"Raios de Luz"


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Nós Vos louvamos, ó Deus!

 

Concede-se INDULGÊNCIA PLENÁRIA neste dia 31 de Dezembro a quem recitar publicamente este Hino "Te Deum" em acção de graças pelo ano que termina, contando que esteja em estado de graça e que reze pelo Santo Padre pelo menos um Pai Nosso e uma Avé Maria.

 
HINO «TE DEUM»
 
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.

Os Anjos, os Céus e todas as Potestades,*
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.

O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.

A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.

Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.

Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.

Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.

Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.

Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado. *
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.

Pai-Nosso...
Avé, Maria...
Glória...
 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Sagrada Família de Jesus, Maria e José

O Domingo dentro da Oitava do Natal une, na Liturgia, a solene Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. O nascimento de um filho dá sempre início a uma família. O nascimento de Jesus em Belém deu início a esta família única e excepcional na história da humanidade. 

A Família de Nazaré, que a Igreja apresenta aos olhos de todas as famílias, constitui efectivamente o ponto de referência culminante para a santidade de todas as famílias humanas.

Ela constitui a comunidade primária, fundamental e insubstituível para o homem. "A família recebeu de Deus a missão de ser a célula primeira e vital da sociedade", como afirma o Concílio Vaticano II (Decr. Apostolicam Actuositatem, 11). Com esta festa litúrgica, a Igreja quer lembrar que à família estão ligados os valores fundamentais, que não se podem violar sem incalculáveis prejuízos de natureza moral. 

Mas que valores são estes?

O primeiro desses valores é o da pessoa que se exprime na fidelidade absoluta e recíproca até à morte: fidelidade do marido à esposa e da esposa ao marido. A consequência desta afirmação do valor da pessoa deve ser também o respeito pelo valor pessoal da nova vida, isto é, da criança, desde o primeiro momento da sua concepção.

A protecção destes valores foi confiada à Igreja por Cristo, de modo a não deixar lugar a dúvidas.

Diz o Catecismo da Igreja Católica: «Um homem e uma mulher, unidos em matrimónio, formam com os seus filhos uma família. Esta disposição precede todo e qualquer reconhecimento por parte da autoridade pública e impõe-se a ela. Deverá ser considerada como a referência normal, em função da qual serão apreciadas as diversas formas de parentesco» (CIC, 2202).

A família tem a sua origem naquele mesmo amor com que o Criador abraça o mundo criado e a Sagrada Família é o início de tantas outras famílias santas.

Que a Sagrada Família, ícone e modelo de cada família humana, ajude cada um de nós a caminhar no espírito de Nazaré; que ajude cada família a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha!
Fonte: Excertos de homilias de João Paulo II 
(adaptado daqui e daqui)
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Os pastores vieram - NCT 63 [partitura]
Salmo: Ditosos os que temem o Senhor [partitura]
Comunhão: Deus enviou ao mundo -  CEC I, p. 53-54 [partitura]
Pós-Comunhão: No princípio, antes da criação do universo - CEC I, p. 58-59 [partitura]
Final/Beija-Menino: Gloria in excelsis Deo (Cantava em nossas campinas) - Popular - [partitura]
                                         Adeste Fideles - Tradicional - [partitura]
                                  Noite Feliz [partitura]
                                  Cristo nasceu! - C. Silva - [partitura]
 

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol I
NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

«A Humanidade não tem futuro sem a Família»

No próximo Domingo, a Igreja continua a viver a alegria do Natal do Senhor, celebrando a Festa da Sagrada Família.

A Igreja vê na Sagrada Família de Nazaré um sinal e exemplo para todas as famílias, cada vez mais ameaçadas nos dias actuais. Nenhuma outra comunidade humana é tão profunda e universal, tão excelente como a família, fundada na união de um homem com uma mulher que geram e educam os seus filhos.

A família é a forma básica e mais simples da sociedade. É a principal escola de todas as virtudes sociais. É na família que se pratica a obediência, a preocupação pelos outros, o sentido de responsabilidade, a compreensão e a ajuda mútua, a coordenação amorosa entre os diversos modos de ser.

Na verdade, a ‘saúde’ de uma sociedade pode ser avaliada pela saúde das famílias. Esta é a razão pela qual os ataques directos à família (como divórcio facilitado, o crime do aborto, a união de pessoas do mesmo sexo equiparada ao casamento) são ataques directos à própria sociedade, cujos resultados não tardam a manifestar-se.

Consciente da gravidade destes ataques, em 2012 o Papa Bento XVI fez vários alertas que muitos rotularam de catastróficos, mas que infelizmente reflectem a realidade: A humanidade não tem futuro sem a família:

«A família, fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher, não se trata duma simples convenção social, mas antes da célula fundamental de toda a sociedade. Por conseguinte, as políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade». - Discurso de 09.01.2012

«Não há futuro para a humanidade sem a família; especialmente os jovens, para aprender os valores que dão sentido à existência, têm necessidade de nascer e crescer nessa comunidade de vida e de amor que Deus quis para o homem e a mulher». - Audiência geral de 06.06.2012


Nosso Senhor quis começar a sua tarefa redentora no seio de uma família simples, normal. O lar onde cresceu foi a primeira realidade humana que Jesus santificou com a Sua presença. Por isso, é dever de todo o cristão opor-se aos referidos ataques contra a família, ainda que sejamos muitas vezes incompreendidos pela nossa sociedade.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Votos de um Santo Natal!


