"Raios de Luz"


quarta-feira, 30 de abril de 2014

O Mês dedicado a Nossa Senhora

Inicia-se amanhã o mês de Maio, tradicionalmente chamado de Mês de Maria e por todo o mundo, em muitas igrejas e em muitos lares, se reaviva a oração diária do Terço, algo tão esquecido nos dias de hoje.

No mês em que a Igreja dedica especial atenção à Mãe de Deus, meditemos na forma como surge em nós o desejo de conviver com a Virgem Santa Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Para compreendermos o papel que Maria desempenha na vida cristã, para nos sentirmos atraídos por Ela, para desejar a sua amável companhia com filial afecto, não são precisas grandes especulações, embora o mistério da Maternidade divina tenha uma riqueza de conteúdo sobre a qual nunca reflectiremos bastante.


Diz-nos São Josemaria Escrivá que «a fé católica soube reconhecer em Maria um sinal privilegiado do amor de Deus. Deus chama-nos, já agora, seus amigos; a sua graça actua em nós, regenera-nos do pecado, dá-nos forças para que, entre as fraquezas próprias de quem é pó e miséria, possamos reflectir de algum modo o rosto de Cristo».

«A relação de cada um de nós com a nossa própria mãe pode servir-nos de modelo e de pauta para a nossa intimidade com a Senhora do Doce Nome, Maria. Temos de amar a Deus com o mesmo coração com que amamos os nossos pais, os nossos irmãos, os outros membros da nossa família, os nossos amigos ou amigas. Não temos outro coração. E com esse mesmo coração havemos de querer a Maria.»

Maio é portanto o mês em que também nós devemos dedicar mais tempo a meditar sobre a vida de Nossa Senhora e reacender (caso tenha esmorecido) o hábito da oração diária do Terço.

Exactamente há 49 anos, o Papa Paulo VI escrevia a encíclica Mense Maio na qual nos dizia: «Muito nos-agrada e consola este piedoso exercício, tão honroso para a Virgem e tão rico de frutos espirituais para o povo cristão. Maria é sempre caminho que leva a Cristo. Nenhum encontro com ela pode deixar de ser encontro com o próprio Cristo. E que outra coisa significa o recurso contínuo, a Maria, senão procurar, entre os seus braços, nela, por ela e com ela, Cristo nosso Salvador, a quem os homens, no meio dos desvarios e dos perigos da terra, têm o dever e sentem constante necessidade de dirigir-se, como a porto de salvação e fonte transcendente de vida?»

Por vezes, de forma errada, há quem afirme que se dedica demasiado tempo à piedade popular da oração do Terço e à devoção a Nossa Senhora. Não só o Papa Paulo VI como muitos outros Sumo Pontífices e  Santos referiram que nunca é demais a devoção que temos a nossa Senhora.

Maria é Mãe! É Mãe de Deus e nossa Mãe. Quem melhor que esta Santa Mãe para nos conduzir até Jesus Cristo? Procuremos neste mês aproximar-nos de Jesus, de uma forma simples e fácil, através de Nossa Senhora e da oração do Terço.

Sozinho, em comunidade, pela rádio ou através das novas tecnologias disponíveis, não demos por perdidos cerca de 30 minutos nos quais podemos fazer companhia a Nossa Senhora e meditar nos Mistérios do Rosário. Num dia com 24 horas, mesmo rezando o Terço, ainda nos sobram 23 horas e 30 minutos. Pensemos bem nisso!



Áudio e Vídeo - Terço rezado pela JMV Sobreiro:

domingo, 27 de abril de 2014

Santos de Deus


«Todos os homens, tanto considerados individualmente como reunidos em sociedade, têm o dever de tender sem descanso, durante toda a vida, para a consecução dos bens celestiais, e de usarem só para este fim os bens terrenos sem que o seu uso prejudique a eterna felicidade!».
São João XXIII, Papa

«A vocação do cristão é a santidade, em todos os momentos da vida. Na Primavera da juventude, na plenitude do Verão da idade madura, e depois também no Outono e no Inverno da velhice, e por último, na hora da morte».
São João Paulo II, Papa

sábado, 26 de abril de 2014

O dia dos quatro Papas


O Papa Bento XVI não só irá estar presente amanhã na cerimónia de Canonização de João XXIII e de João Paulo II, como concelebrará com o Papa Francisco! Porém, não estará no altar, mas sim ao lado com os Cardeais que estarão no 'Presbitério' já montado na Praça de São Pedro!

Amanhã será um dia histórico para a Igreja Católica e para o mundo inteiro! As celebrações terão início pelas 08h30, hora de Lisboa. Nesta noite, realizar-se-ão várias vigílias, em Roma, na Polónia, por toda a Itália e por todo o mundo, invocando os novos Santos da Igreja Católica.

Entretanto, já foi colocada a nova lápide no túmulo de João Paulo II, com a inscrição "Santo", substituindo a de "Beato"!

REZEMOS PELA IGREJA!



quinta-feira, 24 de abril de 2014

Oração a São João Paulo II


Ó São João Paulo II, da janela do Céu, dá-nos a tua bênção!

Abençoa a Igreja, que amaste, serviste e guiaste,
 incentivando-a a caminhar com coragem pelos caminhos do mundo, 
para levar Jesus a todos, e todos a Jesus.

Abençoa todos os jovens que foram a tua grande paixão. 
Faz com que possam sonhar e olhar para o Alto, 
para encontrar a luz que ilumina os caminhos da vida na Terra.

Abençoa todas as famílias, abençoa cada família!
Tu percebeste o ataque de Satanás contra esta preciosa
e indispensável centelha do Céu, que Deus acendeu na terra: 
Com a tua intercessão protege todas as famílias
e toda a vida que nasce em cada família!

Intercede pelo mundo inteiro, marcado por tensões, guerras e injustiças. 
Tu, que te opuseste à guerra, invocando o diálogo e semando o amor:
Intercede por nós, para que possamos ser semeadores incansáveis ​​da paz.

São João Paulo II, da janela do Céu, onde te vemos junto à Virgem Maria,
 faz descer sobre todosnós todas as bênçãos de Deus.

Ámen .

(Cardeal  Angelo Comastri)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Papa João Paulo II e o Domingo da Divina Misericórdia

«O Santo Padre João Paulo II quis que fosse celebrada neste [próximo] Domingo a Festa da Divina Misericórdia: na palavra ‘misericórdia’, ele encontrava resumido e novamente interpretado para o nosso tempo todo o mistério da Ressurreição.

