"Raios de Luz"


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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vaticano: Termina o comércio das bênçãos papais

Acabou o negócio das bênçãos apostólicas em pergaminho. A partir de agora, os recém-casados não poderão obter nas lojas o valorizado papel, marcado com o selo da Esmolaria Vaticana, com a bênção do Papa. Terão de solicitar a bênção – a partir de agora este será o único caminho – directamente à Esmolaria Vaticana. Esta dedicará exclusivamente aos pobres o lucro das vendas.

A decisão vem do Papa Francisco (concluindo um processo empreendido há quatro anos por Bento XVI). Isso provocou a insatisfação das dezenas de lojas de lembranças em redor do Vaticano, que se vêem prejudicadas, depois de várias décadas de comércio lucrativo.

Cada pergaminho era vendido (em ocasiões como Baptismos, Comunhões, Matrimónios, etc.) entre 10 e 50 euros (ou até mais), quando, na realidade, o custo original é de menos de 10 euros; e somente esses 10 euros eram devolvidos à Esmolaria Vaticana. Isso permitia aos vendedores do templo obter um lucro de mais de 20 mil euros por mês.

Actualmente, bastam poucos cliques para fazer a petição online da bênção apostólica, motivo pelo qual a colaboração dos intermediários já não é mais necessária.

A vontade do Papa, que quer “uma Igreja pobre para os pobres”, é ajudar sobretudo aos mais carentes. Nos últimos dois meses, graças ao lucro obtido com a comercialização das bênçãos em pergaminho, o seu esmoleiro pôde distribuir 200 mil euros a pessoas em dificuldade, ajudando-as a pagar contas e aluguer.

Ao retomar o monopólio, a Santa Sé espera fazer muito mais que isso.

Para solicitar uma bênção do Papa, basta acessar a Esmolaria Apostólica.

domingo, 8 de junho de 2014

«Senhor, Deus de Paz, escutai a nossa súplica!»


Há menos de duas semanas, pensar em juntar os dirigentes palestiniano e israelita talvez poderia parecer impossível. Mas o Papa conseguiu-o. Desmentindo as informações "seculares" (de que o Papa seria mediador de paz, num contexto político), o Santo Padre confundiu os que não acreditam no poder da oração, dizendo exactamente o que os três homens hoje iam fazer - REZAR.

Sim, rezar. Orações distintas, obviamente, mas lado a lado, com único objectivo: pedir o dom da Paz, reconhecendo que só do Alto, só do Céu é que essa verdadeira paz nos poderá ser dada.

O Papa acredita piamente no poder da oração. Constatamos isso no passado dia 07 de Setembro de 2013, quando o Santo Padre pediu um dia mundial de jejum e oração pela paz na Síria e no Médio Oriente. Alguns elementos da JMV Sobreiro estiveram presentes na Praça de São Pedro e testemunharam o clima de oração e de recolhimento que se viveu naquelas horas todas. As notícias, dois dias depois, não deixam margem para grandes dúvidas…

O que aconteceu hoje só foi possível com a ajuda do Espírito Santo. Depois de tantas negociações diplomáticas, entre os EUA e outras nações, parecia impossível juntar estes dois homens. O Papa conseguiu. Com simplicidade, juntou-os para rezar. Não por acaso, num Domingo de Pentecostes!

E para terminar bem o Tempo Pascal, neste fim de dia do Domingo de Pentecostes, vale a pena parar um pouco e pensar nisto! Aqui ficam algumas palavras do Papa Francisco. Que nos fique na memória e no coração este dia de Pentecostes, em que, juntamente com a Igreja inteira, rezámos pela Paz:

«Ouvimos uma chamada e devemos responder: a chamada a romper a espiral do ódio e da violência, a rompê-la com uma única palavra: «irmão». Mas, para dizer esta palavra, devemos todos levantar os olhos ao Céu e reconhecer-nos filhos de um único Pai. A Ele, no Espírito de Jesus Cristo, me dirijo, pedindo a intercessão da Virgem Maria, filha da Terra Santa e Mãe nossa: Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!»
- Palavras do Papa na íntegra neste link: News.va


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Encontro pela Paz no Médio Oriente

Desenho que expressa o desejo de paz, feito por criança israelita de 11 anos.

No próximo Domingo, 8 de Junho, entre as 18h00 e as 19h15 (hora de Portugal, mais uma em Roma), o Papa Francisco, o presidente israelita Shimon Peres e o presidente palestino Mahmoud Abbas juntar-se-ão pela paz no Médio Oriente.

O encontro, no qual participará também o Patriarca Bartolomeu, terá lugar nos Jardins do Vaticano, num prado protegido por altas sebes vivas, que se encontra entre a Casina Pio IV e o edifício dos Museus do Vaticano.

