"Raios de Luz"


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Caminhada de Advento 2014



Chegamos mais uma vez ao grande Tempo Litúrgico que é o Advento, o tempo em que preparamos a vinda do Senhor. A vinda do Deus que Se fez homem para nos salvar. Esta é a prova de que Deus está próximo, de que não é um Deus que Se põe acima de nós, desinteressando-se pela Sua criação. Este é o Deus que habitou um tempo e um lugar em conjunto com o homem. E de que modo poderíamos fazer esta preparação senão através da oração? Pois este é, de facto, o verdadeiro modo de como a Igreja preservera.
Diz o Papa Bento XVI em relação ao Advento:
«Todo o povo de Deus volta a pôr-se a caminho, atraído por este mistério: o nosso Deus é "o Deus que vem" e que nos convida a ir ao seu encontro. De que modo? Em primeiro lugar, naquela forma universal da esperança e da espera, que é a oração, que encontra a sua expressão eminente nos Salmos, palavras humanas em que o próprio Deus pôs e põe continuamente nos lábios e nos corações dos fiéis a invocação da sua vinda.»
Assim, preserveremos também, unidos à orbe católica, orando neste tempo que nos diz repetidamente ao longo dos dias, das semanas, dos meses: Acorda!Recorda que Deus vem! 
Não ontem, não amanhã, mas hoje, agora!


Objectivo
Com a presente Caminhada temos o objectivo de motivar os jovens a rezar mais intensamente neste grande Tempo que é o Advento, facilitando-lhes orações, passagens bíblicas para reflexão e algumas atitudes práticas que devemos realizar no nosso dia-a-dia. 


Modo de Funcionamento
A presente Caminhada tem por base um “Calendário de Advento”. Porém, é um Calendário Cristão, logo, em vez dos típicos chocolates, cada dia está reservado a um momento de preparação para o Tempo do Natal que se aproxima.
Poderá ser: uma oração, a indicação de um texto Bíblico, uma meditação, uma pequena formação sobre o Tempo do Advento ou questões relacionadas ou uma acção para por em prática na vida.  
No link seguinte, encontrará o calendário:


Duração
A Caminhada terá início no Primeiro Domingo do Advento (30/11/2014), onde serão entregues os “Calendários” a cada um dos elementos e terminará no dia da Solenidade do Natal do Senhor (25/12/2014). 


Fontes 
• YOUCAT Jugenkatechismus Der Katholischen Kirche, Tradução de Ricardo
Tavares; Lisboa, 6 de Janeiro de 2011
• YOUCAT Jugendgebetbuch, Tradução de Cláudia Lobo; Janeiro de 2013
• BÍBLIA SAGRADA, Difusora Bíblica, Centro Bíblico dos Capuchinhos; Março de
2006
• BÍBLIA PARA MIM, Eduardo Ferreira Graça, MedicineOne S. A & LDE, Loja da
Bíblia Editorial LDA; Sociedade Bíblica de Portugal 2009
• ORAR A PALAVRA Lectio Divina com Jovens Ano B, Pe. David Teixeira

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vaticano: Termina o comércio das bênçãos papais

Acabou o negócio das bênçãos apostólicas em pergaminho. A partir de agora, os recém-casados não poderão obter nas lojas o valorizado papel, marcado com o selo da Esmolaria Vaticana, com a bênção do Papa. Terão de solicitar a bênção – a partir de agora este será o único caminho – directamente à Esmolaria Vaticana. Esta dedicará exclusivamente aos pobres o lucro das vendas.

A decisão vem do Papa Francisco (concluindo um processo empreendido há quatro anos por Bento XVI). Isso provocou a insatisfação das dezenas de lojas de lembranças em redor do Vaticano, que se vêem prejudicadas, depois de várias décadas de comércio lucrativo.

Cada pergaminho era vendido (em ocasiões como Baptismos, Comunhões, Matrimónios, etc.) entre 10 e 50 euros (ou até mais), quando, na realidade, o custo original é de menos de 10 euros; e somente esses 10 euros eram devolvidos à Esmolaria Vaticana. Isso permitia aos vendedores do templo obter um lucro de mais de 20 mil euros por mês.

Actualmente, bastam poucos cliques para fazer a petição online da bênção apostólica, motivo pelo qual a colaboração dos intermediários já não é mais necessária.

A vontade do Papa, que quer “uma Igreja pobre para os pobres”, é ajudar sobretudo aos mais carentes. Nos últimos dois meses, graças ao lucro obtido com a comercialização das bênçãos em pergaminho, o seu esmoleiro pôde distribuir 200 mil euros a pessoas em dificuldade, ajudando-as a pagar contas e aluguer.

Ao retomar o monopólio, a Santa Sé espera fazer muito mais que isso.

Para solicitar uma bênção do Papa, basta acessar a Esmolaria Apostólica.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Mãe do Céu, dai-nos a Paz!


Por Cristo e em Cristo, que o mundo abraça,
Salvai o mundo que em Vós confia.
Ave, Maria, Cheia de Graça!
Avé, Maria! Avé, Maria!

Nossa Senhora! Nossa Senhora!
Fátima reza, Fátima canta!
Cantam as almas: É Vossa a hora,
Virgem das Virgens, ó Virgem Santa!

De terra em terra, não há caminhos
Por onde a Vossa bênção não passe.
Connosco exultam os Pastorinhos.
Que outrora viram a Vossa face.

Nossa Senhora de olhos celestes,
Glória dos Anjos e Mãe da Igreja:
Vem da mensagem que nos trouxestes
A luz mais clara – bendita seja!

