"Raios de Luz"


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terça-feira, 10 de junho de 2014

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Imagem do Anjo de Portugal,
venerada na Basílica de Mafra
Os Anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos conhecida através da Bíblia - que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos - e também pela Tradição Católica.

Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda de Portugal é muito antiga. Na Basílica de Mafra existe uma escultura (na actual Capela do Santíssimo Sacramento) deste Anjo. No entanto, a devoção ao Anjo Custódio de Portugal tomou um incremento especial com as aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos.

A fim de prepará-los para aceitar e divulgar a Mensagem de Fátima, a Providência Divina enviou-lhes em 1916 o Anjo de Portugal para manifestar os desígnios de misericórdia que Jesus e Maria tinham sobre eles:

«- O que fazeis? - perguntou. - Rezai, rezai muito! Os Corações de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa Pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar».
(Das Memórias da Irmã Lúcia).

A devoção ao Anjo de Portugal cresceu tanto que o Venerável Papa Pio XII mandou inserir esta comemoração no Calendário Litúrgico português, para ser celebrada no Dia de Portugal, 10 de Junho.

A Liturgia desta Memória, aprovada pela Santa Sé para a Conferência Episcopal Portuguesa, traz a seguinte Colecta (Oração do Dia):

‘Deus eterno e omnipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.'

Santo Anjo da Guarda de Portugal, intercedei pelo povo a vós confiado!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Meditações de Quaresma: Os obstáculos à vida sobrenatural

1º - Os obstáculos que ameaçam a existência ou crescimento da nossa vida sobrenatural podem resumir-se aos seguintes:

- O pecado mortal, que é o obstáculo radical, porque destrói por completo a vida divina da alma;

- O pecado venial, principalmente deliberado, a tristeza, o hábito do pecado venial deliberado, e as imperfeições: todos estes, sem destruir nem diminuir a graça da vida sobrenatural, empenha a sua beleza, debilita a sua actividade e freia o seu crescimento;

- As inclinações viciosas, os defeitos naturais, e principalmente o defeito dominante: são a fonte ordinária dos nossos pecados e imperfeições.

2º - O pecado tem uma tripla causa:

- A carne, que é a nossa natureza desordenada, na qual o pecado original deixou uma tripla concupiscência que nos arrasta ao pecado: a concupiscência dos olhos, o afã desordenado de bens e riquezas temporais; a concupiscência da carne, o afã desenfreado dos prazeres dos sentidos; e a concupiscência do espírito, o afã desmedido das honras e vontade própria;

- O demónio, que é o conjunto de anjos caídos que nos puxam ao pecado instigando a nossa tripa concupiscência por meio das tentações;

- O mundo, que é o conjunto de homens que se regem pela triple concupiscência, e de que o demónio se serve como de instrumento para conduzir as almas à eterna condenação, pelas suas falsas máximas, modas, escândalos, espectáculos, perseguições, etc.


3º Assim como para crescer na vida sobrenatural há que desenvolver o gérmen da vida que Deus estabeleceu nas nossas almas pela graça, assim também para protegê-la e defendê-la há que combater esse triplo gérmen de morte (mundo, demónio, e carne) por meio de uma luta enérgica, vigilante e contínua.

A mortificação cristã é uma condição indispensável e necessária para conservar a vida sobrenatural no nosso presente estado de prova.

Fonte: Blogue Senza Pagare

Domingo IV da Quaresma

A Liturgia deste Domingo enfatiza que Cristo é o Pastor das nossas almas e que nos abre os olhos para ver a luz de Deus.

O episódio da cura do cego, no Evangelho de São João, é certamente uma das páginas mais esplêndidas do Evangelho. Jesus realiza o milagre desta cura para provar a Sua divindade e da consequente necessidade, para nós, de aceitarmos a Sua pessoa e a Sua mensagem.

Ele é verdadeiramente Deus. Como tal, pode rapidamente dar vista a um homem cego  e muito mais iluminar a alma, fazer-nos abrir os olhos interiores para conhecer as verdades que se relacionam com a natureza de Deus e o destino dos homens.

A história do Evangelho faz-nos perceber quão preciosa é o sentido da visão, mas também quanto mais bonita é a luz da fé.

