"Raios de Luz"


sexta-feira, 30 de março de 2012

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Iniciamos a Semana Santa, também chamada de “Semana Maior”, com o Domingo de Ramos, em que se recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Cristo é aclamado como um Rei, na Sua entrada na Cidade Santa, sendo por isso que as procissões que se fazem antes da Missa neste Domingo são chamadas de "Procissões da Realeza de Cristo".
Não é fácil entendermos a realeza de Cristo com os olhos deste mundo. Estamos diante de um homem que é trazido a julgamento porque Se fez Rei. “Então és tu rei?”, perguntou Pilatos. Com os olhos do mundo, vemos um Rei como um senhor absoluto, um dominador, um poderoso. Dificilmente conceberíamos, numa visão meramente humana e terrena, um Rei apresentado como um homem sofrido, pobre, julgado à morte.

E, no entanto, a resposta de Jesus é afirmativa e conclusiva: "É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e para isto vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. E quem é da verdade escuta Minha voz.” (Cf. Jo.18, 33-37).

Numa outra passagem do Evangelho, Jesus diz que os poderosos deste mundo querem mandar e serem servidos. ”Mas entre vós não deverá ser assim. Ao contrário aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que serve…Deste modo o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pela vida de muitos". (Cf. Mt.20, 25-28)

Como, então entender esta realeza que se marca pelo serviço e este Rei que tem na fronte uma coroa de espinhos e, por trono, o patíbulo da cruz?

Marcada pelo pecado do orgulho, a humanidade quis prescindir da verdade e deixar-se dominar pela soberba. Rejeitou a Deus e tentou sujeitar a si todas as coisas, escravizando-as. Inverteu a ordem das leis naturais e do universo. A criatura quer tornar-se o criador, tudo quer submeter a seus pés. O Homem quer sentir-se dono deste mundo, não percebendo que, desse modo, serve ao Príncipe deste Mundo - Satanás -e não a Deus.

Se a humanidade hoje é dominada pela soberba, herdou-a dos nossos primeiros pais que, pela sua desobediência, destabilizaram a ordem natural a que Deus tinha sujeitado o mundo. Para restaurar a beleza e a ordem, o Verbo faz-Se carne humana e, no culminar da obra da Redenção, entra em Jerusalém  para oferecer a Sua vida em resgate do género humano.

Foi precisamente para devolver a dignidade ao ser humano, perdida após o pecado original, que Cristo Se ofereceu no altar da Cruz, apagando com seu sangue o pecado e estabelecendo um novo reino, uma nova terra, um reino de santidade e de vida, de justiça, de amor e de paz.

O Domingo de Ramos, no qual se inicia a Semana Santa, é uma celebração de esperança porque o cristão é lembrado de que não deve colocar a sua esperança nas coisas deste mundo, mas no que é eterno, na perspectiva de Cristo e da Sua Cruz, no amor que constrói a reconciliação e a paz.

Neste Domingo, anuncia-se a vitória de Cristo e a proclamação da Sua Paixão. Deve ser celebrado com toda a reverência e meditação sobre o seu significado, preparando de um modo mais intenso as celebrações da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Viagem Apostólica de Bento XVI ao México e a Cuba


Entre os dias 23 e 28 de Março, o Papa Bento XVI visitou estes dois países da América Latina. No México, país de forte tradição católica e onde existem devoções cristãs profundamente enraizadas, o Santo Padre dedicou muitas das suas palavras à devoção a Nossa Senhora. Já em Cuba, país de regime comunista, foi o apelo à liberdade religiosa e o encontro com o ditador ex-católico Fidel Castro que marcaram esta visita do Sumo Pontífice.
A Igreja tem a missão de educar consciências

Ainda a bordo do avião que o transportou até ao México, o Santo Padre relembrou que compete também à Igreja educar as consciências na Verdade, não só a consciência individual, mas também a consciência pública: “Temos que proclamar a Deus. Deus que é juiz e nos ama. Mas ama-nos para nos chamar ao bem e à verdade contra o mal. Portanto, é uma grande responsabilidade da Igreja a de educar as consciências e à responsabilidade moral e desmascarar o mal.


Encontro com as crianças

No Sábado, o Papa teve um encontro emotivo com milhares de crianças de todo o México e pediu-lhes para nunca deixarem de rezar: “Convido-vos a não deixardes de rezar, mesmo em casa; assim experimentareis a alegria de falar com Deus em família. Rezai por todos; por mim também. Eu rezarei por vós.”

Bento XVI fez ainda um apelo às famílias, à Igreja, à escola e aos governantes para que "protejam e cuidem das crianças, para que nunca se apague o seu sorriso, possam viver em paz e olhar para o futuro com confiança".

Ao despedir-se o Santo Padre incentivou-os a serem membros activos na vida da Igreja: "Vocês, meus pequenos amigos, não estão sozinhos. Contam com a ajuda de Cristo e da sua Igreja para levar um estilo de vida cristão. Participem da Missa do Domingo, na catequese, em algum grupo de apostolado, buscando lugares de oração e caridade”.

Antes de partir para Cuba, o Santo Padre rezou diante da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Na Missa celebrada no Domingo, Bento XVI invocou a protecção de Maria para o México: “É a Mãe do verdadeiro Deus, que nos convida a permanecer à Sua sombra pela fé. Em tempos de tribulação e sofrimento, Ela foi invocada por muitos mártires que deram testemunho de inquebrantável fidelidade ao Evangelho e entrega à Igreja. Santa Maria de Guadalupe nos abençoe e obtenha, com a Sua intercessão, abundantes graças do Céu.”


O Papa em Cuba

Já em Cuba, Bento XVI referiu-se às dificuldades económicas que muitos países atravessam. Para o Santo Padre, estas dificuldades têm origem “numa profunda crise de tipo espiritual e moral, que deixou o homem sem valores e desprotegido. Não é possível continuar por mais tempo na mesma direcção cultural e moral”.

No último dia de presença em Cuba, o Papa encontrou-se com Fidel Castro na Nunciatura Apostólica. Recorde-se que Fidel Castro – ditador comunista – proporcionou, por longos anos, um ambiente extremamente adverso para os católicos de Cuba, tendo encerrado escolas católicas, expulsado centenas de Padres do país, entre outros abusos. Foi excomungado da Igreja Católica a 3 de Janeiro de 1962 pelo Papa João XXIII, precisamente por defender a ideologia comunista, vista como intrinsecamente má pela Doutrina Católica.