Encheis de rosas os sítios ermos,
Pastora branca dos tempos novos;
Mãe dos aflitos, Mãe dos enfermos,
Dai paz aos homens, dai paz aos povos.

Na prece ardente, de mãos erguidas,
Na penitência, pureza em chama,
É que se exaltam as nossas vidas
E mais sentimos que Deus nos ama.

Velas acesas à Estrela de Alva,
Juntas as vozes em ladainha,
Agradeçamos a quem nos salva:

Salvé, Rainha! Salvé, Rainha!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

ORAÇÃO PELA PAZ


Ó Rainha do Santíssimo Rosário,
Auxilio dos cristãos, 
refúgio do género humano
e vencedora de todas as batalhas de Deus! 

Vós, ó Mãe de misericórdia, consegui-nos de Deus a paz; 
e as graças que podem converter os corações, 
as graças que reparam, conciliam e asseguram a paz.

Santa Rainha da Paz, rogai por nós
 e dai ao mundo em guerra a paz 
por quem suspiram os povos, 
a paz na verdade, na justiça e na caridade de Cristo. 

Dai a paz das armas e a paz das almas, 
para que, na tranquilidade do mundo, 
se dilate o Reino de Deus. 

Dai a paz aos povos separados
pelo erro ou a discórdia, especialmente a aqueles 
que vos professam singular devoção. 

Nossa Mãe e Rainha do Mundo, 
que o Vosso amor e auxílio 
acelerem o triunfo do Reino de Deus, 
e que todas as nações, em paz entre si e com Deus, 
Vos proclamem Bem-Aventurada
e entoem convosco, de um extremo a outro da terra,
o eterno cântico de louvor ao Coração de Jesus, 
em quem se pode encontrar a Verdade, 
a Vida e a Paz.

(Excertos do texto de Consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria, 
pelo Papa Pio XII a 31 de Outubro de 1942)

domingo, 29 de junho de 2014

Boas Férias de Verão! - Blogue em recesso


AMIGOS E SEGUIDORES:

A partir de amanhã - e por tempo indeterminado - tanto o blogue da JMV Sobreiro
 como a sua página no Facebook entrarão em recesso.

Boas férias a todos e aproveitem as próximas semanas cheias de calor,
 praia e, claro, as festas populares de Verão [no Sobreiro de 18 a 21 de Julho!]

Até breve!!!

sábado, 28 de junho de 2014

Tu és Pedro!


«Tu és Pedro. E sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja. E as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus; Tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

(Evangelho segundo São Mateus 16, 18-19)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Coração Sacerdotal de Jesus, santificai os Sacerdotes!


Jesus Sacerdote Eterno,
guardai os vossos Sacerdotes
no Vosso Sagrado Coração, onde nada possa manchá-los.

Conservai imaculadas as suas mãos ungidas,
que tocam todos os dias o Vosso Sagrado Corpo.
Conservai imaculados os seus lábios,
diariamente tingidos com o Vosso Preciosíssimo Sangue.
Conservai puro e livre de todo afecto terreno os seus corações
 que haveis selado com o sublime carácter do sacerdócio.

Que o Vosso amor os envolva e os preserve da tentação da mundanidade.
Abençoai os seus trabalhos apostólicos com abundantes frutos.

Fazei que as almas confiadas ao seu zelo e direcção, 
sejam a sua alegria aqui na terra
e formem no céu a sua formosa e eterna coroa. Amén.

Oração composta por Santa Teresinha

O Sagrado Coração de Jesus, a Eucaristia e Maria

Celebramos hoje a Festa Litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. Mais do que falar no contexto histórico e doutrinal desta festa, vamos meditar na ligação entre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, a Eucaristia e Nossa Senhora.

Na Santíssima Eucaristia, Jesus está realmente presente em corpo, sangue, alma e divindade. Portanto, neste Sacramento encontramos o Seu adorável Coração, vivo e palpitante, que atrai a Si todos os homens. É através da Eucaristia que Ele realiza as Suas promessas, fazendo-nos objectos de seu insondável amor, conforme nos ensina o Papa João Paulo II:

«A infinita majestade de Deus oculta-se no Coração humano do Filho de Maria. Este Coração é a nossa Aliança. Este Coração é a máxima proximidade de Deus junto à história e aos corações humanos. Este Coração é a maravilhosa condescendência de Deus: o Coração humano que pulsa com a vida divina; a vida divina que pulsa no coração humano. »


Na Santíssima Eucaristia descobrimos com o sentido da fé esse mesmo Coração - o Coração de Majestade Infinita - que continua a palpitar com o amor humano de Cristo, Deus-Homem.

Devemos, pois, ir ao Santíssimo Sacramento para encontrarmos o Sagrado Coração de Jesus. Neste sublime Sacramento, Ele está acessível a todos, infatigável e com compaixão pela humanidade pecadora.

Melhor ilustração desse vínculo não poderíamos evocar, senão a que nos mostram as próprias aparições de Paray-le-Monial: na maioria das vezes, o Sagrado Coração se revelou a Santa Margarida-Maria numa hora em que esta, humilde e recolhida nos abençoados silêncios da capela, orava fervorosamente diante do Santíssimo Sacramento.

Imitemos o edificante exemplo dessa zelosa filha de São Francisco de Sales, dessa alma eleita que, por suas excelentes virtudes e obras, até o fim de sua vida não cessou de glorificar e exaltar o divino Coração de Jesus.

Procuremos seguir o caminho traçado por Santa Margarida-Maria, sem nunca nos esquecermos, de que devemos fazê-lo implorando a omnipotente mediação de Nossa Senhora. Melhor intercessora não poderíamos invocar, pois Ela é a Mãe do Homem-Deus, Aquela que gerou no seu ventre o Coração de Jesus.

