"Raios de Luz"


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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vinde, Espírito Santo, e acendei em nós o fogo do Vosso amor!


«No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-se como fogo. A sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus. Realiza-se assim aquilo que o Senhor Jesus tinha predito:  «Vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já tivesse sido ateado!» (Lc 12, 49).

Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos extremos confins da Terra; abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa, e colaboraram com Deus que com o seu fogo quer renovar a face da terra. Como é diferente este fogo, daquele das guerras e das bombas! Como é diverso o incêndio de Cristo, propagado pela Igreja, em relação aos que são acendidos pelos ditadores de todas as épocas, também do século passado, que atrás de si deixam terra queimada. O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele da sarça que ardia sem se consumir (cf. Êx 3, 2). É uma chama que arde, mas não destrói; aliás, ardendo faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, como numa fusão faz sobressair a sua forma interior, a sua vocação à verdade e ao amor.
[…]
Este efeito do fogo divino assusta-nos, temos medo de nos "queimar", preferiríamos permanecer assim como somos. Isto depende do facto que muitas vezes a nossa vida é delineada segundo a lógica do ter, do possuir, e não do doar-se. Muitas pessoas crêem em Deus e admiram a figura de Jesus Cristo, mas quando se lhes pede que abandonem algo de si mesmas, então elas recuam, têm medo das exigências da fé. Existe o temor de ter que renunciar a algo de bonito, ao que estamos apegados; o temor de que seguir Cristo nos prive da liberdade, de certas experiências, de uma parte de nós mesmos. Por um lado, queremos permanecer com Jesus, segui-lo de perto, e por outro temos medo das consequências que isto comporta.

Caros irmãos e irmãs, temos sempre necessidade de ouvir o Senhor Jesus dizer-nos aquilo que Ele repetia aos seus amigos: «Não tenhais medo!». Como Simão Pedro e os outros, temos que deixar que a sua presença e a sua graça transformem o nosso coração, sempre sujeito às debilidades humanas. Temos que saber reconhecer que perder algo, aliás, perder-se a si mesmo pelo Deus verdadeiro, o Deus do amor e da vida, é na realidade ganhar, encontrar-se mais plenamente a si próprio».
                                                                               Da Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade do Pentecostes
                        23 de Maio de 2010

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
- com partituras
CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Ascensão de Jesus ao Céu

No dia da Ascensão do Senhor, o cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar para o Céu; o segundo, olhar para a terra. Na verdade, Jesus é O que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a História. É o Mestre cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos. Jesus é o «Deus-connosco” que acompanhará a caminhada dos discípulos pela História do mundo.

Nosso Senhor garante que estará sempre com os discípulos, «até ao fim dos tempos», ajudando os Seus discípulos a superar as crises e as dificuldades na caminhada por este mundo.

Celebrar a ascensão de Jesus ao Céu significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do Reino de Deus já aqui na Terra, na vida dos homens. Estaremos conscientes de que a Igreja é, hoje, a presença salvadora de Jesus no meio dos homens?

Tornar-se discípulo de Cristo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus, a partir das Suas palavras, dos Seus gestos, da Sua vida oferecida em sacrifício por amor. Mas, com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da ridicularização e do menosprezo dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está em Deus, no Amor e no dom da Vida…


O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Mas nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo e Aquele em quem acreditamos. Sem medo do mundo e das suas seduções!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras:

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol.II
IC - Igreja Canta
NCT - Novo Cantemos Todos


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Domingo VI do Tempo pascal

No Evangelho deste próximo Domingo, Jesus garante aos discípulos que não os deixará sozinhos no mundo. Ele vai para o Pai, mas vai continuar presente, acompanhando a caminhada dos seus discípulos.

É preciso, no entanto, que os discípulos continuem a seguir Jesus, cumprindo os mandamentos que Ele deixou. Seguindo com amor os ensinamentos de Cristo, os Mandamentos deixam de ser normas externas que é preciso cumprir, mas tornam-se expressão clara do amor dos discípulos e da sua sintonia com Nosso Senhor.

Como é que Jesus vai estar presente ao lado dos discípulos, dando-lhes a coragem para percorrer o mundo a anunciar o Evangelho?

Jesus fala no envio do Paráclito, que estará sempre com os discípulos (vers. 16). A palavra ‘Paráclito’ pode traduzir-se como ‘advogado’, ‘auxiliar’, ‘defensor’. Pode deduzir-se, também, o sentido de ‘consolador’ e de ‘intercessor’.

O Paráclito que Jesus vai enviar é o Espírito Santo – apresentado aqui como o ‘Espírito da Verdade’. Por vezes, sentimo-nos desanimados e frustrados, diante de um futuro que não sabemos até onde conduzirá a humanidade. No entanto, nós os crentes temos razões para ter esperança: Jesus garantiu-nos que não nos deixaria órfãos e que estaria sempre a nosso lado.

Na nossa leitura do mundo e da história, o que é que prevalece: o pessimismo de quem se sente só e perdido no meio de forças de morte, ou a esperança de quem está seguro de que Jesus ressuscitado continua presente, a acompanhar a caminhada do Seu povo pela história?


Vivamos sempre com esta certeza: por mais escuro que seja o caminho, por mais pedras que existam na estrada… Jesus caminha connosco e envia-nos o Consolador, o Espírito Santo para nos fortalecer e dar coragem nesta peregrinação até ao Céu!

