"Raios de Luz"


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Caminhada de Advento 2014



Chegamos mais uma vez ao grande Tempo Litúrgico que é o Advento, o tempo em que preparamos a vinda do Senhor. A vinda do Deus que Se fez homem para nos salvar. Esta é a prova de que Deus está próximo, de que não é um Deus que Se põe acima de nós, desinteressando-se pela Sua criação. Este é o Deus que habitou um tempo e um lugar em conjunto com o homem. E de que modo poderíamos fazer esta preparação senão através da oração? Pois este é, de facto, o verdadeiro modo de como a Igreja preservera.
Diz o Papa Bento XVI em relação ao Advento:
«Todo o povo de Deus volta a pôr-se a caminho, atraído por este mistério: o nosso Deus é "o Deus que vem" e que nos convida a ir ao seu encontro. De que modo? Em primeiro lugar, naquela forma universal da esperança e da espera, que é a oração, que encontra a sua expressão eminente nos Salmos, palavras humanas em que o próprio Deus pôs e põe continuamente nos lábios e nos corações dos fiéis a invocação da sua vinda.»
Assim, preserveremos também, unidos à orbe católica, orando neste tempo que nos diz repetidamente ao longo dos dias, das semanas, dos meses: Acorda!Recorda que Deus vem! 
Não ontem, não amanhã, mas hoje, agora!


Objectivo
Com a presente Caminhada temos o objectivo de motivar os jovens a rezar mais intensamente neste grande Tempo que é o Advento, facilitando-lhes orações, passagens bíblicas para reflexão e algumas atitudes práticas que devemos realizar no nosso dia-a-dia. 


Modo de Funcionamento
A presente Caminhada tem por base um “Calendário de Advento”. Porém, é um Calendário Cristão, logo, em vez dos típicos chocolates, cada dia está reservado a um momento de preparação para o Tempo do Natal que se aproxima.
Poderá ser: uma oração, a indicação de um texto Bíblico, uma meditação, uma pequena formação sobre o Tempo do Advento ou questões relacionadas ou uma acção para por em prática na vida.  
No link seguinte, encontrará o calendário:


Duração
A Caminhada terá início no Primeiro Domingo do Advento (30/11/2014), onde serão entregues os “Calendários” a cada um dos elementos e terminará no dia da Solenidade do Natal do Senhor (25/12/2014). 


Fontes 
• YOUCAT Jugenkatechismus Der Katholischen Kirche, Tradução de Ricardo
Tavares; Lisboa, 6 de Janeiro de 2011
• YOUCAT Jugendgebetbuch, Tradução de Cláudia Lobo; Janeiro de 2013
• BÍBLIA SAGRADA, Difusora Bíblica, Centro Bíblico dos Capuchinhos; Março de
2006
• BÍBLIA PARA MIM, Eduardo Ferreira Graça, MedicineOne S. A & LDE, Loja da
Bíblia Editorial LDA; Sociedade Bíblica de Portugal 2009
• ORAR A PALAVRA Lectio Divina com Jovens Ano B, Pe. David Teixeira

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O Sagrado Coração de Jesus, a Eucaristia e Maria

Celebramos hoje a Festa Litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. Mais do que falar no contexto histórico e doutrinal desta festa, vamos meditar na ligação entre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, a Eucaristia e Nossa Senhora.

Na Santíssima Eucaristia, Jesus está realmente presente em corpo, sangue, alma e divindade. Portanto, neste Sacramento encontramos o Seu adorável Coração, vivo e palpitante, que atrai a Si todos os homens. É através da Eucaristia que Ele realiza as Suas promessas, fazendo-nos objectos de seu insondável amor, conforme nos ensina o Papa João Paulo II:

«A infinita majestade de Deus oculta-se no Coração humano do Filho de Maria. Este Coração é a nossa Aliança. Este Coração é a máxima proximidade de Deus junto à história e aos corações humanos. Este Coração é a maravilhosa condescendência de Deus: o Coração humano que pulsa com a vida divina; a vida divina que pulsa no coração humano. »


Na Santíssima Eucaristia descobrimos com o sentido da fé esse mesmo Coração - o Coração de Majestade Infinita - que continua a palpitar com o amor humano de Cristo, Deus-Homem.

Devemos, pois, ir ao Santíssimo Sacramento para encontrarmos o Sagrado Coração de Jesus. Neste sublime Sacramento, Ele está acessível a todos, infatigável e com compaixão pela humanidade pecadora.

Melhor ilustração desse vínculo não poderíamos evocar, senão a que nos mostram as próprias aparições de Paray-le-Monial: na maioria das vezes, o Sagrado Coração se revelou a Santa Margarida-Maria numa hora em que esta, humilde e recolhida nos abençoados silêncios da capela, orava fervorosamente diante do Santíssimo Sacramento.

Imitemos o edificante exemplo dessa zelosa filha de São Francisco de Sales, dessa alma eleita que, por suas excelentes virtudes e obras, até o fim de sua vida não cessou de glorificar e exaltar o divino Coração de Jesus.

Procuremos seguir o caminho traçado por Santa Margarida-Maria, sem nunca nos esquecermos, de que devemos fazê-lo implorando a omnipotente mediação de Nossa Senhora. Melhor intercessora não poderíamos invocar, pois Ela é a Mãe do Homem-Deus, Aquela que gerou no seu ventre o Coração de Jesus.

