avé de Fátima.

Já dentro da Basílica, aquando da Consagração a Nossa Senhora, o Padre Luís convidou os presentes a olhar atentamente para a imagem da Virgem de Fátima presente na Basílica. De facto, esta imagem é da autoria do mesmo escultor da que se encontra na Cova da Iria e foi feita 15 anos após as Aparições de Nossa Senhora em Fátima.

A celebração terminou com um bonito cântico entoado pelo coro das crianças.

Quase a terminar o mês dedicado a Nossa Senhora, procuremos manter acesa em nós a devoção a Maria Santíssima, Aquela que nos conduz até Jesus e que é a fonte da verdadeira esperança.



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Solenidade da Santíssima Trindade


Celebramos no próximo Domingo a Solenidade da Santíssima Trindade na qual celebramos e lembramos este dogma de Fé que afirma que Deus é um só, constituído por três pessoas distintas. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo são um só Deus, sendo iguais em todas as coisas porque têm uma só substância e portanto uma só e a mesma divindade.

Neste Domingo, veneramos este mistério que para a Igreja é um dever indispensável, uma vez que a Santíssima Trindade é o princípio de onde procedemos e o fim para o qual havemos de voltar. A primeira graça que nos foi conferida no Baptismo, veio-nos em nome da Santíssima Trindade e a glória que nos está preparada no Céu provém do amor que brota desta união Trinitária.

Numa palavra, como refere Santo Afonso Maria Ligório, a Santíssima Trindade é o nosso tudo. Todos os bens que já recebemos na nossa vida e os bens futuros que nos estão preparados, quer na ordem natural, quer na ordem da graça e da glória nos vêm através da Santíssima Trindade.

Com esta solenidade somos convidados a contemplar o mistério de um Deus que é amor e que,  através  do  plano  de  salvação do  Pai, que se tornou uma realidade viva e concreta na pessoa de Jesus Cristo, é continuado pela acção do Espírito Santo na Igreja que ajuda os crentes e os conduz para o amor divino que brota desta relação filial e trinitária. 

A celebração da Santíssima Trindade não deve ser apenas a tentativa de entender este dogma de Fé, mas sim de uma contemplação de um Deus que é amor.

Santo Agostinho teve a graça de perceber o quão grande e inexplicável é o Mistério da Santíssima Trindade. Um dia, passeando à beira do mar e querendo aprofundar este mistério, encontrou uma criança que estava entretida a encher uma pequena concha e a despejá-la num pequeno buraco que tinha feito na areia. O Bispo de Hipona pergunta então à criança o que ela queria fazer com isto, ao que a criança diz que queria meter naquele buraco toda a água do mar.

Apressadamente Santo Agostinho diz à criança que era impossível meter toda a água do mar naquele pequeno buraco. "Mais fácil será meter toda a água do mar neste buraco do que tu perceberes o mistério da Santíssima Trindade", responde a criança. Tratava-se de um anjo que tomara a forma de criança para advertir o santo de que o mistério da Santíssima Trindade era incompreensível por parte de todas as criaturas.

Impossível de compreender na totalidade a complexidade de tão grande dogma de Fé e de Amor, veneremos e adoremos a Santíssima Trindade, objecto da nossa fé e um dia da nossa eterna Salvação dizendo:

«Ó Deus, que concedestes aos Vossos servos o dom de conhecer na confissão verdadeira da Fé a Glória da Santíssima Trindade, e adorar a Sua Unidade no poder da Majestade; nós Vos rogamos que com a firmeza da mesma fé, possamos vencer todas as adversidades».



quinta-feira, 23 de maio de 2013

O Santo Cura d'Ars e a pureza de Nossa Senhora

São João Maria Vianney, pároco da pequena povoação francesa de Ars – e por isso conhecido como o Santo Cura d’Ars - foi, desde muito pequeno, grande devoto de Nossa Senhora. Aos 7 anos, ofereceram-lhe uma pequena imagem da Virgem Maria, que ele não largava nem de dia nem de noite, mesmo nos anos em que a Revolução Francesa proibia a ostentação de qualquer sinal religioso em público.

O Santo Cura d’Ars era conhecido pelo seu grande zelo sacerdotal e desejo de salvar almas, pelo que durante toda a sua vida de pároco procurou atrair ao confessionário o maior número de pessoas possível – chegando a confessar multidões, durante 17 horas por dia! – estimulando a devoção ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora.

Uma tarde, proferiu um lindíssimo sermão sobre a pureza da Santíssima Virgem, do qual deixamos um excerto:
 
«Nós dizemos que a pureza vem do Céu, porque só o próprio Jesus Cristo foi capaz de no-la ensinar e fazer-nos sentir todo o seu valor. Ele deixou-nos o exemplo prodigioso da estima que teve dessa virtude. Tendo resolvido, na grandeza da sua misericórdia, resgatar o mundo, Ele tomou um corpo mortal como o nosso; mas Ele quis escolher uma Virgem por Mãe. Quem foi esta incomparável criatura, meus irmãos?
 
Foi Maria, a mais pura entre todas que, por uma graça que não foi concedida a mais ninguém, foi isenta do pecado original. Ela consagrou a Sua virgindade ao Bom Deus desde a idade de três anos, e oferecendo-Lhe o Seu corpo e a Sua alma, ofereceu a Deus o sacrifício mais santo, o mais puro e o mais agradável que Nosso Senhor jamais recebeu de uma criatura sobre a terra. Ela manteve este sacrifício por uma fidelidade inviolável em guardar a Sua pureza e em evitar tudo aquilo que pudesse, mesmo de leve, ofuscar o seu brilho.
 