Mas sabemos que a profissão da Fé exige firmeza e força. Diante da luz de Cristo, há sempre uma atitude de hostilidade aberta ou rejeição e indiferença, ou mesmo uma crítica injusta e tendenciosa.
O primeiro mandamento ordena-nos que alimentemos e guardemos com prudência e vigilância a nossa fé, rejeitando tudo quanto a ela se opõe.

O Catecismo da Igreja Católica explica que pode pecar-se contra a fé de vários modos, desde a dúvida involuntária (cuja culpa pode ser atenuada) até aos pecados gravíssimos de heresia e cisma. O catecismo ensina ainda que a dúvida de Fé voluntariamente cultivada leva à cegueira espiritual:

«A dúvida voluntária em relação à fé negligencia ou recusa ter por verdadeiro o que Deus revelou e a Igreja nos propõe para crer. A dúvida involuntária é a hesitação em crer, a dificuldade em superar as objecções relacionadas com a fé, ou ainda a angústia suscitada pela sua obscuridade. Quando deliberadamente cultivada, a dúvida pode levar à cegueira do espírito» (CIC, 2088)

É desta cegueira espiritual que Jesus nos quer libertar. Mas para isso, precisamos de reconhecer que muitas vezes vivemos na escuridão, reconhecer que recusamos ver a Luz que Jesus nos traz. Depois, aproximando-nos d'Ele, dizer humildemente: ‘Eu creio, Senhor’! E, com confiança, pedir ao Senhor que nos ilumine e nos abra os olhos da Fé.
Fonte (adaptado)

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com parituras)

Entrada: Alegra-te, Jerusalém - A.M. Seiça
Comunhão: Em Vós, Senhor - IC, pág. 436
Pós-Comunhão: Senhor Jesus, Tu és Luz do mundo - Taizé
Final: Senhor, eu creio que sois Cristo - CEC II, pág. 42-43

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
IC - Igreja Canta

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

«Iniciamos o Ano com Jesus, que vence o Demónio!»

Uma grande multidão acolheu ontem o Papa Francisco, numa visita privada à representação de um presépio ao vivo, na paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, nos arredores de Roma.

«Começamos o ano com Jesus , ele continua connosco e vence o Mal e o Demónio. Rezamos, pedimos por todos, pelas famílias, especialmente pelas crianças que vão nascer e pelos avós, que são a sabedoria!»- disse o Santo Padre.
 
Seguidamente, o Papa cumprimentou e abençoou os paroquianos. À sua espera, estavam mais de 100 crianças, que o acolheram com flores. Então, o Papa dirigiu-lhes algumas perguntas:
- Jesus continua connosco?
- Sim!!
- E o Diabo, permanece connosco?
-Não!!
- Dizei-me: Jesus vence o Diabo?
- Sim!
- E o Diabo pode vencer-nos?
- Não!!
- Vocês são bons, hein?! Parabéns aos catequistas!
O Santo padre elogiou ainda o promotor da iniciativa e após uma oração em forma privada, cumprimentou e abençoou alguns deficientes, doentes e crianças.
Como o próprio Papa exemplifica, não se deve ter medo de falar das verdade de Fé (entre as quais as verdades da existência do Demónio e do Inferno) às crianças!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Os Magos do tempo de Jesus e os actuais magos

Hoje comemora-se o Dia de Reis, em que tradicionalmente se lembra a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Mas quem são estes Reis Magos? Eram sábios, que estudavam os fenómenos naturais e os astros, um pouco à imagem dos actuais cientistas e astrónomos.

O Papa Francisco, na sua homilia de hoje, exorta-nos:

«Os Magos, com santa astúcia, guardaram a Fé. E nós também temos que manter a fé. Guardá-la da escuridão. Mas esta escuridão, muitas vezes, nos aparece como disfarçada de luz. Por que o Diabo também se pode vestir, por vezes, como um anjo de luz. E aqui é necessário uma 'santa astúcia’, como os Magos, para manter a Fé, e defendê-la do canto da sereia».
 
