"Raios de Luz"


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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Entrevista exclusiva aos Duques de Bragança - Festa da Família

Durante a Festa da Família, na Jornada Diocesana da Família, além do Patriarca de Lisboa, a JMV Sobreiro teve ainda a oportunidade de falar com os Duques de Bragança, D. Duarte Pio e sua esposa, D. Isabel de Herédia. Aqui fica um resumo dos seus testemunhos:

Qual a importância da família na sociedade actual?

D. Isabel de Herédia: «A Família é a base, a célula, o fundamento da sociedade. É onde aprendemos a ter segurança e onde aprendemos os valores fundamentais que nos regem pelos caminhos da vida. Se perdermos esses valores fundamentais, o mundo torna-se desumano. Nas famílias é que se forma uma sociedade saudável! E uma sociedade saudável é benéfica para os países e para o mundo inteiro».

Porque razão é tão importante defender os valores da Família?

D. Duarte Pio: «É importante haver militância a favor da Família. As forças adversas à família são muito fortes, organizadas e com tanto dinheiro, que tem de haver quem lute e deve haver resistência da nossa parte, senão ficamos dominados por essas forças! Estes eventos são fundamentais para consciencializar as pessoas disto. Dou os parabéns à organização!»

Agradecemos a Suas Altezas Reais a gentileza, simpatia e atenção dispensada para connosco!

domingo, 25 de maio de 2014

Entrevista exclusiva de D. Manuel Clemente - Festa da Família

Na tarde de hoje, na Jornada Diocesana da Família, realizada em Mafra no Jardim do Cerco, tivemos a oportunidade de entrevistar o Patriarca de Lisboa - D. Manuel Clemente a quem começámos por perguntar de que maneira é importante que a sociedade promova os valores da Família:


"O importante - e que vocês compreendem - é perceber que não aparecemos no mundo de uma maneira isolada. Nascemos filhos dos nossos pais e essa realidade familiar tem de nos acompanhar a vida inteira. Daí que a Família seja o valor básico para qualquer sociedade que se queira próxima."

Os casais aqui presentes são testemunho dessa realidade?
"Estes casais que aqui estão, que vão receber uma bênção por fazerem 10, 25, 50 ou mais anos de casados, tiveram todos os problemas que os casais habitualmente têm. Estarem aqui a celebrar esse tempo de matrimónio, significa que os conseguiram ultrapassar com Fé, com Esperança e com Caridade. Mostram-nos hoje que é possível manter esta unidade básica, que é a Família, onde se conjugam gerações. Isto é o suporte de uma sociedade que se queira humana, de convivência e de partilha."

Que mensagem deixa para os jovens?
"Vocês, jovens, mesmo quando da Igreja são chamados a outras vocações, como as religiosas ou os padres, em que não constituimos uma Família natural, levamos para essa outra grande Família de Filhos de Deus, aquilo que em geral aprendemos nas nossas famílias. Isso continua a acompanhar-nos pela vida. Há portanto, aqui uma realidade básica e total que é a Família."


A JMV Sobreiro agradece ao Sr. Patriarca de Lisboa a gentileza e o carinho que, como Pastor da Diocese e, como tal, de nós jovens, dispensou para connosco!

sábado, 17 de maio de 2014

Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Dolorosos


Rezem com a JMV Sobreiro os Mistérios Dolorosos do Rosário.

Esperamos ajudar-vos a cumprir aquilo que Nossa Senhora tanto pediu em Fátima:
  «Quero que rezem o Terço todos os dias!»

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A idosa que nasceu a 13 de Maio de 1917, à mesma hora das aparições

Maria José Martins nasceu no dia 13 de Maio de 1917, precisamente à mesma hora em que ocorreu a primeira aparição em Fátima, uma data que não esquece e que tem relatado ao logo da vida.

«Os meus pais contaram-me sempre que eu nasci precisamente na hora em que Nossa Senhora de Fátima apareceu aos pastorinhos», recordou ontem a idosa, orgulhosa, em declarações à agência Lusa.

Aos 97 anos, Maria José Martins que reside desde 2011 num lar de idosos na sua terra natal, em Amieira do Tejo, no concelho de Nisa (Portalegre), relata que todos os dias se dedica às orações, considerando-se uma mulher “muito devota” e crente em Nossa Senhora de Fátima.

Como nasceu a 13 de Maio de 1917, data em que ocorreu a primeira aparição na Cova da Iria, a idosa explicou que sempre teve curiosidade em saber os pormenores deste acontecimento religioso, recordado que viu com «felicidade um filme sobre o milagre quando era adolescente».

Telma Mendonça é funcionária no lar de idosos de Amieira do Tejo e garante que Maria José Martins participa frequentemente nas missas ou orações que ocorrem naquela casa.

