"Raios de Luz"


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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vinde, Espírito Santo, e acendei em nós o fogo do Vosso amor!


«No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-se como fogo. A sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus. Realiza-se assim aquilo que o Senhor Jesus tinha predito:  «Vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já tivesse sido ateado!» (Lc 12, 49).

Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos extremos confins da Terra; abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa, e colaboraram com Deus que com o seu fogo quer renovar a face da terra. Como é diferente este fogo, daquele das guerras e das bombas! Como é diverso o incêndio de Cristo, propagado pela Igreja, em relação aos que são acendidos pelos ditadores de todas as épocas, também do século passado, que atrás de si deixam terra queimada. O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele da sarça que ardia sem se consumir (cf. Êx 3, 2). É uma chama que arde, mas não destrói; aliás, ardendo faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, como numa fusão faz sobressair a sua forma interior, a sua vocação à verdade e ao amor.
[…]
Este efeito do fogo divino assusta-nos, temos medo de nos "queimar", preferiríamos permanecer assim como somos. Isto depende do facto que muitas vezes a nossa vida é delineada segundo a lógica do ter, do possuir, e não do doar-se. Muitas pessoas crêem em Deus e admiram a figura de Jesus Cristo, mas quando se lhes pede que abandonem algo de si mesmas, então elas recuam, têm medo das exigências da fé. Existe o temor de ter que renunciar a algo de bonito, ao que estamos apegados; o temor de que seguir Cristo nos prive da liberdade, de certas experiências, de uma parte de nós mesmos. Por um lado, queremos permanecer com Jesus, segui-lo de perto, e por outro temos medo das consequências que isto comporta.

Caros irmãos e irmãs, temos sempre necessidade de ouvir o Senhor Jesus dizer-nos aquilo que Ele repetia aos seus amigos: «Não tenhais medo!». Como Simão Pedro e os outros, temos que deixar que a sua presença e a sua graça transformem o nosso coração, sempre sujeito às debilidades humanas. Temos que saber reconhecer que perder algo, aliás, perder-se a si mesmo pelo Deus verdadeiro, o Deus do amor e da vida, é na realidade ganhar, encontrar-se mais plenamente a si próprio».
                                                                               Da Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade do Pentecostes
                        23 de Maio de 2010

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
- com partituras
CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Ascensão de Jesus ao Céu

No dia da Ascensão do Senhor, o cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar para o Céu; o segundo, olhar para a terra. Na verdade, Jesus é O que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a História. É o Mestre cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos. Jesus é o «Deus-connosco” que acompanhará a caminhada dos discípulos pela História do mundo.

Nosso Senhor garante que estará sempre com os discípulos, «até ao fim dos tempos», ajudando os Seus discípulos a superar as crises e as dificuldades na caminhada por este mundo.

Celebrar a ascensão de Jesus ao Céu significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do Reino de Deus já aqui na Terra, na vida dos homens. Estaremos conscientes de que a Igreja é, hoje, a presença salvadora de Jesus no meio dos homens?

Tornar-se discípulo de Cristo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus, a partir das Suas palavras, dos Seus gestos, da Sua vida oferecida em sacrifício por amor. Mas, com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da ridicularização e do menosprezo dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está em Deus, no Amor e no dom da Vida…


O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Mas nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo e Aquele em quem acreditamos. Sem medo do mundo e das suas seduções!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras:

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol.II
IC - Igreja Canta
NCT - Novo Cantemos Todos


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa celebra Missa no Cenáculo de Jerusalém

«Todos se encontravam reunidos no mesmo lugar» (Act. 2,1)
Da Homilia do Santo Padre, no mesmo local onde Jesus teve a Sua Última Ceia com os discípulos:

«Um grande dom nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Enquanto vos saúdo com fraterna alegria, desejo dirigir um pensamento afetuoso aos Patriarcas Orientais Católicos que participaram desses dias da minha peregrinação.

Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos. Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em anúncio. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.

[...]

«Isto é o Meu Corpo»
O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado, aquele que me é antipático, aquele que me tira a paciência.

O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas, oferecer tudo em sacrifício espiritual.

O Cenáculo recorda-nos a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus, descobrir no seu coração que Ele é amigo.

O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.

Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.

«Este é o Cálice do Meu Sangue»
O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz entre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande… Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.

Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida. Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos Céus.

Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra!»



quinta-feira, 22 de maio de 2014

Domingo VI do Tempo pascal

No Evangelho deste próximo Domingo, Jesus garante aos discípulos que não os deixará sozinhos no mundo. Ele vai para o Pai, mas vai continuar presente, acompanhando a caminhada dos seus discípulos.

É preciso, no entanto, que os discípulos continuem a seguir Jesus, cumprindo os mandamentos que Ele deixou. Seguindo com amor os ensinamentos de Cristo, os Mandamentos deixam de ser normas externas que é preciso cumprir, mas tornam-se expressão clara do amor dos discípulos e da sua sintonia com Nosso Senhor.