Neste dia em que celebramos o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a carne, 
a JMV Sobreiro deseja a todos os seus leitores, seguidores e amigos um Santo Natal! 
Que o Verbo de Deus nasça verdadeiramente no coração de cada um de nós!

A grandeza de um Deus que se fez Menino

«Conseguis ver onde se oculta a grandeza de Deus? Num presépio, nuns paninhos, numa gruta. A eficácia redentora das nossas vidas só se pode dar com humildade, deixando de pensar em nós mesmos e sentindo a responsabilidade de ajudar os outros.

Cristo foi humilde de coração. Ao longo da Sua vida, não quis para Si nenhuma coisa especial, nenhum privilégio. Começa por estar nove meses no seio de Sua Mãe, como qualquer outro homem, com extrema naturalidade. Sabia o Senhor que a Humanidade padecia de uma urgente necessidade d’Ele. Tinha, portanto, fome de vir à terra para salvar todas as almas; mas não precipita o tempo; vem na Sua hora, como chegam ao mundo os outros homens. Deus veio habitar entre os homens!

O Natal também está rodeado de uma simplicidade admirável: o Senhor vem sem aparato, desconhecido de todos. Na Terra, só Maria e José participam nesta divina aventura. Depois, os pastores, avisados pelos Anjos. E mais tarde os sábios do Oriente. Assim acontece o facto transcendente que une o Céu à Terra, Deus ao homem!

Deus humilha-Se para que possamos aproximar-nos d’Ele, para que possamos corresponder ao seu Amor com o nosso amor, para que a nossa liberdade se renda, não só ante o espectáculo do Seu poder, como também ante a maravilha da Sua humildade.

Grandeza de um Menino que é Deus! O Seu Pai é o Deus que fez os Céus e a Terra, e Ele ali está, num presépio, quia non erat eis locus in diversorio, porque não havia outro sítio na Terra para o dono de toda a Criação!»

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Natal não é a festa de aniversário de Jesus

 
«Alguns pensam que celebrar o Natal é comemorar o aniversário de Jesus; alguns chegam até a cantar o 'Parabéns a você'! Isto é completamente despropositado, contrário ao sentimento da Igreja e fora do sentido da celebração dos cristãos. Então, se não celebramos o aniversário de Jesus, o que fazemos no Natal?
 
Quando a Igreja celebra as festas do Natal, quer celebrar não o aniversário do Menino Jesus... O que ela deseja fazer é tornar presente para nós, na força do Espírito Santo, a graça da Vinda de Cristo!
Celebrando a liturgia do Natal, o acontecimento do passado - a Manifestação do Filho de Deus - torna-se presente no hoje da nossa vida! Na Liturgia do Natal a Igreja não diz: “Há dois mil anos nasceu Jesus”! Nada disso! O que ela diz é: “Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz!”.
Então, celebrando as Santas Festas do Natal, celebramos a Manifestação do Salvador no nosso hoje, na nossa vida, no nosso mundo! A Liturgia tem esta característica: na força do Santo Espírito torna presente realmente, de verdade, aquele acontecimento ocorrido no passado. Não é uma repetição do acontecimento, nem uma recordação! É, ao invés, aquilo que a Bíblia chama de memorial, isto é, tornar presente os actos de salvação de Deus.
Sabemos que a Eucaristia é a celebração, o memorial da Páscoa do Senhor. Como é que já no Natal a Igreja mete a celebração da Páscoa? É que a Eucaristia não é simplesmente a celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo!
Ao celebrarmos as festas do Natal com a Santa Missa, celebramos o mistério, o acontecimento da nossa salvação que torna presente e actuante na nossa vida.
Celebrando a Missa do Natal, recebemos a graça do Natal, entramos em comunhão com Cristo que veio no Seu Natal, porque recebemos o Corpo e Sangue do Senhor: o próprio Cristo que nasceu para nós.
Então, que neste Natal ninguém cante parabéns para o Menino Jesus, nem fique com inveja dos pastores e dos magos... Também para nós HOJE nasceu um Salvador: o Cristo ressuscitado, glorioso, que recebemos verdadeiramente na Comunhão do Seu Corpo e Sangue e cujo mistério celebramos nos gestos, palavras e símbolos da Liturgia santíssima!»

O Mistério do Natal

«O Natal é manifestação de Deus e da Sua grande luz num Menino que nasceu para nós. «Manifestaram-se a bondade de Deus e o Seu amor pelos homens»: esta frase de São Paulo adquiria assim uma profundidade totalmente nova.


No Menino do estábulo de Belém, pode-se, por assim dizer, tocar Deus e acarinhá-Lo. E o Ano Litúrgico ganhou assim um segundo centro numa festa que é, antes de mais nada, uma festa do coração.

Tudo isto não tem nada de sentimentalismo. É precisamente na nova experiência da realidade da humanidade de Jesus que se revela o grande mistério da fé. No menino Jesus, Deus fez-Se dependente, necessitado do amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso, amor.

Hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus, que nos convida à humildade e à simplicidade. Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém e, assim, descobrimos a autêntica alegria e a verdadeira luz.

Se quisermos encontrar Deus manifestado como Menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão «iluminada». Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus. Devemos seguir o caminho rumo àquela extrema simplicidade exterior e interior que torna o coração capaz de ver.

