"Raios de Luz"


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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Encerramento do Ano da Fé no Patriarcado de Lisboa

No dia em que a Igreja celebrou o fim do Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, por ocasião da comemoração dos cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II e dos vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, a Diocese de Lisboa uniu-se a Roma e, em comunhão com o Sumo Pontífice, o Patriarca de Lisboa - D. Manuel Clemente, celebrou o encerramento deste ano litúrgico com uma peregrinação diocesana a Peniche.

Acorrendo ao pedido do Eminentíssimo Patriarca, alguns elementos da JMV Sobreiro peregrinaram até Peniche, onde, à chegada visitaram o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, participando de seguida na Santa Missa, celebrada pelo D. Manuel Clemente e concelebrada pelo Eminentíssimo Cardeal-Patriarca Emérito, D. José Policarpo e pelos Bispos Auxiliares da Diocese de Lisboa.

Na sua homilia, o nosso Patriarca, aproveitando a proximidade ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, falou do exemplo de Maria na Fé e, pegando na passagem do Evangelho de S. Lucas deste Domingo, falou também do sacrifício de Cristo na cruz por todos nós

«(...) Pois por todos se entrega e a todos oferece a Sua vida, como aconteceu naquele dia derradeiro, ao Bom Ladrão ofereceu o Paraíso, ao Discípulo amado a Sua Mãe, a todos a própria vida, no Sangue e na Água que Lhe brotaram do inextinguível coração». 

Aliando estes temas ao facto de se tratar do encerramento do Ano da Fé, D. Manuel, aproveitou também para esclarecer levemente o significado do Credo, citando os ensinamentos de S. Tomás de Aquino.

Terminou deste modo o Ano da Fé no Patriarcado de Lisboa. A JMV Sobreiro espera que toda a Igreja se sinta responsável em aprofundar a Fé a em transmiti-la às gerações vindouras. 


domingo, 24 de novembro de 2013

Encerramento do Ano da Fé em Roma

O Papa Francisco presidiu hoje à Missa de encerramento do Ano da Fé, solenemente inaugurado no ano passado por Sua Santidade, o Papa Bento XVI.

Na homilia, o Santo Padre lembrou que a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, que hoje a Igreja celebra, é vista como o “coroamento do ano litúrgico, e este ano,  também como encerramento do Ano da Fé". O Papa Francisco dirigiu ainda "um pensamento cheio de carinho e gratidão para com o Papa Bento XVI", seu predecessor, que decretou o Ano da Fé, oferecendo assim a oportunidade de redescobrir a beleza do caminho de fé que teve início no dia do nosso Baptismo e nos tornou filhos de Deus e irmãos na Igreja.

A propósito da Segunda Leitura, da Carta aos Colossenses, na qual São Paulo propõe uma visão muito profunda da centralidade de Jesus, apresentando como o Primogénito de toda a criação, o Papa disse que: “a atitude que se requer do crente – se o quer ser de verdade - é reconhecer e aceitar na vida esta centralidade de Jesus Cristo, nos pensamentos, nas palavras e nas obras. Quando se perde este centro, substituindo-o por outra coisa qualquer, disso só derivam danos para o meio ambiente que nos rodeia e para o próprio homem.”

Mas, para “além de ser centro da criação, Cristo é centro do povo de Deus”, como mostra a primeira Leitura, que narra o dia em que as tribos de Israel vieram procurar David e ungiram-no rei sobre Israel. “

“Cristo, descendente do rei David, é o «irmão» ao redor do qual se constitui o povo, que cuida do seu povo, de todos nós, a preço da sua vida. N’Ele, nós somos um só; unidos a Ele, partilhamos um só caminho, um único destino.”

Ao falar sobre o evangelho de hoje, lembrou: “A promessa de Jesus ao bom ladrão dá-nos uma grande esperança: diz-nos que a graça de Deus é sempre mais abundante de quanto pedira a oração. O Senhor dá sempre mais do que se Lhe pede: pedes-Lhe que Se lembre de ti, e Ele leva-te para o seu Reino!”.

Na missa, tal como já tínhamos referido anteriormente, foram expostas para veneração as relíquias de São Pedro, como "remate" final neste Ano da Fé, cuja missão de transmissão da fé vem desde o tempo de São Pedro e continua, ao longo destes dois mil anos de história da Igreja.

O anúncio do Evangelho e de Jesus Cristo ao mundo deve ser feito por todos nós, e como tal, no fim da Missa de hoje, o Papa Francisco entregou simbolicamente a nova Exortação Apostólica Evangelii Gaudium - A alegria do Evangelho - a toda a Igreja.

Peçamos a Nosso Senhor Jesus Cristo que reine na nossa vida, no nosso coração e na nossa sociedade, pois só tendo o Filho de Deus no centro da nossa vida é que poderemos ser verdadeiramente felizes.

Fonte (adaptado): Agência Ecclesia e Radio Vaticana


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

No próximo Domingo, em que se celebra a Solenidade de Jesus Cristo – Rei do Universo, o episódio que relata o Evangelho tem lugar no Calvário.

É muito oportuno que a Festa de Cristo-Rei seja enquadrada precisamente no Calvário. Diante da tentação de força e poder político, Jesus reina a partir da Cruz. A Sua coroa é de espinhos. O Seu ceptro e manto púrpura são motivo de escárnio, em vez de respeito e veneração.