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 16 de maio de 2014

V Domingo do Tempo Pascal

“ Eu sou o caminho, a verdade e a vida". 
Esta é a frase máxima do Evangelho do V Domingo do Tempo Pascal, resposta dada por Jesus à  pergunta de Tomé que, não compreendendo tudo o que Jesus afirmara acerca do Seu regresso ao Pai, lhe perguntara: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como é que sabemos o caminho?”.

O apóstolo pensava num caminho material, tal como muitas vezes também nós estamos à espera que Jesus nos mostre um caminho concerto a seguir, mas Jesus indica-lhe um espiritual, tão sublime que se identifica com a Sua Pessoa: “Eu sou o caminho”; e não lhe mostra apenas o caminho, mas também a meta- “ a verdade e a vida”- à qual conduz e que é também Ele mesmo.

Jesus é o caminho que conduz ao Pai: “Ninguém vai ao Pai senão por Mim”; é a verdade que O revela: “Quem Me viu, viu o Pai”; é a vida que comunica aos homens a vida divina: “Assim como o Pai  tem a vida em Si mesmo” , assim a tem o Filho e dá-a “àquele que quer”.

Jesus, com a Sua resposta, está como que a dizer: Por onde queres ir? Eu sou o caminho. Para onde queres ir? Eu sou a Verdade. Onde queres permanecer? Eu sou a Vida. Todo o homem consegue compreender a Verdade e a Vida; mas nem todos encontram o Caminho.

Na primeira Leitura, do Livro dos Actos dos Apóstolos, temos a escolha dos diáconos para ajudarem os Apóstolos no atendimento da comunidade que crescia cada dia, pois a Palavra de Deus espalhava-se cada vez mais. Disseram os Apóstolos: “Quanto a nós entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra” (At 6,4).

Assim como o Mestre passava longas horas em oração individual, também o apóstolo reconhece a necessidade de alcançar forças novas na oração pessoal, feita em íntima união com Cristo, pois só assim será eficaz o seu ministério e poderá levar ao mundo a palavra e o amor do Senhor.

O apostolado é fruto do amor a Cristo. Ele é a luz com que iluminamos, a verdade que devemos ensinar, a Vida que comunicamos. E isto só será possível se formos homens e mulheres unidos a Deus pela oração.

A oração nunca deixa de dar os seus frutos. Dela tiraremos a coragem necessária para enfrentar as dificuldades com a dignidade dos filhos de Deus, bem como para perseverar no convívio com os amigos que desejamos levar a Deus. Por isso a nossa amizade com Cristo há de ser cada dia mais profunda e sincera. Sem oração, o cristão seria como uma planta sem raízes; acabaria por secar, e não  teria assim a menor possibilidade de dar fruto. A oração é o suporte de toda a nossa vida e a condição de todo o apostolado. 

Fonte: Adaptado


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Domingo IV da Páscoa

Na nossa cultura, a figura do “Pastor” é uma figura de outros tempos, ude m mundo parado em amplos espaços verdes. Ao propor-nos a figura bíblica do Bom Pastor, o Evangelho propõe como modelo de Pastor alguém que oferece a vida, que serve, que respeita a liberdade das pessoas, que se dedica totalmente e que ama gratuitamente.

Para nós, cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. Contudo, quantas vezes não temos outros “pastores” que nos arrastam e que são as referências fundamentais à volta das quais construímos a nossa existência? 

O que é que nos conduz e condiciona as nossas opções? Cristo? Ou a voz do política e socialmente correcto? A voz da opinião pública? A voz do comodismo e da instalação? A voz do preservar os nossos esquemas e os nossos privilégios? A voz do êxito e do triunfo?

Para que distingamos a voz de Jesus no meio de tantos outros apelos, de propostas enganadoras que não conduzem à vida plena, é preciso um permanente diálogo íntimo com o Bom Pastor, com Aquele que conhece as ovelhas e dá a Sua vida por elas.


Para que o rebanho – que somos nós! – não se deixe enganar pelos lobos que muitas vezes se disfarçam de pastores, é preciso um encontro permanente com Cristo, rezando, ouvindo a Sua Palavra e frequentando os Sacramentos que a Igreja nos oferece.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

sexta-feira, 2 de maio de 2014

III Domingo da Páscoa

O Evangelho deste III Domingo do Tempo Pascal remete-nos novamente para a tarde do Domingo de Páscoa, no qual Jesus tinha ressuscitado de entre os mortos.

Sob as aparências de um peregrino, Jesus junta-se aos dois discípulos que se dirigem para Emaús e falam, entre si, dos acontecimentos surpreendentes da Sexta-feira anterior, em Jerusalém. Os discípulos estão tristes, desanimados... esperavam um Messias glorioso e vencedor e encontram-se diante de um derrotado, que tinha morrido na Cruz.

Jesus caminha junto daqueles dois homens que perderam quase toda a esperança, de modo que a vida começa a parecer-lhes sem sentido. Compreende a sua dor e penetra nos seus corações. Também connosco o Senhor age assim! Apesar de muitas vezes perdermos a esperança e nos sentirmos desanimados, Jesus compreende a nossa dor e dá-nos alento para caminhar.