A Virgem Maria soube corresponder de modo exímio, crescente e ininterrupto às ardentes efusões da caridade de seu Divino Filho, junto a Quem não cessa de pedir por todos e cada um de nós.

Para terminar, mediremos nestas palavras de São João Paulo II: «Através do Imaculado Coração de Maria permanecemos na aliança com o Coração de Jesus, que é o mais esplêndido e perfeito Tabernáculo do Altíssimo».

quinta-feira, 26 de junho de 2014

As portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja



«A promessa de Jesus - “as portas do Inferno não prevalecerão” sobre a Igreja – compreende as experiências históricas de perseguição sofridas por Pedro e Paulo e outras testemunhas do Evangelho, mas vai além, desejando assegurar a protecção sobretudo contra as ameaças de ordem espiritual; segundo o que S. Paulo escreve na Carta aos Efésios: “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do Mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6, 12).

Com efeito, se pensamos nos dois milénios de história da Igreja, podemos observar que nunca faltaram para os cristãos as provações, que em alguns períodos e lugares assumiram o carácter de verdadeiras e próprias perseguições. Essas, no entanto, apesar do sofrimento que provocam, não constituem o perigo mais grave para a Igreja. O dano maior, de facto, provém daquilo que polui a fé e a vida cristã dos seus membros e das suas comunidades, afectando a integridade do Corpo Místico, enfraquecendo a sua capacidade de profecia e testemunho, manchando a beleza de seu rosto.

O Ministério Petrino é garantia de liberdade no sentido da plena adesão à verdade, à autêntica tradição, de tal forma que o Povo de Deus seja preservado de erros concernentes à fé e à moral.

[…]

«As portas do Inferno não prevalecerão sobre a Igreja». Essas palavras podem ter também um significativo valor ecuménico, a partir do momento que um dos efeitos típicos da acção do Maligno é exactamente a divisão no interior da comunidade eclesial. As divisões, de facto, são sintomas da força do pecado, que continua a agir nos membros da Igreja mesmo após a redenção. Mas a palavra de Cristo é clara: “Non praevalebunt - não prevalecerão”.

Queridos amigos, que os Santos Apóstolos Pedro e Paulo alcancem para vós a graça de amar sempre mais e maisaà Santa Igreja, corpo místico de Cristo, o Senhor, e mensageira de unidade e de paz para todos os homens. Que vos alcancem também o oferecer com alegria para a própria santidade e missão as fadigas e sofrimentos suportados pela fidelidade ao Evangelho!»

Papa Bento XVI
29 de Junho de 2010
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

Sínodo dos Bispos sobre a Família - alguns pontos a considerar



Foi hoje apresentado no Vaticano o documento sobre o qual os Bispos vão trabalhar no próximo Sínodo, de 5 a 19 de Outubro deste ano. Do extenso documento, destacamos alguns pontos mais pertinentes, que nasceram dos inquéritos feitos às Conferências Episcopais do mundo inteiro.

Conhecimento dos documentos do Magistério:

O conhecimento dos documentos conciliares e pós-conciliares do Magistério sobre a família, por parte do povo de Deus, parece ser geralmente escasso. Sem dúvida, há um certo conhecimento deles por parte dos especialistas em âmbito teológico. 

Contudo, estes textos não parecem permear profundamente a mentalidade dos fiéis. Há também respostas que reconhecem com muita franqueza o facto de que tais documentos, entre os fiéis, não são minimamente conhecidos. Nalgumas respostas, é feito notar que por vezes os documentos são considerados, sobretudo pelos leigos, que não têm preparação prévia, como realidades um pouco «exclusivas». Sente-se uma certa dificuldade em pegar nestes textos e estudá-los.

A necessidade de sacerdotes e ministros preparados:

Nalgumas respostas, encontra-se também uma certa insatisfação em relação a alguns sacerdotes que parecem indiferentes em relação a alguns ensinamentos morais. O seu desacordo com a doutrina da Igreja gera confusão entre o povo de Deus. Por isso, é pedido que os sacerdotes sejam mais preparados e responsáveis ao explicar a Palavra de Deus e ao apresentar os documentos da Igreja relativos ao matrimónio e à família.

Alguns motivos da dificuldade na recepção dos ensinamentos da Igreja:

Algumas Conferências Episcopais observam que o motivo da resistência aos ensinamentos da Igreja sobre a moral familiar é a falta de uma autêntica experiência cristã, de um encontro pessoal e comunitário com Cristo, que não pode ser substituído por apresentação alguma, mesmo se correcta, de uma doutrina. Neste contexto, lamenta-se a insuficiência de uma pastoral que se preocupa unicamente em administrar os sacramentos. 

Além disso, a maioria das respostas frisa o crescente contraste entre os valores propostos pela Igreja sobre matrimónio e família e a situação social e cultural diversificada em todo o planeta: as novas tecnologias difusivas e invasivas; a influência dos mass media; a cultura hedonista; o relativismo; o materialismo; o individualismo; o crescente secularismo; a prevalência de concepções que levaram a uma excessiva liberalização dos costumes em sentido egoísta; a fragilidade das relações interpessoais; uma cultura que rejeita escolhas definitivas, condicionada pela precariedade, pelo provisório, típica de uma «sociedade líquida», do «usa e deita fora», do «tudo e já»; valores apoiados pela chamada «cultura do descarte» e do «provisório», como recorda frequentemente o Papa Francisco.