No encontro, os dois dialogaram sobre os problemas que atingem a Igreja e a sociedade actual. Horas antes deste encontro, o Papa tinha elogiado os passos dados em Cuba no sentido de se permitir a que “a Igreja cumpra a sua irrenunciável missão de anunciar, pública e abertamente, a Fé”, mas pediu aos líderes do regime que tomem medidas para dar mais espaço de liberdade religiosa.

O Papa Bento XVI regressou na passada quarta-feira a Roma, visivelmente feliz pela recepção e hospitalidade que recebeu daqueles povos da América Latina.

Agradeçamos a Deus e a Sua Santíssima Mãe, pelo êxito de mais uma viagem apostólica do nosso Santo Padre!



“Pedi à Virgem Santíssima pelas necessidades das pessoas que sofrem, por aquelas que estão privadas da liberdade, longe dos seus entes queridos, ou que passam por graves momentos de dificuldade. Ao mesmo tempo coloquei no seu Coração Imaculado os jovens, para que sejam verdadeiros amigos de Cristo e não cedam às propostas que deixam atrás de si a tristeza.”

Palavras do Papa Bento XVI na sua visita ao Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, Santiago de Cuba, 27 de março de 2012.

terça-feira, 27 de março de 2012

Oração da Via Sacra - Sobreiro

No passado Sábado, o Grupo de Jovens organizou uma Via Sacra para toda a comunidade do Sobreiro. Estiveram presentes nesta oração as crianças da Catequese.

A Celebração teve início ao som de um Hino da Liturgia das Horas que convidava a olhar para a cruz do Senhor: "Cruz do Senhor és única esperança, no tempo da tristeza e da Paixão. Aumenta nos cristãos a luz da Fé, sê para os homens o sinal da Paz" .


Em oração, com o ânimo recolhido e comovido, a comunidade foi percorrendo, naquela tarde, o caminho da Cruz. Com Jesus, subiu ao Calvário e meditou no Seu sofrimento, descobrindo como é profundo o amor que Ele teve e tem por cada um.

Ao longo da Via-Sacra, foram-se escutando cânticos que acompanhavam cada momento do caminho feito por Jesus até à cruz, desde a Sua condenação até à morte, passando pelo canto triste e apelativo da Verónica. Tendo por base as leituras bíblicas de cada estação, assim se foram ouvindo cânticos que, mais que embelezar a celebração, convidavam e ajudavam cada um a meditar.

Nem o grupo de jovens, nem a comunidade que estava presente se quis limitar a ter uma compaixão simplesmente ditada por sentimentos frágeis; todos quiseram, sentir-se participantes do sofrimento de Jesus. Viver, acompanhar, sentir como seria aquele caminho de desprezo, angústia, dor, negação e acima de tudo, sofrimento. Sofrimento pelos pecados da Humanidade que brutamente O condenava à forma mais humilhante de morte.

Foi com o desejo de proporcionar um momento de oração e meditação que o grupo foi apresentando encenações das diferentes estações da Via-Sacra que eram acompanhadas por uma passagem bíblica e por uma meditação.

Ao meditar nas catorze estações da Via Sacra, acompanhando Jesus até ao Monte do Calvário, cada um pôde "sentir-se presente" nas palavras da condenação, nos maus tratos dos soldados, no pranto da Virgem Maria.

Por fim, o silêncio... o silêncio da morte.... do Vazio... Um silêncio que guardava em si o peso do sofrimento do Filho de Deus, rejeitado, desfigurado, esmagado debaixo do peso dos pecados da humanidade.

Depois do corpo chagado e glorioso ser colocado no sepulcro, restava uma Cruz vazia levantada no Monte Calvário, uma Cruz que parecia determinar a derrota definitiva d’Aquele que trouxera a luz e que estava mergulhado na escuridão de um sepulcro selado, frio e cavado numa rocha.

A celebração terminou com um momento de oração pessoal, no qual, cada um podia,com Nossa Senhora e as três Marias, pedir a Jesus, Aquele que morreu pelos pecados da Humanidade, a misericórdia que só Ele nos pode dar.

A Cruz não é mais o sinal da vitória da morte, do pecado ou do mal. A Cruz tornou-se um sinal de Vida e de Esperança. Este instrumento de sofrimento e de derrota tornou-se, pela morte de Jesus, o sinal da salvação.


Tudo foi vencido pela Cruz. O Demónio, o pecado, toda a espécie de mal... Tudo foi vencido por Cristo na Cruz.  A Cruz, suportando o Corpo e onde foi derramado o Sangue de Jesus , foi o primeiro altar e dela nasceram as fontes da salvação.


Olhemos para o Madeiro, no qual a Morte se tornou Vida, 
 e peçamos a Jesus que, pela Sua Dolorosa Paixão, tenha piedade de nós e do mundo inteiro.
                                                 Virgem Dolorosa, rogai por nós!


Celebração Penitencial no Sobreiro

“Vai e não tornes a pecar”


Foi este o apelo feito aos jovens da Vigararia de Mafra que, na passada Sexta-feira, tiveram oportunidade de se confessar na Igreja do Sobreiro, preparando os seus corações e purificando a suas almas para as Celebrações Pascais.

A Celebração Penitencial da Quaresma deste ano de 2012 iniciou-se pelas 21h30 e foi orientada pelo Padre Jorge Sobreiro. Após a nota introdutória e a invocação do Espírito Santo, foi proclamada a Palavra de Deus, na qual se escutou uma leitura do Antigo Testamento e o Evangelho.

Na Leitura escutada, Deus diz, pelo profeta, que nos arrancará o coração de pedra e nos dará um coração de carne. Já no Evangelho, foi lida a passagem da mulher adúltera, que se arrepende e é perdoada por Jesus.

O Padre Jorge, na homilia, recordou a importância deste Sacramento como a obrigação que os católicos têm de receber, pelo menos uma vez no ano, pela Páscoa. Contou que, pouco tempo antes de chegar à celebração, alguém lhe tinha perguntado porque era necessário que nos confessemos. A resposta do sacerdote não podia ter sido mais certeira: “Porque somos de carne e osso”.