A conversa dos dois discípulos com Jesus a caminho de Emaús, resume perfeitamente a desilusão dos que tinham seguido o Senhor, diante do aparente fracasso que representava para eles a Sua morte. Jesus, em resposta ao desalento dos discípulos, vai pacientemente descobrindo-lhes o sentido de toda a Sagrada Escritura acerca do Messias: “Não era preciso que o Cristo padecesse estas coisas e assim entrasse na Sua glória?”

A cruz não é um fracasso, mas o caminho escolhido por Deus para o triunfo definitivo de Cristo sobre o pecado e sobre a morte!

Depois da escuta da Palavra e o partir o Pão, os discípulos de Emaús sentem necessidade de voltar a Jerusalém, partindo para anunciar a descoberta aos irmãos e , junto com eles, proclamar que  “ O Senhor ressuscitou.”


Procuremos também nós saber fazer esta caminhada, sabendo que apesar das tristezas e desânimos, o Senhor está connosco e nos acompanha. Depois de nos encontrarmos com Ele, não fiquemos calados, mas sigamos o exemplo dos discípulos de Emaús e caminhemos a anunciar que o Senhor ressuscitou verdadeiramente!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Aclamai o Senhor - J. Santos
Comunhão: Os discípulos reconheceram - C. Silva
Pós-Comunhão: Surrexit Christus - Taizé
Final: Com minha Mãe estarei - Popular


quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Papa João Paulo II e o Domingo da Divina Misericórdia

«O Santo Padre João Paulo II quis que fosse celebrada neste [próximo] Domingo a Festa da Divina Misericórdia: na palavra ‘misericórdia’, ele encontrava resumido e novamente interpretado para o nosso tempo todo o mistério da Ressurreição.

Ele viveu sob dois regimes ditatoriais e, no contacto com a pobreza, a necessidade e a violência, experimentou profundamente o poder das trevas, pelas quais o mundo também neste nosso tempo está afligido. Mas experimentou também, e não menos fortemente, a presença de Deus que se opõe a todas estas forças com o seu poder totalmente diverso e divino: com o poder da misericórdia

É a misericórdia que põe um limite ao mal. Nela expressa-se a natureza muito peculiar de Deus a sua santidade, o poder da Verdade e do Amor.


[Em 2005], depois das primeiras Vésperas desta Festa, João Paulo II terminava a sua existência terrena. Ao morrer ele entrou na luz da Divina Misercórdia da qual, além da morte e a partir de Deus, agora nos fala de modo novo. «Tende confiança - diz-nos ele - na Divina Misericórdia!»

A Misericórdia é a veste de luz que o Senhor nos concedeu no Baptismo. Não devemos deixar que esta luz se apague; ao contrário, ela deve crescer em nós todos os dias, para levar ao mundo o feliz anúncio de Deus».
15 de Abril de 2007

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
- com partituras:

Entrada: Entrai na alegria e na glória - F. Valente - BML 66
Comunhão: Porque Me vês, acreditas - Az. Oliveira
Pós-Comunhão: Surrexit Christus, Aleluia! - Taizé
Final: Abri as portas a Cristo! - Hino ao futuro Santo, o Papa João Paulo II [Áudio]

BML - Boletim de Música Litúrgica

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Domingo de Ramos e a entrada de Jesus em Jerusalém

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja inicia a Semana Santa. No Evangelho da Procissão dos Ramos vemos como o cortejo se organizou rapidamente para Jesus fazer a Sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num burrinho, conforme tinha sido profetizado muitos séculos antes.

Mas, atenção! Este Messias não vem como rei potente, num majestoso cavalo, símbolo de força e poder! Ele vem num burrico, usado pelos servos nos seus duros trabalhos. Ele vem como manso e humilde servo! Eis o escândalo que Israel não suporta! Esperava-se um Messias que fosse Rei potente e Deus envia um servo humilde e frágil!

A entrada triunfal de Jesus foi efémera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente, o Hossana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso para O crucificar.

São Bernardo comenta: «Como eram diferentes umas vozes e outras! "Fora, fora, crucifica-o!" e "Bendito O que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas!". Como são diferentes as vozes que agora O aclamam  Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco O despojam das Suas e lançam a sorte sobres elas.”

Neste Domingo, somos convidados a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo em procissão, aceitando-O como Messias que tem como trono a Cruz e como coroa, os espinhos! Segui-Lo pela rua é comprometer-se a segui-Lo na nossa vida! Caso contrário, a nossa Liturgia não passará de um teatro vazio…

Sigamos Jesus, aclamando-O! E quando na vida, a cruz, a dor e os espinhos vierem, tomemos nas mãos os ramos que levamos para nossas casas e recordemos que nos comprometemos a seguir Cristo até a morte e morte de cruz, para chegarmos à Páscoa da Ressurreição!



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Procissão da Realeza de Cristo: Glória, honra e louvor - CEC I, pág. 100-101
Comunhão: Pai, se este cálice - NCT 114
Pós-Comunhão: Hossana, Hossana - Marco Frisina
Final: Hossana, Tu reinarás CT 412

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
CT - Cantemos Todos
NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Domingo V da Quaresma

Aproximamo-nos a passos largos das Celebrações Pascais. Neste último Domingo antes do início da Semana Santa, a Liturgia apresenta-nos Jesus como a nossa Ressurreição e nossa Vida.

No Evangelho do V Domingo da Quaresma, o Senhor fala-nos da Vida e da Ressurreição e ensina-nos como devemos viver. A Palavra de Deus neste Domingo apresenta-nos a morte e posterior ressurreição de Lázaro, amigo de Jesus.