Como é que Jesus vai estar presente ao lado dos discípulos, dando-lhes a coragem para percorrer o mundo a anunciar o Evangelho?

Jesus fala no envio do Paráclito, que estará sempre com os discípulos (vers. 16). A palavra ‘Paráclito’ pode traduzir-se como ‘advogado’, ‘auxiliar’, ‘defensor’. Pode deduzir-se, também, o sentido de ‘consolador’ e de ‘intercessor’.

O Paráclito que Jesus vai enviar é o Espírito Santo – apresentado aqui como o ‘Espírito da Verdade’. Por vezes, sentimo-nos desanimados e frustrados, diante de um futuro que não sabemos até onde conduzirá a humanidade. No entanto, nós os crentes temos razões para ter esperança: Jesus garantiu-nos que não nos deixaria órfãos e que estaria sempre a nosso lado.

Na nossa leitura do mundo e da história, o que é que prevalece: o pessimismo de quem se sente só e perdido no meio de forças de morte, ou a esperança de quem está seguro de que Jesus ressuscitado continua presente, a acompanhar a caminhada do Seu povo pela história?


Vivamos sempre com esta certeza: por mais escuro que seja o caminho, por mais pedras que existam na estrada… Jesus caminha connosco e envia-nos o Consolador, o Espírito Santo para nos fortalecer e dar coragem nesta peregrinação até ao Céu!

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

NCT - Novo Cantemos Todos

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Domingo IV da Páscoa

Na nossa cultura, a figura do “Pastor” é uma figura de outros tempos, ude m mundo parado em amplos espaços verdes. Ao propor-nos a figura bíblica do Bom Pastor, o Evangelho propõe como modelo de Pastor alguém que oferece a vida, que serve, que respeita a liberdade das pessoas, que se dedica totalmente e que ama gratuitamente.

Para nós, cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. Contudo, quantas vezes não temos outros “pastores” que nos arrastam e que são as referências fundamentais à volta das quais construímos a nossa existência? 

O que é que nos conduz e condiciona as nossas opções? Cristo? Ou a voz do política e socialmente correcto? A voz da opinião pública? A voz do comodismo e da instalação? A voz do preservar os nossos esquemas e os nossos privilégios? A voz do êxito e do triunfo?

Para que distingamos a voz de Jesus no meio de tantos outros apelos, de propostas enganadoras que não conduzem à vida plena, é preciso um permanente diálogo íntimo com o Bom Pastor, com Aquele que conhece as ovelhas e dá a Sua vida por elas.


Para que o rebanho – que somos nós! – não se deixe enganar pelos lobos que muitas vezes se disfarçam de pastores, é preciso um encontro permanente com Cristo, rezando, ouvindo a Sua Palavra e frequentando os Sacramentos que a Igreja nos oferece.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

terça-feira, 6 de maio de 2014

sexta-feira, 2 de maio de 2014

III Domingo da Páscoa

O Evangelho deste III Domingo do Tempo Pascal remete-nos novamente para a tarde do Domingo de Páscoa, no qual Jesus tinha ressuscitado de entre os mortos.

Sob as aparências de um peregrino, Jesus junta-se aos dois discípulos que se dirigem para Emaús e falam, entre si, dos acontecimentos surpreendentes da Sexta-feira anterior, em Jerusalém. Os discípulos estão tristes, desanimados... esperavam um Messias glorioso e vencedor e encontram-se diante de um derrotado, que tinha morrido na Cruz.

Jesus caminha junto daqueles dois homens que perderam quase toda a esperança, de modo que a vida começa a parecer-lhes sem sentido. Compreende a sua dor e penetra nos seus corações. Também connosco o Senhor age assim! Apesar de muitas vezes perdermos a esperança e nos sentirmos desanimados, Jesus compreende a nossa dor e dá-nos alento para caminhar.

A conversa dos dois discípulos com Jesus a caminho de Emaús, resume perfeitamente a desilusão dos que tinham seguido o Senhor, diante do aparente fracasso que representava para eles a Sua morte. Jesus, em resposta ao desalento dos discípulos, vai pacientemente descobrindo-lhes o sentido de toda a Sagrada Escritura acerca do Messias: “Não era preciso que o Cristo padecesse estas coisas e assim entrasse na Sua glória?”

A cruz não é um fracasso, mas o caminho escolhido por Deus para o triunfo definitivo de Cristo sobre o pecado e sobre a morte!

Depois da escuta da Palavra e o partir o Pão, os discípulos de Emaús sentem necessidade de voltar a Jerusalém, partindo para anunciar a descoberta aos irmãos e , junto com eles, proclamar que  “ O Senhor ressuscitou.”


Procuremos também nós saber fazer esta caminhada, sabendo que apesar das tristezas e desânimos, o Senhor está connosco e nos acompanha. Depois de nos encontrarmos com Ele, não fiquemos calados, mas sigamos o exemplo dos discípulos de Emaús e caminhemos a anunciar que o Senhor ressuscitou verdadeiramente!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Aclamai o Senhor - J. Santos
Comunhão: Os discípulos reconheceram - C. Silva
Pós-Comunhão: Surrexit Christus - Taizé
Final: Com minha Mãe estarei - Popular


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quinta-feira Santa: um exemplo a seguir

Na Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com a qual abrimos o Sagrado Tríduo Pascal, meditamos nas palavras de Jesus: «dei-vos o exemplo».