Deixemo-nos fazer simples por aquele Deus que Se manifesta ao coração que se tornou simples. E rezemos também e sobretudo por todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, pedindo que se lhes manifeste a bondade de Deus no seu esplendor, que nos toque a todos, a eles e a nós, aquela bondade que Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo. Ámen».

Papa Bento XVI

Texto adaptado da homilia na Missa da Noite de Natal, 24 de Dezembro de 2011
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA DO DIA DE NATAL

Entrada: Ergue os teus olhos - NCT 60 [partitura]
Salmo: Todos os confins da terra [partitura]
Ofertório: A Vida que estava junto do Pai - CEC I, p.56-57 [partitura]
Comunhão: O Verbo fez-Se carne - NCT 78 [partitura]
Pós-Comunhão: Exultemos de alegria - CEC I, p.46,47 [partitura] 
Beija-Menino:  Gloria in excelsis Deo (Cantava em nossas campinas) - Popular - [partitura]
                        Adeste Fideles - Tradicional - [partitura]
                        Noite Feliz [partitura]
                        Cristo nasceu! - C. Silva - [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
                


domingo, 22 de dezembro de 2013

Desça o orvalho do Alto dos Céus!

 
 
Desça o orvalho do alto dos Céus
e as nuvens chovam o Justo!

 Não Vos irriteis, Senhor, não Vos recordeis da nossa iniquidade:
eis que a Cidade do Santo tornou-se deserta,

Sião ficou deserta;
Jerusalém está desolada;
a casa da Vossa santidade e da Vossa justiça,
onde Vos louvaram os nossos antepassados.

 Pecámos, e nos tornámos como que impuros,
e caímos como todas as folhas;
os nossos pecados levaram-nos como um vento;
Vós escondestes o Vosso rosto de nós,
e nos quebrastes com a nossa própria iniquidade.

 Vede Senhor, a aflição do Vosso povo,
e enviai Aquele que estais para enviar;
mandai-nos o Cordeiro, Dominador da terra,
desde o deserto até o Monte da Filha de Sião
para que Ele nos liberte do jugo da nossa escravidão.

 Consola-te, consola-te, ó Meu povo:
depressa virá a tua salvação.
Por que te deixas consumir pela amargura,
por que persistes na tua dor?

Salvar-te-ei, não tenhas medo,
porque Eu sou o Senhor teu Deus,
o Santo de Israel, o teu Redentor.
 
Desça o orvalho do alto dos Céus
e as nuvens chovam o Justo! 
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Vinde, Senhor: a Igreja Vos espera!

 
Vinde, Senhor, não tardeis;
E dai-nos a Vossa Luz!
Deus connosco, Rei da Paz:
Oh! Vinde, Senhor Jesus!
 
Vinde, Senhor: a Igreja Vos espera,
Sol de justiça, eterna primavera.
Vinde, Senhor: a Terra Vos procura,
Vós sois a Luz de toda a criatura.
 
Palavra Eterna, falai à Vossa Igreja
Que tão ardentemente Vos deseja.
Palavra Eterna, criai um mundo novo,
Fazei dos homens todos um só povo.
 
Palavra Eterna, Simples, Incorrupta,
Falai, Senhor, que a Vossa Igreja escuta.
Palavra Eterna, clamai neste deserto,
Fazei sentir aos homens que estais perto.

Vinde, Senhor: a Igreja é Vossa Esposa,
Mostrai-lhe a vossa face gloriosa.
Vinde, Senhor: Falai, Verbo de Deus,
Criai a nova terra e os novos céus.
Hino do Ofício Divino


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho»

A Santíssima Virgem Maria tem lugar de destaque na Liturgia do próximo Domingo, o último do Advento. No Evangelho, proclamamos que o anúncio profético da primeira leitura se realizou à letra, quando a Virgem Santa Maria Se tornou Mãe de Jesus: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’».

A Maternidade Divina de Maria está estreitamente ligada à Encarnação do Filho de Deus. A partir daquele momento, em que Nossa Senhora aceita ser Mãe de Deus, o mistério e a missão de Cristo une-se para sempre ao mistério e à missão de Maria. Deus torna-se carne n’Aquela que Ele enchera de graça ainda antes da Anunciação.
Ao mesmo tempo, o evangelista tem o cuidado de nos mostrar também o acolhimento amoroso e consciente de São José.
O esposo da Virgem, inicialmente, não consegue compreender tão maravilhoso mistério mas os seus olhos são iluminados pela intervenção do Anjo que o esclarece acerca da Maternidade de Maria: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Com que alegria São José terá ficado! Podemos imaginar os seus pensamentos: «Deus no ventre da minha esposa! Deus na minha própria casa!» Com que respeito e zelo terá José cuidado da Virgem Santa!
Na nossa vida, Deus também está perto de nós, nas nossas casas, no nosso próximo, nos nossos pais, irmãos, na nossa esposa, filhos, vizinhos e colegas de trabalho… Deus está presente nos doentes, nos pequeninos, nos desfavorecidos e nós tantas vezes celebramos o Natal fechados em nós e nas coisas materiais e não reconhecemos Jesus nos nossos irmãos!
Que, à semelhança de São José, possamos abrir os olhos para os outros, vendo neles a presença de Deus, cuidando deles tal como o glorioso Patriarca cuidou de Maria, sua Santíssima esposa.
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Derramai ó Céus - F. Santos [partitura]
Salmo: Venha o Senhor [partitura]
Ofertório: Eis a escrava do Senhor - CEC I, p. 25-26 [partitura]
Comunhão: A Virgem conceberá - NCT  42 [partitura]
Pós-Comunhão: Abri de par em par - OC 25 [partitura]
Final: Feliz és Tu, porque acreditaste - CEC I, p. 26-27 [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