O amigo de Jesus estava doente e as suas irmãs estavam angustiadas, tendo implorado pela vinda do Senhor para curar o irmão, no entanto Jesus "não foi a tempo". Detenhamo-nos nas palavras do Evangelho: «Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. Quando ouviu que estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar em que se encontrava».

Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos, os nossos tempos e modos não são os d'Ele. Deus ama-nos, é fiel e preocupa-se connosco: o Senhor conhece as nossas dores e os nossos sofrimentos, mas jamais compreenderemos o Seu modo de agir no mundo e na nossa vida! Uma coisa é certa: se crermos, veremos sempre a glória de Deus, em tudo no mundo e em tudo na nossa vida Deus será glorificado!

Então, Jesus consola Marta e Maria, prometendo a Ressurreição. «Eu sou a Ressurreição! Eu sou a Vida!» A Ressurreição é Jesus em pessoa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida! Quem crê em mim, mesmo que esteja morto, viverá!».  É Ele quem nos vem buscar, é na força d'Ele que seremos erguidos da morte, é n'Ele que nossa vida é salva do Vazio.

Estamos prestes a celebrar a Páscoa! Não esqueçamos que é para que tenhamos a vida que Nosso Senhor Jesus Cristo Se entregou por nós: morto na carne foi vivificado no Espírito Santo pela Sua ressurreição.


É esta a nossa esperança: a Ressurreição! Por ela vivemos, dela temos certeza! E já possuímos, como primícias, como garantia o Espírito Santo. Então, vivamos uma vida nova, uma vida de ressuscitados em Cristo Jesus. Renovemo-nos! Convertamo-nos! Que as observâncias da Quaresma, o combate aos vícios, a abstinência dos alimentos e a confissão dos pecados nos preparem para celebrar de coração renovado a Páscoa do Senhor!



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Deus, vinde em meu auxílio - NCT 87
Comunhão: Eu vim para que tenham vida - CEC II, pág. 131-132
Pós-Comunhão: Eu sou a ressurreição e a vida - IC pág. 918

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
IC - Igreja Canta
LHC II - Liturgia das Horas cantada, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 27 de março de 2014

Domingo IV da Quaresma

A Liturgia deste Domingo enfatiza que Cristo é o Pastor das nossas almas e que nos abre os olhos para ver a luz de Deus.

O episódio da cura do cego, no Evangelho de São João, é certamente uma das páginas mais esplêndidas do Evangelho. Jesus realiza o milagre desta cura para provar a Sua divindade e da consequente necessidade, para nós, de aceitarmos a Sua pessoa e a Sua mensagem.

Ele é verdadeiramente Deus. Como tal, pode rapidamente dar vista a um homem cego  e muito mais iluminar a alma, fazer-nos abrir os olhos interiores para conhecer as verdades que se relacionam com a natureza de Deus e o destino dos homens.

A história do Evangelho faz-nos perceber quão preciosa é o sentido da visão, mas também quanto mais bonita é a luz da fé.

Mas sabemos que a profissão da Fé exige firmeza e força. Diante da luz de Cristo, há sempre uma atitude de hostilidade aberta ou rejeição e indiferença, ou mesmo uma crítica injusta e tendenciosa.
O primeiro mandamento ordena-nos que alimentemos e guardemos com prudência e vigilância a nossa fé, rejeitando tudo quanto a ela se opõe.

O Catecismo da Igreja Católica explica que pode pecar-se contra a fé de vários modos, desde a dúvida involuntária (cuja culpa pode ser atenuada) até aos pecados gravíssimos de heresia e cisma. O catecismo ensina ainda que a dúvida de Fé voluntariamente cultivada leva à cegueira espiritual:

«A dúvida voluntária em relação à fé negligencia ou recusa ter por verdadeiro o que Deus revelou e a Igreja nos propõe para crer. A dúvida involuntária é a hesitação em crer, a dificuldade em superar as objecções relacionadas com a fé, ou ainda a angústia suscitada pela sua obscuridade. Quando deliberadamente cultivada, a dúvida pode levar à cegueira do espírito» (CIC, 2088)

É desta cegueira espiritual que Jesus nos quer libertar. Mas para isso, precisamos de reconhecer que muitas vezes vivemos na escuridão, reconhecer que recusamos ver a Luz que Jesus nos traz. Depois, aproximando-nos d'Ele, dizer humildemente: ‘Eu creio, Senhor’! E, com confiança, pedir ao Senhor que nos ilumine e nos abra os olhos da Fé.
Fonte (adaptado)

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com parituras)

Entrada: Alegra-te, Jerusalém - A.M. Seiça
Comunhão: Em Vós, Senhor - IC, pág. 436
Pós-Comunhão: Senhor Jesus, Tu és Luz do mundo - Taizé
Final: Senhor, eu creio que sois Cristo - CEC II, pág. 42-43

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
IC - Igreja Canta

quinta-feira, 20 de março de 2014

Domingo III da Quaresma

Ao celebrar o III Domingo da Quaresma, meditamos no conhecido Evangelho da Samaritana. De certo já escutámos este Evangelho em tantas situações na nossa vida, mas também é certo que temos sempre algo a aprender com este texto encantador.

Na sua Mensagem para a Quaresma de 2011, o Santo Padre Bento XVI dizia que «o pedido de Jesus à Samaritana: 'Dá-Me de beber', exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da 'água a jorrar para a vida eterna'. Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi dada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita».

