"Raios de Luz"


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Oração a Nossa Senhora pelo Papa Bento XVI


28 de Fevereiro

«Peço-vos que continueis a rezar por mim e pelo meu sucessor»

Na primeiro aniversário do fim do Pontificado de Bento XVI, queremos partilhar uma oração pelo Papa Emérito, que se encontra recolhido em oração pela Igreja e pelo mundo.

Confiamos a Nossa Senhora este grande Papa e teólogo da Igreja e damos graças a Deus pelos 8 anos de Pontificado do Santo Padre Bento XVI:


Maria, Mãe da Igreja e Virgem do silêncio,
assiste e protege o Teu servo Bento XVI.
A ele, que com humildade e escondido do mundo,
preserva a vontade de Teu Filho ,
concede-lhe força e vigor, para continuar
a ser um sinal visível do amor de Deus.

Maria, Mãe da Igreja,
nós somos peregrinos aqui na terra,
esperando ser cidadãos do Céu .
Santifica o Teu servo Bento XVI,
recompensando-o por todo o bem
que semeou na vinha do Senhor.

Maria, Mãe da Igreja e nossa Advogada,
Assiste o Papa emérito Bento XVI
e defende-o contra os ataques do Demónio.
Faz com que ele não se sinta sozinho
mas que perceba o Teu amor e a Tua protecção Maternal.

Ó Maria, Mãe da Igreja e Senhora do ‘Magnificat’,
Assisti o teu servo na velhice e nas suas necessidades,
e confortai-o nos momentos de provação.

Maria, Mãe da Igreja e Mãe da Esperança,
ajuda-nos sempre no bom combate,
e fica connosco quando tudo parece estar contra nós.
Obrigado pelo dom do Pontificado do Teu servo Bento,
farol de esperança neste mundo sem Deus.

Maria, Mãe da Igreja e da Arca da Aliança,
dá ao Teu servo a graça de servir a Igreja
com a sua oração, estudo e meditação.

Maria, Virgem Poderosa e Mãe da Igreja,
Que o seu humilde trabalho na vinha do Senhor
dê frutos abundantes para todos,
no mundo e na Santa Igreja de Deus.

Maria, Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos,
quando acabar a última etapa do seu caminho terreno,
concede o teu servo Bento XVI
a graça de desfrutar da Bem-Aventurança eterna no Céu
para louvar com os Anjos e os Santos
o Senhor Deus, o Senhor da Igreja e da história,
que vive e reina pelos séculos dos séculos.


Ámen.
Créditos: La Vigna del Signore


Programa do Dia de Oração com e por Bento XVI:
(Hora de Roma, menos 1 Hora em Portugal)

07:00 – Missa.
07h40 – Oração de Laudes, Ofício de Leituras e Hora Intermédia.
12h00 - Angelus e a Hora Intermédia.
15h00 – Terço do Rosário e Hora intermédia.
18h00-19h00 - Oração de Vésperas.

20h00 do dia 28 de Fevereiro – hora exacta em que, em 2013, o seu Pontificado terminou - convida-se a rezar a oração do “Te Deum”, como acção de graças pelo dom de Bento XVI.

 22h30 – Oração de Completas.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Papa Bento XVI: da infalibilidade à invisibilidade

«Apesar das imagens de Francisco como um dissidente, até agora o acto mais revolucionário cometido por um Papa em 2013 veio de Bento XVI sob a forma da sua impressionante decisão de renunciar voluntariamente ao seu cargo. O facto às vezes perdido entre a loucura sobre Francisco é o facto de que Bento é na verdade o principal responsável deste drama.

Bento, claro, nunca teve muita sorte no que toca às relações públicas.

Ele entrou no cargo com uma narrativa pré-fabricada sobre ser o "Rottweiler de Deus" e o "executor do Vaticano" e nunca foi verdadeiramente capaz de se livrar disso. Em termos de opinião pública, a diferença entre Bento e Francisco é talvez melhor mostrada assim: Durante Bento, as pessoas assumiam que o que quer que não gostassem sobre a Igreja era por causa do Papa; agora tendem a pensar que é apesar do Papa.

Como resultado, a tendência é caracterizar Bento e Francisco quase como matéria e antimatéria - tradição vs. inovação, dogmatismo vs. compaixão, etc. Independentemente do mérito discutível destas percepções, o que elas ignoram é que Francisco não teria existido sem a decisão de Bento de se pôr de lado.

Igualmente notável é o modo como ele lidou com a sua partida. No seu último discurso aos cardeais em 28 de Fevereiro, Bento prometeu "incondicional reverência e obediência" ao seu sucessor e tem mantido a sua parte do acordo. Para além de uma carta privada enviada a um ateu italiano que foi divulgada pelo receptor, Bento apenas foi visto ou ouvido em público quando Francisco apareceu para o chamar ou convidar para algo.

Apesar dos rumores bem documentados entre alguns sobre a nova direcção de Francisco, Bento não fez nada para encorajar uma "oposição leal" ou para legitimizar dissidências ao novo regime.

Com efeito, Bento foi da infalibilidade à quase invisibilidade, e inteiramente por escolha própria. Se isto não é um "milagre de humildade numa era de vaidade", para invocar o elogio do Elton John a Francisco na Vanity Fair em Junho, então é difícil de saber o que será.

Num nível mais substancial, algumas das reformas pelas quais Francisco está a receber crédito, incluindo a limpeza das finanças do Vaticano e a sua política de "tolerância zero" aos abusos sexuais, acumulam para a continuação das políticas que já começaram com Bento.

Mesmo se esse não fosse o caso, o ponto principal mantém-se de que o "efeito Francisco" podia ter passado à história sem Bento a dar o passo que nenhum Papa tinha dado em 600 anos -- e, dadas as circunstâncias claramente diferentes, uma pessoa podia argumentar que é um passo que nenhum Papa tinha dado desta forma.

Ninguém questiona isto, Francisco está a abanar a Igreja Católica e a oferecer um novo sopro de vida. Para que conste, no entanto, ele não foi o único dissidente, o único papa revolucionário de 2013».

