"Raios de Luz"


Mostrar mensagens com a etiqueta Evangelho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Evangelho. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Ascensão de Jesus ao Céu

No dia da Ascensão do Senhor, o cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar para o Céu; o segundo, olhar para a terra. Na verdade, Jesus é O que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a História. É o Mestre cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos. Jesus é o «Deus-connosco” que acompanhará a caminhada dos discípulos pela História do mundo.

Nosso Senhor garante que estará sempre com os discípulos, «até ao fim dos tempos», ajudando os Seus discípulos a superar as crises e as dificuldades na caminhada por este mundo.

Celebrar a ascensão de Jesus ao Céu significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do Reino de Deus já aqui na Terra, na vida dos homens. Estaremos conscientes de que a Igreja é, hoje, a presença salvadora de Jesus no meio dos homens?

Tornar-se discípulo de Cristo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus, a partir das Suas palavras, dos Seus gestos, da Sua vida oferecida em sacrifício por amor. Mas, com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da ridicularização e do menosprezo dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está em Deus, no Amor e no dom da Vida…


O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Mas nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo e Aquele em quem acreditamos. Sem medo do mundo e das suas seduções!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras:

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol.II
IC - Igreja Canta
NCT - Novo Cantemos Todos


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Domingo VI do Tempo pascal

No Evangelho deste próximo Domingo, Jesus garante aos discípulos que não os deixará sozinhos no mundo. Ele vai para o Pai, mas vai continuar presente, acompanhando a caminhada dos seus discípulos.

É preciso, no entanto, que os discípulos continuem a seguir Jesus, cumprindo os mandamentos que Ele deixou. Seguindo com amor os ensinamentos de Cristo, os Mandamentos deixam de ser normas externas que é preciso cumprir, mas tornam-se expressão clara do amor dos discípulos e da sua sintonia com Nosso Senhor.

Como é que Jesus vai estar presente ao lado dos discípulos, dando-lhes a coragem para percorrer o mundo a anunciar o Evangelho?

Jesus fala no envio do Paráclito, que estará sempre com os discípulos (vers. 16). A palavra ‘Paráclito’ pode traduzir-se como ‘advogado’, ‘auxiliar’, ‘defensor’. Pode deduzir-se, também, o sentido de ‘consolador’ e de ‘intercessor’.

O Paráclito que Jesus vai enviar é o Espírito Santo – apresentado aqui como o ‘Espírito da Verdade’. Por vezes, sentimo-nos desanimados e frustrados, diante de um futuro que não sabemos até onde conduzirá a humanidade. No entanto, nós os crentes temos razões para ter esperança: Jesus garantiu-nos que não nos deixaria órfãos e que estaria sempre a nosso lado.

Na nossa leitura do mundo e da história, o que é que prevalece: o pessimismo de quem se sente só e perdido no meio de forças de morte, ou a esperança de quem está seguro de que Jesus ressuscitado continua presente, a acompanhar a caminhada do Seu povo pela história?


Vivamos sempre com esta certeza: por mais escuro que seja o caminho, por mais pedras que existam na estrada… Jesus caminha connosco e envia-nos o Consolador, o Espírito Santo para nos fortalecer e dar coragem nesta peregrinação até ao Céu!

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 16 de maio de 2014

V Domingo do Tempo Pascal

“ Eu sou o caminho, a verdade e a vida". 
Esta é a frase máxima do Evangelho do V Domingo do Tempo Pascal, resposta dada por Jesus à  pergunta de Tomé que, não compreendendo tudo o que Jesus afirmara acerca do Seu regresso ao Pai, lhe perguntara: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como é que sabemos o caminho?”.

O apóstolo pensava num caminho material, tal como muitas vezes também nós estamos à espera que Jesus nos mostre um caminho concerto a seguir, mas Jesus indica-lhe um espiritual, tão sublime que se identifica com a Sua Pessoa: “Eu sou o caminho”; e não lhe mostra apenas o caminho, mas também a meta- “ a verdade e a vida”- à qual conduz e que é também Ele mesmo.

Jesus é o caminho que conduz ao Pai: “Ninguém vai ao Pai senão por Mim”; é a verdade que O revela: “Quem Me viu, viu o Pai”; é a vida que comunica aos homens a vida divina: “Assim como o Pai  tem a vida em Si mesmo” , assim a tem o Filho e dá-a “àquele que quer”.

Jesus, com a Sua resposta, está como que a dizer: Por onde queres ir? Eu sou o caminho. Para onde queres ir? Eu sou a Verdade. Onde queres permanecer? Eu sou a Vida. Todo o homem consegue compreender a Verdade e a Vida; mas nem todos encontram o Caminho.

Na primeira Leitura, do Livro dos Actos dos Apóstolos, temos a escolha dos diáconos para ajudarem os Apóstolos no atendimento da comunidade que crescia cada dia, pois a Palavra de Deus espalhava-se cada vez mais. Disseram os Apóstolos: “Quanto a nós entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra” (At 6,4).

Assim como o Mestre passava longas horas em oração individual, também o apóstolo reconhece a necessidade de alcançar forças novas na oração pessoal, feita em íntima união com Cristo, pois só assim será eficaz o seu ministério e poderá levar ao mundo a palavra e o amor do Senhor.

O apostolado é fruto do amor a Cristo. Ele é a luz com que iluminamos, a verdade que devemos ensinar, a Vida que comunicamos. E isto só será possível se formos homens e mulheres unidos a Deus pela oração.