Sobre o facto de a utente ter nascido precisamente naquela data e àquela hora, Telma Mendonça relata que quem não sabe fica surpreendido quando esse facto é abordado.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

«Sou cristã e nunca reneguei a minha fé»

Um tribunal de Cartum condenou ontem uma cristã sudanesa de 27 anos à morte por renegar o Islão, apesar dos apelos de embaixadas ocidentais em defesa da liberdade religiosa da mulher.

A mulher, grávida de oito meses, está actualmente detida com o filho de 20 meses, de acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional, que exigiu a sua libertação imediata.

«Demos um prazo de três dias para que renegasse a sua fé, mas insistiu em não voltar ao Islão. Condeno-a à pena de morte por enforcamento», declarou o juiz Abbas Mohammed al-Khalifa, que tratou sempre a mulher pelo nome de família do pai, um muçulmano.

Meriam Yahia Ibrahim Ishag - o nome cristão da mulher - foi também condenada a 100 chicotadas por ‘adultério’.

Ao ouvir o veredito, a jovem manteve-se impassível.

Durante a audiência, e depois de uma longa intervenção do líder religioso muçulmano, que procurou converter a cristã, a mulher disse calmamente ao juiz: «Sou cristã e nunca reneguei a minha fé». Segundo a imprensa local, a sentença de morte será executada logo nasça a criança.


REZEMOS PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS!

Crisma em Mafra

No passado Domingo, dia 11 de Maio a Paróquia de Mafra recebeu o Exmo. e Revmo. Bispo Auxiliar de Lisboa - D. Nuno Brás - para conferir o Sacramento do Crisma.

«Hoje, aqui, é dia de Pentecostes.»
Foi assim que Sua Ex.a Rev.ma, D. Nuno Brás iniciou a Celebração da Santa Missa no decorrer da qual crismaria 57 cristãos que se quiseram fazer confirmar na Fé da Igreja e que para o mesmo se prepararam ao longo dos últimos 6 meses.

Mais que uma mera Celebração ou uma formalidade para se poder apadrinhar, o Sacramento do Crisma é o culminar de uma etapa de preparação e o início de uma nova vida para cada crismando, uma vida em que cada um é chamado a evangelizar e a espalhar a Boa Nova do Reino de Deus.

Dos 57 crismandos, 4 pertencem ao Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro, 4 elementos que atingiram finalmente a maturidade Cristã e que procuram agora, mais que antes, transmitir a Fé da Igreja Católica às gerações vindouras.

Afortunadamente para os crismandos, esta Celebração ocorreu precisamente naquele que para a Igreja é o Domingo do Bom Pastor, o Domingo em que se celebra O Pastor por excelência que é Cristo, que oferece a vida pela Sua grei. Diz o salmo deste domingo: «Com óleo me perfumais a cabeça / E meu cálice transborda», o óleo de que se fala é o Óleo do Santo Crisma, com que os crismandos são ungidos, composto do azeite que marca onde toca e de bálsamo, porque o cristão deve irradiar «O bom perfume de Cristo».

Realmente, foi dia de Pentecostes em Mafra! O Espírito Santo desceu sobre os crismandos, tal como desceu há 2000 anos sobre os Apóstolos e a Virgem Santa Maria no Cenáculo. Assim, temos a esperança de que tal como há 2000 anos, o Espírito do Senhor faça de cada um dos recém-crismados um Santo.

Um Sacramento, uma Missão, uma Nova Etapa! Foi um grande dia, um dia especial, vivido ao máximo. Foi algo único! Aproximar-me do sucessor dos Apóstolos que estava ali para me confirmar, chegar lá, e de joelhos, sentir o sinal que o Bispo me fez na testa, é a melhor de todas as sensações! Senti que estava pronta para seguir o meu caminho em Igreja. Senti-me em paz! É certo que este Sacramento me deu força para continuar, me deu coragem. Outra coisa que senti, foi que não estava sozinha, tinha alguém a apoiar-me ao meu lado, e tenho a certeza que confiei a missão de me ajudar a crescer ainda mais na Fé a pessoa certa!
Testemunho de Inês Bento (JMV Sobreiro)

«Marco, recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o Dom de Deus.»
Foi com estas palavras, tantas vezes proferidas, mas que são sempre sentidas de modo tão pessoal, que me tornei um adulto na Fé.
Num dia de emoções que culminou com uma Celebração que só acontece uma vez na vida, o dia 11 de Maio ficará, sem dúvida, para sempre na minha memória.
 Testemunho de Marco Batalha (JMV Sobreiro)




quarta-feira, 9 de abril de 2014

Papa pede novamente orações pela Paz na Sìria

Um padre jesuíta holandês, que optou por permanecer na cidade sitiada de Homs para ajudar a população faminta, foi esta semana morto a tiro. Os jesuítas confirmaram ao Catholic News Service que o Pe. Van der Lugt foi espancado e depois baleado com dois tiros na cabeça.

