"Raios de Luz"


Mostrar mensagens com a etiqueta Papa Pio XII. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Papa Pio XII. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Santo António de Lisboa, rogai por nós!

Andor de Santo António na Igreja do Sobreiro
A Igreja celebra amanhã a festa de Santo António, Santo de especial devoção na cidade de Lisboa, cidade esta que o viu nascer no século XII e da qual partiu para a sua grande missão pelo mundo.

Dizia o Papa Bento XVI na sua audiência semanal, no dia 10 de Fevereiro de 2010:

«António de Pádua ou, como é também chamado, de Lisboa, referindo-se à sua cidade natal, trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não só em Pádua, onde foi construída uma maravilhosa Basílica que conserva os seus despojos mortais, mas em todo o mundo. São queridas aos fiéis as imagens e as imagens que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus no colo, em recordação de uma milagrosa aparição mencionada por algumas fontes literárias.

Nasceu em Lisboa numa família nobre, por volta de 1195, e foi baptizado com o nome de Fernando. Uniu-se aos cónegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de São Vicente em Lisboa e, sucessivamente, no da Santa Cruz em Coimbra, famoso centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que fez frutificar na actividade do ensino e da pregação.

No último período de vida, António pôs por escrito dois ciclos de "Sermões", intitulados respectivamente "Sermões dominicais" e "Sermões sobre os Santos", destinados aos pregadores e aos professores dos estudos teológicos da Ordem franciscana. É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos "Sermões", que o Venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou António Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de "Doutor evangélico", porque desses escritos sobressai o vigor e a beleza do Evangelho; ainda hoje os podemos ler com grande proveito espiritual.

Nestes Sermões Santo António fala da oração como de uma relação de amor, que estimula o homem a dialogar docilmente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que suavemente envolve a alma em oração. António recorda-nos que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio que não coincide com o desapego do rumor externo, mas é experiência interior, que tem por finalidade remover as distracções causadas pelas preocupações da alma, criando o silêncio na própria alma.

Escreve ainda António: "A caridade é a alma da fé, torna-a viva; sem o amor, a fé esmorece"
Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: é este o objecto privilegiado da pregação de Santo António. Ele conhece bem os defeitos da natureza humana, a nossa tendência a cair no pecado, e portanto exorta a continuar a combater a inclinação da avidez, do orgulho, da impureza, e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza.»

Procuremos celebrar este dia lembrando os ensinamentos deste grande Santo português, mas acima de tudo traduzindo em acções concretas na nossa vida de oração e relação com os outros.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Imagem do Anjo de Portugal,
venerada na Basílica de Mafra
Os Anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos conhecida através da Bíblia - que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos - e também pela Tradição Católica.

Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda de Portugal é muito antiga. Na Basílica de Mafra existe uma escultura (na actual Capela do Santíssimo Sacramento) deste Anjo. No entanto, a devoção ao Anjo Custódio de Portugal tomou um incremento especial com as aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos.

A fim de prepará-los para aceitar e divulgar a Mensagem de Fátima, a Providência Divina enviou-lhes em 1916 o Anjo de Portugal para manifestar os desígnios de misericórdia que Jesus e Maria tinham sobre eles:

«- O que fazeis? - perguntou. - Rezai, rezai muito! Os Corações de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa Pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar».
(Das Memórias da Irmã Lúcia).

A devoção ao Anjo de Portugal cresceu tanto que o Venerável Papa Pio XII mandou inserir esta comemoração no Calendário Litúrgico português, para ser celebrada no Dia de Portugal, 10 de Junho.

A Liturgia desta Memória, aprovada pela Santa Sé para a Conferência Episcopal Portuguesa, traz a seguinte Colecta (Oração do Dia):

‘Deus eterno e omnipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.'

Santo Anjo da Guarda de Portugal, intercedei pelo povo a vós confiado!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Mistério do Natal

«O Natal é manifestação de Deus e da Sua grande luz num Menino que nasceu para nós. «Manifestaram-se a bondade de Deus e o Seu amor pelos homens»: esta frase de São Paulo adquiria assim uma profundidade totalmente nova.


No Menino do estábulo de Belém, pode-se, por assim dizer, tocar Deus e acarinhá-Lo. E o Ano Litúrgico ganhou assim um segundo centro numa festa que é, antes de mais nada, uma festa do coração.