A oração nunca deixa de dar os seus frutos. Dela tiraremos a coragem necessária para enfrentar as dificuldades com a dignidade dos filhos de Deus, bem como para perseverar no convívio com os amigos que desejamos levar a Deus. Por isso a nossa amizade com Cristo há de ser cada dia mais profunda e sincera. Sem oração, o cristão seria como uma planta sem raízes; acabaria por secar, e não  teria assim a menor possibilidade de dar fruto. A oração é o suporte de toda a nossa vida e a condição de todo o apostolado. 

Fonte: Adaptado


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

sexta-feira, 2 de maio de 2014

III Domingo da Páscoa

O Evangelho deste III Domingo do Tempo Pascal remete-nos novamente para a tarde do Domingo de Páscoa, no qual Jesus tinha ressuscitado de entre os mortos.

Sob as aparências de um peregrino, Jesus junta-se aos dois discípulos que se dirigem para Emaús e falam, entre si, dos acontecimentos surpreendentes da Sexta-feira anterior, em Jerusalém. Os discípulos estão tristes, desanimados... esperavam um Messias glorioso e vencedor e encontram-se diante de um derrotado, que tinha morrido na Cruz.

Jesus caminha junto daqueles dois homens que perderam quase toda a esperança, de modo que a vida começa a parecer-lhes sem sentido. Compreende a sua dor e penetra nos seus corações. Também connosco o Senhor age assim! Apesar de muitas vezes perdermos a esperança e nos sentirmos desanimados, Jesus compreende a nossa dor e dá-nos alento para caminhar.

A conversa dos dois discípulos com Jesus a caminho de Emaús, resume perfeitamente a desilusão dos que tinham seguido o Senhor, diante do aparente fracasso que representava para eles a Sua morte. Jesus, em resposta ao desalento dos discípulos, vai pacientemente descobrindo-lhes o sentido de toda a Sagrada Escritura acerca do Messias: “Não era preciso que o Cristo padecesse estas coisas e assim entrasse na Sua glória?”

A cruz não é um fracasso, mas o caminho escolhido por Deus para o triunfo definitivo de Cristo sobre o pecado e sobre a morte!

Depois da escuta da Palavra e o partir o Pão, os discípulos de Emaús sentem necessidade de voltar a Jerusalém, partindo para anunciar a descoberta aos irmãos e , junto com eles, proclamar que  “ O Senhor ressuscitou.”


Procuremos também nós saber fazer esta caminhada, sabendo que apesar das tristezas e desânimos, o Senhor está connosco e nos acompanha. Depois de nos encontrarmos com Ele, não fiquemos calados, mas sigamos o exemplo dos discípulos de Emaús e caminhemos a anunciar que o Senhor ressuscitou verdadeiramente!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Aclamai o Senhor - J. Santos
Comunhão: Os discípulos reconheceram - C. Silva
Pós-Comunhão: Surrexit Christus - Taizé
Final: Com minha Mãe estarei - Popular


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quinta-feira Santa: um exemplo a seguir

Na Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com a qual abrimos o Sagrado Tríduo Pascal, meditamos nas palavras de Jesus: «dei-vos o exemplo».

De facto, Jesus deixou-nos um exemplo de amor para também nós nos fazermos servos uns dos outros. Aqueles que nos olham de fora, Jesus pede a cada um de nós o esforço por lavar os pés dos outros, segundo o exemplo que Ele nos deixou. Quanto isso nos custa! Especialmente quando os pés a serem lavados são ásperos. Suportar a carga não é fácil!

Mas a grandiosidade desta celebração neste dia não se prende só com o exemplo que Jesus nos deixou e nos convidou a seguir. Neste dia, recordamos a Instituição da Santíssima Eucaristia.

Dizia o Papa Bento XVI, na celebração de Quinta-feira Santa de 2012:
«A Quinta-feira Santa não é apenas o dia da instituição da Santíssima Eucaristia, cujo esplendor se estende sem dúvida sobre tudo o mais, tudo atraindo, por assim dizer, para dentro dela. Faz parte da Quinta-feira Santa também a noite escura do Monte das Oliveiras, nela Se embrenhando Jesus com os seus discípulos; faz parte dela a solidão e o abandono vivido por Jesus, que, rezando, vai ao encontro da escuridão da morte; faz parte dela a traição de Judas e a prisão de Jesus, bem como a negação de Pedro; e ainda a acusação diante do Sinédrio e a entrega aos pagãos, a Pilatos. Nesta hora, procuremos compreender mais profundamente alguma coisa destes acontecimentos, porque neles se realiza o mistério da nossa Redenção.»

Neste dia, somos convidados a reflectir em três grandes aspectos que nos devem interpelar na nossa vida: em primeiro lugar, o exemplo de Jesus no "Lava-pés" e de como também nós nos devemos esforçar por fazer o mesmo.

No centro da celebração deste dia está a instituição da Santíssima Eucaristia. Jesus deu-nos o Pão do Céu, deu-nos o Seu Corpo, para que ao alimentarmo-nos d'Ele, sejamos fortalecidos do Seu amor e vivamos com Ele e por Ele.

Por fim, mas não menos importante, o exemplo de oração e entrega ao Pai do Céu. Jesus também rezou e pediu ao Pai que O ajudasse naquele momento de provação. Possamos também nós seguir o Seu exemplo e rezar ao Pai, para que nos ajude a caminhar para a santidade.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Toda a nossa glória está na Cruz - NCT 124
Salmo: O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo
Lava-pés: Recebemos do Senhor - NCT 127
Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento - CEC I pág. 115,116
Pós-Comunhão: Ó Verdadeiro Corpo do Senhor - NCT 269
Trasladação do Santíssimo Sacramento: Tantum ergo sacramentum

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Domingo de Ramos e a entrada de Jesus em Jerusalém

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja inicia a Semana Santa. No Evangelho da Procissão dos Ramos vemos como o cortejo se organizou rapidamente para Jesus fazer a Sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num burrinho, conforme tinha sido profetizado muitos séculos antes.