O director da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou quenão se tratará de um encontro inter-religioso mas sim uma pausa em relação à política, com o convite a olhar para o Alto.

O sentido desta iniciativa encontra-se também no Tweet lançado esta manhã pelo Sumo Pontífice: «A paz é um dom de Deus, mas exige o nosso compromisso. Procuremos ser pessoas de paz com as orações e as acções».

Unamo-nos em oração pela Paz!

Com informações de: Sala de Imprensa da Santa Sé


segunda-feira, 2 de junho de 2014

A cultura do bem-estar ameaça as famílias

«O amor entre os cônjuges deve ser fiel, perseverante e fecundo, de acordo com o modelo do amor de Deus pela Sua Igreja. A fidelidade é como uma luz no casamento. 

A fidelidade do amor. Sempre! A vida matrimonial deve ser perseverante. Senão, o amor não pode continuar. 

Deve haver perseverança no amor, nos momentos bons e nos momentos difíceis, quando há problemas: os problemas com os filhos, problemas económicos, os problemas aqui e ali... Mas o amor persevera, vai em frente, tenta sempre resolver as coisas, para salvar a família. 

Num Matrimónio, a fecundidade pode ser posta à prova quando os filhos não chegam ou estão doentes. Nessas provações, há casais que olham para Jesus e tomam a força da fecundidade que Jesus tem com a Sua Igreja. Enquanto, por outro lado, ele conclui, há coisas que não agradam a Jesus, como os casamentos estéreis por escolha do casal.

Estes Matrimónios não querem os filhos, querem permanecer sem serem fecundos. Esta cultura do bem-estar de há dez anos para trás convenceu-nos que: ‘É melhor não ter filhos! É melhor! Então podes conhecer melhor o mundo, ir de férias, teres uma casa no campo, sem preocupações...

Mas talvez seja melhor - mais confortável - ter um cão , dois gatos, e o amor vai para dois gatos e o cão. Isto é verdade ou não? E no fim da vida, desse casamento virá a velhice na solidão, a amargura da solidão. Isto não é proveitoso, não faz o que Jesus faz com a sua Igreja: torna-a fecunda!»

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa celebra Missa no Cenáculo de Jerusalém

«Todos se encontravam reunidos no mesmo lugar» (Act. 2,1)
Da Homilia do Santo Padre, no mesmo local onde Jesus teve a Sua Última Ceia com os discípulos:

«Um grande dom nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Enquanto vos saúdo com fraterna alegria, desejo dirigir um pensamento afetuoso aos Patriarcas Orientais Católicos que participaram desses dias da minha peregrinação.

Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos. Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em anúncio. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.

[...]

«Isto é o Meu Corpo»
O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado, aquele que me é antipático, aquele que me tira a paciência.

O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas, oferecer tudo em sacrifício espiritual.

O Cenáculo recorda-nos a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus, descobrir no seu coração que Ele é amigo.

O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.

Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.

«Este é o Cálice do Meu Sangue»
O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz entre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande… Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.

Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida. Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos Céus.

Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra!»



domingo, 25 de maio de 2014

Mensagem do Papa para o Dia mundial das Comunicações Sociais

Ler aqui a Mensagem na íntegra

Celebra-se no próximo Domingo, dia 1 de Junho, o 48º Dia mundial das Comunicações Sociais. A Mensagem do Papa para este dia, neste ano, tem como tema: «Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro».

Num mundo que parece tornar-se cada vez menor, graças aos progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação, ainda permanecem divisões escandalosas entre os homens. É o que diz o Papa na mensagem para o 48º Dia mundial das Comunicações Sociais.

Estamos conectados, escreveu o Santo Padre, «sempre mais e a globalização torna-nos interdependentes. Contudo, é suficiente sair pelas ruas das nossas cidades para ver a distância entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres».

Aqui entra em jogo o papel dos meios de comunicação que, segundo o Papa Francisco, realmente «podem ajudar a fazer com que nos sintamos mais próximos uns dos outros, a promover uma autêntica cultura do encontro».

Sobre as novas tecnologias, recorda o Pontífice: «Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos».


domingo, 6 de abril de 2014

Papa oferece milhares de “Evangelhos de bolso”


O Papa Francisco ofereceu milhares de exemplares de um “Evangelho de bolso” aos fiéis que participaram na oração do Angelus, na Praça de São Pedro.

Em comunicado publicado no site do Vaticano, a Santa Sé explica que com este presente, o Papa visa encorajar os fiéis a terem sempre com eles uma cópia dos Evangelhos que possam consultar durante as celebrações, sobretudo para poderem meditar nas leituras do dia que o Papa sublinha nas suas catequeses.