De facto, a nossa relação com Deus não se expressa nem se manifesta apenas no plano espiritual. Como seres humanos, dotados de um corpo e de uma alma, tanto uma dimensão com a outra precisa de Deus. E se a alma nos assemelha aos Anjos, o corpo assemelha-nos a Adão, à finitude, ao pecado. Por sermos humanos, “de carne e osso”, é que erramos e pecamos. Pecamos na alma e no corpo, manchando-os com a nossa desobediência aos Mandamentos de Deus e da Igreja e não lhes dando a dignidade que merecem.

Por sermos humanos, pecamos. Mas a Fé faz-nos reconhecer que somos mais do que seres meramente humanos. E se, por sermos humanos, temos esta tendência para o pecado, por sermos católicos temos a obrigação de reconhecer as nossas culpas por termos ofendido a Deus em primeiro lugar e, a seguir, a nós mesmos – no corpo ou na alma – e aos outros.

Este reconhecimento do pecado deve levar-nos ao arrependimento e, por fim, ao Sacramento da Confissão, no qual somos perdoados pelo próprio Cristo. Para nos dar o Seu perdão, Ele apenas nos pede que O amemos, a Ele e à Igreja, rezemos e façamos penitência, por nós que caímos e ainda tivemos força para nos levantar e pelos pecadores que permanecem caídos e mergulhados nas trevas do pecado.

Para dar mais dinâmica à Celebração, foram colocados dois quadros, um de cada lado do altar, em que um deles representava a passagem do Evangelho lido e no outro estava a imagem de Jesus Misericordioso. À entrada da Igreja, cada jovem recebeu uma pedra e era então convidado a deixar essa pedra –o coração endurecido pelo pecado – junto quadro da mulher adúltera quando se fosse confessar e, depois de receber o perdão de Deus, a passar no quadro de Jesus e levar consigo um coração (que estava junto ao quadro), no qual estava inscrita uma oração a Jesus Misericordioso.

Durante as confissões, o Grupo de Jovens foi entoando cânticos para ajudar a criar um ambiente de oração e de convite à penitência.

A Celebração terminou já perto das 01h da manhã, com a bênção dada pelo Padre Jorge, que exortou os jovens a “irem e não voltarem a pecar, para que possam celebrar, devidamente preparados e purificados das faltas, os Mistérios Sagrados da nossa Salvação: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.”

Assim, o Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro deseja a todos que esta Páscoa seja vivida e celebrada santamente, livres do pecado e reconciliados com Deus e no Amor de Jesus, que nos espera neste Sacramento da Confissão, como Pai Misericordioso que espera pacientemente pelo regresso dos filhos à casa paterna.

sexta-feira, 23 de março de 2012

"Quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim”.


Neste V Domingo da Quaresma, também chamado de Domingo da Paixão, ouvem-se os últimos apelos de Jesus à Fé, na iminência da Sua entrega à morte.

"Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado". A hora da glória, para Cristo, não é de modo nenhum a da glória humana, como não poderia ser a da entrada triunfal em Jerusalém. 

A hora da Sua glória é precisamente a hora em que Jesus morre para nos dar a Vida!O sentido da morte de Jesus fica esclarecido com a comparação do grão de trigo, que deve morrer para dar fruto. Assim, ao seguidor de Cristo também já não resta outra alternativa. Pelo Evangelho, ficamos a saber que quem quiser seguir Jesus, deve morrer para si mesmo e viver para Deus: “Quem despreza a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna”.

Tal como Jesus Se compara ao grão de trigo, também nós, se queremos dar fruto abundante, devemos morrer na terra, para que os nossos frutos sejam bons. Morrendo na terra, nasceremos para o Céu.

Jesus aproxima-Se cada vez mais da morte e sente-se angustiado. "Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora."

Apesar de estar perturbado com a proximidade da morte, Ele sabe que é necessário passar por aquela hora. É necessário que o Filho de Deus passe verdadeiramente pela morte para nos dar a verdadeira Vida.

A morte de Jesus não é um momento isolado, mas o culminar de um processo de doação total de Si mesmo, que se iniciou quando “o Verbo Se fez carne e habitou no meio de nós” (Jo 1,14).  Durante toda a Sua vida, Jesus entregou-Se pela humanidade. Toda a Sua existência terrena foi um acto de amor e de entrega. A Sua Paixão e Morte é o último e mais expressivo acto de amor por nós.

Nestes dias que antecedem a Semana Santa, podemos vislumbrar no horizonte próximo de Jesus apenas a Sua Cruz. A Sua hora, a hora da glória. Ele está consciente de que vai sofrer uma morte violenta e maldita, e que todos o vão abandonar como um criminoso, como um falhado.

Mas, ao mesmo tempo, Ele está consciente que é essa Cruz que vai redimir a humanidade. É nessa hora terrível que vai vencer o Príncipe deste mundo - o Demónio - e o pecado. É na Cruz que vence todo o mal. “Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim”.

Neste Domingo da Paixão, saibamos assumir a nossa condição de sofredores e encontrar na luz que nos vem da Paixão e da Morte do Senhor a resposta a tantos e tão grandes problemas que o sofrimento sempre levanta.

Seja a nossa glória e a nossa alegria a Cruz Redentora de Jesus Cristo!

terça-feira, 20 de março de 2012

Via Sacra - JMV Sobreiro

No próximo sábado, dia 24 de Março, o grupo de jovens  propõe a Oração da Via-Sacra para a Catequese e para a comunidade do Sobreiro. À semelhança de anos anteriores, o grupo fica responsável na celebração pelos cânticos e meditações bem como pela encenação das 14 estações que marcam a caminhada de Jesus até ao Calvário.

Na oração da Via-Sacra, o cristão é convidado a olhar para o caminho que Jesus fez desde o Pretório de Pilatos até ao Sepulcro. A Virgem Maria, com uma espada a trespassar o Seu coração, chorou amargamente, e apesar do sofrimento e da dor, nunca abandonou o Seu Filho, que caminhava com o peso do madeiro até ao Lugar do Gólgota.

O Santo Padre, aquando da Jornada Mundial da Juventude em Madrid, disse ao jovens que "as diversas formas de sofrimento em que meditamos ao longo da Via-Sacra, são apelos do Senhor para edificarmos as nossas vidas seguindo os Seus passos e para nos tornarmos sinais do Seu conforto e salvação".