John L. Allen Jr
Fonte: Senza Pagare

Domingo VIII do Tempo Comum

No próximo Domingo entraremos na última semana antes da Quaresma e como tal, no Evangelho, o Senhor convida e ensina-nos a buscarmos apenas o essencial.

«Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas». Podermos, com isto, considerar que Jesus nos diz para não nos preocuparmos com a vida, com a nossa alimentação… mas não! O Senhor alerta-nos para não nos preocuparmos com desassossego e perturbação com estas coisas que são banais na nossa vida.

O que devemos procurar então em primeiro lugar? O Reino de Deus. Devemos por isso ocupar-nos em caminhar para a santidade, sem nunca nos esquecermos que é o Senhor que nos permite ir caminhando, dia após dia, num constante crescimento e numa constante santificação já neste mundo.

A vida cristã implica normalidade, desta forma, somos convidados por Jesus a viver o dia de hoje no serviço a Deus e aos irmãos. Então, o que vou eu fazer no dia de hoje para viver melhor a caridade, para ser mais generoso, para dar glória a Deus, para buscar a santidade, para dar alegria aos outros e para levá-los ao encontro com Deus

O dia de hoje não se repete, e o Senhor espera que o impregnemos de Amor e de pequenos serviços aos nossos irmãos. Se confiássemos verdadeiramente em Deus e fôssemos capazes de viver a cada dia, não como prisioneiros deste mundo e das suas correntes de paixões, dinheiro, ódio e mesquinhez, saberíamos dizer, tal como o Papa Clemente XI: “quero o que queres, quero porque o queres, quero como o que queres, quero enquanto o quiseres”.

Deixemos de ser servos do dinheiro e escravos de nós mesmos, para servir a Deus com alegria e livres da angústia. Confiemos a nossa vida à protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria, Aquela que desde o primeiro dia soube fazer em tudo e sempre a vontade de Deus, não se preocupando com questões que de certo nos afectariam e procuremos imitá-la, seguindo o seu exemplo de vida e de desprendimento do mundo.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Meu Senhor, eu Vos amo - CEC II, p. 46-47 [partitura]
Salmo: Só em Deus descansa, ó minha alma [partitura]
Comunhão: Eu estou sempre convosco - OC 101 [partitura]
Pós-Comunhão: O Reino de Deus é um reino de Paz - Taizé - [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - A. Cartageno - [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
OC - Orar Cantando

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A Fé da Igreja


A Fé da Igreja não é uma realidade enferrujada ou fossilizada, como peça de museu. Ela caminhará sempre, fiel às suas origens e aprofundando cada vez mais o mistério de Cristo, nos confrontos com novas realidades.

Quem garante este processo, para que a evolução dos caminhos na Fé não se torne traição e infidelidade à fé confiada uma vez por todas à Igreja? O Espírito da Verdade que Cristo prometeu e deu à Sua Igreja.

E quem é responsável para discernir? O Magistério – os Bispos em comunhão com o Papa - com a autoridade dada por Cristo e a fiel assistência do Santo Espírito. Como podemos ler nos Actos dos Apóstolos: «Pareceu bem ao Espírito Santo, e a nós...»

A fé da Igreja não pode derivar de uma interpretação somente da Bíblia e, muito menos de uma interpretação privada de algum iluminado excêntrico! As Escrituras não foram dadas a uma pessoa privada, mas ao Povo de Deus, que é a Igreja.

A pregação funda-se na Tradição, seja na sua forma escrita (Bíblia), seja na sua forma oral (o complexo da vida de Igreja).

Ora, quem garante esta Tradição é o Espírito Santo e quem a discerne, com autoridade dada por Cristo e a assistência do próprio Espírito, são os Bispos, sucessores dos Apóstolos, em comunhão com o Bispo de Roma, Sucessor de Pedro.

O grande pecado do homem actual é arvorar-se em juiz de Deus: se o modo de agir do Senhor não cabe na minha lógica, então eu descreio e volto-Lhe as costas, abandonando concretamente a Sua Igreja.

Teremos sempre, portanto, que optar entre a soberba de agir do nosso modo, segundo nós mesmos ou a fé de deixarmo-nos guiar pelo Senhor, mesmo quando não compreendemos totalmente os Seus caminhos.

E posso de tal modo expulsar Deus de minha vida que chegue ao ponto de perdê-Lo para sempre. É isto que se chama Inferno: perder a Deus nesta vida e para todo o sempre.

Por isso mesmo a advertência sempre actual das Escrituras: «Buscai o Senhor enquanto está perto; procurai-O enquanto Se deixa encontrar!»

Bispo Auxiliar de Aracaju - Brasil

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carta do Papa Francisco às Famílias

A Santa Sé publicou hoje uma Carta do Papa Francisco às famílias do mundo por ocasião da preparação do Sínodo dos Bispos, marcado para Outubro próximo, no qual serão discutidos e trabalhados os “desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização ”.

Como é do conhecimento geral, para preparar este Sínodo, a Santa Sé enviou em Novembro um inquérito a todas as Conferências Episcopais do mundo, de forma a todos os membros da Igreja, sacerdotes, religiosos e leigos se pudessem manifestar sobre as questões que actualmente se deparam as famílias e de como a Igreja pode ajudar.

Diz o Santo Padre na carta dirigida a todas as famílias do mundo: «O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimónio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa.»

Como desde sempre nos habitou, o Santo Padre pede que toda a Igreja tome consciência da necessidade de oração. Quem não se recorda do seu ‘pedido’ de oração por ele, no dia 13 de Março de 2013, na varanda da Basílica de São Pedro? E por falar no apelo do Santo Padre à oração de todos, de certo nos lembraremos também de como, em Setembro de 2013, também o poder da oração impediu a proliferação da guerra na Síria.

Na carta escrita pelo Papa Francisco na Festa da Apresentação do Senhor, mas só hoje publicada, o Santo Padre refere «que imagem bela (…) um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as acções de solidariedade... Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.»

