"Raios de Luz"


sexta-feira, 14 de junho de 2013

«A tua fé te salvou» - Evangelho do XI Domingo Comum

O Evangelho do XI Domingo do Tempo Comum remete-nos para um banquete, em casa de Simão, um fariseu, para o qual Jesus tinha sido convidado. No decorrer deste episódio, no qual se vivia um ambiente de familiaridade e amizade, uma mulher pecadora chega junto de Jesus e com as suas lágrimas lava-Lhe os pés, secando-os com os seus cabelos e ungindo-os com perfume.
Os fariseus consideravam-se os ‘senhores da verdade’ e, segundo eles, a sua forma de viver é que estava correcta, sendo que para eles, os pecadores públicos – como é o caso desta mulher – deviam estar afastados e a relação com estes devia ser pautada por sentimentos de desdém e desprezo.
Jesus, por sua vez, compadecido do gesto desta mulher, conta uma parábola a Simão na qual refere o valor do perdão  e da conversão, convidando-o depois a olhar para o exemplo da pecadora que, com o seu gesto de amor para com Ele, vê assim os seus pecados perdoados e o recomeço de uma nova vida, cheia de amor pelo Messias.
A este tipo de arrependimento demostrado pela mulher pecadora, a Igreja chama de contrição porque está movido pelo amor. A contrição limpa totalmente a alma, purifica-a e faz com que nasçam os propósitos de uma vida nova.
A história da Igreja está cheia de ‘famosos pecadores’ que se converteram ao Senhor. Um dos mais conhecidos pelas suas próprias Confissões é Santo Agostinho. Depois da sua conversão e de caminhar com o Senhor e sendo arauto da Boa-nova, o Bispo de Hipona deixou escrita uma frase tão conhecida e citada: “fizeste-nos, Senhor, para Ti e o nosso coração está inquieto enquanto não descansar em Ti”.
O exemplo que nos deixa a mulher pecadora do Evangelho deste Domingo deve nutrir em nós a consciência de que também somos pecadores e que a adesão e o amor a Jesus Cristo são o caminho para a nossa santificação e salvação.
No entanto, devemos fixar-nos também na atitude dos fariseus: a reprovação e a ideia de que são superiores aos outros. Com qual destas figuras apresentadas no Evangelho nos identificamos mais? Com a mulher pecadora que se abeira de Jesus e O ama ou com os fariseus que falam dos erros dos outros em vez de admitir os próprios limites?
É urgente deixarmo-nos tocar pelo amor misericordioso de Deus e procurar fazer o bem! Procuremos durante esta semana sermos como a mulher pecadora que, arrependida e sedenta do amor de Jesus, se converte; e deixemos de lado a mesquinhez e a maledicência que só nos afastam do amor misericordioso do Pai.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Aparição de Nossa Senhora em Junho e os seus apelos

Há 96 anos, no dia de hoje, Lúcia, Francisco e Jacinta, os Pastorinhos de Fátima respondiam ao apelo feito pela "Senhora mais brilhante que o sol" no mês anterior e dirigiam-se para a Cova da Iria para junto da pequena azinheira na qual Nossa Senhora lhes tinha aparecido no mês de Maio.

Poucos dias após a primeira aparição, a vida destas três crianças mudou drasticamente devido ao cepticismo e desconfiança de alguns familiares e vizinhos que negavam ser possível a Virgem Maria lhes ter aparecido. A senhora Maria Rosa, mãe da Lúcia, lamentava-se dizendo: "eu que andava sempre com cuidados de não em dizerem mentiras e agora aquela aparece-me com uma mentira destas".

De facto, a notícia espalhou-se rapidamente e muitos troçavam dos três pequenos, mas no dia 13 de Junho de 1917, à hora marcada, lá estavam junto da pequena azinheira e com eles, cerca de meia centena de curiosos que queria perceber do que se tratava e se de facto falavam verdade ou não.