"Olhemos para Cristo, suspenso no duro madeiro, e peçamos-Lhe que nos ensine esta misteriosa sabedoria da cruz, graças à qual vive o homem."

segunda-feira, 19 de março de 2012

São José, exemplo mais perfeito de amor

A Igreja celebra hoje, dia 19 de Março, a Solenidade de S. José, Esposo da Virgem Santa Maria.

Na Encíclica Quamquam Pluries, do Papa Leão XIII, sobre a necessidade de se recorrer à intercessão de São José,  junto à da Virgem Mãe de Deus nas dificuldades, o Santo Padre afirmava que "a Sagrada Família, que José governou com autoridade de pai, era o berço da Igreja nascente."

Fazendo referência a Nossa Senhora e ao Menino Jesus, o Santo Padre dizia que "A Virgem Santíssima, de facto, enquanto Mãe de Jesus, é também Mãe de todos os cristãos, por Ela gerados em meio às dores do Redentor no Calvário. E Jesus é, de alguma maneira, como o primogénito dos cristãos, que por adopção e pela redenção Lhe são irmãos."

Desta forma, poder-se-á dizer que São José, aquele esteve sempre com Nossa Senhora e que educou o Menino, amando-Os e protegendo-Os nas adversidades "considera como confiada a Ele próprio a multidão dos cristãos que formam a Igreja (...) sobre a qual Ele, como esposo de Maria e pai putativo de Jesus, tem uma autoridade semelhante a de um pai."

O Papa Leão XIII referia ainda na sua Encíclica que em São José "os pais de família encontram o mais alto exemplo de paterna vigilância e providência; os cônjuges, o exemplo mais perfeito de amor, concórdia e fidelidade conjugal e  os consagrados a Deus, o modelo e protector da castidade virginal"

Confiemos as nossas orações a São José, esposo da Virgem Santa Maria e padroeiro da Igreja.



Oração a São José:

A Vós, São José, recorremos na nossa tribulação,
 e depois de ter implorado o auxílio de vossa Santíssima Esposa,
cheios de confiança solicitamos também o vosso amparo.

Por esse laço sagrado de caridade,
que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus,
e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus,
ardentemente vos suplicamos
 que lanceis um olhar benigno para a herança,
que Jesus Cristo conquistou com o seu sangue,
e nos ampareis nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.

Protegei, ó guarda providente da Divina Família,
a linhagem eleita de Jesus Cristo.
Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo,
a peste do erro e do vício que arruína o mundo.
Assisti-nos propício do alto do Céu,
ó nosso fortíssimo Protector, na luta contra o poder das trevas;
e assim como outrora salvastes da morte
 a vida ameaçada do Menino Jesus,
assim também agora defendei a Santa Igreja de Deus
 contra as ciladas de seus inimigos e contra toda a adversidade.

Amparai a cada um de nós com o vosso constante auxílio,
 afim de que, a vosso exemplo e sustentados com a vossa preciosa ajuda, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer
 e obter no Céu a bem-aventurança eterna.
 Ámen

domingo, 18 de março de 2012

Procissão dos Terceiros em Mafra

Todos os anos, no IV Domingo da Quaresma, a Vila de Mafra realiza a Procissão da Venerável Ordem Terceira de Penitência, popularmente chamada de Procissão dos Terceiros. Este ano, tendo em conta as obras de requalificação da área envolvente do Palácio Nacional de Mafra, a procissão não se pôde realizar. No entanto, os andores que formam esta procissão estiveram expostos na Basílica para veneração dos fiéis e visitantes.

A Irmandade da Venerável Ordem Terceira de Penitência foi estabelecida debaixo da Protecção Real a 17 de Setembro de 1736 na Sacra e Real Basílica de Nossa Senhora e Santo António na Vila de Mafra. Fizeram parte desta Ordem, desde a sua origem, artistas e artífices que participaram na construção do Real Edifício, bem como outros que, mais tarde, contribuíram para a execução da procissão.
A primeira vez que esta Procissão se realizou foi a 27 de Março de 1740, tendo o Rei ordenado ao escultor Manuel Dias a execução das imagens.

A organização e montagem dos grandiosos andores foram, durante muitos anos, da responsabilidade da Irmandade da referida Ordem Terceira. No entanto, em 1886 esta Irmandade foi extinta e anexada à Irmandade do Santíssimo Sacramento, ficando esta com a obrigação de fazer as Procissões dos “Terceiros” e do “Enterro do Senhor”, na Sexta-feira Santa.

Fazem parte desta Procissão dez andores, quatro dos quais evocam momentos da vida de São Francisco de Assis (Pedido de Jesus para fundar a Ordem Franciscana; Encontro com o Papa Inocêncio III  e aprovação da Regra; Entrega da Regra da Ordem Terceira a São Lúcio e Santa Bona; e Estigmatização no Mont’alverne). Os outros andores evocam Santos e Santas que fizeram parte da Venerável Ordem Terceira, como Santo Ivo e a Rainha Santa Isabel de Portugal.

Na Missa celebrada pelo Padre Luís Barros, pregou o Frei Armindo, Mestre dos Noviços do Convento do Varatojo – Torres Vedras, dando ênfase à necessidade de “bem aproveitarmos os dias que nos restam nesta Quaresma, de forma a nos prepararmos para a Páscoa. O fundador da Ordem Franciscana dizia que ‘é preciso vestir o coração, tirar as poeiras e vestir-se de festa’ ”.

Após a Eucaristia, teve início a oração da Via-Sacra, que segundo o Padre Luís, é um bom "exercício quaresmal no qual revivemos o caminho que Jesus fez até entregar a vida no Calvário".

Transportaram a cruz, durante a Via-Sacra os noviços da Ordem Franciscana que acompanharam o pregador. Entre as catorze estações,  o grupo Schola Cantorum da Paróquia de Mafra foi cantando um bonito refrão quaresmal em latim:"Attende Domine, et miserere, quia peccavimus tibi - Escutai Senhor e tende piedade, pois pecámos contra Vós".

A celebração terminou com uma pequena veneração ao Santo Lenho, com o qual foi dada a bênção final. A próxima procissão em Mafra é já no dia 1 de Abril - Domingo de Ramos - na qual serão evocadas as Sete Dores de Nossa Senhora.


