"Raios de Luz"


domingo, 8 de junho de 2014

«Senhor, Deus de Paz, escutai a nossa súplica!»


Há menos de duas semanas, pensar em juntar os dirigentes palestiniano e israelita talvez poderia parecer impossível. Mas o Papa conseguiu-o. Desmentindo as informações "seculares" (de que o Papa seria mediador de paz, num contexto político), o Santo Padre confundiu os que não acreditam no poder da oração, dizendo exactamente o que os três homens hoje iam fazer - REZAR.

Sim, rezar. Orações distintas, obviamente, mas lado a lado, com único objectivo: pedir o dom da Paz, reconhecendo que só do Alto, só do Céu é que essa verdadeira paz nos poderá ser dada.

O Papa acredita piamente no poder da oração. Constatamos isso no passado dia 07 de Setembro de 2013, quando o Santo Padre pediu um dia mundial de jejum e oração pela paz na Síria e no Médio Oriente. Alguns elementos da JMV Sobreiro estiveram presentes na Praça de São Pedro e testemunharam o clima de oração e de recolhimento que se viveu naquelas horas todas. As notícias, dois dias depois, não deixam margem para grandes dúvidas…

O que aconteceu hoje só foi possível com a ajuda do Espírito Santo. Depois de tantas negociações diplomáticas, entre os EUA e outras nações, parecia impossível juntar estes dois homens. O Papa conseguiu. Com simplicidade, juntou-os para rezar. Não por acaso, num Domingo de Pentecostes!

E para terminar bem o Tempo Pascal, neste fim de dia do Domingo de Pentecostes, vale a pena parar um pouco e pensar nisto! Aqui ficam algumas palavras do Papa Francisco. Que nos fique na memória e no coração este dia de Pentecostes, em que, juntamente com a Igreja inteira, rezámos pela Paz:

«Ouvimos uma chamada e devemos responder: a chamada a romper a espiral do ódio e da violência, a rompê-la com uma única palavra: «irmão». Mas, para dizer esta palavra, devemos todos levantar os olhos ao Céu e reconhecer-nos filhos de um único Pai. A Ele, no Espírito de Jesus Cristo, me dirijo, pedindo a intercessão da Virgem Maria, filha da Terra Santa e Mãe nossa: Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!»
- Palavras do Papa na íntegra neste link: News.va


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Encontro pela Paz no Médio Oriente

Desenho que expressa o desejo de paz, feito por criança israelita de 11 anos.

No próximo Domingo, 8 de Junho, entre as 18h00 e as 19h15 (hora de Portugal, mais uma em Roma), o Papa Francisco, o presidente israelita Shimon Peres e o presidente palestino Mahmoud Abbas juntar-se-ão pela paz no Médio Oriente.

O encontro, no qual participará também o Patriarca Bartolomeu, terá lugar nos Jardins do Vaticano, num prado protegido por altas sebes vivas, que se encontra entre a Casina Pio IV e o edifício dos Museus do Vaticano.

O director da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou quenão se tratará de um encontro inter-religioso mas sim uma pausa em relação à política, com o convite a olhar para o Alto.

O sentido desta iniciativa encontra-se também no Tweet lançado esta manhã pelo Sumo Pontífice: «A paz é um dom de Deus, mas exige o nosso compromisso. Procuremos ser pessoas de paz com as orações e as acções».

Unamo-nos em oração pela Paz!

Com informações de: Sala de Imprensa da Santa Sé


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vinde, Espírito Santo, e acendei em nós o fogo do Vosso amor!


«No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-se como fogo. A sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus. Realiza-se assim aquilo que o Senhor Jesus tinha predito:  «Vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já tivesse sido ateado!» (Lc 12, 49).

Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos extremos confins da Terra; abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa, e colaboraram com Deus que com o seu fogo quer renovar a face da terra. Como é diferente este fogo, daquele das guerras e das bombas! Como é diverso o incêndio de Cristo, propagado pela Igreja, em relação aos que são acendidos pelos ditadores de todas as épocas, também do século passado, que atrás de si deixam terra queimada. O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele da sarça que ardia sem se consumir (cf. Êx 3, 2). É uma chama que arde, mas não destrói; aliás, ardendo faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, como numa fusão faz sobressair a sua forma interior, a sua vocação à verdade e ao amor.
[…]
Este efeito do fogo divino assusta-nos, temos medo de nos "queimar", preferiríamos permanecer assim como somos. Isto depende do facto que muitas vezes a nossa vida é delineada segundo a lógica do ter, do possuir, e não do doar-se. Muitas pessoas crêem em Deus e admiram a figura de Jesus Cristo, mas quando se lhes pede que abandonem algo de si mesmas, então elas recuam, têm medo das exigências da fé. Existe o temor de ter que renunciar a algo de bonito, ao que estamos apegados; o temor de que seguir Cristo nos prive da liberdade, de certas experiências, de uma parte de nós mesmos. Por um lado, queremos permanecer com Jesus, segui-lo de perto, e por outro temos medo das consequências que isto comporta.