A Virgem Maria soube corresponder de modo exímio, crescente e ininterrupto às ardentes efusões da caridade de seu Divino Filho, junto a Quem não cessa de pedir por todos e cada um de nós.

Para terminar, mediremos nestas palavras de São João Paulo II: «Através do Imaculado Coração de Maria permanecemos na aliança com o Coração de Jesus, que é o mais esplêndido e perfeito Tabernáculo do Altíssimo».

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Mistério da Fé

«O Concílio Tridentino, baseando-se nesta fé da Igreja, 'afirma clara e simplesmente que, no augusto Sacramento da Santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, está presente verdadeira, real e substancialmente, sob a aparência destas realidades sensíveis'. Portanto, o nosso Salvador, está presente com a Sua humanidade não só à direita do Pai, segundo o modo de existir natural, mas também no Sacramento da Eucaristia 'segundo um modo de existir, que nós, com palavras mal conseguimos exprimir, mas com a inteligência iluminada pela fé podemos reconhecer como possível a Deus, e que devemos aceitar firmissimamente como real'.

Todavia, para que ninguém entenda mal este modo de presença que supera as leis da natureza e constitui no seu género o maior dos milagres, é necessário escutar com docilidade a voz da Igreja docente e orante. Esta voz, que repete continuamente a voz de Cristo, ensina-nos que, neste Sacramento, Cristo Se torna presente pela conversão de toda a substância do pão no Seu Corpo e de toda a substância do vinho no Seu Sangue; conversão admirável e sem paralelo, que a Igreja Católica chama, com razão e propriedade, "transubstanciação".

O culto devido ao Sacramento Eucarístico, professou-o e professa-o a Igreja Católica, não só durante a Missa mas também fora dela, conservando com o maior cuidado as hóstias consagradas, expondo-as à solene veneração dos fiéis, e levando-as em procissão vitoriadas por grandes multidões.

O Sacramento eucarístico é sinal e causa da comunidade do Corpo Místico, e produz nas pessoas mais fervorosas um espírito eclesial activo! Não deixeis nunca de persuadir os vossos fiéis a que, aproximando-se do Mistério eucarístico, aprendam a tomar como própria a causa da Igreja, a dirigir-se a Deus sem descanso, a oferecer-se a si mesmos ao Senhor, como sacrifício agradável, pela paz e unidade da Igreja; a fim de que todos os filhos da Igreja sejam uma só coisa e tenham um mesmo sentimento, nem haja entre eles divisões, mas sejam perfeitos num mesmo espírito e mentalidade».

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

PROCISSÃO EUCARÍSTICA:
- com partituras

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vinde, Espírito Santo, e acendei em nós o fogo do Vosso amor!


«No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-se como fogo. A sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus. Realiza-se assim aquilo que o Senhor Jesus tinha predito:  «Vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já tivesse sido ateado!» (Lc 12, 49).

Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos extremos confins da Terra; abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa, e colaboraram com Deus que com o seu fogo quer renovar a face da terra. Como é diferente este fogo, daquele das guerras e das bombas! Como é diverso o incêndio de Cristo, propagado pela Igreja, em relação aos que são acendidos pelos ditadores de todas as épocas, também do século passado, que atrás de si deixam terra queimada. O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele da sarça que ardia sem se consumir (cf. Êx 3, 2). É uma chama que arde, mas não destrói; aliás, ardendo faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, como numa fusão faz sobressair a sua forma interior, a sua vocação à verdade e ao amor.
[…]
Este efeito do fogo divino assusta-nos, temos medo de nos "queimar", preferiríamos permanecer assim como somos. Isto depende do facto que muitas vezes a nossa vida é delineada segundo a lógica do ter, do possuir, e não do doar-se. Muitas pessoas crêem em Deus e admiram a figura de Jesus Cristo, mas quando se lhes pede que abandonem algo de si mesmas, então elas recuam, têm medo das exigências da fé. Existe o temor de ter que renunciar a algo de bonito, ao que estamos apegados; o temor de que seguir Cristo nos prive da liberdade, de certas experiências, de uma parte de nós mesmos. Por um lado, queremos permanecer com Jesus, segui-lo de perto, e por outro temos medo das consequências que isto comporta.

Caros irmãos e irmãs, temos sempre necessidade de ouvir o Senhor Jesus dizer-nos aquilo que Ele repetia aos seus amigos: «Não tenhais medo!». Como Simão Pedro e os outros, temos que deixar que a sua presença e a sua graça transformem o nosso coração, sempre sujeito às debilidades humanas. Temos que saber reconhecer que perder algo, aliás, perder-se a si mesmo pelo Deus verdadeiro, o Deus do amor e da vida, é na realidade ganhar, encontrar-se mais plenamente a si próprio».
                                                                               Da Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade do Pentecostes
                        23 de Maio de 2010

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
- com partituras
CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

sábado, 31 de maio de 2014

Mês de Maio termina com a Festa da Visitação de Nossa Senhora

«Bendita é tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!»
Lc 1, 42
Das Catequeses de São João Paulo II, Papa:

Ressoam no nosso coração as palavras do evangelista São Lucas: «E quando Isabel ouviu a saudação de Maria, (...) ficou cheia do Espírito Santo» (Lc 1, 41). O encontro entre a Virgem e sua prima Isabel é uma espécie de ‘pequeno Pentecostes’. Na narração evangélica, a Visitação segue imediatamente a Anunciação: a Virgem Santíssima, que leva no Seu seio o Filho concebido por obra do Espírito Santo, irradia em torno de Si graça e gozo espiritual. A presença do Espírito n’Ela faz saltar de alegria o filho de Isabel, João, destinado a preparar o caminho do Filho de Deus feito homem.