Promover um melhor conhecimento do Magistério:

A catequese sobre matrimónio e família não se deva limitar hoje apenas à preparação do casal para o matrimónio; é necessária uma dinâmica de acompanhamento de carácter experiencial que, através de testemunhas, mostre a beleza de quanto nos transmitem sobre a família o Evangelho e os documentos do Magistério da Igreja. Muito antes que se apresentem para o matrimónio, os jovens precisam de ser ajudados a conhecer quanto ensina a Igreja e por que o ensina.


Problemática da lei natural hoje:

A distinção dos sexos possui um fundamento natural no âmbito da existência humana. Por conseguinte, existe uma força da tradição, da cultura e da intuição, o desejo de manter a união entre o homem e a mulher. Portanto, a lei natural é universalmente aceite «de facto» pelos fiéis, mesmo sem a necessidade de ser teoricamente justificada. 

Já que a não consideração do conceito de lei natural tende a dissolver o vínculo entre amor, sexualidade e fertilidade, entendidos como essência do matrimónio, muitos aspectos da moral sexual da Igreja hoje não são compreendidos. Radica-se sobre isto uma certa crítica à lei natural também da parte de alguns teólogos.


Sobre o acesso aos Sacramentos:

Frequentemente não se entende a relação intrínseca entre matrimónio, Eucaristia e penitência; portanto, é muito difícil compreender por que motivo a Igreja não admite à comunhão aqueles que se encontram numa condição irregular. O sofrimento causado pela não recepção dos sacramentos está claramente presente nos batizados que estão conscientes da própria situação. Muitos sentem-se frustrados e marginalizados. A misericórdia de Deus não provê a uma cobertura temporária do nosso mal, mas abre radicalmente a vida à reconciliação, conferindo-lhe renovada confiança e serenidade, mediante uma verdadeira renovação.

A abertura à vida e a prática sacramental:


Algumas respostas afirmam que hoje «o exame de consciência» dos casais cristãos está concentrado na relação entre os cônjuges (infidelidade, falta de amor), descuidando bastante os aspectos da abertura à vida, em confirmação da debilidade com que muitas vezes se entende a relação entre o dom de si ao outro na fidelidade e a geração da vida. As respostas põem em evidência também que é muito diversificada a atitude pastoral dos sacerdotes em referência a este tema: entre quantos assumem uma posição de compreensão e de acompanhamento; e quantos, ao contrário, se mostram muito intransigentes ou então laxistas. Confirma-se assim a necessidade de rever a formação dos presbíteros sobre estes aspectos da pastoral. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Os jovens católicos franceses consideram "antiquados" os Bispos e políticos "modernos"


Uma nova geração de jovens católicos comprometidos na defesa da instituição familiar e da moral na sociedade tem vindo acausar consternação na Conferência Episcopal Francesa, segundo a revista “Figaro Magazine”.

O novo problema é que o Episcopado francês, que tentou criar uma “Igreja jovem”, dessacralizada e igualitária, perdeu agora a adesão da juventude!

Muitos dos mais importantes bispos do país, que sempre procuraram ler os “sinais dos tempos”, nem sequer deram a impressão de ter percebido a imensa transformação que aconteceu.

As famílias católicas jovens mobilizaram centenas de milhares de pessoas contra a lei socialista de “casamento homossexual”. E até alguns Bispos apoiaram esse movimento a favor da moral familiar. Porém, a maioria deles resistiu em participar, e alguns até continuam cooperando com o poder socialista.

Na reunião plenária anual da Primavera, em Lourdes, eles desabafaram como nunca o fizeram antes. A gota que fez transbordar o copo foi o convite da Conferência Episcopal de França a Fabienne Brugère – discípula de Judith Butler, uma espécie de “guru americana da ideologia do género” – para falar numa jornada nacional de responsáveis diocesanos da pastoral familiar.

A reacção dos jovens católicos foi de tal forma que o evento teve de ser cancelado em clima de catástrofe. Esta nova geração não é um fenómeno surgido do nada, ou nas manifestações contra o “casamento” homossexual. Ela vem de bem mais longe.

Esta geração foi formada num ambiente familiar, e quer interioridade, oração e cultura. Por isso não entende a desordem que invadiu o clero e o culto de muitas paróquias católicas.

Esta nova geração que sem nenhum complexo se afirma católica perturba uma parte dos Bispos, pois age livremente em relação a um clero que abandonou a dimensão histórica da Cristandade e da cultura católica.


Fonte: Adaptado de Senza Pagare

Nova edição do Jornal 'Raios de Luz'


Cá está mais uma edição do Jornal da JMV Sobreiro!

Nesta edição, poderá conhecer algumas das actividades que temos realizado na nossa Paróquia, entre outras novidades da Juventude Mariana Vicentina. Desde a Jornada Diocesana da Família, passando em revista o mês de Maio - dedicado a Nossa Senhora, as notícias da Igreja, dicas culinárias e passatempos, há muito para contar!

Para aceder ao nosso jornal na Internet, carregue neste atalho:


 Esperemos que gostem!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Oração de desagravo ao Santísimo Sacramento


Eis-nos aqui, Senhor Jesus, prostrados diante de Vós,
à vista dos Anjos que Vos adoram
 e dos Santos que Vos louvam, bendizem e servem.

Perante a Vossa Divina Majestade, vimos hoje desagravar-Vos,
da maneira que nos é possível, de todos os insultos,
ultrajes e ofensas que sofreis todos os dias no Santíssimo Sacramento.

Vimos, Senhor, em nosso nome e em nome de todos os culpados,
com o coração contrito e profundamente humilhados,
fazer reparação de tantos pecados que contra Vós são cometidos.

