"Raios de Luz"


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Caminhada de Advento 2014



Chegamos mais uma vez ao grande Tempo Litúrgico que é o Advento, o tempo em que preparamos a vinda do Senhor. A vinda do Deus que Se fez homem para nos salvar. Esta é a prova de que Deus está próximo, de que não é um Deus que Se põe acima de nós, desinteressando-se pela Sua criação. Este é o Deus que habitou um tempo e um lugar em conjunto com o homem. E de que modo poderíamos fazer esta preparação senão através da oração? Pois este é, de facto, o verdadeiro modo de como a Igreja preservera.
Diz o Papa Bento XVI em relação ao Advento:
«Todo o povo de Deus volta a pôr-se a caminho, atraído por este mistério: o nosso Deus é "o Deus que vem" e que nos convida a ir ao seu encontro. De que modo? Em primeiro lugar, naquela forma universal da esperança e da espera, que é a oração, que encontra a sua expressão eminente nos Salmos, palavras humanas em que o próprio Deus pôs e põe continuamente nos lábios e nos corações dos fiéis a invocação da sua vinda.»
Assim, preserveremos também, unidos à orbe católica, orando neste tempo que nos diz repetidamente ao longo dos dias, das semanas, dos meses: Acorda!Recorda que Deus vem! 
Não ontem, não amanhã, mas hoje, agora!


Objectivo
Com a presente Caminhada temos o objectivo de motivar os jovens a rezar mais intensamente neste grande Tempo que é o Advento, facilitando-lhes orações, passagens bíblicas para reflexão e algumas atitudes práticas que devemos realizar no nosso dia-a-dia. 


Modo de Funcionamento
A presente Caminhada tem por base um “Calendário de Advento”. Porém, é um Calendário Cristão, logo, em vez dos típicos chocolates, cada dia está reservado a um momento de preparação para o Tempo do Natal que se aproxima.
Poderá ser: uma oração, a indicação de um texto Bíblico, uma meditação, uma pequena formação sobre o Tempo do Advento ou questões relacionadas ou uma acção para por em prática na vida.  
No link seguinte, encontrará o calendário:


Duração
A Caminhada terá início no Primeiro Domingo do Advento (30/11/2014), onde serão entregues os “Calendários” a cada um dos elementos e terminará no dia da Solenidade do Natal do Senhor (25/12/2014). 


Fontes 
• YOUCAT Jugenkatechismus Der Katholischen Kirche, Tradução de Ricardo
Tavares; Lisboa, 6 de Janeiro de 2011
• YOUCAT Jugendgebetbuch, Tradução de Cláudia Lobo; Janeiro de 2013
• BÍBLIA SAGRADA, Difusora Bíblica, Centro Bíblico dos Capuchinhos; Março de
2006
• BÍBLIA PARA MIM, Eduardo Ferreira Graça, MedicineOne S. A & LDE, Loja da
Bíblia Editorial LDA; Sociedade Bíblica de Portugal 2009
• ORAR A PALAVRA Lectio Divina com Jovens Ano B, Pe. David Teixeira

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A grandeza de um Deus que se fez Menino

«Conseguis ver onde se oculta a grandeza de Deus? Num presépio, nuns paninhos, numa gruta. A eficácia redentora das nossas vidas só se pode dar com humildade, deixando de pensar em nós mesmos e sentindo a responsabilidade de ajudar os outros.

Cristo foi humilde de coração. Ao longo da Sua vida, não quis para Si nenhuma coisa especial, nenhum privilégio. Começa por estar nove meses no seio de Sua Mãe, como qualquer outro homem, com extrema naturalidade. Sabia o Senhor que a Humanidade padecia de uma urgente necessidade d’Ele. Tinha, portanto, fome de vir à terra para salvar todas as almas; mas não precipita o tempo; vem na Sua hora, como chegam ao mundo os outros homens. Deus veio habitar entre os homens!