Tudo isto não tem nada de sentimentalismo. É precisamente na nova experiência da realidade da humanidade de Jesus que se revela o grande mistério da fé. No menino Jesus, Deus fez-Se dependente, necessitado do amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso, amor.

Hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus, que nos convida à humildade e à simplicidade. Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém e, assim, descobrimos a autêntica alegria e a verdadeira luz.

Se quisermos encontrar Deus manifestado como Menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão «iluminada». Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus. Devemos seguir o caminho rumo àquela extrema simplicidade exterior e interior que torna o coração capaz de ver.

Deixemo-nos fazer simples por aquele Deus que Se manifesta ao coração que se tornou simples. E rezemos também e sobretudo por todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, pedindo que se lhes manifeste a bondade de Deus no seu esplendor, que nos toque a todos, a eles e a nós, aquela bondade que Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo. Ámen».

Papa Bento XVI

Texto adaptado da homilia na Missa da Noite de Natal, 24 de Dezembro de 2011
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA DO DIA DE NATAL

Entrada: Ergue os teus olhos - NCT 60 [partitura]
Salmo: Todos os confins da terra [partitura]
Ofertório: A Vida que estava junto do Pai - CEC I, p.56-57 [partitura]
Comunhão: O Verbo fez-Se carne - NCT 78 [partitura]
Pós-Comunhão: Exultemos de alegria - CEC I, p.46,47 [partitura] 
Beija-Menino:  Gloria in excelsis Deo (Cantava em nossas campinas) - Popular - [partitura]
                        Adeste Fideles - Tradicional - [partitura]
                        Noite Feliz [partitura]
                        Cristo nasceu! - C. Silva - [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
                


sábado, 26 de outubro de 2013

Oração pelas Famílias

Ocorre neste fim-de-semana de 26 e 27 de Outubro, no Vaticano, a Jornada da Família, na presença do Papa Francisco.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que: ‘Um homem e uma mulher, unidos em Matrimónio, formam com os seus filhos uma família. Esta disposição precede todo e qualquer reconhecimento por parte da autoridade pública e impõe-se a ela’. (CIC, 2201)
A Igreja ensina ainda que a família é a ‘igreja doméstica’, por ser imagem do amor que existe entre o Pai, o Filho e Espírito Santo. ‘A família é a célula originária da vida social’ (CIC, 2207), como tal, deve ser ajudada e defendida por medidas sociais apropriadas.
No entanto, nos tempos actuais, a sua estabilidade encontra-se ameaçada pelas dificuldades económicas, pela falta de ajuda às famílias numerosas e até por leis que são autênticos atentados contra a família!
Neste fim-de-semana, a JMV Sobreiro propõe que rezemos uma oração pelas famílias. Para que sejam mais protegidas e defendidas dos ataques cerrados que se insurgem contra elas e para que se tornem, um reflexo do amor da Santíssima Trindade para com cada um de nós.

ORAÇÃO 
                 Senhor, Deus de bondade e de misericórdia, 
que no mundo do mal e do pecado
oferecestes ao Vosso povo redimido 
um puro exemplo de piedade,
de justiça e de amor: a Sagrada Família de Nazaré!

Vede, Senhor, como a família é cada vez mais prejudicada,
e tudo conspira para profaná-la, 
destruindo nela a fé, a religião e os costumes.
Assisti, ó Senhor, a obra das Vossas mãos.

Estimulai a prática das virtudes familiares nas nossas casas,
única garantia de harmonia e paz. 

Vinde suscitar defensores da família, 
que lembrem aos esposos a fidelidade,
aos pais a autoridade e aos filhos a obediência.

Reacendei a chama da fé em cada lar, 
aumentai a paciência nas adversidades
e que todas as famílias prosperem sob a Vossa protecção. 

Confiamos Senhor, à vossa Providência, todas as famílias.
Que com o auxílio de Jesus, da Virgem Maria e de São José,
sejam lugares de abrigo, de prosperidade e de paz.

Assim seja.

De uma oração pelas famílias cristãs, do Papa Pio XII.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria

Dez anos após a consagração que o Papa Pio XII tinha feito, na sua radiomensagem enviada ao povo português, o Papa de Fátima voltou a realizar uma consagração, desta vez referindo explicitamente a Rússia, tal como a Virgem Santíssima tinha pedido a Lúcia.