À pergunta da Lúcia "o que é que vocemessê mequer?", a Mãe do Céu diz-lhe: «Quero que venhais aqui no dia treze do mês que vem e que rezeis o Terço intercalando entre os mistérios a jaculatória: 'Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas todas para o Céu, especialmente as que mais precisarem'».

Deste pedido da Celeste Mensageira nasce o grande amor dos três pequenos pela oração e súplica pela conversão dos pecadores. Como estas crianças devíamos também nós ganhar o hábito de rezar por esta intenção tão especial. Mais tarde, Nossa Senhora diz à Lúcia que há muitas almas que vão para o Inferno porque não há quem peça por elas.

De facto, com o relativismo que se vive actualmente, a par do egocentrismo e de uma sociedade cujo centro é o Homem, põe-se de parte as verdades eternas, a noção de que um dia, após a nossa morte e o nosso juízo, teremos duas opções: a salvação eterna ou a morte eterna.

Ao rezar pela conversão dos pecadores, estamos a fazer presente um dos dogmas da Fé da Santa Igreja: a comunhão dos santos. Com esta oração cada um de nós toma consciência de que não só tem responsabilidade para com os outros nas relações humanos como também nas oração. E esta oração e este desejo da conversão dos pecadores pode auxiliar muitas almas a se converterem e a encaminharem-se para a vida eterna.  

Nossa Senhora, antes de mostrar aos Seus três pequenos arautos a luz imensa que é Deus e o Seu Imaculado Coração diz à Lúcia que levaria para o céu os seus primos muito em breve, «mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração».

Coube à pequena Lúcia, com o amparo maternal do Coração de Maria que foi sempre para ela o seu «refúgio e caminho até Deus», fazer conhecer esta devoção ao Imaculado Coração da Virgem Santíssima durante toda a sua vida. E de facto, que grande anunciadora da mensagem de Mãe Imaculada.

Na mensagem que Nossa Senhora deixa aos três pequenos, 'Jesus quer' estabelecer esta devoção. De facto, como diz o Papa Paulo VI na sua Exortação Apostólica Marialis cultus: «o culto da bem-aventurada Virgem Maria tem a sua suprema razão de ser na insondável e livre vontade de Deus, que, sendo a eterna e divina Caridade (cf.1Jo 4,7-8.16), realiza todas as coisas segundo um plano de amor: amou-a e fez-lhe grandes coisas (cf. Lc 1,49), amou-a por causa de si mesmo e por causa de nós e, deu-a a si mesmo e no-la deu a nós.»


Procuremos neste dia dedicado a Nossa Senhora, fazer presente na nossa oração e na nossa vida os dois principais aspectos principais que a Virgem comunicou aos três pastorinhos há 96 anos atrás: rezar pela conversão dos pecadores e reparar o seu Imaculado Coração por todos os pecados com que é diariamente ofendido e ultrajado.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Santo António de Lisboa

A Igreja celebra amanhã o presbítero e doutor, Santo António de Lisboa. Nascido em Lisboa no final do século XII, foi recebido entre os Cónegos Regulares de S. Agostinho e pouco depois da sua ordenação sacerdotal ingressou na Ordem dos Frades Menores com a intenção de se dedicar à propagação da fé entre os povos da África. Mas foi na França e na Itália que ele exerceu com grande fruto o ministério da pregação e converteu muitos hereges.

Desde pequenino, António foi devoto de Nossa Senhora. Rezava sempre à Virgem Santíssima e recorria continuamente, implorando o Seu socorro. Conta a tradição que um dia, quando já era religioso e porque o demónio já não podia mais suportar o bem que Santo António fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente que estava a ponto de enforcá-lo. Usando as suas últimas forças, pôde implorar o auxílio da Gloriosa Virgem. Nesse instante, o demónio fugiu e Santo António viu que a seu lado estava a Rainha do Céu, resplandecente de glória.