De facto, Jesus deixou-nos um exemplo de amor para também nós nos fazermos servos uns dos outros. Aqueles que nos olham de fora, Jesus pede a cada um de nós o esforço por lavar os pés dos outros, segundo o exemplo que Ele nos deixou. Quanto isso nos custa! Especialmente quando os pés a serem lavados são ásperos. Suportar a carga não é fácil!

Mas a grandiosidade desta celebração neste dia não se prende só com o exemplo que Jesus nos deixou e nos convidou a seguir. Neste dia, recordamos a Instituição da Santíssima Eucaristia.

Dizia o Papa Bento XVI, na celebração de Quinta-feira Santa de 2012:
«A Quinta-feira Santa não é apenas o dia da instituição da Santíssima Eucaristia, cujo esplendor se estende sem dúvida sobre tudo o mais, tudo atraindo, por assim dizer, para dentro dela. Faz parte da Quinta-feira Santa também a noite escura do Monte das Oliveiras, nela Se embrenhando Jesus com os seus discípulos; faz parte dela a solidão e o abandono vivido por Jesus, que, rezando, vai ao encontro da escuridão da morte; faz parte dela a traição de Judas e a prisão de Jesus, bem como a negação de Pedro; e ainda a acusação diante do Sinédrio e a entrega aos pagãos, a Pilatos. Nesta hora, procuremos compreender mais profundamente alguma coisa destes acontecimentos, porque neles se realiza o mistério da nossa Redenção.»

Neste dia, somos convidados a reflectir em três grandes aspectos que nos devem interpelar na nossa vida: em primeiro lugar, o exemplo de Jesus no "Lava-pés" e de como também nós nos devemos esforçar por fazer o mesmo.

No centro da celebração deste dia está a instituição da Santíssima Eucaristia. Jesus deu-nos o Pão do Céu, deu-nos o Seu Corpo, para que ao alimentarmo-nos d'Ele, sejamos fortalecidos do Seu amor e vivamos com Ele e por Ele.

Por fim, mas não menos importante, o exemplo de oração e entrega ao Pai do Céu. Jesus também rezou e pediu ao Pai que O ajudasse naquele momento de provação. Possamos também nós seguir o Seu exemplo e rezar ao Pai, para que nos ajude a caminhar para a santidade.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Toda a nossa glória está na Cruz - NCT 124
Salmo: O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo
Lava-pés: Recebemos do Senhor - NCT 127
Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento - CEC I pág. 115,116
Pós-Comunhão: Ó Verdadeiro Corpo do Senhor - NCT 269
Trasladação do Santíssimo Sacramento: Tantum ergo sacramentum

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Domingo de Ramos e a entrada de Jesus em Jerusalém

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja inicia a Semana Santa. No Evangelho da Procissão dos Ramos vemos como o cortejo se organizou rapidamente para Jesus fazer a Sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num burrinho, conforme tinha sido profetizado muitos séculos antes.

Mas, atenção! Este Messias não vem como rei potente, num majestoso cavalo, símbolo de força e poder! Ele vem num burrico, usado pelos servos nos seus duros trabalhos. Ele vem como manso e humilde servo! Eis o escândalo que Israel não suporta! Esperava-se um Messias que fosse Rei potente e Deus envia um servo humilde e frágil!

A entrada triunfal de Jesus foi efémera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente, o Hossana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso para O crucificar.

São Bernardo comenta: «Como eram diferentes umas vozes e outras! "Fora, fora, crucifica-o!" e "Bendito O que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas!". Como são diferentes as vozes que agora O aclamam  Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco O despojam das Suas e lançam a sorte sobres elas.”

Neste Domingo, somos convidados a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo em procissão, aceitando-O como Messias que tem como trono a Cruz e como coroa, os espinhos! Segui-Lo pela rua é comprometer-se a segui-Lo na nossa vida! Caso contrário, a nossa Liturgia não passará de um teatro vazio…

Sigamos Jesus, aclamando-O! E quando na vida, a cruz, a dor e os espinhos vierem, tomemos nas mãos os ramos que levamos para nossas casas e recordemos que nos comprometemos a seguir Cristo até a morte e morte de cruz, para chegarmos à Páscoa da Ressurreição!



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Procissão da Realeza de Cristo: Glória, honra e louvor - CEC I, pág. 100-101
Comunhão: Pai, se este cálice - NCT 114
Pós-Comunhão: Hossana, Hossana - Marco Frisina
Final: Hossana, Tu reinarás CT 412

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
CT - Cantemos Todos
NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Domingo V da Quaresma

Aproximamo-nos a passos largos das Celebrações Pascais. Neste último Domingo antes do início da Semana Santa, a Liturgia apresenta-nos Jesus como a nossa Ressurreição e nossa Vida.