Nós vemos que a Virgem Santa fazia tanto caso desta virtude, que Ela não queria consentir em ser Mãe de Deus antes que o Anjo lhe tivesse assegurado que Ela não perderia a pureza. Mas, tendo-lhe dito o Anjo que, tornando-se Mãe de Deus, bem longe de perder ou diminuir a Sua pureza de que Ela tanto estimava, Ela seria ainda mais pura e mais agradável a Deus, consentiu então de bom grado, a fim de dar um novo brilho a esta pureza virginal.
 
Nós vemos ainda que Jesus Cristo escolheu um pai nutrício que era pobre e puro, é verdade; Ele quis que a sua pureza estivesse acima de todas as outras criaturas, excepto acima da pureza da Virgem Santa.
 
Meus irmãos, quantas almas os pecados contra a pureza arrastam para o Inferno! Como esta virtude é pouco conhecida no mundo, quão pouco nós a valorizamos, quão pouco cuidado nós temos em conservá-la, quão pouco zelo temos em pedi-la a Deus, pois não a podemos ter por nós mesmos!»
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Santo Afonso Maria de Ligório, arauto de Nossa Senhora


A chave dos tesouros celestes é a oração, e exceptuando a graça Baptismal que por norma, não é dispensada sobre cada um de nós através da nossa oração (uma vez que é por vontade dos nossos pais), o Senhor não concede outras graças senão por meio da oração.

Não é de admirar, que tendo Nosso Senhor destinado Santo Afonso a ser uma grande luz para a Igreja, lhe tenha destinado um grande espírito de oração que o faz por isso, perfeito modelo.

Desde criança que Santo Afonso começou a dar provas deste espírito e a sua oração subia ao céu, até ao trono de Deus. Enquanto jovem, era conhecido em Nápoles  pela sua presença diária e devota junto do Santíssimo Sacramento.

Durante a sua vida, este santo sobre o qual, hoje meditamos, percebeu que a oração é absolutamente indispensável para obter a graça da conversão, para progredir em virtude e para a salvação das almas.

Há a destacar, dos grandes escritos deste Doutor Angélico, as suas longas meditações sobre a Virgem Maria, das quais temos falado e acima de tudo divulgado e fazer com que o seu exemplo e testemunho exerçam em nós uma verdadeira conversão.

Segundo Santo Afonso, «Jesus é medianeiro da justiça e Maria a medianeira da graça. Por isso, na opinião de tantos santos como São Bernardo, São Bernardo entre outros, Deus quer que nos sejam dispensadas pelas mãos de Maria Santíssima, todas as graças que nos quer conceder. (...) Felizes daqueles que recorrem com confiança a esta Divina Mãe. Entre todas as devoções, a que mais agrada à Santíssima Virgem é recorrer sempre a Ela e dizer-lhe 'Ó Maria, rogai a Jesus por mim'

Este santo ensina-nos também a não temermos que Maria não nos queira ouvir, pois a Virgem Mãe deleita-se por poder interceder junto de Deus, de forma a alcançarmos todas as graças. Já dizia São Bernardo e refere Santo Afonso: "Quem é que alguma vez, tendo implorado junto de Nossa Senhora auxílio, se perdeu ou se sentiu esquecido?"

A grande graça que devemos pedir a Nossa Senhora é a de um amor ardente a Jesus e uma confiança filial n'Ela mesma. Procuremos neste mês de Maio, tempo em que a devoção Mariana é mais divulgada e praticada em todo o mundo, olhar para estes santos que encontraram em Nossa Senhora uma poderosa intercessão junto de Deus e fazer das palavras de Santo Afonso, uma oração constante na nossa vida:

Ó minha amabilíssima Mãe,
um só temor me aflige:
é perder um dia, por minha negligência,
a confiança que tenho em Vós.

Suplico-Vos pois, ó Maria,
pelo amor que tendes a Vosso Filho,
que conserveis e aumenteis em mim
cada vez mais a doce confiança na Vossa intercessão.

Ela com certeza me fará aumentar a amizade de Deus,
que tão loucamente tenho desprezado.
Espero conservá-la por Vosso socorro,
e conservando-a, chegar ao paraíso,
para Vos dar graças e cantar as misericórdias de Deus e as Vossas,
durante toda a eternidade.  Ámen.


terça-feira, 21 de maio de 2013

São Bernardo de Claraval e a Mediação de Maria


Um dos Santos que facilmente se associa à Devoção a Nossa Senhora é São Bernardo de Claraval, considerado o "o último dos Padres” da Igreja, porque no século XII, ele renovou e fez presente a grande teologia dos padres, como referiu o Papa Emérito Bento XVI numa Audiência Geral a ele dedicada.

Sobre este Santo Mariano, sabe-se que nasceu em 1090 em Fontaines, na França e que por volta dos 20 anos, entrou numa fundação monástica nova, mais ágil com relação dos antigos e veneráveis mosteiros de então e, ao mesmo tempo, mais rigorosa na prática dos conselhos evangélicos, chamada da Fundação Cisteriense.

Mas este grande santo, denominado pelo Papa Inocêncio II de "muralha inexpugnável que sustenta a Igreja", depressa se tornou conhecido pelas suas exortações que levava todos a afirmar  que seus lábios destilavam puríssimo mel.

