"Raios de Luz"


sábado, 31 de maio de 2014

Mês de Maio termina com a Festa da Visitação de Nossa Senhora

«Bendita é tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!»
Lc 1, 42
Das Catequeses de São João Paulo II, Papa:

Ressoam no nosso coração as palavras do evangelista São Lucas: «E quando Isabel ouviu a saudação de Maria, (...) ficou cheia do Espírito Santo» (Lc 1, 41). O encontro entre a Virgem e sua prima Isabel é uma espécie de ‘pequeno Pentecostes’. Na narração evangélica, a Visitação segue imediatamente a Anunciação: a Virgem Santíssima, que leva no Seu seio o Filho concebido por obra do Espírito Santo, irradia em torno de Si graça e gozo espiritual. A presença do Espírito n’Ela faz saltar de alegria o filho de Isabel, João, destinado a preparar o caminho do Filho de Deus feito homem.

Onde está Maria, está Cristo; e onde está Cristo, está o Seu Espírito Santo, que procede do Pai e d’Ele, no mistério sacrossanto da vida Trinitária. Os Actos dos Apóstolos destacam com razão a presença orante de Maria no Cenáculo, junto com os Apóstolos reunidos a espera de receber o ‘poder do alto'. O ‘sim' da Virgem, o «fiat», atrai sobre a humanidade o dom de Deus: como na Anunciação, também em Pentecostes. Assim continua sucedendo no caminho da Igreja.

Reunidos em oração com Maria, invoquemos uma abundante efusão do Espírito Santo sobre toda a Igreja, para que, com velas alçadas, reme mar adentro neste novo milénio. De modo particular, invoquemo-lo sobre quantos trabalham diariamente a serviço da Sé Apostólica, para que o trabalho de cada um esteja sempre animado por um espírito de Fé e de zelo apostólico.

É muito significativo que no último dia de Maio se celebre a festa da Visitação. Com esta conclusão é como se quiséssemos dizer que cada dia deste mês foi para nós uma espécie de visitação. Vivemos durante o mês de Maio uma contínua visitação, como a viveram Maria e Isabel. Damos graças a Deus porque a Liturgia nos propõe novamente hoje este acontecimento bíblico».



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Oração de entrega ao Imaculado Coração de Maria


Senhora do Rosário de Fátima e Mãe da Igreja,
ao terminar o mês de Maio, a Vós dedicado,
renovamos hoje, de modo consciente,
ao Vosso Coração Imaculado,
a consagração da nossa vida,
em total fidelidade
aos compromissos do nosso Baptismo.

Ao Vosso amor maternal
entregamos também toda a Igreja:
o Papa Francisco, o Vosso servo Bento XVI,
os Bispos, os sacerdotes,
os religiosos e todos os fiéis leigos.

Mãe de Deus e nossa Mãe,
para todos imploramos
o carinho do Vosso Imaculado Coração,
mas de uma maneira particular,
para os que não crêem, não adoram,
não esperam e não amam.

Que, por Vossa intercessão,
triunfe o Vosso Coração Puro e Imaculado,
para salvação da humanidade
e glória da Santíssima Trindade,
pelos séculos dos séculos.

Ámen.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Para a UE, o embrião humano não é um de nós


Lembram-se da petição ‘Um de Nós’, assinada no ano passado, para o não-uso em estudos científicos de embriões humanos, que são já seres humanos (Um de nós)? Apesar das quase duas milhões assinaturas (mais precisamente 1.901.947) recolhidas nos 28 países da UE, não será apresentada como proposta legislativa ao Parlamento Europeu.

A política, infelizmente, caminha em sentido oposto do que pedia a petição: financiamento com dinheiro público europeu para a pesquisa científica com embriões humanos e de projectos de cooperações internacionais que implicam na difusão do aborto e na produção de fármacos abortivos.

Isto significa que a opinião de quase dois milhões de cidadãos europeus foi considerada irrelevante, indigna de ser submetida ao Parlamento Europeu, a única instituição eleita pelo povo. De nada valeu uma mobilização que permitiu a iniciativa coletar um número recorde de adesões, bem acima do que qualquer outra petição.

A Cultura da Morte venceu esta batalha. Mas sabemos – até porque ainda estamos no Tempo Pascal – que a morte não tem a última palavra!

Pedimos a todos que rezem pela promoção e defesa da Vida humana, desde a concepção até à morte natural. Rezemos, assim, por todas as nações e seus governantes! 

Que a luz de Jesus Ressuscitado, pela intercessão da Sua Mãe Santíssima, ilumine as consciências adormecidas!

A Ascensão de Jesus ao Céu

No dia da Ascensão do Senhor, o cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar para o Céu; o segundo, olhar para a terra. Na verdade, Jesus é O que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a História. É o Mestre cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos. Jesus é o «Deus-connosco” que acompanhará a caminhada dos discípulos pela História do mundo.

Nosso Senhor garante que estará sempre com os discípulos, «até ao fim dos tempos», ajudando os Seus discípulos a superar as crises e as dificuldades na caminhada por este mundo.

Celebrar a ascensão de Jesus ao Céu significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do Reino de Deus já aqui na Terra, na vida dos homens. Estaremos conscientes de que a Igreja é, hoje, a presença salvadora de Jesus no meio dos homens?

Tornar-se discípulo de Cristo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus, a partir das Suas palavras, dos Seus gestos, da Sua vida oferecida em sacrifício por amor. Mas, com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da ridicularização e do menosprezo dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está em Deus, no Amor e no dom da Vida…


O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Mas nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo e Aquele em quem acreditamos. Sem medo do mundo e das suas seduções!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras:

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol.II
IC - Igreja Canta
NCT - Novo Cantemos Todos


Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Luminosos



À Quinta-Feira, é possível meditar nos Mistérios Luminosos do Rosário, um esquema facultativo introduzido por São João Paulo II e que pode ser utilizado neste dia da semana.

Mais uma vez, cá estamos nós para vos acompanhar na Oração do Terço!
Não deixem de rezar! :)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Gloriosos



Rezem com a JMV Sobreiro os Mistérios Gloriosos do Rosário.