Para finalizar, o Papa Francisco pede que rezem também por ele, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade e confia as famílias à protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A «Vontade de morrer»


«A Bélgica aprovou na semana passada uma lei que permite que uma criança peça a eutanásia. Não bastava que já existisse uma lei semelhante para os adultos. Agora estendeu-se a lei também às crianças (entenda-se, de facto, aos seus pais). Trata-se de um “direito a morrer”, dizem os defensores da legislação, como se a morte fosse um direito.

A Bélgica poderá ser o primeiro país europeu a fazê-lo. Mas, não tenhamos dúvidas, outros seguirão a “moda”. A vida parece que não vale por si. Parece que só vale se for vivida com todas as condições, todos os confortos, todo o bem-estar: parece que foi a estas realidades que acabámos por reduzir a existência humana. Um destes dias chegaremos a uma lei que autoriza a eutanásia a quem não possuir algumas casas, uma boa conta bancária, e vários aparelhos de TV ou carros de boa marca…

A Europa, incapaz de encontrar em si mesma e no seu modo de vida as razões para viver, cansada de uma vida sem sentido, centrada no ter e no bem-estar, parece preferir morrer. E diz que isto é civilização. Não admira que, depois, não seja capaz de resolver os outros problemas económicos ou sociais que se lhe deparam.

Ao contrário, noutros continentes e noutros países, homens e mulheres, apesar de todas as más condições, apesar de serem tratados quase como escravos (ou de o serem mesmo), lutam pela vida, pela própria vida e pela vida daqueles que mais sofrem, até ao limite das suas forças.

Noutros tempos, ditos primitivos, os leprosos eram obrigados a viver fora da sociedade para não contaminarem o resto da população, mas ninguém ousava provocar-lhes a morte. A medicina ainda não tinha chegado ao saber necessário para os curar, mas a sua vida era sagrada. Hoje regressámos, de facto, ainda mais atrás no que respeita à evolução humana.

Mas, no seio de um continente como a Europa, em que o cristianismo era vivido pela esmagadora maioria da sua população, um dos caminhos que nos fez chegar a esta situação de “vontade de morrer” só pode ter sido o enfraquecimento da própria vida cristã. Para nós, cristãos, a vida é sagrada. Mas será que, de facto, o vivemos assim?»

D. Nuno Brás, in Voz da Verdade

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Memória Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta

No passado dia 20 de Fevereiro a Igreja celebrou a Memória Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, Pastorinhos de Fátima e as duas primeiras crianças não mártires beatificadas na história da Igreja.

No Santuário de Fátima esta celebração teve um carácter muito especial e festivo uma vez que estas duas crianças foram os protagonistas da Mensagem que Nossa Senhora veio trazer à Humanidade em 1917. Os beatos Francisco e Jacinta Marto souberam, nas suas curtas vidas, ser verdadeiros adoradores e reparadores dos Corações de Jesus e de Maria, tão ofendidos pelos pecados dos Homens, sendo por isso um exemplo de vida e de santidade para cada um de nós.

Na noite de 19, véspera litúrgica desta celebração, foi recitado o Terço na Capelinha das Aparições, tendo como textos de meditação em cada mistério as Memórias da Irmã Lúcia. Durante o Terço, foi possível meditar na forma como estas duas pequenas crianças amavam tanto Nosso Senhor e em tudo O procuravam reparar e consolar pelos pecados cometidos pela Humanidade.

Alguns elementos da JMV Sobreiro estiveram presentes neste Terço que terminou com uma procissão até à Basílica de Nossa Senhora do Rosário, dentro da qual estão sepultados os beatos Francisco e Jacinta. 

Após um momento de oração, enquanto o coro entoava a Ladainha aos Pastorinhos, os peregrinos puderam ir junto dos túmulos destas duas crianças para rezar.

No dia 20, a data do falecimento da Jacinta e por sua vez o dia litúrgico destes dois beatos, foi novamente recitado o Terço na Capelinha das Aparições, seguido de Missa na Basílica da Santíssima Trindade.

Este ano foi possível ter nas celebrações do Santuário dois ícones dos videntes, um trabalho artístico realizado em Itália, da autoria do Padre Marko Ivan Rupnik, autor do mosaico colocado na parede de fundo do presbitério da Basílica da Santíssima Trindade.

Na Missa, celebrada na Basílica da Santíssima Trindade, o Bispo de Leiria-Fátima - D. António Marto - confiou a diocese à protecção dos Beatos Francisco e Jacinta Marto e deu uma bênção especial às crianças presentes nesta Eucaristia.

Por cá, a JMV Sobreiro não quis deixar o dia passar despercebido, como tal esteve presente na Missa das 18h00 na Basílica de Mafra, na qual colaborou nas leituras e no canto desta celebração, tendo de seguida conduzido o Terço na Capela do Sobreiro. Agradecemos desde já a amabilidade com que o Padre Luís nos recebeu e possibilitou que cantássemos na Eucaristia da Basília.

Também nós confiamos o trabalho e a oração destes dias aos Beatos Francisco e Jacinta, oferecendo os sacrifícios feitos em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Domingo VII do Tempo Comum


«Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos 
e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus».

Podemos dizer que estas palavras de Jesus são o centro de toda a Liturgia deste VII Domingo do Tempo Comum. O Senhor convida-nos a amar a todos, sem nenhuma discriminação; a sermos santos como Ele é santo!

Diante da lei de Talião, Jesus estabelece novas bases: o amor e o perdão das ofensas. Ele não nos ensina a sermos frouxos, convida-nos antes praticar a mansidão, a não usar de violência e a procurar o bem da pessoa que a prejudicou.

São 'difíceis' as palavras de Jesus neste Domingo! Jesus pede-nos para ir mais além do que estamos habituados; diz-nos para darmos a outra face, algo que na nossa pequenez é tão difícil de praticar.

O Senhor não pregou esta doutrina somente por palavras, mas também com o Seu exemplo. Do alto da cruz, depois de crucificado, pronuncia uma expressão que prova como aquilo que Ele ensinou, viveu até ao fim: «Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem».