Uma das orações mais conhecidas de São Bernardo é a incomparável prece "Lembrai- vos" com a qual terminaremos esta meditação. Este apóstolo de Nossa Senhora foi um dos primeiros a chamar a Virgem Maria de Mãe de Deus. Conta a tradição que, escutando certa vez os seus irmãos a cantar a Salve Regina, irrompeu de seu coração, cheio de amor e devoção a exclamação que actualmente coroa esta oração: "Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!".

A par das orações a Nossa Senhora que São Bernardo nos deixou, pode ainda destacar-se o facto de ter sido um dos primeiros apóstolos da "Mediação Universal de Maria Santíssima", deixando esta doutrina claramente consignada em numerosos sermões, como este que podemos agora meditar:

"Porque éramos indignos de receber qualquer coisa, foi-nos dada Maria para, por meio d'Ela, obtermos tudo quanto necessitamos. Quis Deus que nós nada recebamos sem ter passado antes pelas mãos de Maria.  (...) Com o mais íntimo da nossa alma, com todos os afectos do nosso coração e todos os sentimentos e desejos da nossa vontade, veneremos a Maria, porque esta é a vontade d'Aquele Senhor que quis que tudo recebamos por Maria.".

Ainda a propósito da Mediação Universal de Nossa Senhora, há uma expressão que demonstra o quanto São Bernardo amava e defendia a Mãe de Deus como Medianeira de todas as graças: "Deus reuniu todas as águas e chamou-as de mar. Reuniu todas as graças e chamou-as Maria."


Lembrai-Vos ó Piíssima

Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria,
que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles
que têm recorrido à Vossa protecção,
implorado a Vossa assistência,
e reclamado o Vosso socorro,
fosse por Vós desamparado.

Animado eu, pois, de igual confiança,
a Vós, Virgem entre todas singular,
como a Mãe recorro,
de Vós me valho e,
gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prostro aos Vossos pés.

Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe do Filho de Deus humanado,
mas dignai-Vos de as ouvir propícia
e de me alcançar o que Vos rogo. Ámen.



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pio XII e o Milagre de Fátima

À entrada do Santuário de Fátima, à esquerda da Basílica da Santíssima Trindade, podemos encontrar um monumento dedicado ao Papa Pio XII. Mas porque este Papa, que nunca visitou Portugal, está tão misteriosamente vinculado a Fátima?
 
Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII, foi sagrado bispo pelo Papa Bento XV, na capela Sistina, exactamente na mesma manhã - pelas 12h00 - de 13 de Maio de 1917, quando a Santíssima Virgem aparecia aos três pastorinhos pela primeira vez, em Fátima.
 
Foi também durante o seu Pontificado que se divulgou o pedido de Nossa Senhora para que o Papa consagrasse a Rússia ao Seu Imaculado Coração, efectuada em 1952 mediante a carta apostólica “Sacro vergente anno”, embora não tenha sido em conjunto com todos os bispos do mundo, como tinha pedido a Virgem Santíssima.
 
A 13 de Maio de 1946, enviou o Cardeal Masella, como Legado Pontifício, para coroar a imagem de Nossa Senhora que está na Capelinha das Aparições com a coroa preciosa oferecida pelas mulheres portuguesas.
 
Dizia-se, na altura, que Pio XII teria visto o mesmo milagre do sol de Fátima nos jardins do Vaticano, nas vésperas da proclamação do Dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu em corpo e alma. As dúvidas sobre este episódio desapareceram em Novembro de 2008, quando um dos biógrafos mais conhecidos do venerável Papa revelou um autógrafo, escrito pelo próprio Papa Pio XII a lápis:
 
«Era o dia 30 de Outubro de 1950, antes da vigília do dia, esperado com tantas ânsias por todo o mundo católico, da solene definição da Assunção ao Céu de Maria Santíssima. Pelas quatro da tarde, fazia o meu costumeiro passeio pelos jardins vaticanos, lendo e estudando, como sempre, vários documentos de despacho.
 
Ia subindo desde a praça da Virgem de Lourdes para o topo da colina, pelo caminho da direita que segue paralelo ao longo da muralha. De repente, havendo levantado os olhos dos papéis que tinha na mão, fui surpreendido por um fenómeno que não havia nunca até então visto. O sol, que todavia estava bastante alto, aparecia como um globo opaco amarelado, circundado por um círculo de luz ao redor, o qual, sem embargo, não me impedia de modo algum de mirá-lo fixamente sem causar a mínima moléstia.
 
Só havia adiante uma pequena nuvem. O globo opaco se movia ligeiramente para fora, seja girando, seja vindo da esquerda para a direita e vice-versa. Porém no interior do globo se viam com toda claridade e sem interrupção movimentos fortíssimos.
 
O mesmo fenómeno se repetiu no dia seguinte, 31 de Outubro, e a 1 de Novembro, oitava da mesma solenidade. A partir de então nada mais vi. Várias vezes, nos dias seguintes, à mesma hora e com as mesmas ou similares condições atmosféricas, procurei olhar para o sol para ver se aparecia o mesmo fenómeno, mas foi em vão. Não conseguia olhá-lo sequer por um instante, pois a vista ficava imediatamente cegada.
 
Durante os dias seguintes dei a conhecer o facto a poucos íntimos e a um pequeno grupo de cardeais (talvez quatro ou cinco)… Esta é, em breves e simples termos, a pura verdade».
 