Mas, atenção! Este Messias não vem como rei potente, num majestoso cavalo, símbolo de força e poder! Ele vem num burrico, usado pelos servos nos seus duros trabalhos. Ele vem como manso e humilde servo! Eis o escândalo que Israel não suporta! Esperava-se um Messias que fosse Rei potente e Deus envia um servo humilde e frágil!

A entrada triunfal de Jesus foi efémera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente, o Hossana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso para O crucificar.

São Bernardo comenta: «Como eram diferentes umas vozes e outras! "Fora, fora, crucifica-o!" e "Bendito O que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas!". Como são diferentes as vozes que agora O aclamam  Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco O despojam das Suas e lançam a sorte sobres elas.”

Neste Domingo, somos convidados a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo em procissão, aceitando-O como Messias que tem como trono a Cruz e como coroa, os espinhos! Segui-Lo pela rua é comprometer-se a segui-Lo na nossa vida! Caso contrário, a nossa Liturgia não passará de um teatro vazio…

Sigamos Jesus, aclamando-O! E quando na vida, a cruz, a dor e os espinhos vierem, tomemos nas mãos os ramos que levamos para nossas casas e recordemos que nos comprometemos a seguir Cristo até a morte e morte de cruz, para chegarmos à Páscoa da Ressurreição!



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Procissão da Realeza de Cristo: Glória, honra e louvor - CEC I, pág. 100-101
Comunhão: Pai, se este cálice - NCT 114
Pós-Comunhão: Hossana, Hossana - Marco Frisina
Final: Hossana, Tu reinarás CT 412

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
CT - Cantemos Todos
NCT - Novo Cantemos Todos

domingo, 6 de abril de 2014

Papa oferece milhares de “Evangelhos de bolso”


O Papa Francisco ofereceu milhares de exemplares de um “Evangelho de bolso” aos fiéis que participaram na oração do Angelus, na Praça de São Pedro.

Em comunicado publicado no site do Vaticano, a Santa Sé explica que com este presente, o Papa visa encorajar os fiéis a terem sempre com eles uma cópia dos Evangelhos que possam consultar durante as celebrações, sobretudo para poderem meditar nas leituras do dia que o Papa sublinha nas suas catequeses.

A edição especial é feita pela Santa Sé e não está à venda. Contém os quatro Evangelhos e os Actos dos Apóstolos, abre com uma citação da mais recente exortação apostólica “A Alegria do Evangelho” e contém ainda uma oração de autoria do cardeal Newman. O comunicado da Santa Sé não esclarece se haverá edições em diferentes línguas ou se o “Evangelho de Bolso” será apenas em italiano.

Em Novembro de 2013, numa iniciativa parecida, a Santa Sé distribuiu a todos os presentes uma caixa de remédios chamada “Misericordina”, que continha um terço e uma pagela.


A distribuição dos Evangelhos será feita com o auxílio de voluntários, incluindo cerca de 150 escuteiros, seminaristas e freiras.
Fonte da imagem: Blogue Senza Pagare

quinta-feira, 20 de março de 2014

Domingo III da Quaresma

Ao celebrar o III Domingo da Quaresma, meditamos no conhecido Evangelho da Samaritana. De certo já escutámos este Evangelho em tantas situações na nossa vida, mas também é certo que temos sempre algo a aprender com este texto encantador.

Na sua Mensagem para a Quaresma de 2011, o Santo Padre Bento XVI dizia que «o pedido de Jesus à Samaritana: 'Dá-Me de beber', exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da 'água a jorrar para a vida eterna'. Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi dada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita».

Jesus, ao abeirar-Se da Samaritana pede-lhe de beber porque tem sede. O Senhor tem sede de nós mesmos, tem sede do pobre amor dos nossos corações. Essa sede de Deus por cada homem ficou claramente expressa naquele grito que somente o evangelista João conservou no Evangelho: “Tenho sede”
É profundo o diálogo de Jesus com a Samaritana: o Senhor pede de beber e promete dar de beber. Apresenta-se como necessitado que espera receber, mas possui em abundância para saciar os outros.

A transformação que a graça opera na Samaritana é maravilhosa! O pensamento dessa mulher centra-se agora somente em Jesus e, esquecendo-se do motivo que a tinha levado ao poço, deixa o seu cântaro e dirige-se à aldeia para comunicar a sua descoberta.

Deste evangelho podemos retirar algumas atitudes que também nós devemos ter na nossa vida. A primeira é a da sede de Deus, tal como a Samaritana que quando percebeu que o Senhor tinha algo de especial, Lhe pede que lhe dê dessa água.

A Samaritana centra a sua atenção em Jesus e parte para dar a conhecer. Que bom seria se cada um de nós, quando encontra Jesus se centrasse n'Ele e O desse a conhecer a toda a humanidade.


Procuremos durante este Tempo da Quaresma, saciar a nossa sede de Deus e levar aos outros esta Água Viva que só Jesus nos dá.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Os meus olhos, Senhor - CAC, pág. 156-157 [partitura]
Salmo: Escutai hoje a voz do Senhor [partitura]
Comunhão: Bebei, se tendes sede - OC, pág. 41-42 [partitura]
Pós-Comunhão: De noite iremos em busca - Taizé - [partitura]
Final: Das fontes da salvação - F. Santos - [partitura]

CAC - Cânticos da Assembleia Cristã
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 14 de março de 2014

II Domingo da Quaresma

No Domingo passado, fixávamos a nossa meditação nas tentações de Jesus. No deserto, o Senhor foi lutando contra o diabo e convidava-nos também nós a travarmos o nosso próprio combate espiritual, em especial durante o Tempo da Quaresma.