Esperamos ajudar-vos a cumprir aquilo que Nossa Senhora tanto pediu em Fátima:
«Quero que rezem o Terço todos os dias!»

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa celebra Missa no Cenáculo de Jerusalém

«Todos se encontravam reunidos no mesmo lugar» (Act. 2,1)
Da Homilia do Santo Padre, no mesmo local onde Jesus teve a Sua Última Ceia com os discípulos:

«Um grande dom nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Enquanto vos saúdo com fraterna alegria, desejo dirigir um pensamento afetuoso aos Patriarcas Orientais Católicos que participaram desses dias da minha peregrinação.

Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos. Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em anúncio. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.

[...]

«Isto é o Meu Corpo»
O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado, aquele que me é antipático, aquele que me tira a paciência.

O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas, oferecer tudo em sacrifício espiritual.

O Cenáculo recorda-nos a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus, descobrir no seu coração que Ele é amigo.

O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.

Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.

«Este é o Cálice do Meu Sangue»
O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz entre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande… Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.

Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida. Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos Céus.

Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra!»



Entrevista exclusiva aos Duques de Bragança - Festa da Família

Durante a Festa da Família, na Jornada Diocesana da Família, além do Patriarca de Lisboa, a JMV Sobreiro teve ainda a oportunidade de falar com os Duques de Bragança, D. Duarte Pio e sua esposa, D. Isabel de Herédia. Aqui fica um resumo dos seus testemunhos:

Qual a importância da família na sociedade actual?

D. Isabel de Herédia: «A Família é a base, a célula, o fundamento da sociedade. É onde aprendemos a ter segurança e onde aprendemos os valores fundamentais que nos regem pelos caminhos da vida. Se perdermos esses valores fundamentais, o mundo torna-se desumano. Nas famílias é que se forma uma sociedade saudável! E uma sociedade saudável é benéfica para os países e para o mundo inteiro».

Porque razão é tão importante defender os valores da Família?

D. Duarte Pio: «É importante haver militância a favor da Família. As forças adversas à família são muito fortes, organizadas e com tanto dinheiro, que tem de haver quem lute e deve haver resistência da nossa parte, senão ficamos dominados por essas forças! Estes eventos são fundamentais para consciencializar as pessoas disto. Dou os parabéns à organização!»

Agradecemos a Suas Altezas Reais a gentileza, simpatia e atenção dispensada para connosco!

domingo, 25 de maio de 2014

Entrevista exclusiva de D. Manuel Clemente - Festa da Família

Na tarde de hoje, na Jornada Diocesana da Família, realizada em Mafra no Jardim do Cerco, tivemos a oportunidade de entrevistar o Patriarca de Lisboa - D. Manuel Clemente a quem começámos por perguntar de que maneira é importante que a sociedade promova os valores da Família:


"O importante - e que vocês compreendem - é perceber que não aparecemos no mundo de uma maneira isolada. Nascemos filhos dos nossos pais e essa realidade familiar tem de nos acompanhar a vida inteira. Daí que a Família seja o valor básico para qualquer sociedade que se queira próxima."

Os casais aqui presentes são testemunho dessa realidade?
"Estes casais que aqui estão, que vão receber uma bênção por fazerem 10, 25, 50 ou mais anos de casados, tiveram todos os problemas que os casais habitualmente têm. Estarem aqui a celebrar esse tempo de matrimónio, significa que os conseguiram ultrapassar com Fé, com Esperança e com Caridade. Mostram-nos hoje que é possível manter esta unidade básica, que é a Família, onde se conjugam gerações. Isto é o suporte de uma sociedade que se queira humana, de convivência e de partilha."

Que mensagem deixa para os jovens?
"Vocês, jovens, mesmo quando da Igreja são chamados a outras vocações, como as religiosas ou os padres, em que não constituimos uma Família natural, levamos para essa outra grande Família de Filhos de Deus, aquilo que em geral aprendemos nas nossas famílias. Isso continua a acompanhar-nos pela vida. Há portanto, aqui uma realidade básica e total que é a Família."


A JMV Sobreiro agradece ao Sr. Patriarca de Lisboa a gentileza e o carinho que, como Pastor da Diocese e, como tal, de nós jovens, dispensou para connosco!

Mensagem do Papa para o Dia mundial das Comunicações Sociais

Ler aqui a Mensagem na íntegra

Celebra-se no próximo Domingo, dia 1 de Junho, o 48º Dia mundial das Comunicações Sociais. A Mensagem do Papa para este dia, neste ano, tem como tema: «Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro».

Num mundo que parece tornar-se cada vez menor, graças aos progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação, ainda permanecem divisões escandalosas entre os homens. É o que diz o Papa na mensagem para o 48º Dia mundial das Comunicações Sociais.

Estamos conectados, escreveu o Santo Padre, «sempre mais e a globalização torna-nos interdependentes. Contudo, é suficiente sair pelas ruas das nossas cidades para ver a distância entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres».

Aqui entra em jogo o papel dos meios de comunicação que, segundo o Papa Francisco, realmente «podem ajudar a fazer com que nos sintamos mais próximos uns dos outros, a promover uma autêntica cultura do encontro».

Sobre as novas tecnologias, recorda o Pontífice: «Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos».


sexta-feira, 23 de maio de 2014

O Matrimónio: uma expressão da nobreza do Amor

«O noivado deve ser uma ocasião de aprofundar o afecto e o conhecimento mútuo. E, como toda a escola de amor, deve ser inspirado não pela ânsia de posse, mas por espírito de entrega, de compreensão, de respeito, de delicadeza. Por isso, há pouco mais de um ano quis oferecer à Universidade de Navarra uma imagem de Santa Maria, Mãe do Amor Formoso, para que os rapazes e raparigas que frequentam aquelas Faculdades aprendessem d'Ela a nobreza do amor - do amor humano também.

Matrimónio à experiência? Que pouco sabe de amor quem fala assim! O amor é uma realidade mais segura, mais real, mais humana. Algo que não se pode tratar como um produto comercial, que se experimenta e depois se aceita ou se deita fora, segundo o capricho, a comodidade ou o interesse.