Jesus, ao abeirar-Se da Samaritana pede-lhe de beber porque tem sede. O Senhor tem sede de nós mesmos, tem sede do pobre amor dos nossos corações. Essa sede de Deus por cada homem ficou claramente expressa naquele grito que somente o evangelista João conservou no Evangelho: “Tenho sede”
É profundo o diálogo de Jesus com a Samaritana: o Senhor pede de beber e promete dar de beber. Apresenta-se como necessitado que espera receber, mas possui em abundância para saciar os outros.

A transformação que a graça opera na Samaritana é maravilhosa! O pensamento dessa mulher centra-se agora somente em Jesus e, esquecendo-se do motivo que a tinha levado ao poço, deixa o seu cântaro e dirige-se à aldeia para comunicar a sua descoberta.

Deste evangelho podemos retirar algumas atitudes que também nós devemos ter na nossa vida. A primeira é a da sede de Deus, tal como a Samaritana que quando percebeu que o Senhor tinha algo de especial, Lhe pede que lhe dê dessa água.

A Samaritana centra a sua atenção em Jesus e parte para dar a conhecer. Que bom seria se cada um de nós, quando encontra Jesus se centrasse n'Ele e O desse a conhecer a toda a humanidade.


Procuremos durante este Tempo da Quaresma, saciar a nossa sede de Deus e levar aos outros esta Água Viva que só Jesus nos dá.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Os meus olhos, Senhor - CAC, pág. 156-157 [partitura]
Salmo: Escutai hoje a voz do Senhor [partitura]
Comunhão: Bebei, se tendes sede - OC, pág. 41-42 [partitura]
Pós-Comunhão: De noite iremos em busca - Taizé - [partitura]
Final: Das fontes da salvação - F. Santos - [partitura]

CAC - Cânticos da Assembleia Cristã
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 14 de março de 2014

II Domingo da Quaresma

No Domingo passado, fixávamos a nossa meditação nas tentações de Jesus. No deserto, o Senhor foi lutando contra o diabo e convidava-nos também nós a travarmos o nosso próprio combate espiritual, em especial durante o Tempo da Quaresma.

No Evangelho deste II Domingo da Quaresma, Jesus aparece ladeado por Moisés e Elias - que também enfrentaram durante quarenta dias e quarenta noites o combate no deserto - e revela-nos qual o objectivo do nosso combate espiritual. Qual a finalidade de lutarmos, todos os dias, contra as tentações do Maligno e por nos esforçarmos por carregar a cruz com amor?

Jesus surge transfigurado no cimo do Monte Tabor. O Senhor mostra aos discípulos a Sua glória e convida-nos a pormos os seus olhos no seu Corpo Glorioso. Também nós, quando um dia chegarmos à Vida Eterna, seremos envolvidos da glória de Cristo.

A transfiguração de Jesus é prenúncio da ressurreição. Com sua bendita Transfiguração, Jesus deseja preparar o seus para as dores da paixão – do mesmo modo que a Igreja nos deseja alentar e motivar para as renúncias e observâncias quaresmais. Por isso mesmo, Pedro, Tiago e João, o três que estão no Tabor são os mesmos que estarão no Jardim das Oliveiras.

Também nós somos chamados, como Abraão, a sair de nós mesmos, transfigurados à imagem do Jesus! Tenhamos a coragem de atravessar o deserto interior e de enfrentar o deserto do nosso coração.

Toda a caminhada Quaresmal nos aponta para um único objectivo: do homem velho, nos tornarmos um homem novo, passado do pecado à graça, do vício à virtude, da preguiça espiritual à generosidade, da morte à vida.

Mas, acima de tudo, não fiquemos com esta transformação para nós mesmos. Saibamos dar testemunho da glória do Senhor a operar na nossa vida. Vivemos num mundo cada vez mais marcado pela recusa de Deus, pelo pecado, pela guerra, pela violência... sejamos testemunhas vivas do Amor de Deus por cada um de nós.


Tal como Jesus, que glorificado mostrava aos discípulos o seu Corpo luminoso, sejamos também nós luzes no mundo. Homens e mulheres que reflectem a glória de Deus na escuridão do Mundo.



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Diz-me o coração - F. Lapa - [partitura]
Salmo: Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia [partitura]
Comunhão: Jesus tomou consigo - OC, pág.145 [partitura]
Pós-Comunhão: Ouviu-se uma voz vinda do Céu - CEC I, pág. 87 [partitura]
Final: Cantarei eternamente - José Silva - [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
OC - Orar Cantando

domingo, 9 de março de 2014

Papa Francisco: resistir à mentalidade mundana

Na sua alocução semanal, por ocasião da oração do Angelus, o Papa Francisco convidou os cristãos a resistir às tentações do poder e da mentalidade mundana, numa reflexão sobre o evangelho de hoje no qual Jesus trava um duelo contra as tentações do Demónio.

Diz o Papa que «Jesus recusa decididamente todas estas tentações e reafirma a firme vontade de seguir o caminho estabelecido com o Pai, sem qualquer cedência ao pecado e à lógica do mundo. Com Satanás não se pode dialogar, porque é muito astuto!».

Na sua breve catequese, o Papa referiu que Jesus ao dizer «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» nos convida lutar contra a mentalidade mundana que rebaixa o homem para o nível das necessidades primárias, fazendo-o perder a fome do que é verdadeiro, bom e belo.