Perdoai, ó Jesus, o pouco respeito, as irreverências e sacrilégios
que contra Vós se cometem no Santíssimo Sacramento do Altar!

Perdoai, ó Jesus, a nossa tibieza e insensibilidade, as nossas distracções,
e as indiferenças que cometemos na Vossa Presença!

Perdoai, ó Jesus, o pouco respeito e a vaidade,
a pouca preparação e disposição
com que nos apresentamos, tantas vezes,
diante da Sagrada Comunhão!

Ó Bom Jesus! Que sejais sempre bendito,
glorificado, adorado e amado,
aqui e em todos os sacrários da Terra!

Ámen.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Mistério da Fé

«O Concílio Tridentino, baseando-se nesta fé da Igreja, 'afirma clara e simplesmente que, no augusto Sacramento da Santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, está presente verdadeira, real e substancialmente, sob a aparência destas realidades sensíveis'. Portanto, o nosso Salvador, está presente com a Sua humanidade não só à direita do Pai, segundo o modo de existir natural, mas também no Sacramento da Eucaristia 'segundo um modo de existir, que nós, com palavras mal conseguimos exprimir, mas com a inteligência iluminada pela fé podemos reconhecer como possível a Deus, e que devemos aceitar firmissimamente como real'.

Todavia, para que ninguém entenda mal este modo de presença que supera as leis da natureza e constitui no seu género o maior dos milagres, é necessário escutar com docilidade a voz da Igreja docente e orante. Esta voz, que repete continuamente a voz de Cristo, ensina-nos que, neste Sacramento, Cristo Se torna presente pela conversão de toda a substância do pão no Seu Corpo e de toda a substância do vinho no Seu Sangue; conversão admirável e sem paralelo, que a Igreja Católica chama, com razão e propriedade, "transubstanciação".

O culto devido ao Sacramento Eucarístico, professou-o e professa-o a Igreja Católica, não só durante a Missa mas também fora dela, conservando com o maior cuidado as hóstias consagradas, expondo-as à solene veneração dos fiéis, e levando-as em procissão vitoriadas por grandes multidões.

O Sacramento eucarístico é sinal e causa da comunidade do Corpo Místico, e produz nas pessoas mais fervorosas um espírito eclesial activo! Não deixeis nunca de persuadir os vossos fiéis a que, aproximando-se do Mistério eucarístico, aprendam a tomar como própria a causa da Igreja, a dirigir-se a Deus sem descanso, a oferecer-se a si mesmos ao Senhor, como sacrifício agradável, pela paz e unidade da Igreja; a fim de que todos os filhos da Igreja sejam uma só coisa e tenham um mesmo sentimento, nem haja entre eles divisões, mas sejam perfeitos num mesmo espírito e mentalidade».

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

PROCISSÃO EUCARÍSTICA:
- com partituras

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ensinai-me, ó Maria!


Ensinai-me, ó Maria,
a ser doce e bom em todos os acontecimentos de minha vida;

Nos desenganos, no descuido de outros,
na falta de sinceridade daqueles em quem acreditei,
na deslealdade daqueles em quem confiei.

Ajudai-me a esquecer de mim mesmo
para pensar na felicidade dos outros;
a ocultar meus pequenos sofrimentos
de tal modo que seja eu o único que os padeça.

Ensinai-me a tirar proveito deles,
a usá-los de tal modo que me suavizem,
 não me endureçam nem me amarguem;

Que me façam paciente e não irritável;
que me façam amplo em minha clemência
e não estreito e despótico.

Que ninguém seja menos bom, menos sincero,
 menos amável, menos nobre,
menos santo por ter sido meu companheiro de viagem
no caminho até a vida eterna.

Amén.

Oração composta por São João Bosco

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Santo António de Lisboa, rogai por nós!

Andor de Santo António na Igreja do Sobreiro
A Igreja celebra amanhã a festa de Santo António, Santo de especial devoção na cidade de Lisboa, cidade esta que o viu nascer no século XII e da qual partiu para a sua grande missão pelo mundo.

Dizia o Papa Bento XVI na sua audiência semanal, no dia 10 de Fevereiro de 2010:

«António de Pádua ou, como é também chamado, de Lisboa, referindo-se à sua cidade natal, trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não só em Pádua, onde foi construída uma maravilhosa Basílica que conserva os seus despojos mortais, mas em todo o mundo. São queridas aos fiéis as imagens e as imagens que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus no colo, em recordação de uma milagrosa aparição mencionada por algumas fontes literárias.

Nasceu em Lisboa numa família nobre, por volta de 1195, e foi baptizado com o nome de Fernando. Uniu-se aos cónegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de São Vicente em Lisboa e, sucessivamente, no da Santa Cruz em Coimbra, famoso centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que fez frutificar na actividade do ensino e da pregação.

No último período de vida, António pôs por escrito dois ciclos de "Sermões", intitulados respectivamente "Sermões dominicais" e "Sermões sobre os Santos", destinados aos pregadores e aos professores dos estudos teológicos da Ordem franciscana. É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos "Sermões", que o Venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou António Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de "Doutor evangélico", porque desses escritos sobressai o vigor e a beleza do Evangelho; ainda hoje os podemos ler com grande proveito espiritual.

Nestes Sermões Santo António fala da oração como de uma relação de amor, que estimula o homem a dialogar docilmente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que suavemente envolve a alma em oração. António recorda-nos que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio que não coincide com o desapego do rumor externo, mas é experiência interior, que tem por finalidade remover as distracções causadas pelas preocupações da alma, criando o silêncio na própria alma.