Nota Histórica da Procissão gentilmente cedida pela Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra

Angelus - 18 de Março

Na mensagem dada pelo Papa Bento XVI hoje de manhã, antes da habitual Oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o Santo Padre afirmou que : "Na nossa caminhada para a Páscoa, fazemos um percurso com Jesus através do 'deserto'. É este um período no qual devemos prestar mais atenção à voz de Deus e reconhecer, durante o nosso caminho de penitência, as tentações que nos querem atingir."

Ainda relativamente ao Evangelho de hoje, no qual Jesus falava a Nicodemos e lhe fazia o paralelismo entre a serpente que Moisés ergueu no deserto e a elevação de Jesus na Cruz, o Santo Padre relembrou que “Jesus será elevado na Cruz, para que todo aquele que está em perigo de morte por causa do pecado, dirigindo-se a Ele com fé, que morreu por nós, seja salvo. Por isso é importante aproximar-se regularmente à Sacramento da penitência, particularmente na Quaresma para receber o perdão do Senhor e intensificar nosso caminho de conversão”.

O Santo Padre fez ainda referência a  Santo Agostinho que dizia 'O médico é para curar os enfermos. Se não fazemos caso das suas prescrições, adoecemos e morremos. O Salvador veio ao mundo para nos salvar. Cabe-nos a nós querermos ser salvos por Ele'."

Com estas palavras, o Papa Bento XVI advertiu para a importância de reconhecermos a nossa condição de doentes e de pecadores e de procurar a nossa salvação através do perdão dos pecados, que alcançamos pelo Sacramento da Confissão:

“Cada um tem que confessar o seu próprio pecado, para que o perdão de Deus, já dado na Cruz, possa ter efeito no seu coração e na sua vida”



Tradução - JMV Sobreiro.

sábado, 17 de março de 2012

Campanha da Quaresma 2012

Iniciou-se hoje mais uma Campanha de Recolha de Bens para as famílias carenciadas da nossa paróquia. Com esta iniciativa pretende-se fazer face aos constantes pedidos de ajuda que têm chegado ao nosso Pároco, aliando não só a "simples" solidariedade mas também o espírito de renúncia e esmola que fazem parte deste tempo da Quaresma.


Aproveitamos para dizer que pode fazer chegar os bens à Igreja do Sobreiro, bem como da Achada ou à Basílica de Mafra nos horários da Missa.

Na encíclica "Caritas in veritate" , o Papa Bento XVI afirma que os homens são «destinatários do amor de Deus, (...) constituídos sujeitos de caridade, chamados a fazerem-se eles mesmos instrumentos da graça, para difundir a caridade de Deus.»

O grupo de Jovens junta-se a esta iniciativa, não só na divulgação mas também na futura distribuição dos cabazes pelas famílias que se irá realizar na Semana Santa. Esperamos, com esta campanha, possibilitar às famílias mais carenciadas da nossa paróquia uma Páscoa mais feliz.

sexta-feira, 16 de março de 2012

"Para que todo o que n'Ele acredita tenha a vida eterna"

No Evangelho deste IV Domingo da Quaresma,  São João pretende apresentar e dizer quem é Jesus. Depois de ter dito a Nicodemos que não basta reconhecer a Sua autoridade mas que é necessário reconhecer que Ele é o enviado de Deus e que há que nascer de novo pela água e pelo espírito, Jesus começa a falar do projecto da salvação divina que se realiza n'Ele e por Ele, precisamente no Seu acto de oferecimento ao Pai, por nós, na Cruz.

Jesus, no início do Evangelho começa por afirmar: “Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do Homem será elevado, para que todo aquele que n'Ele acredita tenha a vida eterna”.  A serpente de bronze elevada por Moisés no deserto foi um instrumento de salvação porque todos aqueles que eram mordidos, ao olharem para a serpente de bronze, eram curados. A serpente de bronze levantada é uma prefiguração da força salvífica que se derrama da cruz de Cristo, levantada no Monte Calvário.

Na verdade, ao contemplarmos a Cruz de Cristo descobrimos o mal de que padecemos e o remédio que necessitamos. Descobrimos e tomamos consciência de que foram (e são) os nossos pecados que O levaram a imolar-Se, mas também descobrimos o amor de Deus por cada um de nós: “Deus amou tanto o mundo , que entregou o Seu Filho Unigénito, para que sejamos salvos” (Jo 3, 16).

A esta oferta de amor, o homem é chamado a dar uma resposta. A salvação é um dom que Deus nos oferece, mas Ele respeita a liberdade de cada um. Cabe-nos aceitar este dom e vivê-lo ou rejeitá-lo. E esta escolha é uma escolha que vamos fazendo todos os dias.

Muitas vezes, as escolhas que fazemos não são as correctas, nem aquelas que Deus tem no Seu projecto para cada um de nós. Mas mesmo assim, Ele continua a amar-nos e a indicar-nos o bom caminho, que a Ele conduz.

É certo que devemos evitar cair em tentação - e isso pedimos todos os dias no Pai-Nosso - mas Deus sabe quão frágil é a matéria de que somos feitos e, por isso, mostra-nos o exemplo de Jesus a caminho do Calvário, que cai por três vezes e por três vezes Se levanta, ensinando-nos que o maior mal não está em cair no pecado, mas sim em recusar levantar-nos para uma nova vida, em que nos propomos a fazer tudo por tudo para não voltar a cair.

Se assim procedermos, não viveremos assustados com o momento em que Deus nos chamar à Sua presença e pedir contas sobre como vivemos a nossa Fé neste mundo e como praticamos as nossas obras. Sabemos que Deus é o Pai Misericordioso que convida todos os Seus filhos para com Ele viverem no Céu e que nos dá as graças necessárias para que nos salvemos .

Tenhamos sempre presente que não é Deus que nos condena; somos nós que escolhemos entre aceitar a Vida Eterna que Ele nos oferece ou condenarmo-nos a nós próprios a uma infeliz eternidade de "choro e ranger de dentes" (Mt 13, 50), ao desprezar neste mundo os méritos da Paixão e Morte de jesus, pelos quais nos tornámos dignos da glória do Céu.



Cânticos para o IV Domingo da Quaresma

Maria, "a Mãe que ensina a rezar" - Papa Bento XVI

Na habitual audiência semanal da passada Quarta-Feira, dia 14 de Março, o Santo Padre afirmou que toda a existência da Virgem Maria está caracterizada pela oração e pelo recolhimento "meditando cada acontecimento no silêncio do Seu coração".