Com a Carta Apostólica Sacro vergente anno, de 7 de Julho de 1952, o Santo Padre consagrou a Rússia com as seguintes palavras:

«Que a Mãe Santíssima se digne olhar com bondade e misericórdia aqueles mesmos que organizam as forças militares do ateísmo. Que Ela se digne iluminar os seus espíritos, com a luz celeste, e orientar os seus corações com a graça divina, em ordem à salvação.

E nós, para que as nossas fervorosas preces sejam ouvidas e para vos darmos um testemunho particular da Nossa benevolência, consagramos e dedicamos hoje, de uma maneira muito especial, todos os povos da Rússia ao Coração Imaculado da Mãe de Deus, com a firme esperança de que bem depressa se realizem, graças ao patrocínio poderosíssimo da Virgem Maria, os votos que formulamos pelo advento da verdadeira paz»

O Papa Pio XII não podia ficar indiferente ao pedido da Santa Mãe de Deus, e como tal quis renovar a consagração, fazendo especial menção da Rússia. No entanto, segundo os relatos da Irmã Lúcia, Nossa Senhora tinha pedido que fosse em união com todos os bispos do mundo. Assim, dois anos mais tarde, o Sumo Pontífice instituiu a festa da Realeza Universal de Nossa Senhora, ordenando que se renovasse todos os anos, nesse dia, em toda a cristandade, a consagração do género humano ao Coração Imaculado de Maria.

O Céu nunca ficou indiferente à oração feita pela Igreja. Desde a primeira consagração do mundo, realizada em 1942, foram dados muitos benefícios à humanidade. Com verdadeira devoção e piedade, todo o povo católico tem beneficiado as graças que vêm das mãos da Santíssima Virgem Maria. Confiemos n’Ela, a Mãe do Autor da Vida e Rainha da Paz.

Rezemos para que a consagração feita no próximo Sábado pelo Papa Francisco tenha os seus frutos e derrame bênçãos sobre toda a Igreja.

Consagração do Mundo pelo Papa Pio XII

Com a aparição de Nossa Senhora em Fátima, a 13 de Julho de 1917, os Pastorinhos tiveram a graça de uma mensagem e duas visões que constituem o chamado ‘Segredo de Fátima’. Nesta aparição, a Virgem Mãe pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração. Ao longo dos anos, com os escritos da Irmã Lúcia e os interrogatórios normais feitos pela Igreja para atestar a veracidade das aparições, o mundo foi conhecendo um pouco desta revelação.

Dos diferentes quadrantes da sociedade vinham reacções de espanto e de interrogação, bem como de acolhimento da mensagem por um ou de uma recusa firme por outros. O mundo estava em guerra. Milhares de mortos bem como perseguições à Igreja e ao Santo Padre marcavam o dia-a-dia da história da Humanidade.
A31 de Outubro de 1942 o mundo ouvia com surpresa as palavras do Papa Pio XII a consagrar «…todo o mundo dilacerado por cruciais discórdias… nomeadamente aqueles (povos) que vos professam especial devoção, onde não havia casa que não ostentasse o vosso venerando ícone, hoje talvez escondido e reservado para melhores dias».

No último dia do mês de Outubro, mês tradicionalmente dedicado ao Rosário e um mês fortemente Mariano, ou não fosse em Outubro de 1917 que a Virgem Maria apareceu pela última vez aos Pastorinhos de Fátima, o Santo Padre enviou uma radiomensagem ao mundo, e em especial ao povo português.

Com esta mensagem, o Santo Padre quis atender ao pedido de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, tal como a Irmã Lúcia lhe havia referido numa carta de Dezembro de 1940. Com estas palavras, o Sumo Pontífice fazia alusão, indirectamente, à Rússia que estava separada de Roma e na qual proliferava o comunismo ateu.

Se do lado comunista era notória uma postura contra a sua consagração, em Fátima a Senhora pedia insistentemente não a sua aniquilação, mas a sua conversão, não a sua morte, mas a sua renovação. Cedo em Fátima se começou a rezar pela Rússia, e a partir dali pediu-se intensamente que por ela se rezasse, a ponto de se poder afirmar, como o fez o Senhor Dom Alberto Cosme do Amaral, que «em nenhum outro lugar do mundo se amou tanto a Rússia, como em Fátima».