«Temos de desfazer-nos dos ídolos, das coisas vãs, e construir a nossa vida sobre o essencial», referiu ainda o Papa Francisco, convidando por fim todos os presentes a renunciarem a Satanás e às suas seduções.

Iniciam-se hoje os exercícios espirituais do Santo Padre e da Cúria Romana. Rezemos por todos eles, para que o Senhor os livre sempre das tentações deste mundo e procurem em tudo e sempre serem verdadeiros apóstolos do Evangelho.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Domingo I da Quaresma

O primeiro Domingo da Quaresma apresenta-nos, todos os anos, o jejum de Jesus no deserto, seguido das tentações. O Evangelho deste Domingo relata-nos como o Demónio intervém na vida de Jesus, quando o Senhor vai para o deserto.

Diz-nos São João Crisóstomo que Jesus deixa o Maligno agir «para nos dar exemplo de humildade e para nos ensinar que depois do Baptismo, todos nós sofremos maiores tentações, mas não nos devemos assustar com isso. Se não contássemos com as tentações que temos de sofrer, abriríamos a porta a um grande inimigo: o desalento e a tristeza».

A nossa existência nesta terra é uma batalha contínua contra o mal. É esta luta contra o pecado, que devemos intensificar nesta Quaresma, tal como nos deixou como exemplo, Nosso Senhor.

O Demónio promete sempre mais do que pode dar, porque a felicidade está muito longe das suas mãos. Mas para nos experimentar, o Maligno conta com as nossas ambições. E qual é a pior de todas as nossas ambições? A glória pessoal. Muitas vezes, o pior dos ídolos é o nosso próprio eu.

Neste Domingo a liturgia aponta-nos uma atitude: a vigilância. Temos que vigiar, em luta constante, porque dentro de nós permanece a tendência de desejar a glória humana.

Contamos sempre com a graça de Deus para vencer qualquer tentação. Usemos, pois, as 'armas' que a Igreja nos aponta para vencermos esta batalha contra o Demónio: a oração, a Eucaristia, o sacramento da Penitência, a humildade de coração e uma devoção terna e filial a Nossa Senhora.

Quem melhor do que Nossa Senhora para nos ensinar a sermos humildes e pacientes? A Virgem Maria acompanhou Jesus na Sua subida para o Calvário e acompanha-nos a cada um de nós, enquanto carregamos a cruz das nossas vidas.

Façamos nossas as palavras de Santo Afonso: «Ó meu amabilíssimo Jesus, vejo que no passado caí e tornei a cair porque me descuidei de imitar os Vossos divinos exemplos. (...) Fortalecei a minha fraqueza, eu Vo-lo peço, pela mortificação que praticastes, abstendo-Vos por quarenta dias de toda a alimentação, e pela humildade que mostrastes, permitindo que Vos tentasse como a qualquer outro filho de Adão».

 
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada:  Aquele que por mim chamar (M. Luís) - CAC 134-135 [partitura]
Salmo: Pecámos, Senhor [partitura]
Comunhão: Nem só de pão vive o homem - CEC I, pág. 85-86 [partitura]
Pós-Comunhão: Escuta, Israel - CEC II, pág. 136-137 [partitura]
Final: Irmãos convertei o vosso coração - NCT 762 [partitura]

CAC - Cânticos da Assembleia Cristã
CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT- Cantemos Todos Novo


domingo, 2 de março de 2014

Papa Francisco pede pela paz na Ucrânia

O Papa Francisco apelou esta manhã, na alocação própria que habitualmente faz todos os Domingos, aquando da Oração do Angelus, pela paz na Ucrânia, tendo pedido que a comunidade internacional ajude a resolver uma “situação delicada” que se vive naquela nação:

«Caros irmãos e irmãs, peço-vos que continuem a rezar pela Ucrânia, que está a ainda a viver uma situação delicada. Ao desejar que todas as partes do país se empenhem para superar as incompreensões e construir em conjunto o futuro da nação, dirijo à comunidade internacional um forte apelo para que apoie todas as iniciativas em favor do diálogo e da concórdia».

O apelo surge após o aumento das tensões por causa da situação na Crimeia, república autónoma ucraniana pró-russa do sul, e de uma eventual intervenção militar da Rússia na Ucrânia, depois da destituição, a 22 de fevereiro, do presidente ucraniano Viktor Ianukovich.

Segundo o Papa, « a humanidade tem necessidade de justiça, de reconciliação, de paz, e apenas os poderá ter voltando para Deus, que é a sua fonte, de todo o coração». A propósito do Evangelho deste Domingo, o Santo Padre afirmou ainda que «nunca haverá justiça, enquanto cada pessoa procurar acumular para si».

Tendo no nosso coração o pedido do Papa Francisco para que rezemos pela Paz naquela nação, rezemos a Nossa Senhora, Rainha da Paz:

Ó Rainha do Santíssimo Rosário,
Auxilio dos cristãos, refúgio do género humano
e vencedora de todas as batalhas de Deus!

Vós, ó Mãe de misericórdia,
consegui-nos de Deus a paz;
e as graças que podem converter os corações,
as graças que reparam, conciliam e asseguram a paz.

Santa Rainha da Paz, rogai por nós
e dai ao mundo em guerra a paz por quem suspiram os povos,
a paz na verdade, na justiça e na caridade de Cristo.