Durante a sua curta vida, Santo António pregou o evangelho e o amor à Santíssima Virgem. Procuremos também nós, olhar para o seu exemplo de dedicação ao anúncio da Boa Nova e a ter em Maria, a Virgem Gloriosa, a nossa intercessora junto das ciladas do demónio.


Deus eterno e todo-poderoso,
que em Santo António destes ao vosso povo
um pregador insigne do Evangelho
e um poderoso intercessor junto de Vós,
concedei que, pelo seu auxílio,
sigamos fielmente os ensinamentos da vida cristã
e mereçamos a vossa protecção em todas as adversidades.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Oração colecta da Missa de Santo António

terça-feira, 11 de junho de 2013

Francisco, o consolador de Jesus



No Céu, hoje é dia de festa! O pastorinho de Fátima, Francisco Marto, faz anos! Este menino nasceu no dia 11 de Junho de 1908 e teve a graça de contemplar, ainda neste mundo, a Imaculada Mãe de Deus, na Cova da Iria em 1917.

Nas duas primeiras aparições, Nossa Senhora abriu as Suas mãos e comunicou aos Pastorinhos uma luz muito intensa, na qual se viram em Deus. A Lúcia, nas suas Memórias, diz-nos que o que mais impressionou o Francisco foi essa luz imensa, que o fazia exclamar muitas vezes:  

«Que lindo é Deus, que lindo é Deus! Mas está triste por causa dos pecados dos homens. Eu quero consolá-lo, quero sofrer por seu amor! Nós estávamos a arder naquela luz que é Deus e não nos queimávamos... Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu ao menos O pudesse consolar!...».

Portanto, este desejo de reparar e de consolar Nosso Senhor pelos pecados da humanidade não tem origem numa piedade infantil nem numa religiosidade serrana. A espiritualidade do Francisco, na sua curta vida, centrou-se no ardente desejo de «consolar Nosso Senhor, que está tão triste!», porque ele próprio contemplou a presença de Deus entristecido, naquela luz que Nossa Senhora lhes comunicou.

Esta tristeza de Deus, ofendido com os pecados dos homens, absorveu por completo o pensamento do Francisco. Uma vez a Jacinta, que se preocupava primeiramente com os pecadores, para que se convertessem para não irem para o Inferno, perguntou-lhe:

– Francisco, não tens pena dos pecadores?

– Tenho, mas tenho ainda mais pena de Nosso Senhor. Queria primeiro consola-Lo. Que pena Deus estar tão triste! Se eu O pudesse consolar!

Para reparar as faltas de amor com que continuamente os homens ofendem Jesus, o pequenino vidente passava muitas horas diante do Sacrário, a fazer companhia a Nosso Senhor. Ficava tardes inteiras na igreja de Fátima, muitas vezes escondido, rezando em reparação dos pecados que entristeciam Jesus, enquanto a Lúcia ia à escola.

Este desejo de reparação acompanhou o Francisco até à morte. Já bastante doente, o Pastorinho perguntava à sua prima Lúcia:

- Nosso Senhor ainda estará tão triste? Eu ofereço-Lhe todos os sacrifícios que posso arranjar.

Com certeza que hoje Nosso Senhor continua triste com os nossos pecados e com os pecados do mundo, que são tantos e tão graves… Mas sabemos que o Francisco está no Céu a reparar as ofensas e a interceder por nós e pela nossa conversão.

Vamos dar um presente ao Beato Francisco, no seu dia de aniversário! Vamos consolar Jesus. Juntemo-nos a ele, oferecendo a Nosso Senhor orações, os nossos sacrifícios diários, suportar as adversidades e praticar boas-obras, tudo por um simples, mas sincero, Amor a Jesus.

Assim, também nós poderemos reparar as faltas de amor que tanta gente tem para com o nosso Deus.

no 3º Ano de preparação para o Centenário das Aparições.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

«Protege, ó Cristo, o nosso Portugal!»