 O Washington Post relata que um atirador mascarado matou o padre dentro de um mosteiro, na zona de al-Bustan Diwan, embora a identidade e o motivo do assassino permaneçam desconhecidas.


Por sua vez, em Roma, o Papa Francisco repetiu hoje o seu apelo pela paz na Síria. Após a Catequese semanal, voltou a falar da necessidade de paz no país tendo em vista o recente assassinato do referido sacerdote:

«O seu brutal assassínio encheu-me de profunda dor e fez-me pensar mais uma vez nas tantas pessoas que sofrem e morrem neste martirizado país, há muito tempo refém de um conflito sangrento, que continua a provocar morte e destruição. Penso também nas inúmeras pessoas sequestradas, cristãos e muçulmanos, sírios e de outros países, entre as quais há bispos e sacerdotes. Peçamos ao Senhor que possam em breve voltar para os seus familiares, para as famílias e comunidades».

O Santo Padre  convidou ainda todos a rezarem pela paz na Síria, assim como ele tem feito. Aos responsáveis sírios e à comunidade internacional, também lançou um apelo:



«Calem as armas, chega de violência! Guerra nunca mais! Chega de destruição! Que o direito humanitário seja respeitado, que a população necessitada de assistência humanitária seja socorrida e se chegue à almejada paz por meio do diálogo e da reconciliação».

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Gerou vida e perdeu a sua

«Não há maior prova de amor do que dar a vida pelo irmão»
Jo 15,13

Elizabeth Joice namorava com Max há dois anos quando, em Setembro de 2010, descobriu que tinha cancro no pulmão. Depois do diagnóstico, a norte-americana queria desistir do tratamento e dar a volta ao mundo com o namorado durante o tempo que lhe restava. A opinião mudou e Elizabeth decidiu lutar pela vida quando foi pedida em casamento por Max. Casaram-se um mês depois.

Após vários tratamentos, a norte-americana esteve três anos livre do cancro e, em Junho de 2013, o casal soube que ia ter um filho. Passado um mês recebeu a notícia de que o tumor tinha voltado. Elizabeth foi operada uma segunda vez mas decidiu renunciar ao tratamento para não prejudicar o bebé.

Dois meses mais cedo do que o previsto, a 23 de Janeiro de 2014, nasceu Lily Anne Joice, uma bebé saudável. No entanto, já era tarde demais para tentar combater o cancro que se tinha espalhado por todo o corpo.


Elizabeth Joice faleceu seis semanas após o nascimento da filha, a 9 de Março deste ano. Max decidiu contar a todo o mundo a história da mulher através de um vídeo e criou um site para arrecadar fundos para contribuir para a educação de Lily.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Papa Francisco critica hipocrisia do formalismo na Igreja


O Papa Francisco lamentou esta terça-feira no Vaticano a existência dentro da Igreja católica de cristãos que vivem «sem entusiasmo, até tristes», tendo voltado a criticar o apego às regras e às leis, em detrimento da acção de Deus, que age quando quer.

Francisco referiu-se particularmente à «doença da acídia», ou seja, à preguiça e desleixo, «comportamento que é paralisante do zelo apostólico, que faz dos cristãos pessoas paradas, tranquilas, mas não no bom sentido da palavra: que não se preocupam em sair para anunciar o Evangelho. Pessoas anestesiadas».

A acídia nas ações, disse o papa na homilia da missa a que presidiu, segundo a Rádio Vaticano, torna-se «espiritual», fazendo dos cristãos «pessoas não luminosas, pessoas negativas»: «Esta é uma doença nossa, dos cristãos».

«[Vamos à missa] todos os domingos mas, dizemos, por favor não incomodar», caricaturou o papa, frisando que os crentes «sem zelo apostólico» não «servem, não fazem bem à Igreja»: «Quantos cristãos são assim, egoístas, para si próprios», disse.

«A vida cristã, a vida desta gente, é ter todos os documentos em ordem, todos os atestados», ironizou, antes de afirmar: «Cristãos hipócritas, como estes. Só se interessam pela formalidade».

Citando o Evangelho de hoje, Francisco lembrou a atitude de Jesus: «As duas palavras cristãs: queres ser curado?; não pecar mais. Mas primeiro, cura-o, e depois diz-lhe “não peques mais”. Palavras ditas com ternura, com amor».