Onde está Maria, está Cristo; e onde está Cristo, está o Seu Espírito Santo, que procede do Pai e d’Ele, no mistério sacrossanto da vida Trinitária. Os Actos dos Apóstolos destacam com razão a presença orante de Maria no Cenáculo, junto com os Apóstolos reunidos a espera de receber o ‘poder do alto'. O ‘sim' da Virgem, o «fiat», atrai sobre a humanidade o dom de Deus: como na Anunciação, também em Pentecostes. Assim continua sucedendo no caminho da Igreja.

Reunidos em oração com Maria, invoquemos uma abundante efusão do Espírito Santo sobre toda a Igreja, para que, com velas alçadas, reme mar adentro neste novo milénio. De modo particular, invoquemo-lo sobre quantos trabalham diariamente a serviço da Sé Apostólica, para que o trabalho de cada um esteja sempre animado por um espírito de Fé e de zelo apostólico.

É muito significativo que no último dia de Maio se celebre a festa da Visitação. Com esta conclusão é como se quiséssemos dizer que cada dia deste mês foi para nós uma espécie de visitação. Vivemos durante o mês de Maio uma contínua visitação, como a viveram Maria e Isabel. Damos graças a Deus porque a Liturgia nos propõe novamente hoje este acontecimento bíblico».



quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Ascensão de Jesus ao Céu

No dia da Ascensão do Senhor, o cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar para o Céu; o segundo, olhar para a terra. Na verdade, Jesus é O que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a História. É o Mestre cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos. Jesus é o «Deus-connosco” que acompanhará a caminhada dos discípulos pela História do mundo.

Nosso Senhor garante que estará sempre com os discípulos, «até ao fim dos tempos», ajudando os Seus discípulos a superar as crises e as dificuldades na caminhada por este mundo.

Celebrar a ascensão de Jesus ao Céu significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do Reino de Deus já aqui na Terra, na vida dos homens. Estaremos conscientes de que a Igreja é, hoje, a presença salvadora de Jesus no meio dos homens?

Tornar-se discípulo de Cristo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus, a partir das Suas palavras, dos Seus gestos, da Sua vida oferecida em sacrifício por amor. Mas, com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da ridicularização e do menosprezo dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está em Deus, no Amor e no dom da Vida…


O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Mas nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo e Aquele em quem acreditamos. Sem medo do mundo e das suas seduções!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras:

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol.II
IC - Igreja Canta
NCT - Novo Cantemos Todos


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Domingo VI do Tempo pascal

No Evangelho deste próximo Domingo, Jesus garante aos discípulos que não os deixará sozinhos no mundo. Ele vai para o Pai, mas vai continuar presente, acompanhando a caminhada dos seus discípulos.

É preciso, no entanto, que os discípulos continuem a seguir Jesus, cumprindo os mandamentos que Ele deixou. Seguindo com amor os ensinamentos de Cristo, os Mandamentos deixam de ser normas externas que é preciso cumprir, mas tornam-se expressão clara do amor dos discípulos e da sua sintonia com Nosso Senhor.

Como é que Jesus vai estar presente ao lado dos discípulos, dando-lhes a coragem para percorrer o mundo a anunciar o Evangelho?

Jesus fala no envio do Paráclito, que estará sempre com os discípulos (vers. 16). A palavra ‘Paráclito’ pode traduzir-se como ‘advogado’, ‘auxiliar’, ‘defensor’. Pode deduzir-se, também, o sentido de ‘consolador’ e de ‘intercessor’.

O Paráclito que Jesus vai enviar é o Espírito Santo – apresentado aqui como o ‘Espírito da Verdade’. Por vezes, sentimo-nos desanimados e frustrados, diante de um futuro que não sabemos até onde conduzirá a humanidade. No entanto, nós os crentes temos razões para ter esperança: Jesus garantiu-nos que não nos deixaria órfãos e que estaria sempre a nosso lado.

Na nossa leitura do mundo e da história, o que é que prevalece: o pessimismo de quem se sente só e perdido no meio de forças de morte, ou a esperança de quem está seguro de que Jesus ressuscitado continua presente, a acompanhar a caminhada do Seu povo pela história?


Vivamos sempre com esta certeza: por mais escuro que seja o caminho, por mais pedras que existam na estrada… Jesus caminha connosco e envia-nos o Consolador, o Espírito Santo para nos fortalecer e dar coragem nesta peregrinação até ao Céu!

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 16 de maio de 2014

V Domingo do Tempo Pascal

“ Eu sou o caminho, a verdade e a vida". 
Esta é a frase máxima do Evangelho do V Domingo do Tempo Pascal, resposta dada por Jesus à  pergunta de Tomé que, não compreendendo tudo o que Jesus afirmara acerca do Seu regresso ao Pai, lhe perguntara: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como é que sabemos o caminho?”.

O apóstolo pensava num caminho material, tal como muitas vezes também nós estamos à espera que Jesus nos mostre um caminho concerto a seguir, mas Jesus indica-lhe um espiritual, tão sublime que se identifica com a Sua Pessoa: “Eu sou o caminho”; e não lhe mostra apenas o caminho, mas também a meta- “ a verdade e a vida”- à qual conduz e que é também Ele mesmo.