Devemos pois, viver a caridade com aqueles que nos tratam mal, que nos difamam e roubam a honra, que procuram prejudicar-nos.

Um Santo relativamente recente, São José Maria Escrivá, diz-nos que: “Mais do que em 'dar', a caridade está em 'compreender'.  O que nós fazemos para compreender aqueles que se dizem nossos inimigos? Será que nós pensamos que essas pessoas, muitas das vezes, agem de má fé apenas porque têm fome de Deus?

Não olhemos as pessoas de cima, como se fossem inferiores a nós! A caridade exige de nós o contrário: colocar-nos ao serviço deles, ver as qualidades que o outro tem e procurar compreendê-lo, de forma a encaminha-lo para o bem.

Que bom é saber amar, saber perdoar, saber compreender. É verdade que Jesus foi crucificado por amar e também é verdade que talvez sejamos crucificados por amar. A Igreja ensina-nos o sentido último do sofrimento porque tem o seu modelo em Cristo, o justo sofredor que morre perdoando os inimigos e os liberta das suas dores.

Que o Senhor nos conceda a graça de acolhermos a essência do Seu ensinamento: o Amor. Peçamos ao Senhor que nos ajude a sermos cada vez melhores cristãos e a saber amar não só aqueles que nos amam mas também aqueles que nos odeiam.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Deus vive na Sua morada santa - NCT 219 [partitura]
Salmo: O Senhor é clemente [partitura]
Comunhão: Eu sou o Pão Vivo - NCT 263 [partitura]
Pós-Comunhão: Se vos amardes uns aos outros - NCT 264  [partitura]
Final: O Templo de Deus é santo - CPD 383 [partitura]


NCT - Novo Cantemos Todos
CPD - Canta Povo de Deus


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pastorinhos de Maria, rogai por nós!



Jacinta e Francisco, Pastorinhos de Fátima, 
queremos aprender convosco o caminho 
que nos leva a uma vida de verdadeira união com Jesus.

Ensina-nos Jacinta, a amar os outros com todo o nosso coração,
a reconhecer neles o Amor de Deus 
e a dar a vida para que nenhum se perca.
Ensina-nos a desejar tão intensamente como tu 
a conversão dos pecadores,
a começar por cada um de nós.

Ensina-nos, Francisco, o teu enorme amor,
 fiel e silencioso, por Jesus.
Faz-nos desejar cada vez mais a sua companhia na oração 
e identificar-noscom a dor do seu Coração 
ferido pela ingratidão dos homens.


Pastorinhos de Fátima, pela vossa mão queremos entrar cada vez mais 
no coração de Maria,  nosso refúgio, que nos há de conduzir até Deus. 
Ámen.




Esquema de oração para Rezar com os Pastorinhos

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Francisco e Jacinta, duas candeias que Deus acendeu

A Igreja vai assinalar amanhã a festa litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, Pastorinhos de Fátima. No Santuário, os dias de hoje e de amanhã vão celebrar estas duas crianças com momentos de oração e de reflexão, num momento em que se espera pela sua canonização.

«Para a canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto é necessária a nossa oração: oração para que, se for essa a vontade de Deus, seja reconhecido um milagre que permita a sua canonização», escreve o Reitor do Santuário, Padre Carlos Cabecinhas, no editorial da edição deste mês da ‘Voz da Fátima’.

Segundo ele «isto não significa que a santidade dependa de milagres; significa apenas que a Igreja exige esse sinal, porque uma das dimensões da função dos santos na vida da Igreja é a intercessão».

«Celebremos festivamente os Beatos Francisco e Jacinta Marto, deixemo-nos estimular pelo exemplo das suas tão breves mas tão intensas vidas e não nos esqueçamos de pedir ao Senhor a sua canonização e de invocar a sua intercessão por nós», acrescenta o sacerdote.

O processo foi iniciado oficialmente em 1952 e levou à beatificação dos dois irmãos em Fátima, a 13 de maio de 2000, numa celebração presidida pelo Papa João Paulo II.

Desde esse ano, até 1979, decorreu a fase diocesana do processo de beatificação, altura em que foi entregue na Congregação dos Santos, no Vaticano, numa altura em que «não eram possíveis processos de canonização de crianças de tão tenra idade que não fossem mártires».

«Também nisto, os Pastorinhos fizeram história», escreve o Reitor do Santuário de Fátima.

A festa litúrgica de Francisco e Jacinta Marto é celebrada anualmente a 20 de Fevereiro, no aniversário da morte da Beata Jacinta.

Em Fátima, as celebrações começam às 21h30 de hoje, com a recitação do Terço, na Capelinha das Aparições, seguindo-se a procissão e oração na Basílica de Nossa Senhora do  Rosário, onde estão os túmulos com os restos mortais dos dois Beatos.

Para amanhã está prevista nova recitação do Terço às 10h00, e procissão para a Basílica da Santíssima Trindade, com os ícones dos Pastorinhos e Missa, às 11h00, com a bênção das crianças.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Convívio do Idoso - JMV Achada e JMV Sobreiro

No passado Domingo, dia 16 de Fevereiro a JMV Achada e a JMV Sobreiro uniram-se para levar a efeito o "Encontro do Idoso" por ocasião do Dia Mundial do Doente, no Salão Polivalente do Sobreiro.

Esta actividade foi proposta pelo sector da Caridade da JMV Achada ao grupo do Sobreiro e desde logo nos disponibilizamos para colaborar com os nossos amigos, de forma a organizar um momento de convívio para os mais velhos destas duas comunidades.

Foram cerca de 40 pessoas que se juntaram a estes dois grupos para passar uma tarde diferente, com muita música, animação, danças e convívio.

Apesar de haver uma grande diferença de idades entre os jovens e idosos que se juntaram a nós, com o "à vontade" de alguns elementos da JMV Achada, depressa se 'quebrou o gelo' que existia entre os presentes, e assim começou a dança.

Os idosos e os jovens juntaram-se aos pares e jogaram ao tradicional Jogo da Cadeira. Foi um momento de muita animação, partilha e também de algum exercício físico.