No Evangelho do V Domingo da Quaresma, o Senhor fala-nos da Vida e da Ressurreição e ensina-nos como devemos viver. A Palavra de Deus neste Domingo apresenta-nos a morte e posterior ressurreição de Lázaro, amigo de Jesus.

O amigo de Jesus estava doente e as suas irmãs estavam angustiadas, tendo implorado pela vinda do Senhor para curar o irmão, no entanto Jesus "não foi a tempo". Detenhamo-nos nas palavras do Evangelho: «Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. Quando ouviu que estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar em que se encontrava».

Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos, os nossos tempos e modos não são os d'Ele. Deus ama-nos, é fiel e preocupa-se connosco: o Senhor conhece as nossas dores e os nossos sofrimentos, mas jamais compreenderemos o Seu modo de agir no mundo e na nossa vida! Uma coisa é certa: se crermos, veremos sempre a glória de Deus, em tudo no mundo e em tudo na nossa vida Deus será glorificado!

Então, Jesus consola Marta e Maria, prometendo a Ressurreição. «Eu sou a Ressurreição! Eu sou a Vida!» A Ressurreição é Jesus em pessoa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida! Quem crê em mim, mesmo que esteja morto, viverá!».  É Ele quem nos vem buscar, é na força d'Ele que seremos erguidos da morte, é n'Ele que nossa vida é salva do Vazio.

Estamos prestes a celebrar a Páscoa! Não esqueçamos que é para que tenhamos a vida que Nosso Senhor Jesus Cristo Se entregou por nós: morto na carne foi vivificado no Espírito Santo pela Sua ressurreição.


É esta a nossa esperança: a Ressurreição! Por ela vivemos, dela temos certeza! E já possuímos, como primícias, como garantia o Espírito Santo. Então, vivamos uma vida nova, uma vida de ressuscitados em Cristo Jesus. Renovemo-nos! Convertamo-nos! Que as observâncias da Quaresma, o combate aos vícios, a abstinência dos alimentos e a confissão dos pecados nos preparem para celebrar de coração renovado a Páscoa do Senhor!



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Deus, vinde em meu auxílio - NCT 87
Comunhão: Eu vim para que tenham vida - CEC II, pág. 131-132
Pós-Comunhão: Eu sou a ressurreição e a vida - IC pág. 918

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
IC - Igreja Canta
LHC II - Liturgia das Horas cantada, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 14 de março de 2014

II Domingo da Quaresma

No Domingo passado, fixávamos a nossa meditação nas tentações de Jesus. No deserto, o Senhor foi lutando contra o diabo e convidava-nos também nós a travarmos o nosso próprio combate espiritual, em especial durante o Tempo da Quaresma.

No Evangelho deste II Domingo da Quaresma, Jesus aparece ladeado por Moisés e Elias - que também enfrentaram durante quarenta dias e quarenta noites o combate no deserto - e revela-nos qual o objectivo do nosso combate espiritual. Qual a finalidade de lutarmos, todos os dias, contra as tentações do Maligno e por nos esforçarmos por carregar a cruz com amor?

Jesus surge transfigurado no cimo do Monte Tabor. O Senhor mostra aos discípulos a Sua glória e convida-nos a pormos os seus olhos no seu Corpo Glorioso. Também nós, quando um dia chegarmos à Vida Eterna, seremos envolvidos da glória de Cristo.

A transfiguração de Jesus é prenúncio da ressurreição. Com sua bendita Transfiguração, Jesus deseja preparar o seus para as dores da paixão – do mesmo modo que a Igreja nos deseja alentar e motivar para as renúncias e observâncias quaresmais. Por isso mesmo, Pedro, Tiago e João, o três que estão no Tabor são os mesmos que estarão no Jardim das Oliveiras.

Também nós somos chamados, como Abraão, a sair de nós mesmos, transfigurados à imagem do Jesus! Tenhamos a coragem de atravessar o deserto interior e de enfrentar o deserto do nosso coração.

Toda a caminhada Quaresmal nos aponta para um único objectivo: do homem velho, nos tornarmos um homem novo, passado do pecado à graça, do vício à virtude, da preguiça espiritual à generosidade, da morte à vida.

Mas, acima de tudo, não fiquemos com esta transformação para nós mesmos. Saibamos dar testemunho da glória do Senhor a operar na nossa vida. Vivemos num mundo cada vez mais marcado pela recusa de Deus, pelo pecado, pela guerra, pela violência... sejamos testemunhas vivas do Amor de Deus por cada um de nós.


Tal como Jesus, que glorificado mostrava aos discípulos o seu Corpo luminoso, sejamos também nós luzes no mundo. Homens e mulheres que reflectem a glória de Deus na escuridão do Mundo.