Na Praça de São Pedro e perante milhares de fiéis presentes, o Papa disse que "a presença de Maria com os Apóstolos, na espera do Pentecostes, adquire um grande significado, já que compartilha com eles um bem precioso: a memória viva de Jesus na oração. Maria encontra-Se em oração com e na Igreja".

Bento XVI explicou também que "venerar a Mãe de Jesus na Igreja significa aprender d’Ela a ser comunidade que reza. Ela ensina-nos a necessidade da oração em todos os momentos da vida e em especial na hora da morte, de maneira a mantermos com o Seu Filho uma relação constante, íntima e cheia de amor, para poder anunciar com valentia a todos os homens que Ele é o Salvador do mundo. (…)

O Santo Padre apresentou ainda Nossa Senhora como modelo perfeito de oração, de caridade e de Fé: “Maria seguiu com discrição todo o caminho do Seu Filho durante a vida pública até os pés da cruz, e agora acompanha, com uma oração silenciosa, o caminho da Igreja. Por isso, Ela é o excelentíssimo modelo de fé e caridade".

Por fim, Bento XVI ressaltou o papel de Maria como Mãe e Intercessora da Humanidade junto de Seu Filho: “Como Mãe de Deus e Mãe da Igreja, Maria exerce a Sua maternidade até o final da História".

Fonte (adaptado)

Imitemos o exemplo de Nossa Senhora, rezando com Fé e perseverança. Confiemos em tão poderosa intercessão e entreguemo-nos nos braços desta Mãe Santíssima, que vela no Céu por todos nós, Seus filhos.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Memória de Santa Luísa de Marillac

No dia em que comemoramos a Memória Litúrgica de Santa Luísa de Marillac, co-fundadora das Filhas da Caridade, meditemos nalgumas palavras suas e rezemos, por sua intercessão, para que saibamos ver Jesus no rosto do pobre.

«Peço-vos a todas, por amor à morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos renoveis na Sua Ressurreição e recebeis a paz que tantas vezes Ele nos deu, na pessoa de seus apóstolos. Atenção: Ele não nos dá a paz na ociosidade, mas no trabalho e na lembrança das Suas Santas Chagas que por nós padeceu, ensinando-nos assim que não podemos ter paz com Deus, com o próximo e com nós mesmas, se Jesus Cristo não a der a nós.»


Santa Luísa é um exemplo de dedicação aos pobres, e de como a caridade deve ser, de acordo com os ensinamentos de S. Vicente de Paulo, uma caridade organizada, em que não se dá apenas o "peixe", mas "ensina-se a pescar". Aprendamos com Santa Luísa a forma como devemos entregar a nossa vida ao serviço dos pobres, meditando no seu exemplo de Vida e testemunho de Fé.


Oração a Santa Luísa de Marillac

Santa Luísa de Marillac, que tanto conhecestes o sofrimento das imposições da família, privando-vos da liberdade de viver a vossa verdadeira vocação,
intercedei junto a Deus para que os pais dos nossos jovens 
saibam respeitar a vocação que cada um traz dentro de si,
 dentro da dignidade e do direito que Deus lhes confere.
Santa Luísa de Marillac, que fostes privilegiada com a amizade de dois famosos sacerdotes pela santidade em que viveram, São Francisco de Sales e São Vicente de Paulo, os quais, nos momentos mais importantes da vossa vida, 
vos apontaram uma grande luz quando vos sentísseis "no fim do túnel".
Vós que vivestes a vossa vocação de auxiliadora dos pobres e doentes, rogai por nós a Deus, para que não vivamos uma vida centrados em nós mesmos mas sim, nas necessidades tão prementes do nossos irmãos que sofrem.

Por Cristo Nosso Senhor.

Ámen



terça-feira, 13 de março de 2012

Celebração Penitencial para jovens - Sobreiro

No próximo dia 23 de Março, o Grupo de Jovens Cristão do Sobreiro "Raios de Luz" acolhe todos os jovens da Vigararia de Mafra, numa Celebração Penitencial. Os jovens podem, assim, confessar-se e com o coração limpo, melhor celebrarem a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.


"Os pecados que cometemos distanciam-nos de Deus, e se não são confessados humildemente, confiando na Misericórdia Divina, chegam mesmo a produzir a morte da alma. A confissão integral dos pecados, educa o penitente à humildade, ao reconhecimento da sua fragilidade e ao mesmo tempo à consciência da necessidade do perdão de Deus. Devemos deixar a ilusão de sermos inocentes, reconhecendo a culpa dos nossos pecados e aproximar-nos, com confiança, do Sacramento da Penitência ". (Papa Bento XVI)

Tendo por base as palavras do Santo Padre, reconheçamos "a culpa dos nossos pecados" e abeiremo-nos deste Sacramento, com verdadeiro espírito de arrependimento e confiança!

domingo, 11 de março de 2012

Mãe Puríssima

No próximo dia 13 de Março, o Grupo de Jovens rezará o Terço a Nossa Senhora, pelas 18h30 na Igreja do Sobreiro. 

O dia 13 de cada mês é dia consagrado à Virgem Mãe e neste dia, é proposto pela JMV Portugal um guião para a recitação do Terço do Rosário, sendo o da próxima terça-feira dedicado às virtudes da pureza e castidade.

Não existe modelo mais perfeito de castidade e de pureza que Nossa Senhora. Nunca houve alguém que amasse a castidade tanto como Ela. Ainda jovem comprometeu-Se a esse elevado estado de pureza.

Podemos perceber esse Seu amor pela castidade quando Lhe aparece o Anjo para dizer que seria Mãe do Filho de Deus e Ela pergunta: “Como vai acontecer isso se não conheço homem?”. Nem por um instante pensou em sacrificar a Sua virgindade.

Louvável é também o papel do casto esposo de Maria Santíssima. São José, cuja memória este mês celebramos, foi também o responsável por proteger a castidade  e a pureza de Maria Santíssima, Virgem antes, durante e depois do parto.

Maria é o Modelo de castidade para a Igreja e para o mundo. O Papa Bento XVI, refere que "a virtude da castidade, à luz dos ensinamentos da Igreja, recebe um novo sentido. A castidade não é um 'não' aos prazeres e à alegria da vida, mas o grande 'sim' ao amor como comunicação profunda entre as pessoas, que requer o tempo necessário e o respeito mútuo, como caminho conjunto rumo à plenitude. Quando o corpo se rebela contra a Lei de Deus e contra o próprio homem, perde a sua capacidade de fazer transparecer a comunhão entre duas pessoas e torna-se terreno de apropriação do outro. "

Esta apropriação cada vez é mais frequente e, com as tentações dos dias de hoje que espreitam em cada esquina, corremos o risco de banalizarmos o nosso próprio corpo, dando pouca ou nenhuma importância a estas virtudes tão fundamentais para a salvação eterna.