Ao lado da Cruz estava um pecador arrependido, o bom ladrão (conhecido como Dimas), que conseguiu ver algo do mistério de Jesus e humildemente pediu que Nosso Senhor Se lembrasse dele quando entrasse no Seu Reino. A realeza de Cristo, que brota da morte no Calvário, culmina no evento da ressurreição e é inseparável dela.



Jesus ressuscitado diz aos discípulos para irem pelo mundo, em Seu nome, dando-lhes a missão de ensinar e baptizar, evangelizando todos os povos.

Não é por acaso que o ‘Ano da Fé’ termina na Solenidade de Cristo Rei. Um dos objectivos deste Ano foi fazer crescer os cristãos na Fé da Igreja e, consequentemente, prepará-los para uma ‘Nova Evangelização’.

O Catecismo da Igreja Católica explica a relação que existe entre a evangelização dos povos, pedida por Jesus, e a Sua Realeza universal:

«O dever de prestar a Deus um culto autêntico diz respeito ao homem individualmente e socialmente. (…) Os cristãos são chamados a ser a luz do mundo. A Igreja manifesta assim a realeza de Cristo sobre toda a criação, e em particular sobre as sociedades humanas». (CIC, 2105)

O reinado de Jesus Cristo começa aqui na terra. No entanto, este reinado não tem nada de terreno, transcendendo todas as limitações humanas, uma vez que aponta para o caminho de santidade a que somos chamados e que culminará na eternidade do Céu. 
 
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
 
Entrada: Sobre um Trono - CEC II, pág. 147-149 [partitura]
Salmo: Iremos com alegria [partitura]
Ofertório: A Vós, Senhor, pertence a honra e o poder - NCT 190 [partitura]
Comunhão: Cristo é o Primogénito - Pe. M. Luís [partitura]
Pós-Comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje - CEC I pág. 72,73 [partitura]
Final: Christus vincit - CEC II 149 - [partitura]
 
CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos
 



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Papa publicará Exortação Apostólica no encerramento do 'Ano da Fé'

O Ano da Fé será encerrado no dia 24 de Novembro, na Solenidade de Cristo Rei do Universo. Nesse mesmo dia, o Papa Francisco entregará a sua primeira Exortação Apostólica intitulada 'Evangelii Gaudium'.


Dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, destaca que este documento contém «uma missão que é confiada a cada pessoa baptizada para se tornar evangelizador. Jesus quis a Igreja para evangelizar e portanto, se não existir evangelização, a Igreja inevitavelmente definhará».

O texto é aguardado com grande expectativa no Vaticano e em toda a Igreja. A Exortação será entregue simbolicamente a todo o Povo de Deus, durante a celebração, sendo facultada pelo Papa a um Bispo, um sacerdote, um diácono, religiosos e religiosas, noviças, uma família, catequistas, artistas, jornalistas, jovens, idosos e doentes. Será apresentada depois à imprensa no dia 26, na Sala João Paulo II – Vaticano.

Ainda segundo Dom Fisichella, neste Ano, mais de 8 milhões e meio de peregrinos se reuniram diante do túmulo de São Pedro, professando a Fé no que é apenas um sinal entre os menores, mas significativos, que permanecerão na memória do Ano da Fé.

Recorde-se que no próximo Domingo serão colocadas à veneração pela primeira vez as relíquias de São Pedro, no início das celebrações conclusivas do Ano da Fé, pelas 09h30 na Praça de São Pedro (hora de Portugal).


A Sala de Imprensa da Santa Sé informou ainda que durante a celebração serão recolhidas ofertas em favor das vítimas do tufão Hayan, que atingiu as Filipinas na semana passada, provocando milhares de mortos.
Com informações de: ACI Digital

domingo, 17 de novembro de 2013

Papa Francisco "prescreve" medicamento

Após a recitação do Angelus deste Domingo, o Papa Francisco recomendou a todos aqueles que estavam na Praça de São Pedro e, através dos meios de comunicação social, a toda a Igreja a "toma" de um medicamento: a "Misericordina".

Este "remédio espiritual" que o Papa Francisco convidou a Igreja a usar foi distribuído numa pequena caixa lembrando uma caixa de remédios, contendo no seu interior uma imagem de Jesus Misericordioso, um terço com as 59 contas, acompanhado de uma "bula" com a "posologia", como por exemplo, procurar um local silencioso e ajoelhar-se diante de uma imagem de Jesus Misericordioso. No reverso da "bula", estão presentes algumas passagens do Diário de Santa Faustina Kowalska.

O Papa  lembrou ainda que com aquele terço poderia ser rezado o Terço da Misericórdia, «ajuda espiritual para a nossa alma, para nossa vida e para divulgar em todo lugar o amor, o perdão e a fraternidade».

Para o Santo Padre, o Terço da Misericórdia e esta proposta que hoje apresentou «é um medicamento especial para perceber os frutos do Ano da Fé, que está a chegar ao fim».

No fim da alocução, o Papa Francisco lembrou ainda: «Não se esqueçam de ficar com uma caixa, porque faz bem! Faz bem ao coração, à alma e para toda a vida!»