O Pontificado de Sua Santidade Pio XII é mais uma prova de que Fátima está intimamente ligada ao Papado. Por fim, queremos deixar um excerto das palavras do Papa Pacelli dirigiu aos portugueses, num emocionante anúncio radiofónico no dia da coroação da Imagem de Nossa Senhora de Fátima:
 
 
«Coroando a imagem de Nossa Senhora, assinastes, com o atestado de fé na sua realeza, o de uma submissão à sua autoridade, de uma correspondência filial e constante ao seu amor. Obrigastes-vos a trabalhar para que Ela seja amada, venerada, servida à vossa volta, na família, na sociedade, no mundo».

domingo, 19 de maio de 2013

Vinde Espírito Santo




Vinde Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e ascendei neles o fogo do Vosso amor; enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.


sábado, 18 de maio de 2013

O Beato João Paulo II e Fátima

Hoje celebra-se o aniversário natalício de um dos Papas do século XX que está inquestionavelmente ligado a Fátima. A 18 de Maio de 1920 nascia, na Polónia, o Beato João Paulo II.

Desde sempre que Karol Wojtyla foi um grande devoto de Nossa Senhora. Eleito Papa em 1978, escolheu como lema «Totus tuus», que dizer «Todo Teu» e no brasão papal de João Paulo II sobressaía a cor azul, alusiva ao manto da Virgem Santíssima e um “M” de Maria.
Ele foi um Papa verdadeiramente mariano, mas a sua relação com Fátima teve início com o trágico atentado de 13 de Maio de 1981. Desde esse dia que João Paulo II não cessou de agradecer à Virgem de Fátima a poderosa intercessão pela sua vida, tendo visitado o Santuário da Cova da Iria por três vezes: a 13 de Maio de 1982, exactamente um ano após o atentado, em 1991 e no ano 2000, para beatificar os Pastorinhos Francisco e Jacinta.

Em 1991, quando o felicitaram pelo 13º ano de Pontificado, o Papa respondeu simplesmente: «Treze anos de Pontificado? Foram 3 anos de Pontificado e dez de Milagre!»
Ainda hoje se perpetua a lembrança desse milagre sempre que a Imagem da Capelinha das Aparições ostenta a sua coroa preciosa, nos dias de grandes peregrinações, uma vez que nela se encontra a bala que deveria atingir mortalmente o Sumo Pontífice.

A devoção de João Paulo II a Fátima exprimiu-se tão expressivamente que é difícil apontar apenas um ou outro episódio. Se tivéssemos de escolher um ou outro momentos marcantes desta relação, poderíamos arriscar aquela oração silenciosa, a 13 de Maio de 1982, à mesma hora do atentado que ocorrera um ano antes. Nessa tarde, o Papa rezou a Nossa Senhora, durante 45 minutos de absoluto silêncio, apesar do meio milhão de peregrinos presentes, para nervosismo e alguma confusão dos jornalistas e mestres de cerimónias.
Na verdade, dizem as testemunhas, parecia que o tempo tinha parado e no mundo só existia, naquele momento, um ‘bispo vestido de branco’ ajoelhado diante da Branca Senhora de Fátima.
Um outro gesto significativo foi o seu gesto de depor aos pés da Imagem de Nossa Senhora, a 12 de Maio de 2000, o anel que o seu secretário lhe tinha oferecido no início do Pontificado. Nesse anel, estava gravada a inscrição “Totus tuus”, como que João Paulo II soubesse que era a última vez que visitava a Mãe Celestial na Cova da Iria, Lhe agradecesse novamente e consagrasse o resto da sua vida.

Não menos curiosa – para o Céu não há coincidências – foi a data em que o Papa Polaco partiu para Deus: 2 de Abril de 2005, véspera do Domingo da Divina Misericórdia, Festa por ele instituída, sendo também o Primeiro Sábado do mês, dia especialmente dedicado ao desagravo do Coração Imaculado de Maria.
Deixamos aqui um excerto da homilia proferida há 13 anos por João Paulo II, na Missa de Beatificação dos Pastorinhos de Fátima. E porque as coisas de Deus não passam de moda, estas palavras não perderam a sua actualidade:
 
«A mensagem de Fátima é um apelo à conversão, alertando a humanidade para não fazer o jogo do dragão que, com a ‘cauda, arrastou um terço das estrelas do Céu e lançou-as sobre a terra’ (Ap 12, 4). A meta última do homem é o Céu, sua verdadeira casa onde o Pai celeste, no seu amor misericordioso, por todos espera».

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Acto de Reparação ao Imaculado Coração de Maria



Ó Coração Doloroso e Imaculado de Maria, trespassado de dor pelas injúrias 
com que os pecadores ultrajam o Vosso Santo Nome e a Vossa excelsa mensagem; 
eis-nos prostrados a Vossos pés,
oprimidos pelo peso das nossa próprias culpas.

Arrependidos, vimos até Vós com ânimo de reparar as injúrias
que como penetrantes setas dirigem contra Vós os homens ousados e perversos. 

Desejamos reparar com este Acto de Amor e Submissão,
todas as blasfémias que proferem contra o Vosso Santíssimo Nome,
todas as ofensas que fazem às Vossas excelsas virtudes 
e todas as ingratidões com que os homens correspondem 
ao Vosso amor maternal e inesgotável misericórdia.

Aceitai, ó Coração Imaculado da Virgem Santa Maria, 
este nosso Acto de Amor e Reparação, 
com o firme propósito que fazemos de ser-Vos fiéis todos os dias da nossa vida
e de defender a Vossa honra quando ultrajada. 

Doce Coração de Maria, sede a nossa Salvação!


Solenidade de Pentecostes


No próximo Domingo celebramos a Solenidade do Pentecostes, o dia em que a Igreja recorda a descida do Espírito Santo sobre Maria Santíssima e os Apóstolos, reunidos no Cenáculo.