O caminho cristão consiste em aproximar-se das pessoas, «tantas vezes feridas por homens e mulheres da Igreja», e transmitir-lhes «uma palavra de irmão e de irmã: queres ser curado?», antes de dizer: “Não peques mais, que não faz bem”».

segunda-feira, 10 de março de 2014

Jornal 'Raios de Luz' - Nova Edição


Divulgamos hoje, em formato digital,  mais uma edição do Jornal da JMV Sobreiro!

Nesta edição, poderá conhecer muitas das actividades que temos realizado na nossa Paróquia, entre outras novidades da Juventude Mariana Vicentina. Desde o Encontro Sub-16, passando pelas admissões de novos elementos, notícias da Igreja, dicas culinárias e passatempos, há muito para contar!

Para aceder ao nosso jornal na Internet, carregue neste atalho:



Esperemos que gostem!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Papa Bento XVI: da infalibilidade à invisibilidade

«Apesar das imagens de Francisco como um dissidente, até agora o acto mais revolucionário cometido por um Papa em 2013 veio de Bento XVI sob a forma da sua impressionante decisão de renunciar voluntariamente ao seu cargo. O facto às vezes perdido entre a loucura sobre Francisco é o facto de que Bento é na verdade o principal responsável deste drama.

Bento, claro, nunca teve muita sorte no que toca às relações públicas.

Ele entrou no cargo com uma narrativa pré-fabricada sobre ser o "Rottweiler de Deus" e o "executor do Vaticano" e nunca foi verdadeiramente capaz de se livrar disso. Em termos de opinião pública, a diferença entre Bento e Francisco é talvez melhor mostrada assim: Durante Bento, as pessoas assumiam que o que quer que não gostassem sobre a Igreja era por causa do Papa; agora tendem a pensar que é apesar do Papa.

Como resultado, a tendência é caracterizar Bento e Francisco quase como matéria e antimatéria - tradição vs. inovação, dogmatismo vs. compaixão, etc. Independentemente do mérito discutível destas percepções, o que elas ignoram é que Francisco não teria existido sem a decisão de Bento de se pôr de lado.

Igualmente notável é o modo como ele lidou com a sua partida. No seu último discurso aos cardeais em 28 de Fevereiro, Bento prometeu "incondicional reverência e obediência" ao seu sucessor e tem mantido a sua parte do acordo. Para além de uma carta privada enviada a um ateu italiano que foi divulgada pelo receptor, Bento apenas foi visto ou ouvido em público quando Francisco apareceu para o chamar ou convidar para algo.

Apesar dos rumores bem documentados entre alguns sobre a nova direcção de Francisco, Bento não fez nada para encorajar uma "oposição leal" ou para legitimizar dissidências ao novo regime.

Com efeito, Bento foi da infalibilidade à quase invisibilidade, e inteiramente por escolha própria. Se isto não é um "milagre de humildade numa era de vaidade", para invocar o elogio do Elton John a Francisco na Vanity Fair em Junho, então é difícil de saber o que será.

Num nível mais substancial, algumas das reformas pelas quais Francisco está a receber crédito, incluindo a limpeza das finanças do Vaticano e a sua política de "tolerância zero" aos abusos sexuais, acumulam para a continuação das políticas que já começaram com Bento.

Mesmo se esse não fosse o caso, o ponto principal mantém-se de que o "efeito Francisco" podia ter passado à história sem Bento a dar o passo que nenhum Papa tinha dado em 600 anos -- e, dadas as circunstâncias claramente diferentes, uma pessoa podia argumentar que é um passo que nenhum Papa tinha dado desta forma.

Ninguém questiona isto, Francisco está a abanar a Igreja Católica e a oferecer um novo sopro de vida. Para que conste, no entanto, ele não foi o único dissidente, o único papa revolucionário de 2013».

John L. Allen Jr
Fonte: Senza Pagare

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Francisco e Jacinta, duas candeias que Deus acendeu

A Igreja vai assinalar amanhã a festa litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, Pastorinhos de Fátima. No Santuário, os dias de hoje e de amanhã vão celebrar estas duas crianças com momentos de oração e de reflexão, num momento em que se espera pela sua canonização.

«Para a canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto é necessária a nossa oração: oração para que, se for essa a vontade de Deus, seja reconhecido um milagre que permita a sua canonização», escreve o Reitor do Santuário, Padre Carlos Cabecinhas, no editorial da edição deste mês da ‘Voz da Fátima’.

Segundo ele «isto não significa que a santidade dependa de milagres; significa apenas que a Igreja exige esse sinal, porque uma das dimensões da função dos santos na vida da Igreja é a intercessão».

«Celebremos festivamente os Beatos Francisco e Jacinta Marto, deixemo-nos estimular pelo exemplo das suas tão breves mas tão intensas vidas e não nos esqueçamos de pedir ao Senhor a sua canonização e de invocar a sua intercessão por nós», acrescenta o sacerdote.