Ele viveu sob dois regimes ditatoriais e, no contacto com a pobreza, a necessidade e a violência, experimentou profundamente o poder das trevas, pelas quais o mundo também neste nosso tempo está afligido. Mas experimentou também, e não menos fortemente, a presença de Deus que se opõe a todas estas forças com o seu poder totalmente diverso e divino: com o poder da misericórdia

É a misericórdia que põe um limite ao mal. Nela expressa-se a natureza muito peculiar de Deus a sua santidade, o poder da Verdade e do Amor.


[Em 2005], depois das primeiras Vésperas desta Festa, João Paulo II terminava a sua existência terrena. Ao morrer ele entrou na luz da Divina Misercórdia da qual, além da morte e a partir de Deus, agora nos fala de modo novo. «Tende confiança - diz-nos ele - na Divina Misericórdia!»

A Misericórdia é a veste de luz que o Senhor nos concedeu no Baptismo. Não devemos deixar que esta luz se apague; ao contrário, ela deve crescer em nós todos os dias, para levar ao mundo o feliz anúncio de Deus».
15 de Abril de 2007

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
- com partituras:

Entrada: Entrai na alegria e na glória - F. Valente - BML 66
Comunhão: Porque Me vês, acreditas - Az. Oliveira
Pós-Comunhão: Surrexit Christus, Aleluia! - Taizé
Final: Abri as portas a Cristo! - Hino ao futuro Santo, o Papa João Paulo II [Áudio]

BML - Boletim de Música Litúrgica

«A Páscoa, a Ciência e o Sudário»


«No domingo de Páscoa, os cristãos festejam a ressurreição de Cristo que, segundo os Evangelhos, ocorreu ao terceiro dia depois da sua crucifixão e morte. Este mistério da fé, que é o fundamento do Cristianismo, é também um facto histórico que a ciência não desconhece.

Muito embora ninguém tenha assistido à ressurreição, mais de quinhentas pessoas viram Jesus de Nazaré depois de ter ressuscitado, que lhes apareceu em várias circunstâncias, momentos e lugares. O testemunho, unânime, de uma tão grande quantidade de pessoas dá ao acontecimento a consistência de um facto cientificamente comprovado. Muitas outras realidades históricas não têm, a seu favor, tantas testemunhas contemporâneas.

Mas há também uma prova documental de irrefutável valor científico: o sudário de Turim, que constitui, em terminologia forense, o “corpo do delito” verificado em Jerusalém, aproximadamente nos anos trinta da nossa era. Os peritos em medicina legal são unânimes no seu veredicto: esse pano é, com efeito, uma mortalha que envolveu o cadáver de um homem novo, que foi crucificado depois de ter sido flagelado, coroado com espinhos e ferido, já morto, por uma lança que o perfurou entre a quinta e a sexta costela. 

Os exames merceológico e palinológico confirmam que o tecido, típico da Palestina do século I, tem aproximadamente dois mil anos e esteve em contacto com um corpo morto, entre 36 e 40 horas, precisamente o tempo decorrido, segundo a Bíblia, entre a morte de Jesus (pelas 15h de sexta-feira) e a sua ressurreição (madrugada de domingo).

É verdade que uma tentativa de datação do sudário pelo método do carbono 14 levou a crer que o mesmo seria posterior a 1260 e anterior a 1390, mas a comunidade científica acolheu com fundado cepticismo o resultado de uma investigação que, entre várias irregularidades, não de todo inocentes, não teve em conta que o tecido foi fervido em azeite em 1503, sofreu um incêndio em 1532 e, ainda, que foi muitas vezes exposto ao ar livre. 

Estas circunstâncias interferiram no resultado desse exame e, por isso, exigiam que se tivesse feito a necessária subtracção dos isótopos recentes, o que não aconteceu.

Mas, se fosse certo que o sudário era de meados dos séculos XII ou XIII, como explicar que, nessa altura, se usasse uma mortalha tecida mais de mil anos antes?! Que razão se poderia apontar para o facto do corpo nele amortalhado ter sido previamente flagelado, “ao modo romano”, e crucificado, se tais procedimentos há mais de mil anos que já não se usavam?!

É chamativo que, no sudário, não conste o mínimo sinal de corrupção, ao contrário do que acontece em qualquer outra mortalha em contacto com um cadáver, bem como o facto de não se conhecer nenhuma técnica, antiga ou actual, que permita aquele tipo de impressão. É também certo que o corpo morto não poderia ter sido retirado por mãos humanas, em cujo caso a respectiva imagem não poderia ter a nitidez e precisão que apresenta.


Ninguém, até à data, conseguiu obter uma imagem semelhante à do sudário e, por isso, os principais cientistas que estudaram este achado arqueológico inclinam-se para a hipótese de que a mesma tenha sido impressa por “irradiação de calor”. A fé diz o mesmo, mas usando um outro nome: ressurreição.

Santo Agostinho dizia que acreditava, para melhor compreender, e que compreendia, para crer melhor. A fé pascal transcende a razão, de modo análogo a como a recta razão se abre ao mistério da fé, que a completa e realiza na plenitude da verdade.
.
Padre Gonçalo Portocarrero de Almada


segunda-feira, 21 de abril de 2014

A alegria de levar Jesus Ressuscitado aos idosos!

Ontem, dia de Páscoa, alguns elementos do Grupo de Jovens do Sobreiro dirigiram-se, de manhã, ao Lar e Centro de Dia do Sobreiro, com o propósito de rezar e cantar um pouco com os utentes, de forma a proporcionar a estes idosos um momento de oração neste dia tão importante da Ressureição do Senhor.

Iniciámos o momento com uma pequena oração e com um Pai-Nosso pelos defuntos do ano que passou e levámos a Cruz a beijar a todos os idosos presentes, seguida pelo Círio Pascal, representando a Luz de Cristo, acompanhando sempre com o cântico “Ressuscitou o Senhor Jesus”, próprio para este Tempo Pascal.

E como já é costume neste tempo de festa, não podemos deixar de distribuir algumas amêndoas por todos os presentes, incluindo as funcionárias que trabalhavam e acompanhavam os idosos neste dia.


Assim, levamos um pouco deste tempo Pascal àqueles que não se podem deslocar à Basílica de Mafra ou mesmo à Igreja do Sobreiro, neste dia de grande importância para todos os Católicos.

sábado, 19 de abril de 2014

Vencida foi a morte! Aleluia!


A nossa Páscoa imolada, Aleluia,
É Jesus Cristo, o Senhor. Aleluia.

Oh nova Páscoa! Oh festa do triunfo
De Cristo glorioso
Que nos veio salvar!

Oh nova Páscoa! Alegria do mundo!
A vida nos abriu
Suas portas de glória!