Às vezes, muitos confundem os Reis Magos com três personagens mais ou menos esotéricas que se dedicavam à Astrologia. Sabemos que tais práticas de adivinhação, ocultismo, astrologia, horóscopos ou outro tipo de superstição sempre foram condenadas pela Igreja.

Nos dias de hoje, existem muitos “magos” que se dedicam a estas práticas, chegando a confundir os próprios fiéis da Igreja Católica, uma vez que adulteram o sentido do culto aos Santos e aos Anjos, misturando-os com superstições pagãs.
O Catecismo da Igreja Católica é claro acerca da impossibilidade de um católico recorrer a estas práticas:
 «Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas - recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro: a consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência ou o recurso aos "médiuns”[…] (CIC, 2116).
Há outras práticas que, actualmente, se apresentam como que inócuas e algumas até aceites como ‘técnicas terapêuticas alternativas’, mas que devem ser absolutamente rejeitadas pelos católicos. Destas, destacam-se, por exemplo, duas das mais perigosas: a prática de Reiki e de Yoga.
«O Reiki é perigoso para a saúde espiritual. Ao usar o Reiki aceita-se, pelo menos de forma implícita, os elementos básicos em que se fundamenta, elementos esses que não pertencem nem ao Cristianismo nem à ciência natural. Sem justificação quer da Fé Cristã ou da ciência natural, um Católico que coloca a sua confiança no Reiki, estará a operar, no mínimo, no reino da superstição. A terapia Reiki não é compatível com qualquer doutrina cristã nem mesmo científica» – Conferência de Bispos dos EUA.
«As contradições entre a prática de Yoga e o Cristianismo não são poucas, nem superficiais, uma vez que a prática de Yoga é uma disciplina espiritual na qual o adepto é treinado para usar o corpo como veículo a fim de alcançar um estado de elevação, em última análise, a consciência do divino. Esta prática é uma negação implícita da Fé católica na divindade de Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e de uma verdadeira espiritualidade centrada em Cristo» (Pe. Peter Scott).
Acerca da magia, feitiçaria e uso de amuletos, a Doutrina da Igreja é também bastante firme:
«Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião […] O uso de amuletos também é repreensível» (CIC, 2117).


Nós cremos e professamos num só Salvador, um único Deus feito Menino que tira o Mal e o pecado do mundo: Jesus Cristo! Só a Ele adoraremos e devemos seguir apenas a Sua Luz, como fizeram os Reis Magos do Oriente.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Sagrada Família de Jesus, Maria e José

O Domingo dentro da Oitava do Natal une, na Liturgia, a solene Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. O nascimento de um filho dá sempre início a uma família. O nascimento de Jesus em Belém deu início a esta família única e excepcional na história da humanidade. 

A Família de Nazaré, que a Igreja apresenta aos olhos de todas as famílias, constitui efectivamente o ponto de referência culminante para a santidade de todas as famílias humanas.

Ela constitui a comunidade primária, fundamental e insubstituível para o homem. "A família recebeu de Deus a missão de ser a célula primeira e vital da sociedade", como afirma o Concílio Vaticano II (Decr. Apostolicam Actuositatem, 11). Com esta festa litúrgica, a Igreja quer lembrar que à família estão ligados os valores fundamentais, que não se podem violar sem incalculáveis prejuízos de natureza moral. 

Mas que valores são estes?

O primeiro desses valores é o da pessoa que se exprime na fidelidade absoluta e recíproca até à morte: fidelidade do marido à esposa e da esposa ao marido. A consequência desta afirmação do valor da pessoa deve ser também o respeito pelo valor pessoal da nova vida, isto é, da criança, desde o primeiro momento da sua concepção.

A protecção destes valores foi confiada à Igreja por Cristo, de modo a não deixar lugar a dúvidas.

Diz o Catecismo da Igreja Católica: «Um homem e uma mulher, unidos em matrimónio, formam com os seus filhos uma família. Esta disposição precede todo e qualquer reconhecimento por parte da autoridade pública e impõe-se a ela. Deverá ser considerada como a referência normal, em função da qual serão apreciadas as diversas formas de parentesco» (CIC, 2202).