O processo foi iniciado oficialmente em 1952 e levou à beatificação dos dois irmãos em Fátima, a 13 de maio de 2000, numa celebração presidida pelo Papa João Paulo II.

Desde esse ano, até 1979, decorreu a fase diocesana do processo de beatificação, altura em que foi entregue na Congregação dos Santos, no Vaticano, numa altura em que «não eram possíveis processos de canonização de crianças de tão tenra idade que não fossem mártires».

«Também nisto, os Pastorinhos fizeram história», escreve o Reitor do Santuário de Fátima.

A festa litúrgica de Francisco e Jacinta Marto é celebrada anualmente a 20 de Fevereiro, no aniversário da morte da Beata Jacinta.

Em Fátima, as celebrações começam às 21h30 de hoje, com a recitação do Terço, na Capelinha das Aparições, seguindo-se a procissão e oração na Basílica de Nossa Senhora do  Rosário, onde estão os túmulos com os restos mortais dos dois Beatos.

Para amanhã está prevista nova recitação do Terço às 10h00, e procissão para a Basílica da Santíssima Trindade, com os ícones dos Pastorinhos e Missa, às 11h00, com a bênção das crianças.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Convívio do Idoso - JMV Achada e JMV Sobreiro

No passado Domingo, dia 16 de Fevereiro a JMV Achada e a JMV Sobreiro uniram-se para levar a efeito o "Encontro do Idoso" por ocasião do Dia Mundial do Doente, no Salão Polivalente do Sobreiro.

Esta actividade foi proposta pelo sector da Caridade da JMV Achada ao grupo do Sobreiro e desde logo nos disponibilizamos para colaborar com os nossos amigos, de forma a organizar um momento de convívio para os mais velhos destas duas comunidades.

Foram cerca de 40 pessoas que se juntaram a estes dois grupos para passar uma tarde diferente, com muita música, animação, danças e convívio.

Apesar de haver uma grande diferença de idades entre os jovens e idosos que se juntaram a nós, com o "à vontade" de alguns elementos da JMV Achada, depressa se 'quebrou o gelo' que existia entre os presentes, e assim começou a dança.

Os idosos e os jovens juntaram-se aos pares e jogaram ao tradicional Jogo da Cadeira. Foi um momento de muita animação, partilha e também de algum exercício físico.

Seguiu-se um lanche convívio preparado pelos jovens destas duas comunidades e um momento para os mais velhos poderem contar histórias da sua juventude e testemunhar como, no seu tempo de juventude, também eles se dedicavam a obras de caridade.

Tal como dizíamos quando publicitámos o evento na página do Facebook da JMV Sobreiro, confiamos os bons frutos desta actividade à intercessão de Nossa Senhora das Graças e de São Vicente de Paulo.

A JMV Sobreiro agradece desde já o convite feito pelo grupo da Achada e a cedência do Salão Polivalente do Sobreiro por parte da Liga dos Amigos do Sobreiro. Fica o desafio de num próximo ano se repetir uma actividade do género, procurando juntar mais idosos e mais jovens.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia de São Valentim com o Santo Padre

No dia de São Valentim - [santo Mártir do séc. IV] - o Santo Padre Francisco esteve reunido com milhares de jovens noivos na Praça de São Pedro, para rezar e falar da vida conjugal, da importância do Matrimónio, das dificuldades que atingem a família nos dias de hoje, mas também das alegrias que devem fazer parte das Famílias Cristãs.
 
No início, o Papa colocou a pergunta: «É possível amar para sempre? Se o amor é só um sentimento, não vai durar! Mas se o amor é uma relação verdadeira de um com o ouro, vai certamente durar. Para sempre!»
 
E mais uma vez, Francisco alerta para o medo que a sociedade tem do definitivo: «Não devemos ceder pela cultura do provisório!»
 
«E como se cura o medo do “para sempre”? Com pequenos passos, compromisso de vos tornardes homens e mulheres maduros na Fé. O medo do “para sempre” cura-se se a vida avança por um caminho espiritual. A oração é sempre necessária: dele por ela, dela por ele e os dois juntos pela família!»
 
Houve depois o testemunho de um casal de namorados que se conheceram nas Jornadas Mundiais da Juventude em Madrid. Disseram ao Papa que nem sempre caminharam com Jesus, mas um dia, após conversa com um Padre Franciscano, começaram a frequentar os Sacramentos. Têm casamento marcado para o próximo Domingo.
 