No Evangelho deste II Domingo da Quaresma, Jesus aparece ladeado por Moisés e Elias - que também enfrentaram durante quarenta dias e quarenta noites o combate no deserto - e revela-nos qual o objectivo do nosso combate espiritual. Qual a finalidade de lutarmos, todos os dias, contra as tentações do Maligno e por nos esforçarmos por carregar a cruz com amor?

Jesus surge transfigurado no cimo do Monte Tabor. O Senhor mostra aos discípulos a Sua glória e convida-nos a pormos os seus olhos no seu Corpo Glorioso. Também nós, quando um dia chegarmos à Vida Eterna, seremos envolvidos da glória de Cristo.

A transfiguração de Jesus é prenúncio da ressurreição. Com sua bendita Transfiguração, Jesus deseja preparar o seus para as dores da paixão – do mesmo modo que a Igreja nos deseja alentar e motivar para as renúncias e observâncias quaresmais. Por isso mesmo, Pedro, Tiago e João, o três que estão no Tabor são os mesmos que estarão no Jardim das Oliveiras.

Também nós somos chamados, como Abraão, a sair de nós mesmos, transfigurados à imagem do Jesus! Tenhamos a coragem de atravessar o deserto interior e de enfrentar o deserto do nosso coração.

Toda a caminhada Quaresmal nos aponta para um único objectivo: do homem velho, nos tornarmos um homem novo, passado do pecado à graça, do vício à virtude, da preguiça espiritual à generosidade, da morte à vida.

Mas, acima de tudo, não fiquemos com esta transformação para nós mesmos. Saibamos dar testemunho da glória do Senhor a operar na nossa vida. Vivemos num mundo cada vez mais marcado pela recusa de Deus, pelo pecado, pela guerra, pela violência... sejamos testemunhas vivas do Amor de Deus por cada um de nós.


Tal como Jesus, que glorificado mostrava aos discípulos o seu Corpo luminoso, sejamos também nós luzes no mundo. Homens e mulheres que reflectem a glória de Deus na escuridão do Mundo.



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Diz-me o coração - F. Lapa - [partitura]
Salmo: Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia [partitura]
Comunhão: Jesus tomou consigo - OC, pág.145 [partitura]
Pós-Comunhão: Ouviu-se uma voz vinda do Céu - CEC I, pág. 87 [partitura]
Final: Cantarei eternamente - José Silva - [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 7 de março de 2014

Domingo I da Quaresma

O primeiro Domingo da Quaresma apresenta-nos, todos os anos, o jejum de Jesus no deserto, seguido das tentações. O Evangelho deste Domingo relata-nos como o Demónio intervém na vida de Jesus, quando o Senhor vai para o deserto.

Diz-nos São João Crisóstomo que Jesus deixa o Maligno agir «para nos dar exemplo de humildade e para nos ensinar que depois do Baptismo, todos nós sofremos maiores tentações, mas não nos devemos assustar com isso. Se não contássemos com as tentações que temos de sofrer, abriríamos a porta a um grande inimigo: o desalento e a tristeza».

A nossa existência nesta terra é uma batalha contínua contra o mal. É esta luta contra o pecado, que devemos intensificar nesta Quaresma, tal como nos deixou como exemplo, Nosso Senhor.

O Demónio promete sempre mais do que pode dar, porque a felicidade está muito longe das suas mãos. Mas para nos experimentar, o Maligno conta com as nossas ambições. E qual é a pior de todas as nossas ambições? A glória pessoal. Muitas vezes, o pior dos ídolos é o nosso próprio eu.

Neste Domingo a liturgia aponta-nos uma atitude: a vigilância. Temos que vigiar, em luta constante, porque dentro de nós permanece a tendência de desejar a glória humana.

Contamos sempre com a graça de Deus para vencer qualquer tentação. Usemos, pois, as 'armas' que a Igreja nos aponta para vencermos esta batalha contra o Demónio: a oração, a Eucaristia, o sacramento da Penitência, a humildade de coração e uma devoção terna e filial a Nossa Senhora.

Quem melhor do que Nossa Senhora para nos ensinar a sermos humildes e pacientes? A Virgem Maria acompanhou Jesus na Sua subida para o Calvário e acompanha-nos a cada um de nós, enquanto carregamos a cruz das nossas vidas.

Façamos nossas as palavras de Santo Afonso: «Ó meu amabilíssimo Jesus, vejo que no passado caí e tornei a cair porque me descuidei de imitar os Vossos divinos exemplos. (...) Fortalecei a minha fraqueza, eu Vo-lo peço, pela mortificação que praticastes, abstendo-Vos por quarenta dias de toda a alimentação, e pela humildade que mostrastes, permitindo que Vos tentasse como a qualquer outro filho de Adão».

 
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada:  Aquele que por mim chamar (M. Luís) - CAC 134-135 [partitura]
Salmo: Pecámos, Senhor [partitura]
Comunhão: Nem só de pão vive o homem - CEC I, pág. 85-86 [partitura]
Pós-Comunhão: Escuta, Israel - CEC II, pág. 136-137 [partitura]
Final: Irmãos convertei o vosso coração - NCT 762 [partitura]

CAC - Cânticos da Assembleia Cristã
CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT- Cantemos Todos Novo


terça-feira, 4 de março de 2014

«Convertei-vos a mim de todo o vosso coração»

«Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus»

Amanhã, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja dá início ao Tempo Santo da Quaresma, no qual somos convidados a aceitar o convite que a Liturgia nos faz, combatendo o amor próprio com todas as nossas forças.