A edição especial é feita pela Santa Sé e não está à venda. Contém os quatro Evangelhos e os Actos dos Apóstolos, abre com uma citação da mais recente exortação apostólica “A Alegria do Evangelho” e contém ainda uma oração de autoria do cardeal Newman. O comunicado da Santa Sé não esclarece se haverá edições em diferentes línguas ou se o “Evangelho de Bolso” será apenas em italiano.

Em Novembro de 2013, numa iniciativa parecida, a Santa Sé distribuiu a todos os presentes uma caixa de remédios chamada “Misericordina”, que continha um terço e uma pagela.


A distribuição dos Evangelhos será feita com o auxílio de voluntários, incluindo cerca de 150 escuteiros, seminaristas e freiras.
Fonte da imagem: Blogue Senza Pagare

terça-feira, 1 de abril de 2014

Papa Francisco critica hipocrisia do formalismo na Igreja


O Papa Francisco lamentou esta terça-feira no Vaticano a existência dentro da Igreja católica de cristãos que vivem «sem entusiasmo, até tristes», tendo voltado a criticar o apego às regras e às leis, em detrimento da acção de Deus, que age quando quer.

Francisco referiu-se particularmente à «doença da acídia», ou seja, à preguiça e desleixo, «comportamento que é paralisante do zelo apostólico, que faz dos cristãos pessoas paradas, tranquilas, mas não no bom sentido da palavra: que não se preocupam em sair para anunciar o Evangelho. Pessoas anestesiadas».

A acídia nas ações, disse o papa na homilia da missa a que presidiu, segundo a Rádio Vaticano, torna-se «espiritual», fazendo dos cristãos «pessoas não luminosas, pessoas negativas»: «Esta é uma doença nossa, dos cristãos».

«[Vamos à missa] todos os domingos mas, dizemos, por favor não incomodar», caricaturou o papa, frisando que os crentes «sem zelo apostólico» não «servem, não fazem bem à Igreja»: «Quantos cristãos são assim, egoístas, para si próprios», disse.

«A vida cristã, a vida desta gente, é ter todos os documentos em ordem, todos os atestados», ironizou, antes de afirmar: «Cristãos hipócritas, como estes. Só se interessam pela formalidade».

Citando o Evangelho de hoje, Francisco lembrou a atitude de Jesus: «As duas palavras cristãs: queres ser curado?; não pecar mais. Mas primeiro, cura-o, e depois diz-lhe “não peques mais”. Palavras ditas com ternura, com amor».


O caminho cristão consiste em aproximar-se das pessoas, «tantas vezes feridas por homens e mulheres da Igreja», e transmitir-lhes «uma palavra de irmão e de irmã: queres ser curado?», antes de dizer: “Não peques mais, que não faz bem”».

quarta-feira, 26 de março de 2014

Papa pede orações pela santificação do Clero

O Papa Francisco pediu hoje no Vaticano as orações de todos os católicos pela santificação de bispos e padres, para que estes reforcem a sua vida espiritual e evitem a mediocridade.

«O bispo que não reza, que não ouve e escuta a Palavra de Deus, que não celebra todos os dias, que não se vai confessar regularmente – o mesmo para o sacerdote que não faz isto – acaba por perder a união com Jesus e caem numa mediocridade que não faz bem à Igreja», declarou o Santo Padre.

Perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a audiência pública semanal, o Papa pediu em particular as orações dos fiéis pelos sacerdotes «que atravessam dificuldades ou que têm necessidade de redescobrir a frescura da sua vocação».

«Um bispo que não esteja ao serviço da comunidade, não faz bem; um sacerdote, um padre que não esteja ao serviço da sua comunidade não faz bem, está errado» - advertiu Francisco.

Francisco pediu que os padres tenham um «amor apaixonado pela Igreja» e evitem a tentação de considerar a comunidade como «propriedade sua, mas do Senhor»:

“Quando não se alimenta o ministério ordenado com a oração, a escuta da Palavra, a celebração quotidiana da Eucaristia e a recepção frequente do Sacramento da Penitência, acaba por se perder o sentido autêntico do próprio serviço e a alegria que deriva de uma profunda comunhão com o Senhor».

A audiência concluiu-se já debaixo de chuva, com o Papa a elogiar a coragem dos que se mantiveram na Praça de São Pedro até ao fim:


«Obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações!»

quinta-feira, 13 de março de 2014

Papa Francisco - Um ano de Pontificado

Assinala-se hoje o primeiro aniversário da eleição do Papa Francisco. Às 19h05 (18h05 em Portugal) do dia 13 de Março do ano passado, a chaminé da Capela Sistina lançou o fumo branco, anunciando que o Sucessor de Bento XVI estava escolhido.