A estes jovens, o Papa afirmou:
 
«Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, belo e fascinante. Depois das palavras do “Sim”, as vossas vidas devem-se basear nas palavras: “Posso?”, “Obrigado” e “Perdão”. O amor verdadeiro não se impõe com dureza ou agressividade! A outra pessoa é um dom de Deus e aos dons de Deus diz-se: “Obrigado, Senhor!”. Há que saber dar graças para se ir bem na vida matrimonial».
E o Pontífice deu depois um precioso conselho aos jovens noivos:
«Não terminem nunca um dia sem pedirem perdão um ao outro, sem que a paz esteja em vossas casas, na vossa família. Lembrem-se: Nunca terminem um dia sem estarem em paz!»
Por fim, deram testemunho diante do Papa dois jovens que se irão casar no dia 14 de Setembro. Aqui o Papa aproveitou para felicitá-los e advertir:
«O Matrimónio é uma festa: Um festa cristã, não uma festa mundana. É uma festa com Jesus, não com o espírito do mundo! O dia do casamento deve ser especial. Mas os vestidos, as flores, a comida, devem ser sinais das bênçãos e dons de Deus, não o essencial desse dia».
Que estas palavras do Santo Padre ajudem todos os jovens que pensam unir as suas vidas em Matrimónio e que não os faça esquecerem-se do essencial: No Matrimónio, une-se um homem e uma mulher – tornando-se responsáveis um pelo outro - que se entreajudam durante a vida, no caminho até ao Céu.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Referendo sobre o aborto, sete anos depois

Realizou-se hoje, dia 11 de Fevereiro, na Assembleia da República um colóquio sobre o tema do aborto em Portugal, sete anos depois do referendo que despenalizou e acabou por liberalizar este crime no nosso país.

A JMV Sobreiro esteve presente no colóquio no qual  estiveram presentes, entre muitos cidadãos anónimos e jornalistas, membros da Direcção Geral de Saúde (DGS), membros da Federação Portuguesa pela Vida bem como deputados, médicos e políticos.

Após uma exposição, por parte da DGS dos números que caracterizam o aborto em Portugal, tomou a palavra um membro da Federação Portuguesa pela Vida, tendo afirmado que "o aborto põe em risco a manutenção do país". Com o referendo, pretendia-se "abolir sanções, mas o que acontece na realidade é uma liberalização e consequente banalização do aborto".

Só para termos uma ideia, desde que a lei entrou em vigor, 120 000 bebés não nasceram, por opção da mulher e com o apoio do Estado.

Seguiu-se um depoimento de um Médico Obstetra que questionou a acção da Inspecção Geral de Saúde face à problemática das complicações que continuam a existir, mesmo com o "aborto legal" e deu testemunho do respeito pela liberdade de consciência das mulheres que abortam.

Após um momento em que os presentes puderam colocar questões e debater ideias, a Dra. Isilda Pegado afirmou que "o Estado não pode ser espectador no que toca à vida humana e deve promover a vida, independentemente da decisão que depois a mulher tomar".

Apesar de todos os partidos políticos com assento parlamentar terem sido convidados a estar presentes neste colóquio, apenas o CDS-PP se fez representar, defendendo a vida dos nascituros e a protecção da mesma, ao mesmo tempo que a mulher também deve ser protegida e acompanhada.


Para finalizar, deixamos as palavras da Dra. Isilda Pegado que consideramos serem bastante importantes: 

"A riqueza das nações depende da matéria humana. Portugal precisa de uma cultura de valorização do homem e isto passa pela valorização da vida humana, em todo o seu percurso, desde a concepção".


O dia que mudou a História da Igreja

Faz hoje um ano que o Saudoso Papa Bento XVI anunciou a resignação ao Ministério Petrino num Consistório que ficou marcado pelas lágrimas e espanto de muitos dos cardeais e elementos da Cúria Romana presentes.

Recordemos as palavras do Sumo Pontífice e fixemos-nos na profunda humildade com que foram proferidas:

«Caríssimos Irmãos, convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas- também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. (...) consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, (...) pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20:00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice».

Com estas palavras o Papa Bento XVI, muitas vezes apelidado pela comunicação social de 'autoritário' e 'conservador' mostrava ao mundo a sua grande humildade. Com este acto, muitas dúvidas surgiram, muita tinta correu nos jornais, mas o Santo Padre apenas quis dar à Igreja um novo Pastor, com mais força e vigor.

No site da Canção Nova, surgiu um texto acerca da humildade do Papa Bento XVI sobre o qual vale a pena partilhar e convidar à reflexão:

« Quem diria! (...) Um Papa que na sua infância e adolescência viu os horrores da guerra, foi obrigado a deixar o seminário para alistar-se e, nesse tempo tão doloroso, foi alvo de chacota entre os soldados de Hitler, porque alimentava um imutável e concreto desejo: ser padre.

