"Raios de Luz"


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Bento XVI responde a matemático italiano

O Papa Bento XVI escreveu ao matemático e escritor italiano Piergiorgio Odifreddi, que em 2011 publicou a obra ‘Caro Papa, escrevo-te’, para responder a algumas das suas críticas e questões sobre Jesus, sobre a Igreja e os problemas de pedofilia.

A resposta de Bento XVI, parcialmente divulgada hoje pelo jornal italiano ‘La Reppublica’, assume uma crítica firme, mas franca, às posições de Odifreddi sobre a historicidade de Jesus e a relação entre a Teologia e o mundo científico.

Mesmo não estando actualmente a ocupar a Cátedra de Pedro, o Santo Padre dá um belíssimo e comovente testemunho de Fé, respondendo à altura da carta enviada pelo matemático:

«O que diz a respeito de Jesus não é digno do seu nível científico. Se pergunta quem é Jesus, se afinal de contas não sabemos nada sobre ele como uma figura histórica, não determinável, então eu só posso convidá-lo a ser um pouco mais competente do ponto de vista histórico. Recomendo-lhe especialmente os quatro volumes de Martin Hengel (exegeta da Faculdade de Teologia protestante de Tübingen) publicados juntamente com Maria Schwemer, que são excelentes exemplos de precisão e informações históricas. Diante disso, o que diz sobre Jesus é um discurso irresponsável que não deve repetir».

Além disto, o Sumo Pontífice que vive agora recolhido em oração, ainda demonstra a sua humildade ao justificar a sua actuação no combate à pedofilia:

«Com profunda consternação, eu procurei desmascarar estas coisas: que o poder do mal penetre até este ponto no mundo interior da fé é um sofrimento para nós. A Igreja vai fazer todos os possíveis para que tais casos não se repitam».

Que bom seria se todos os Pastores de almas falassem assim, de maneira clara e objectiva, quando o rebanho ou a Fé da Igreja são atacados!... Obrigado, mais uma vez, Santo Padre!

E Bento XVI deixa um remate final duro, mas muito verdadeiro, não só para este matemático, mas para todos os que fazem da razão e do humanismo a sua fonte única de entendimento da realidade:


«A sua ‘religião matemática’ não tem qualquer informação sobre o mal. Uma religião que descura estas questões fundamentais da existência humana, como a liberdade, o amor e o mal, fica vazia».


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