Na primeira Leitura, do Profeta Joel, escutamos um convite à mudança de vida: «Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos». Naquele tempo, o povo de Judá sofria bastantes calamidades e o profeta encorajava assim o povo à conversão. Também a nós se dirigem as palavras do profeta Joel, dia após dia, mas em especial no início da Quaresma!

Com um espírito de Penitência, iniciamos o tempo favorável da Quaresma, como nos recorda São Paulo: «Aquele que não havia conhecido o pecado, diz ele, Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus», para nos deixarmos reconciliar com Deus em Cristo Jesus. O Apóstolo apresenta-se como embaixador de Cristo e mostra claramente como precisamente através de Nosso Senhor, é oferecida a cada um de nós que somos pecadores, a possibilidade de uma reconciliação autêntica.

Detenhamo-nos no apelo que o apóstolo nos faz: «Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus» e ainda: «Este é o tempo favorável, é este o dia da salvação». Com plena consciência da nossa condição de pecadores, simbolizada com a imposição das Cinzas na nossa cabeça, procuremos não endurecer o nosso coração à Palavra do Senhor e busquemos a Misericórdia de Deus.

No Evangelho, Jesus convida-nos a fazermos penitência sem darmos a conhecer aos outros. Somos por isso alertados para não fazer só por fazer, ou apenas para os outros verem, mas sim de coração humilhado e contrito, no silêncio da nossa oração e da nossa intimidade com Deus.

Façamos desta Quaresma um tempo diferente! Não como em tantas outras da nossa vida, cujo convite à conversão nos passa ao lado, acabando por chegar à celebração dos Mistérios Pascais da mesma forma como iniciamos este tempo litúrgico. Rezemos a Jesus, pedindo o Seu auxílio para que vivamos com ardor de coração o Tempo favorável:

«Senhor, que, mais uma vez, me ofereceis o tempo favorável da Quaresma, ajudai-me a vivê-lo no segredo do meu coração. Sei que as coisas exteriores têm a sua importância, mas quero vivê-Ias na Vossa presença. Ajudai-me a crescer na oração, na mortificação, na caridade; mas acima de tudo, ajudai-me a fazê-lo com humildade e sinceridade diante de Vós. Infundo em mim o Espírito Santo para que me conduza e guie pelo deserto da penitência, durante esta Quaresma.»


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Chegaram os dias de Penitência, NCT 432 [partitura]
Salmo: Pecámos, Senhor, tende compaixão de nós (F. Santos) [partitura]
Imposição das Cinzas: Tende compaixão de mim, NCT 442 [partitura]
Comunhão: Aquele que medita (C. Silva) [partitura]
Pós-Comunhão: Perdoai, Senhor (M. Luís) [partitura]


NCT - Cantemos Todos Novo

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Domingo VIII do Tempo Comum

No próximo Domingo entraremos na última semana antes da Quaresma e como tal, no Evangelho, o Senhor convida e ensina-nos a buscarmos apenas o essencial.

«Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas». Podermos, com isto, considerar que Jesus nos diz para não nos preocuparmos com a vida, com a nossa alimentação… mas não! O Senhor alerta-nos para não nos preocuparmos com desassossego e perturbação com estas coisas que são banais na nossa vida.

O que devemos procurar então em primeiro lugar? O Reino de Deus. Devemos por isso ocupar-nos em caminhar para a santidade, sem nunca nos esquecermos que é o Senhor que nos permite ir caminhando, dia após dia, num constante crescimento e numa constante santificação já neste mundo.

A vida cristã implica normalidade, desta forma, somos convidados por Jesus a viver o dia de hoje no serviço a Deus e aos irmãos. Então, o que vou eu fazer no dia de hoje para viver melhor a caridade, para ser mais generoso, para dar glória a Deus, para buscar a santidade, para dar alegria aos outros e para levá-los ao encontro com Deus

O dia de hoje não se repete, e o Senhor espera que o impregnemos de Amor e de pequenos serviços aos nossos irmãos. Se confiássemos verdadeiramente em Deus e fôssemos capazes de viver a cada dia, não como prisioneiros deste mundo e das suas correntes de paixões, dinheiro, ódio e mesquinhez, saberíamos dizer, tal como o Papa Clemente XI: “quero o que queres, quero porque o queres, quero como o que queres, quero enquanto o quiseres”.

Deixemos de ser servos do dinheiro e escravos de nós mesmos, para servir a Deus com alegria e livres da angústia. Confiemos a nossa vida à protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria, Aquela que desde o primeiro dia soube fazer em tudo e sempre a vontade de Deus, não se preocupando com questões que de certo nos afectariam e procuremos imitá-la, seguindo o seu exemplo de vida e de desprendimento do mundo.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Meu Senhor, eu Vos amo - CEC II, p. 46-47 [partitura]
Salmo: Só em Deus descansa, ó minha alma [partitura]
Comunhão: Eu estou sempre convosco - OC 101 [partitura]
Pós-Comunhão: O Reino de Deus é um reino de Paz - Taizé - [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - A. Cartageno - [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Domingo VII do Tempo Comum


«Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos 
e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus».

Podemos dizer que estas palavras de Jesus são o centro de toda a Liturgia deste VII Domingo do Tempo Comum. O Senhor convida-nos a amar a todos, sem nenhuma discriminação; a sermos santos como Ele é santo!

Diante da lei de Talião, Jesus estabelece novas bases: o amor e o perdão das ofensas. Ele não nos ensina a sermos frouxos, convida-nos antes praticar a mansidão, a não usar de violência e a procurar o bem da pessoa que a prejudicou.