Antes de partir para o Céu, o nosso Redentor prometeu várias vezes aos Seus discípulos que havia de pedir ao Pai que enviasse o Consolador , o Espírito da Verdade, para que estivesse sempre com eles. No Domingo de Pentecostes recordamos a concretização dessa promessa feita por Jesus.

Narra São Lucas, nos Actos dos Apóstolos, que naquele dia, estando os discípulos todos reunidos com Maria Santíssima, o Espírito Santo desceu sobre eles em forma de línguas de fogo, poisando uma sobre cada um deles. Cheios do Espírito Santo, os apóstolos foram falar em várias línguas, conforme o Espírito lhes concedia.

O Pai eterno, mesmo depois de nos ter entregue o Seu amado Filho, para morrer por nós na cruz, enviou-nos o Espírito Consolador, para habitar nas nossas almas e conservar nelas o fogo sagrado do amor.
Santo Afonso, explicando tão nobre acontecimento na história da Igreja, leva-nos a olhar para todos os pormenores do Domingo de Pentecostes. «O Espírito Santo desceu sobre a forma de línguas de fogo, para nos ensinar que por nosso amor, assumiu o ofício de dirigir as línguas do apóstolos e seus sucessores na pregação do Evangelho».

Para Santo Afonso, o Espírito Consolador apareceu sob a forma de chamas para mostrar que iluminará os espíritos, purificará os corações e estimulará a vontade de todos os fiéis, para trabalharem na santificação própria e na dos outros.

Seremos nós dóceis à acção do Espírito Santo em nós? O Espírito que desceu sobre os apóstolos é o mesmo que é derramado sobre nós, em todos os Sacramentos. Pelo Baptismo, tornamo-nos filhos bem-amados de Deus Pai. No Sacramento do Santo Crisma, recebemos o Espírito de Fortaleza e Sabedoria. Deixamos que o Espírito actue nas nossas vidas?

O Papa Francisco, na AudiênciaGeral da passada quarta-feira, convidou os presentes a rezar ao Espírito Santo e a seguir o exemplo de Nossa Senhora, de forma a «nos deixar inundar pela luz do Espírito Santo, predispondo-nos à Sua acção, buscando conhecer mais a Cristo e as verdades da fé: meditando a Sagrada Escritura, estudando o Catecismo e aproximando-se com mais frequência dos Sacramentos».

De facto, quem melhor que a Santíssima Virgem para nos mostrar como devemos ser dóceis à acção do Espírito Santo? Ela, que acolheu o Espírito Santo no momento da Encarnação do Verbo Divino, é exemplo de fé e de fidelidade à vontade de Deus.

A nós, pobres pecadores que muitas das vezes voltamos as costas a Deus e ao Seu Espírito de Amor, deve fazer-se sempre presente a vontade de rezar, pedindo que por acção do Espírito, as nossas almas sejam libertas do erro e do pecado. Recordemos por isso, as sábias palavras de Santo Afonso, Doutor da Igreja:

«Ó Espírito Santo, Divino Paráclito, Pai dos pobres,
Consolador dos aflitos, Santificador das almas.
Creio que Sois Deus eterno,
da mesma substância do Pai e do Filho divino.
Ofereço-Vos o meu pobre coração
e peço-Vos que queirais purificá-lo com a água da vida eterna
a fim de que seja morada digna de Deus e só em Vós ache repouso.»




Proposta de cânticos para a Missa:

Entrada - Cristo Jesus, tu me chamaste (H. Faria)
Sequência do Pentecostes (M. Faria)
Ofertório - Vem Espírito de Amor
Comunhão - Recebestes um espírito (C. Silva)
Acção de Graças - Consagração a Nossa Senhora
Final - Só no Espírito de Deus

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Papa Leão XIII e o Triunfo do Imaculado Coração


No ano de 1884, o Papa Leão XIII teve a graça de uma visão que mudou a forma como este Sumo Pontífice passou a reagir contra o poder do Demónio e como, daí em diante, promoveu a devoção a Maria Santíssima e à oração do Rosário.

No dia 13 de Outubro de 1884, terminada a Missa por ele celebrada, o Santo Padre estava a assistir a outra em acção de graças, como era seu costume. De súbito foi visto erguer energicamente a cabeça, fixando-se num ponto acima do celebrante. Olhava sem pestanejar, com uma expressão de terror e assombro que chegou a fazê-lo mudar de cor. Algo de estranho se desenhava diante dos seus olhos.

Durante a Missa tivera uma visão na qual ouvia a voz de Satanás, lisonjeando-se diante de Deus a afirmar que podia destruir a Igreja e arrastar a humanidade toda para o inferno e que para isso apenas necessitava de conseguir mais poder e algum tempo.

Com resposta a esta visão, o Santo Padre decidiu compor uma oração que passou a ser rezada em todo o mundo, no fim da Missa, e que era conhecida como a oração leonina. Dedicada a São Miguel Arcanjo e a Nossa Senhora, esta suplicava o auxílio contra o poder do mal, do Príncipe do Mundo.

Com a visão de Leão XIII, iniciou-se uma batalha, uma luta entre Deus e o Demónio. Da parte de Deus, várias vezes Nossa Senhora se manifestou, principalmente em Fátima, para nos  avisar, quando alude ao triunfo do seu Imaculado Coração, é que Ela que Deus encarregou juntamente com São Miguel Arcanjo de vencer esta guerra, será a vencedora, e que esta guerra, iniciada no tempo da visão do Papa Leão XIII, continua a ocorrer.