Procuremos também nós, apesar de não termos estado fisicamente na Praça de São Pedro hoje, seguir as indicações do Santo Padre e fazer deste "medicamento" uma toma diária na nossa vida.





segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Vaticano vai expor relíquias do Apóstolo São Pedro

O Vaticano vai expor publicamente pela primeira vez as relíquias de São Pedro, o primeiro Papa da Igreja, numa iniciativa que se insere nas celebrações conclusivas do Ano da Fé, que termina a 24 de Novembro.

O anúncio foi feito na passada sexta-feira pelo presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, D. Rino Fisichella, num artigo publicado no jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano.

Não existem dúvidas que estas relíquias pertencem ao Príncipe dos Apóstolos, cujos restos mortais estão nas grutas debaixo do Altar Papal da Basílica de São Pedro, no Vaticano e que agora o Papa Francisco decidiu expor à veneração dos fiéis no final deste mês, algo inédito na História da Igreja.

Em 1953, com trabalhos ordenados pelo Venerável Papa Pio XII e dirigidos pela arqueóloga Margherita Guarducci, após vários incidentes e alguns insucessos, foram encontrados indubitáveis indícios da legitimidade das relíquias de São Pedro numa concavidade de uma parede no nível subterrâneo da Basílica Vaticana, onde se podia ler em grego: ‘Pedro está aqui’.

Foram realizados mais estudos e identificaram-se 135 ossos, dos quais poucos estavam inteiros. Foi constatado que provinham de um só indivíduo, do sexo masculino, de físico robusto e falecido no I século entre os 60 e 70 anos e que tinha sido sepultado com grande respeito e devoção.

Após longos e extensos estudos, a 26 de Junho de 1968, Paulo VI anunciou solenemente ao mundo que «as relíquias de São Pedro foram identificadas de um modo que julgamos convincente».

No final do seu artigo, D. Rino Fisichella apresenta a fé de São Pedro como o modelo de fé para os cristãos, que são animados e fortalecidos pela contemplação do rosto de Cristo:


«A fé de Pedro, portanto, confirmará mais uma vez que a «Porta» para o encontro com Cristo está sempre aberta e espera ser atravessada com o mesmo entusiasmo e convicção dos primeiros crentes».

domingo, 13 de outubro de 2013

Acto de Entrega ao Imaculado Coração de Maria


Bem-aventurada Virgem Maria de Fátima, 

Com renovada gratidão pela Tua presença materna, 
unimos a nossa voz à de todas as gerações que Te chamam bem-aventurada,
 em Ti celebramos as grandes obras de Deus,
 que nunca se cansa de se inclinar misericordiosamente sobre a humanidade,
 aflita pelo mal e ferida pelo pecado, para a curar e salvar. 

Acolhe com benevolência de mãe o acto de entrega que hoje fazemos com confiança, 
Diante desta Tua imagem, para nós tão querida. 

Estamos certos que cada um de nós é precioso aos Teus olhos 
e que nada do que habita nos nossos corações Te é estranho. 

Deixamo-nos alcançar pelo Teu olhar tão doce 
e recebemos a consoladora carícia do Teu sorriso. 

Cuida da nossa vida entre os Teus braços;
 abençoa-nos e reforça todo o desejo de bem; reaviva e alimenta a fé; 
sustém-nos e ilumina a esperança; suscita e anima a caridade; 
guia-nos a todos no caminho da santidade. 

Ensina-nos o Teu próprio amor de predilecção pelos pequenos e pobres,
 pelos excluídos e pelos que sofrem, pelos pecadores e os que têm o coração dilacerado: 
reúne-os a todos sob a Tua protecção, 
e entrega-os ao Teu dilecto Filho, o Senhor Nosso Jesus. 

Ámen 

Noite de 12 de Outubro em Fátima

Alguns elementos da JMV Sobreiro estão a participar no encontro "Com(o) Maria nos damos a Deus", encontro promovido pela Juventude Mariana Vicentina de Portugal e cujo programa se cruza com o da Peregrinação Internacional Aniversária de 12 e 13 de Outubro.

Antes de se abeirarem da Capelinha das Aparições para o início oficial da Peregrinação, os nossos jovens foram até à Capela do Santíssimo Sacramento e meditaram na segunda aparição de Nossa Senhora:
Nossa Senhora disse a Lúcia: “Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será teu  refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”. Como peregrinos de Fátima, os jovens são convidados a escutar as palavras que Nossa Senhora dirigiu a Lúcia naquele 13 de Junho e a entendê-las como dirigidas também si.

Após a oração pessoal junto de Jesus Sacramentado, os nossos jovens foram até à Capelinha das Aparições para aí, juntamente com muitas centenas de peregrinos, dar as boas vindas ao Cardeal Secretário de Estado do Vaticano - D. Tarcisio Bertone - e assim iniciar oficialmente a Peregrinação Internacional Aniversária.

Das palavras iniciais do Cardeal, retemo-nos nestas: «A profecia de Fátima, apesar de se cumprir cabalmente no século XX, está longe de ter terminado. A Igreja caminha, tal como na visão, para o Monte do Calvário e continuamente o sangue dos mártires continua a ser derramado. Como nos lembra a parábola, o trigo e o joio crescem juntos, isto é, no mundo de hoje, a graça e o pecado crescem juntos. (...) Fátima é um apelo ao amor. Olhando o exemplo e confiando na intercessão dos beatos Francisco e Jacinta e da serva de Deus irmã Lúcia, ofereçamo-nos para aceitar as provações que o Senhor nos envia».