Jesus é o caminho que conduz ao Pai: “Ninguém vai ao Pai senão por Mim”; é a verdade que O revela: “Quem Me viu, viu o Pai”; é a vida que comunica aos homens a vida divina: “Assim como o Pai  tem a vida em Si mesmo” , assim a tem o Filho e dá-a “àquele que quer”.

Jesus, com a Sua resposta, está como que a dizer: Por onde queres ir? Eu sou o caminho. Para onde queres ir? Eu sou a Verdade. Onde queres permanecer? Eu sou a Vida. Todo o homem consegue compreender a Verdade e a Vida; mas nem todos encontram o Caminho.

Na primeira Leitura, do Livro dos Actos dos Apóstolos, temos a escolha dos diáconos para ajudarem os Apóstolos no atendimento da comunidade que crescia cada dia, pois a Palavra de Deus espalhava-se cada vez mais. Disseram os Apóstolos: “Quanto a nós entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra” (At 6,4).

Assim como o Mestre passava longas horas em oração individual, também o apóstolo reconhece a necessidade de alcançar forças novas na oração pessoal, feita em íntima união com Cristo, pois só assim será eficaz o seu ministério e poderá levar ao mundo a palavra e o amor do Senhor.

O apostolado é fruto do amor a Cristo. Ele é a luz com que iluminamos, a verdade que devemos ensinar, a Vida que comunicamos. E isto só será possível se formos homens e mulheres unidos a Deus pela oração.

A oração nunca deixa de dar os seus frutos. Dela tiraremos a coragem necessária para enfrentar as dificuldades com a dignidade dos filhos de Deus, bem como para perseverar no convívio com os amigos que desejamos levar a Deus. Por isso a nossa amizade com Cristo há de ser cada dia mais profunda e sincera. Sem oração, o cristão seria como uma planta sem raízes; acabaria por secar, e não  teria assim a menor possibilidade de dar fruto. A oração é o suporte de toda a nossa vida e a condição de todo o apostolado. 

Fonte: Adaptado


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Crisma em Mafra

No passado Domingo, dia 11 de Maio a Paróquia de Mafra recebeu o Exmo. e Revmo. Bispo Auxiliar de Lisboa - D. Nuno Brás - para conferir o Sacramento do Crisma.

«Hoje, aqui, é dia de Pentecostes.»
Foi assim que Sua Ex.a Rev.ma, D. Nuno Brás iniciou a Celebração da Santa Missa no decorrer da qual crismaria 57 cristãos que se quiseram fazer confirmar na Fé da Igreja e que para o mesmo se prepararam ao longo dos últimos 6 meses.

Mais que uma mera Celebração ou uma formalidade para se poder apadrinhar, o Sacramento do Crisma é o culminar de uma etapa de preparação e o início de uma nova vida para cada crismando, uma vida em que cada um é chamado a evangelizar e a espalhar a Boa Nova do Reino de Deus.

Dos 57 crismandos, 4 pertencem ao Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro, 4 elementos que atingiram finalmente a maturidade Cristã e que procuram agora, mais que antes, transmitir a Fé da Igreja Católica às gerações vindouras.

Afortunadamente para os crismandos, esta Celebração ocorreu precisamente naquele que para a Igreja é o Domingo do Bom Pastor, o Domingo em que se celebra O Pastor por excelência que é Cristo, que oferece a vida pela Sua grei. Diz o salmo deste domingo: «Com óleo me perfumais a cabeça / E meu cálice transborda», o óleo de que se fala é o Óleo do Santo Crisma, com que os crismandos são ungidos, composto do azeite que marca onde toca e de bálsamo, porque o cristão deve irradiar «O bom perfume de Cristo».

Realmente, foi dia de Pentecostes em Mafra! O Espírito Santo desceu sobre os crismandos, tal como desceu há 2000 anos sobre os Apóstolos e a Virgem Santa Maria no Cenáculo. Assim, temos a esperança de que tal como há 2000 anos, o Espírito do Senhor faça de cada um dos recém-crismados um Santo.

Um Sacramento, uma Missão, uma Nova Etapa! Foi um grande dia, um dia especial, vivido ao máximo. Foi algo único! Aproximar-me do sucessor dos Apóstolos que estava ali para me confirmar, chegar lá, e de joelhos, sentir o sinal que o Bispo me fez na testa, é a melhor de todas as sensações! Senti que estava pronta para seguir o meu caminho em Igreja. Senti-me em paz! É certo que este Sacramento me deu força para continuar, me deu coragem. Outra coisa que senti, foi que não estava sozinha, tinha alguém a apoiar-me ao meu lado, e tenho a certeza que confiei a missão de me ajudar a crescer ainda mais na Fé a pessoa certa!
Testemunho de Inês Bento (JMV Sobreiro)

«Marco, recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o Dom de Deus.»
Foi com estas palavras, tantas vezes proferidas, mas que são sempre sentidas de modo tão pessoal, que me tornei um adulto na Fé.
Num dia de emoções que culminou com uma Celebração que só acontece uma vez na vida, o dia 11 de Maio ficará, sem dúvida, para sempre na minha memória.
 Testemunho de Marco Batalha (JMV Sobreiro)




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Domingo IV da Páscoa

Na nossa cultura, a figura do “Pastor” é uma figura de outros tempos, ude m mundo parado em amplos espaços verdes. Ao propor-nos a figura bíblica do Bom Pastor, o Evangelho propõe como modelo de Pastor alguém que oferece a vida, que serve, que respeita a liberdade das pessoas, que se dedica totalmente e que ama gratuitamente.