O Triunfo de Nossa Senhora, é a intervenção de Deus na humanidade. É a Vitória de Nossa Senhora sobre todo o mal , é o tempo de Paz prometido por Deus em Suas Sagradas escrituras e confirmado por Nossa Senhora também em Fátima.

Como arma, para vencer esta guerra, Nossa Senhora apresenta-nos o Rosário e o Papa Leão XIII, enquanto guiava o leme da Santa Igreja, divulgou incessantemente esta oração dizendo que «a eficácia e o valor do Rosário aparecem ainda maiores se o considerarmos como um dever (...) Na verdade, ninguém ignora o quanto é necessária para todos a oração, não porque com ela se possam modificar os divinos decretos, mas porque, como diz S. Gregório: "Os homens, com a oração, merecem receber aquilo que Deus omnipotente desde a eternidade decidiu dar-lhes".

Procuremos cada vez mais dar valor ao Terço do Rosário, fazendo presente nas nossas vidas o hábito de rezar à Virgem Maria. Como dizem muitos santos da Igreja, «de Maria nunca se dirá bastante». A Mãe de Deus, através do Seu Imaculado Coração luta contra Satanás todos os dias e apela os Seus filhos, que somos todos nós à conversão.

Sejamos nós a Igreja Militante no verdadeiro sentido da expressão. Lutemos pelo triunfo do Imaculado Coração de Maria, de Terço na mão e com profundo propósito de conversão com vista à salvação da nossa alma e daquelas que nos rodeiam.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

São Pio X e as Coroas de Nossa Senhora

O Papa São Pio X tinha como nome de Baptismo Giuseppe Melchiorre Sarto.

Eleito Sumo Pontífice a 4 de Agosto de 1903, o seu lema era Instaurar tudo em Cristo’. Foi um defensor intransigente da Doutrina e governou a Igreja Católica com bastante firmeza numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências para o modernismo, encarado por ele como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia.

Pio X foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que reflectissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e promoveu o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão.
Este Papa incentivou ainda o estudo do canto gregoriano e do Catecismo. Ele próprio foi autor de um catecismo, designado por Catecismo de São Pio X.
Foi o primeiro Papa a ser canonizado desde São Pio V e a Igreja celebra a sua memória litúrgica no dia 21 de Agosto
São Pio X é actualmente o patrono dos peregrinos enfermos e é considerado por alguns como o maior dos Papas do século XX.
Quando ainda era Bispo, proferiu um belo discurso sobre Nossa Senhora que vale a pena recordar aqui:
«Deus pôs sobre a Cabeça de Maria uma coroa de preço infinito, ou melhor, pôs um privilégio que lhe e próprio: Maria tem direito a todas as coroas.

A coroa do mérito e da virtude, laurea virtutis, porque é a única criatura humana que nunca contraiu e nem cometeu pecado, ultrapassando em santidade aos anjos e serafins.

A coroa da ciência e da doutrina, laurea doctoralis, porque Ela conheceu todos os segredos do verbo e o livro da vida Lhe foi revelado.

A coroa do combate e da vitória, corona triunphalis, porque conquistou as legiões do Inferno e exterminou todas as heresias.

A coroa do mérito e da coragem, corona muralis, porque defendeu os muros da cidade santa contra o furor dos salteadores, preservando da ruína os assediados e por Ela conquistamos o direito de cidadãos do Céu.

A coroa de núpcias e de esposa, corona nuptialis, porque, sem perder o Seu diadema de Virgem, ela foi associada por um matrimónio inefável à fecundidade da divina natureza.

A coroa real e sacerdotal, corona regni, infuia sacerdotii, porque, tendo dado à vida a quem é Rei e Sacerdote por excelência, participou e participará eternamente da autoridade do Seu Reinado, mérito da Sua imolação.

Mas... que profundezas nos metemos a sondar, ó filhos meus? Se em nós refulgem raios, em Maria descansa o sol. Se para uns correm as águas das fontes, em Maria se despeja o mar. Se alguns tem a participação medida, Maria tem a soberania absoluta, de tal modo que as coroas de graças que cingem a Sua fronte correspondem à esplêndida manifestação da coroa de gloria que a esperou no Céu”.

Fonte: Pio X – D.Frei Vitorino Facchinetti, O.F.M.
Editora Vozes Petropólis – 1938
Pgs. 343,344.

«As heresias e erros modernos serão destruídos pelo Santo Rosário»
Papa S. Pio X

Semana da Vida


Com o tema 'Dá mais Vida à tua vida', a Comissão Episcopal do Laicado e Família propõe-nos esta semana como a Semana da Vida, respondendo ao apelo do Papa João Paulo II, de uma celebração anual em defesa da vida, com o objetivo de promover nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, desde a concepção até  à morte natural, concentrando a atenção de modo especial na problemática gravíssima do aborto e da eutanásia.
 
O objectivo é despertar as consciências dos católicos para que lutem activamente contra estes atentados à vida humana, em toda e qualquer circunstância.
 