Um testemunho de caridade na JMV

A Juventude Mariana Vicentina tem, como o próprio nome indica um cariz Vicentino, isto é, de missão e de caridade para com os mais desfavorecidos. No Jornal Voz da Verdade desta semana saiu uma reportagem que demonstra como mesmo nos dias de hoje, em plena crise económica e de valores, ainda há jovens capazes de serem verdadeiramente como São Vicente de Paulo.

Falamos de uma jovem muito próxima da JMV Sobreiro, a Marta Araújo, que actualmente é presidente do Conselho Regional Sul da Juventude Mariana Vicentina. Nascida a 4 de Fevereiro de 1985 em Lisboa, a Marta fez o seu percurso catequético na Igreja de São João Evangelista por devoção dos seus pais e aos 16 anos, após o Crisma, aceitou o convite para ser catequista e ingressou na JMV.

Conta a nossa grande amiga, Marta Araújo:  «Aos 13 anos, iniciei por vontade da minha mãe o voluntariado em colónias de férias no Centro Social e Paroquial da Penha de França que duraria até aos meus 21 anos. Mas ser JMV deu-me mais oportunidades de ser testemunha de esperança nas visitas a lares, na organização de cabazes alimentares, nas visitas a várias instituições e no serviço à paróquia… e isso alterou o sonho de educadora de infância para assistente social. Apaixonei-me pela história de São Vicente de Paulo, o padroeiro de todas as obras sociais da Igreja, e lancei-me na licenciatura de Politica Social (ISCSP), em 2003, sabendo que era a minha vocação.»

No verão de 2006, num momento de oração, a Marta pegou na Bíblia e leu algumas passagens bíblicas tendo ficado fixada em Mt 28, 18-20:  «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, ensinando-os a cumprir tudo o que vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei convosco até ao fim dos tempos». 

Sentiu neste momento o chamamento a partir, mas sabia que como JMV não era possível partir em missão. Assim, procurou incessantemente paróquias e movimentos tendo conhecido as Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres. Algumas reuniões de preparação depois, e a Marta estava entusiasmada e via agora a possibilidade de concretizar o seu sonho e de dar resposta àquilo que Deus lhe pedia. No entanto, sentiu muita incompreensão e falta de crença por amigos e familiares, a par de ter que trabalhar para conseguir os materiais necessários para partir, Marta conseguiu aproximar-se muito de Deus e experimentar as suas palavras. “Ele está sempre connosco.”

Em Fevereiro de 2008, a Marta parte para Moçambique, onde a esperavam cerca de 300 crianças órfãs que, mais tarde, lhe haveriam mudar radicalmente a perspetiva e sentido da vida. Eis um pequeno excerto do diário de missão de Marta:

«Escrevo no meu diário de bordo, a 20 de Fevereiro de 2008. Aqui sentada à espera do voo para Joanesburgo, não caio em mim de isto ser possível. Depois de tanto lutar numa direção de acreditar/desacreditar…aqui estou, finalmente a caminho da… terra de Deus!” (...) A cada dia o serviço aumentava: na Mesa de S. Nicolau onde ainda hoje diariamente são oferecidas cerca de 300 almoços às crianças mais desfavorecidas, principalmente órfãos; no jardim-de-infância onde colaborava com as educadoras na elaboração das atividades; na cadeia com as dinâmicas e ações de sensibilização e informação sobre o HIV/SIDA; na vida pastoral junto das catequeses e do grupo de jovens; nos pequenos mimos aos bebés que estavam no Centro Nutricional em recuperação ou até no simples estar. (...)  Torna-se difícil explicar o que me corria na Alma… Porque Tudo é Ele… porque ao nosso redor Tudo é Amor…»

Quando chegou a Portugal, a missão apenas começara. A missão não tinha sido uma experiência, mas sim uma vivência. Voltou às suas atividades de paróquia e de grupos, partilhando esta alegria de ser cristã. Desde 2010, a Marta é uma das assistentes sociais da Associação de Beneficência Casas S. Vicente de Paulo em Lisboa.

Hoje, mais do que querer mudar o mundo, Marta pretende ajudar cada pessoa a saber as oportunidades que tem para ser testemunho de Amor aqui ou lá, seja onde for, em qualquer lugar que esteja!

Peçamos ao Senhor que mais jovens como a Marta sejam capazes de responder ao convite que Ele nos faz. Que sob a protecção de Maria Santíssima, sejamos verdadeiros arautos do Evangelho e do amor de Deus pelos mais pobres.

Fonte (Adaptado)


Reflexões de Advento: «A esperança num Deus que não nos abandona»

«Alegrai-vos! E alegrai-vos sempre! Mas, alegrai-vos no Senhor! E porquê? Porque Ele está perto! Não nos deixa nunca: Ele vem sempre como Emanuel – o Deus connosco!
Mas que cristão não lamenta a situação actual da humanidade? Quem não sente na vida a tentação de fraquejar e do desânimo? Quem, às vezes, não pergunta onde Deus está, que parece tão distante e ausente?