Essa falta de critério é tão lamentável, que nem sequer parece necessário condenar quem pensa ou procede assim porque eles mesmo se condenam à infecundidade, à tristeza, a um isolamento desolador, que sofrerão mal passem alguns anos. Não posso deixar de rezar muito por eles, amá-los com toda a minha alma e tratar de lhes fazer compreender que continuam a ter aberto o caminho de regresso a Jesus Cristo, e que, se se empenharem a sério, poderão ser santos, cristãos íntegros, porque não lhes faltará nem o perdão nem a graça do Senhor.

Só então compreenderão bem o que é o amor: o Amor divino e também o amor humano nobre; e saberão o que é a paz, a alegria, a fecundidade».

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Domingo VI do Tempo pascal

No Evangelho deste próximo Domingo, Jesus garante aos discípulos que não os deixará sozinhos no mundo. Ele vai para o Pai, mas vai continuar presente, acompanhando a caminhada dos seus discípulos.

É preciso, no entanto, que os discípulos continuem a seguir Jesus, cumprindo os mandamentos que Ele deixou. Seguindo com amor os ensinamentos de Cristo, os Mandamentos deixam de ser normas externas que é preciso cumprir, mas tornam-se expressão clara do amor dos discípulos e da sua sintonia com Nosso Senhor.

Como é que Jesus vai estar presente ao lado dos discípulos, dando-lhes a coragem para percorrer o mundo a anunciar o Evangelho?

Jesus fala no envio do Paráclito, que estará sempre com os discípulos (vers. 16). A palavra ‘Paráclito’ pode traduzir-se como ‘advogado’, ‘auxiliar’, ‘defensor’. Pode deduzir-se, também, o sentido de ‘consolador’ e de ‘intercessor’.

O Paráclito que Jesus vai enviar é o Espírito Santo – apresentado aqui como o ‘Espírito da Verdade’. Por vezes, sentimo-nos desanimados e frustrados, diante de um futuro que não sabemos até onde conduzirá a humanidade. No entanto, nós os crentes temos razões para ter esperança: Jesus garantiu-nos que não nos deixaria órfãos e que estaria sempre a nosso lado.

Na nossa leitura do mundo e da história, o que é que prevalece: o pessimismo de quem se sente só e perdido no meio de forças de morte, ou a esperança de quem está seguro de que Jesus ressuscitado continua presente, a acompanhar a caminhada do Seu povo pela história?


Vivamos sempre com esta certeza: por mais escuro que seja o caminho, por mais pedras que existam na estrada… Jesus caminha connosco e envia-nos o Consolador, o Espírito Santo para nos fortalecer e dar coragem nesta peregrinação até ao Céu!

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

NCT - Novo Cantemos Todos

O Matrimónio: Caminho de Amor para a meta da Santidade

«O Matrimónio existe para que aqueles que o contraem se santifiquem nele e através dele. Para isso, os cônjuges têm uma graça especial que o Sacramento instituído por Jesus Cristo confere. Quem é chamado ao estado matrimonial, encontra nesse estado - com a graça de Deus - tudo o que é necessário para ser santo, para se identificar cada dia mais com Jesus Cristo e para levar ao Senhor as pessoas com quem convive.

É por isso que penso sempre com esperança e com carinho nos lares cristãos, em todas as famílias que brotaram do Sacramento do Matrimónio, que são testemunhos luminosos desse grande mistério divino - sacramentum magnum! (Ef. 5, 32), grande sacramento - da união e do amor entre Cristo e a sua Igreja. Devemos trabalhar para que essas células cristãs da sociedade nasçam e se desenvolvam com afã de santidade, com a consciência de que o Sacramento inicial - o Baptismo - confere já a todos os cristãos uma missão divina, que cada um deve cumprir no caminho que lhe é próprio.

Os esposos cristãos têm de ter consciência de que são chamados a santificar-se santificando, a ser apóstolos, e de que o seu primeiro apostolado está no lar. Devem compreender a obra sobrenatural que significa a fundação de uma família, a educação dos filhos, a irradiação cristã na sociedade. Desta consciência da própria missão dependem, em grande parte, a eficácia e o êxito da sua vida, a sua felicidade.

Nunca deixo de dizer aos que foram chamados por Deus a formar um lar que se amem sempre, que se queiram com o amor cheio de entusiasmo que tinham quando eram noivos. Pobre conceito tem do Matrimónio - que é um sacramento, um ideal e uma vocação - quem pensa que o amor acaba quando começam as penas e os contratempos que a vida traz sempre consigo. É então que o amor se fortalece.

As torrentes dos desgostos e das contrariedades não são capazes de submergir o verdadeiro amor. O sacrifício partilhado generosamente une mais. Como diz a Escritura, aquae multae - as muitas dificuldades, físicas e morais - non potuerunt extinguere caritatem (Cant. 8,7), não poderão apagar o amor».


quarta-feira, 21 de maio de 2014

O diálogo e o anúncio não se excluem um ao outro

O diálogo inter-religioso «não implica relativizar a fé cristã», diz o Papa Francisco numa mensagem enviada ao Cardeal Jean-Louis Tauran, por ocasião dos 50 anos do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso.

O Papa recorda antes de tudo que o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso nasceu durante o Concílio Vaticano II, por vontade de Paulo VI. Nessa ocasião, «a Igreja – observa o Papa - sentia-se animada por um sincero desejo de encontro e de diálogo com toda a humanidade».

Aliás, continua o Papa, «o diálogo só é possível a partir da própria identidade».

Como foi mostrado por São João Paulo II, reitera o Papa Francisco, «diálogo e anúncio não se excluem mutuamente, mas têm uma íntima ligação, embora se tenha que manter distintos e não devem ser nem confusos nem instrumentalizados ou considerados equivalentes ou intercambiáveis».

Como Cristo a caminho de Emaús, continua o Papa, «a Igreja deseja fazer-se próxima e companheira de viagem de cada homem».