Relativamente a esta banalização da castidade e da pureza, - e, nos dias de hoje, até da sua ridicularização -  questiona o Santo Padre:

"Não é talvez esse o drama da sexualidade, que hoje permanece cada vez mais escrava do corpo e da emotividade?"


Recorramos à sempre Virgem Maria, Mãe puríssima,
 para que nos torne puros e castos, no corpo e na alma,  para assim merecermos, um dia, a Sua doce e materna companhia no Céu!



Angelus - 11 de Março



O Papa Bento XVI, no discurso que antecede a oração mariana do Angelus de hoje, fez uma meditação do Evangelho deste Domingo - Jo 2,13-25 - na qual referia a razão que levou Jesus, indignado com profanação do Templo de Jerusalém, a expulsar os vendilhões e os cambistas que permaneciam no Pórtico de Salomão deste mesmo templo e que, ilicitamente, ganhavam a vida à custa dos outros.

Ao verem tal atitude, os discípulos lembraram-se do salmo 96 «Devora-me o zelo pela tua casa». Segundo o Papa, “O zelo pelo Pai e pela Sua casa levará Jesus  até a cruz: o Seu zelo é o zelo de amor que é pago pessoalmente, (…) De facto, o "sinal" que Jesus dará como prova da Sua autoridade será exactamente aquele da Sua morte e ressurreição.” 

«Destruí este templo - disse -  e em três dias eu o levantarei». O Evangelista refere que Jesus não ser referia ao templo físico, mas ao Templo do Seu Corpo. O Santo Padre terminou com uma pequena prece a Nossa Senhora: “Queridos amigos, o Espírito Santo começou a construir este novo templo no ventre da Virgem Maria. Pela Sua intercessão, rezemos para que todo o cristão se torne pedra viva deste templo espiritual.

Jornal Raios de Luz - Edição de Março


Saiu hoje, dia 11 de Março, o Jornal mensal da JMV Sobreiro!

Mais uma edição que conta muitas das actividades que temos realizado na nossa Paróquia e da Juventude Mariana Vicentina. Desde o Encontro Sub-16 até às Procissões Quaresmais, há muito para contar! Assim, cá está o jornal a dar a conhecer estas e muitas outras coisas!

Para aceder ao nosso jornal na internet, carregue neste atalho:


Esperemos que gostem!

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Templo de Deus é Santo

O Evangelho deste III Domingo da Quaresma mostra-nos um Jesus irritado e até agressivo com aqueles que transformaram a casa do Seu Pai. Combate assim uma injustiça  e um pecado iminente - a profanação do Tempo de Deus - e, se não fizesse isso, Ele não seria o Caminho, a Verdade e a Vida.

Esta atitude de Jesus ensina-nos que não devemos ser sempre meigos, "bonzinhos", tolerantes com o mal e com o pecado.  Como católicos, membros da Igreja Militante,  devemos ser intransigentes com o mal, com o pecado e com a injustiça.  Ao vermos Jesus irado com o que os vendilhões fizeram com o Templo Sagrado, aprendemos que não devemos ser "mornos" ou tolerantes com o erro quando nos confrontamos com situações que requerem a nossa intervenção na defesa da Fé e das coisas de Deus.

Quantas vezes, por meros  respeitos humanos, nos calamos, "deixamos andar" ou simplesmente não nos queremos chatear frente a uma clara a grave afronta a Deus ou aos Seus Mandamentos? Quantas vezes vamos atrás da maioria e, para não "nos trazer chatices", nos calamos quando vemos a Fé e a Doutrina da Igreja a serem atacadas, nos mais diversos campos: pessoal, social, político, e até religioso!

Quantas brincadeiras e convivências que ofendem a Deus que podiam ser evitadas! Quantas leis humanas que contrariam as Leis de Deus que nunca deviam ter sido implantadas! Quantos templos católicos profanados e transformados em locais de "encontro" para tudo e mais alguma coisa, menos com Cristo! E quantas vezes assistimos a tudo  isto sem nada fazer, calados, tolerantes com o erro e com o pecado!

Surpreende-nos a agressividade de Nosso Senhor neste episódio. São Tomás de Aquino ensina que "a ira nem sempre é pecado, uma vez que pode também actuar a favor da virtude." Não estamos ao serviço de Deus e da Igreja quando não corrigimos o que está errado, nem dizemos ou defendemos a Verdade que o irmão que anda no erro precisa de ouvir.

Não nos achemos, apesar disto, puros e donos da verdade! A detentora da Verdade é a Igreja Católica e é essa Fé que precisamos de defender, mostrando o caminho certo (que é Jesus) aos irmãos que estão no erro, tal como nós tantas vezes estamos.

O Evangelho deste Domingo ensina-nos assim que o Templo de Deus é santo e, como Jesus, temos obrigação de defender a sacralidade dos templos de tantas profanações e abusos litúrgicos que se cometem nestes espaços sagrados, que devem servir apenas para prestarmos o nosso culto a Deus.

Finalmente, Jesus fala do Templo que é o Seu corpo. E a Igreja é o Seu Corpo Místico. Defendamos firme e corajosamente os templos de pedra, mas defendamos muito mais valentemente o Templo vivo de Deus que é a Igreja, a sua e a sua Doutrina, com palavras e com obras. 


Só assim seremos membros plenamente católicos, deste Templo de Deus, desta Igreja Militante, para chegarmos, um dia, a fazer parte da Igreja Triunfante, onde já estão os Santos e os Mártires que deram a sua vida em testemunho deste Templo Santo que é formado por todos nós e cuja cabeça é Jesus Cristo.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Audiência Papal de 7 de Março: "O silêncio de Jesus é a Sua última palavra ao Pai"

O Santo Padre encerrou hoje o ciclo de catequeses dedicadas à oração de Jesus iniciadas no dia 30 de Novembro do ano passado.  Bento XVI sublinhou que “a escuta e o acolhimento da Palavra de Deus exigem o silêncio interior e exterior, afastando-nos de uma cultura barulhenta que não favorece o recolhimento”.