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Diz-me o coração - F. Lapa - [partitura]
Salmo: Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia [partitura]
Comunhão: Jesus tomou consigo - OC, pág.145 [partitura]
Pós-Comunhão: Ouviu-se uma voz vinda do Céu - CEC I, pág. 87 [partitura]
Final: Cantarei eternamente - José Silva - [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 7 de março de 2014

Domingo I da Quaresma

O primeiro Domingo da Quaresma apresenta-nos, todos os anos, o jejum de Jesus no deserto, seguido das tentações. O Evangelho deste Domingo relata-nos como o Demónio intervém na vida de Jesus, quando o Senhor vai para o deserto.

Diz-nos São João Crisóstomo que Jesus deixa o Maligno agir «para nos dar exemplo de humildade e para nos ensinar que depois do Baptismo, todos nós sofremos maiores tentações, mas não nos devemos assustar com isso. Se não contássemos com as tentações que temos de sofrer, abriríamos a porta a um grande inimigo: o desalento e a tristeza».

A nossa existência nesta terra é uma batalha contínua contra o mal. É esta luta contra o pecado, que devemos intensificar nesta Quaresma, tal como nos deixou como exemplo, Nosso Senhor.

O Demónio promete sempre mais do que pode dar, porque a felicidade está muito longe das suas mãos. Mas para nos experimentar, o Maligno conta com as nossas ambições. E qual é a pior de todas as nossas ambições? A glória pessoal. Muitas vezes, o pior dos ídolos é o nosso próprio eu.

Neste Domingo a liturgia aponta-nos uma atitude: a vigilância. Temos que vigiar, em luta constante, porque dentro de nós permanece a tendência de desejar a glória humana.

Contamos sempre com a graça de Deus para vencer qualquer tentação. Usemos, pois, as 'armas' que a Igreja nos aponta para vencermos esta batalha contra o Demónio: a oração, a Eucaristia, o sacramento da Penitência, a humildade de coração e uma devoção terna e filial a Nossa Senhora.

Quem melhor do que Nossa Senhora para nos ensinar a sermos humildes e pacientes? A Virgem Maria acompanhou Jesus na Sua subida para o Calvário e acompanha-nos a cada um de nós, enquanto carregamos a cruz das nossas vidas.

Façamos nossas as palavras de Santo Afonso: «Ó meu amabilíssimo Jesus, vejo que no passado caí e tornei a cair porque me descuidei de imitar os Vossos divinos exemplos. (...) Fortalecei a minha fraqueza, eu Vo-lo peço, pela mortificação que praticastes, abstendo-Vos por quarenta dias de toda a alimentação, e pela humildade que mostrastes, permitindo que Vos tentasse como a qualquer outro filho de Adão».

 
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada:  Aquele que por mim chamar (M. Luís) - CAC 134-135 [partitura]
Salmo: Pecámos, Senhor [partitura]
Comunhão: Nem só de pão vive o homem - CEC I, pág. 85-86 [partitura]
Pós-Comunhão: Escuta, Israel - CEC II, pág. 136-137 [partitura]
Final: Irmãos convertei o vosso coração - NCT 762 [partitura]

CAC - Cânticos da Assembleia Cristã
CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT- Cantemos Todos Novo


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Domingo VIII do Tempo Comum

No próximo Domingo entraremos na última semana antes da Quaresma e como tal, no Evangelho, o Senhor convida e ensina-nos a buscarmos apenas o essencial.

«Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas». Podermos, com isto, considerar que Jesus nos diz para não nos preocuparmos com a vida, com a nossa alimentação… mas não! O Senhor alerta-nos para não nos preocuparmos com desassossego e perturbação com estas coisas que são banais na nossa vida.

O que devemos procurar então em primeiro lugar? O Reino de Deus. Devemos por isso ocupar-nos em caminhar para a santidade, sem nunca nos esquecermos que é o Senhor que nos permite ir caminhando, dia após dia, num constante crescimento e numa constante santificação já neste mundo.

A vida cristã implica normalidade, desta forma, somos convidados por Jesus a viver o dia de hoje no serviço a Deus e aos irmãos. Então, o que vou eu fazer no dia de hoje para viver melhor a caridade, para ser mais generoso, para dar glória a Deus, para buscar a santidade, para dar alegria aos outros e para levá-los ao encontro com Deus

O dia de hoje não se repete, e o Senhor espera que o impregnemos de Amor e de pequenos serviços aos nossos irmãos. Se confiássemos verdadeiramente em Deus e fôssemos capazes de viver a cada dia, não como prisioneiros deste mundo e das suas correntes de paixões, dinheiro, ódio e mesquinhez, saberíamos dizer, tal como o Papa Clemente XI: “quero o que queres, quero porque o queres, quero como o que queres, quero enquanto o quiseres”.