São 'difíceis' as palavras de Jesus neste Domingo! Jesus pede-nos para ir mais além do que estamos habituados; diz-nos para darmos a outra face, algo que na nossa pequenez é tão difícil de praticar.

O Senhor não pregou esta doutrina somente por palavras, mas também com o Seu exemplo. Do alto da cruz, depois de crucificado, pronuncia uma expressão que prova como aquilo que Ele ensinou, viveu até ao fim: «Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem».

Devemos pois, viver a caridade com aqueles que nos tratam mal, que nos difamam e roubam a honra, que procuram prejudicar-nos.

Um Santo relativamente recente, São José Maria Escrivá, diz-nos que: “Mais do que em 'dar', a caridade está em 'compreender'.  O que nós fazemos para compreender aqueles que se dizem nossos inimigos? Será que nós pensamos que essas pessoas, muitas das vezes, agem de má fé apenas porque têm fome de Deus?

Não olhemos as pessoas de cima, como se fossem inferiores a nós! A caridade exige de nós o contrário: colocar-nos ao serviço deles, ver as qualidades que o outro tem e procurar compreendê-lo, de forma a encaminha-lo para o bem.

Que bom é saber amar, saber perdoar, saber compreender. É verdade que Jesus foi crucificado por amar e também é verdade que talvez sejamos crucificados por amar. A Igreja ensina-nos o sentido último do sofrimento porque tem o seu modelo em Cristo, o justo sofredor que morre perdoando os inimigos e os liberta das suas dores.

Que o Senhor nos conceda a graça de acolhermos a essência do Seu ensinamento: o Amor. Peçamos ao Senhor que nos ajude a sermos cada vez melhores cristãos e a saber amar não só aqueles que nos amam mas também aqueles que nos odeiam.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Deus vive na Sua morada santa - NCT 219 [partitura]
Salmo: O Senhor é clemente [partitura]
Comunhão: Eu sou o Pão Vivo - NCT 263 [partitura]
Pós-Comunhão: Se vos amardes uns aos outros - NCT 264  [partitura]
Final: O Templo de Deus é santo - CPD 383 [partitura]


NCT - Novo Cantemos Todos
CPD - Canta Povo de Deus


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Domingo VI do Tempo Comum

O Evangelho do VI Domingo do Tempo Comum apresenta-nos Jesus a falar sobre a Lei. Poderia achar-se que Jesus veio abolir a antiga Lei pela qual o povo hebreu regia a sua vida, no entanto o próprio Senhor diz que não vem regular a lei mas sim dar-lhe a sua plenitude.

Depois de ter anunciado os grandes princípios da nova lei, nas bem-aventuranças, Jesus aprofunda o espírito dos mandamentos dados ao povo de Deus por Moisés. Não é só um cumprir material, mas sim dar-lhes o espírito de amor. Não basta, por exemplo, não matar; é preciso também evitar palavras de ressentimento ou de desprezo para com o próximo.

A coerência é, sem dúvida, uma realidade que não pode ser negligenciada por um cristão. Hoje ouve-se muita gente defender a 'liberdade das mulheres' no uso do seu próprio corpo, no entanto, com essa atitude, proíbem outros seres humanos de nascer.

É importante que estejamos atentos à autoridade de Jesus. Quantas vezes procuramos substituir a verdade de Deus pelas supostas “verdades” que afloram nos grandes meios de comunicação?

Diz Jesus: «A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’». O cristão é chamado a ser transparente e simples. Não podemos usar da linguagem do 'nim' muitas vezes usada por cristãos frouxos que se vergam à força do Maligno. Devemos saber dizer sim àquilo que Jesus nos ensina e propõe e não às falácias do Demónio!

E nós, como observamos os Mandamentos? Com o espírito do Antigo Testamento no qual se faziam as coisas por serem lei e por serem obrigatórias ou com um espírito de amor e devoção, tal como Jesus convida no Evangelho deste Domingo?

Porque vamos nós à Missa? Porque é um preceito?


Peçamos a Deus a Graça de vivermos verdadeiramente os Seus mandamentos e termos uma linguagem que seja clara. Que Nossa Senhora, Aquela que escolheu a melhor parte e que soube sempre fazer a vontade de Deus e viver segundo os mandamentos, nos ajude na nossa caminhada terrena a sermos cristãos de verdade, vivendo no Amor de Deus.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Sede a rocha - CEC II 33 [partitura]
Salmo: Ditoso o que anda na lei do Senhor [partitura]
Comunhão: Se cumprirdes os meus mandamentos - OC 231 [partitura]
Pós-Comunhão: Vós sereis meus amigos - NCT 128 [partitura]
Final: Louvai, louvai o Senhor - J. F. Silva [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II

NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Domingo V do Tempo Comum

No Evangelho do V Domingo do Tempo Comum, Jesus fala-nos na responsabilidade que cada um de nós tem perante o mundo: «Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo». Na semana passada celebrávamos a Apresentação de Jesus no Templo e como o velho Simeão Lhe chamou de "Luz para se revelar às nações".

Hoje é o próprio Jesus que diz aos Seus discípulos e a cada um de nós que somos a luz do mundo. Só podemos ser luz neste mundo tão marcado pelas trevas se nos deixarmos ser iluminados pelo próprio Jesus que é a verdadeira Luz.

Por nós próprios não somos luz, mas iluminados pela luz de Cristo, reflectiremos a luz sobre o mundo tenebroso, como a lua que, sem ter luz própria, mas iluminada pela luz do sol, alumia de modo belíssimo a noite escura.