Oh nova Páscoa! A ceia do festim
Encheu-se de convivas
Celebrando o Senhor!

Oh nova Páscoa! Os baptizados vêm
Com túnicas de festa
Às bodas do Cordeiro!

Oh nova Páscoa! O vencedor da morte,
Jesus Ressuscitado,
Nos dá a vida eterna!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Em paz me deito e descanso tranquilo


«Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, 
mas aniquilou-Se a Si próprio»

Filip 2, 6-11 

Adoramos, Senhor, a Vossa Cruz!

Ouvir o Hino

O estandarte da Cruz proclama ao mundo
A morte de Jesus e a sua glória,
Porque o autor de todo o universo
Contemplamos suspenso do madeiro.

Com um golpe de lança trespassado,
Ficou aberto o Coração de Cristo,
Manando sangue e água como rio,
Para lavar os crimes deste mundo.

Ó árvore fecunda e refulgente,
Ornada com a túnica real,
Sois tálamo, sois trono e sois altar,
Para o corpo chagado e glorioso.

Ó Cruz bendita, só tu nos abriste
Os braços de Jesus, o Redentor,
Balança do resgate que arrancaste
Nossas almas das mãos do inimigo.

Cruz do Senhor, és única esperança,
No tempo da tristeza e da Paixão.
Aumenta nos cristãos a luz da fé,
Sê para os homens o sinal da paz.

«Vigiai e orai, para não entrardes em tentação»

«Permanece junto de Mim» | Taizé

«Disse-lhes, então: 'A Minha alma está numa tristeza de morte. 
Permanecei aqui e vigiai comigo»
 (Mt 26,38).

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Horários das celebrações do Tríduo Pascal - Mafra 2014



Quinta-Feira Santa:

•  21:15h Missa vespertina da Ceia do Senhor, na Basílica (Unção com o Óleo dos Catecúmenos), seguida de Hora Santa (tempo de adoração ao Santíssimo Sacramento até às 00h);

Sexta-Feira Santa, (dia de jejum e abstinência):

10:30h Ofício de Leitura e Hora de Laudes, na Basílica.
15:00h Celebração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, na Basílica;
21:00h Procissão do Enterro do Senhor, na Basílica;

Sábado Santo:

10:30h Ofício de Leitura e Hora de Laudes, na Basílica, (com administração dos ritos preparatórios do Baptismo aos catecúmenos);
21:30h Vigília Pascal, na Basílica (com a administração dos sacramentos da iniciação cristã aos catecúmenos da paróquia);

Domingo de Páscoa:

• Missas no Sobreiro (9.30h), Achada (11h) e na Basílica (11.30h)

Com informações da página oficial do Facebook da Paróquia de Mafra



Quinta-feira Santa: um exemplo a seguir

Na Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com a qual abrimos o Sagrado Tríduo Pascal, meditamos nas palavras de Jesus: «dei-vos o exemplo».

De facto, Jesus deixou-nos um exemplo de amor para também nós nos fazermos servos uns dos outros. Aqueles que nos olham de fora, Jesus pede a cada um de nós o esforço por lavar os pés dos outros, segundo o exemplo que Ele nos deixou. Quanto isso nos custa! Especialmente quando os pés a serem lavados são ásperos. Suportar a carga não é fácil!

Mas a grandiosidade desta celebração neste dia não se prende só com o exemplo que Jesus nos deixou e nos convidou a seguir. Neste dia, recordamos a Instituição da Santíssima Eucaristia.

Dizia o Papa Bento XVI, na celebração de Quinta-feira Santa de 2012:
«A Quinta-feira Santa não é apenas o dia da instituição da Santíssima Eucaristia, cujo esplendor se estende sem dúvida sobre tudo o mais, tudo atraindo, por assim dizer, para dentro dela. Faz parte da Quinta-feira Santa também a noite escura do Monte das Oliveiras, nela Se embrenhando Jesus com os seus discípulos; faz parte dela a solidão e o abandono vivido por Jesus, que, rezando, vai ao encontro da escuridão da morte; faz parte dela a traição de Judas e a prisão de Jesus, bem como a negação de Pedro; e ainda a acusação diante do Sinédrio e a entrega aos pagãos, a Pilatos. Nesta hora, procuremos compreender mais profundamente alguma coisa destes acontecimentos, porque neles se realiza o mistério da nossa Redenção.»

Neste dia, somos convidados a reflectir em três grandes aspectos que nos devem interpelar na nossa vida: em primeiro lugar, o exemplo de Jesus no "Lava-pés" e de como também nós nos devemos esforçar por fazer o mesmo.

No centro da celebração deste dia está a instituição da Santíssima Eucaristia. Jesus deu-nos o Pão do Céu, deu-nos o Seu Corpo, para que ao alimentarmo-nos d'Ele, sejamos fortalecidos do Seu amor e vivamos com Ele e por Ele.

Por fim, mas não menos importante, o exemplo de oração e entrega ao Pai do Céu. Jesus também rezou e pediu ao Pai que O ajudasse naquele momento de provação. Possamos também nós seguir o Seu exemplo e rezar ao Pai, para que nos ajude a caminhar para a santidade.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Toda a nossa glória está na Cruz - NCT 124
Salmo: O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo
Lava-pés: Recebemos do Senhor - NCT 127
Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento - CEC I pág. 115,116
Pós-Comunhão: Ó Verdadeiro Corpo do Senhor - NCT 269
Trasladação do Santíssimo Sacramento: Tantum ergo sacramentum

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Os instrumentos da Paixão – A lança

«Durante todo esse tempo reinava silêncio e tristeza sobre o Gólgota. O povo assustado dispersara-se, indo esconder-se em casa. A Mãe de Jesus e João, Madalena, Maria, filha de Cleofas e Salomé estavam, em pé ou sentados, em frente à cruz, com as cabeças veladas, chorando. Alguns soldados estavam sentados no barranco, com as lanças fincadas no chão.


A Santíssima Virgem foi novamente presa de angústia e receio de que os verdugos ainda maltratassem o Corpo de Jesus; pois encostaram as escadas à cruz e subindo, sacudiram o santo Corpo conferindo se apenas se fingia morto. Como, porém, notassem que o corpo já estava inteiramente frio e rígido e João, a pedido das mulheres piedosas, a eles se dirigisse para impedir a crueldade, deixaram provisoriamente o corpo do Senhor, mas os carrascos ainda pareciam duvidar da morte do Senhor.