O Pontífice que ainda cardeal, ao ser chamado por João Paulo II para trabalhar no Vaticano, sentiu a dor de deixar sua terra natal, a ponto de querer expressar visivelmente uma vida de simplicidade e renúncia: "Tudo o que tinha era apenas uma mala, alguns livros e o necessário”, ressaltou.

Um Sumo Pontífice que, ao ver uma criança com cancro numa das suas primeiras catequeses, fez o sinal da cruz também no ursinho que ela tinha nos braços, demonstrando que um Papa também é capaz de se baixar para entrar no universo dos pequeninos.

O Sucessor de Pedro que usou um relógio cobiçado por colecionadores mas que, para ele, tinha um valor que não poderia ser calculado por ninguém: era o relógio da sua irmã, que no leito de morte lhe tinha oferecido esta lembrança.

Ele, apesar de ter feito tanto, não hesitou em sair de cena para que a Igreja pudesse seguir adiante, mesmo que isso lhe custasse a falta de reconhecimento de muitos católicos com falta de memória.

Bento XVI foi alguém que viveu uma humildade muitas vezes não captada pelas potentes câmeras de televisão, mas demonstrou aquilo que, um dia, o apóstolo das nações fez questão de frisar: 'Convém que Cristo cresça e eu diminua'».

Com o coração aberto à solícita protecção de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Sua Mãe, Maria Santíssima, o Papa Bento XVI confiava à um ano atrás  «a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice.»

Confiemos também nós a Santa Igreja à protecção de Maria Santíssima e rezemos, agradecendo o Pontificado do Saudoso Papa Bento XVI e pedindo à Mãe da Igreja que o proteja na sua vida de oração e meditação pela Barca de Pedro.


 Créditos: Mirticeli Medeiros - Canção nova

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

São João Bosco, Pai e Mestre da Juventude

A Igreja celebra hoje a Memória Litúrgica de São João Bosco (Dom Bosco), um sacerdote que viveu entre 1815 e 1888 e foi considerado Pai e Mestre da juventude.
 
Foi um místico, que tinha vários sonhos, nos quais lhe foram reveladas algumas verdades de Fé (como a visão do Céu e do Inferno) e até mesmo profecias para a o mundo e para a Igreja. Um dos sonhos mais conhecidos de São João Bosco – é o sonho das duas colunas.
 
Neste sonho, uma barca que navega num mar agitado, é atingida por embarcações inimigas, causando a morte do seu capitão que é substituído por outro e amarra a barca a duas fortes colunas que simbolizam a Eucaristia e a devoção à Santíssima Virgem Maria.
 
Dom Bosco compara a Igreja à embarcação que é atingida pelos seus inimigos sob a forma de insultos, malidicências e blasfémias. A barca da Igreja chega a bom porto e alcança a paz, assim como o mar acalma e as embarcações inimigas são afundadas quando é ancorada aos pilares da Santíssima Eucaristia e da Devoção a Nossa Senhora.
 
Muitos outros sonhos teve este Santo e sempre viu neles alguma mensagem para os “seus” jovens: ou adverti-los do perigo de condenação eterna pelos pecados que cometiam, ou incentivá-los à oração do Terço do Rosário, entre tantas outras mensagens que, através de sonhos, Deus permitiu que Dom Bosco instruísse na Fé Católica os jovens do seu tempo.
 
Hoje, ficam os seus relatos e o testemunho de tantos jovens que se tornaram santos por seguirem os seus ensinamentos.
 
Lembremo-nos sempre das duas colunas, nas quais a Igreja está segura durante a sua peregrinação neste mundo: o tesouro da Santa Missa e a devoção à Mãe de Deus.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Será realmente Amor?

«O Amor, hoje, tornou-se sinónimo de paixão, sexo, sentimentalismo... Com o amor justifica-se a infidelidade, a falta de compromisso, a depravação, a destruição da família, o abandono de valores e dos compromissos assumidos... ‘O amor vale mais que tudo’ – diz-se! Mas trata-se realmente de amor?


A palavra amor é uma palavra gasta, nos dias de hoje. Ela está nas novelas da TV, nas canções, na boca dos jovens... Em seu nome, pregam-se as maiores aberrações e fazem-se as coisas mais egoístas.

Penso que poderíamos exprimir bem a beleza, doçura e sentido profundo do amor verdadeiro com as palavras de São Bernardo de Claraval, monge cisterciense e grande místico do século XII:

'O amor basta-se a si mesmo, em si e por sua causa encontra satisfação. É seu mérito, seu próprio prémio. Além de si mesmo, o amor não exige motivo nem fruto. O seu fruto é o próprio acto de amar. Amo porque amo, amo para amar! […] De todos os movimentos da alma, sentidos e afeições, o amor é o único com que pode a criatura, embora não condignamente, responder ao Criador e, por sua vez, dar-lhe outro tanto. Pois quando Deus ama não quer outra coisa senão ser amado, já que ama para ser amado; porque sabe que serão felizes pelo amor aqueles que o amarem'.