Hoje é o Dia de Portugal! Liturgicamente, a Igreja em Portugal celebra a Memória do Santo Anjo da Guarda de Portugal, o Anjo que apareceu aos Pastorinhos em Fátima e intercede no Céu pela nossa Nação.

O nosso país foi consagrado ao Imaculado Coração de Maria pelos Bispos Portugueses em 1931 e, como referiu a Irmã Lúcia, essa Consagração foi decisiva para que Portugal fosse poupado à participação da II Guerra Mundial. Nove anos mais tarde, ergueu-se, em Almada, o Monumento a Cristo-Rei dedicado ao Coração de Jesus, como agradecimento à protecção dada ao nosso país. Em 1959, ocorreu a inauguração do Santuário de Cristo-Rei e Portugal foi consagrado aos Corações de Jesus e de Maria.

Deixamos aqui uma Oração de Consagração da Nação Portuguesa ao Sacratíssimo Coração de Jesus, para que este Coração cheio de amor proteja hoje e sempre Portugal dos perigos físicos, morais e espirituais que espreitam a toda a hora! Neste dia, peçamos também a intercessão do Santo Anjo Custódio de Portugal para a nossa Pátria.

Coração adorável de Cristo, Rei de amor,
dignai-Vos, neste dia lança rum olhar de ternura sobre o nosso Portugal,
prostrado diante do Vosso trono, com o fim de reconhecer e aclamar
a Vossa realeza tantas vezes esquecida e ultrajada.

Reinai amorosamente nos lares de pobres e de ricos;
Reinai, mantendo nos lares portugueses as antigas e nobres tradições de sólida virtude cristã.
 Reinai principalmente na observância da lei sagrada do matrimónio católico,
que as nossas casas se transformem em santuários da Vossa glória.

Coração de Jesus, reinai também na nossa sociedade,
gravemente ameaçada por uma vaga espantosa de paganismo
em que se pretende riscar todas as vossas leis divinas,
comprometendo os mais graves princípios da dignidade e da moral.

Rei de amor, reinai sobre a nossa nação.
 Concedei à nação portuguesa a honra de voltar a ser
o trono da Vossa realeza e o altar da Vossa glória.

Senhor Jesus, realizai na nossa pátria,
as Vossas maravilhosas promessas  em resposta aos nossos pedidos.
 Nós vo-lo pedimos ó Rei de amor, pelo Coração da Rainha Imaculada,
padroeira da terra portuguesa.

Coração Divino de Jesus, salvai Portugal, que em Vós confia.

sábado, 8 de junho de 2013

Imaculado Coração de Maria, refúgio dos pecadores



«Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. 
A quem a abraçar, prometo a salvação, e serão queridas de Deus essas almas, 
como flores postas por Mim a adornar o Seu trono».
(Nossa Senhora, em Fátima a 13 de Junho de 1917)

A Igreja celebra hoje a Memória do Imaculado Coração de Maria. Este dia relaciona-se directamente com a Mensagem de Fátima, uma vez que um dos aspectos desta Mensagem contempla a Devoção ao Coração Imaculado de Nossa Senhora.

Esta devoção, querida por Deus, é uma devoção reparadora. A Jacinta, semanas antes de morrer, numa confidência ao Cónego Formigão, alertou: ‘É preciso que se faça reparação pelos pecados do mundo, que são tão grandes, tão grandes!’

Naturalmente que toda a reparação será dirigida Àquele que é ofendido. Portanto, uma devoção reparadora seria dirigida a Deus Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo, porque os pecados ofendem directamente a Deus. Mas o lugar privilegiado de Maria na obra da Redenção e na História da Salvação, faz com que o Seu Coração de Mãe seja também ofendido com os pecados dos homens, Seus filhos, e mereça ser reparado.