Para nós, cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. Contudo, quantas vezes não temos outros “pastores” que nos arrastam e que são as referências fundamentais à volta das quais construímos a nossa existência? 

O que é que nos conduz e condiciona as nossas opções? Cristo? Ou a voz do política e socialmente correcto? A voz da opinião pública? A voz do comodismo e da instalação? A voz do preservar os nossos esquemas e os nossos privilégios? A voz do êxito e do triunfo?

Para que distingamos a voz de Jesus no meio de tantos outros apelos, de propostas enganadoras que não conduzem à vida plena, é preciso um permanente diálogo íntimo com o Bom Pastor, com Aquele que conhece as ovelhas e dá a Sua vida por elas.


Para que o rebanho – que somos nós! – não se deixe enganar pelos lobos que muitas vezes se disfarçam de pastores, é preciso um encontro permanente com Cristo, rezando, ouvindo a Sua Palavra e frequentando os Sacramentos que a Igreja nos oferece.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

sábado, 19 de abril de 2014

Vencida foi a morte! Aleluia!


A nossa Páscoa imolada, Aleluia,
É Jesus Cristo, o Senhor. Aleluia.

Oh nova Páscoa! Oh festa do triunfo
De Cristo glorioso
Que nos veio salvar!

Oh nova Páscoa! Alegria do mundo!
A vida nos abriu
Suas portas de glória!

Oh nova Páscoa! A ceia do festim
Encheu-se de convivas
Celebrando o Senhor!

Oh nova Páscoa! Os baptizados vêm
Com túnicas de festa
Às bodas do Cordeiro!

Oh nova Páscoa! O vencedor da morte,
Jesus Ressuscitado,
Nos dá a vida eterna!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Adoramos, Senhor, a Vossa Cruz!

Ouvir o Hino

O estandarte da Cruz proclama ao mundo
A morte de Jesus e a sua glória,
Porque o autor de todo o universo
Contemplamos suspenso do madeiro.

Com um golpe de lança trespassado,
Ficou aberto o Coração de Cristo,
Manando sangue e água como rio,
Para lavar os crimes deste mundo.

Ó árvore fecunda e refulgente,
Ornada com a túnica real,
Sois tálamo, sois trono e sois altar,
Para o corpo chagado e glorioso.

Ó Cruz bendita, só tu nos abriste
Os braços de Jesus, o Redentor,
Balança do resgate que arrancaste
Nossas almas das mãos do inimigo.

Cruz do Senhor, és única esperança,
No tempo da tristeza e da Paixão.
Aumenta nos cristãos a luz da fé,
Sê para os homens o sinal da paz.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Horários das celebrações do Tríduo Pascal - Mafra 2014



Quinta-Feira Santa:

•  21:15h Missa vespertina da Ceia do Senhor, na Basílica (Unção com o Óleo dos Catecúmenos), seguida de Hora Santa (tempo de adoração ao Santíssimo Sacramento até às 00h);

Sexta-Feira Santa, (dia de jejum e abstinência):

10:30h Ofício de Leitura e Hora de Laudes, na Basílica.
15:00h Celebração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, na Basílica;
21:00h Procissão do Enterro do Senhor, na Basílica;

Sábado Santo:

10:30h Ofício de Leitura e Hora de Laudes, na Basílica, (com administração dos ritos preparatórios do Baptismo aos catecúmenos);
21:30h Vigília Pascal, na Basílica (com a administração dos sacramentos da iniciação cristã aos catecúmenos da paróquia);

Domingo de Páscoa:

• Missas no Sobreiro (9.30h), Achada (11h) e na Basílica (11.30h)

Com informações da página oficial do Facebook da Paróquia de Mafra



Quinta-feira Santa: um exemplo a seguir

Na Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com a qual abrimos o Sagrado Tríduo Pascal, meditamos nas palavras de Jesus: «dei-vos o exemplo».

De facto, Jesus deixou-nos um exemplo de amor para também nós nos fazermos servos uns dos outros. Aqueles que nos olham de fora, Jesus pede a cada um de nós o esforço por lavar os pés dos outros, segundo o exemplo que Ele nos deixou. Quanto isso nos custa! Especialmente quando os pés a serem lavados são ásperos. Suportar a carga não é fácil!

Mas a grandiosidade desta celebração neste dia não se prende só com o exemplo que Jesus nos deixou e nos convidou a seguir. Neste dia, recordamos a Instituição da Santíssima Eucaristia.

Dizia o Papa Bento XVI, na celebração de Quinta-feira Santa de 2012:
«A Quinta-feira Santa não é apenas o dia da instituição da Santíssima Eucaristia, cujo esplendor se estende sem dúvida sobre tudo o mais, tudo atraindo, por assim dizer, para dentro dela. Faz parte da Quinta-feira Santa também a noite escura do Monte das Oliveiras, nela Se embrenhando Jesus com os seus discípulos; faz parte dela a solidão e o abandono vivido por Jesus, que, rezando, vai ao encontro da escuridão da morte; faz parte dela a traição de Judas e a prisão de Jesus, bem como a negação de Pedro; e ainda a acusação diante do Sinédrio e a entrega aos pagãos, a Pilatos. Nesta hora, procuremos compreender mais profundamente alguma coisa destes acontecimentos, porque neles se realiza o mistério da nossa Redenção.»