Escutai: «Fortalecei as mãos fatigadas e robustecei os joelhos vacilantes. Dizei aos corações perturbados: 'Tende coragem, não temais: Aí está o vosso Deus, vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-vos'» (cf. Is 35, 1-6)

É esta a esperança do Tempo do Advento: a esperança num Deus que não nos esquece, não nos desilude, não nos deixa sozinhos... Um Deus que vem ao nosso encontro no Messias esperado!

Eis o motivo da nossa alegria: a certeza da fé em Jesus Cristo. Ele é a presença pessoal de Deus entre nós, Aquele que nos sustenta na fraqueza! A salvação que Ele trouxe haverá de se manifestar um Dia, naquele dia do Juízo Final, quando tudo será passado a limpo.

As grandes tentações para o cristão de hoje são a falta de entusiasmo e de esperança, um cansaço diante a paganização do mundo e a teimosia humana... A consequência é a falta de uma alegria verdadeira.

O Advento não somente nos prepara para a celebração da primeira vinda do Senhor no Natal, mas sobretudo nos convida a reconhecer as Suas vindas na nossa vida e a esperar com ânsia e compromisso a Sua Vinda final! Ele virá e conduzirá tudo à Plenitude!»

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Aniversário natalício do Papa Francisco

O Papa Francisco celebra hoje o seu aniversário natalício, como tal detenhamo-nos um pouco na história da sua infância e destes primeiros meses de Papado.

Jorge Mario Bergoglio nasceu no dia 17 de Dezembro de 1936 numa família de imigrantes italianos. O seu pai, Mário Bergoglio, era um trabalhador ferroviário e sua mãe era dona de casa. Nascido e criado no bairro de Flores, o Papa Francisco estudou química, na Universidade de Buenos Aires. Ingressou no noviciado da Companhia de Jesus em Março de 1958, tendo sido ordenado Padre a 13 de Dezembro de 1969, pelas mãos de Dom Ramón José Castellano.


Eleito Papa a 13 de Março de 2013, após a abdicação do Sumo Pontífice Bento XVI, o Papa Francisco tem sido uma constante surpresa e tem dado muito que falar nos meios de comunicação social. 

Para quem olha à primeira vista, o Papa Francisco parece mais simpático e mais próximo que os seus sucessores. No entanto, mais do que procurarmos encontrar diferenças entre Francisco e Bento XVI, ou entre Francisco e João Paulo II, devemos acreditar que o Espírito Santo concede à Igreja, em cada tempo, o Papa que a Igreja necessita.

Sem dúvida que o Papa Francisco não tem a inteligência teológica que tinha Bento XVI, nem o carisma e a capacidade de mover multidões como tinha João Paulo II. No entanto, acreditamos que Deus escolheu o Cardeal Jorge Mario Bergoglio para suceder ao já saudoso Papa Bento XVI e actualmente devemos rezar muito, pedindo ao Senhor que o santifique, a ele e a todos os sacerdotes, e Bispos.

É importante que tenhamos consciência da necessidade constante de oração pelo Santo Padre. Em Fátima, Nossa Senhora pediu aos três Pastorinhos que rezassem pelo Santo Padre. Esse apelo é feito continuamente a cada um de nós, de forma a que Deus o faça o Papa que a Igreja verdadeiramente necessita nos dias de hoje.

O maior presente que podemos dar ao Papa Francisco no dia do seu aniversário natalício é a oração por ele, para que seja verdadeiramente o Papa que Deus quer e que a Igreja necessita, fiel à Verdade e à sã Doutrina que a Igreja ensina. Que o Papa Francisco tenha sempre em conta a grande missão da Igreja neste mundo: a salvação das almas.

E porque queremos também nós rezar pela Santificação do Papa e de todo o Clero, deixamos aqui uma oração por ele, convidando todos os nossos leitores a rezarem também:


ORAÇÃO PELO SANTO PADRE

Ó Deus, que na vossa providência quisestes edificar a Vossa Igreja 
sobre São Pedro, Príncipe dos Apóstolos:

Fazei que o Papa Francisco, que constituístes Sucessor de Pedro, 
seja para o Vosso povo o princípio
e o fundamento visível da unidade da Fé 
e da comunhão na caridade.

Atendei as súplicas da Vossa Igreja e,
 por intercessão da Virgem Santíssima, Mãe da Igreja, 
concedei ao Sumo Pontífice a força e a luz necessárias
para que toda a Igreja se mantenha unida na Fé, 
em comunhão com ele no vínculo da unidade e da paz.

Iluminai a sua consciência e inspirai-lhe sabedoria
 para apascentar o rebanho que lhe foi confiado até que, um dia, 
receba a coroa da glória e se apresente diante de Vós no Céu, 
onde também nós esperamos viver por toda a eternidade.
Ámen.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Festa de Natal no Lar do Sobreiro

O Lar e Centro de Dia do Sobreiro celebrou hoje a sua Festa de Natal com os utentes, as funcionárias, os familiares e amigos que se quiseram juntar para assim, em família e marcados com o espírito da alegria e da caridade, festejar a razão do Natal: o nascimento de Jesus.