Escreve ainda António: "A caridade é a alma da fé, torna-a viva; sem o amor, a fé esmorece"
Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: é este o objecto privilegiado da pregação de Santo António. Ele conhece bem os defeitos da natureza humana, a nossa tendência a cair no pecado, e portanto exorta a continuar a combater a inclinação da avidez, do orgulho, da impureza, e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza.»

Procuremos celebrar este dia lembrando os ensinamentos deste grande Santo português, mas acima de tudo traduzindo em acções concretas na nossa vida de oração e relação com os outros.


terça-feira, 10 de junho de 2014

XX Aniversário da JMV Achada - "Seara de Cristo"

A JMV Sobreiro esteve, no passado Sábado, presente na Missa da comunidade da Achada, na qual o grupo "Seara de Cristo" celebrou 20 anos de existência. Se hoje, os "Raios de Luz" -  Sobreiro pertencem à Juventude Mariana Vicentina, muito se deve ao grupo nosso vizinho que sempre nos apoiou e encaminhou para este movimento.

Durante a Santa Missa da Solenidade de Pentecostes, também alguns adolescentes da Catequese da Achada fizeram a sua Profissão de Fé. Nesta mesma celebração, há 20 anos atrás, nascia a "Seara de Cristo", um grupo que já deu e continua a dar muitos e bons frutos, cujo Semeador é Cristo, através do Espírito Santo.

Desde há alguns anos tem sido notória esta aproximação dos dois grupos e a procura de juntos construir um mundo melhor.

Como dizia um elemento da JMV Achada no final da Eucaristia, a celebração de ontem foi acima de tudo para agradecer ao Senhor por todos aqueles que passaram por aquele grupo e por tudo o que Deus lhes tem concedido através de Nossa Senhora, a Medianeira de todas as graças.


Confiamos à protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria, invocada entre os jovens deste movimento como "Nossa Senhora das Graças", que continue a acompanhar e a fortalecer a "Seara" de Seu amado Filho e que das Suas santas e imaculadas mãos continuem a sair "Raios de Luz" que sejam sinal de esperança, caridade e fortalecedores da fé de cada jovem e das duas comunidades.

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Imagem do Anjo de Portugal,
venerada na Basílica de Mafra
Os Anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos conhecida através da Bíblia - que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos - e também pela Tradição Católica.

Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda de Portugal é muito antiga. Na Basílica de Mafra existe uma escultura (na actual Capela do Santíssimo Sacramento) deste Anjo. No entanto, a devoção ao Anjo Custódio de Portugal tomou um incremento especial com as aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos.

A fim de prepará-los para aceitar e divulgar a Mensagem de Fátima, a Providência Divina enviou-lhes em 1916 o Anjo de Portugal para manifestar os desígnios de misericórdia que Jesus e Maria tinham sobre eles:

«- O que fazeis? - perguntou. - Rezai, rezai muito! Os Corações de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa Pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar».
(Das Memórias da Irmã Lúcia).

A devoção ao Anjo de Portugal cresceu tanto que o Venerável Papa Pio XII mandou inserir esta comemoração no Calendário Litúrgico português, para ser celebrada no Dia de Portugal, 10 de Junho.

A Liturgia desta Memória, aprovada pela Santa Sé para a Conferência Episcopal Portuguesa, traz a seguinte Colecta (Oração do Dia):

‘Deus eterno e omnipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.'

Santo Anjo da Guarda de Portugal, intercedei pelo povo a vós confiado!

domingo, 8 de junho de 2014

«Senhor, Deus de Paz, escutai a nossa súplica!»


Há menos de duas semanas, pensar em juntar os dirigentes palestiniano e israelita talvez poderia parecer impossível. Mas o Papa conseguiu-o. Desmentindo as informações "seculares" (de que o Papa seria mediador de paz, num contexto político), o Santo Padre confundiu os que não acreditam no poder da oração, dizendo exactamente o que os três homens hoje iam fazer - REZAR.

Sim, rezar. Orações distintas, obviamente, mas lado a lado, com único objectivo: pedir o dom da Paz, reconhecendo que só do Alto, só do Céu é que essa verdadeira paz nos poderá ser dada.

O Papa acredita piamente no poder da oração. Constatamos isso no passado dia 07 de Setembro de 2013, quando o Santo Padre pediu um dia mundial de jejum e oração pela paz na Síria e no Médio Oriente. Alguns elementos da JMV Sobreiro estiveram presentes na Praça de São Pedro e testemunharam o clima de oração e de recolhimento que se viveu naquelas horas todas. As notícias, dois dias depois, não deixam margem para grandes dúvidas…

O que aconteceu hoje só foi possível com a ajuda do Espírito Santo. Depois de tantas negociações diplomáticas, entre os EUA e outras nações, parecia impossível juntar estes dois homens. O Papa conseguiu. Com simplicidade, juntou-os para rezar. Não por acaso, num Domingo de Pentecostes!

E para terminar bem o Tempo Pascal, neste fim de dia do Domingo de Pentecostes, vale a pena parar um pouco e pensar nisto! Aqui ficam algumas palavras do Papa Francisco. Que nos fique na memória e no coração este dia de Pentecostes, em que, juntamente com a Igreja inteira, rezámos pela Paz:

«Ouvimos uma chamada e devemos responder: a chamada a romper a espiral do ódio e da violência, a rompê-la com uma única palavra: «irmão». Mas, para dizer esta palavra, devemos todos levantar os olhos ao Céu e reconhecer-nos filhos de um único Pai. A Ele, no Espírito de Jesus Cristo, me dirijo, pedindo a intercessão da Virgem Maria, filha da Terra Santa e Mãe nossa: Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!»
- Palavras do Papa na íntegra neste link: News.va


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Encontro pela Paz no Médio Oriente

Desenho que expressa o desejo de paz, feito por criança israelita de 11 anos.