Mas fixemo-nos nas palavras do Sumo Pontífice, o Papa Pio XII no dia 31 de Outubro de 1942:

«Rainha do Santíssimo Rosário, Auxílio dos Cristãos, refúgio do género humano, vencedora de todas as grandes batalhas de Deus! Ao Vosso trono, súplices nos prostramos, seguros de conseguir misericórdia e de encontrar graça e auxílio oportuno nas presentes calamidades, não pelos nossos méritos, de que não presumimos, mas unicamente pela imensa bondade do Vosso Coração materno.»

«A Vós, ao vosso Coração Imaculado, Nós como Pai comum da grande família cristã, como Vigário d’Aquele a quem foi dado todo o poder no Céu e na terra, e de quem recebemos a solicitude de quantas almas remidas com o Seu sangue povoam o mundo universo, — a Vós, ao Vosso Coração Imaculado, nesta hora trágica da história humana, confiamos, entregamos, consagramos não só a Santa Igreja, corpo místico de Vosso Jesus, que pena e sangra em tantas partes e por tantos modos atribulada, mas também todo o mundo, dilacerado pelas discórdias, abrasado em incêndios de ódio, vítima de sua próprias iniquidades.»

A consagração do mundo feita pelo Papa Pio XII, apesar de não ter sido feita do modo que Nossa Senhora tinha pedido a Lúcia, contribuiu fortemente para o fim da Segunda Grande Guerra Mundial. Hoje o mundo sofre os horrores de uma guerra silenciosa, de uma guerra que tem como objectivo silenciar Deus da história e todos os valores católicos.

Confiemos a nossa oração e a nossa vida ao Coração Imaculado da Virgem Maria, Ela que é Refúgio dos pecadores e Consoladora dos aflitos. Só com o Seu amor de Mãe e com a oração do Terço conseguiremos aniquilar o Mal que nos rodeia.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O pedido da Consagração da Rússia feito pela Virgem

No dia 13 de Julho, depois de mostrar o Inferno aos Pastorinhos, Nossa Senhora disse-lhes:
 
«Virei pedir a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora no primeiro sábado de cada mês. Se atenderem aos Meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz. Se não, [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados. O Santo Padre terá muito que sofrer. Várias nações serão aniquiladas».
Devido aos conflitos políticos e mundiais, foi difícil para o Papa aceder prontamente a este pedido. Em 1942 foi feita pelo Papa Pio XII a primeira Consagração do Mundo e do povo português a Nossa Senhora. A Consagração da Rússia não foi feita nos moldes que a Santíssima Virgem pediu, mas como para o Céu toda a oração tem valor, este acto ajudou a acabar com a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, a Rússia já espalhara «os seus erros pelo mundo», com o ressurgimento das ideologias ateias e comunistas que se aproveitaram da miséria humana que resultou da II Grande Guerra.
Assistindo à infiltração deste mal na sociedade, o Venerável Papa Pio XII voltou a consagrar o mundo, com especial menção do povo russo em 1952. Também Paulo VI consagrou o mundo, no fim da 3ª sessão do Concílio Vaticano II, ao Imaculado Coração de Maria, em 1964.
O Papa João Paulo II renovou estes actos de Consagração durante o seu Pontificado. Em 1982, na sua primeira peregrinação a Fátima, consagra a Igreja, os Homens e os Povos, com menção velada da Rússia, ao Imaculado Coração de Maria. Depois, em 1984, diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima ida expressamente da Capelinha das Aparições, em união com todos os Bispos do Mundo que estavam ali presentes, consagra novamente o mundo ao Imaculado Coração .
Depois desta Consagração, o mundo começou a assistir, num desencadear de acontecimentos, ao fim da divisão e do ódio que separavam os povos, dos quais o Muro de Berlim era o símbolo máximo. O Comunismo ficou extremamente debilitado e a própria Rússia reconheceu que enfraqueciam as perseguições contra a Doutrina da Igreja e caíam as resistências à Fé cristã.
Mas “os filhos das trevas são mais espertos nas suas obras que os filhos da luz” (Lc, 16,8) por isso, ainda que sem tanto poder, as ideologias ateias e comunistas continuam a ensombrar, na penumbra, a História da humanidade. Assim, Sua Santidade Bento XVI e agora o Papa Francisco entenderam que devia ser renovada esta Consagração do mundo, para que Nossa Senhora nos livre desses e dos outros males que afligem a Igreja e o mundo inteiro.
Unirmo-nos ao Papa num acto de Consagração significa ficarmos comprometidos com Nossa Senhora para colaborar e ter esperança no triunfo do Seu Coração:
«Consagrar o mundo ao Imaculado Coração não é só lançar no coração da Mãe todas as preocupações do mundo; mas é meter-nos a nós dentro desse coração, sentindo com esse coração as feridas do mundo para nos implicarmos a nós mesmos e receber d’Ela aquela palavra de confiança, a última palavra que Ela disse relativamente ao seu Coração Imaculado: ‘Por fim, o meu Coração Imaculado triunfará’».- Dom António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, 2009.
Como preparação para o próximo dia 13 de Outubro, nos próximos dias publicaremos textos relativos às diferentes consagrações feitas pelos Sumos Pontífices.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Santos Anjos da Guarda