Deixemos de ser servos do dinheiro e escravos de nós mesmos, para servir a Deus com alegria e livres da angústia. Confiemos a nossa vida à protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria, Aquela que desde o primeiro dia soube fazer em tudo e sempre a vontade de Deus, não se preocupando com questões que de certo nos afectariam e procuremos imitá-la, seguindo o seu exemplo de vida e de desprendimento do mundo.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Meu Senhor, eu Vos amo - CEC II, p. 46-47 [partitura]
Salmo: Só em Deus descansa, ó minha alma [partitura]
Comunhão: Eu estou sempre convosco - OC 101 [partitura]
Pós-Comunhão: O Reino de Deus é um reino de Paz - Taizé - [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - A. Cartageno - [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Domingo VI do Tempo Comum

O Evangelho do VI Domingo do Tempo Comum apresenta-nos Jesus a falar sobre a Lei. Poderia achar-se que Jesus veio abolir a antiga Lei pela qual o povo hebreu regia a sua vida, no entanto o próprio Senhor diz que não vem regular a lei mas sim dar-lhe a sua plenitude.

Depois de ter anunciado os grandes princípios da nova lei, nas bem-aventuranças, Jesus aprofunda o espírito dos mandamentos dados ao povo de Deus por Moisés. Não é só um cumprir material, mas sim dar-lhes o espírito de amor. Não basta, por exemplo, não matar; é preciso também evitar palavras de ressentimento ou de desprezo para com o próximo.

A coerência é, sem dúvida, uma realidade que não pode ser negligenciada por um cristão. Hoje ouve-se muita gente defender a 'liberdade das mulheres' no uso do seu próprio corpo, no entanto, com essa atitude, proíbem outros seres humanos de nascer.

É importante que estejamos atentos à autoridade de Jesus. Quantas vezes procuramos substituir a verdade de Deus pelas supostas “verdades” que afloram nos grandes meios de comunicação?

Diz Jesus: «A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’». O cristão é chamado a ser transparente e simples. Não podemos usar da linguagem do 'nim' muitas vezes usada por cristãos frouxos que se vergam à força do Maligno. Devemos saber dizer sim àquilo que Jesus nos ensina e propõe e não às falácias do Demónio!

E nós, como observamos os Mandamentos? Com o espírito do Antigo Testamento no qual se faziam as coisas por serem lei e por serem obrigatórias ou com um espírito de amor e devoção, tal como Jesus convida no Evangelho deste Domingo?

Porque vamos nós à Missa? Porque é um preceito?


Peçamos a Deus a Graça de vivermos verdadeiramente os Seus mandamentos e termos uma linguagem que seja clara. Que Nossa Senhora, Aquela que escolheu a melhor parte e que soube sempre fazer a vontade de Deus e viver segundo os mandamentos, nos ajude na nossa caminhada terrena a sermos cristãos de verdade, vivendo no Amor de Deus.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Sede a rocha - CEC II 33 [partitura]
Salmo: Ditoso o que anda na lei do Senhor [partitura]
Comunhão: Se cumprirdes os meus mandamentos - OC 231 [partitura]
Pós-Comunhão: Vós sereis meus amigos - NCT 128 [partitura]
Final: Louvai, louvai o Senhor - J. F. Silva [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II

NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Domingo V do Tempo Comum

No Evangelho do V Domingo do Tempo Comum, Jesus fala-nos na responsabilidade que cada um de nós tem perante o mundo: «Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo». Na semana passada celebrávamos a Apresentação de Jesus no Templo e como o velho Simeão Lhe chamou de "Luz para se revelar às nações".

Hoje é o próprio Jesus que diz aos Seus discípulos e a cada um de nós que somos a luz do mundo. Só podemos ser luz neste mundo tão marcado pelas trevas se nos deixarmos ser iluminados pelo próprio Jesus que é a verdadeira Luz.

Por nós próprios não somos luz, mas iluminados pela luz de Cristo, reflectiremos a luz sobre o mundo tenebroso, como a lua que, sem ter luz própria, mas iluminada pela luz do sol, alumia de modo belíssimo a noite escura.

Outra das expressões que Jesus usa para caracterizar os discípulos é a de sal da terra. O sal, na Escritura, aparece como o elemento que dá sabor, purifica e conserva, tornando os alimentos duradouros. Pois bem, somos também nós o sal que dá sabor, pureza e conservação ao mundo diante de Deus! Somos a pitada de sal que torna o mundo uma oferenda agradável e aceitável ao Senhor!

Os discípulos de Cristo são o sal da terra: dão um sentido mais alto a todos os valores humanos, evitam a corrupção, trazem com as suas palavras a sabedoria aos homens. São também luz do mundo, que orienta e indica o caminho no meio da escuridão. Quando os cristãos vivem segundo a sua fé e têm um comportamento irrepreensível e simples, brilham como astros no mundo, no meio do trabalho e dos seus afazeres, na sua vida normal.

Sem cairmos em atitudes impróprias de um cristão, podemos e devemos mostrar ao mundo o que significa seguir verdadeiramente o Senhor na nossa vida quotidiana. Procuremos ser conhecidos como homens e mulheres leais, simples, alegres e trabalhadores; sejamos capazes de cumprir rectamente os nossos deveres e saibamos actuar a todo o momento como filhos de Deus, que não se deixam arrastar por qualquer vento.