Os parentes de Jesus estavam ainda mais assustados, pela brutalidade com que haviam procedido e com medo de que pudessem voltar. Mas Cássio, oficial subalterno, recebeu de repente uma inspiração sobrenatural. Parando assim entre a cruz do bom ladrão e a de Jesus, ao lado direito do corpo de Nosso Salvador, tomou a lança com ambas as mãos e introduziu-a com tal força no lado direito do Santo Corpo, através das entranhas e do coração.

A Santíssima Virgem e os outros, cujos olhos estavam sempre fixos no Salvador, viram a súbita acção do oficial com grande angústia e acompanharam o golpe da lança com um grito de dor, precipitando-se para a cruz».
 Dos Escritos da Beata Anna Katharina Emmerich

terça-feira, 15 de abril de 2014

Os instrumentos da Paixão – A esponja

«Jesus consumia-se de sede e disse com a língua seca: "Tenho sede”. E como os amigos o olhassem com tristeza, disse-lhes: "Não me podíeis dar um gole de água?" Queria dizer que durante a escuridão ninguém os teria impedido. João, muito incomodado, respondeu: "Senhor, esquecemo-Io mesmo".


Jesus disse ainda algumas palavras, cujo sentido era: "Também os amigos mais íntimos deviam esquecer-se e não me dar a beber, para que se cumprisse a Escritura". Mas esse esquecimento Lhe doeu amargamente. Ofereceram então dinheiro aos soldados, para Lhe dar um pouco de água; eles recusaram, mas um deles tomou uma esponja em forma de pera, embebeu-a em vinagre, que havia lá num pequeno barril de casca de árvore e ainda lhe misturou fel.

Mas o centurião Abenadar, compadecido de Jesus, tomou a esponja do soldado, espremeu-a e embebeu-a de vinagre puro. Ajustou depois um lado da esponja num pedaço curto de uma haste de hissope, que servia de boquilha para chupar, fincou-o na ponta da lança e levantou-a à altura do rosto de Jesus, aproximando-Lhe dos lábios a esponja».

 Dos Escritos da Beata Anna Katharina Emmerich

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Os instrumentos da Paixão – A cruz e os pregos

«Jesus, imagem viva da dor, foi estendido pelos carrascos sobre a cruz; Ele próprio se sentou sobre ela e eles brutalmente O deitaram de costas. Colocaram-Lhe a mão direita sobre o orifício do prego, no braço direito da cruz e aí lhe amarraram o braço. Um deles se ajoelhou sobre o santo peito, enquanto outro lhe segurava a mão, que se estava contraindo e um terceiro colocou o cravo grosso e comprido, com a ponta limada, sobre essa mão cheia de bênção e cravou-o nela, com violentas pancadas de um martelo de ferro.


Depois de terem pregado a mão direita de Nosso Senhor, viram os crucificadores que a mão esquerda, que tinham também amarrado ao braço da cruz, não chegava até o orifício do cravo, que tinham perfurado a duas polegadas distante das pontas dos dedos. Por isso ataram uma corda ao braço esquerdo do Salvador e, apoiando os pés sobre a cruz, puxaram a toda força, até que a mão chegou ao orifício do cravo. Jesus dava gemidos tocantes (…).

Todo o corpo de nosso Salvador tinha-se contraído para o alto da cruz, pela violenta extensão dos braços e os joelhos tinham-se-Lhe dobrado. Os carrascos lançaram-se então sobre esses e, por meio de cordas, amarraram-nos ao tronco da cruz; mas pela posição errada dos orifícios dos cravos, os pés ficavam longe da peça de madeira que os devia suportar. Tinham-Lhe amarrado também o peito e os braços, para os pregos não rasgarem as mãos; o ventre encolheu-se-Lhe inteiramente, as costelas pareciam a ponto de destacar-se do esterno. Foi uma tortura horrorosa.

(…) Tomaram o cravo mais comprido que o das mãos, o mais horrível de todos e, passando-o brutalmente pelo furo feito no pé esquerdo, atravessaram-lhe a marteladas o direito, cujos ossos estalavam, até o cravo entrar no orifício do suporte e, através desse, no tronco da cruz. Olhando de lado a cruz, vi como o prego atravessou os dois pés.

Contei 36 golpes de martelo, no meio dos gemidos claros e penetrantes do pobre Salvador; as vozes em redor, que proferiam insultos e maldições, pareciam-me sombrias e sinistras».


Dos Escritos da Beata Anna Katharina Emmerich

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Meditações de Quaresma: 'A Cruz, só por amor!'

«Porque a palavra da cruz é loucura para os que se perdem; 
mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus» 1 Cor 1,18

Verdadeiramente, para lá dos modismos da actualidade, a grande virtude cristã é uma só: o amor! E, compreendamo-nos bem: um amor apaixonado, louco, incorrecto, absoluto, radical, a Cristo Jesus! Desses amores que nos tira do sério, que nos faz perder o juízo: “Por Ele eu perdi tudo!” – dizia aquele louco chamado Paulo de Tarso!

Este amor – e só ele! – é a grande virtude cristã, que regula, julga e dá sentido a tudo o mais na vida do cristão!

Os inimigos da cruz de Cristo são aqueles que não amam o Senhor a ponto de tudo crucificarem por Ele, são aqueles que querem um cristianismo lógico, politicamente correcto.

Como é triste ver cristãos preocupados com a aprovação e o aplauso do pensamento dominante actual! Para que serviria um sal que se diluísse de tal modo que não mais se diferenciasse daquilo a que deveria salgar? Jesus nos preveniu tão claro: Não sois do mundo; a Minha escolha vos separou do mundo; por isso o mundo vos odeia!” (cf. Jo 15,18-20)


Somos, com Cristo e por causa de Cristo, um sinal de contradição – e somente assim o nosso cristianismo será autêntico e valerá a pena! Os cristãos somente servirão de verdade à humanidade servindo fielmente a Cristo que salvou o mundo precisamente pela inconveniente, chocante e escandalosa Cruz!

Bispo nomeado de Palmares - Brasil

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Domingo de Ramos e a entrada de Jesus em Jerusalém

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja inicia a Semana Santa. No Evangelho da Procissão dos Ramos vemos como o cortejo se organizou rapidamente para Jesus fazer a Sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num burrinho, conforme tinha sido profetizado muitos séculos antes.

Mas, atenção! Este Messias não vem como rei potente, num majestoso cavalo, símbolo de força e poder! Ele vem num burrico, usado pelos servos nos seus duros trabalhos. Ele vem como manso e humilde servo! Eis o escândalo que Israel não suporta! Esperava-se um Messias que fosse Rei potente e Deus envia um servo humilde e frágil!

A entrada triunfal de Jesus foi efémera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente, o Hossana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso para O crucificar.