Neste contexto, garante o Papa, «a Igreja estará sempre mais empenhada a percorrer o caminho do diálogo e a intensificar a cooperação, já frutuosa, com todos aqueles que pertencem a diferentes tradições religiosas e partilham a vontade de construir relações de amizade e tomam parte nas numerosas iniciativas de diálogo».

Por fim, o Pontífice agradece ao Dicastério para o Diálogo Inter-religioso pelo trabalho realizado nestes 50 anos e espera que continue «com renovado entusiasmo a sua missão, que vai beneficiar também a própria causa da paz e do autêntico progresso dos povos».

Rádio Vaticano

Matrimónio: único lugar onde o homem e a mulher se doam totalmente

«A Revelação cristã conhece dois modos específicos de realizar a vocação da pessoa humana na sua totalidade ao amor: o Matrimónio e a Virgindade. Quer um quer outro, na sua respectiva forma própria, são uma concretização da verdade mais profunda do homem, do seu ‘ser à imagem de Deus’.

Por consequência a sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os actos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Esta realiza-se de maneira verdadeiramente humana, somente se é parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até à morte. 

A doação física total seria falsa se não fosse sinal e fruto da doação pessoal total, na qual toda a pessoa, mesmo na sua dimensão temporal, está presente: se a pessoa se reservasse alguma coisa ou a possibilidade de decidir de modo diferente para o futuro, só por isto já não se doaria totalmente.

Esta totalidade, pedida pelo amor conjugal, corresponde também às exigências de uma fecundidade responsável, que, orientada como está para a geração de um ser humano, supera, por sua própria natureza, a ordem puramente biológica, e abarca um conjunto de valores pessoais, para cujo crescimento harmonioso é necessário o estável e concorde contributo dos pais.

O ‘lugar’ único, que torna possível esta doação segundo a sua verdade total, é o Matrimónio, ou seja o pacto de amor conjugal ou escolha consciente e livre, com a qual o homem e a mulher recebem a comunidade íntima de vida e de amor, querida pelo próprio Deus que só a esta luz manifesta o seu verdadeiro significado.

A instituição matrimonial não é uma ingerência indevida da sociedade ou da autoridade, nem a imposição extrínseca de uma forma, mas uma exigência interior do pacto de amor conjugal que publicamente se afirma como único e exclusivo, para que seja vivida assim a plena fidelidade ao desígnio de Deus Criador. Longe de mortificar a liberdade da pessoa, esta fidelidade põe-na em segurança em relação ao subjectivismo e relativismo, fá-la participante da Sabedoria Criadora»

São João Paulo II


terça-feira, 20 de maio de 2014

Jornada Diocesana da Família em Mafra



«O objectivo desta jornada é ser um momento de festa, de encontro entre as famílias da nossa grande família que é a diocese. Pretende também ser uma oportunidade de dar a conhecer a pastoral familiar que se vai realizando na nossa diocese e para isso contamos com a presença de todos os movimentos ligados à Pastoral Familiar», pode ler-se numa carta enviada às paróquias pelo director do sector da pastoral familiar do Patriarcado de Lisboa, padre Rui Pedro Trigo Carvalho.

A Festa da Família vai decorrer no Jardim do Cerco, em Mafra, e vai contar com uma Feira Familiar que consiste num espaço de ‘actividades inter-geracionais’, um piquenique, um concerto dos ‘Anima Christi’ que vai ser intercalado com testemunhos e uma Missa celebrada pelo Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que vai celebrar ainda as bodas matrimoniais (10º, 25º e 50º aniversários matrimoniais).


A Jornada Diocesana da Família – Festa da Família «vai ser, decerto, uma boa forma de irmos caminhando nesta preparação para o Sínodo dos Bispos sobre a Família» - conclui o Pe. Rui Carvalho.

sábado, 17 de maio de 2014

O triunfo do Coração Imaculado de Maria


«Por fim, o Meu Coração Imaculado triunfará». 

E que significa isto? Responde o Cardeal Joseph Ratzinger no ano 200,  futuro Papa Bento XVI, apontando o triunfo de quem se entrega a Deus a exemplo de Maria: 

«O Coração aberto a Deus, purificado pela contemplação de Deus, é mais forte do que os fuzis e que as armas de todo tipo. A vitória do Coração de Maria é também um apelo à liberdade de todo Cristão, para entrar nos desígnios do amor quotidiano de Deus.

O fiat de Maria, a palavra do seu Coração, mudou a história do mundo, porque ela introduziu neste mundo o Salvador- porque, graças ao seu ‘Sim’, Deus pôde tornar-se homem no nosso mundo e doravante permanecer para sempre. O Maligno tem poder sobre esse mundo, nós podemos constatar e continuamente fazer essa experiência ; ele tem poder porque a nossa liberdade se deixa continuamente desviar de Deus.

Mas desde que o próprio Deus tem coração humano e desse modo dirigiu a liberdade do homem para o bem, para Deus, a liberdade para o mal já não tem a última palavra. Desde aquele momento cobram todo seu valor as palavras de Jesus:“Padecereis tribulações no mundo, mas tende ânimo, Eu venci ao mundo” (Jo, 16,33). A mensagem de Fátima convida-nos a confiar nesta promessa».

Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Dolorosos


Rezem com a JMV Sobreiro os Mistérios Dolorosos do Rosário.

Esperamos ajudar-vos a cumprir aquilo que Nossa Senhora tanto pediu em Fátima:
  «Quero que rezem o Terço todos os dias!»

Procissão das Velas no Sobreiro

Na passada Terça-feira, dia 13 de Maio, a Comunidade do Sobreiro reuniu-se para louvar a Virgem Maria, invocada sob o título de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, com a celebração da Santa Missa e a Oração do Terço, no decurso de uma Procissão das Velas.

Na homilia da Missa, o Padre Luís Barros referiu a pertinência da Mensagem de Fátima que não é mais do que o reafirmar o apelo do Evangelho: conversão e penitência. Segundo o Prior de Mafra, «atreveria-me a afirmar que as aparições de Fátima são as aparições Marianas mais importantes da história da Igreja, nas quais, a Virgem Maria vem novamente relembrar os ensinamentos de Seu Divino Filho».