Seguiu-se um lanche convívio preparado pelos jovens destas duas comunidades e um momento para os mais velhos poderem contar histórias da sua juventude e testemunhar como, no seu tempo de juventude, também eles se dedicavam a obras de caridade.

Tal como dizíamos quando publicitámos o evento na página do Facebook da JMV Sobreiro, confiamos os bons frutos desta actividade à intercessão de Nossa Senhora das Graças e de São Vicente de Paulo.

A JMV Sobreiro agradece desde já o convite feito pelo grupo da Achada e a cedência do Salão Polivalente do Sobreiro por parte da Liga dos Amigos do Sobreiro. Fica o desafio de num próximo ano se repetir uma actividade do género, procurando juntar mais idosos e mais jovens.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia de São Valentim com o Santo Padre

No dia de São Valentim - [santo Mártir do séc. IV] - o Santo Padre Francisco esteve reunido com milhares de jovens noivos na Praça de São Pedro, para rezar e falar da vida conjugal, da importância do Matrimónio, das dificuldades que atingem a família nos dias de hoje, mas também das alegrias que devem fazer parte das Famílias Cristãs.
 
No início, o Papa colocou a pergunta: «É possível amar para sempre? Se o amor é só um sentimento, não vai durar! Mas se o amor é uma relação verdadeira de um com o ouro, vai certamente durar. Para sempre!»
 
E mais uma vez, Francisco alerta para o medo que a sociedade tem do definitivo: «Não devemos ceder pela cultura do provisório!»
 
«E como se cura o medo do “para sempre”? Com pequenos passos, compromisso de vos tornardes homens e mulheres maduros na Fé. O medo do “para sempre” cura-se se a vida avança por um caminho espiritual. A oração é sempre necessária: dele por ela, dela por ele e os dois juntos pela família!»
 
Houve depois o testemunho de um casal de namorados que se conheceram nas Jornadas Mundiais da Juventude em Madrid. Disseram ao Papa que nem sempre caminharam com Jesus, mas um dia, após conversa com um Padre Franciscano, começaram a frequentar os Sacramentos. Têm casamento marcado para o próximo Domingo.
 
A estes jovens, o Papa afirmou:
 
«Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, belo e fascinante. Depois das palavras do “Sim”, as vossas vidas devem-se basear nas palavras: “Posso?”, “Obrigado” e “Perdão”. O amor verdadeiro não se impõe com dureza ou agressividade! A outra pessoa é um dom de Deus e aos dons de Deus diz-se: “Obrigado, Senhor!”. Há que saber dar graças para se ir bem na vida matrimonial».
E o Pontífice deu depois um precioso conselho aos jovens noivos:
«Não terminem nunca um dia sem pedirem perdão um ao outro, sem que a paz esteja em vossas casas, na vossa família. Lembrem-se: Nunca terminem um dia sem estarem em paz!»
Por fim, deram testemunho diante do Papa dois jovens que se irão casar no dia 14 de Setembro. Aqui o Papa aproveitou para felicitá-los e advertir:
«O Matrimónio é uma festa: Um festa cristã, não uma festa mundana. É uma festa com Jesus, não com o espírito do mundo! O dia do casamento deve ser especial. Mas os vestidos, as flores, a comida, devem ser sinais das bênçãos e dons de Deus, não o essencial desse dia».
Que estas palavras do Santo Padre ajudem todos os jovens que pensam unir as suas vidas em Matrimónio e que não os faça esquecerem-se do essencial: No Matrimónio, une-se um homem e uma mulher – tornando-se responsáveis um pelo outro - que se entreajudam durante a vida, no caminho até ao Céu.

Domingo VI do Tempo Comum

O Evangelho do VI Domingo do Tempo Comum apresenta-nos Jesus a falar sobre a Lei. Poderia achar-se que Jesus veio abolir a antiga Lei pela qual o povo hebreu regia a sua vida, no entanto o próprio Senhor diz que não vem regular a lei mas sim dar-lhe a sua plenitude.

Depois de ter anunciado os grandes princípios da nova lei, nas bem-aventuranças, Jesus aprofunda o espírito dos mandamentos dados ao povo de Deus por Moisés. Não é só um cumprir material, mas sim dar-lhes o espírito de amor. Não basta, por exemplo, não matar; é preciso também evitar palavras de ressentimento ou de desprezo para com o próximo.

A coerência é, sem dúvida, uma realidade que não pode ser negligenciada por um cristão. Hoje ouve-se muita gente defender a 'liberdade das mulheres' no uso do seu próprio corpo, no entanto, com essa atitude, proíbem outros seres humanos de nascer.

É importante que estejamos atentos à autoridade de Jesus. Quantas vezes procuramos substituir a verdade de Deus pelas supostas “verdades” que afloram nos grandes meios de comunicação?

Diz Jesus: «A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’». O cristão é chamado a ser transparente e simples. Não podemos usar da linguagem do 'nim' muitas vezes usada por cristãos frouxos que se vergam à força do Maligno. Devemos saber dizer sim àquilo que Jesus nos ensina e propõe e não às falácias do Demónio!

E nós, como observamos os Mandamentos? Com o espírito do Antigo Testamento no qual se faziam as coisas por serem lei e por serem obrigatórias ou com um espírito de amor e devoção, tal como Jesus convida no Evangelho deste Domingo?

Porque vamos nós à Missa? Porque é um preceito?


Peçamos a Deus a Graça de vivermos verdadeiramente os Seus mandamentos e termos uma linguagem que seja clara. Que Nossa Senhora, Aquela que escolheu a melhor parte e que soube sempre fazer a vontade de Deus e viver segundo os mandamentos, nos ajude na nossa caminhada terrena a sermos cristãos de verdade, vivendo no Amor de Deus.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Sede a rocha - CEC II 33 [partitura]
Salmo: Ditoso o que anda na lei do Senhor [partitura]
Comunhão: Se cumprirdes os meus mandamentos - OC 231 [partitura]
Pós-Comunhão: Vós sereis meus amigos - NCT 128 [partitura]
Final: Louvai, louvai o Senhor - J. F. Silva [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II

NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

No 9º Aniversário da morte da Irmã Lúcia

«E eu, também vou para o Céu?»