Nesse fim-de-tarde, o mundo conhecia o nome e a cara do novo sucessor de São Pedro. Pouco depois, o Cardeal Jean Louis Tauran vinha à varanda da Basílica vaticana pronunciar as famosas palavras: ‘Habemus Papam!’, diante de milhares de peregrinos ali reunidos. E anunciava o seu nome ao mundo: ‘Francisco’.
As novidades começaram logo pelo nome. Nunca na História da Igreja um Papa escolhera o nome do Santo de Assis. Também nunca se tinha elegido um Papa de tão longe, ‘do fim do mundo’ – como o próprio Papa Francisco disse na sua primeira bênção Urbi et Orbi, nessa mesma noite.
Mas as novidades deste Papa não se ficaram por aí. As suas declarações imediatas, as entrevistas, os seus gestos e palavras mostraram que a Igreja iniciava uma nova fase de remodelação e renovação. Uma renovação desejada e iniciada já com Bento XVI, mas que precisava de nova força e vigor que, na sua humildade, o Sumo Pontífice agora emérito tinha reconhecido já não possuir.
Num ano, o Papa Francisco habituou-nos à sua postura simples e às suas palavras também simples, com termos familiares para serem percebidas por todos. Não sendo sempre bem compreendido, houve e haverá sempre quem se aproveite da sua abertura, simplicidade e espontaneidade para fazer de Francisco um Papa à medida do mundo.
Os agentes destas deturpações fazem, no entanto e curiosamente, “ouvidos moucos” quando o Papa que elogiam diz claramente que: “com o mundo e com Satanás não se pode dialogar”, “eu sou filho da Igreja” ou que, por exemplo, o aborto seja “um assunto sujeito a supostas reformas ou «modernizações”.
No fundo, o Papa tenta usar a sua popularidade e o seu carisma particular para transmitir a Doutrina de sempre da Igreja - a mesma que foi, é e sempre será incómoda para o mundo: denunciar o pecado, usando de misericórdia para o pecador, alertar para as tentações do Demónio, criticar as injustiças sociais, fruto de ideologias perversas e renovar espiritualmente os Ministros da Igreja, alertando constantemente para a necessidade santificação dos sacerdotes.
Ajudemo-lo nesta missão que Deus lhe confiou e peçamos a Deus que Francisco não seja o Papa que nós desejamos, mas o Papa que o próprio Deus deseja para as necessidades da Sua Igreja!

domingo, 9 de março de 2014

Papa Francisco: resistir à mentalidade mundana

Na sua alocução semanal, por ocasião da oração do Angelus, o Papa Francisco convidou os cristãos a resistir às tentações do poder e da mentalidade mundana, numa reflexão sobre o evangelho de hoje no qual Jesus trava um duelo contra as tentações do Demónio.

Diz o Papa que «Jesus recusa decididamente todas estas tentações e reafirma a firme vontade de seguir o caminho estabelecido com o Pai, sem qualquer cedência ao pecado e à lógica do mundo. Com Satanás não se pode dialogar, porque é muito astuto!».

Na sua breve catequese, o Papa referiu que Jesus ao dizer «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» nos convida lutar contra a mentalidade mundana que rebaixa o homem para o nível das necessidades primárias, fazendo-o perder a fome do que é verdadeiro, bom e belo.

«Temos de desfazer-nos dos ídolos, das coisas vãs, e construir a nossa vida sobre o essencial», referiu ainda o Papa Francisco, convidando por fim todos os presentes a renunciarem a Satanás e às suas seduções.

Iniciam-se hoje os exercícios espirituais do Santo Padre e da Cúria Romana. Rezemos por todos eles, para que o Senhor os livre sempre das tentações deste mundo e procurem em tudo e sempre serem verdadeiros apóstolos do Evangelho.

domingo, 2 de março de 2014

Papa Francisco pede pela paz na Ucrânia

O Papa Francisco apelou esta manhã, na alocação própria que habitualmente faz todos os Domingos, aquando da Oração do Angelus, pela paz na Ucrânia, tendo pedido que a comunidade internacional ajude a resolver uma “situação delicada” que se vive naquela nação:

«Caros irmãos e irmãs, peço-vos que continuem a rezar pela Ucrânia, que está a ainda a viver uma situação delicada. Ao desejar que todas as partes do país se empenhem para superar as incompreensões e construir em conjunto o futuro da nação, dirijo à comunidade internacional um forte apelo para que apoie todas as iniciativas em favor do diálogo e da concórdia».

O apelo surge após o aumento das tensões por causa da situação na Crimeia, república autónoma ucraniana pró-russa do sul, e de uma eventual intervenção militar da Rússia na Ucrânia, depois da destituição, a 22 de fevereiro, do presidente ucraniano Viktor Ianukovich.

Segundo o Papa, « a humanidade tem necessidade de justiça, de reconciliação, de paz, e apenas os poderá ter voltando para Deus, que é a sua fonte, de todo o coração». A propósito do Evangelho deste Domingo, o Santo Padre afirmou ainda que «nunca haverá justiça, enquanto cada pessoa procurar acumular para si».