A festa teve um programa recheado de apresentações dos mais novos aos mais velhos, com o objectivo de proporcionar aos idosos que vivem nesta instituição uma tarde bem passada, com alegria, mas acima de tudo com a companhia de muitos.

Ao grupo da JMV Achada coube a apresentação da festa. Sempre com muita animação, o Rei Baltazar e as rainhas que o acompanharam foram interagindo com os utentes desta casa e com todos os que se juntaram nesta tarde. Entre canções e brincadeiras, foram muitos os sorrisos que conseguiram proporcionar aos idosos.

Este ano também outros grupos se juntaram à festa, nomeadamente o Grupo de Teatro do Palácio Nacional de Mafra, o grupo do 8º Volume da Catequese de Mafra e os adolescentes da Catequese do Sobreiro.

Os primeiros a actuar foram os elementos do Grupo de Teatro do Palácio Nacional de Mafra com a representação de um presépio ao vivo e como as figuras que o constituem interagem entre si de forma a perceberem qual a razão de ali estarem: o nascimento de Jesus.

De seguida, o grupo da Catequese de Mafra entoou a típica canção "A todos um Bom Natal" - do Coro de Santo Amaro de Oeiras. Para delícia destes adolescentes, também os utentes do Lar e todos os presentes cantaram com eles.

Como a Festa de Natal é dos idosos que habitam nesta instituição, seguiu-se um momento de poesia que foi declamada por alguns utentes. Pelo meio, sem estar combinado, uma das utentes do Lar acabou por agradecer a presença de todos e desejar um Santo Natal. Um bonito gesto!

Os adolescentes da Catequese do Sobreiro também se quiseram juntar à festa este ano, como tal, levaram uma encenação de teatro para rir, intitulada: "Uma má lição, sem o Joãozinho".

Como já vem sendo hábito, a JMV Sobreiro também participou na festa, tendo a direcção do Lar pedido que levássemos algumas músicas tradicionais para animar os idosos. Alegres e com muitas palmas, os utentes acompanharam-nos ao som da "Casa Portuguesa", da "Tia Anica de Loulé" e da "Laurindinha".

Para terminar, antes do tradicional lanche oferecido pelo Lar e Centro de Dia a todos os presentes, a JMV Sobreiro cantou uma canção de Natal lembrando a razão de ser desta festa: "É Natal, Cristo nasceu!".

Gostariamos de partilhar com aqueles que nos seguem via Facebook e através do nosso blogue que no decorrer desta festa, a JMV Sobreiro recebeu uma lembrança da Direcção do Lar, em forma de agradecimento por semanalmente irmos buscar os idosos para irem à Missa. Obrigado!

Como jovens Vicentinos não podemos deixar de registar o quanto estes momentos nos fazem sentir bem. Podíamos estar a fazer um sem-número de coisas nesta tarde: andar na correria das compras, estar em casa a ver televisão ou outra coisa qualquer. No entanto, a JMV Sobreiro e todos os outros grupos que estiveram presentes tem consciência de que a entrega aos outros e a caridade é muito importante, não só nesta época mas durante todo o ano.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Advento com Nossa Senhora

A Igreja está aproximadamente a meio do Tempo do Advento. Fixemos o nosso olhar na Virgem Maria, Aquela que esperou e viveu no seu coração a vinda do Messias.

Durante nove meses, Nossa Senhora carregou dentro de Si o Salvador e viveu o mistério da maternidade. A gravidez de Maria foi o advento plenamente vivido, como tal, podemos hoje, vivê-lo em companhia da Mãe de Deus.

Advento, tempo de conversão. Mas, como falar em conversão naquela que é toda pura e cheia de graça?  Em Maria não havia pecado.  Foi concebida imaculada para que Seu ventre pudesse abrigar aquele que trazia em si todo o Bem e todo Amor.

Na Anunciação, fica claro que Maria não entendia como a vontade de Deus se concretizaria: questiona o Anjo Gabriel, tenta entender o que aos olhos humanos era incompreensível – como gerar vida, se ela não conhecia homem e se era virgem? E o Anjo explica-lhe como, abrindo-se à vontade de Deus, receberia o Espirito Santo que a cobriria de entendimento e adoração, reverenciando desde já a Vida que nascia dentro de Si.

O acompanhar dos episódios que se seguiram a partir do momento da Anunciação é revelador desse desejo de Maria.  Ao longo da Sua vida, Nossa Senhora guardou no Seu coração todos os acontecimentos que marcaram a vida do Verbo de Deus. Acompanho-O na sua caminhada terrena, ajudando-o a crescer em estatura, conhecimento e graça.  E, espantada e sofrida, o assistiu à morte de Jesus na cruz, tentando entender a vontade do mundo que matava Aquele só havia lhe dado amor.

Observar Maria ao longo da vida de Jesus Cristo ajuda-nos a entender como fazer para entendermos a história de um Deus que caminha com a humanidade.  O Criador conhece pelo nome cada uma das suas criaturas.  Mas, às criaturas não é dado todo o conhecimento do Seu Criador.  Por isso, a necessidade de saber escutá-Lo na turbulência da nossa vida e senti-Lo quando parece estar longe.  E este é também um caminho de conversão!

A Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, procurou sempre escutar a vontade de Deus a Seu respeito, sendo por isso modelo para cada um de nós. Que os nove meses de espera que Nossa Senhora viveu antes do nascimento do Messias nos ensinem a fazermos em tudo e sempre a vontade de Deus.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

«És Tu Aquele que há-de vir?»

Neste Domingo, o III do Advento, a Igreja repete a pergunta feita pela primeira vez a Jesus pelos discípulos de João Baptista: ‘És tu Aquele que haveria de vir ou devemos esperar outro?’

No nosso tempo, os homens levantam a mesma questão a respeito de Jesus Cristo.
E às vezes, esta pergunta é feita propositadamente para silenciar a Doutrina ensinada por Nosso Senhor à Igreja, negar a Sua existência ou deformar a Sua Mensagem. Precisamente a meio do Tempo de Advento, esta questão é fundamental:
 
Quem é Jesus para nós?
 
Falamos d’Ele e testemunhamo-Lo? Confessamos que Ele é o Messias, o próprio Deus feito Homem, que nasceu da Virgem Santíssima e que cresceu e viveu como homem?
Acreditamos que Ele sofreu e morreu numa cruz para nos livrar do pecado e da morte eterna e ressuscitou, estando agora no Céu, de onde virá gloriosamente no fim do mundo julgar os vivos e os mortos?
Ou esperamos num ‘outro Jesus’, um Jesus que frequentemente nos é apresentado pelo mundo, um Jesus meramente histórico, um homem bondoso, justo e revolucionário, que viveu há 2 milénios e nos deixou belos ensinamentos? Um Jesus totalmente diferente daquele que a Igreja nos apresenta, formado como que “à imagem e semelhança do Homem”?
Recentemente, o Papa Francisco afirmou que é um absurdo tentar encontrar Jesus fora da Igreja:
«A identidade cristã não é dada por um bilhete de identidade; a identidade cristã é pertença à Igreja: todos estes pertenciam à Igreja, à Igreja Mãe, porque não é possível encontrar Jesus fora da Igreja. […] É uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja». (Homilia na Capela Paulina – 23 de Abril de 2013).
Vivemos numa sociedade em que os que nos rodeiam têm uma postura que não pode ser a nossa postura cristã. Os cristãos devem ter a coragem de anunciar a Verdade e a Mensagem de Jesus Cristo, tal como a Igreja as ensina, demarcando-se completamente de interpretações ou de falsas novidades [em livros, artigos, filmes…] que o mundo nos apresenta sobre a pessoa de Jesus.
Não devemos andar à procura de novidades ou coisas novas. Para os cristãos, não há maior novidade que esta, que deve ser anunciada a toda a gente:
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós!».
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:


Entrada: Alegrai-vos sempre no Senhor - CEC I, p. 21 [partitura]
Salmo: Vinde, Senhor, e salvai-nos [partitura]
Comunhão: Dizei aos desanimados - CEC I, p. 20-21 [partitura]
Pós-Comunhão: Eis que vem o nosso Rei - LHC II, p.132 [partitura]
Final: Maria, és a árvore da Vida - F. Santos [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
LHC - Liturgia das Horas - Edição para o Canto, vol. II

Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz

 01 de Janeiro de 2014
 Clique na legenda para ler

Na sua primeira mensagem para este dia, o Papa começa por fazer uma defesa da família, formada e complementada por um pai e uma mãe. «Não existe paz sem fraternidade e a fraternidade aprende-se no seio da família».

«Convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor».

Nestas palavras subentende-se uma crítica ao aumento de políticas que têm procurado redefinir o conceito de “família”, como por exemplo a adopção por homossexuais ou até o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Entre as várias ameaças à paz nos tempos correntes, o Papa identifica as guerras, oo tráfego de seres humanos, a corrupção, o abuso de drogas e o crime organizado, mas dedica também alguns parágrafos ao sistema económico, dando seguimento a outras críticas que tem feito ao longo do seu Pontificado.

O documento recorda que, ao longo do último ano, muitas pessoas continuaram a viver a experiência dilacerante da guerra.

«Por este motivo, desejo dirigir um forte apelo a quantos semeiam violência e morte, com as armas: naquele que hoje considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão» - pede o Papa na sua Mensagem.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: «Por um Natal cristão»

Nem sempre o Natal é uma Festa de Jesus. Para muita gente não passa de uma comemoração histórica do passado. Há muitas coisas, muita alegria, muita festa, mas em muitos lados falta Jesus. Falta a principal personagem da festa!

Tornar novamente o Natal Cristão! Eis um dos grandes desafios para os nossos dias. Os primeiros cristãos cristianizaram a festa do sol. Colocaram Cristo em primeiro lugar. Cristo é que é o Sol e Luz da humanidade. É necessário cristianizar o Natal e lutar contra a paganização deste tempo tão sagrado!

O Natal lembra-nos que Deus não abandonou este mundo. Algumas formas de lembrar que o Natal é de Jesus, podem passar por, nas nossas casas, colocarmos o Presépio em lugar de destaque, para que quem nos visita perceba quem é a figura e a personagem mais importante desta festa.

Outra forma de ‘cristianizar’ o Natal é relativamente recente mas tem vindo a ganhar força no nosso país: contrariar a moda do ‘Pai Natal’ pendurado nas varandas e janelas e as famílias cristãs colocarem no seu lugar um estandarte do Menino Jesus.