Dai a paz das armas e a paz das almas,
para que, na tranquilidade do mundo,
se dilate o Reino de Deus.

Dai a paz aos povos separados pelo erro ou a discórdia,
especialmente a aqueles que vos professam singular devoção.

Nossa Mãe e Rainha do Mundo,
Que o Vosso amor e auxílio acelerem o triunfo do Reino de Deus,
e que todas as nações, em paz entre si e com Deus,
Vos proclamem Bem-Aventurada e entoem convosco,
de um extremo a outro da terra,
o eterno cântico de louvor ao Coração de Jesus,
em quem se pode encontrar a Verdade, a Vida e a Paz.


Excertos do texto de Consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria,
pelo Papa Pio XII a 31 de Outubro de 1942

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Domingo VIII do Tempo Comum

No próximo Domingo entraremos na última semana antes da Quaresma e como tal, no Evangelho, o Senhor convida e ensina-nos a buscarmos apenas o essencial.

«Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas». Podermos, com isto, considerar que Jesus nos diz para não nos preocuparmos com a vida, com a nossa alimentação… mas não! O Senhor alerta-nos para não nos preocuparmos com desassossego e perturbação com estas coisas que são banais na nossa vida.

O que devemos procurar então em primeiro lugar? O Reino de Deus. Devemos por isso ocupar-nos em caminhar para a santidade, sem nunca nos esquecermos que é o Senhor que nos permite ir caminhando, dia após dia, num constante crescimento e numa constante santificação já neste mundo.

A vida cristã implica normalidade, desta forma, somos convidados por Jesus a viver o dia de hoje no serviço a Deus e aos irmãos. Então, o que vou eu fazer no dia de hoje para viver melhor a caridade, para ser mais generoso, para dar glória a Deus, para buscar a santidade, para dar alegria aos outros e para levá-los ao encontro com Deus

O dia de hoje não se repete, e o Senhor espera que o impregnemos de Amor e de pequenos serviços aos nossos irmãos. Se confiássemos verdadeiramente em Deus e fôssemos capazes de viver a cada dia, não como prisioneiros deste mundo e das suas correntes de paixões, dinheiro, ódio e mesquinhez, saberíamos dizer, tal como o Papa Clemente XI: “quero o que queres, quero porque o queres, quero como o que queres, quero enquanto o quiseres”.

Deixemos de ser servos do dinheiro e escravos de nós mesmos, para servir a Deus com alegria e livres da angústia. Confiemos a nossa vida à protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria, Aquela que desde o primeiro dia soube fazer em tudo e sempre a vontade de Deus, não se preocupando com questões que de certo nos afectariam e procuremos imitá-la, seguindo o seu exemplo de vida e de desprendimento do mundo.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Meu Senhor, eu Vos amo - CEC II, p. 46-47 [partitura]
Salmo: Só em Deus descansa, ó minha alma [partitura]
Comunhão: Eu estou sempre convosco - OC 101 [partitura]
Pós-Comunhão: O Reino de Deus é um reino de Paz - Taizé - [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - A. Cartageno - [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Domingo VII do Tempo Comum


«Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos 
e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus».

Podemos dizer que estas palavras de Jesus são o centro de toda a Liturgia deste VII Domingo do Tempo Comum. O Senhor convida-nos a amar a todos, sem nenhuma discriminação; a sermos santos como Ele é santo!

Diante da lei de Talião, Jesus estabelece novas bases: o amor e o perdão das ofensas. Ele não nos ensina a sermos frouxos, convida-nos antes praticar a mansidão, a não usar de violência e a procurar o bem da pessoa que a prejudicou.

São 'difíceis' as palavras de Jesus neste Domingo! Jesus pede-nos para ir mais além do que estamos habituados; diz-nos para darmos a outra face, algo que na nossa pequenez é tão difícil de praticar.

O Senhor não pregou esta doutrina somente por palavras, mas também com o Seu exemplo. Do alto da cruz, depois de crucificado, pronuncia uma expressão que prova como aquilo que Ele ensinou, viveu até ao fim: «Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem».

Devemos pois, viver a caridade com aqueles que nos tratam mal, que nos difamam e roubam a honra, que procuram prejudicar-nos.

Um Santo relativamente recente, São José Maria Escrivá, diz-nos que: “Mais do que em 'dar', a caridade está em 'compreender'.  O que nós fazemos para compreender aqueles que se dizem nossos inimigos? Será que nós pensamos que essas pessoas, muitas das vezes, agem de má fé apenas porque têm fome de Deus?

Não olhemos as pessoas de cima, como se fossem inferiores a nós! A caridade exige de nós o contrário: colocar-nos ao serviço deles, ver as qualidades que o outro tem e procurar compreendê-lo, de forma a encaminha-lo para o bem.

Que bom é saber amar, saber perdoar, saber compreender. É verdade que Jesus foi crucificado por amar e também é verdade que talvez sejamos crucificados por amar. A Igreja ensina-nos o sentido último do sofrimento porque tem o seu modelo em Cristo, o justo sofredor que morre perdoando os inimigos e os liberta das suas dores.