Tendo no nosso coração o pedido do Papa Francisco para que rezemos pela Paz naquela nação, rezemos a Nossa Senhora, Rainha da Paz:

Ó Rainha do Santíssimo Rosário,
Auxilio dos cristãos, refúgio do género humano
e vencedora de todas as batalhas de Deus!

Vós, ó Mãe de misericórdia,
consegui-nos de Deus a paz;
e as graças que podem converter os corações,
as graças que reparam, conciliam e asseguram a paz.

Santa Rainha da Paz, rogai por nós
e dai ao mundo em guerra a paz por quem suspiram os povos,
a paz na verdade, na justiça e na caridade de Cristo.

Dai a paz das armas e a paz das almas,
para que, na tranquilidade do mundo,
se dilate o Reino de Deus.

Dai a paz aos povos separados pelo erro ou a discórdia,
especialmente a aqueles que vos professam singular devoção.

Nossa Mãe e Rainha do Mundo,
Que o Vosso amor e auxílio acelerem o triunfo do Reino de Deus,
e que todas as nações, em paz entre si e com Deus,
Vos proclamem Bem-Aventurada e entoem convosco,
de um extremo a outro da terra,
o eterno cântico de louvor ao Coração de Jesus,
em quem se pode encontrar a Verdade, a Vida e a Paz.


Excertos do texto de Consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria,
pelo Papa Pio XII a 31 de Outubro de 1942

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Papa Bento XVI: da infalibilidade à invisibilidade

«Apesar das imagens de Francisco como um dissidente, até agora o acto mais revolucionário cometido por um Papa em 2013 veio de Bento XVI sob a forma da sua impressionante decisão de renunciar voluntariamente ao seu cargo. O facto às vezes perdido entre a loucura sobre Francisco é o facto de que Bento é na verdade o principal responsável deste drama.

Bento, claro, nunca teve muita sorte no que toca às relações públicas.

Ele entrou no cargo com uma narrativa pré-fabricada sobre ser o "Rottweiler de Deus" e o "executor do Vaticano" e nunca foi verdadeiramente capaz de se livrar disso. Em termos de opinião pública, a diferença entre Bento e Francisco é talvez melhor mostrada assim: Durante Bento, as pessoas assumiam que o que quer que não gostassem sobre a Igreja era por causa do Papa; agora tendem a pensar que é apesar do Papa.

Como resultado, a tendência é caracterizar Bento e Francisco quase como matéria e antimatéria - tradição vs. inovação, dogmatismo vs. compaixão, etc. Independentemente do mérito discutível destas percepções, o que elas ignoram é que Francisco não teria existido sem a decisão de Bento de se pôr de lado.

Igualmente notável é o modo como ele lidou com a sua partida. No seu último discurso aos cardeais em 28 de Fevereiro, Bento prometeu "incondicional reverência e obediência" ao seu sucessor e tem mantido a sua parte do acordo. Para além de uma carta privada enviada a um ateu italiano que foi divulgada pelo receptor, Bento apenas foi visto ou ouvido em público quando Francisco apareceu para o chamar ou convidar para algo.

Apesar dos rumores bem documentados entre alguns sobre a nova direcção de Francisco, Bento não fez nada para encorajar uma "oposição leal" ou para legitimizar dissidências ao novo regime.

Com efeito, Bento foi da infalibilidade à quase invisibilidade, e inteiramente por escolha própria. Se isto não é um "milagre de humildade numa era de vaidade", para invocar o elogio do Elton John a Francisco na Vanity Fair em Junho, então é difícil de saber o que será.

Num nível mais substancial, algumas das reformas pelas quais Francisco está a receber crédito, incluindo a limpeza das finanças do Vaticano e a sua política de "tolerância zero" aos abusos sexuais, acumulam para a continuação das políticas que já começaram com Bento.

Mesmo se esse não fosse o caso, o ponto principal mantém-se de que o "efeito Francisco" podia ter passado à história sem Bento a dar o passo que nenhum Papa tinha dado em 600 anos -- e, dadas as circunstâncias claramente diferentes, uma pessoa podia argumentar que é um passo que nenhum Papa tinha dado desta forma.

Ninguém questiona isto, Francisco está a abanar a Igreja Católica e a oferecer um novo sopro de vida. Para que conste, no entanto, ele não foi o único dissidente, o único papa revolucionário de 2013».

John L. Allen Jr
Fonte: Senza Pagare

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carta do Papa Francisco às Famílias

A Santa Sé publicou hoje uma Carta do Papa Francisco às famílias do mundo por ocasião da preparação do Sínodo dos Bispos, marcado para Outubro próximo, no qual serão discutidos e trabalhados os “desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização ”.