A JMV Sobreiro esteve presente nesta celebração, tendo colaborado com o coro, entoando cânticos de louvor à Virgem Mãe, Aquela que é feliz por acreditar em tudo o que Lhe foi dito da parte do Senhor.

Após a Missa, deu-se início à Procissão das Velas pelas ruas do Sobreiro. A Catequese também esteve presente e coube às crianças e aos seus catequistas recitar o Terço. Aos jovens, coube a leitura das meditações dos Mistérios do Terço e a encenação das passagens bíblicas.

Foram meditados os Mistérios Gozosos do Rosário, aqueles que contam o início na vida de Jesus, desde a anunciação do Anjo a Nossa Senhora até a Perda e Encontro do Menino entre os doutores.

Nas meditações dos mistérios foram feitas alusões à Mensagem de Fátima e à vida dos Pastorinhos que souberam sempre seguir aquilo que Nossa Senhora lhes pedia.


Mais uma vez, a comunidade do Sobreiro demonstrou a grande devoção que tem a Nossa Senhora, Aquela que é Mãe de Jesus Cristo e de toda a Igreja. Peçamos à Virgem Maria que toque no coração de todos quantos A honraram neste dia e que os ajude a uma constante mudança de vida, no caminho da Santidade.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A idosa que nasceu a 13 de Maio de 1917, à mesma hora das aparições

Maria José Martins nasceu no dia 13 de Maio de 1917, precisamente à mesma hora em que ocorreu a primeira aparição em Fátima, uma data que não esquece e que tem relatado ao logo da vida.

«Os meus pais contaram-me sempre que eu nasci precisamente na hora em que Nossa Senhora de Fátima apareceu aos pastorinhos», recordou ontem a idosa, orgulhosa, em declarações à agência Lusa.

Aos 97 anos, Maria José Martins que reside desde 2011 num lar de idosos na sua terra natal, em Amieira do Tejo, no concelho de Nisa (Portalegre), relata que todos os dias se dedica às orações, considerando-se uma mulher “muito devota” e crente em Nossa Senhora de Fátima.

Como nasceu a 13 de Maio de 1917, data em que ocorreu a primeira aparição na Cova da Iria, a idosa explicou que sempre teve curiosidade em saber os pormenores deste acontecimento religioso, recordado que viu com «felicidade um filme sobre o milagre quando era adolescente».

Telma Mendonça é funcionária no lar de idosos de Amieira do Tejo e garante que Maria José Martins participa frequentemente nas missas ou orações que ocorrem naquela casa.

Sobre o facto de a utente ter nascido precisamente naquela data e àquela hora, Telma Mendonça relata que quem não sabe fica surpreendido quando esse facto é abordado.

V Domingo do Tempo Pascal

“ Eu sou o caminho, a verdade e a vida". 
Esta é a frase máxima do Evangelho do V Domingo do Tempo Pascal, resposta dada por Jesus à  pergunta de Tomé que, não compreendendo tudo o que Jesus afirmara acerca do Seu regresso ao Pai, lhe perguntara: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como é que sabemos o caminho?”.

O apóstolo pensava num caminho material, tal como muitas vezes também nós estamos à espera que Jesus nos mostre um caminho concerto a seguir, mas Jesus indica-lhe um espiritual, tão sublime que se identifica com a Sua Pessoa: “Eu sou o caminho”; e não lhe mostra apenas o caminho, mas também a meta- “ a verdade e a vida”- à qual conduz e que é também Ele mesmo.

Jesus é o caminho que conduz ao Pai: “Ninguém vai ao Pai senão por Mim”; é a verdade que O revela: “Quem Me viu, viu o Pai”; é a vida que comunica aos homens a vida divina: “Assim como o Pai  tem a vida em Si mesmo” , assim a tem o Filho e dá-a “àquele que quer”.

Jesus, com a Sua resposta, está como que a dizer: Por onde queres ir? Eu sou o caminho. Para onde queres ir? Eu sou a Verdade. Onde queres permanecer? Eu sou a Vida. Todo o homem consegue compreender a Verdade e a Vida; mas nem todos encontram o Caminho.

Na primeira Leitura, do Livro dos Actos dos Apóstolos, temos a escolha dos diáconos para ajudarem os Apóstolos no atendimento da comunidade que crescia cada dia, pois a Palavra de Deus espalhava-se cada vez mais. Disseram os Apóstolos: “Quanto a nós entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra” (At 6,4).

Assim como o Mestre passava longas horas em oração individual, também o apóstolo reconhece a necessidade de alcançar forças novas na oração pessoal, feita em íntima união com Cristo, pois só assim será eficaz o seu ministério e poderá levar ao mundo a palavra e o amor do Senhor.

O apostolado é fruto do amor a Cristo. Ele é a luz com que iluminamos, a verdade que devemos ensinar, a Vida que comunicamos. E isto só será possível se formos homens e mulheres unidos a Deus pela oração.

A oração nunca deixa de dar os seus frutos. Dela tiraremos a coragem necessária para enfrentar as dificuldades com a dignidade dos filhos de Deus, bem como para perseverar no convívio com os amigos que desejamos levar a Deus. Por isso a nossa amizade com Cristo há de ser cada dia mais profunda e sincera. Sem oração, o cristão seria como uma planta sem raízes; acabaria por secar, e não  teria assim a menor possibilidade de dar fruto. A oração é o suporte de toda a nossa vida e a condição de todo o apostolado. 

Fonte: Adaptado


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

quinta-feira, 15 de maio de 2014

«Sou cristã e nunca reneguei a minha fé»

Um tribunal de Cartum condenou ontem uma cristã sudanesa de 27 anos à morte por renegar o Islão, apesar dos apelos de embaixadas ocidentais em defesa da liberdade religiosa da mulher.

A mulher, grávida de oito meses, está actualmente detida com o filho de 20 meses, de acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional, que exigiu a sua libertação imediata.

«Demos um prazo de três dias para que renegasse a sua fé, mas insistiu em não voltar ao Islão. Condeno-a à pena de morte por enforcamento», declarou o juiz Abbas Mohammed al-Khalifa, que tratou sempre a mulher pelo nome de família do pai, um muçulmano.