No próximo Domingo, 8 de Junho, entre as 18h00 e as 19h15 (hora de Portugal, mais uma em Roma), o Papa Francisco, o presidente israelita Shimon Peres e o presidente palestino Mahmoud Abbas juntar-se-ão pela paz no Médio Oriente.

O encontro, no qual participará também o Patriarca Bartolomeu, terá lugar nos Jardins do Vaticano, num prado protegido por altas sebes vivas, que se encontra entre a Casina Pio IV e o edifício dos Museus do Vaticano.

O director da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou quenão se tratará de um encontro inter-religioso mas sim uma pausa em relação à política, com o convite a olhar para o Alto.

O sentido desta iniciativa encontra-se também no Tweet lançado esta manhã pelo Sumo Pontífice: «A paz é um dom de Deus, mas exige o nosso compromisso. Procuremos ser pessoas de paz com as orações e as acções».

Unamo-nos em oração pela Paz!

Com informações de: Sala de Imprensa da Santa Sé


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vinde, Espírito Santo, e acendei em nós o fogo do Vosso amor!


«No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-se como fogo. A sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus. Realiza-se assim aquilo que o Senhor Jesus tinha predito:  «Vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já tivesse sido ateado!» (Lc 12, 49).

Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos extremos confins da Terra; abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa, e colaboraram com Deus que com o seu fogo quer renovar a face da terra. Como é diferente este fogo, daquele das guerras e das bombas! Como é diverso o incêndio de Cristo, propagado pela Igreja, em relação aos que são acendidos pelos ditadores de todas as épocas, também do século passado, que atrás de si deixam terra queimada. O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele da sarça que ardia sem se consumir (cf. Êx 3, 2). É uma chama que arde, mas não destrói; aliás, ardendo faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, como numa fusão faz sobressair a sua forma interior, a sua vocação à verdade e ao amor.
[…]
Este efeito do fogo divino assusta-nos, temos medo de nos "queimar", preferiríamos permanecer assim como somos. Isto depende do facto que muitas vezes a nossa vida é delineada segundo a lógica do ter, do possuir, e não do doar-se. Muitas pessoas crêem em Deus e admiram a figura de Jesus Cristo, mas quando se lhes pede que abandonem algo de si mesmas, então elas recuam, têm medo das exigências da fé. Existe o temor de ter que renunciar a algo de bonito, ao que estamos apegados; o temor de que seguir Cristo nos prive da liberdade, de certas experiências, de uma parte de nós mesmos. Por um lado, queremos permanecer com Jesus, segui-lo de perto, e por outro temos medo das consequências que isto comporta.

Caros irmãos e irmãs, temos sempre necessidade de ouvir o Senhor Jesus dizer-nos aquilo que Ele repetia aos seus amigos: «Não tenhais medo!». Como Simão Pedro e os outros, temos que deixar que a sua presença e a sua graça transformem o nosso coração, sempre sujeito às debilidades humanas. Temos que saber reconhecer que perder algo, aliás, perder-se a si mesmo pelo Deus verdadeiro, o Deus do amor e da vida, é na realidade ganhar, encontrar-se mais plenamente a si próprio».
                                                                               Da Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade do Pentecostes
                        23 de Maio de 2010

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
- com partituras
CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quarta-feira, 4 de junho de 2014

«Tem pena do Coração da tua Mãe, que está coberto de espinhos»

No Brasil, algumas pessoas que se denominam ‘Cristãos Evangélicos’ urinaram em cima de uma imagem de Nossa Senhora, regaram a mesma com gasolina e queimaram a Imagem, dizendo que os católicos estão condenados ao Inferno.

O Padre Querino Pedro, administrador da Paróquia Santo Afonso, destacou também a preocupação das mães, pois as crianças estão a ser acusadas de já estarem «condenadas ao Inferno» por serem católicas.

O sacerdote disse ainda que essas declarações são feitas por evangélicos até nas escolas, e isso está a deixar os católicos constrangidos: «Estão ‘fazendo a cabeça’ das crianças para repudiarem Nossa Senhora». Pe. Querino denunciou ainda que o mesmo grupo está a pintar as paredes da igreja com palavrões.

No próximo sábado, dia 7 é o Primeiro Sábado do mês. A Devoção dos Primeiros Sábados são cinco, segundo revelou Jesus, por serem cinco as espécies de ofensas e blasfémias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
  • As blasfémias contra a Imaculada Conceição;
  • Contra a sua Virgindade;
  • Contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo recebê-la como Mãe dos homens;
  • Os que procuram infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até o ódio contra esta Imaculada Mãe;
  • Os que A ultrajem directamente nas suas sagradas imagens.

Rezemos, portanto, em reparação, e em especial sempre que fizermos algum sacrifício:


«Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria!»

Imagem de uma outra profanação, 
em Roma no ano 2010

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A cultura do bem-estar ameaça as famílias

«O amor entre os cônjuges deve ser fiel, perseverante e fecundo, de acordo com o modelo do amor de Deus pela Sua Igreja. A fidelidade é como uma luz no casamento. 

A fidelidade do amor. Sempre! A vida matrimonial deve ser perseverante. Senão, o amor não pode continuar. 