«Que grande e belo é este mundo visível! Mas o mês de Outubro é um mês onde esta visão se apaga num momento, lembrando ao nosso espírito que há outro mundo, um mundo invisível, porém tão real como o que percepcionam perto de vós.
 
A Igreja celebra, a 2 de Outubro, a festa dos Santos Anjos Custódios. São os habitantes desse mundo invisível que nos rodeia. São os guardiões da Providência de Deus. Não disse Cristo dos meninos que foram sempre tão queridos para o Seu coração puro e amante: “Os seus Anjos contemplam sem cessar o rosto de Meu Pai que está nos Céus”?
 
E quando os meninos se fazem adultos, são abandonados pelos seus Anjos? Certamente que não. ‘Cantemos os Anjos guardiões dos homens - diz a Liturgia de hoje – e companheiros celestes que o Pai deu à sua frágil criatura, para que não sucumba perante os inimigos que rodeiam’. Este mesmo pensamento é recorrente nos escritos dos Padres da Igreja.
 
Cada um, por humilde que seja, possui um Anjo da Guarda para velar por ele. São espíritos gloriosos, puros, magníficos, encarregados de velar cuidadosamente sobre vós, para que não se apartem de Cristo, Vosso Senhor. E não só querem defendê-los contra os perigos que surgem ao largo da caminhada, mas mantêm-se de uma forma activa ao seu lado, alentando as suas almas quando se esforçam por subir cada vez mais alto para a união com Deus.
 
(…) Não podemos deixar de exortar-vos a despertar e avivar a vossa percepção do mundo invisível que vos rodeia, “porque as coisas visíveis não existem senão por certo tempo, enquanto as invisíveis são eternas” , e a manter relações familiares com os Anjos que são tão constantes no seu cuidado pela vossa salvação e santidade.
 
Assim passarão – e Deus o quer - uma eternidade de felicidade com eles; aprendei a conhecê-los desde já. Que os Anjos levem a nossa oração até ao trono de Deus e possam, pela intercessão da sua gloriosa Rainha, trazer-nos graças abundantes da parte do nosso Divino Salvador.»
 
(Papa Pio XII, Outubro de 1958)

sábado, 7 de setembro de 2013

Rainha da Paz, rogai por nós!


Ave, Regina Pacis


 Ó Rainha do Santíssimo Rosário,
Auxilio dos Cristãos, refúgio do género humano
e vencedora de todas as batalhas de Deus!

Vós, ó Mãe de misericórdia,
consegui-nos de Deus a paz;
e as graças que podem converter os corações,
as graças que reparam, conciliam e asseguram a paz.

Santa Rainha da Paz, rogai por nós
e dai ao mundo em guerra a paz por quem suspiram os povos,
a paz na verdade, na justiça e na caridade de Cristo.

Dai a paz das armas e a paz das almas,
para que, na tranquilidade do mundo,
se dilate o Reino de Deus. 

Dai a paz aos povos separados pelo erro ou a discórdia,
especialmente a aqueles que Vos professam singular devoção.

Nossa Mãe e Rainha do Mundo,
Que o Vosso amor e auxílio acelerem o triunfo do Reino de Deus,
e que todas as nações, em paz entre si e com Deus,
Vos proclamem Bem-Aventurada
e entoem convosco,
de um extremo a outro da terra,
o eterno cântico de louvor ao Coração de Jesus,
em quem se pode encontrar a Verdade, a Vida e a Paz.


.Excertos do texto de Consagração 
do mundo ao Coração Imaculado de Maria, 
pelo Papa Pio XII a 31 de Outubro de 1942.
 




ativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade» - Papa Francisco, Angelus de 1 de Setembro de 20013.