Meriam Yahia Ibrahim Ishag - o nome cristão da mulher - foi também condenada a 100 chicotadas por ‘adultério’.

Ao ouvir o veredito, a jovem manteve-se impassível.

Durante a audiência, e depois de uma longa intervenção do líder religioso muçulmano, que procurou converter a cristã, a mulher disse calmamente ao juiz: «Sou cristã e nunca reneguei a minha fé». Segundo a imprensa local, a sentença de morte será executada logo nasça a criança.


REZEMOS PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS!

Crisma em Mafra

No passado Domingo, dia 11 de Maio a Paróquia de Mafra recebeu o Exmo. e Revmo. Bispo Auxiliar de Lisboa - D. Nuno Brás - para conferir o Sacramento do Crisma.

«Hoje, aqui, é dia de Pentecostes.»
Foi assim que Sua Ex.a Rev.ma, D. Nuno Brás iniciou a Celebração da Santa Missa no decorrer da qual crismaria 57 cristãos que se quiseram fazer confirmar na Fé da Igreja e que para o mesmo se prepararam ao longo dos últimos 6 meses.

Mais que uma mera Celebração ou uma formalidade para se poder apadrinhar, o Sacramento do Crisma é o culminar de uma etapa de preparação e o início de uma nova vida para cada crismando, uma vida em que cada um é chamado a evangelizar e a espalhar a Boa Nova do Reino de Deus.

Dos 57 crismandos, 4 pertencem ao Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro, 4 elementos que atingiram finalmente a maturidade Cristã e que procuram agora, mais que antes, transmitir a Fé da Igreja Católica às gerações vindouras.

Afortunadamente para os crismandos, esta Celebração ocorreu precisamente naquele que para a Igreja é o Domingo do Bom Pastor, o Domingo em que se celebra O Pastor por excelência que é Cristo, que oferece a vida pela Sua grei. Diz o salmo deste domingo: «Com óleo me perfumais a cabeça / E meu cálice transborda», o óleo de que se fala é o Óleo do Santo Crisma, com que os crismandos são ungidos, composto do azeite que marca onde toca e de bálsamo, porque o cristão deve irradiar «O bom perfume de Cristo».

Realmente, foi dia de Pentecostes em Mafra! O Espírito Santo desceu sobre os crismandos, tal como desceu há 2000 anos sobre os Apóstolos e a Virgem Santa Maria no Cenáculo. Assim, temos a esperança de que tal como há 2000 anos, o Espírito do Senhor faça de cada um dos recém-crismados um Santo.

Um Sacramento, uma Missão, uma Nova Etapa! Foi um grande dia, um dia especial, vivido ao máximo. Foi algo único! Aproximar-me do sucessor dos Apóstolos que estava ali para me confirmar, chegar lá, e de joelhos, sentir o sinal que o Bispo me fez na testa, é a melhor de todas as sensações! Senti que estava pronta para seguir o meu caminho em Igreja. Senti-me em paz! É certo que este Sacramento me deu força para continuar, me deu coragem. Outra coisa que senti, foi que não estava sozinha, tinha alguém a apoiar-me ao meu lado, e tenho a certeza que confiei a missão de me ajudar a crescer ainda mais na Fé a pessoa certa!
Testemunho de Inês Bento (JMV Sobreiro)

«Marco, recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o Dom de Deus.»
Foi com estas palavras, tantas vezes proferidas, mas que são sempre sentidas de modo tão pessoal, que me tornei um adulto na Fé.
Num dia de emoções que culminou com uma Celebração que só acontece uma vez na vida, o dia 11 de Maio ficará, sem dúvida, para sempre na minha memória.
 Testemunho de Marco Batalha (JMV Sobreiro)




sábado, 10 de maio de 2014

O Terço: arma poderosa para alcançar a Paz

«A pé, milhares de fiéis rumam em direcção a Fátima. Têm um encontro marcado com “a Senhora mais brilhante do que o sol”, que os espera onde, em 1917, apareceu a três pastorinhos. Por essas estradas fora, arrastam alegrias e tristezas, penas próprias e dores alheias, acções de graças e petições, nas contas do terço que desgranam pelos caminhos da nossa terra. E, no bordão, a esperança que não desfalece, mesmo quando o cansaço entorpece o andar.

A fé é caminho. Desde tempos imemoriais, os cristãos peregrinam em direcção aos Lugares Santos. Neste ano, é a Terra Santa que vem ao encontro dos romeiros da Cova da Iria, na pessoa do Patriarca latino de Jerusalém, Sua Beatitude Fouad Twal. Não é só Maria mas também a sua terra e as suas gentes que vão estar presentes nas celebrações da primeira aparição mariana. Duas terras de Santa Maria vão, assim, encontrar-se no altar do mundo: a Palestina, que é a pátria terrena da Mãe de Deus, e esta nossa pátria, de que ela é, há já vários séculos, padroeira e rainha.

Foi em 1914, faz agora um século, que começou a primeira Guerra Mundial, a que a Senhora do Rosário quis pôs termo pela oração e sacrifícios dos seus filhos. Neste centenário desse conflito, a presença do Patriarca de Jerusalém na Cova da Iria recorda que o terço, que logrou a “conversão da Rússia”, é o meio mais eficaz para alcançar a paz na Terra Santa.

“Si vis pacem, para bellum”, isto é, se queres a paz, prepara-te para a guerra. A paz na Palestina, a pátria de Jesus, requer o uso diário de uma arma poderosa: o terço de Nossa Senhora. Porque cada conta é uma bala contra a guerra e um passo para a paz».

Pe. Gonçalo Portocarrero Almada

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Maria, nossa Mãe do Céu!

«Quanto cresceriam em nós as virtudes sobrenaturais se conseguíssemos verdadeira devoção a Maria, que é Nossa Mãe! Não nos importemos de lhe repetir durante todo o dia – com o coração, sem necessidade de palavras – pequenas orações, jaculatórias. A devoção cristã reuniu muitos desses elogios carinhosos na Ladainha que acompanha o Santo Rosário. Mas cada um de nós tem a liberdade de os aumentar, dirigindo-lhe novos louvores, dizendo-lhe o que – por um santo pudor que Ela entende e aprova – não nos atreveríamos a pronunciar em voz alta.