A Devoção dos Cinco Primeiros Sábados, pedida por Nossa Senhora, tem precisamente esta intenção reparadora. Trata-se de consolar o Coração Doloroso e Imaculado da nossa Mãe do Céu. O sentido desta devoção é reparar as ofensas que actualmente recebe o Coração de Maria:

- A negação do Seu papel de Mãe de Deus e dos homens, diminuindo ou relativizando o Seu papel na salvação das almas;

 - O desprezo, a rejeição e as blasfémias contra os Seus privilégios, como a Sua Imaculada Conceição ou a Sua Virgindade integral antes, durante e após o parto;

- A indiferença e o ódio que incutem nas crianças contra Nossa Senhora;

- As ofensas directas nas Suas imagens e representações.

São estas ofensas graves que ferem o Coração da Virgem Imaculada e que requerem reparação. E desta atitude de reparação, virá a salvação de muitas almas! No Coração da Mãe está o refúgio dos pecadores, o consolo dos aflitos e todo o auxílio para os cristãos.

A Irmã Lúcia, em 1927, escreve: “Da prática da devoção dos Primeiros Sábados, unida à consagração ao Imaculado Coração de Maria, dependerá a guerra ou a paz do mundo”. É, na verdade, deste Coração que nasce a Paz para o mundo, tal como foi do mesmo Ventre Imaculado que nasceu, no mundo, o Príncipe da Paz!

Neste dia, peçamos ao Doce Coração de Maria que nunca nos abandone e que salve muitas almas, conduzindo-as até Deus. Como a pequenina Jacinta, digamos muitas vezes:

«Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação!
Coração Imaculado de Maria, convertei os pecadores! Salvai as almas do Inferno!»

sexta-feira, 7 de junho de 2013

X Domingo do Tempo Comum

Terminadas as Solenidades Pascais e as Solenidades do Senhor, a Igreja retoma o Tempo Comum da Liturgia, retomando no Domingo X deste mesmo tempo, que tinha sido interrompido com a Quaresma e o Tempo Pascal.

No Evangelho deste Domingo,  São Lucas apresenta-nos um episódio no qual Jesus se encontra com um cortejo fúnebre. Uma pobre viúva chora a morte do seu único filho. “Ao vê-la, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores” (Lc 7, 13). E movido pela compaixão, diz Jesus: “Jovem, Eu te ordeno, levanta-te” (Lc 7, 14).

Jesus vê a angústia daquelas pessoas com quem Se cruza  e em vez de esperar que O chamassem ou Lhe fizessem um pedido, Jesus não Se afasta: toma Ele mesmo a iniciativa, movido pela afeição de uma viúva que perdera a única coisa que lhe restava – o filho.

Poder-se-ia dizer que o facto de O seguir uma grande multidão de pessoas, que Jesus quisesse apenas ficar "bem-visto" e ser falado por todos naquela região, como tantas vezes são esses os sentimentos que nos movem. No entanto, o Senhor não age com artificialismo. Jesus sente-Se particularmente afectado pelo sofrimento daquela mulher e não pode deixar de a consolar.

A alegria da mãe ao recuperar vivo o seu filho recorda a alegria da Igreja pelos seus filhos pecadores que retornam, pelo Sacramento da Confissão, à vida da graça. Santo Agostinho diz-nos, a propósito deste evangelho e do Sacramento da Confissão que: “A mãe viúva alegra-se com o seu filho reanimado. A mãe Igreja alegra-se diariamente com os homens que ressuscitam na sua alma. "

O milagre que Jesus fez deve interpelar-nos sobre a forma como lidamos com os problemas daqueles que nos rodeiam. Devemos aprender com Jesus e procurarmos ter um coração semelhante ao Seu, recorrendo, em primeiro lugar, à oração.


Olhemos para Nossa Senhora, exemplo perfeito de uma caridade vigilante e procuremos em todo e sempre, tal como Ela e o Seu amado Filho, fixar a nossa atenção e as nossas acções nas dificuldades dos outros, para que, através da oração e das nossas obras, possamos ser verdadeiramente testemunhas de Nosso Senhor. 