Como é do conhecimento geral, para preparar este Sínodo, a Santa Sé enviou em Novembro um inquérito a todas as Conferências Episcopais do mundo, de forma a todos os membros da Igreja, sacerdotes, religiosos e leigos se pudessem manifestar sobre as questões que actualmente se deparam as famílias e de como a Igreja pode ajudar.

Diz o Santo Padre na carta dirigida a todas as famílias do mundo: «O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimónio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa.»

Como desde sempre nos habitou, o Santo Padre pede que toda a Igreja tome consciência da necessidade de oração. Quem não se recorda do seu ‘pedido’ de oração por ele, no dia 13 de Março de 2013, na varanda da Basílica de São Pedro? E por falar no apelo do Santo Padre à oração de todos, de certo nos lembraremos também de como, em Setembro de 2013, também o poder da oração impediu a proliferação da guerra na Síria.

Na carta escrita pelo Papa Francisco na Festa da Apresentação do Senhor, mas só hoje publicada, o Santo Padre refere «que imagem bela (…) um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as acções de solidariedade... Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.»

Para finalizar, o Papa Francisco pede que rezem também por ele, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade e confia as famílias à protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia de São Valentim com o Santo Padre

No dia de São Valentim - [santo Mártir do séc. IV] - o Santo Padre Francisco esteve reunido com milhares de jovens noivos na Praça de São Pedro, para rezar e falar da vida conjugal, da importância do Matrimónio, das dificuldades que atingem a família nos dias de hoje, mas também das alegrias que devem fazer parte das Famílias Cristãs.
 
No início, o Papa colocou a pergunta: «É possível amar para sempre? Se o amor é só um sentimento, não vai durar! Mas se o amor é uma relação verdadeira de um com o ouro, vai certamente durar. Para sempre!»
 
E mais uma vez, Francisco alerta para o medo que a sociedade tem do definitivo: «Não devemos ceder pela cultura do provisório!»
 
«E como se cura o medo do “para sempre”? Com pequenos passos, compromisso de vos tornardes homens e mulheres maduros na Fé. O medo do “para sempre” cura-se se a vida avança por um caminho espiritual. A oração é sempre necessária: dele por ela, dela por ele e os dois juntos pela família!»
 
Houve depois o testemunho de um casal de namorados que se conheceram nas Jornadas Mundiais da Juventude em Madrid. Disseram ao Papa que nem sempre caminharam com Jesus, mas um dia, após conversa com um Padre Franciscano, começaram a frequentar os Sacramentos. Têm casamento marcado para o próximo Domingo.
 
A estes jovens, o Papa afirmou:
 
«Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, belo e fascinante. Depois das palavras do “Sim”, as vossas vidas devem-se basear nas palavras: “Posso?”, “Obrigado” e “Perdão”. O amor verdadeiro não se impõe com dureza ou agressividade! A outra pessoa é um dom de Deus e aos dons de Deus diz-se: “Obrigado, Senhor!”. Há que saber dar graças para se ir bem na vida matrimonial».
E o Pontífice deu depois um precioso conselho aos jovens noivos:
«Não terminem nunca um dia sem pedirem perdão um ao outro, sem que a paz esteja em vossas casas, na vossa família. Lembrem-se: Nunca terminem um dia sem estarem em paz!»
Por fim, deram testemunho diante do Papa dois jovens que se irão casar no dia 14 de Setembro. Aqui o Papa aproveitou para felicitá-los e advertir:
«O Matrimónio é uma festa: Um festa cristã, não uma festa mundana. É uma festa com Jesus, não com o espírito do mundo! O dia do casamento deve ser especial. Mas os vestidos, as flores, a comida, devem ser sinais das bênçãos e dons de Deus, não o essencial desse dia».
Que estas palavras do Santo Padre ajudem todos os jovens que pensam unir as suas vidas em Matrimónio e que não os faça esquecerem-se do essencial: No Matrimónio, une-se um homem e uma mulher – tornando-se responsáveis um pelo outro - que se entreajudam durante a vida, no caminho até ao Céu.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

XXII Dia Mundial do Doente

No dia 11 de Fevereiro, Festa de Nossa Senhora de Lourdes, comemora-se o Dia Mundial do Doente, efeméride instituída pelo Papa João Paulo II neste dia, no ano de 1992. Na carta do Papa ao Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, o Papa referia que este dia deve ser visto como «um momento forte de oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade».