Neste dia, somos convidados a reflectir em três grandes aspectos que nos devem interpelar na nossa vida: em primeiro lugar, o exemplo de Jesus no "Lava-pés" e de como também nós nos devemos esforçar por fazer o mesmo.

No centro da celebração deste dia está a instituição da Santíssima Eucaristia. Jesus deu-nos o Pão do Céu, deu-nos o Seu Corpo, para que ao alimentarmo-nos d'Ele, sejamos fortalecidos do Seu amor e vivamos com Ele e por Ele.

Por fim, mas não menos importante, o exemplo de oração e entrega ao Pai do Céu. Jesus também rezou e pediu ao Pai que O ajudasse naquele momento de provação. Possamos também nós seguir o Seu exemplo e rezar ao Pai, para que nos ajude a caminhar para a santidade.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Toda a nossa glória está na Cruz - NCT 124
Salmo: O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo
Lava-pés: Recebemos do Senhor - NCT 127
Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento - CEC I pág. 115,116
Pós-Comunhão: Ó Verdadeiro Corpo do Senhor - NCT 269
Trasladação do Santíssimo Sacramento: Tantum ergo sacramentum

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Domingo de Ramos e a entrada de Jesus em Jerusalém

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja inicia a Semana Santa. No Evangelho da Procissão dos Ramos vemos como o cortejo se organizou rapidamente para Jesus fazer a Sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num burrinho, conforme tinha sido profetizado muitos séculos antes.

Mas, atenção! Este Messias não vem como rei potente, num majestoso cavalo, símbolo de força e poder! Ele vem num burrico, usado pelos servos nos seus duros trabalhos. Ele vem como manso e humilde servo! Eis o escândalo que Israel não suporta! Esperava-se um Messias que fosse Rei potente e Deus envia um servo humilde e frágil!

A entrada triunfal de Jesus foi efémera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente, o Hossana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso para O crucificar.

São Bernardo comenta: «Como eram diferentes umas vozes e outras! "Fora, fora, crucifica-o!" e "Bendito O que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas!". Como são diferentes as vozes que agora O aclamam  Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco O despojam das Suas e lançam a sorte sobres elas.”

Neste Domingo, somos convidados a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo em procissão, aceitando-O como Messias que tem como trono a Cruz e como coroa, os espinhos! Segui-Lo pela rua é comprometer-se a segui-Lo na nossa vida! Caso contrário, a nossa Liturgia não passará de um teatro vazio…

Sigamos Jesus, aclamando-O! E quando na vida, a cruz, a dor e os espinhos vierem, tomemos nas mãos os ramos que levamos para nossas casas e recordemos que nos comprometemos a seguir Cristo até a morte e morte de cruz, para chegarmos à Páscoa da Ressurreição!



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Procissão da Realeza de Cristo: Glória, honra e louvor - CEC I, pág. 100-101
Comunhão: Pai, se este cálice - NCT 114
Pós-Comunhão: Hossana, Hossana - Marco Frisina
Final: Hossana, Tu reinarás CT 412

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
CT - Cantemos Todos
NCT - Novo Cantemos Todos

Via Sacra no Sobreiro

Ontem à noite a JMV Sobreiro meditou na Via Sacra juntamente com a comunidade, inserindo esta forma de oração no programa Quaresmal da Catequese: "Atracção às Quartas". Em clima de recolhimento e oração, foram representadas as catorze estações que relembram o caminho que Jesus fez desde que foi condenado à morte até à Sua sepultura.

Este presente connosco o Diácono Pedro Oliveira que proferiu algumas palavras iniciais, convidando todos a sentirem-se como se estivessem a viver de facto os acontecimentos que ali se representaram. Tal como em anos anteriores, o objectivo do grupo foi de que todos os presentes não tivessem apenas umas 'simples compaixão', mas sim que se sentissem participantes do sofrimento de Jesus.

Antes de iniciar a oração propriamente dita, foi lido um excerto dos escritos da Beata Ana Ana Catharina Ammerich: «Depois do doloroso encontro da Santíssima Virgem com o Divino Filho, carregando a cruz, a Virgem Maria caiu sem sentidos, as mulheres com auxílio de João, conduziram-na para dentro de casa, separando-a do Filho bem-amado, carregado do peso da cruz e cruelmente maltratado (...) Saíram então, seguindo o caminho doloroso de Jesus. Passaram pelo ponto onde Jesus tomara ao ombro a cruz, beijaram a terra; depois seguiram todo o caminho da Paixão de Jesus, venerando todos os lugares onde Ele mais sofrera.

Deste modo a primeira e mais tocante devoção da Igreja foi escrita no coração amoroso de Maria, Mãe de Deus; escrita pela espada profetizada por Simeão; os santos lábios da Virgem transmitiram-na aos companheiros do sofrimento e por esses a nós. Esta é a santa tradição vinda de Deus ao coração da Mãe Santíssima e do coração da Mãe aos corações dos filhos; assim continua sempre a tradição na Igreja.»

Meditámos no esquema tradicional da Via Sacra no qual somos convidados a reviver as quedas de Jesus, o  encontro com Sua Mãe e também com as mulheres de Jerusalém que tristemente choram por ver o Messias carregando a cruz às costas, coberto de chagas.

Ao som de bonitos cânticos foram intercaladas as catorze estações da Via-Sacra. Por fim, Jesus é descido da cruz e colocado nos braços da Virgem Maria, Sua Mãe. O corpo frio de Jesus, com o Seu rosto desfigurado repousa nos braços carinhosos desta Mãe Dolorosa, que chora de tristeza e amargura, depois de ter assistido à agonia e à morte de Seu Filho.