Hoje, 13 de Fevereiro, lembramos a partida para o Céu da Irmã Lúcia, a Vidente de Fátima que ficaria na terra mais algum tempo que os seus primos, Francisco e Jacinta, para fazer conhecer e amar Nossa Senhora.

Na aparição do dia 13 de Junho de 1917, Nossa Senhora disse a Lúcia: «Tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar... Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus» (MIL I, 4ª M, cap. II, nº 4, p. 175).

A vida da Irmã Lúcia assemelhou-se a um rio que, por onde passou, deixou vida. Desde a nascente (Aljustrel), passando por vales estreitos, contornando obstáculos quase intransponíveis, chegou à «barragem» do Carmelo de Coimbra, de onde contemplativamente (e amorosamente) se foi perdendo no Oceano do Amor até se encontrar na plenitude de si mesma em Deus.

Nunca foi água estancada, mas o seu coração esteve sempre em contínuo movimento, empurrado pela força do Amor, oferecendo a sua vida para que Nossa Senhora fosse mais conhecida e amada. Conhecer e amar. Ninguém ama aquilo que não conhece, costuma-se dizer. A vida da Irmã Lúcia não foi vida fácil, mas foi sempre uma vida com um sentido e causas sérias e profundas para se entregar totalmente à vontade de Deus: «De Ti, meu Deus, espero a graça de seguir com fidelidade o que de mim quereis, dar-Te tudo, dar-me toda!» (O meu Caminho, pág 139).

Verdadeiramente, pode aplicar-se à Irmã Lúcia a definição que a Beata Isabel da Trindade fazia da carmelita: «A carmelita é o sacramento de Cristo. Tudo nela O deve dar a nosso Deus Santíssimo, ao Deus crucificado e todo Amor. Mas para assim o dar, é preciso ter-se deixado transformar numa mesma imagem com Ele; necessária a fé que vigia e ora sem cessar; a vontade, tornada enfim cativa e que já não se afasta; um coração verdadeiro, puro, e que se sobressalta à bênção do Mestre» (NI 14).

A Irmã Lúcia viveu 57 anos na Ordem carmelita, a Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Conhecer e amar Nossa Senhora foi a sua missão neste mundo. «Quero que a minha vida seja um rasto de luz que brilha no caminho dos meus irmãos, indicando-lhes a fé, a esperança e a caridade» (O Meu Caminho, III, p. 183). Foi este o caminho que Nossa Senhora lhe ensinou e que a “conduziu até Deus”.

Conhecer e amar Nossa Senhora é uma missão sublime, porque «no tabernáculo do ventre de Maria, Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, permanecerá até ao fim do mundo; no conhecimento e amor da alma fiel, habitará pelos séculos dos séculos».
 
Fonte: Adaptado do Boletim Mensal da Causa de Beatificação da Irmã Lúcia

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Referendo sobre o aborto, sete anos depois

Realizou-se hoje, dia 11 de Fevereiro, na Assembleia da República um colóquio sobre o tema do aborto em Portugal, sete anos depois do referendo que despenalizou e acabou por liberalizar este crime no nosso país.

A JMV Sobreiro esteve presente no colóquio no qual  estiveram presentes, entre muitos cidadãos anónimos e jornalistas, membros da Direcção Geral de Saúde (DGS), membros da Federação Portuguesa pela Vida bem como deputados, médicos e políticos.

Após uma exposição, por parte da DGS dos números que caracterizam o aborto em Portugal, tomou a palavra um membro da Federação Portuguesa pela Vida, tendo afirmado que "o aborto põe em risco a manutenção do país". Com o referendo, pretendia-se "abolir sanções, mas o que acontece na realidade é uma liberalização e consequente banalização do aborto".

Só para termos uma ideia, desde que a lei entrou em vigor, 120 000 bebés não nasceram, por opção da mulher e com o apoio do Estado.

Seguiu-se um depoimento de um Médico Obstetra que questionou a acção da Inspecção Geral de Saúde face à problemática das complicações que continuam a existir, mesmo com o "aborto legal" e deu testemunho do respeito pela liberdade de consciência das mulheres que abortam.

Após um momento em que os presentes puderam colocar questões e debater ideias, a Dra. Isilda Pegado afirmou que "o Estado não pode ser espectador no que toca à vida humana e deve promover a vida, independentemente da decisão que depois a mulher tomar".

Apesar de todos os partidos políticos com assento parlamentar terem sido convidados a estar presentes neste colóquio, apenas o CDS-PP se fez representar, defendendo a vida dos nascituros e a protecção da mesma, ao mesmo tempo que a mulher também deve ser protegida e acompanhada.


Para finalizar, deixamos as palavras da Dra. Isilda Pegado que consideramos serem bastante importantes: 

"A riqueza das nações depende da matéria humana. Portugal precisa de uma cultura de valorização do homem e isto passa pela valorização da vida humana, em todo o seu percurso, desde a concepção".


O dia que mudou a História da Igreja

Faz hoje um ano que o Saudoso Papa Bento XVI anunciou a resignação ao Ministério Petrino num Consistório que ficou marcado pelas lágrimas e espanto de muitos dos cardeais e elementos da Cúria Romana presentes.

Recordemos as palavras do Sumo Pontífice e fixemos-nos na profunda humildade com que foram proferidas:

«Caríssimos Irmãos, convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas- também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. (...) consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, (...) pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20:00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice».

Com estas palavras o Papa Bento XVI, muitas vezes apelidado pela comunicação social de 'autoritário' e 'conservador' mostrava ao mundo a sua grande humildade. Com este acto, muitas dúvidas surgiram, muita tinta correu nos jornais, mas o Santo Padre apenas quis dar à Igreja um novo Pastor, com mais força e vigor.