Assim, as pessoas que passam e olham para as varandas e janelas onde o Menino Jesus estiver exposto, lembrar-se-ão da verdadeira alegria do Natal e do seu verdadeiro sentido: O Deus que Se fez carne’!

Apesar de esta época ser cada vez menos a lembrança do nosso Deus que por amor Se fez Homem, ainda existem muitas famílias que celebram com muita alegria o Natal de Jesus, preparando os seus corações no Sacramento da Confissão, participando na Missa de Natal e praticando obras de caridade para com os que mais necessitam.

É esta a vigilância que Jesus nos pede!

domingo, 8 de dezembro de 2013

JMV Sobreiro em festa

A JMV Sobreiro celebrou hoje a Solenidade da Imaculada Conceição, tal como toda a Igreja de Portugal, e celebrou também a admissão de novos elementos na Juventude Mariana Vicentina, bem como a passagem de etapa de dois elementos que já se encontravam no grupo.

As comemorações iniciaram-se ontem, véspera da Solenidade da Imaculada Conceição, com a oração das I Vésperas da Solenidade seguida da recitação do Terço do Rosário. Os jovens mais novos, que fizeram a sua admissão, participaram também na oração das Vésperas e no Terço.

O dia de hoje começou bem cedo com a oração de Laudes, pelas 08h30 na capela da Igreja do Sobreiro. Mais uma vez, todos juntos, cantámos os louvores da Virgem Imaculada, enaltecendo-A por ter sido eleita da parte do Senhor para ser a Mãe do Redentor e ter sido concebida sem a mácula do pecado original.

Pelas 09h30 deu-se início à celebração da Santa Missa, rezada pelo Padre Luís Barros  - Prior da Paróquia de Mafra - e concelebrada pelo Padre Joaquim Leitão, assessor da Juventude Mariana Vicentina na região Sul. Contou-se também com a presença da Irmã Alzira - também ela assessora da JMV Sul - e do Diácono Pedro Oliveira. O Conselho Regional fez-se representar através da Vogal Mariana e do Vogal de Comunicação e Informação. Também o grupo da Achada, nossos "pais e vizinhos" na JMV se fez presente para connosco comemorar este dia.


No momento a seguir à homilia, os seis jovens que se prepararam para serem admitidos na JMV aproximaram-se do altar para assim fazerem o seu compromisso e receber o lenço das mãos da Irmã Alzira e do Padre Joaquim Leitão. De seguida, também os dois jovens que já faziam parte do grupo fizeram a sua passagem de etapa, recebendo os estatutos do movimento e o bilhete de identidade da JMV.

A seguir à Comunhão, aquando do cântico de acção de graças, foi rezada uma oração - excerto da oração do Papa Bento XVI à Imaculada Conceição em 2011 - na qual se exaltou o "Sim" de Nossa Senhora, pedindo que também cada um de nós seja capaz de dizer sim ao Senhor.

Para finalizar a comemoração, foi partilhado um bolo com todos os presentes, ao som do hino da JMV. Após as fotografias "da praxe", os novos elementos da JMV Sobreiro foram "baptizados" ao jeito que é usual no grupo.

Queremos agradecer a todos aqueles que se juntaram a nós neste dia, não só fisicamente como em oração. Queremos também pedir a Nossa Senhora, Virgem Santa e Imaculada, que nos ampare nesta caminhada que é a JMV.



A família Vicentina presente hoje


sábado, 7 de dezembro de 2013

Oração à Virgem Imaculada


Ó Maria, Virgem Imaculada!
Saudamos-Te e invocamos-Te com as palavras do Anjo:
"Cheia de graça",
o nome mais bonito,
com o qual o próprio Deus Te chamou
desde a eternidade.

"Cheia de graça" és Tu, Maria,
repleta do amor divino
desde o primeiro momento da Tua existência,
providencialmente predestinada
para ser a Mãe do Redentor,
e intimamente associada a Ele
no mistério da salvação.


Na Tua Imaculada Conceição
resplandece a vocação dos discípulos de Cristo,
chamados a tornar-se, com a sua graça,
santos e imaculados no amor.
Em Ti brilha a dignidade de cada ser humano,

que é sempre precioso aos olhos do Criador.

Quem para Ti dirige o olhar,
ó Mãe Toda Santa,
não perde a serenidade,
por muito difíceis que sejam as provas da vida.
Mesmo se é triste a experiência do pecado,
que deturpa a dignidade dos filhos de Deus,
quem a Ti recorre
redescobre a beleza da verdade e do amor,
e reencontra o caminho que conduz à casa do Pai.

"Cheia de graça" és Tu, Maria,
que aceitando com o teu "sim"
os projectos do Criador,
nos abristes o caminho da salvação.

Na Tua escola, ensina-nos a pronunciar também nós
o nosso "sim" à vontade do Senhor.
Um "sim" que se une ao teu "sim"
sem reservas e sem sombras,
do qual o Pai celeste quis precisar
para gerar o Homem novo,
Cristo, único Salvador do mundo e da história.

Dá-nos a coragem de dizer "não"
aos enganos do poder,
do dinheiro, do prazer;
aos lucros desonestos,
à corrupção e à hipocrisia,
ao egoísmo e à violência.

"Não" ao Maligno,
príncipe enganador deste mundo.

"Sim" a Cristo,
que destrói o poder do mal
com a omnipotência do Amor.
Papa Bento XVI

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