Estamos a aproximar-nos a passos largos do fim desta Quaresma. Procuremos viver estes dias com o coração humilhado e contrito e fazer nossas as atitudes de Nossa Senhora que acompanhou sempre o Seu Filho até à cruz.

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Domingo V da Quaresma

Aproximamo-nos a passos largos das Celebrações Pascais. Neste último Domingo antes do início da Semana Santa, a Liturgia apresenta-nos Jesus como a nossa Ressurreição e nossa Vida.

No Evangelho do V Domingo da Quaresma, o Senhor fala-nos da Vida e da Ressurreição e ensina-nos como devemos viver. A Palavra de Deus neste Domingo apresenta-nos a morte e posterior ressurreição de Lázaro, amigo de Jesus.

O amigo de Jesus estava doente e as suas irmãs estavam angustiadas, tendo implorado pela vinda do Senhor para curar o irmão, no entanto Jesus "não foi a tempo". Detenhamo-nos nas palavras do Evangelho: «Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. Quando ouviu que estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar em que se encontrava».

Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos, os nossos tempos e modos não são os d'Ele. Deus ama-nos, é fiel e preocupa-se connosco: o Senhor conhece as nossas dores e os nossos sofrimentos, mas jamais compreenderemos o Seu modo de agir no mundo e na nossa vida! Uma coisa é certa: se crermos, veremos sempre a glória de Deus, em tudo no mundo e em tudo na nossa vida Deus será glorificado!

Então, Jesus consola Marta e Maria, prometendo a Ressurreição. «Eu sou a Ressurreição! Eu sou a Vida!» A Ressurreição é Jesus em pessoa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida! Quem crê em mim, mesmo que esteja morto, viverá!».  É Ele quem nos vem buscar, é na força d'Ele que seremos erguidos da morte, é n'Ele que nossa vida é salva do Vazio.

Estamos prestes a celebrar a Páscoa! Não esqueçamos que é para que tenhamos a vida que Nosso Senhor Jesus Cristo Se entregou por nós: morto na carne foi vivificado no Espírito Santo pela Sua ressurreição.


É esta a nossa esperança: a Ressurreição! Por ela vivemos, dela temos certeza! E já possuímos, como primícias, como garantia o Espírito Santo. Então, vivamos uma vida nova, uma vida de ressuscitados em Cristo Jesus. Renovemo-nos! Convertamo-nos! Que as observâncias da Quaresma, o combate aos vícios, a abstinência dos alimentos e a confissão dos pecados nos preparem para celebrar de coração renovado a Páscoa do Senhor!



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Deus, vinde em meu auxílio - NCT 87
Comunhão: Eu vim para que tenham vida - CEC II, pág. 131-132
Pós-Comunhão: Eu sou a ressurreição e a vida - IC pág. 918

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
IC - Igreja Canta
LHC II - Liturgia das Horas cantada, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 27 de março de 2014

Domingo IV da Quaresma

A Liturgia deste Domingo enfatiza que Cristo é o Pastor das nossas almas e que nos abre os olhos para ver a luz de Deus.

O episódio da cura do cego, no Evangelho de São João, é certamente uma das páginas mais esplêndidas do Evangelho. Jesus realiza o milagre desta cura para provar a Sua divindade e da consequente necessidade, para nós, de aceitarmos a Sua pessoa e a Sua mensagem.

Ele é verdadeiramente Deus. Como tal, pode rapidamente dar vista a um homem cego  e muito mais iluminar a alma, fazer-nos abrir os olhos interiores para conhecer as verdades que se relacionam com a natureza de Deus e o destino dos homens.

A história do Evangelho faz-nos perceber quão preciosa é o sentido da visão, mas também quanto mais bonita é a luz da fé.

Mas sabemos que a profissão da Fé exige firmeza e força. Diante da luz de Cristo, há sempre uma atitude de hostilidade aberta ou rejeição e indiferença, ou mesmo uma crítica injusta e tendenciosa.
O primeiro mandamento ordena-nos que alimentemos e guardemos com prudência e vigilância a nossa fé, rejeitando tudo quanto a ela se opõe.

O Catecismo da Igreja Católica explica que pode pecar-se contra a fé de vários modos, desde a dúvida involuntária (cuja culpa pode ser atenuada) até aos pecados gravíssimos de heresia e cisma. O catecismo ensina ainda que a dúvida de Fé voluntariamente cultivada leva à cegueira espiritual:

«A dúvida voluntária em relação à fé negligencia ou recusa ter por verdadeiro o que Deus revelou e a Igreja nos propõe para crer. A dúvida involuntária é a hesitação em crer, a dificuldade em superar as objecções relacionadas com a fé, ou ainda a angústia suscitada pela sua obscuridade. Quando deliberadamente cultivada, a dúvida pode levar à cegueira do espírito» (CIC, 2088)

É desta cegueira espiritual que Jesus nos quer libertar. Mas para isso, precisamos de reconhecer que muitas vezes vivemos na escuridão, reconhecer que recusamos ver a Luz que Jesus nos traz. Depois, aproximando-nos d'Ele, dizer humildemente: ‘Eu creio, Senhor’! E, com confiança, pedir ao Senhor que nos ilumine e nos abra os olhos da Fé.
Fonte (adaptado)

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com parituras)

Entrada: Alegra-te, Jerusalém - A.M. Seiça
Comunhão: Em Vós, Senhor - IC, pág. 436
Pós-Comunhão: Senhor Jesus, Tu és Luz do mundo - Taizé
Final: Senhor, eu creio que sois Cristo - CEC II, pág. 42-43

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
IC - Igreja Canta

quinta-feira, 20 de março de 2014

Domingo III da Quaresma

Ao celebrar o III Domingo da Quaresma, meditamos no conhecido Evangelho da Samaritana. De certo já escutámos este Evangelho em tantas situações na nossa vida, mas também é certo que temos sempre algo a aprender com este texto encantador.