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Vinde, exultemos de alegria no Senhor - NCT 229  [partitura]
Salmo: Para o homem recto nascerá uma luz [partitura]
Comunhão: Eu sou o Pão da Vida - NCT 262 [partitura]
Pós-Comunhão: Senhor Jesus, Tu és Luz do mundo - Taizé [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - IC 537 [partitura]

IC - A Igreja Canta

NCT - Novo Cantemos Todos

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Festa da Apresentação de Jesus no Templo

No próximo Domingo, 2 de Fevereiro, celebra-se a Festa da Apresentação de Jesus no Templo. Nesta Festa, contemplamos Jesus, consagrado ao Pai, que veio ao mundo para cumprir fielmente a Sua vontade. O Profeta Simeão marca este Menino como «uma luz para iluminar as nações» e anunciou com palavras proféticas a Sua oferta suprema a Deus e a Sua vitória.
 
É o encontro dos dois Testamentos, o Antigo e o Novo. Jesus entra no antigo Templo, ele que é o novo Templo de Deus que vem visitar o seu povo.
Jesus é um menino como os outros, o filho primogénito de dois pais muito simples. Até mesmo os sacerdotes não são capazes de ler os sinais da nova e especial presença do Messias e Salvador.
 
Apenas dois idosos, Simeão e Ana, descobrem a grande novidade! Ambos contemplam a luz de Deus, que vem para iluminar o mundo.
 
A Apresentação de Jesus no Templo contém o símbolo fundamental da luz, a luz que a partir de Cristo brilha em Maria e José, sobre Simeão e Ana, e através deles, a todos.
 
Hoje vivemos, especialmente em sociedades mais desenvolvidas, uma condição muitas vezes marcada por uma pluralidade radical, pela marginalização progressiva da religião da esfera pública , por um relativismo que afecta os valores fundamentais.
 
Isso exige que o nosso testemunho cristão seja brilhante e consistente e que os nossos esforços educacionais sejam cada vez mais atentos e generosos. Deixemo-nos iluminar pela Luz de Cristo e a ação apostólica tornar-se-á compromisso de vida. Educaremos, assim, a inteligência e o coração dos homens e mulheres do nosso tempo para a Boa Nova do Evangelho.
 
Adaptado da Homilia do Papa Bento XVI
Fevereiro de 2011
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Recordamos, Senhor, a Vossa misericórdia - F. Santos  [partitura]
Salmo: O Senhor do Universo [partitura]
Comunhão: Os meus olhos viram a Salvação - OC, p. 204 [partitura]
Pós-Comunhão: A Luz de Cristo - CEC II, p. 183 [partitura]
Final: Senhor, tu és a Luz - NCT 273 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

III Domingo do Tempo Comum

O Evangelho deste III Domingo do Tempo Comum é a continuação dos episódios narrados nos dois últimos Domingos, nos quais se meditava sobre o Baptismo de Jesus e de como João tinha indicado o Messias como o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo».

Neste Domingo, o evangelho relata-nos o início do ministério público de Jesus, em Cafarnaum, após o Baptismo. Ele é apresentado como grande luz de que fala o Profeta Isaías. Junto ao lago, Jesus começa a pregar e a dizer: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus»

Da pregação em geral, Jesus passa ao convite pessoal: «Segui-Me e Eu vos farei pescadores de homens.» O Evangelho apresenta-nos o chamamento dos primeiros Apóstolos. Simão e André experimentaram o fascínio da luz que emanava d'Ele e seguiram-na sem demora para que iluminasse o caminho das suas vidas.

O Senhor continua a chamar-nos para que O sigamos e para que iluminemos a vida dos homens luz da fé; sabemos bem que o remédio para tantos males que acfetam a humanidade é a fé em Jesus Cristo, Nosso Senhor; sem Ele, os homens caminham nas trevas e por isso tropeçam e caem.

Deus chama-nos a todos para que sejamos luz do mundo, e essa luz não pode ficar escondida: “Somos lâmpadas que foram acesas com a luz da verdade” (Santo Agostinho).

Se somos cristãos que vivem imersos na sociedade, procurando a nossa santificação, devemos procurar viver de acordo com a fé que professamos e sobre os ensinamentos d'Aquele que é a Luz do Mundo. Para isso são necessárias vida interior e formação doutrinal.

No entanto, nem sempre é fácil conseguirmos viver de acordo com o Senhor que chama e que convida à conversão. Diariamente somos 'bombardeados' com uma mundanidade que choca com os ensinamentos da Igreja e que pode fazer-nos vacilar. O Demónio está sempre a tentar afastar-nos desta luz que é Cristo e a levar-nos para o caminho das trevas.

Peçamos à Virgem Maria coragem e simplicidade para vivermos no meio do mundo sem sermos mundanos, como os primeiros cristãos, para sermos luz de Cristo na nossa profissão e em todos os ambientes de que participamos.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo - CEC II, p. 16-17 [partitura]
Salmo: O Senhor é minha luz [partitura]
Comunhão: Aproximai-vos do Senhor - F. Santos [partitura]
Pós-Comunhão: Em Vós, Senhor, está a Fonte da Vida - Az. Oliveira [partitura]
Final: Senhor, Tu és a Luz - NCT 273 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Domingo II do Tempo Comum

Após a Igreja viver o Tempo do Advento e do Natal do Senhor, celebra neste Domingo a II Semana do Tempo Comum. Durante este tempo a liturgia apresenta um caminho marcado pela esperança porque somos convidados a tomar consciência de que o Filho de Deus veio habitar entre nós, entrou nos nossos tempos para santificar a nossa vida.