Aconselho-te – para terminar – que faças, se o não fizeste ainda, a tua experiência particular do amor materno de Maria. Não basta saber que Ela é Mãe, considerá-la deste modo, falar assim d'Ela. É tua Mãe e tu és seu filho; quer-te como se fosses o seu único filho neste mundo. Trata-a de acordo com isso: conta-lhe tudo o que te acontece, honra-a, ama-a. Ninguém o fará por ti, tão bem como tu, se tu não o fizeres.

Asseguro-te que, se empreenderes este caminho, encontrarás imediatamente todo o amor de Cristo; e ver-te-ás metido na vida inefável de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Conseguirás forças para cumprir bem a Vontade de Deus, encher-te-ás de desejos de servir todos os homens. Serás o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça, alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo.


Este e não outro é o carácter da nossa fé. Recorramos a Santa Maria, que Ela nos acompanhará com um passo firme e constante».

São Josemaría Escrivá

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Domingo IV da Páscoa

Na nossa cultura, a figura do “Pastor” é uma figura de outros tempos, ude m mundo parado em amplos espaços verdes. Ao propor-nos a figura bíblica do Bom Pastor, o Evangelho propõe como modelo de Pastor alguém que oferece a vida, que serve, que respeita a liberdade das pessoas, que se dedica totalmente e que ama gratuitamente.

Para nós, cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. Contudo, quantas vezes não temos outros “pastores” que nos arrastam e que são as referências fundamentais à volta das quais construímos a nossa existência? 

O que é que nos conduz e condiciona as nossas opções? Cristo? Ou a voz do política e socialmente correcto? A voz da opinião pública? A voz do comodismo e da instalação? A voz do preservar os nossos esquemas e os nossos privilégios? A voz do êxito e do triunfo?

Para que distingamos a voz de Jesus no meio de tantos outros apelos, de propostas enganadoras que não conduzem à vida plena, é preciso um permanente diálogo íntimo com o Bom Pastor, com Aquele que conhece as ovelhas e dá a Sua vida por elas.


Para que o rebanho – que somos nós! – não se deixe enganar pelos lobos que muitas vezes se disfarçam de pastores, é preciso um encontro permanente com Cristo, rezando, ouvindo a Sua Palavra e frequentando os Sacramentos que a Igreja nos oferece.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

terça-feira, 6 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Gozosos

Muitas das vezes queixamo-nos que não queremos rezar o Terço sozinhos, porque é cansativo, porque não sabemos como se reza ou até mesmo porque não nos motiva...

Pois bem, a JMV Sobreiro lança um novo desafio aos nossos amigos e seguidores: rezar o terço connosco! Para isso, gravámos uma recitação do Terço na Igreja do Sobreiro e queremos gravar também os Mistérios Dolorosos, Gloriosos e os Luminosos.



Para já, aqui fica o desafio: rezem connosco os Mistérios Gozosos do Rosário.

Esperamos ajudar-vos a cumprir aquilo que Nossa Senhora tanto pediu em Fátima:
  «Quero que rezem o Terço todos os dias!»

JMV Sobreiro lembra o Dia da Mãe

Ontem foi mais um Dia da Mãe em Portugal, dia em que se celebra todas as mães, mostrando o carinho que temos por elas, com flores, presentes, outras pequenas surpresas ou mesmo pequenos gestos que podem alegrar um pouco mais o dia de quem deu muito de si por cada um de nós.

E, como seria de esperar, o Grupo de Jovens do Sobreiro não pode deixar passar este dia sem fazer um pequeno mimo e mostrar o nosso amor e carinho por todas as mães da nossa comunidade, como já temos vindo a fazer em anos anteriores.

Então, neste ano, fizemos algumas bolachas, nomeadamente de limão, canela e manteiga, que distribuímos por todas as mães que foram à missa ao Sobreiro neste Domingo, para tornar este dia tão especial um pouco mais doce. Juntamente com as bolachas, entregámos ainda uma pequena imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus ao colo e uma oração a Nossa Senhora, lembrando a nossa Mãe do Céu, neste dia em que se celebra todas as mães da Terra.

Para além deste pequeno gesto, como já tem sido habitual durante este mês de Maio, o mês de Maria, nossa Mãe, a comunidade reza o terço na capela do Sobreiro, todos os dias às 19 horas, como nos foi pedido por Nossa Senhora, nas suas aparições aos Pastorinhos em Fátima. E, sendo dia da Mãe, não podemos deixar quem mais amamos fora das nossas orações.


Assim passou mais um Domingo especial no Sobreiro, o dia da Mãe, com a distribuição de um pequeno mimo docinho e o terço rezado pela comunidade, oração que a nossa Mãe, de todos nós, nos pediu que rezássemos, lembrando todas as nossas mães, porque todo o esforço e amor que elas nos transmitiram não podem ser esquecidos e devem ser sempre comemorados.

Maria Santíssima, Mãe da Igreja e Nossa Mãe

«O mês de Maio é o mês de Maria Santíssima, Mãe da Igreja e Nossa Mãe. A vivência deste mês há-de ser, por isso, muito voltada para os Mistérios do Filho de Deus que nos são expressos na maternidade Divina. Caminhemos ao longo deste mês com Maria Santíssima Senhora do Sim aquando da visita do Anjo. Vivamos com diligente caridade a visita a sua prima Santa Isabel.

Contemplemos com o coração cheio de Amor o nascimento discreto do Salvador no presépio de Belém. Apresentemos o menino no Templo, mesmo que isso seja desígnio e profecia de dor e de espírito trespassado.