O Natal também está rodeado de uma simplicidade admirável: o Senhor vem sem aparato, desconhecido de todos. Na Terra, só Maria e José participam nesta divina aventura. Depois, os pastores, avisados pelos Anjos. E mais tarde os sábios do Oriente. Assim acontece o facto transcendente que une o Céu à Terra, Deus ao homem!

Deus humilha-Se para que possamos aproximar-nos d’Ele, para que possamos corresponder ao seu Amor com o nosso amor, para que a nossa liberdade se renda, não só ante o espectáculo do Seu poder, como também ante a maravilha da Sua humildade.

Grandeza de um Menino que é Deus! O Seu Pai é o Deus que fez os Céus e a Terra, e Ele ali está, num presépio, quia non erat eis locus in diversorio, porque não havia outro sítio na Terra para o dono de toda a Criação!»

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Natal não é a festa de aniversário de Jesus

 
«Alguns pensam que celebrar o Natal é comemorar o aniversário de Jesus; alguns chegam até a cantar o 'Parabéns a você'! Isto é completamente despropositado, contrário ao sentimento da Igreja e fora do sentido da celebração dos cristãos. Então, se não celebramos o aniversário de Jesus, o que fazemos no Natal?
 
Quando a Igreja celebra as festas do Natal, quer celebrar não o aniversário do Menino Jesus... O que ela deseja fazer é tornar presente para nós, na força do Espírito Santo, a graça da Vinda de Cristo!
Celebrando a liturgia do Natal, o acontecimento do passado - a Manifestação do Filho de Deus - torna-se presente no hoje da nossa vida! Na Liturgia do Natal a Igreja não diz: “Há dois mil anos nasceu Jesus”! Nada disso! O que ela diz é: “Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz!”.
Então, celebrando as Santas Festas do Natal, celebramos a Manifestação do Salvador no nosso hoje, na nossa vida, no nosso mundo! A Liturgia tem esta característica: na força do Santo Espírito torna presente realmente, de verdade, aquele acontecimento ocorrido no passado. Não é uma repetição do acontecimento, nem uma recordação! É, ao invés, aquilo que a Bíblia chama de memorial, isto é, tornar presente os actos de salvação de Deus.
Sabemos que a Eucaristia é a celebração, o memorial da Páscoa do Senhor. Como é que já no Natal a Igreja mete a celebração da Páscoa? É que a Eucaristia não é simplesmente a celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo!
Ao celebrarmos as festas do Natal com a Santa Missa, celebramos o mistério, o acontecimento da nossa salvação que torna presente e actuante na nossa vida.
Celebrando a Missa do Natal, recebemos a graça do Natal, entramos em comunhão com Cristo que veio no Seu Natal, porque recebemos o Corpo e Sangue do Senhor: o próprio Cristo que nasceu para nós.
Então, que neste Natal ninguém cante parabéns para o Menino Jesus, nem fique com inveja dos pastores e dos magos... Também para nós HOJE nasceu um Salvador: o Cristo ressuscitado, glorioso, que recebemos verdadeiramente na Comunhão do Seu Corpo e Sangue e cujo mistério celebramos nos gestos, palavras e símbolos da Liturgia santíssima!»

domingo, 22 de dezembro de 2013

Desça o orvalho do Alto dos Céus!

 
 
Desça o orvalho do alto dos Céus
e as nuvens chovam o Justo!

 Não Vos irriteis, Senhor, não Vos recordeis da nossa iniquidade:
eis que a Cidade do Santo tornou-se deserta,

Sião ficou deserta;
Jerusalém está desolada;
a casa da Vossa santidade e da Vossa justiça,
onde Vos louvaram os nossos antepassados.

 Pecámos, e nos tornámos como que impuros,
e caímos como todas as folhas;
os nossos pecados levaram-nos como um vento;
Vós escondestes o Vosso rosto de nós,
e nos quebrastes com a nossa própria iniquidade.