Vinte e dois anos depois da instituição desta efeméride, na Mensagem para o Dia Mundial do Doente, o Papa Francisco refere que «a Igreja reconhece em vós, queridos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. É assim: ao lado, aliás, dentro do nosso sofrimento está o de Jesus, que carrega connosco o seu peso e revela o seu sentido. Quando o Filho de Deus subiu à cruz destruiu a solidão do sofrimento e iluminou a sua escuridão. Desta forma somos postos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem: esperança, porque no desígnio de amor de Deus também a noite do sofrimento se abre à luz pascal; e coragem, para enfrentar qualquer adversidade em sua companhia, unidos a Ele».

Esta data comemora-se no dia em que a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora de Lourdes e quem, melhor que a Virgem Maria, para acolher a dor de cada doente e acompanhar a sua enfermidade? Aquela que esteve junto à cruz de Jesus e que O viu sofrer, também Ela está junto de cada doente e de cada um que se predispõe a ir em auxílio dos que mais necessitam.

O Papa Francisco afirma que «para crescer na ternura, na caridade respeitadora e delicada, temos um modelo cristão para o qual dirigir o olhar com segurança. É a Mãe de Jesus e nossa Mãe, atenta à voz de Deus e às necessidades e dificuldades dos seus filhos. Maria, estimulada pela misericórdia divina que nela se faz carne, esquece-se de si mesma e encaminha-se à pressa da Galileia para a Judeia a fim de encontrar e ajudar a sua prima Isabel; intercede junto do seu Filho nas bodas de Caná, quando falta o vinho da festa; leva no seu coração, ao longo da peregrinação da vida, as palavras do velho Simeão que lhe prenunciam uma espada que trespassará a sua alma, e com fortaleza permanece aos pés da Cruz de Jesus. Ela sabe como se percorre este caminho e por isso é a Mãe de todos os doentes e sofredores.»

De facto, ao longo da Sua vida terrena, a Virgem Maria, impelida pelo Amor de Deus, foi em auxílio dos que mais necessitavam. Por isso A saudamos com o título de Auxílio dos Cristãos e Saúde dos Enfermos.
 
Segundo o Papa, «A Ela podemos recorrer confiantes com devoção filial, certos de que nos assistirá e não nos abandonará. É a Mãe do Crucificado Ressuscitado: permanece ao lado das nossas cruzes e acompanha-nos no caminho rumo à ressurreição e à vida plena».

Como jovens Marianos e Vicentinos, somos também nós impelidos pelo Amor de Deus a ir ao encontro dos que mais precisam da nossa ajuda, quer física, quer espiritual. Que bom seria se fossemos capazes de "gastar" um pouco do nosso tempo (muitas vezes ocupado com banalidades ou coisas com pouca importância), e à semelhança da Virgem Maria, visitássemos os doentes e aqueles que precisam de apoio.

Confiamos este dia e as nossas actividades de cariz caritativo à intercessão de Nossa Senhora e de São Vicente de Paulo. Que os patronos da nossa associação nos ajudem a fazermos como o Bom Samaritano e a fazermos presente as palavras do Papa Francisco «quando nos aproximamos com ternura daqueles que precisam de cura, levamos a esperança e o sorriso de Deus às contradições do mundo».



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mensagem do Papa para a Quaresma

Com o título “Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza”, inspirado numa passagem da segunda carta de São Paulo aos Coríntios, a Mensagem do Papa para a Quaresma hoje divulgada, sublinha que a miséria «não coincide com a pobreza», mas é «a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança».
 
O estilo de Deus não se revela através do poder nem da riqueza do mundo, mas através da fragilidade e da pobreza, para se tornar mais próximo de todos. Faz-Se próximo, consola com ternura e salva - diz o Papa - sublinhando que os cristãos são chamados a imitar Cristo, a ver e a aliviar as misérias dos irmãos.
 
Francisco aponta diferentes tipos de miséria: material, moral e espiritual.
 
A miséria material afecta os que não têm bens de primeira necessidade nem possibilidades de progresso e crescimento cultural. O poder, o luxo e o dinheiro são obstáculos à distribuição equitativa das riquezas. O Papa apelo, por isso, à conversão das consciências, para uma maior justiça, igualdade, sobriedade e partilha.
 
Há também a miséria moral, a dos que são escravos do vício e do pecado – álcool, droga, jogo, pornografia – uma espécie de suicídio que leva à ruína económica e também à miséria espiritual, ou seja, quando nos afastamos de Deus e nos consideramos auto-suficientes.
 
A miséria espiritual atinge-nos quando nos afastamos de Deus e recusamos o Seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. «O Evangelho - diz Francisco - é o antídoto contra a miséria espiritual e o cristão deve levá-lo a todos os ambientes».
 
A Quaresma é um tempo propício para o despojamento e Papa recorda-nos ainda que a verdadeira pobreza dói e desconfia da esmola que não custa nem dói.
 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

«Não se entende um cristão sem a Igreja»

«O cristão não é um baptizado que recebe o baptismo e depois põe-se a caminho na sua estrada. O primeiro fruto do Baptismo é pertencer à  Igreja, povo de Deus. Não se entende um cristão sem a Igreja.
 