Caros irmãos e irmãs, temos sempre necessidade de ouvir o Senhor Jesus dizer-nos aquilo que Ele repetia aos seus amigos: «Não tenhais medo!». Como Simão Pedro e os outros, temos que deixar que a sua presença e a sua graça transformem o nosso coração, sempre sujeito às debilidades humanas. Temos que saber reconhecer que perder algo, aliás, perder-se a si mesmo pelo Deus verdadeiro, o Deus do amor e da vida, é na realidade ganhar, encontrar-se mais plenamente a si próprio».
                                                                               Da Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade do Pentecostes
                        23 de Maio de 2010

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
- com partituras
CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

quarta-feira, 4 de junho de 2014

«Tem pena do Coração da tua Mãe, que está coberto de espinhos»

No Brasil, algumas pessoas que se denominam ‘Cristãos Evangélicos’ urinaram em cima de uma imagem de Nossa Senhora, regaram a mesma com gasolina e queimaram a Imagem, dizendo que os católicos estão condenados ao Inferno.

O Padre Querino Pedro, administrador da Paróquia Santo Afonso, destacou também a preocupação das mães, pois as crianças estão a ser acusadas de já estarem «condenadas ao Inferno» por serem católicas.

O sacerdote disse ainda que essas declarações são feitas por evangélicos até nas escolas, e isso está a deixar os católicos constrangidos: «Estão ‘fazendo a cabeça’ das crianças para repudiarem Nossa Senhora». Pe. Querino denunciou ainda que o mesmo grupo está a pintar as paredes da igreja com palavrões.

No próximo sábado, dia 7 é o Primeiro Sábado do mês. A Devoção dos Primeiros Sábados são cinco, segundo revelou Jesus, por serem cinco as espécies de ofensas e blasfémias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
  • As blasfémias contra a Imaculada Conceição;
  • Contra a sua Virgindade;
  • Contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo recebê-la como Mãe dos homens;
  • Os que procuram infundir nos corações das crianças a indiferença, o desprezo e até o ódio contra esta Imaculada Mãe;
  • Os que A ultrajem directamente nas suas sagradas imagens.

Rezemos, portanto, em reparação, e em especial sempre que fizermos algum sacrifício:


«Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria!»

Imagem de uma outra profanação, 
em Roma no ano 2010

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A cultura do bem-estar ameaça as famílias

«O amor entre os cônjuges deve ser fiel, perseverante e fecundo, de acordo com o modelo do amor de Deus pela Sua Igreja. A fidelidade é como uma luz no casamento. 

A fidelidade do amor. Sempre! A vida matrimonial deve ser perseverante. Senão, o amor não pode continuar. 

Deve haver perseverança no amor, nos momentos bons e nos momentos difíceis, quando há problemas: os problemas com os filhos, problemas económicos, os problemas aqui e ali... Mas o amor persevera, vai em frente, tenta sempre resolver as coisas, para salvar a família. 

Num Matrimónio, a fecundidade pode ser posta à prova quando os filhos não chegam ou estão doentes. Nessas provações, há casais que olham para Jesus e tomam a força da fecundidade que Jesus tem com a Sua Igreja. Enquanto, por outro lado, ele conclui, há coisas que não agradam a Jesus, como os casamentos estéreis por escolha do casal.

Estes Matrimónios não querem os filhos, querem permanecer sem serem fecundos. Esta cultura do bem-estar de há dez anos para trás convenceu-nos que: ‘É melhor não ter filhos! É melhor! Então podes conhecer melhor o mundo, ir de férias, teres uma casa no campo, sem preocupações...

Mas talvez seja melhor - mais confortável - ter um cão , dois gatos, e o amor vai para dois gatos e o cão. Isto é verdade ou não? E no fim da vida, desse casamento virá a velhice na solidão, a amargura da solidão. Isto não é proveitoso, não faz o que Jesus faz com a sua Igreja: torna-a fecunda!»

domingo, 1 de junho de 2014

Encerramento do Mês de Maria no Sobreiro



Desde o dia 01 de Maio até ontem, a JMV Sobreiro esteve sempre presente no Terço rezado na Capela da Igreja do Sobreiro. Partilhamos convosco o vídeo com o Terço de ontem, o último dia do mês dedicado a Nossa Senhora!