São Bernardo comenta: «Como eram diferentes umas vozes e outras! "Fora, fora, crucifica-o!" e "Bendito O que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas!". Como são diferentes as vozes que agora O aclamam  Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco O despojam das Suas e lançam a sorte sobres elas.”

Neste Domingo, somos convidados a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo em procissão, aceitando-O como Messias que tem como trono a Cruz e como coroa, os espinhos! Segui-Lo pela rua é comprometer-se a segui-Lo na nossa vida! Caso contrário, a nossa Liturgia não passará de um teatro vazio…

Sigamos Jesus, aclamando-O! E quando na vida, a cruz, a dor e os espinhos vierem, tomemos nas mãos os ramos que levamos para nossas casas e recordemos que nos comprometemos a seguir Cristo até a morte e morte de cruz, para chegarmos à Páscoa da Ressurreição!



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Procissão da Realeza de Cristo: Glória, honra e louvor - CEC I, pág. 100-101
Comunhão: Pai, se este cálice - NCT 114
Pós-Comunhão: Hossana, Hossana - Marco Frisina
Final: Hossana, Tu reinarás CT 412

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
CT - Cantemos Todos
NCT - Novo Cantemos Todos

Via Sacra no Sobreiro

Ontem à noite a JMV Sobreiro meditou na Via Sacra juntamente com a comunidade, inserindo esta forma de oração no programa Quaresmal da Catequese: "Atracção às Quartas". Em clima de recolhimento e oração, foram representadas as catorze estações que relembram o caminho que Jesus fez desde que foi condenado à morte até à Sua sepultura.

Este presente connosco o Diácono Pedro Oliveira que proferiu algumas palavras iniciais, convidando todos a sentirem-se como se estivessem a viver de facto os acontecimentos que ali se representaram. Tal como em anos anteriores, o objectivo do grupo foi de que todos os presentes não tivessem apenas umas 'simples compaixão', mas sim que se sentissem participantes do sofrimento de Jesus.

Antes de iniciar a oração propriamente dita, foi lido um excerto dos escritos da Beata Ana Ana Catharina Ammerich: «Depois do doloroso encontro da Santíssima Virgem com o Divino Filho, carregando a cruz, a Virgem Maria caiu sem sentidos, as mulheres com auxílio de João, conduziram-na para dentro de casa, separando-a do Filho bem-amado, carregado do peso da cruz e cruelmente maltratado (...) Saíram então, seguindo o caminho doloroso de Jesus. Passaram pelo ponto onde Jesus tomara ao ombro a cruz, beijaram a terra; depois seguiram todo o caminho da Paixão de Jesus, venerando todos os lugares onde Ele mais sofrera.

Deste modo a primeira e mais tocante devoção da Igreja foi escrita no coração amoroso de Maria, Mãe de Deus; escrita pela espada profetizada por Simeão; os santos lábios da Virgem transmitiram-na aos companheiros do sofrimento e por esses a nós. Esta é a santa tradição vinda de Deus ao coração da Mãe Santíssima e do coração da Mãe aos corações dos filhos; assim continua sempre a tradição na Igreja.»

Meditámos no esquema tradicional da Via Sacra no qual somos convidados a reviver as quedas de Jesus, o  encontro com Sua Mãe e também com as mulheres de Jerusalém que tristemente choram por ver o Messias carregando a cruz às costas, coberto de chagas.

Ao som de bonitos cânticos foram intercaladas as catorze estações da Via-Sacra. Por fim, Jesus é descido da cruz e colocado nos braços da Virgem Maria, Sua Mãe. O corpo frio de Jesus, com o Seu rosto desfigurado repousa nos braços carinhosos desta Mãe Dolorosa, que chora de tristeza e amargura, depois de ter assistido à agonia e à morte de Seu Filho.

Estamos a aproximar-nos a passos largos do fim desta Quaresma. Procuremos viver estes dias com o coração humilhado e contrito e fazer nossas as atitudes de Nossa Senhora que acompanhou sempre o Seu Filho até à cruz.

Mais fotografias no nosso Álbum do Facebook

Os instrumentos da Paixão - A túnica e os dados

«Os carrascos tiraram então o manto do Senhor, que Lhe tinham antes enrolado em redor do peito; tiraram-Lhe o cinturão, com as cordas e o próprio cinto. Despiram-na da longa veste de lã branca, passando-a pela cabeça, pois estava aberta no peito, ligada com correias.




Depois lhe tiraram a longa faixa estreita, que caia do pescoço sobre os ombros e como não Lhe podiam tirar a túnica sem costuras, por causa da coroa de espinhos, arrancaram-Lhe a coroa da cabeça, reabrindo assim todas as feridas; arregaçando depois a túnica, puxaram-lha, com vis gracejos, pela cabeça ferida e sangrenta. Os carrascos juntaram as vestes de Jesus no lugar onde tinham jazido os ladrões e fizeram delas vários lotes, para tirar à sorte. O manto era mais largo em baixo do que em cima e tinha várias pregas; sobre o peito estava dobrado e formava assim bolsos. 

Rasgaram-no em várias tiras, como também a longa veste branca, aberta no peito, onde havia correias para atá-Ia e distribuíram-nas pelos lotes; assim fizeram também várias partes da faixa de pano que vestia em volta do pescoço, do cinto, do escapulário e do pano com que cobria o corpo; todas essas vestes estavam ensopadas do sangue de Nosso Senhor.

Como, porém, não chegaram a um acordo a respeito da túnica sem costuras, que, rasgada em partes, não serviria mais para nada, tomaram uma tabuleta com algarismos e dados em forma de favas, com marcas, que trouxeram consigo e jogando esses dados, tiraram à sorte a túnica. Viu-lhes. porém, um mensageiro de Nicodemos e José de Arimatéia, dizendo-lhe que ao pé do Cal vário havia quem quisesse comprar as vestes de Jesus; juntaram então depressa todas as vestes e, correndo para baixo, venderam-nas; assim ficaram essas relíquias com os cristãos».

Dos Escritos da Beata Anna Katharina Emmerich

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Papa pede novamente orações pela Paz na Sìria

Um padre jesuíta holandês, que optou por permanecer na cidade sitiada de Homs para ajudar a população faminta, foi esta semana morto a tiro. Os jesuítas confirmaram ao Catholic News Service que o Pe. Van der Lugt foi espancado e depois baleado com dois tiros na cabeça.

 O Washington Post relata que um atirador mascarado matou o padre dentro de um mosteiro, na zona de al-Bustan Diwan, embora a identidade e o motivo do assassino permaneçam desconhecidas.