 Vede Senhor, a aflição do Vosso povo,
e enviai Aquele que estais para enviar;
mandai-nos o Cordeiro, Dominador da terra,
desde o deserto até o Monte da Filha de Sião
para que Ele nos liberte do jugo da nossa escravidão.

 Consola-te, consola-te, ó Meu povo:
depressa virá a tua salvação.
Por que te deixas consumir pela amargura,
por que persistes na tua dor?

Salvar-te-ei, não tenhas medo,
porque Eu sou o Senhor teu Deus,
o Santo de Israel, o teu Redentor.
 
Desça o orvalho do alto dos Céus
e as nuvens chovam o Justo! 
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Vinde, Senhor: a Igreja Vos espera!

 
Vinde, Senhor, não tardeis;
E dai-nos a Vossa Luz!
Deus connosco, Rei da Paz:
Oh! Vinde, Senhor Jesus!
 
Vinde, Senhor: a Igreja Vos espera,
Sol de justiça, eterna primavera.
Vinde, Senhor: a Terra Vos procura,
Vós sois a Luz de toda a criatura.
 
Palavra Eterna, falai à Vossa Igreja
Que tão ardentemente Vos deseja.
Palavra Eterna, criai um mundo novo,
Fazei dos homens todos um só povo.
 
Palavra Eterna, Simples, Incorrupta,
Falai, Senhor, que a Vossa Igreja escuta.
Palavra Eterna, clamai neste deserto,
Fazei sentir aos homens que estais perto.

Vinde, Senhor: a Igreja é Vossa Esposa,
Mostrai-lhe a vossa face gloriosa.
Vinde, Senhor: Falai, Verbo de Deus,
Criai a nova terra e os novos céus.
Hino do Ofício Divino


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho»

A Santíssima Virgem Maria tem lugar de destaque na Liturgia do próximo Domingo, o último do Advento. No Evangelho, proclamamos que o anúncio profético da primeira leitura se realizou à letra, quando a Virgem Santa Maria Se tornou Mãe de Jesus: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’».

A Maternidade Divina de Maria está estreitamente ligada à Encarnação do Filho de Deus. A partir daquele momento, em que Nossa Senhora aceita ser Mãe de Deus, o mistério e a missão de Cristo une-se para sempre ao mistério e à missão de Maria. Deus torna-se carne n’Aquela que Ele enchera de graça ainda antes da Anunciação.
Ao mesmo tempo, o evangelista tem o cuidado de nos mostrar também o acolhimento amoroso e consciente de São José.
O esposo da Virgem, inicialmente, não consegue compreender tão maravilhoso mistério mas os seus olhos são iluminados pela intervenção do Anjo que o esclarece acerca da Maternidade de Maria: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Com que alegria São José terá ficado! Podemos imaginar os seus pensamentos: «Deus no ventre da minha esposa! Deus na minha própria casa!» Com que respeito e zelo terá José cuidado da Virgem Santa!
Na nossa vida, Deus também está perto de nós, nas nossas casas, no nosso próximo, nos nossos pais, irmãos, na nossa esposa, filhos, vizinhos e colegas de trabalho… Deus está presente nos doentes, nos pequeninos, nos desfavorecidos e nós tantas vezes celebramos o Natal fechados em nós e nas coisas materiais e não reconhecemos Jesus nos nossos irmãos!
Que, à semelhança de São José, possamos abrir os olhos para os outros, vendo neles a presença de Deus, cuidando deles tal como o glorioso Patriarca cuidou de Maria, sua Santíssima esposa.
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Derramai ó Céus - F. Santos [partitura]
Salmo: Venha o Senhor [partitura]
Ofertório: Eis a escrava do Senhor - CEC I, p. 25-26 [partitura]
Comunhão: A Virgem conceberá - NCT  42 [partitura]
Pós-Comunhão: Abri de par em par - OC 25 [partitura]
Final: Feliz és Tu, porque acreditaste - CEC I, p. 26-27 [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

Reflexões de Advento: «A esperança num Deus que não nos abandona»

«Alegrai-vos! E alegrai-vos sempre! Mas, alegrai-vos no Senhor! E porquê? Porque Ele está perto! Não nos deixa nunca: Ele vem sempre como Emanuel – o Deus connosco!
Mas que cristão não lamenta a situação actual da humanidade? Quem não sente na vida a tentação de fraquejar e do desânimo? Quem, às vezes, não pergunta onde Deus está, que parece tão distante e ausente?