Que o Senhor nos conceda a graça de acolhermos a essência do Seu ensinamento: o Amor. Peçamos ao Senhor que nos ajude a sermos cada vez melhores cristãos e a saber amar não só aqueles que nos amam mas também aqueles que nos odeiam.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Deus vive na Sua morada santa - NCT 219 [partitura]
Salmo: O Senhor é clemente [partitura]
Comunhão: Eu sou o Pão Vivo - NCT 263 [partitura]
Pós-Comunhão: Se vos amardes uns aos outros - NCT 264  [partitura]
Final: O Templo de Deus é santo - CPD 383 [partitura]


NCT - Novo Cantemos Todos
CPD - Canta Povo de Deus


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Domingo VI do Tempo Comum

O Evangelho do VI Domingo do Tempo Comum apresenta-nos Jesus a falar sobre a Lei. Poderia achar-se que Jesus veio abolir a antiga Lei pela qual o povo hebreu regia a sua vida, no entanto o próprio Senhor diz que não vem regular a lei mas sim dar-lhe a sua plenitude.

Depois de ter anunciado os grandes princípios da nova lei, nas bem-aventuranças, Jesus aprofunda o espírito dos mandamentos dados ao povo de Deus por Moisés. Não é só um cumprir material, mas sim dar-lhes o espírito de amor. Não basta, por exemplo, não matar; é preciso também evitar palavras de ressentimento ou de desprezo para com o próximo.

A coerência é, sem dúvida, uma realidade que não pode ser negligenciada por um cristão. Hoje ouve-se muita gente defender a 'liberdade das mulheres' no uso do seu próprio corpo, no entanto, com essa atitude, proíbem outros seres humanos de nascer.

É importante que estejamos atentos à autoridade de Jesus. Quantas vezes procuramos substituir a verdade de Deus pelas supostas “verdades” que afloram nos grandes meios de comunicação?

Diz Jesus: «A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’». O cristão é chamado a ser transparente e simples. Não podemos usar da linguagem do 'nim' muitas vezes usada por cristãos frouxos que se vergam à força do Maligno. Devemos saber dizer sim àquilo que Jesus nos ensina e propõe e não às falácias do Demónio!

E nós, como observamos os Mandamentos? Com o espírito do Antigo Testamento no qual se faziam as coisas por serem lei e por serem obrigatórias ou com um espírito de amor e devoção, tal como Jesus convida no Evangelho deste Domingo?

Porque vamos nós à Missa? Porque é um preceito?


Peçamos a Deus a Graça de vivermos verdadeiramente os Seus mandamentos e termos uma linguagem que seja clara. Que Nossa Senhora, Aquela que escolheu a melhor parte e que soube sempre fazer a vontade de Deus e viver segundo os mandamentos, nos ajude na nossa caminhada terrena a sermos cristãos de verdade, vivendo no Amor de Deus.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Sede a rocha - CEC II 33 [partitura]
Salmo: Ditoso o que anda na lei do Senhor [partitura]
Comunhão: Se cumprirdes os meus mandamentos - OC 231 [partitura]
Pós-Comunhão: Vós sereis meus amigos - NCT 128 [partitura]
Final: Louvai, louvai o Senhor - J. F. Silva [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II

NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Domingo V do Tempo Comum

No Evangelho do V Domingo do Tempo Comum, Jesus fala-nos na responsabilidade que cada um de nós tem perante o mundo: «Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo». Na semana passada celebrávamos a Apresentação de Jesus no Templo e como o velho Simeão Lhe chamou de "Luz para se revelar às nações".

Hoje é o próprio Jesus que diz aos Seus discípulos e a cada um de nós que somos a luz do mundo. Só podemos ser luz neste mundo tão marcado pelas trevas se nos deixarmos ser iluminados pelo próprio Jesus que é a verdadeira Luz.

Por nós próprios não somos luz, mas iluminados pela luz de Cristo, reflectiremos a luz sobre o mundo tenebroso, como a lua que, sem ter luz própria, mas iluminada pela luz do sol, alumia de modo belíssimo a noite escura.

Outra das expressões que Jesus usa para caracterizar os discípulos é a de sal da terra. O sal, na Escritura, aparece como o elemento que dá sabor, purifica e conserva, tornando os alimentos duradouros. Pois bem, somos também nós o sal que dá sabor, pureza e conservação ao mundo diante de Deus! Somos a pitada de sal que torna o mundo uma oferenda agradável e aceitável ao Senhor!

Os discípulos de Cristo são o sal da terra: dão um sentido mais alto a todos os valores humanos, evitam a corrupção, trazem com as suas palavras a sabedoria aos homens. São também luz do mundo, que orienta e indica o caminho no meio da escuridão. Quando os cristãos vivem segundo a sua fé e têm um comportamento irrepreensível e simples, brilham como astros no mundo, no meio do trabalho e dos seus afazeres, na sua vida normal.

Sem cairmos em atitudes impróprias de um cristão, podemos e devemos mostrar ao mundo o que significa seguir verdadeiramente o Senhor na nossa vida quotidiana. Procuremos ser conhecidos como homens e mulheres leais, simples, alegres e trabalhadores; sejamos capazes de cumprir rectamente os nossos deveres e saibamos actuar a todo o momento como filhos de Deus, que não se deixam arrastar por qualquer vento.



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Vinde, exultemos de alegria no Senhor - NCT 229  [partitura]
Salmo: Para o homem recto nascerá uma luz [partitura]
Comunhão: Eu sou o Pão da Vida - NCT 262 [partitura]
Pós-Comunhão: Senhor Jesus, Tu és Luz do mundo - Taizé [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - IC 537 [partitura]

IC - A Igreja Canta

NCT - Novo Cantemos Todos

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