Por sua vez, em Roma, o Papa Francisco repetiu hoje o seu apelo pela paz na Síria. Após a Catequese semanal, voltou a falar da necessidade de paz no país tendo em vista o recente assassinato do referido sacerdote:

«O seu brutal assassínio encheu-me de profunda dor e fez-me pensar mais uma vez nas tantas pessoas que sofrem e morrem neste martirizado país, há muito tempo refém de um conflito sangrento, que continua a provocar morte e destruição. Penso também nas inúmeras pessoas sequestradas, cristãos e muçulmanos, sírios e de outros países, entre as quais há bispos e sacerdotes. Peçamos ao Senhor que possam em breve voltar para os seus familiares, para as famílias e comunidades».

O Santo Padre  convidou ainda todos a rezarem pela paz na Síria, assim como ele tem feito. Aos responsáveis sírios e à comunidade internacional, também lançou um apelo:



«Calem as armas, chega de violência! Guerra nunca mais! Chega de destruição! Que o direito humanitário seja respeitado, que a população necessitada de assistência humanitária seja socorrida e se chegue à almejada paz por meio do diálogo e da reconciliação».

Os instrumentos da Paixão – A Coroa de espinhos e a cana

«Puseram-Lhe a coroa de espinhos na cabeça. Essa tinha dois palmos de altura, era muito espessa e trançada com arte; em cima tinha uma borda um pouco saliente. Puseram-Lha em redor da fronte, como uma ligadura e ataram-na atrás com muita força, de modo que formavam uma coroa ou um chapéu. Era artisticamente trançada de três varas de espinheiro, da grossura de um dedo, que tinham crescido alto, através dos espessos arbustos. Os espinhos, pela maior parte, foram propositadamente virados para dentro.


Pertenciam a três diferentes espécies de espinheiros, que tinham alguma semelhança com a nossa cambroeira, o abrunheiro e espinheiro branco. Em cima tinham acrescentado uma borda, trançada de um espinheiro semelhante à nossa sarça silvestre e pela qual pegavam e puxavam brutalmente a coroa. Puseram-Lhe também na mão um grosso caniço, com um tufo na ponta. Fizeram tudo isso com solenidade derrisória, como se O coroassem de facto rei. Tiravam-Lhe o caniço da mão e batiam com tanta força na coroa, que os olhos de Nosso Senhor se enchiam de sangue.

Curvavam os joelhos diante d'Ele, mostravam-Lhe a língua, batiam e cuspiam-Lhe no rosto, gritando: "Salve, rei dos judeus!" Depois, entre gargalhadas, fizeram-nO cair no chão, junto com o escabelo e tornaram a colocá-Lo sobre ele aos empurrões. Jesus sofreu horrível sede; pois em consequência das feridas, causadas pela desumana flagelação, estava com febre e tremia; a pele e os músculos dos lados estavam dilacerados e deixavam entrever as costelas em vários lugares; a língua contraía-se-Lhe espasmodicamente; somente o sangue sagrado que lhe corria da fronte, se compadecia da boca ardente, que se abria ansiosa.

Mas aqueles homens horríveis tomaram-Lhe a boca divina por alvo de nojentos escarros. Jesus foi assim maltratado por cerca de meia hora e a tropa, cujas fileiras cercavam o pretório, aplaudia com gritos e gargalhadas».
Dos Escritos da Beata Anna Katharina Emmerich

terça-feira, 8 de abril de 2014

Os instrumentos da Paixão – A coluna e o flagelo

«Bateram em Nosso Senhor com os punhos e com cordas, apesar de não lhes opor resistência alguma, arrastaram-nO com brutalidade furiosa, até à coluna da flagelação. Tiraram-Lhe o manto derrisório de Herodes e quase deitaram o nosso Salvador por terra. Jesus trepidava e tremia diante da coluna. Ele mesmo se apressou a despir a roupa, com as mãos inchadas e ensanguentadas pelas cordas, enquanto os carrascos O empurravam e puxavam.

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Orava de um modo comovente e volveu a cabeça por um momento para a Mãe Santíssima e disse, voltando-se para a coluna, porque O obrigaram a despir-se também do pano que lhe cingia os rins: "Desvia os teus olhos de mim.". Percebi que Maria as entendeu; pois vi-a nesse momento desviar o rosto e cair sem sentidos nos braços das santas mulheres. Então abraçou Jesus a coluna e os algozes ataram-Lhe as mãos levantadas à argola de cima; puxaram-Lhe assim todo o corpo para cima, de modo que os pés, amarrados em baixo à coluna, quase não tocavam no chão. O Santo dos Santos estava cruelmente estendido sobre a coluna dos malfeitores, em ignominiosa nudez e indescritível angústia e dois dos homens furiosos começaram a flagelar-Lhe todo o santo corpo, da cabeça aos pés. (…)



Os violentos golpes rasgaram todos os traumatismos do santo corpo de Jesus; o sangue regou o chão, em redor da coluna e salpicou os braços dos carrascos. Jesus gemia, rezava, torcia-se de dor. Os dois seguintes carrascos bateram em Jesus com flagelos: eram curtas correntes ou correias, fixas num cabo, cujas extremidades estavam munidas de ganchos de ferro, que arrancavam, a cada golpe, pedaços de pele e carne das costas. Mas a crueldade dos carrascos ainda não estava satisfeita; desprenderam Jesus e amarraram-nO de novo, mas com as costas viradas para a coluna. Como, porém, não podia manter-se em pé, passaram-Lhe cordas finas sobre o peito e sob os braços e debaixo dos joelhos, amarrando-O assim todo à coluna. Todo o corpo sagrado se Lhe contraia dolorosamente, as chagas e o sangue cobriam-Lhe a nudez».


Dos Escritos da Beata Anna Katharina Emmerich

Celebração Penitencial na Basílica de Mafra

Realizou-se ontem a Celebração Penitencial dos Jovens da Vigararia de Mafra, bem como de todos os paroquianos da Paróquia de Santo André de Mafra, na Basílica.

Como todos sabemos, é Mandamento da Santa Igreja «confessar-se pelo menos para a Páscoa da Ressurreição». Todos os anos, a equipa vicarial de jovens da nossa vigararia organiza uma Celebração Penitencial direccionada para os Jovens. Este ano, coube à JMV Sobreiro organizar este momento que coincidiu com as confissões paroquiais.

A celebração teve início com a Santa Missa celebrada pelo Padre Luís Barros. Após a Missa, cada um foi convidado a fazer o seu exame de consciência e a reconhecer os seus pecados. Dizia o Padre João Vergamonta - padre assistente dos jovens - "Não tenhamos medo de nos confessar e dizer os nossos pecados. O medo e a vergonha já são uma forma da nossa consciência nos acusar das nossas falhas".