Acompanhemos com esforçada compreensão a fuga para o Egipto e como experiência libertadora o regresso à Pátria. Paremos diante da perda do menino e descansemos no desejo que Ele teve de estar “nas coisas de Seu Pai”. Permaneçamos firmes na Fé com Maria quando ela pede aos discípulos de Seu Filho que “façam o que Ele disser” ou quando se vê exaltada na humildade quando escuta que mais feliz por ser mãe e irmão é “aquele que ouve a palavra de Deus e a põe em prática”. De um modo especial neste tempo pascal que acompanha, quase na totalidade, o decurso deste mês de Maio, vivamos a dor e o silêncio do túmulo junto à Senhora das Dores ou a experiência da Ressurreição com Nossa Senhora da Alegria. Todos estes mistérios de Jesus são festas e invocações de Maria Santíssima.

São encontros e intercessões da Mãe de Deus e mãe nossa, pela Igreja e pelos baptizados. Neste mês prostremos o nosso coração por terra diante de Deus que “escolhe o fraco para confundir o forte”. Escolhe o humilde para levar a bom caminho a obra de Salvação da humanidade. Na senda de Maria, alegremo-nos por sermos discípulos do Filho, pois na simplicidade dessa entrega encontramos a beleza da nossa doação. Encontramos a realidade de um Deus que escolhe a natureza humana para nela habitar.

 Este é o mês do terço, o mês das romarias aos santuários marianos, é o mês de darmos à nossa Mãe Santíssima do Céu a alegria de cumprirmos os pedidos de Seu Filho: “Convertei-vos, mudai de vida”. 

Voltemos o olhar do nosso coração para Maria, a Senhora de Fátima que nos recordou a Penitência e a Oração e façamos desse pedido o nosso meio de santificação de cada momento do nosso dia e de cada dia do nosso mês».


P. Pedro Manuel - Diocese de Faro

domingo, 4 de maio de 2014

Consagração a Nossa Senhora


Ó Senhora minha, ó minha Mãe,
eu me ofereço todo a Vós,
e em prova da minha devoção para convosco,
Vos consagro neste dia e para sempre,
os meus olhos, os meus ouvidos,
a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.

E porque assim sou Vosso,
ó incomparável Mãe,
guardai-me e defendei-me como propriedade Vossa.
Lembrai-vos que Vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa.

Ah! guardai-me e defendei-me como coisa própria Vossa.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Maria, minha Senhora e minha Mãe

No Seu maravilhoso plano, Deus Pai quis ter uma multidão de filhos, entre os quais quis que Jesus fosse o Primogénito. Quando o Senhor projectou esse plano precisava que Jesus e os Seus demais filhos tivessem uma Mãe.

Para que Jesus fosse o Primogénito de todas as criaturas era preciso que a Mãe d'Ele fosse também a Mãe de todos os outros irmãos.

No pensamento de Deus, a primeira criatura projectada foi aquela que Ele escolheu para ser a Mãe do seu Filho feito homem e de todos os outros filhos. A primeira de todas as novas criaturas é Maria. Foi no alto do Calvário que Cristo assinou, não com a tinta, mas com o Seu Sangue, aquele testamento no qual declara que Maria é nossa Mãe. São João testemunha esse facto no seu Evangelho:


«Vendo Sua mãe e o discípulo que Ele amava, Jesus disse a Sua mãe: 'Mulher, eis o teu filho'. A seguir, disse ao discípulo: 'Eis a tua mãe'» (Jo 19, 26-27).

Desde toda a eternidade, desde que Deus é Deus, desde que o Pai concebeu esse plano maravilhoso, em que o Seu Filho viria a este mundo… Desde esse momento, Maria já era a escolhida d'Ele para ser a nossa Mãe.

Notemos bem: Para ser a minha Mãe desde toda a eternidade, Maria já tinha sido escolhida pelo Pai. Mãe de Jesus, minha Mãe e Mãe de todos os meus irmãos, para que Ele fosse o Primogénito de todas as criaturas.

Eu Vos dou graças, ó Pai, porque desde toda a eternidade, antes que eu existisse, Maria já era minha Mãe e eu já era Seu filho.


III Domingo da Páscoa

O Evangelho deste III Domingo do Tempo Pascal remete-nos novamente para a tarde do Domingo de Páscoa, no qual Jesus tinha ressuscitado de entre os mortos.

Sob as aparências de um peregrino, Jesus junta-se aos dois discípulos que se dirigem para Emaús e falam, entre si, dos acontecimentos surpreendentes da Sexta-feira anterior, em Jerusalém. Os discípulos estão tristes, desanimados... esperavam um Messias glorioso e vencedor e encontram-se diante de um derrotado, que tinha morrido na Cruz.

Jesus caminha junto daqueles dois homens que perderam quase toda a esperança, de modo que a vida começa a parecer-lhes sem sentido. Compreende a sua dor e penetra nos seus corações. Também connosco o Senhor age assim! Apesar de muitas vezes perdermos a esperança e nos sentirmos desanimados, Jesus compreende a nossa dor e dá-nos alento para caminhar.

A conversa dos dois discípulos com Jesus a caminho de Emaús, resume perfeitamente a desilusão dos que tinham seguido o Senhor, diante do aparente fracasso que representava para eles a Sua morte. Jesus, em resposta ao desalento dos discípulos, vai pacientemente descobrindo-lhes o sentido de toda a Sagrada Escritura acerca do Messias: “Não era preciso que o Cristo padecesse estas coisas e assim entrasse na Sua glória?”

A cruz não é um fracasso, mas o caminho escolhido por Deus para o triunfo definitivo de Cristo sobre o pecado e sobre a morte!

Depois da escuta da Palavra e o partir o Pão, os discípulos de Emaús sentem necessidade de voltar a Jerusalém, partindo para anunciar a descoberta aos irmãos e , junto com eles, proclamar que  “ O Senhor ressuscitou.”


Procuremos também nós saber fazer esta caminhada, sabendo que apesar das tristezas e desânimos, o Senhor está connosco e nos acompanha. Depois de nos encontrarmos com Ele, não fiquemos calados, mas sigamos o exemplo dos discípulos de Emaús e caminhemos a anunciar que o Senhor ressuscitou verdadeiramente!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Aclamai o Senhor - J. Santos
Comunhão: Os discípulos reconheceram - C. Silva
Pós-Comunhão: Surrexit Christus - Taizé
Final: Com minha Mãe estarei - Popular


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