A família tem a sua origem naquele mesmo amor com que o Criador abraça o mundo criado e a Sagrada Família é o início de tantas outras famílias santas.

Que a Sagrada Família, ícone e modelo de cada família humana, ajude cada um de nós a caminhar no espírito de Nazaré; que ajude cada família a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha!
Fonte: Excertos de homilias de João Paulo II 
(adaptado daqui e daqui)
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Os pastores vieram - NCT 63 [partitura]
Salmo: Ditosos os que temem o Senhor [partitura]
Comunhão: Deus enviou ao mundo -  CEC I, p. 53-54 [partitura]
Pós-Comunhão: No princípio, antes da criação do universo - CEC I, p. 58-59 [partitura]
Final/Beija-Menino: Gloria in excelsis Deo (Cantava em nossas campinas) - Popular - [partitura]
                                         Adeste Fideles - Tradicional - [partitura]
                                  Noite Feliz [partitura]
                                  Cristo nasceu! - C. Silva - [partitura]
 

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol I
NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Advento, tempo de esperança

O Advento é como uma primeira dimensão da realidade divina que está ligada ao tempo humano. Esta ligação é reflectida no ano litúrgico, que começa exactamente nas Vésperas I do primeiro Domingo do Advento.

A Igreja é chamada a viver este tempo com os mesmos sentimentos da Virgem Maria e do povo de Israel, enquanto esperavam o nascimento do Messias:

«Ao celebrar cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja actualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua Segunda Vinda». (Catecismo da Igreja Católica, 524)

O Advento é uma reafirmação do caminho eterno do homem em direcção a Deus. A cada ano, marca um novo começo deste modo. Percebemos assim que a vida de um homem não é um caminho impraticável, mas uma estrada que o leva ao encontro com o Senhor Jesus. É um tempo que serve para lembrar o homem do objectivo final do seu caminho e incentiva a preparação para o encontro com Cristo. 

«Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor», diz Jesus no Evangelho deste Domingo. Esta vigilância cristã não é só saber onde o Maligno está, fugindo dele e das suas obras más. A vigilância que Jesus nos pede passa também por procurar e conhecer os sinais que vêm de Deus e que nos fazem perceber que Ele caminha connosco, guiando-nos até Si.

Em muitas ocasiões, vivemos mergulhados num ‘sono profundo’ que nos faz esquecer a dimensão espiritual da nossa vida. O Tempo do Advento vem anualmente estimular em nós a atitude de vigilância de estarmos mais atentos ao que se passa à nossa volta, para que Jesus nos encontre preparados, quando voltar: «Estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem».

O Advento é tempo de esperança. Sem esperança, o mundo não tem futuro; sem esperança, também não haverá justiça, nem alegria, nem paz. E fundamento da verdadeira esperança, como bem recordou o Papa Bento XVI na sua Encíclica Spe Salvi, é o próprio Deus que vem até nós como um Menino.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Vinde Senhor, não tardeis - NCT 41 [partitura]
Salmo: Iremos com alegria [partitura]
Ofertório: Irmãos, convertei o vosso coração - NCT 741 [partitura]
Comunhão: Buscai o alimento - NCT 393 [partitura]
Pós-Comunhão: Abri as portas a Cristo - M. Frisina [partitura]
Final: Excelso Criador dos grandes astros - NCT 52 [partitura]

NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

No próximo Domingo, em que se celebra a Solenidade de Jesus Cristo – Rei do Universo, o episódio que relata o Evangelho tem lugar no Calvário.

É muito oportuno que a Festa de Cristo-Rei seja enquadrada precisamente no Calvário. Diante da tentação de força e poder político, Jesus reina a partir da Cruz. A Sua coroa é de espinhos. O Seu ceptro e manto púrpura são motivo de escárnio, em vez de respeito e veneração.

Ao lado da Cruz estava um pecador arrependido, o bom ladrão (conhecido como Dimas), que conseguiu ver algo do mistério de Jesus e humildemente pediu que Nosso Senhor Se lembrasse dele quando entrasse no Seu Reino. A realeza de Cristo, que brota da morte no Calvário, culmina no evento da ressurreição e é inseparável dela.