Ao longo da noite, muitos jovens e muitos paroquianos aproveitaram a presença dos Padres da Vigararia para se abeirarem do Sacramento da Penitência. Como o Pai Misericordioso, cada sacerdote, pelo poder dado por Nosso Senhor Jesus Cristo, escuta atentamente os pecados dos seus filhos e perdoa com amor, as ofensas reconhecidas.

A JMV Sobreiro foi cantando cânticos penitenciais de forma a ir ajudando os fiéis a meditar nos seus pecados e em como estes nos afastam de Deus. Diante da cruz, cada um foi convidado a rezar:

«Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus; prostrado de joelhos diante da Vossa Presença,  peço-Vos e suplico, com o mais ardente fervor, que imprimais no meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, e um verdadeiro arrependimento dos meus pecados, com vontade firmíssima de os emendar; enquanto eu, com grande afecto e dor de alma, medito nas vossas Cinco Chagas abertas pelos meus pecados, tendo diante dos olhos o que já o Profeta David dizia por Vós, ó bom Jesus: 'Trespassaram as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos'».


Peçamos ao Senhor que estes dias que nos separam da celebração dos Mistérios Pascais nos ajudem a purificar as nossas faltas para podermos celebrar dignamente a Ressureição de Jesus e com Ele, nos prepararmos para a Vida eterna.


«Perdoai, Senhor, perdoai ao Vosso povo!»




segunda-feira, 7 de abril de 2014

Peregrinação da JMV Sobreiro a Fátima

A JMV Sobreiro peregrinou até ao Santuário de Fátima no passado Sábado, o primeiro Sábado do mês de Abril, para rezar em reparação ao Imaculado Coração de Maria, juntamente com a comunidade paroquial, e para invocar os Beatos Francisco e Jacinta Marto.

Como já tínhamos referido, na Sexta-feira, dia 4 de Abril, completaram-se 95 anos sobre a morte do Beato Francisco Marto e a Postulação dos Pastorinhos inaugurou um núcleo museológico sobre a vida destas duas «candeias que Deus acendeu». Desta forma, aproveitámos a oportunidade e visitámos também este espaço.

O dia começou bem cedo, e durante a viagem a JMV Sobreiro convidou todos aqueles que se juntaram a nós para fazer os quinze minutos de companhia a Nossa Senhora, uma das práticas da Devoção dos Primeiros Sábados. Desta forma, até ao Santuário de Fátima fomos convidados a meditar nos mistérios do Rosário.

O programa da peregrinação tinha início com o Terço do meio-dia na Capelinha das Aparições. Neste local onde Nossa Senhora apareceu aos Pastorinhos trazendo uma Mensagem de Adoração e Reparação, rezámos o Terço e entoámos cânticos a Nossa Senhora.

Após o Terço pudemos também participar na Santa Missa na qual se evocou a presença de Nossa Senhora junto à Cruz de Jesus. Novamente os cânticos foram responsabilidade da JMV Sobreiro, bem como as leituras da Missa.

Mais do que poder cantar e rezar na Capelinha das Aparições, este dia foi a concretização de um sonho há muito pensado pelo grupo. Neste dia, pudemos louvar a Virgem Maria, cantando e rezando o Terço e honrar Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no altar, com os nossos cânticos e orações.

Após a Missa e o almoço, fomos até à Postulação dos Pastorinhos para visitar a exposição com objectos que foram pertences destas duas crianças, bem como alguns objectos oferecidos pelo Beato João Paulo II á postulação e ao Santuário.

No decurso da exposição pode perceber-se como estas duas «candeias que Deus acendeu» souberam, nas suas curtas vidas, reparar Nosso Senhor pelos pecados cometidos pelos Homens.

O dia terminou com a viagem até casa, durante a qual foram rezadas as Vésperas I do quinto Domingo da Quaresma. Podemos dizer que este dia ficará para sempre gravado no coração do grupo, não só pela oportunidade que nos foi dada pela parte do Santuário de Fátima, como pela dedicação e amor com que nos preparámos para viver todos estes momentos.


Para terminar, não podemos deixar dar graças a Nossa Senhora, Mãe da Igreja e Mãe dos Jovens, pelos frutos deste dia. Pedimos também que saibamos na nossa vida, seguir o exemplo dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.

«Doce Coração de Maria, sêde a nossa salcação! »

domingo, 6 de abril de 2014

Papa oferece milhares de “Evangelhos de bolso”


O Papa Francisco ofereceu milhares de exemplares de um “Evangelho de bolso” aos fiéis que participaram na oração do Angelus, na Praça de São Pedro.

Em comunicado publicado no site do Vaticano, a Santa Sé explica que com este presente, o Papa visa encorajar os fiéis a terem sempre com eles uma cópia dos Evangelhos que possam consultar durante as celebrações, sobretudo para poderem meditar nas leituras do dia que o Papa sublinha nas suas catequeses.

A edição especial é feita pela Santa Sé e não está à venda. Contém os quatro Evangelhos e os Actos dos Apóstolos, abre com uma citação da mais recente exortação apostólica “A Alegria do Evangelho” e contém ainda uma oração de autoria do cardeal Newman. O comunicado da Santa Sé não esclarece se haverá edições em diferentes línguas ou se o “Evangelho de Bolso” será apenas em italiano.

Em Novembro de 2013, numa iniciativa parecida, a Santa Sé distribuiu a todos os presentes uma caixa de remédios chamada “Misericordina”, que continha um terço e uma pagela.


A distribuição dos Evangelhos será feita com o auxílio de voluntários, incluindo cerca de 150 escuteiros, seminaristas e freiras.
Fonte da imagem: Blogue Senza Pagare

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Oração ao Beato Francisco Marto


Francisco, Pastorinho de Fátima,

Neste dia em que Nossa Senhora te tomou nos braços 
e te levou com Ela para junto de Deus, queremos aprender contigo 
o caminho que também nos levará, um dia, até ao Céu.

Ensina-nos a ser, como tu, obedientes e fiéis a
o que Jesus nos pede para fazer.
Ensina-nos, Francisco, o teu enorme amor, fiel e silencioso, 
por Nosso Senhor, presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia,
 em Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Ensina-nos a consolar, como tu, o Coração de Jesus, 
ferido pela ingratidão dos pecadores.

Beato Francisco, neste dia em que nasceste para o Céu,
 intercede por nós, pelas nossas famílias, pelos nossos sacerdotes 
e por toda a Igreja, diante do Senhor Jesus.