Respondendo ao apelo do Santo Padre, toda a paróquia de Mafra irá unir-se em oração, no próximo Sábado, dia 7 de Setembro, pedindo a intercessão da Santíssima Virgem Maria pela Paz no Médio Oriente, Síria e no mundo inteiro, com a oração do Terço do Rosário. A Jmv Sobreiro disponibilizará brevemente o guião do Terço que será rezado na igreja do Sobreiro, pelas 21h00 do próximo Sábado.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pio XII e o Milagre de Fátima

À entrada do Santuário de Fátima, à esquerda da Basílica da Santíssima Trindade, podemos encontrar um monumento dedicado ao Papa Pio XII. Mas porque este Papa, que nunca visitou Portugal, está tão misteriosamente vinculado a Fátima?
 
Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII, foi sagrado bispo pelo Papa Bento XV, na capela Sistina, exactamente na mesma manhã - pelas 12h00 - de 13 de Maio de 1917, quando a Santíssima Virgem aparecia aos três pastorinhos pela primeira vez, em Fátima.
 
Foi também durante o seu Pontificado que se divulgou o pedido de Nossa Senhora para que o Papa consagrasse a Rússia ao Seu Imaculado Coração, efectuada em 1952 mediante a carta apostólica “Sacro vergente anno”, embora não tenha sido em conjunto com todos os bispos do mundo, como tinha pedido a Virgem Santíssima.
 
A 13 de Maio de 1946, enviou o Cardeal Masella, como Legado Pontifício, para coroar a imagem de Nossa Senhora que está na Capelinha das Aparições com a coroa preciosa oferecida pelas mulheres portuguesas.
 
Dizia-se, na altura, que Pio XII teria visto o mesmo milagre do sol de Fátima nos jardins do Vaticano, nas vésperas da proclamação do Dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu em corpo e alma. As dúvidas sobre este episódio desapareceram em Novembro de 2008, quando um dos biógrafos mais conhecidos do venerável Papa revelou um autógrafo, escrito pelo próprio Papa Pio XII a lápis:
 
«Era o dia 30 de Outubro de 1950, antes da vigília do dia, esperado com tantas ânsias por todo o mundo católico, da solene definição da Assunção ao Céu de Maria Santíssima. Pelas quatro da tarde, fazia o meu costumeiro passeio pelos jardins vaticanos, lendo e estudando, como sempre, vários documentos de despacho.
 
Ia subindo desde a praça da Virgem de Lourdes para o topo da colina, pelo caminho da direita que segue paralelo ao longo da muralha. De repente, havendo levantado os olhos dos papéis que tinha na mão, fui surpreendido por um fenómeno que não havia nunca até então visto. O sol, que todavia estava bastante alto, aparecia como um globo opaco amarelado, circundado por um círculo de luz ao redor, o qual, sem embargo, não me impedia de modo algum de mirá-lo fixamente sem causar a mínima moléstia.
 
Só havia adiante uma pequena nuvem. O globo opaco se movia ligeiramente para fora, seja girando, seja vindo da esquerda para a direita e vice-versa. Porém no interior do globo se viam com toda claridade e sem interrupção movimentos fortíssimos.
 
O mesmo fenómeno se repetiu no dia seguinte, 31 de Outubro, e a 1 de Novembro, oitava da mesma solenidade. A partir de então nada mais vi. Várias vezes, nos dias seguintes, à mesma hora e com as mesmas ou similares condições atmosféricas, procurei olhar para o sol para ver se aparecia o mesmo fenómeno, mas foi em vão. Não conseguia olhá-lo sequer por um instante, pois a vista ficava imediatamente cegada.
 
Durante os dias seguintes dei a conhecer o facto a poucos íntimos e a um pequeno grupo de cardeais (talvez quatro ou cinco)… Esta é, em breves e simples termos, a pura verdade».
 
O Pontificado de Sua Santidade Pio XII é mais uma prova de que Fátima está intimamente ligada ao Papado. Por fim, queremos deixar um excerto das palavras do Papa Pacelli dirigiu aos portugueses, num emocionante anúncio radiofónico no dia da coroação da Imagem de Nossa Senhora de Fátima:
 
 
«Coroando a imagem de Nossa Senhora, assinastes, com o atestado de fé na sua realeza, o de uma submissão à sua autoridade, de uma correspondência filial e constante ao seu amor. Obrigastes-vos a trabalhar para que Ela seja amada, venerada, servida à vossa volta, na família, na sociedade, no mundo».

Analytics