A Mensagem de Fátima está longe de ter terminado. Nossa Senhora, em 1917 pediu aos Pastorinhos que se rezasse muito pela conversão dos pecadores e pelo Santo Padre. Oração, penitência e reparação são as atitudes principais que a Virgem Santíssima nos pediu em Fátima.

Após a recitação do Terço e da Procissão das Velas para o altar do recinto, teve início a Missa comemorativa da Dedicação da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Na homilia, D. Tarcisio Bertone disse aos peregrinos:

«Queridos peregrinos de Fátima, comemoramos hoje a Dedicação desta Basílica há 60 anos, esta que é a 'Casa da Mãe', à qual os peregrinos acorrem para o encontro com o Seu Filho. Esta Basílica tem a sua origem na pedra angular que é Cristo. A sacralidade de Jesus verdadeiro Deus e verdadeiro Homem chama-nos a fazer parte do Templo de Deus.


Cada um de nós pergunta-se sobre a verdade e a profundidade da sua ligação com Jesus. Porque podemos participar em muitos actos religiosos mas sendo apenas espectadores. Para acolher Jesus, é preciso fazer como Zaqueu, abandonando-nos em Deus. Enquanto não vivermos no abandono em Jesus, não podemos afirmar que conhecemos Jesus e n'Ele o Pai.
E continua dizendo:

«Nesta noite, não rezamos cada um por si nem em segredo, mas como um povo que segue Cristo Ressuscitado, apoiado na Palavra de Jesus que são luz para os nossos passos. O beato Francisco Marto passava muitas horas em oração, junto de 'Jesus escondido', imerso em Deus e profundamente feliz. Dizia ele à sua irmã, beata Jacinta Marto e à sua prima:  "Esta gente fica tão contente só por a gente lhe dizer que Nossa Senhora mandou rezar o terço e que aprendesses a ler! O que seria, se soubessem o que Ela nos mostrou em Deus, no Seu Imaculado Coração, nessa luz tão grande!" (Memórias, 127).

A nossa visão só é possível com a luz do sol, mas os nossos olhos não consegue fixar directamente o sol. Mas podemos olhar fixamente a lua que está associada a Nossa Senhora - «a candeia de Nossa Senhora». A Virgem Maria é a imagem da Igreja Triunfante, da Jerusalém Celeste, sinal de consolação e esperança.
Queridos peregrinos, olhai para Maria, invocai-A e imitai-A porque ela é sinal e presença do amor de Deus!»

Confiantes nas palavras do Legado Pontifício, procuremos também nós sermos anunciadores da Mensagem de Fátima na nossa vida e ver em Nossa Senhora, a presença de Deus.



sábado, 12 de outubro de 2013

Celebração Mariana em Roma

A Imagem de Nossa Senhora de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições está hoje e amanhã em Roma para participar na Jornada Mariana integrada nas celebrações do Ano da Fé.

Primeiramente a "Senhora mais brilhante que o Sol" foi levada em procissão para o Mosteiro Domus Mariae onde reside actualmente o Papa Bento XVI, para que o Saudoso Papa pudesse rezar à Virgem Maria e confiar, de certo, a sua vida e a da Igreja no Coração de Maria. 

Já na Praça de São Pedro, a imagem foi transportada num andor até ao altar do recinto, sendo recebida pelo Papa Francisco ao som do Avé de Fátima e aclamada pela multidão que emocionada acenava com lenços brancos.

O Santo Padre ofereceu à imagem de Nossa Senhora de Fátima um Terço. Recordemos o insistente pedido da Virgem Santíssima em Fátima, para que se rezasse o Terço todos os dias.

Durante esta celebração Mariana foi rezada a Via Matris, uma oração que faz parte da antiquíssima tradição da Igreja e que medita nas Sete Dores de Nossa Senhora. Após a oração, o Papa Francisco proferiu uma pequena meditação na qual referiu que Nossa Senhora é um exemplo de fé para todos os cristãos.

 “Toda a Sua vida foi seguir o Seu Filho: Ele é a estrada, Ele é o caminho! Progredir na fé, avançar nesta peregrinação espiritual que é a fé, não é senão seguir a Jesus; ouvi-lo e deixar-se guiar pelas suas palavras”.  

O Papa disse ainda à multidão presente na Praça de São Pedro e a todos os que acompanhava a oração através dos meios televisivos e da internet que “A fé de Maria enfrentou a incompreensão e o desprezo; quando chegou a «hora» de Jesus, a hora da paixão, então a fé de Maria foi a pequena chama na noite”.

Novamente ao som do Avé de Fátima a imagem de Nossa Senhora foi transportada para a Basílica de São Pedro e seguidamente irá para o Santuário do Divino Amor, para a oração ‘Com Maria para além da noite’.



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A imagem de Nossa Senhora de Fátima volta a Roma

Como é sabido, as Jornadas Marianas marcadas para este fim-de-semana no Vaticano vão contar com a presença da Imagem de Nossa Senhora de Fátima que se venera na Cova da Iria, um pedido feito expressamente pelo Papa Bento XVI e confirmado pelo Papa Francisco.

Na próxima madrugada, a Imagem sairá do Santuário e será levada até Roma. Chegada a Roma, fará uma passagem breve pela Capela do Mosteiro onde vive o Papa Bento XVI, o qual terá um momento de oração diante da imagem da 'Senhora mais brilhante que o sol'.