Na sua Mensagem para a Quaresma de 2011, o Santo Padre Bento XVI dizia que «o pedido de Jesus à Samaritana: 'Dá-Me de beber', exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da 'água a jorrar para a vida eterna'. Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi dada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita».

Jesus, ao abeirar-Se da Samaritana pede-lhe de beber porque tem sede. O Senhor tem sede de nós mesmos, tem sede do pobre amor dos nossos corações. Essa sede de Deus por cada homem ficou claramente expressa naquele grito que somente o evangelista João conservou no Evangelho: “Tenho sede”
É profundo o diálogo de Jesus com a Samaritana: o Senhor pede de beber e promete dar de beber. Apresenta-se como necessitado que espera receber, mas possui em abundância para saciar os outros.

A transformação que a graça opera na Samaritana é maravilhosa! O pensamento dessa mulher centra-se agora somente em Jesus e, esquecendo-se do motivo que a tinha levado ao poço, deixa o seu cântaro e dirige-se à aldeia para comunicar a sua descoberta.

Deste evangelho podemos retirar algumas atitudes que também nós devemos ter na nossa vida. A primeira é a da sede de Deus, tal como a Samaritana que quando percebeu que o Senhor tinha algo de especial, Lhe pede que lhe dê dessa água.

A Samaritana centra a sua atenção em Jesus e parte para dar a conhecer. Que bom seria se cada um de nós, quando encontra Jesus se centrasse n'Ele e O desse a conhecer a toda a humanidade.


Procuremos durante este Tempo da Quaresma, saciar a nossa sede de Deus e levar aos outros esta Água Viva que só Jesus nos dá.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Os meus olhos, Senhor - CAC, pág. 156-157 [partitura]
Salmo: Escutai hoje a voz do Senhor [partitura]
Comunhão: Bebei, se tendes sede - OC, pág. 41-42 [partitura]
Pós-Comunhão: De noite iremos em busca - Taizé - [partitura]
Final: Das fontes da salvação - F. Santos - [partitura]

CAC - Cânticos da Assembleia Cristã
OC - Orar Cantando

sexta-feira, 14 de março de 2014

II Domingo da Quaresma

No Domingo passado, fixávamos a nossa meditação nas tentações de Jesus. No deserto, o Senhor foi lutando contra o diabo e convidava-nos também nós a travarmos o nosso próprio combate espiritual, em especial durante o Tempo da Quaresma.

No Evangelho deste II Domingo da Quaresma, Jesus aparece ladeado por Moisés e Elias - que também enfrentaram durante quarenta dias e quarenta noites o combate no deserto - e revela-nos qual o objectivo do nosso combate espiritual. Qual a finalidade de lutarmos, todos os dias, contra as tentações do Maligno e por nos esforçarmos por carregar a cruz com amor?

Jesus surge transfigurado no cimo do Monte Tabor. O Senhor mostra aos discípulos a Sua glória e convida-nos a pormos os seus olhos no seu Corpo Glorioso. Também nós, quando um dia chegarmos à Vida Eterna, seremos envolvidos da glória de Cristo.

A transfiguração de Jesus é prenúncio da ressurreição. Com sua bendita Transfiguração, Jesus deseja preparar o seus para as dores da paixão – do mesmo modo que a Igreja nos deseja alentar e motivar para as renúncias e observâncias quaresmais. Por isso mesmo, Pedro, Tiago e João, o três que estão no Tabor são os mesmos que estarão no Jardim das Oliveiras.

Também nós somos chamados, como Abraão, a sair de nós mesmos, transfigurados à imagem do Jesus! Tenhamos a coragem de atravessar o deserto interior e de enfrentar o deserto do nosso coração.

Toda a caminhada Quaresmal nos aponta para um único objectivo: do homem velho, nos tornarmos um homem novo, passado do pecado à graça, do vício à virtude, da preguiça espiritual à generosidade, da morte à vida.

Mas, acima de tudo, não fiquemos com esta transformação para nós mesmos. Saibamos dar testemunho da glória do Senhor a operar na nossa vida. Vivemos num mundo cada vez mais marcado pela recusa de Deus, pelo pecado, pela guerra, pela violência... sejamos testemunhas vivas do Amor de Deus por cada um de nós.


Tal como Jesus, que glorificado mostrava aos discípulos o seu Corpo luminoso, sejamos também nós luzes no mundo. Homens e mulheres que reflectem a glória de Deus na escuridão do Mundo.



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Diz-me o coração - F. Lapa - [partitura]
Salmo: Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia [partitura]
Comunhão: Jesus tomou consigo - OC, pág.145 [partitura]
Pós-Comunhão: Ouviu-se uma voz vinda do Céu - CEC I, pág. 87 [partitura]
Final: Cantarei eternamente - José Silva - [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
OC - Orar Cantando

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