O mês de Maria terminou mas o apelo da Virgem Maria em Fátima continua por todo o sempre: «Quero que rezem o Terço todos os dias» - para isso, aqui está mais um vídeo para vos acompanhar na oração pessoal!

Consagração ao Sagrado Coração de Jesus

Imagem do Sagrado Coração de Jesus
venerada na Igreja do Sobreiro-Mafra

Sagrado Coração de Jesus,
Nós Vos adoramos, em Vós confiamos
E na Vossa Misericórdia esperamos.
Confiando nas Vossas promessas,
vimos implorar o Vosso auxílio
para a Igreja e para o mundo inteiro.

Colocamos no Vosso Coração
as nossas famílias,
as nossas preocupações,
os nossos sofrimentos,
as nossas esperanças
e todo o nosso ser.

Sacratíssimo Coração de Jesus,
cremos em Vós,
mas aumentai a nossa Fé.
Jesus, manso e humilde de Coração,
fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Ámen.

sábado, 31 de maio de 2014

Mês de Maio termina com a Festa da Visitação de Nossa Senhora

«Bendita é tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!»
Lc 1, 42
Das Catequeses de São João Paulo II, Papa:

Ressoam no nosso coração as palavras do evangelista São Lucas: «E quando Isabel ouviu a saudação de Maria, (...) ficou cheia do Espírito Santo» (Lc 1, 41). O encontro entre a Virgem e sua prima Isabel é uma espécie de ‘pequeno Pentecostes’. Na narração evangélica, a Visitação segue imediatamente a Anunciação: a Virgem Santíssima, que leva no Seu seio o Filho concebido por obra do Espírito Santo, irradia em torno de Si graça e gozo espiritual. A presença do Espírito n’Ela faz saltar de alegria o filho de Isabel, João, destinado a preparar o caminho do Filho de Deus feito homem.

Onde está Maria, está Cristo; e onde está Cristo, está o Seu Espírito Santo, que procede do Pai e d’Ele, no mistério sacrossanto da vida Trinitária. Os Actos dos Apóstolos destacam com razão a presença orante de Maria no Cenáculo, junto com os Apóstolos reunidos a espera de receber o ‘poder do alto'. O ‘sim' da Virgem, o «fiat», atrai sobre a humanidade o dom de Deus: como na Anunciação, também em Pentecostes. Assim continua sucedendo no caminho da Igreja.

Reunidos em oração com Maria, invoquemos uma abundante efusão do Espírito Santo sobre toda a Igreja, para que, com velas alçadas, reme mar adentro neste novo milénio. De modo particular, invoquemo-lo sobre quantos trabalham diariamente a serviço da Sé Apostólica, para que o trabalho de cada um esteja sempre animado por um espírito de Fé e de zelo apostólico.

É muito significativo que no último dia de Maio se celebre a festa da Visitação. Com esta conclusão é como se quiséssemos dizer que cada dia deste mês foi para nós uma espécie de visitação. Vivemos durante o mês de Maio uma contínua visitação, como a viveram Maria e Isabel. Damos graças a Deus porque a Liturgia nos propõe novamente hoje este acontecimento bíblico».



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Oração de entrega ao Imaculado Coração de Maria


Senhora do Rosário de Fátima e Mãe da Igreja,
ao terminar o mês de Maio, a Vós dedicado,
renovamos hoje, de modo consciente,
ao Vosso Coração Imaculado,
a consagração da nossa vida,
em total fidelidade
aos compromissos do nosso Baptismo.

Ao Vosso amor maternal
entregamos também toda a Igreja:
o Papa Francisco, o Vosso servo Bento XVI,
os Bispos, os sacerdotes,
os religiosos e todos os fiéis leigos.

Mãe de Deus e nossa Mãe,
para todos imploramos
o carinho do Vosso Imaculado Coração,
mas de uma maneira particular,
para os que não crêem, não adoram,
não esperam e não amam.

Que, por Vossa intercessão,
triunfe o Vosso Coração Puro e Imaculado,
para salvação da humanidade
e glória da Santíssima Trindade,
pelos séculos dos séculos.

Ámen.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Para a UE, o embrião humano não é um de nós


Lembram-se da petição ‘Um de Nós’, assinada no ano passado, para o não-uso em estudos científicos de embriões humanos, que são já seres humanos (Um de nós)? Apesar das quase duas milhões assinaturas (mais precisamente 1.901.947) recolhidas nos 28 países da UE, não será apresentada como proposta legislativa ao Parlamento Europeu.

A política, infelizmente, caminha em sentido oposto do que pedia a petição: financiamento com dinheiro público europeu para a pesquisa científica com embriões humanos e de projectos de cooperações internacionais que implicam na difusão do aborto e na produção de fármacos abortivos.