De seguida, Nossa Senhora partirá em direcção à Praça de São Pedro, onde será recebida pelo Papa Francisco.

Em declarações à Família Cristã’, Dom Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, afirma que «Nossa Senhora de Fátima é a imagem mais coerente para uma Consagração do mundo a Nossa Senhora. Ela permanece ainda como expressão, a mais imediata e mais coerente, para viver uma condição de fé»,
Dom Fisichella afirma ainda que as aparições de Fátima estão em perfeita sintonia com o Evangelho: «Em Fátima, Nossa Senhora, andou sempre a lembrar a exigência da conversão e da mudança do homem; portanto, na medida em que formos capazes de aderir ou compreender esta mensagem, devemos mudar o coração para acolher em nós a presença de Cristo, sobretudo na constância e na continuidade da oração».
Neste sentido de conversão e oração, a Mensagem de Fátima ponta para os Sacramentos, em especial para o Santíssimo Sacramento da Eucaristia e para o Sacramento da Penitência. Por isso, a partir da madrugada de sábado, as igrejas de Roma «estarão abertas para adoração da Sagrada Eucaristia e também para confissões».
Por sua vez, o reitor do Santuário de Fátima afirma que esta é a primeira vez que a Imagem não estará presente em Fátima numa Peregrinação Aniversária, desta vez presidida pelo Secretário de Estado do Vaticano. É também a «terceira vez que a Imagem viaja para Roma a pedido dos Papas». Por isso, o Pe. Carlos Cabecinhas considera que «Nossa Senhora é um elemento fundamental da Nova Evangelização».
O programa oficial destas Jornadas Marianas pode ser consultado aqui e as celebrações poderão ser assistidas em directo a partir de Roma no Canal Televiso do Vaticano ou na página do canal católico italiano TV2000.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O pedido da Consagração da Rússia feito pela Virgem

No dia 13 de Julho, depois de mostrar o Inferno aos Pastorinhos, Nossa Senhora disse-lhes:
 
«Virei pedir a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora no primeiro sábado de cada mês. Se atenderem aos Meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz. Se não, [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados. O Santo Padre terá muito que sofrer. Várias nações serão aniquiladas».
Devido aos conflitos políticos e mundiais, foi difícil para o Papa aceder prontamente a este pedido. Em 1942 foi feita pelo Papa Pio XII a primeira Consagração do Mundo e do povo português a Nossa Senhora. A Consagração da Rússia não foi feita nos moldes que a Santíssima Virgem pediu, mas como para o Céu toda a oração tem valor, este acto ajudou a acabar com a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, a Rússia já espalhara «os seus erros pelo mundo», com o ressurgimento das ideologias ateias e comunistas que se aproveitaram da miséria humana que resultou da II Grande Guerra.
Assistindo à infiltração deste mal na sociedade, o Venerável Papa Pio XII voltou a consagrar o mundo, com especial menção do povo russo em 1952. Também Paulo VI consagrou o mundo, no fim da 3ª sessão do Concílio Vaticano II, ao Imaculado Coração de Maria, em 1964.
O Papa João Paulo II renovou estes actos de Consagração durante o seu Pontificado. Em 1982, na sua primeira peregrinação a Fátima, consagra a Igreja, os Homens e os Povos, com menção velada da Rússia, ao Imaculado Coração de Maria. Depois, em 1984, diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima ida expressamente da Capelinha das Aparições, em união com todos os Bispos do Mundo que estavam ali presentes, consagra novamente o mundo ao Imaculado Coração .
Depois desta Consagração, o mundo começou a assistir, num desencadear de acontecimentos, ao fim da divisão e do ódio que separavam os povos, dos quais o Muro de Berlim era o símbolo máximo. O Comunismo ficou extremamente debilitado e a própria Rússia reconheceu que enfraqueciam as perseguições contra a Doutrina da Igreja e caíam as resistências à Fé cristã.
Mas “os filhos das trevas são mais espertos nas suas obras que os filhos da luz” (Lc, 16,8) por isso, ainda que sem tanto poder, as ideologias ateias e comunistas continuam a ensombrar, na penumbra, a História da humanidade. Assim, Sua Santidade Bento XVI e agora o Papa Francisco entenderam que devia ser renovada esta Consagração do mundo, para que Nossa Senhora nos livre desses e dos outros males que afligem a Igreja e o mundo inteiro.
Unirmo-nos ao Papa num acto de Consagração significa ficarmos comprometidos com Nossa Senhora para colaborar e ter esperança no triunfo do Seu Coração:
«Consagrar o mundo ao Imaculado Coração não é só lançar no coração da Mãe todas as preocupações do mundo; mas é meter-nos a nós dentro desse coração, sentindo com esse coração as feridas do mundo para nos implicarmos a nós mesmos e receber d’Ela aquela palavra de confiança, a última palavra que Ela disse relativamente ao seu Coração Imaculado: ‘Por fim, o meu Coração Imaculado triunfará’».- Dom António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, 2009.
Como preparação para o próximo dia 13 de Outubro, nos próximos dias publicaremos textos relativos às diferentes consagrações feitas pelos Sumos Pontífices.