Escutai: «Fortalecei as mãos fatigadas e robustecei os joelhos vacilantes. Dizei aos corações perturbados: 'Tende coragem, não temais: Aí está o vosso Deus, vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-vos'» (cf. Is 35, 1-6)

É esta a esperança do Tempo do Advento: a esperança num Deus que não nos esquece, não nos desilude, não nos deixa sozinhos... Um Deus que vem ao nosso encontro no Messias esperado!

Eis o motivo da nossa alegria: a certeza da fé em Jesus Cristo. Ele é a presença pessoal de Deus entre nós, Aquele que nos sustenta na fraqueza! A salvação que Ele trouxe haverá de se manifestar um Dia, naquele dia do Juízo Final, quando tudo será passado a limpo.

As grandes tentações para o cristão de hoje são a falta de entusiasmo e de esperança, um cansaço diante a paganização do mundo e a teimosia humana... A consequência é a falta de uma alegria verdadeira.

O Advento não somente nos prepara para a celebração da primeira vinda do Senhor no Natal, mas sobretudo nos convida a reconhecer as Suas vindas na nossa vida e a esperar com ânsia e compromisso a Sua Vinda final! Ele virá e conduzirá tudo à Plenitude!»

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Advento com Nossa Senhora

A Igreja está aproximadamente a meio do Tempo do Advento. Fixemos o nosso olhar na Virgem Maria, Aquela que esperou e viveu no seu coração a vinda do Messias.

Durante nove meses, Nossa Senhora carregou dentro de Si o Salvador e viveu o mistério da maternidade. A gravidez de Maria foi o advento plenamente vivido, como tal, podemos hoje, vivê-lo em companhia da Mãe de Deus.

Advento, tempo de conversão. Mas, como falar em conversão naquela que é toda pura e cheia de graça?  Em Maria não havia pecado.  Foi concebida imaculada para que Seu ventre pudesse abrigar aquele que trazia em si todo o Bem e todo Amor.

Na Anunciação, fica claro que Maria não entendia como a vontade de Deus se concretizaria: questiona o Anjo Gabriel, tenta entender o que aos olhos humanos era incompreensível – como gerar vida, se ela não conhecia homem e se era virgem? E o Anjo explica-lhe como, abrindo-se à vontade de Deus, receberia o Espirito Santo que a cobriria de entendimento e adoração, reverenciando desde já a Vida que nascia dentro de Si.

O acompanhar dos episódios que se seguiram a partir do momento da Anunciação é revelador desse desejo de Maria.  Ao longo da Sua vida, Nossa Senhora guardou no Seu coração todos os acontecimentos que marcaram a vida do Verbo de Deus. Acompanho-O na sua caminhada terrena, ajudando-o a crescer em estatura, conhecimento e graça.  E, espantada e sofrida, o assistiu à morte de Jesus na cruz, tentando entender a vontade do mundo que matava Aquele só havia lhe dado amor.

Observar Maria ao longo da vida de Jesus Cristo ajuda-nos a entender como fazer para entendermos a história de um Deus que caminha com a humanidade.  O Criador conhece pelo nome cada uma das suas criaturas.  Mas, às criaturas não é dado todo o conhecimento do Seu Criador.  Por isso, a necessidade de saber escutá-Lo na turbulência da nossa vida e senti-Lo quando parece estar longe.  E este é também um caminho de conversão!

A Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, procurou sempre escutar a vontade de Deus a Seu respeito, sendo por isso modelo para cada um de nós. Que os nove meses de espera que Nossa Senhora viveu antes do nascimento do Messias nos ensinem a fazermos em tudo e sempre a vontade de Deus.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

«És Tu Aquele que há-de vir?»

Neste Domingo, o III do Advento, a Igreja repete a pergunta feita pela primeira vez a Jesus pelos discípulos de João Baptista: ‘És tu Aquele que haveria de vir ou devemos esperar outro?’

No nosso tempo, os homens levantam a mesma questão a respeito de Jesus Cristo.
E às vezes, esta pergunta é feita propositadamente para silenciar a Doutrina ensinada por Nosso Senhor à Igreja, negar a Sua existência ou deformar a Sua Mensagem. Precisamente a meio do Tempo de Advento, esta questão é fundamental:
 
Quem é Jesus para nós?
 
Falamos d’Ele e testemunhamo-Lo? Confessamos que Ele é o Messias, o próprio Deus feito Homem, que nasceu da Virgem Santíssima e que cresceu e viveu como homem?
Acreditamos que Ele sofreu e morreu numa cruz para nos livrar do pecado e da morte eterna e ressuscitou, estando agora no Céu, de onde virá gloriosamente no fim do mundo julgar os vivos e os mortos?
Ou esperamos num ‘outro Jesus’, um Jesus que frequentemente nos é apresentado pelo mundo, um Jesus meramente histórico, um homem bondoso, justo e revolucionário, que viveu há 2 milénios e nos deixou belos ensinamentos? Um Jesus totalmente diferente daquele que a Igreja nos apresenta, formado como que “à imagem e semelhança do Homem”?
Recentemente, o Papa Francisco afirmou que é um absurdo tentar encontrar Jesus fora da Igreja:
«A identidade cristã não é dada por um bilhete de identidade; a identidade cristã é pertença à Igreja: todos estes pertenciam à Igreja, à Igreja Mãe, porque não é possível encontrar Jesus fora da Igreja. […] É uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja». (Homilia na Capela Paulina – 23 de Abril de 2013).
Vivemos numa sociedade em que os que nos rodeiam têm uma postura que não pode ser a nossa postura cristã. Os cristãos devem ter a coragem de anunciar a Verdade e a Mensagem de Jesus Cristo, tal como a Igreja as ensina, demarcando-se completamente de interpretações ou de falsas novidades [em livros, artigos, filmes…] que o mundo nos apresenta sobre a pessoa de Jesus.
Não devemos andar à procura de novidades ou coisas novas. Para os cristãos, não há maior novidade que esta, que deve ser anunciada a toda a gente:
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós!».
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:


Entrada: Alegrai-vos sempre no Senhor - CEC I, p. 21 [partitura]
Salmo: Vinde, Senhor, e salvai-nos [partitura]
Comunhão: Dizei aos desanimados - CEC I, p. 20-21 [partitura]
Pós-Comunhão: Eis que vem o nosso Rei - LHC II, p.132 [partitura]
Final: Maria, és a árvore da Vida - F. Santos [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
LHC - Liturgia das Horas - Edição para o Canto, vol. II

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: «Por um Natal cristão»

Nem sempre o Natal é uma Festa de Jesus. Para muita gente não passa de uma comemoração histórica do passado. Há muitas coisas, muita alegria, muita festa, mas em muitos lados falta Jesus. Falta a principal personagem da festa!

Tornar novamente o Natal Cristão! Eis um dos grandes desafios para os nossos dias. Os primeiros cristãos cristianizaram a festa do sol. Colocaram Cristo em primeiro lugar. Cristo é que é o Sol e Luz da humanidade. É necessário cristianizar o Natal e lutar contra a paganização deste tempo tão sagrado!

O Natal lembra-nos que Deus não abandonou este mundo. Algumas formas de lembrar que o Natal é de Jesus, podem passar por, nas nossas casas, colocarmos o Presépio em lugar de destaque, para que quem nos visita perceba quem é a figura e a personagem mais importante desta festa.