Podemos dizer que Jesus ensina-nos a rezar, não só com a oração do Pai-nosso, mas também com o exemplo da Sua própria oração, indicando-nos que temos necessidade de momentos tranquilos vividos na intimidade com Deus, para escutarmos e chegarmos à ‘raiz’ que sustenta e alimenta a nossa vida”, assinalou Bento XVI na catequese de hoje.

Nesse sentido, acrescentou, os católicos devem viver “momentos de silêncio” na sua oração pessoal e nas celebrações litúrgicas de cada comunidade, destacando a experiência do “silêncio de Deus” feito na vida quotidiana.

O Papa evocou a figura de Job, do Antigo Testamento, que, após ter “perdido tudo” e parecer abandonado, conservou “intacta a  sua fé e descobriu o valor do silêncio”.

Em português, o Papa afirmou que, no momento da crucifixão, “o silêncio de Jesus é a Sua última palavra ao Pai” e que “sabemos que esse silêncio não é ausência: Deus está sempre presente e ouve sempre as nossas orações”.

terça-feira, 6 de março de 2012

Quaresma, tempo de partilha

A JMV Sobreiro, na passada segunda-feira voltou a estender as mãos àqueles que mais precisam, distribuindo cabazes de bens alimentares por algumas famílias.

Além de ajudar na distribuição dos bens do Banco Alimentar, o nosso grupo de Jovens, à semelhança do que foi feito no mês de Dezembro, auxiliou famílias que se encontram em lista de espera para serem ajudadas pelo Centro Social e Paroquial de Mafra – Lar e Centro de Dia do Sobreiro.

Para nós, é importante ver e sentir a alegria que as famílias transmitem, quando de braços abertos e com um sorriso nos lábios nos agradecem a generosidade da partilha de bens. No entanto, não nos esquecemos sempre de dizer que é graças à ajuda e boa-vontade de toda a comunidade que é possível, através das nossas actividades, angariar fundos para assim podermos ajudar os que menos têm.

A Quaresma é um tempo que nos convida à penitência, ao jejum e à esmola. Ajudar as famílias com mais dificuldades é viver o verdadeiro espírito deste tempo de preparação para a Páscoa bem como assumir, de coração, o carisma vicentino do nosso movimento.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Procissão do Encontro em Mafra


No passado domingo, dia 04 de Março, realizou-se em Mafra  a primeira das quatro Procissões Quaresmais - a Procissão do Encontro, também conhecida por Procissão do Senhor dos Passos. Realizada desde o tempo do Rei D. João V, esta procissão é composta por dois andores: Jesus a caminho do Calvário com a cruz às costas e a Senhora da Soledade (erradamente chamada de Senhora das Dores).

Segundo uma antiga tradição da paróquia, quando os dois andores se encontram, é feito um sermão. Este ano, coube ao Diácono David Palatino proferir algumas palavras que muito edificaram aqueles que atentamente olhavam para o encontro doloroso entre A Mãe amargurada e sofredora e O Filho que carrega a cruz até ao local onde viria a dar a vida por todos aqueles que n'Ele confiam.


«Pelo Baptismo somos mergulhados no mistério Pascal de Cristo e é este o nosso primeiro encontro com Ele. Somos convidados a seguir Jesus, a tomar a Sua cruz e a renunciar a nós mesmos, aos nossos interesses. (...) A caminho do Calvário, Jesus diz às mulheres para não chorarem por Ele, mas por si mesmas e pelos seus filhos. Também nós não devemos olhar para este encontro sofredor e chorar "só com pena", mas sim com com consciência que os pregos que são cravados nas mãos e nos pés de Jesus são os nossos pecados. O rasgar da carne do seu lado e a dor que Jesus suporta é pela nossa falta de conversão.»

Já quase no final do sermão, o Diácono David Palatino convidou os presentes a «olhar para Nossa Senhora que vai ao encontro do Seu Filho e que ensina o modelo de toda a vida cristã: Fazer o que Ele vos disser. Que seja o caminho de cada um, a vontade de Deus e não a nossa. Aprendamos com Maria a oferecer as nossas vidas a Deus».

A celebração terminou com a bênção com o Santo Lenho, um pedaço da cruz de Jesus. O Pe. Luís Barros lembrou ainda que a próxima procissão é já no IV Domingo da Quaresma - dia 18 de Março - Procissão da Penitência da Ordem Terceira Franciscana.

quinta-feira, 1 de março de 2012

"Este é o Meu Filho muito amado: Escutai-O"

transfiguracao365.jpg (106912 bytes)No segundo Domingo da Quaresma, a Igreja propõe-nos a meditação na Transfiguração de Jesus, manifestando Cristo a Sua divindade diante dos discípulos para os fortalecer na Fé. A Transfiguração de Cristo é um dos pontos centrais da Sua vida pública, assim como o Seu baptismo é o ponto de partida e a Sua Ascensão o seu término. Ele reforçou a fé dos seus três apóstolos Pedro, Tiago e João e preparou-os para os terríveis acontecimentos de que viriam a ser testemunhas em Jerusalém, dando-lhes um vislumbre da glória de Deus, Seu Pai.

A Quaresma prepara-nos, também a nós, para a Páscoa de Jesus e para nossa própria Páscoa, preparando-nos para a paixão e a glória, a prova e a esperança, o abismo e a ascensão. Entre as trevas, caminhamos para a luz, pois sem sofrimento não há transfiguração.

Se não nos deixarmos vencer pela tentação de seguir caminhos que não os de Cristo, também um dia seremos transfigurados em Deus.

Os santos são os nossos modelos na caminhada deste mundo. Todos eles tiveram de renunciar a muitas coisas para se dedicarem a Deus. Muitos fizeram grandes mudanças, grandes transfigurações.

Aproveitemos o tempo de Quaresma, também ela tempo de transfiguração, para nos revestirmos realmente de Jesus Cristo, identificando-nos com Ele e mostrando o que realmente somos: baptizados e cristãos de nome e de vida.

É preciso seguir a Cristo e revestir-nos da Sua graça para podermos alcançar o Céu. E isto requer muitas vezes uma transfiguração muito grande do nosso modo de viver. Mas só assim venceremos a morte como Cristo a venceu.

Fonte (Adaptado)

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