A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria


O saudoso Santo Padre Bento XVI tinha já planeado a Jornada Mariana – que vai acontecer em Roma no próximo fim-de-semana – no contexto do Ano da Fé, incluindo a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Nossa Senhora.

Depois da sua eleição, Francisco manifestou a mesma vontade de Bento XVI e pediu que a Imagem que se venera na Capelinha da Cova da Iria fosse levada ao Vaticano para esse acto de entrega do mundo nas mãos puríssimas de Maria.


O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, revelou ontem que após o Conclave recebeu uma carta a confirmar que o Papa Francisco “manifestava o mesmo desejo de Bento XVI” de consagrar o mundo ao Imaculado Coração de Maria, “para confiar o mundo neste momento de escuridão e de ameaças de guerras”.

Os acontecimentos de Fátima ocorreram “num momento histórico da humanidade que corria o risco de uma autodestruição e à Igreja que corria o risco do aniquilamento por parte da perseguição de poderes ou potências ateias”.

Nos dias de hoje, as ameaças do ateísmo mantêm-se em muitas partes do mundo, sob o pretexto de uma falsa laicidade pela qual muitos países, em vez de defenderem a neutralidade religiosa, muitas vezes promovem acções nitidamente anti-cristãs.

Felizmente, as perseguições do Comunismo que D. António Marto referiu, ficaram seriamente debilitadas ao longo da segunda metade do século XX, graças à intercessão de Nossa Senhora e à acção de vários Papas que consagraram o mundo e especificamente outros países ao Seu Imaculado Coração. Desses Papas destaca-se, obviamente, o Beato João Paulo II, muito devoto de Fátima e que nos visitou por 3 vezes.

Mas, apesar de frágeis, essas potências esperam os dias que tentarão lançar o golpe final à Igreja de Nosso Senhor e, consequentemente, ao mundo. O Santo Padre sabe disso e sabe que Fátima está intimamente ligada com os destinos da História e do Papado. Por isso, quis renovar este acto de entrega filial do mundo nas mãos de Maria Santíssima.

Por cá, a peregrinação de 12 e 13 de Outubro em Fátima, contará com a presença do Secretário de Estado do Vaticano, Dom Tarcisio Bertone, num dos seus últimos actos públicos nesta função.

D. Tarcisio Bertone - juntamente com o então Cardeal Ratzinger, futuro Papa Bento XVI -foi muitas vezes o enviado especial do Papa João Paulo II para dialogar com a Irmã Lúcia sobre “a interpretação da terceira parte do Segredo de Fátima”, por isso, “é das pessoas que tem mais proximidade e conhece mais por dentro a mensagem de Fátima e todas as vicissitudes que a foram acompanhando”.


Rezemos muito, nestes dias, pela Igreja, pelo Papa Francisco e pelo Santo Padre Bento XVI, dois servos do Senhor que, cada um no seu tempo e no seu modo, têm-se sacrificado pelo Corpo de Cristo que é a Igreja. E não esqueçamos de pedir a Deus pelos bons frutos da Consagração ao Imaculado Coração de Maria, no próximo Domingo.

Fonte das palavaras de D. Marto: Agência Ecclesia

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Festa de Nossa Senhora do Rosário

A Igreja celebra a 7 de Outubro a Memória de Nossa Senhora do Rosário, comemoração esta que foi instituída pelo Papa S. Pio V no aniversário da vitória obtida pelos cristãos na batalha naval de Lepanto e atribuída ao auxílio da Santa Mãe de Deus, invocada com a oração do Rosário.

“Propagando-se esta devoção, os cristãos  entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a  transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e  difundir-se-á a luz da Fé católica" dizia São Pio V quando instituiu esta festa que hoje celebramos. 
 

A origem da devoção a Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, no entanto, pode fixar-se que a sua propagação teve início com São Domingos no século XIII. Segundo conta a tradição da Igreja,  este santo teve a graça de Nossa Senhora lhe ter aparecido, oferecendo-lhe o Rosário com o pedido de que este propagasse a sua devoção.

No decurso da história da Igreja são atribuídos grandes triunfos à recitação do Rosário, como refere o Sumo Pontífice Urbano IV - "pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão", ou o Papa Sixto IV - "é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo".

A celebração deste dia é, portanto, um convite a todos os fiéis para que meditem os mistérios de Cristo, em companhia da Virgem Maria, que foi associada de modo muito especial à encarnação, à paixão e à ressurreição do Filho de Deus.

Esta devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja em difundi-lo. O Rosário tem a virtude ser a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos. 

Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho. Nos mistérios gozosos, contemplamos a alegria da Encarnação do Verbo e a infância de Jesus. Nos mistérios dolorosos, meditamos na agonia e no caminho para o Calvário, no qual Jesus dá a Sua vida por nós. Ao contemplar os mistérios gloriosos, meditamos na Ressurreição de Jesus, passando pela Ascenção aos Céus e pela glória de Nossa Senhora.

Há onze anos, o Papa João Paulo II, pela Carta Apostólica RosariumVirginis Mariae, sugeriu como meditações facultativas para as Quintas-feiras, os mistérios luminosos, que retratam a  vida pública de Jesus.