O Catecismo da Igreja Católica é claro quanto à gravidade do aborto:
 
«2272. A colaboração formal num aborto constitui falta grave. A Igreja pune com a pena canónica da excomunhão este delito contra a vida humana (...) A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade.»
Já sobre a eutanásia, discussão que parece ganhar terreno a cada dia que passa, a Igreja afirma:
 
«2277. Quaisquer que sejam os motivos e os meios, a eutanásia directa consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inaceitável. Uma acção ou uma omissão que, por si mesma ou na intenção, cause a morte com o fim de suprimir o sofrimento, constitui um assassínio gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador».
Como podemos ver, apesar de poderem ser 'legais', a Igreja não hesita de chamar a estes procedimentos o que realmente são: verdadeiros assassínios. É esta verdade que temos de ter coragem para anunciar, sem medo ou vergonha de sermos rotulados de 'fanáticos fundamentalistas', como tantas vezes se ouve por aí!
Toda a sociedade que não fundamente as suas leis no respeito total pela vida humana, trabalha, no fundo, para a sua própria ruína. Defender a vida humana é uma urgente missão para todos os cristãos dos tempos actuais, sem ceder nem aos egoísmos, nem às correntes de opinião dominantes, nem aos parlamentos.
Hoje também é o Dia Internacional da Família. A Família não pode continuar a ser deformada e destruída por leis que possibilitem verdadeiros ultrajes à dignidade humana, como por exemplo as leis que permitem as uniões de pessoas do mesmo sexo, a adopção de crianças por esses mesmos pares e a falta de regulamentação para os embriões excedentários, frutos da Procriação Medicamente Assistida.
 
 
Neste dia, oferecemos a oração do Terço para que todos reconheçam o valor da Vida Humana, confiando o nosso país à protecção  d’Aquela que é a Mãe do Autor da Vida e reparando o Seu Coração Imaculado pelos pecados públicos da Nação Portuguesa.
 

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PELA VIDA,
DO PAPA JOÃO PAULO II
 
Ó Maria, Aurora do mundo novo,
Mãe dos viventes!
 
Confiamo-Vos a causa da vida:
olhai, Mãe, para o número sem fim
de crianças a quem é impedido nascer,
de pobres para quem se torna difícil viver,
de homens e mulheres vitimas de inumana violência
de idosos e doentes assassinados pela indiferença
ou por uma suposta compaixão.
Fazei com que todos aqueles que crêem no Vosso Filho
saibam anunciar com desassombro e amor
aos homens do nosso tempo o Evangelho da vida,
alcançai-lhes a graça de o acolher
como um Dom sempre novo,
a alegria de o celebrar com gratidão em toda a sua existência
e a coragem para o testemunhar com grande firmeza,
para construírem a civilização da verdade e do amor,
para louvor e glória de Deus, Criador da vida.
 
 
Amén.
Da Carta Encíclica EvangeliumVitae
sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sobreiro e Achada juntos no dia 13 de Maio

Na noite do passado dia 13 de Maio, a JMV Sobreiro e a JMV Achada não quiseram deixar passar em branco um dia tão importante para eles, como Jovens Marianos. Assim, organizou-se um momento de oração com a recitação do Terço, num molde diferente dos outros dias, criando um verdadeiro ambiente de oração no Largo da igreja do Sobreiro.

Desde o final da tarde que se ouviam cânticos marianos no adro da igreja, lembrando a quem passava que aquele dia era dedicado a Nossa Senhora e convidando a população a estar presente nesta oração tão querida por Ela.

No alpendre da igreja, foi colocada a Cruz processional e o Círio Pascal, assim como uma pintura realizada por um jovem da JMV Sobreiro e que representa a primeira aparição na Cova da Iria. Em lugar de destaque, estava a imagem de Nossa Senhora, bem iluminada, ornada de dois arranjos de flores e ladeada por duas velas.

Pelas 21h00, iniciou-se a oração com o conhecido cântico ‘Bendizemos o Teu nome’. Seguidamente, foi narrado um resumo, de forma breve, das aparições do Anjo e de Nossa Senhora, ao mesmo tempo que era feita uma representação das mesmas pelos jovens do Sobreiro e Achada.

Após o cântico ‘A 13 de Maio’, meditaram-se os Mistérios Gozosos do Rosário, os quais foram rezados por um rapaz e por uma rapariga de cada uma das localidades e encenados também pelos jovens.

Durante o Terço, muitas foram as pessoas que acenderam velas que, apesar de não ter sido realizada procissão, mantiveram acesas nas suas mãos até ao final da oração.

Digna de registo foi a inesperada afluência do povo, que até ‘obrigou’ a algumas remodelações do espaço físico! Foi muito reconfortante para os grupos ver tanta gente a rezar com devoção à Virgem de Fátima!

No final do Terço, rezaram-se três Avé-Marias pela conversão dos pecadores e foi também rezado um excerto da Consagração do Pontificado do Papa Francisco, feita na manhã desse dia em Fátima pelo Cardeal de Lisboa.

Por fim, após várias estrofes do cântico ‘Avé de Fátima’, foram lembrados os 40 anos da inauguração da igreja do Sobreiro e de como, há aproximadamente 42 anos, algumas das pessoas que ontem lá estavam, também teriam estado na antiga Capela do Sobreiro, quando as duas comunidades faziam a sua caminhada de fé em conjunto. Para terminar, foi entoado o ‘Adeus à Virgem’ que, como sempre, emocionou muitas pessoas.

Foi uma bonita noite de oração, em louvor da Virgem Santa Maria, Nossa Senhora de Fátima, a quem confiamos estes dois grupos de jovens – JMV Sobreiro e JMV Achada – assim como todos os jovens Filhos de Maria!