Oração ao Sagrado Coração de Jesus


Sagrado Coração de Jesus,
Nós Vos adoramos, em Vós confiamos
E na Vossa Misericórdia esperamos.
Confiando nas Vossas promessas,
vimos implorar o Vosso auxílio
para a Igreja e para o mundo inteiro.

Colocamos no Vosso Coração
as nossas famílias,
as nossas preocupações,
os nossos sofrimentos,
as nossas esperanças
e todo o nosso ser.

Sacratíssimo Coração de Jesus,
cremos em Vós,
mas aumentai a nossa Fé.
Jesus, manso e humilde de Coração,
fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Ámen.



domingo, 2 de junho de 2013

Adoração Eucarística mundial na Paróquia de Mafra

Respondendo à convocatória do Santo Padre, o Papa Francisco, neste Domingo, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, a JMV Sobreiro e a JMV Achada participaram, juntamente com toda a Paróquia de Mafra, na Hora de Adoração Mundial em simultâneo, na igreja do Sobreiro. 

Seguindo, nas suas linhas gerais, o guião proposto pela Santa Sé, adaptado e traduzido pela JMV Sobreiro, a igreja encheu-se pelas 16h00, hora em que, ao mesmo tempo e em todo o mundo, milhões de católicos adoraram e rezaram ao Santíssimo Sacramento durante uma hora, pedindo pela Igreja e pelo mundo.

À medida que entrava o Padre João com a Custódia que trazia o Corpo de Jesus, foi entoado o bonito cântico eucarístico ‘Bendito sejas, Senhor!’. Logo de seguida, o Santíssimo Sacramento foi solenemente exposto, rezando-se algumas jaculatórias de desagravo e as orações do Anjo de Fátima. As três leituras propostas no guião, retiradas do Evangelho de São João, centravam-se no discurso de Jesus sobre a Sua presença na Eucaristia e foram lidas por jovens do Sobreiro e da Achada, bem como por outros paroquianos. Entre as leituras, preces, orações de Papas e cânticos, louvou-se e adorou-se Jesus, verdadeiramente presente na Hóstia Consagrada.

Após o cântico Oh verdadeiro Corpo do Senhor’, guardaram-se alguns momentos de silêncio para oração individual, entoando-se de seguida o Hino Tantum Ergo Sacramentum, para se receber a bênção do Santíssimo Sacramento. 

No final, foi recitada a oração da Salvé Rainha, invocado o Imaculado Coração de Maria e rezou-se a Nossa Senhora como Mãe da Igreja, entoando-se o cântico Mater Ecclesiae.

Não podemos deixar de salientar o ambiente de oração e de comunhão que se fez sentir em cada um dos presentes, durante esta hora de adoração.

Este momento de adoração, anteriormente pensado pelo saudoso Papa Bento XVI e concretizada pelo Sumo Pontífice actualmente reinante Francisco, teve como duas intenções principais:

- Rezar pela Igreja, para que Jesus a mantenha sempre obediente à Sua palavra e que ela apareça perante o mundo como "bela, sem mancha nem ruga, santa e sem defeito" (Vaticano, 28 de Maio de 2013);

- Rezar por aqueles que sofrem com a violência, com as drogas, o tráfico de pessoas e por todas as vítimas dos crimes contra a vida humana.


Que Jesus, escondido sob o véu das espécies eucarísticas, pela poderosa intercessão de Sua Mãe Santíssima, conceda grandes graças à Igreja e ao mundo, que se uniu, sob a voz do Pontífice Romano Francisco, em adoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Sequência do Corpo de Deus



Terra, exulta de alegria,
Louva o teu pastor e guia,
Com teus hinos, tua voz.

Quanto possas tanto ouses,
Em louvá-l’O não repouses:
Sempre excede o teu louvor.