Quase a terminar o Ano da Fé, proposto por Sua Santidade o Papa Bento XVI, e evocando os textos conciliares que devem ser compreendidos à luz da Fé e da Tradição da Igreja, recordemos a Constituição dogmática Lumen gentium na qual a devoção à Santíssima Virgem Maria na vida da Igreja é explicada. Segundo o Concílio Vaticano II, Nossa Senhora foi “exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a Seu Filho, acima de todos os Anjos e Homens". "Maria que, como Mãe Santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial".

Procuremos também nós sermos verdadeiros "Apóstolos do Rosário", tal como São Domingos foi na sua época, procurando sempre propagar a sua devoção como remédio contra os males da Humanidade e para maior glória de Deus e da Virgem Maria, com a certeza do Triunfo do Seu Coração Imaculado.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

JMV Sobreiro em pregrinação ao Vaticano

No passado fim-de-semana, de 6 a 9 de Setembro, a JMV Sobreiro peregrinou até Roma, sendo esta uma iniciativa pensada pelo Grupo no contexto do Ano da Fé que estamos a viver.

A viagem iniciou-se bem cedo, de forma a aproveitar ainda todo o primeiro dia na Cidade Eterna. Chegados a Roma, e depois de se preparar o almoço, percorremos a curta distância de casa até à Praça de São Pedro entoando cânticos Eucarísticos e Marianos. Visitámos a Basílica de São Pedro, tendo rezado pelas nossas intenções, pelas que nos foram recomendadas e pela Igreja junto do túmulo do Beato João Paulo II e do Papa São Pio X. Ao fim da tarde, assistimos à Santa Missa no Altar da Cátedra que foi rezada em latim e italiano e que, apesar de simples, foi acompanhada de um coro masculino que cantou cânticos gregorianos belíssimos.
À saída, na Praça de São Pedro, avistamos o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – Dom Gerard Müller - e não perdemos tempo em abordá-lo no sentido de o cumprimentar e tentar que, através dele, pudéssemos realizar um desejo do Grupo: visitar ou rezar um pouco no Mosteiro Mater Ecclesiae, onde Bento XVI vive em recolhimento e para onde já tínhamos enviado uma carta com esse pedido. Após alguns minutos de diálogo, percebemos que não seria de todo fácil… Não vimos o nosso desejo concretizado mas o encontro com este membro da Cúria Romana terminou com uma fotografia de grupo com D. Müller.

O primeiro dia de peregrinação terminou com um jantar tipicamente italiano e uma visita a um dos sítios mais emblemáticos da cidade de Roma: La Fontana di Trevi. Pelo caminho, encontrámos duas Irmãs Franciscanas, não perdendo a oportunidade de lhes oferecer algumas pagelas dos nossos Pastorinhos, os Beatos Francisco e Jacinta, pedindo-lhes que rezassem pela sua canonização.
O dia de Sábado, 7 de Setembro foi longo! Era o dia de jejum, penitência e oração proposto pelo Papa Francisco para pedir o dom da paz para o mundo. Logo de manhã, dirigimo-nos à lindíssima Basílica de Santa Maria Maior para rezar o Terço, na Capela onde está o famoso ícone de Nossa Senhora, ‘Salus Populi Romani’, o mesmo que iria estar nessa noite junto do Papa, na Vigília de oração. Após o Terço, foi rezada a Santa Missa Votiva de Nossa Senhora, Rainha da Paz. Seguidamente, dirgimo-nos à Basílica de São João de Latrão, que não foi visitada na totalidade devido aos preparativos para as ordenações episcopais que ali ocorreriam nessa tarde.

Depois de um leve almoço, rumámos à Praça de São Pedro para podermos conseguir um lugar privilegiado para a Vigília. Enquanto a Praça não era acessível, cantavam-se cânticos marianos em várias línguas. Rezámos o terço com um grupo italiano que, no final, começou a entoar o ‘Avé de Fátima’, para grande emoção de todos os peregrinos de língua lusitana, cujas vozes logo se juntaram às primeiras! Foram momentos inesquecíveis, de união e comunhão, em oração à Rainha da Paz. Durante a espera, fomos ainda interpelados por alguns repórteres de várias partes do mundo que estavam a cobrir o evento em directo, dando testemunho da Fé que temos na força da oração.
Devidamente instalados na Praça de São Pedro – sentados a pouquíssimas filas do Altar! – aguardámos a chegada do Santo Padre. Pelas 19 horas, o Sucessor de Pedro surge e saúda os peregrinos. Logo depois, iniciou-se a Procissão para o Altar com o ícone de Nossa Senhora e foi recitado o Terço do Rosário. A Vigília durou 4 horas, estando a Praça repleta de peregrinos – 100 a 200 mil pessoas – mas o silêncio que se fazia nos momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento era impressionante! No fim, o Papa Francisco agradeceu carinhosamente o sacrifício de permanecermos ali com ele todo este tempo: «Obrigado por me terem feito companhia! Boa noite e bom descanso». Foram horas de muito cansaço e alguma fome, mas ao mesmo tempo, únicos e inesquecíveis, um autêntico ambiente penitencial e de oração, tal como desejou o Santo Padre.

Era já perto da meia-noite quando regressámos a casa, agradecendo a Deus a graça de estarmos precisamente neste dia na Sé de Pedro a rezar pela paz no mundo.