Neste segundo Domingo do Tempo Comum, a Liturgia ainda nos liga ao Baptismo do Senhor, celebrado no Domingo passado. Recordemo-nos que no Evangelho do passado Domingo revivíamos o Baptismo de Jesus por João Batista e a sua unção pelo Pai com o Espírito Santo como Messias de Israel.

O Evangelho deste Domingo aprofunda ainda mais este quadro impressionante, que nos revela a missão de Jesus: «João viu Jesus aproximar-se dele e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo'». Em aramaico, "cordeiro" significa também "servo".

Jesus é então apresentado como o Servo ou Cordeiro de Deus, Aquele que tal como no Antigo Testamento era mandado para o deserto, colocado fora da cidade, carregando os pecados de Israel; Aquele cordeiro pascal, cujos ossos não poderiam ser quebrados; Aquele, cujo sangue, aspergido sobre o povo, selará a nova e eterna aliança entre Deus e o povo santo.

João Baptista reconheceu em Jesus o Messias, tão humilde e tão grande - ele é o próprio Deus: «passou à minha frente porque existia antes de mim!». E como Deus feito homem, Ele é o único e absoluto Salvador de todos – e não há salvação sem ele ou fora dele!

Por fim, o Percussor dá testemunho de que esse Jesus bendito é mais que um Servo, mais que um Cordeiro, mais que um Profeta: Ele é o Filho de Deus: «Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!».
 
Procuremos na nossa vida dizer ao Messias que é n'Ele que cremos e a Ele queremos seguir. Em Jesus coloquemos a nossa vida e nossa morte! Sejamos sempre verdadeiras testemunhas do Reino de Deus que Jesus plantou na terra com a Sua bendita encarnação e bendigamo-Lo para sempre!

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor - CEC II, pág. 13 [partitura]
Salmo: Eu venho, Senhor, para fazer a Vossa vontade [partitura]
Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor - OC 167-168 [partitura]
Pós-Comunhão: Este é Aquele - CEC II, pág. 14-15 [partitura]
Final: O Amor de Deus repousa em mim - NCT 388 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Baptismo de Jesus

«Com a festa do Baptismo de Jesus continua o ciclo das manifestações do Senhor, que começou no Natal com o nascimento do Verbo encarnado em Belém, contemplado por Maria, José e os pastores na humildade do presépio e que teve uma etapa importante na Epifania, quando o Messias, através dos Magos, se manifestou a todas as nações.
 
Hoje Jesus revela-Se, nas margens do Jordão, a João e ao povo de Israel. É a primeira ocasião em que ele, como homem maduro, entra no cenário público, depois de ter deixado Nazaré. Jesus abandona a casa e as ocupações habituais para se dirigir ao rio Jordão. Chega ao meio da multidão que está a ouvir João Baptista e põe-se na fila como todos, à espera de ser baptizado.
 
Junto do Jordão, Jesus manifesta-Se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura, e antecipa os sentimentos com os quais, no final dos seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz.
 
O Filho de Deus, Aquele que é sem pecado, coloca-se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus ao caminho de conversão do homem. Jesus carrega sobre os seus ombros o peso da culpa da humanidade inteira, inicia a sua missão pondo-se no nosso lugar, no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz.
 
Recolhido em oração, depois do Baptismo, enquanto sai da água, abrem-se os Céus. O Pai, o Filho e o Espírito Santo manifestam-Se entre os homens e revelam-nos o seu amor que salva. Se são os anjos que levam aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador, e as estrelas aos Magos vindos do Oriente, agora é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença no mundo do seu Filho e que convida a olhar para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.
 
A partir deste momento, a voz do Pai chamará também outros para serem seus filhos em Cristo e, na sua família que é a Igreja, concederá a cada um o dom sublime da Fé. Este dom, que as crianças não têm a possibilidade de compreender plenamente, será colocado no seu coração como uma semente cheia de vida, que espera desenvolver-se e dar fruto.
 
É o Baptismo que ilumina com a luz de Cristo, que abre os olhos ao seu esplendor e introduz no mistério de Deus através da luz divina da Fé. Também nos nossos dias a Fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar».
 
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSSA:
 
Entrada: Pai, Filho e Espírito Santo - CEC I, p. 7677 [partitura]
Salmo: O Senhor abençoará o Seu povo [partitura]
Comunhão: Este é Aquele - OC, p. 98 [partitura]
Pós-Comunhão: Tu és o Meu Filho - Pe. António Cartageno [partitura]
Final: Glória ao Pai que nos criou - OC, p.128-129 [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
OC - Orar Cantando
 


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