Deve haver perseverança no amor, nos momentos bons e nos momentos difíceis, quando há problemas: os problemas com os filhos, problemas económicos, os problemas aqui e ali... Mas o amor persevera, vai em frente, tenta sempre resolver as coisas, para salvar a família. 

Num Matrimónio, a fecundidade pode ser posta à prova quando os filhos não chegam ou estão doentes. Nessas provações, há casais que olham para Jesus e tomam a força da fecundidade que Jesus tem com a Sua Igreja. Enquanto, por outro lado, ele conclui, há coisas que não agradam a Jesus, como os casamentos estéreis por escolha do casal.

Estes Matrimónios não querem os filhos, querem permanecer sem serem fecundos. Esta cultura do bem-estar de há dez anos para trás convenceu-nos que: ‘É melhor não ter filhos! É melhor! Então podes conhecer melhor o mundo, ir de férias, teres uma casa no campo, sem preocupações...

Mas talvez seja melhor - mais confortável - ter um cão , dois gatos, e o amor vai para dois gatos e o cão. Isto é verdade ou não? E no fim da vida, desse casamento virá a velhice na solidão, a amargura da solidão. Isto não é proveitoso, não faz o que Jesus faz com a sua Igreja: torna-a fecunda!»

domingo, 1 de junho de 2014

Encerramento do Mês de Maria no Sobreiro



Desde o dia 01 de Maio até ontem, a JMV Sobreiro esteve sempre presente no Terço rezado na Capela da Igreja do Sobreiro. Partilhamos convosco o vídeo com o Terço de ontem, o último dia do mês dedicado a Nossa Senhora!


O mês de Maria terminou mas o apelo da Virgem Maria em Fátima continua por todo o sempre: «Quero que rezem o Terço todos os dias» - para isso, aqui está mais um vídeo para vos acompanhar na oração pessoal!

Consagração ao Sagrado Coração de Jesus

Imagem do Sagrado Coração de Jesus
venerada na Igreja do Sobreiro-Mafra

Sagrado Coração de Jesus,
Nós Vos adoramos, em Vós confiamos
E na Vossa Misericórdia esperamos.
Confiando nas Vossas promessas,
vimos implorar o Vosso auxílio
para a Igreja e para o mundo inteiro.

Colocamos no Vosso Coração
as nossas famílias,
as nossas preocupações,
os nossos sofrimentos,
as nossas esperanças
e todo o nosso ser.

Sacratíssimo Coração de Jesus,
cremos em Vós,
mas aumentai a nossa Fé.
Jesus, manso e humilde de Coração,
fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Ámen.

sábado, 31 de maio de 2014

Mês de Maio termina com a Festa da Visitação de Nossa Senhora

«Bendita é tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!»
Lc 1, 42
Das Catequeses de São João Paulo II, Papa:

Ressoam no nosso coração as palavras do evangelista São Lucas: «E quando Isabel ouviu a saudação de Maria, (...) ficou cheia do Espírito Santo» (Lc 1, 41). O encontro entre a Virgem e sua prima Isabel é uma espécie de ‘pequeno Pentecostes’. Na narração evangélica, a Visitação segue imediatamente a Anunciação: a Virgem Santíssima, que leva no Seu seio o Filho concebido por obra do Espírito Santo, irradia em torno de Si graça e gozo espiritual. A presença do Espírito n’Ela faz saltar de alegria o filho de Isabel, João, destinado a preparar o caminho do Filho de Deus feito homem.

Onde está Maria, está Cristo; e onde está Cristo, está o Seu Espírito Santo, que procede do Pai e d’Ele, no mistério sacrossanto da vida Trinitária. Os Actos dos Apóstolos destacam com razão a presença orante de Maria no Cenáculo, junto com os Apóstolos reunidos a espera de receber o ‘poder do alto'. O ‘sim' da Virgem, o «fiat», atrai sobre a humanidade o dom de Deus: como na Anunciação, também em Pentecostes. Assim continua sucedendo no caminho da Igreja.

Reunidos em oração com Maria, invoquemos uma abundante efusão do Espírito Santo sobre toda a Igreja, para que, com velas alçadas, reme mar adentro neste novo milénio. De modo particular, invoquemo-lo sobre quantos trabalham diariamente a serviço da Sé Apostólica, para que o trabalho de cada um esteja sempre animado por um espírito de Fé e de zelo apostólico.

É muito significativo que no último dia de Maio se celebre a festa da Visitação. Com esta conclusão é como se quiséssemos dizer que cada dia deste mês foi para nós uma espécie de visitação. Vivemos durante o mês de Maio uma contínua visitação, como a viveram Maria e Isabel. Damos graças a Deus porque a Liturgia nos propõe novamente hoje este acontecimento bíblico».



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Oração de entrega ao Imaculado Coração de Maria


Senhora do Rosário de Fátima e Mãe da Igreja,
ao terminar o mês de Maio, a Vós dedicado,
renovamos hoje, de modo consciente,
ao Vosso Coração Imaculado,
a consagração da nossa vida,
em total fidelidade
aos compromissos do nosso Baptismo.

Ao Vosso amor maternal
entregamos também toda a Igreja:
o Papa Francisco, o Vosso servo Bento XVI,
os Bispos, os sacerdotes,
os religiosos e todos os fiéis leigos.

Mãe de Deus e nossa Mãe,
para todos imploramos
o carinho do Vosso Imaculado Coração,
mas de uma maneira particular,
para os que não crêem, não adoram,
não esperam e não amam.

Que, por Vossa intercessão,
triunfe o Vosso Coração Puro e Imaculado,
para salvação da humanidade
e glória da Santíssima Trindade,
pelos séculos dos séculos.

Ámen.

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