No site da Canção Nova, surgiu um texto acerca da humildade do Papa Bento XVI sobre o qual vale a pena partilhar e convidar à reflexão:

« Quem diria! (...) Um Papa que na sua infância e adolescência viu os horrores da guerra, foi obrigado a deixar o seminário para alistar-se e, nesse tempo tão doloroso, foi alvo de chacota entre os soldados de Hitler, porque alimentava um imutável e concreto desejo: ser padre.

O Pontífice que ainda cardeal, ao ser chamado por João Paulo II para trabalhar no Vaticano, sentiu a dor de deixar sua terra natal, a ponto de querer expressar visivelmente uma vida de simplicidade e renúncia: "Tudo o que tinha era apenas uma mala, alguns livros e o necessário”, ressaltou.

Um Sumo Pontífice que, ao ver uma criança com cancro numa das suas primeiras catequeses, fez o sinal da cruz também no ursinho que ela tinha nos braços, demonstrando que um Papa também é capaz de se baixar para entrar no universo dos pequeninos.

O Sucessor de Pedro que usou um relógio cobiçado por colecionadores mas que, para ele, tinha um valor que não poderia ser calculado por ninguém: era o relógio da sua irmã, que no leito de morte lhe tinha oferecido esta lembrança.

Ele, apesar de ter feito tanto, não hesitou em sair de cena para que a Igreja pudesse seguir adiante, mesmo que isso lhe custasse a falta de reconhecimento de muitos católicos com falta de memória.

Bento XVI foi alguém que viveu uma humildade muitas vezes não captada pelas potentes câmeras de televisão, mas demonstrou aquilo que, um dia, o apóstolo das nações fez questão de frisar: 'Convém que Cristo cresça e eu diminua'».

Com o coração aberto à solícita protecção de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Sua Mãe, Maria Santíssima, o Papa Bento XVI confiava à um ano atrás  «a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice.»

Confiemos também nós a Santa Igreja à protecção de Maria Santíssima e rezemos, agradecendo o Pontificado do Saudoso Papa Bento XVI e pedindo à Mãe da Igreja que o proteja na sua vida de oração e meditação pela Barca de Pedro.


 Créditos: Mirticeli Medeiros - Canção nova

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

XXII Dia Mundial do Doente

No dia 11 de Fevereiro, Festa de Nossa Senhora de Lourdes, comemora-se o Dia Mundial do Doente, efeméride instituída pelo Papa João Paulo II neste dia, no ano de 1992. Na carta do Papa ao Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, o Papa referia que este dia deve ser visto como «um momento forte de oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade».

Vinte e dois anos depois da instituição desta efeméride, na Mensagem para o Dia Mundial do Doente, o Papa Francisco refere que «a Igreja reconhece em vós, queridos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. É assim: ao lado, aliás, dentro do nosso sofrimento está o de Jesus, que carrega connosco o seu peso e revela o seu sentido. Quando o Filho de Deus subiu à cruz destruiu a solidão do sofrimento e iluminou a sua escuridão. Desta forma somos postos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem: esperança, porque no desígnio de amor de Deus também a noite do sofrimento se abre à luz pascal; e coragem, para enfrentar qualquer adversidade em sua companhia, unidos a Ele».

Esta data comemora-se no dia em que a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora de Lourdes e quem, melhor que a Virgem Maria, para acolher a dor de cada doente e acompanhar a sua enfermidade? Aquela que esteve junto à cruz de Jesus e que O viu sofrer, também Ela está junto de cada doente e de cada um que se predispõe a ir em auxílio dos que mais necessitam.

O Papa Francisco afirma que «para crescer na ternura, na caridade respeitadora e delicada, temos um modelo cristão para o qual dirigir o olhar com segurança. É a Mãe de Jesus e nossa Mãe, atenta à voz de Deus e às necessidades e dificuldades dos seus filhos. Maria, estimulada pela misericórdia divina que nela se faz carne, esquece-se de si mesma e encaminha-se à pressa da Galileia para a Judeia a fim de encontrar e ajudar a sua prima Isabel; intercede junto do seu Filho nas bodas de Caná, quando falta o vinho da festa; leva no seu coração, ao longo da peregrinação da vida, as palavras do velho Simeão que lhe prenunciam uma espada que trespassará a sua alma, e com fortaleza permanece aos pés da Cruz de Jesus. Ela sabe como se percorre este caminho e por isso é a Mãe de todos os doentes e sofredores.»

De facto, ao longo da Sua vida terrena, a Virgem Maria, impelida pelo Amor de Deus, foi em auxílio dos que mais necessitavam. Por isso A saudamos com o título de Auxílio dos Cristãos e Saúde dos Enfermos.
 
Segundo o Papa, «A Ela podemos recorrer confiantes com devoção filial, certos de que nos assistirá e não nos abandonará. É a Mãe do Crucificado Ressuscitado: permanece ao lado das nossas cruzes e acompanha-nos no caminho rumo à ressurreição e à vida plena».

Como jovens Marianos e Vicentinos, somos também nós impelidos pelo Amor de Deus a ir ao encontro dos que mais precisam da nossa ajuda, quer física, quer espiritual. Que bom seria se fossemos capazes de "gastar" um pouco do nosso tempo (muitas vezes ocupado com banalidades ou coisas com pouca importância), e à semelhança da Virgem Maria, visitássemos os doentes e aqueles que precisam de apoio.

Confiamos este dia e as nossas actividades de cariz caritativo à intercessão de Nossa Senhora e de São Vicente de Paulo. Que os patronos da nossa associação nos ajudem a fazermos como o Bom Samaritano e a fazermos presente as palavras do Papa Francisco «quando nos aproximamos com ternura daqueles que precisam de cura, levamos a esperança e o sorriso de Deus às contradições do mundo».



sábado, 8 de fevereiro de 2014

11 de Fevereiro, início da Novena aos Pastorinhos de Fátima

Somos convidados, a partir de dia 11 de Fevereiro até dia 19, a rezar a Novena aos Beatos Francisco e Jacinta - devotos da oração do Terço do Rosário e predilectos de Nossa Senhora. Tal como todas as novenas que a Igreja propõe como devoção popular, tem em vista a preparação espiritual daqueles que se propõem fazê-la até ao dia do Santo ou Beato a quem se está a rezar (20 de Fevereiro - Memória Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto).
 