 Ámen

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Gerou vida e perdeu a sua

«Não há maior prova de amor do que dar a vida pelo irmão»
Jo 15,13

Elizabeth Joice namorava com Max há dois anos quando, em Setembro de 2010, descobriu que tinha cancro no pulmão. Depois do diagnóstico, a norte-americana queria desistir do tratamento e dar a volta ao mundo com o namorado durante o tempo que lhe restava. A opinião mudou e Elizabeth decidiu lutar pela vida quando foi pedida em casamento por Max. Casaram-se um mês depois.

Após vários tratamentos, a norte-americana esteve três anos livre do cancro e, em Junho de 2013, o casal soube que ia ter um filho. Passado um mês recebeu a notícia de que o tumor tinha voltado. Elizabeth foi operada uma segunda vez mas decidiu renunciar ao tratamento para não prejudicar o bebé.

Dois meses mais cedo do que o previsto, a 23 de Janeiro de 2014, nasceu Lily Anne Joice, uma bebé saudável. No entanto, já era tarde demais para tentar combater o cancro que se tinha espalhado por todo o corpo.


Elizabeth Joice faleceu seis semanas após o nascimento da filha, a 9 de Março deste ano. Max decidiu contar a todo o mundo a história da mulher através de um vídeo e criou um site para arrecadar fundos para contribuir para a educação de Lily.

Domingo V da Quaresma

Aproximamo-nos a passos largos das Celebrações Pascais. Neste último Domingo antes do início da Semana Santa, a Liturgia apresenta-nos Jesus como a nossa Ressurreição e nossa Vida.

No Evangelho do V Domingo da Quaresma, o Senhor fala-nos da Vida e da Ressurreição e ensina-nos como devemos viver. A Palavra de Deus neste Domingo apresenta-nos a morte e posterior ressurreição de Lázaro, amigo de Jesus.

O amigo de Jesus estava doente e as suas irmãs estavam angustiadas, tendo implorado pela vinda do Senhor para curar o irmão, no entanto Jesus "não foi a tempo". Detenhamo-nos nas palavras do Evangelho: «Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. Quando ouviu que estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar em que se encontrava».

Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos, os nossos tempos e modos não são os d'Ele. Deus ama-nos, é fiel e preocupa-se connosco: o Senhor conhece as nossas dores e os nossos sofrimentos, mas jamais compreenderemos o Seu modo de agir no mundo e na nossa vida! Uma coisa é certa: se crermos, veremos sempre a glória de Deus, em tudo no mundo e em tudo na nossa vida Deus será glorificado!

Então, Jesus consola Marta e Maria, prometendo a Ressurreição. «Eu sou a Ressurreição! Eu sou a Vida!» A Ressurreição é Jesus em pessoa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida! Quem crê em mim, mesmo que esteja morto, viverá!».  É Ele quem nos vem buscar, é na força d'Ele que seremos erguidos da morte, é n'Ele que nossa vida é salva do Vazio.

Estamos prestes a celebrar a Páscoa! Não esqueçamos que é para que tenhamos a vida que Nosso Senhor Jesus Cristo Se entregou por nós: morto na carne foi vivificado no Espírito Santo pela Sua ressurreição.


É esta a nossa esperança: a Ressurreição! Por ela vivemos, dela temos certeza! E já possuímos, como primícias, como garantia o Espírito Santo. Então, vivamos uma vida nova, uma vida de ressuscitados em Cristo Jesus. Renovemo-nos! Convertamo-nos! Que as observâncias da Quaresma, o combate aos vícios, a abstinência dos alimentos e a confissão dos pecados nos preparem para celebrar de coração renovado a Páscoa do Senhor!



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Deus, vinde em meu auxílio - NCT 87
Comunhão: Eu vim para que tenham vida - CEC II, pág. 131-132
Pós-Comunhão: Eu sou a ressurreição e a vida - IC pág. 918

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
IC - Igreja Canta
LHC II - Liturgia das Horas cantada, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Há 9 anos, o Papa João Paulo II partia para a Casa do Pai


No dia 2 de Abril de 2005, pelas 21h37 (hora de Roma - menos uma em Lisboa), o Papa João Paulo II entregava a sua alma a Deus. Vale a pena meditar em algumas linhas do seu testamento:


«Hoje desejo acrescentar-lhe só isto: que todos devem ter presente a perspectiva da morte. E deve estar preparado e apresentar-se diante do Senhor e do Juiz e contemporaneamente Redentor e Pai. Então também eu tomo em consideração isto continuamente, entregando aquele momento decisivo à Mãe de Cristo e da Igreja à Mãe da minha esperança.

Os tempos em que vivemos são indizivelmente difíceis e preocupantes. Tornou-se também difícil e tensa a vida da Igreja, prova característica daqueles tempos tanto para os Fiéis como para os Pastores. Nalguns Países, a Igreja encontra-se num período de tal perseguição, que não é inferior à dos primeiros séculos, até os supera pelo grau de crueldade e de ódio. Sanguis martyrum semen christianorum. E além disso tantas pessoas desaparecem inocentemente, também neste País em que vivemos...

Desejo confiar-me mais uma vez totalmente à graça do Senhor. Ele mesmo decidirá quando e como devo terminar a minha vida terrena e o ministério pastoral. Na vida e na morte Totus Tuus mediante a Imaculada.

Aceitando já agora esta morte, espero que Cristo me conceda a graça para a última passagem, isto é a [minha] Páscoa. Espero também que a torne útil para esta mais importante causa à qual procuro servir: a salvação dos homens, a salvaguarda da família humana, e nela de todas as nações e dos povos (entre eles o coração dirige-se de maneira particular para a minha Pátria terrena), útil para as pessoas que de modo particular me confiou, para a questão da Igreja, para a glória do próprio Deus.

À medida que se aproxima o limite da minha vida terrena volto com a memória ao início, aos meus Pais, ao Irmão e à Irmã (que não conheci, porque morreu antes do meu nascimento), à paróquia de Wadowice, onde fui baptizado, àquela cidade da minha juventude, aos coetâneos, companheiras e companheiros da escola elementar, do ginásio, da universidade, até aos tempos da ocupação, quando trabalhei como operário, e depois na paróquia de Niegowic, na paróquia de São Floriano em Cracóvia, à pastoral dos académicos, ao ambiente... a todos os ambientes... a Cracóvia e a Roma... às pessoas que de modo especial me foram confiadas pelo Senhor.

A todos desejo dizer uma só coisa: "Deus vos recompense".

"In manus Tuas, Domine, commendo spiritum meum".

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