Com acuidade perceptiva, o emérito e sempre actual Papa Bento XVI já chamava atenção que o não é a paixão irracional, cega, centrípeta ou o êxtase do inebriamento irracional, irresponsável, entorpecido.
amor é paixão, é êxtase, mas

Pelo contrário, é paixão porque é totalizante, entusiástico, envolvente; é êxtase porque é um sair de si, um esquecer-se de si, com liberdade, maturidade e entrega, para doar-se a Deus e aos outros.

Só este êxtase, este sair, é digno do amor e é fruto do verdadeiro amor. Como disse e fez Jesus, 'não há maior prova de amor que dar a vida…' O resto é egoísmo disfarçado. O verdadeiro amor amadurece, liberta, gera vida; o falso, infantiliza, escraviza e mata».

Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Brasil

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

«A unidade dos cristãos é obra e dom do Espírito Santo»

«A comunhão na mesma fé constitui a base para o ecumenismo. Com efeito, a unidade é concedida por Deus, como algo inseparável da fé; São Paulo exprime-o de maneira eficaz: ‘Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que actua acima de todos, por todos e em todos’ (Ef 4, 4-6).

O Concílio Vaticano II recorda que os cristãos, ‘quanto mais unidos estiverem em comunhão estreita com o Pai, o Verbo e o Espírito, tanto mais íntima e facilmente conseguirão aumentar a fraternidade mútua’ (Decreto Unitatis redintegratio, 7). As questões doutrinais que ainda nos dividem não devem ser descuidadas, nem subestimadas. Ao contrário, devem ser enfrentadas com coragem, num espírito de fraternidade e de respeito recíprocos. Quando reflecte a prioridade da fé, o diálogo permite que nos abramos à obra de Deus, com a confiança firme de que não podemos construir a unidade sozinhos, mas é o Espírito Santo que nos orienta para a comunhão plena.

A unidade é em si mesmo um instrumento privilegiado, como que um pressuposto para anunciar de modo cada vez mais credível a fé a quantos ainda não conhecem o Salvador ou que, embora tenham recebido o anúncio do Evangelho, quase esqueceram este dom inestimável. O escândalo da divisão que impedia a actividade missionária foi o impulso que depois deu início ao movimento ecuménico como hoje o conhecemos.

Com efeito, a comunhão plena e visível entre os cristãos deve ser entendida como uma característica fundamental, para um testemunho ainda mais claro. A nossa busca de unidade na verdade e no amor nunca deve perder de vista a percepção de que a unidade dos cristãos constitui uma obra e um dom do Espírito Santo, e vai muito além dos nossos esforços.

O ecumenismo não dará frutos duradouros, se não for acompanhado por gestos concretos de conversão que despertem as consciências e favoreçam a purificação das recordações e das relações. Como afirma o Decreto do Concílio Vaticano II sobre o ecumenismo, ‘não existe um ecumenismo verdadeiro sem a conversão interior’.

Invoquemos com confiança a Virgem Maria, modelo incomparável de evangelização, a fim de que a Igreja, «sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano» (Constituição Lumen gentium, 1), anuncie com franqueza, também no nosso tempo, Cristo Salvador».

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mensagem do Papa para o Dia de Oração pelas Vocações

«Vocações, testemunho da Verdade»
 
Foi divulgada na passada quinta-feira a Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que se celebrará no próximo dia 11 de Maio, no IV Domingo do Tempo da Páscoa.
 
«A vocação brota do coração de Deus» e «é um fruto que amadurece no campo bem cultivado do amor recíproco que se torna serviço mútuo, no contexto de uma autêntica vida eclesial, pois nenhuma vocação nasce por si ou vive para si mesma».
 
No Documento, o Pontífice dirige-se em particular a quantos «estão dispostos a pôr-se na escuta da voz de Cristo que ressoa na Igreja, para compreender qual é a sua vocação», convidando, a ouvir e a seguir Jesus, deixando-se «transformar interiormente pelas Suas palavras».
 
O Papa recorda ainda que o próprio Jesus nos adverte: «Muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22)». Estas dificuldades não devem desencorajar o cristão, fazendo-o «optar por vias aparentemente mais confortáveis».
 
Com efeito, acrescenta o Papa Francisco, «a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que Ele, o Senhor, é fiel, e com Ele podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandiosas».
 
O Santo Padre lembra ainda que somos ‘propriedade’ de Deus, «não no sentido da posse que escraviza, mas de um vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece eterno ‘porque o Seu amor é para sempre’».
 
Fonte: News.va 

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