Jesus ressuscitado diz aos discípulos para irem pelo mundo, em Seu nome, dando-lhes a missão de ensinar e baptizar, evangelizando todos os povos.

Não é por acaso que o ‘Ano da Fé’ termina na Solenidade de Cristo Rei. Um dos objectivos deste Ano foi fazer crescer os cristãos na Fé da Igreja e, consequentemente, prepará-los para uma ‘Nova Evangelização’.

O Catecismo da Igreja Católica explica a relação que existe entre a evangelização dos povos, pedida por Jesus, e a Sua Realeza universal:

«O dever de prestar a Deus um culto autêntico diz respeito ao homem individualmente e socialmente. (…) Os cristãos são chamados a ser a luz do mundo. A Igreja manifesta assim a realeza de Cristo sobre toda a criação, e em particular sobre as sociedades humanas». (CIC, 2105)

O reinado de Jesus Cristo começa aqui na terra. No entanto, este reinado não tem nada de terreno, transcendendo todas as limitações humanas, uma vez que aponta para o caminho de santidade a que somos chamados e que culminará na eternidade do Céu. 
 
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
 
Entrada: Sobre um Trono - CEC II, pág. 147-149 [partitura]
Salmo: Iremos com alegria [partitura]
Ofertório: A Vós, Senhor, pertence a honra e o poder - NCT 190 [partitura]
Comunhão: Cristo é o Primogénito - Pe. M. Luís [partitura]
Pós-Comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje - CEC I pág. 72,73 [partitura]
Final: Christus vincit - CEC II 149 - [partitura]
 
CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos
 



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Domingo XXXIII do Tempo Comum

A Liturgia deste Domingo, o penúltimo do ano litúrgico, ensina-nos que toda a construção e segurança são enganadoras. Neste mundo, em que o que é verdade num dia, já não o é no outro, Jesus Cristo permanece o mesmo ontem, hoje e sempre.
Por isso, o Senhor encoraja o Seu povo a perseverar na busca da salvação eterna, apesar dos maus
tratos, abusos e perseguições a quem dá um testemunho de vida cristã coerente.


No Evangelho, Jesus fala do fim dos tempos e alerta para os falsos profetas que surgirão em Seu nome: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais».

Quantas e quantas vezes já temos ouvido ‘profecias’ sobre o fim do mundo? Desde datas concretas ao modo como o mundo terminará, já se ouviu um pouco de tudo. Jesus alerta para não seguirmos esses enganadores, pois ninguém sabe – nem os Anjos do Céu – nem o  dia nem a hora em que Jesus virá como Justo e Misericordioso Juiz dos vivos e dos mortos:

«O Juízo Final virá quando Cristo voltar em glória. Somente o Pai sabe o dia e a hora para acontecer, só Ele decide sobre a Sua vinda. Pelo Seu Filho Jesus Cristo, Ele pronunciará a sua palavra definitiva sobre toda a história» (Catecismo da Igreja Católica, 1040).

O ensinamento da Igreja sobre o Juízo Final e a situação dos cristãos nos últimos dias não é uma mensagem de medo, mas sim de esperança! É certo que as dificuldades enunciadas por Jesus são muitas: perseguição, prisão, insultos, denúncias pelos próprios parentes e amigos, toda a espécie de ódio e até a morte.

Mas como Jesus não é catastrofista - nem nós podemos ser! - o Evangelho apela à resistência e à fidelidade a Jesus e à Sua Igreja, terminando com as estas reconfortantes palavras, que foram a força de tantos Santos e Mártires nestes dois milénios de vida da Igreja: 

«Assim tereis ocasião de dar testemunho. Nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Eu Vos invoco, Senhor - CEC II, pág. 129-130 [partitura]
Salmo: O Senhor virá governar com justiça [partitura]
Ofertório: Bendito seja Deus - F. Santos [partitura]
Comunhão: Estai preparados - CEC I, pág. 11 [partitura]
Pós-Comunhão: Eu estou sempre convosco - CEC I, pág 155,156 [partitura] 
Final:  Bendiz, ó minha alma, o Senhor! - Miguel Carneiro [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
CEC II -  Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II

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