E por isso o Papa Paulo VI disse que é uma dicotomia absurda amar Cristo sem a Igreja; ouvir a Cristo, mas não a Igreja; estar com Cristo à margem da Igreja. Não se pode! É uma dicotomia absurda.
 
A mensagem do Evangelho, nós recebemo-la na Igreja e a nossa santidade faz-se na Igreja, o nosso caminho é na Igreja. O resto é uma fantasia, ou uma dicotomia absurda.
 
O "sensus Ecclesiae"  é o sentir , pensar, desejar estar dentro da Igreja. Existem três pilares desta pertença, deste sentir com a Igreja: humildade, obediência e oração.
 
Humildade:
 
Uma pessoa que não é humilde não pode ouvir a Igreja, ouvirá apenas o que gosta. A história da Igreja começou antes de nós e continuará depois de nós. Humildade: somos uma pequena parte de um grande povo, que anda no caminho do Senhor .
 
Fidelidade:
 
O segundo pilar é a fidelidade, que está ligado à obediência. Fidelidade à Igreja e aos seus ensinamentos, fidelidade ao Credo, fidelidade à Doutrina e guardar esta Doutrina. Devemos transmitir a Mensagem do Evangelho como um dom, que não é nosso: é um dom que recebemos. E esta transmissão tem de ser fiel. Porque recebemos e damos um Evangelho que não é nosso, que é de Jesus, e não devemos ser mestres do Evangelho, mestres da Doutrina recebida, para usá-los como quisermos.
 
Oração:
 
O terceiro pilar é um serviço particular: rezar pela Igreja. Como é a nossa oração pela Igreja? Rezamos pela Igreja? Na Missa, todos os dias, sim. Mas e em nossa casa? Quando fazemos nossas orações, rezemos pela Igreja inteira, em todas as partes do mundo.
 
Que o Senhor nos ajudar a ir por este caminho, para aprofundar a nossa pertença à Igreja e o nosso sentir com a Igreja».
 


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mensagem do Papa para o Dia de Oração pelas Vocações

«Vocações, testemunho da Verdade»
 
Foi divulgada na passada quinta-feira a Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que se celebrará no próximo dia 11 de Maio, no IV Domingo do Tempo da Páscoa.
 
«A vocação brota do coração de Deus» e «é um fruto que amadurece no campo bem cultivado do amor recíproco que se torna serviço mútuo, no contexto de uma autêntica vida eclesial, pois nenhuma vocação nasce por si ou vive para si mesma».
 
No Documento, o Pontífice dirige-se em particular a quantos «estão dispostos a pôr-se na escuta da voz de Cristo que ressoa na Igreja, para compreender qual é a sua vocação», convidando, a ouvir e a seguir Jesus, deixando-se «transformar interiormente pelas Suas palavras».
 
O Papa recorda ainda que o próprio Jesus nos adverte: «Muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22)». Estas dificuldades não devem desencorajar o cristão, fazendo-o «optar por vias aparentemente mais confortáveis».
 
Com efeito, acrescenta o Papa Francisco, «a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que Ele, o Senhor, é fiel, e com Ele podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandiosas».
 
O Santo Padre lembra ainda que somos ‘propriedade’ de Deus, «não no sentido da posse que escraviza, mas de um vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece eterno ‘porque o Seu amor é para sempre’».
 
Fonte: News.va 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

«Iniciamos o Ano com Jesus, que vence o Demónio!»

Uma grande multidão acolheu ontem o Papa Francisco, numa visita privada à representação de um presépio ao vivo, na paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, nos arredores de Roma.

«Começamos o ano com Jesus , ele continua connosco e vence o Mal e o Demónio. Rezamos, pedimos por todos, pelas famílias, especialmente pelas crianças que vão nascer e pelos avós, que são a sabedoria!»- disse o Santo Padre.
 
Seguidamente, o Papa cumprimentou e abençoou os paroquianos. À sua espera, estavam mais de 100 crianças, que o acolheram com flores. Então, o Papa dirigiu-lhes algumas perguntas:
- Jesus continua connosco?
- Sim!!
- E o Diabo, permanece connosco?
-Não!!
- Dizei-me: Jesus vence o Diabo?
- Sim!
- E o Diabo pode vencer-nos?
- Não!!
- Vocês são bons, hein?! Parabéns aos catequistas!
O Santo padre elogiou ainda o promotor da iniciativa e após uma oração em forma privada, cumprimentou e abençoou alguns deficientes, doentes e crianças.
Como o próprio Papa exemplifica, não se deve ter medo de falar das verdade de Fé (entre as quais as verdades da existência do Demónio e do Inferno) às crianças!

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