Outra forma de ‘cristianizar’ o Natal é relativamente recente mas tem vindo a ganhar força no nosso país: contrariar a moda do ‘Pai Natal’ pendurado nas varandas e janelas e as famílias cristãs colocarem no seu lugar um estandarte do Menino Jesus.

Assim, as pessoas que passam e olham para as varandas e janelas onde o Menino Jesus estiver exposto, lembrar-se-ão da verdadeira alegria do Natal e do seu verdadeiro sentido: O Deus que Se fez carne’!

Apesar de esta época ser cada vez menos a lembrança do nosso Deus que por amor Se fez Homem, ainda existem muitas famílias que celebram com muita alegria o Natal de Jesus, preparando os seus corações no Sacramento da Confissão, participando na Missa de Natal e praticando obras de caridade para com os que mais necessitam.

É esta a vigilância que Jesus nos pede!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: «Permanecei vigilantes!»

«O Advento é tempo de alegre expectativa e também tempo de juízo. O mundo precisa do nosso testemunho, da nossa palavra de esperança, do nosso modo de viver inspirado no Evangelho!

Vivemos na noite escura do mundo, que não só é descrente como também zomba da Fé, assistimos diariamente à imoralidade sexual e dissolução das famílias, à imoralidade da ciência prepotente que se julga senhora do bem e do mal, às calúnias e mentiras contra a Igreja, ao modo de viver de quem não tem esperança... E muitos de nós vivemos confortavelmente entre pagãos e muitas vezes até como pagãos!
O roxo - cor litúrgica do Advento - convida-nos à vigilância, convida-nos a compreendermos que podemos perder para sempre Aquele que vem como Salvador, se não Lhe abrirmos as portas do nosso coração.
Não desanimemos e não nos cansemos de esperar. Quanto restará da noite deste mundo? Não sabemos! Mas sabemos que a manhã, a aurora radiosa do dia da Vinda de Jesus chegará! Nós somos as sentinelas que o Senhor colocou na noite deste mundo. Então, vigiemos!
Eis o convite que ele nos faz: Vinde de novo! Recomeçai, retomai a esperança, vigiai: ainda é noite, mas a manhã luminosa está a chegar!»
Vinde, Senhor Jesus! Vinde, ó Santo de Deus, e tende piedade de nós!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: À espera do «Deus connosco»

«O Advento é composto por quatro semanas nas quais a Igreja prepara a celebração da Vinda do Senhor. Na verdade, o sentido último deste Tempo é recordar - na Santa Liturgia- que o Senhor vem como Juiz e Senhor da História de cada um de nós, da Igreja e da humanidade. Portanto, é necessário avaliar a nossa vida e as situações à luz do Seu Dia, da Sua Vinda gloriosa!

As duas primeiras semanas concentram-se nessa Vinda no final dos tempos, já pré-anunciada na Liturgia. A partir do dia 17 de Dezembro, a atenção detém-se na Vinda do Senhor na nossa humana natureza, no mistério do Natal.

«Eis a voz do meu Amado! Ele vem a correr pelos montes... Meu Amado é meu e eu sou Dele!» Estas palavras da esposa do Cântico dos Cânticos exprimem o sentimento da Igreja: É o Filho eterno que vem, desposando a nossa humanidade no mistério da Encarnação. 

«Porque Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho único» (Jo 3,16) para ser o Esposo da humanidade, o Salvador do mundo. A Sua Vinda no Natal é penhor da Sua Vinda definitiva, quando passará a figura deste mundo e tudo entrará no Definitivo, que não passará jamais...

«Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Seu Filho, a Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e pelo Qual fez os séculos» (Hb 1,1-2).