O Domingo iniciou-se com uma caminhada até à Praça de São pedro para a oração do Angelus. Nela, o Papa apelou novamente à paz e à não comercialização de armas: «Continuemos com a oração e com as obras de paz! Convido-vos a continuar a rezar para que cesse imediatamente a violência. A busca pela paz é um longo caminho que exige paciência e perseverança! Continuemos com a oração!»
A tarde de Domingo foi passada a visitar o centro de Roma, algumas Praças e igrejas antigas. Assistimos à Missa Dominical na bonita igreja da Santissima Trinità dei Pellegrini, celebrada na Forma Extraordinária do Rito Romano, segundo as disposições do Papa Bento XVI no seu Summorum Pontificum.

O último dia de peregrinação foi mais dedicado à parte cultural. Visitámos os Museus Vaticanos, onde apreciámos as belíssimas obras de pintura e escultura, terminando na Capela Sistina, onde são eleitos os Sumos Pontífices. Seguidamente, houve tempo para a aquisição de algumas recordações perto das muralhas do Vaticano, antes de embarcarmos de novo para Portugal.

Para nós, enquanto Grupo, estes dias de peregrinação à Sé de Pedro foram uma oportunidade de crescimento espiritual, pessoal e, claro, de espírito de Grupo. A grande intenção que deixámos em Roma foi que Nossa Senhora, Mãe da Igreja, interceda por todos os jovens; que sejam sempre e em tudo testemunhas firmes e fiéis da Fé e da Doutrina que esta nossa Igreja Católica propõe ao mundo para a salvação eterna da humanidade!

  

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Programa da Jornada Mariana, nos dias 12 e 13 de Outubro em Roma


Como é sabido, nos próximos dias 12 e 13 de Outubro, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições irá a Roma, a pedido do Santo Padre, para a Jornada Mariana que se vai realizar no contexto do Ano da Fé e que contará com a presença de Associações Marianas provenientes de todo o mundo.

Na sua página oficial na Internet, o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização anunciou o programa da Jornada Mariana.

Para quem não puder ir a Roma e quiser acompanhar as celebrações da Jornada Mariana, partilhamos aqui o programa da mesma. Na Internet, o Centro Televisivo do Vaticano também irá transmitir em directo a maior parte das cerimónias.


Programa da Jornada Mariana
Roma, 12-13 de Outubro
(A hora refere-se ao horário italiano, mais uma hora que em Portugal)


Sábado, 12 de Outubro

08:00-12:00 – Peregrinação ao Túmulo do Apóstolo São Pedro.

09:00-12:00 – Adoração Eucarística e celebração do Sacramento da Penitência em igrejas próximas da Praça de São Pedro.

17:00 – Recepção à Imagem de Nossa Senhora de Fátima, na Praça de São Pedro, com a presença do Papa.
Catequese Mariana.

A partir das 19:00 – Chegada da Imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Santuário da Divina Misericórdia e começo do tempo de oração intitulado “Com Maria durante a noite”, evento organizado pela Vigararia de Roma e patrocinado pelo Pontifício Concelho para a Nova Evangelização, que inclui:

- Recitação do Terço com todos os que, por todo o mundo, acompanham o evento e em união com alguns Santuários marianos (19:00).

A partir das 22:00 -  Vigília de oração.


Domingo, 13 de Outubro

08:00 – Chegada da Imagem à Praça de São Pedro.

10:00 – Recitação do Terço.

10:30 – Santa Missa celebrada pelo Papa Francisco na Praça de São Pedro.


A JMV Sobreiro propõe que se reze, desde já, pelos bons frutos destas celebrações marianas, pedindo à Virgem Santíssima, Medianeira de todas as graças, que acolha benignamente a Consagração do mundo ao Seu Coração Imaculado que deverá ser feita no dia 13 de Outubro pelo Santo Padre.



Atendei, Mãe da Igreja, as orações dos Vossos filhos. 
Derramai, Senhora, todas as graças de Deus necessárias para a conversão e salvação do mundo!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Imagem de Nossa Senhora de Fátima vai a Roma para a Consagração do mundo



Em resposta ao desejo do Santo Padre Francisco, a Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições estará em Roma nos dias 12 e 13 de Outubro, na Jornada Mariana promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. 

No dia 13 de Outubro, junto da Imagem de Nossa Senhora, o Papa Francisco fará a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.

A Jornada Mariana é um dos grandes eventos pontifícios previstos no calendário de celebração do Ano da Fé e congregará em Roma centenas de movimentos e instituições ligadas à devoção mariana.

Numa carta dirigida ao Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, D. Rino Fisichella, comunica que «todas as realidades eclesiais da espiritualidade mariana» estão convidadas a participar na Jornada Mariana: um encontro que prevê, no dia 12, uma peregrinação ao túmulo do Apóstolo de São Pedro e outros momentos de oração e de meditação e, no dia 13, a Santa Missa celebrada pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro.

«É um desejo vivo do Santo Padre que a Jornada Mariana possa ter como especial sinal  um dos ícones marianos entre os mais significativos para os cristãos em todo o mundo e, por esse motivo, pensamos na amada imagem original de Nossa Senhora de Fátima”, escreveu D. Rino Fisichella.

Assim, a Imagem de Nossa Senhora deixará o Santuário de Fátima em Portugal na manhã do dia 12 de Outubro e regressará na tarde do dia 13.

Rezemos desde já pelos bons frutos desta consagração. 
Que seja fonte de abundantes graças para a Igreja e para todo o mundo!



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