Outra das expressões que Jesus usa para caracterizar os discípulos é a de sal da terra. O sal, na Escritura, aparece como o elemento que dá sabor, purifica e conserva, tornando os alimentos duradouros. Pois bem, somos também nós o sal que dá sabor, pureza e conservação ao mundo diante de Deus! Somos a pitada de sal que torna o mundo uma oferenda agradável e aceitável ao Senhor!

Os discípulos de Cristo são o sal da terra: dão um sentido mais alto a todos os valores humanos, evitam a corrupção, trazem com as suas palavras a sabedoria aos homens. São também luz do mundo, que orienta e indica o caminho no meio da escuridão. Quando os cristãos vivem segundo a sua fé e têm um comportamento irrepreensível e simples, brilham como astros no mundo, no meio do trabalho e dos seus afazeres, na sua vida normal.

Sem cairmos em atitudes impróprias de um cristão, podemos e devemos mostrar ao mundo o que significa seguir verdadeiramente o Senhor na nossa vida quotidiana. Procuremos ser conhecidos como homens e mulheres leais, simples, alegres e trabalhadores; sejamos capazes de cumprir rectamente os nossos deveres e saibamos actuar a todo o momento como filhos de Deus, que não se deixam arrastar por qualquer vento.



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Vinde, exultemos de alegria no Senhor - NCT 229  [partitura]
Salmo: Para o homem recto nascerá uma luz [partitura]
Comunhão: Eu sou o Pão da Vida - NCT 262 [partitura]
Pós-Comunhão: Senhor Jesus, Tu és Luz do mundo - Taizé [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - IC 537 [partitura]

IC - A Igreja Canta

NCT - Novo Cantemos Todos

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Festa da Apresentação de Jesus no Templo

No próximo Domingo, 2 de Fevereiro, celebra-se a Festa da Apresentação de Jesus no Templo. Nesta Festa, contemplamos Jesus, consagrado ao Pai, que veio ao mundo para cumprir fielmente a Sua vontade. O Profeta Simeão marca este Menino como «uma luz para iluminar as nações» e anunciou com palavras proféticas a Sua oferta suprema a Deus e a Sua vitória.
 
É o encontro dos dois Testamentos, o Antigo e o Novo. Jesus entra no antigo Templo, ele que é o novo Templo de Deus que vem visitar o seu povo.
Jesus é um menino como os outros, o filho primogénito de dois pais muito simples. Até mesmo os sacerdotes não são capazes de ler os sinais da nova e especial presença do Messias e Salvador.
 
Apenas dois idosos, Simeão e Ana, descobrem a grande novidade! Ambos contemplam a luz de Deus, que vem para iluminar o mundo.
 
A Apresentação de Jesus no Templo contém o símbolo fundamental da luz, a luz que a partir de Cristo brilha em Maria e José, sobre Simeão e Ana, e através deles, a todos.
 
Hoje vivemos, especialmente em sociedades mais desenvolvidas, uma condição muitas vezes marcada por uma pluralidade radical, pela marginalização progressiva da religião da esfera pública , por um relativismo que afecta os valores fundamentais.
 
Isso exige que o nosso testemunho cristão seja brilhante e consistente e que os nossos esforços educacionais sejam cada vez mais atentos e generosos. Deixemo-nos iluminar pela Luz de Cristo e a ação apostólica tornar-se-á compromisso de vida. Educaremos, assim, a inteligência e o coração dos homens e mulheres do nosso tempo para a Boa Nova do Evangelho.
 
Adaptado da Homilia do Papa Bento XVI
Fevereiro de 2011
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Recordamos, Senhor, a Vossa misericórdia - F. Santos  [partitura]
Salmo: O Senhor do Universo [partitura]
Comunhão: Os meus olhos viram a Salvação - OC, p. 204 [partitura]
Pós-Comunhão: A Luz de Cristo - CEC II, p. 183 [partitura]
Final: Senhor, tu és a Luz - NCT 273 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

III Domingo do Tempo Comum

O Evangelho deste III Domingo do Tempo Comum é a continuação dos episódios narrados nos dois últimos Domingos, nos quais se meditava sobre o Baptismo de Jesus e de como João tinha indicado o Messias como o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo».

Neste Domingo, o evangelho relata-nos o início do ministério público de Jesus, em Cafarnaum, após o Baptismo. Ele é apresentado como grande luz de que fala o Profeta Isaías. Junto ao lago, Jesus começa a pregar e a dizer: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus»

Da pregação em geral, Jesus passa ao convite pessoal: «Segui-Me e Eu vos farei pescadores de homens.» O Evangelho apresenta-nos o chamamento dos primeiros Apóstolos. Simão e André experimentaram o fascínio da luz que emanava d'Ele e seguiram-na sem demora para que iluminasse o caminho das suas vidas.

O Senhor continua a chamar-nos para que O sigamos e para que iluminemos a vida dos homens luz da fé; sabemos bem que o remédio para tantos males que acfetam a humanidade é a fé em Jesus Cristo, Nosso Senhor; sem Ele, os homens caminham nas trevas e por isso tropeçam e caem.

Deus chama-nos a todos para que sejamos luz do mundo, e essa luz não pode ficar escondida: “Somos lâmpadas que foram acesas com a luz da verdade” (Santo Agostinho).

Se somos cristãos que vivem imersos na sociedade, procurando a nossa santificação, devemos procurar viver de acordo com a fé que professamos e sobre os ensinamentos d'Aquele que é a Luz do Mundo. Para isso são necessárias vida interior e formação doutrinal.

No entanto, nem sempre é fácil conseguirmos viver de acordo com o Senhor que chama e que convida à conversão. Diariamente somos 'bombardeados' com uma mundanidade que choca com os ensinamentos da Igreja e que pode fazer-nos vacilar. O Demónio está sempre a tentar afastar-nos desta luz que é Cristo e a levar-nos para o caminho das trevas.