Hoje a Igreja te convida:
O pão vivo que dá vida
Vem com ela celebrar.

Este pão – que o mundo creia –
Por Jesus na santa Ceia
Foi entregue aos que escolheu.

Eis o pão que os Anjos comem
Transformado em pão do homem;
Só os filhos o consomem:
Não será lançado aos cães.

Em sinais prefigurado,
Por Abraão imolado,
No cordeiro aos pais foi dado,
No deserto foi maná.

Bom pastor, pão da verdade,
Tende de nós piedade,
Conservai-nos na unidade,
Extingui nossa orfandade
E conduzi-nos ao Pai.
Aos mortais dando comida,
Dais também o pão da vida:
Que a família assim nutrida
Seja um dia reunida
Aos convivas lá do Céu.

Da Liturgia da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo


sábado, 1 de junho de 2013

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

A Igreja celebra no próximo Domingo a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta solenidade que ocorre sessenta dias depois da Páscoa, este ano é celebrada em Portugal no Domingo seguinte, ou seja, dia 02 de Junho.

Na passada quinta-feira, dia próprio da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus, em todo o mundo, milhares de procissões e outros actos de piedade ocorreram com um único objectivo, ao qual, a Igreja em Portugal, se une neste Domingo: tributar ao Senhor um tríplice preceito - veneração, gratidão e reparação.

Esta celebração é sinal de veneração para compensar o Senhor de alguma humilhação a que se quis sujeitar e sujeita continuamente, para ficar connosco nos altares, onde, tal como afirma São Bernardo "esconde a Sua divindade, esconde a Sua humanidade, deixando apenas ver as aparências do pão, para assim demonstrar a ternura do amor que tem para connosco."

A Santa Igreja celebra também esta Solenidade em sinal de gratidão para com Jesus, por um dom tão grande, no qual se fez presente o Seu amor para com os homens. São Pedro de Alcântara diz que "o Esposo, para consolar a Sua Esposa (Santa Igreja), durante a Sua longa ausência, quis dar-lhe uma companhia: o Santíssimo Sacramento, no qual Ele está verdadeiramente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade."

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é também um preceito de reparação, afim de desagravar Jesus de tantas ofensas com que Ele é continuamente ultrajado e ferido neste Santíssimo Sacramento. Na sua maioria, os homens recusam-se a adorá-Lo e a reconhecê-Lo neste adorável mistério.

Possamos nós, neste dia, em união com milhões de cristãos do mundo inteiro, prestar ao Senhor este tríplice preceito de veneração, reparação e gratidão e reconhecer na Santíssima Eucaristia a presença real de Jesus entre nós.

Façamos nossas as palavras de Santo Afonso Maria Ligório e ao chegarmos junto de Jesus Sacramentado, rezemos confiadamente:

Senhor Jesus Cristo, que, por amor aos homens,
ficais dia e noite neste Sacramento,
todo cheio de misericórdia e amor,
esperando, chamando e acolhendo todos os que vêm visitar-Vos,
eu creio que estais presente no Sacramento do altar.

Adoro-Vos do abismo do meu nada
e agradeço-Vos todas as graças que me tendes feito,
especialmente a de Vos terdes dado a mim neste Sacramento,
a de me haverdes concedido por advogada Maria, Vossa Mãe Santíssima,
e finalmente, a de me haverdes chamado a visitar-Vos nesta igreja.

Saúdo hoje o Vosso Coração amantíssimo e quero saudá-lo por três fins:
primeiro, em agradecimento pelo grande dom de Vós mesmo;
segundo, em reparação das injúrias que tendes recebido,
neste Sacramento, de todos os Vossos inimigos;
terceiro, com a intenção de Vos adorar,
por esta visita, em todos os lugares da Terra onde Vós,
neste divino Sacramento, estais menos reverenciado e mais abandonado.



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