O Papa Bento XVI e Fátima

Durante o voo para Portugal, a 11 de Maio de 2010, o Papa Bento XVI concedeu uma entrevista na qual abordou vários assuntos, entre se destacou, inevitavelmente, o tema ‘As Aparições de Fátima’. Disse o então Sumo Pontífice:

«Uma aparição, ou seja, um impulso sobrenatural, não vem só da imaginação da pessoa, mas da realidade da Virgem Maria e do sobrenatural; que um impulso deste tipo entra num sujeito e se expressa segundo as possibilidades do sujeito. Nestas expressões, articuladas pelo sujeito, esconde-se um conteúdo que vai além, mais profundo, e somente no curso da história podemos ver toda a sua profundidade, que estava – digamos – “vestida” nesta visão possível à pessoa concreta».

As suas palavras suscitaram logo interesse na visão do chamado Terceiro Segredo de Fátima, sobre o qual o Santo Padre falou sem hesitações, explicando que essa parte do Segredo não se refere apenas a acontecimentos do passado, mas também a situações presentes e até futuras:

«Diria que, além da grande visão do sofrimento do Papa, que podemos referir ao Papa João Paulo II em primeira instância, indicam-se realidades do futuro da Igreja que se desenvolvem e se mostram paulatinamente. Por isso, é verdade que além do momento indicado na visão, fala-se, vê-se, a necessidade de uma paixão da Igreja, que naturalmente se reflecte na pessoa do Papa; mas o Papa está para a Igreja e, assim, são sofrimentos da Igreja que se anunciam».

De facto, como já vimos, Fátima está intimamente ligada ao Santo Padre e a visão do ‘Bispo vestido de branco’ que caminha vacilante, a sofrer e a rezar, à medida que passa por cadáveres de Bispos, religiosos e fiéis, até ao martírio do próprio Papa aos pés de Cruz, mostra a paixão da Igreja, os sofrimentos que se anunciam para quem quiser ser fiel à Verdade de Jesus Cristo.

«Os ataques ao Papa e à Igreja vêm não só de fora, mas os sofrimentos da Igreja vêm justamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja. Também isso sempre foi sabido, mas hoje o vemos de um modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja, e que a Igreja, portanto, tem uma profunda necessidade de re-aprender a penitência».

É agora mais clara a afirmação do Cardeal Cerejeira, Patriarca de Lisboa há cerca de 50 anos: ‘Não foi a Igreja que impôs Fátima, mas foi Fátima que se impôs à Igreja’, precisamente porque, como vemos, desde o início que a Mensagem de Fátima se cruza com os caminhos da Igreja.

Apesar de parecer, à primeira vista, uma visão e uma mensagem catastrófica, Nossa Senhora termina com uma promessa de esperança: «Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!»

E Bento XVI, na sua visita a Fátima, no final da homilia do dia 13 de Maio de 2010, mostrou que confia plenamente na promessa de Maria Santíssima e pediu o triunfo do Seu Coração Imaculado, que deve ser igualmente desejado por todos nós.
 
«Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade!»

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Pontificado do Papa Francisco consagrado a Nossa Senhora de Fátima


O Cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, consagrou hoje, 13 de Maio, o Pontificado do Papa Francisco a Nossa Senhora de Fátima, juntamente com toda a Conferência Episcopal Portuguesa e com outros Bispos provenientes de vários países para as celebrações na Cova da Iria, conforme o Sumo Pontífice tinha desejado.
Após a bênção dos doentes, o Cardeal-Patriarca, diante da Imagem de Nossa Senhora, entregou o ministério do Santo Padre à Mãe de Deus:
«Nós Vos consagramos, Senhora, Vós que sois Mãe da Igreja, o ministério do novo Papa. Dai-lhe o dom do discernimento para saber identificar os caminhos da renovação da Igreja; dai-lhe coragem para não hesitar em seguir os caminhos sugeridos pelo Espírito Santo; amparai-o nas horas duras de sofrimento, a vencer, na caridade, as provações que a renovação da Igreja lhe trará»
Em seguida, Dom José rezou também para que um dia o Papa Francisco seja peregrino do Altar do Mundo:
«Só Vós, Senhora, no Vosso amor maternal a toda a Igreja, podeis pôr no coração do Papa Francisco o desejo de ser peregrino deste Santuário. Aqui, neste Altar do Mundo, ele poderá abençoar a humanidade, fazer sentir ao mundo de hoje que Deus ama todos os homens e mulheres do nosso tempo, que a Igreja os ama e que Vós, Mãe do Redentor, os conduzis com ternura aos caminhos da salvação».
O texto da Consagração frisou por várias vezes a renovação da Igreja e, para Dom José, esta renovação está directamente ligada à Mensagem de Fátima, pois só pode surgir através de uma conversão, ou seja de um regresso a Deus:
«Os caminhos de renovação da Igreja levam-nos a redescobrir a actualidade da mensagem que deixastes aos Pastorinhos: A exigência da conversão a Deus que tem sido tão ofendido, porque tão esquecido”.

O anterior Sumo Pontífice, Sua Santidade o Papa Emérito Bento XVI, «que escolheu o caminho do orante silencioso, desafiando a Igreja para os caminhos da oração», foi também recordado  nesta consagração e apresentado como exemplo para uma Igreja orante.

Após o momento da Consagração do Pontificado, no final da Missa, o Bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, leu uma mensagem da Secretaria de Estado da Santa Sé, em nome do Papa Francisco:

«O Santo Padre manifestou o seu agrado pela iniciativa e profundo reconhecimento pela satisfação do seu desejo em união de oração com todos os peregrinos de Fátima, aos quais, de coração, concede a bênção apostólica propiciadora de todos os bens».

Mais uma vez, convidamos a todos a rezarem pelo Santo Padre, para que guie firmemente a Barca da Igreja através das ondas do mundo, tantas vezes adversas à mensagem de Cristo!

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