Peçamos à Virgem Maria coragem e simplicidade para vivermos no meio do mundo sem sermos mundanos, como os primeiros cristãos, para sermos luz de Cristo na nossa profissão e em todos os ambientes de que participamos.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo - CEC II, p. 16-17 [partitura]
Salmo: O Senhor é minha luz [partitura]
Comunhão: Aproximai-vos do Senhor - F. Santos [partitura]
Pós-Comunhão: Em Vós, Senhor, está a Fonte da Vida - Az. Oliveira [partitura]
Final: Senhor, Tu és a Luz - NCT 273 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Domingo II do Tempo Comum

Após a Igreja viver o Tempo do Advento e do Natal do Senhor, celebra neste Domingo a II Semana do Tempo Comum. Durante este tempo a liturgia apresenta um caminho marcado pela esperança porque somos convidados a tomar consciência de que o Filho de Deus veio habitar entre nós, entrou nos nossos tempos para santificar a nossa vida.

Neste segundo Domingo do Tempo Comum, a Liturgia ainda nos liga ao Baptismo do Senhor, celebrado no Domingo passado. Recordemo-nos que no Evangelho do passado Domingo revivíamos o Baptismo de Jesus por João Batista e a sua unção pelo Pai com o Espírito Santo como Messias de Israel.

O Evangelho deste Domingo aprofunda ainda mais este quadro impressionante, que nos revela a missão de Jesus: «João viu Jesus aproximar-se dele e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo'». Em aramaico, "cordeiro" significa também "servo".

Jesus é então apresentado como o Servo ou Cordeiro de Deus, Aquele que tal como no Antigo Testamento era mandado para o deserto, colocado fora da cidade, carregando os pecados de Israel; Aquele cordeiro pascal, cujos ossos não poderiam ser quebrados; Aquele, cujo sangue, aspergido sobre o povo, selará a nova e eterna aliança entre Deus e o povo santo.

João Baptista reconheceu em Jesus o Messias, tão humilde e tão grande - ele é o próprio Deus: «passou à minha frente porque existia antes de mim!». E como Deus feito homem, Ele é o único e absoluto Salvador de todos – e não há salvação sem ele ou fora dele!

Por fim, o Percussor dá testemunho de que esse Jesus bendito é mais que um Servo, mais que um Cordeiro, mais que um Profeta: Ele é o Filho de Deus: «Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!».
 
Procuremos na nossa vida dizer ao Messias que é n'Ele que cremos e a Ele queremos seguir. Em Jesus coloquemos a nossa vida e nossa morte! Sejamos sempre verdadeiras testemunhas do Reino de Deus que Jesus plantou na terra com a Sua bendita encarnação e bendigamo-Lo para sempre!

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor - CEC II, pág. 13 [partitura]
Salmo: Eu venho, Senhor, para fazer a Vossa vontade [partitura]
Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor - OC 167-168 [partitura]
Pós-Comunhão: Este é Aquele - CEC II, pág. 14-15 [partitura]
Final: O Amor de Deus repousa em mim - NCT 388 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Baptismo de Jesus

«Com a festa do Baptismo de Jesus continua o ciclo das manifestações do Senhor, que começou no Natal com o nascimento do Verbo encarnado em Belém, contemplado por Maria, José e os pastores na humildade do presépio e que teve uma etapa importante na Epifania, quando o Messias, através dos Magos, se manifestou a todas as nações.
 
Hoje Jesus revela-Se, nas margens do Jordão, a João e ao povo de Israel. É a primeira ocasião em que ele, como homem maduro, entra no cenário público, depois de ter deixado Nazaré. Jesus abandona a casa e as ocupações habituais para se dirigir ao rio Jordão. Chega ao meio da multidão que está a ouvir João Baptista e põe-se na fila como todos, à espera de ser baptizado.
 
Junto do Jordão, Jesus manifesta-Se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura, e antecipa os sentimentos com os quais, no final dos seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz.
 
O Filho de Deus, Aquele que é sem pecado, coloca-se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus ao caminho de conversão do homem. Jesus carrega sobre os seus ombros o peso da culpa da humanidade inteira, inicia a sua missão pondo-se no nosso lugar, no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz.
 
Recolhido em oração, depois do Baptismo, enquanto sai da água, abrem-se os Céus. O Pai, o Filho e o Espírito Santo manifestam-Se entre os homens e revelam-nos o seu amor que salva. Se são os anjos que levam aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador, e as estrelas aos Magos vindos do Oriente, agora é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença no mundo do seu Filho e que convida a olhar para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.
 
A partir deste momento, a voz do Pai chamará também outros para serem seus filhos em Cristo e, na sua família que é a Igreja, concederá a cada um o dom sublime da Fé. Este dom, que as crianças não têm a possibilidade de compreender plenamente, será colocado no seu coração como uma semente cheia de vida, que espera desenvolver-se e dar fruto.
 
É o Baptismo que ilumina com a luz de Cristo, que abre os olhos ao seu esplendor e introduz no mistério de Deus através da luz divina da Fé. Também nos nossos dias a Fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar».
 
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSSA:
 
Entrada: Pai, Filho e Espírito Santo - CEC I, p. 7677 [partitura]
Salmo: O Senhor abençoará o Seu povo [partitura]
Comunhão: Este é Aquele - OC, p. 98 [partitura]
Pós-Comunhão: Tu és o Meu Filho - Pe. António Cartageno [partitura]
Final: Glória ao Pai que nos criou - OC, p.128-129 [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
OC - Orar Cantando
 


Analytics