Os Pastorinhos Francisco e Jacinta passavam muitas horas das suas vidas a rezar o Terço, tal como Nossa Senhora tanto lhes pedira e recomendara. Por isso, é recomendável que durante a novena se reze o Terço todos os dias seguido das orações próprias para cada dia.
 
No guião que disponibilizamos está a Novena aos Beatos Francisco e Jacinta Marto, Pastorinhos de Fátima, no qual está incluída a Ladainha a estas duas pequenas crianças. Parte da sensibilidade de quem se propõe a rezar, recitá-la diariamente ou apenas num dia em especial.
 
Fazemos votos de que ao longo destes nove dias de oração com os Pastorinhos - as primeiras crianças não Mártires beatificadas na História da Igreja - cada um aprofunde a sua devoção a Nossa Senhora e seja fiel transmissor da Mensagem de Fátima.
 
Cantemos alegres, a uma só voz:
Francisco e Jacinta, rogai por nós!
 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Jornada de Oração com Bento XVI e por Bento XVI


Um dia de oração com e por Bento XVI no dia 28 de Fevereiro, quando se comemora o primeiro aniversário da conclusão do seu Pontificado: é a proposta do blog La Vigna del Signore, para recordar o Papa emérito.

«Será um dia de intensa oração por Bento XVI, marcado segundo o horário (aproximado) e as orações rezadas diariamente por ele» -  lê-se na descrição do evento. Cada um pode adaptar o esquema de acordo com suas necessidades e possibilidades. Para aderir, basta clicar aqui.

Os organizadores prepararam um folheto (download gratuito) com os textos de todas as orações litúrgicas do dia, junto a uma oração especial do Terço, com meditações sobre cada mistério, usando textos do Magistério de Bento XVI.


O Dia de Oração com e por Bento XVI:
(Hora de Roma, menos 1 Hora em Portugal)

07:00 – Missa.
07h40 – Oração de Laudes, Ofício de Leituras e Hora Intermédia.
12h00 - Angelus e a Hora Intermédia.
15h00 – Terço do Rosário e Hora intermédia.
18h00-19h00 - Oração de Vésperas.

20h00 do dia 28 de Fevereiro – hora exacta em que, em 2013, o seu Pontificado terminou - convida-se a rezar a oração do “Te Deum”, como acção de graças pelo dom de Bento XVI.

 22h30 – Oração de Completas.


«Embora agora me retire, na oração continuo sempre unido a todos vós
 e tenho a certeza de que também vós estareis unidos a mim, 
apesar de permanecer oculto para o mundo»
Papa Bento XVI - 14.02.2013

«Quero ainda, com o meu coração, o meu amor, com a minha oração, a minha reflexão, 
com todas as minhas forças interiores, trabalhar para o bem comum,
 o bem da Igreja e da humanidade»
Papa Bento XVI - 28.02.2013


Festa das Cinco Chagas do Senhor

A  Igreja em Portugal celebra hoje, 07 de Fevereiro, a Festa das Cinco Chagas do Senhor. Esta Festa Litúrgica, eminentemente Portuguesa, tem uma longa tradição que remonta aos primórdios da nossa nacionalidade. A lusa devoção às 5 Chagas, desde recuados tempos, está presente na nossa bandeira nacional, sendo um dos poucos - senão o mais explícito - símbolo que permaneceu nos mais diversos tempos. A actual bandeira tem ainda presentes as Cinco Chagas de Cristo, que nem o vento do Liberalismo nem a fúria anticlerical da República ousou retirar!

O primeiro acto de adoração às Chagas de Nosso Senhor foi realizado por Maria Santíssima, quando desceram Jesus da Cruz. De São Tomé até aos nossos dias, muitos foram os devotos e propagadores desta belíssima devoção.

Depois de descerem Jesus da cruz e de O colocarem no regaço de Sua bendita Mãe, a Virgem Dolorosa oscula, uma a uma, as Chagas de Seu Filho: a do peito rasgado, as dos divinos pés e mãos. Realiza-se assim o primeiro acto de devoção e adoração às Chagas do Redentor, que iria perpetuar-se por todas as gerações.

Pelos méritos da Paixão de Jesus, da qual resultaram as Santíssimas Chagas, Nossa Senhora foi preservada do pecado original e aos homens de boa vontade abriram-se as portas do Céu. Cinco fontes de graças infinitas, saciando a santidade das almas contemplativas, missionárias e apostólicas, selando a coroa da glória dos mártires e as vitórias de todos os tempos. As Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo são o manancial que nos purifica no Baptismo, nos revivifica na Eucaristia e dá fecundidade a toda a Santa Igreja, nos seus sacramentos.

Alguns santos, como São Francisco de Assis, Santa Gemma Galgani e São Pio de Pietrelcina tiveram a graça de receber os estigmas da Paixão de Cristo. É um modo maravilhoso de Nosso Senhor condecorar alguns daqueles a quem mais ama, na face da terra. É o Seu invisível e puro amor tornado visível nos Seus predilectos, para perpetuar na memória dos homens a bem-aventurança daqueles que acreditam sem terem visto e tocado as Chagas do Senhor, como São Tomé.

A devoção às Chagas de Jesus Cristo (sinais amorosos do Seu oferecimento na cruz e, posteriormente, da Sua glorificação), aperfeiçoa em nós a gratidão, que leva a pagar amor com amor, por Deus e pelos irmãos. Adoremo-las profunda e devotamente neste dia que em Portugal se celebra esta Festa Litúrgica e procuremos agradecer a Nosso Senhor, todos os dias da nossa vida, as graças que são derramadas das Suas Santas e gloriosas Chagas.


Oração às Cinco Chagas do Senhor (disponibilizamos um guião com a Oração às Cinco Chagas)


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