Isto significa que a opinião de quase dois milhões de cidadãos europeus foi considerada irrelevante, indigna de ser submetida ao Parlamento Europeu, a única instituição eleita pelo povo. De nada valeu uma mobilização que permitiu a iniciativa coletar um número recorde de adesões, bem acima do que qualquer outra petição.

A Cultura da Morte venceu esta batalha. Mas sabemos – até porque ainda estamos no Tempo Pascal – que a morte não tem a última palavra!

Pedimos a todos que rezem pela promoção e defesa da Vida humana, desde a concepção até à morte natural. Rezemos, assim, por todas as nações e seus governantes! 

Que a luz de Jesus Ressuscitado, pela intercessão da Sua Mãe Santíssima, ilumine as consciências adormecidas!

A Ascensão de Jesus ao Céu

No dia da Ascensão do Senhor, o cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar para o Céu; o segundo, olhar para a terra. Na verdade, Jesus é O que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a História. É o Mestre cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos. Jesus é o «Deus-connosco” que acompanhará a caminhada dos discípulos pela História do mundo.

Nosso Senhor garante que estará sempre com os discípulos, «até ao fim dos tempos», ajudando os Seus discípulos a superar as crises e as dificuldades na caminhada por este mundo.

Celebrar a ascensão de Jesus ao Céu significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do Reino de Deus já aqui na Terra, na vida dos homens. Estaremos conscientes de que a Igreja é, hoje, a presença salvadora de Jesus no meio dos homens?

Tornar-se discípulo de Cristo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus, a partir das Suas palavras, dos Seus gestos, da Sua vida oferecida em sacrifício por amor. Mas, com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da ridicularização e do menosprezo dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está em Deus, no Amor e no dom da Vida…


O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Mas nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo e Aquele em quem acreditamos. Sem medo do mundo e das suas seduções!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras:

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol.II
IC - Igreja Canta
NCT - Novo Cantemos Todos


Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Luminosos



À Quinta-Feira, é possível meditar nos Mistérios Luminosos do Rosário, um esquema facultativo introduzido por São João Paulo II e que pode ser utilizado neste dia da semana.

Mais uma vez, cá estamos nós para vos acompanhar na Oração do Terço!
Não deixem de rezar! :)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Gloriosos



Rezem com a JMV Sobreiro os Mistérios Gloriosos do Rosário.

Esperamos ajudar-vos a cumprir aquilo que Nossa Senhora tanto pediu em Fátima:
«Quero que rezem o Terço todos os dias!»

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa celebra Missa no Cenáculo de Jerusalém

«Todos se encontravam reunidos no mesmo lugar» (Act. 2,1)
Da Homilia do Santo Padre, no mesmo local onde Jesus teve a Sua Última Ceia com os discípulos:

«Um grande dom nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Enquanto vos saúdo com fraterna alegria, desejo dirigir um pensamento afetuoso aos Patriarcas Orientais Católicos que participaram desses dias da minha peregrinação.

Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos. Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em anúncio. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.

[...]

«Isto é o Meu Corpo»
O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado, aquele que me é antipático, aquele que me tira a paciência.

O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas, oferecer tudo em sacrifício espiritual.

O Cenáculo recorda-nos a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus, descobrir no seu coração que Ele é amigo.

O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.

Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.

«Este é o Cálice do Meu Sangue»
O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz entre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande… Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.

Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida. Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos Céus.

Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra!»



Entrevista exclusiva aos Duques de Bragança - Festa da Família

Durante a Festa da Família, na Jornada Diocesana da Família, além do Patriarca de Lisboa, a JMV Sobreiro teve ainda a oportunidade de falar com os Duques de Bragança, D. Duarte Pio e sua esposa, D. Isabel de Herédia. Aqui fica um resumo dos seus testemunhos:

Qual a importância da família na sociedade actual?

D. Isabel de Herédia: «A Família é a base, a célula, o fundamento da sociedade. É onde aprendemos a ter segurança e onde aprendemos os valores fundamentais que nos regem pelos caminhos da vida. Se perdermos esses valores fundamentais, o mundo torna-se desumano. Nas famílias é que se forma uma sociedade saudável! E uma sociedade saudável é benéfica para os países e para o mundo inteiro».

Porque razão é tão importante defender os valores da Família?

D. Duarte Pio: «É importante haver militância a favor da Família. As forças adversas à família são muito fortes, organizadas e com tanto dinheiro, que tem de haver quem lute e deve haver resistência da nossa parte, senão ficamos dominados por essas forças! Estes eventos são fundamentais para consciencializar as pessoas disto. Dou os parabéns à organização!»

Agradecemos a Suas Altezas Reais a gentileza, simpatia e atenção dispensada para connosco!

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