Deus não nos mandou um mensageiro, um intermediário ou um presente... Ele vem pessoalmente no Seu Filho, vem Ele mesmo ser o ‘Emanuel’, o Deus-connosco! Por isso, o homem pode ter a certeza que não está mais sozinho, não se pode sentir mais desamparado, esquecido, perdido, apesar de tanta dor e sofrimento ainda existentes no nosso mundo!»
Bispo-Auxiliar de Aracaju - Brasil

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Advento, tempo de esperança

O Advento é como uma primeira dimensão da realidade divina que está ligada ao tempo humano. Esta ligação é reflectida no ano litúrgico, que começa exactamente nas Vésperas I do primeiro Domingo do Advento.

A Igreja é chamada a viver este tempo com os mesmos sentimentos da Virgem Maria e do povo de Israel, enquanto esperavam o nascimento do Messias:

«Ao celebrar cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja actualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua Segunda Vinda». (Catecismo da Igreja Católica, 524)

O Advento é uma reafirmação do caminho eterno do homem em direcção a Deus. A cada ano, marca um novo começo deste modo. Percebemos assim que a vida de um homem não é um caminho impraticável, mas uma estrada que o leva ao encontro com o Senhor Jesus. É um tempo que serve para lembrar o homem do objectivo final do seu caminho e incentiva a preparação para o encontro com Cristo. 

«Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor», diz Jesus no Evangelho deste Domingo. Esta vigilância cristã não é só saber onde o Maligno está, fugindo dele e das suas obras más. A vigilância que Jesus nos pede passa também por procurar e conhecer os sinais que vêm de Deus e que nos fazem perceber que Ele caminha connosco, guiando-nos até Si.

Em muitas ocasiões, vivemos mergulhados num ‘sono profundo’ que nos faz esquecer a dimensão espiritual da nossa vida. O Tempo do Advento vem anualmente estimular em nós a atitude de vigilância de estarmos mais atentos ao que se passa à nossa volta, para que Jesus nos encontre preparados, quando voltar: «Estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem».

O Advento é tempo de esperança. Sem esperança, o mundo não tem futuro; sem esperança, também não haverá justiça, nem alegria, nem paz. E fundamento da verdadeira esperança, como bem recordou o Papa Bento XVI na sua Encíclica Spe Salvi, é o próprio Deus que vem até nós como um Menino.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Vinde Senhor, não tardeis - NCT 41 [partitura]
Salmo: Iremos com alegria [partitura]
Ofertório: Irmãos, convertei o vosso coração - NCT 741 [partitura]
Comunhão: Buscai o alimento - NCT 393 [partitura]
Pós-Comunhão: Abri as portas a Cristo - M. Frisina [partitura]
Final: Excelso Criador dos grandes astros - NCT 52 [partitura]

NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Um gesto pela Paz

No próximo Domingo, 17 de Novembro, representantes das diferentes estruturas diocesanas da Cáritas em Portugal realizam no Santuário de Fátima o momento simbólico que marcará um dos primeiros gestos da campanha solidária “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz”, promovida anualmente no Advento e Natal pela Cáritas.
 
Este ano, parte das verbas obtidas com a venda das velas apoiará o povo da Síria, atingido por uma guerra civil.
 
O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Pe. Manuel Morujão, anunciou que 35% dos fundos conseguidos através da iniciativa serão encaminhados para aquela região do Médio Oriente, para apoio às populações locais. Os restantes 65% serão aplicados pela Cáritas em projectos de apoio às famílias portuguesas em situação de carência.
Em concreto, a participação nesta campanha tem em vista a aquisição de uma pequena vela, à venda nos mais diversos espaços comerciais, por1 € e o seu acendimento na noite ou no dia de Natal como sinal de anúncio de paz, solidariedade e reconciliação.
A Cáritas Portuguesa tem como missão o desenvolvimento humano e a defesa do bem comum, através da animação da Pastoral Social, intervindo em ordem à transformação social, fomentando a partilha de bens e a assistência, em situações de calamidade e emergência.
Assim, estamos todos convidados a acender uma vela e a rezar pela Paz, na Santa Noite de Natal!
Com informações de: Santuário de Fátima

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