"Raios de Luz"


sábado, 31 de maio de 2014

Mês de Maio termina com a Festa da Visitação de Nossa Senhora

«Bendita é tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!»
Lc 1, 42
Das Catequeses de São João Paulo II, Papa:

Ressoam no nosso coração as palavras do evangelista São Lucas: «E quando Isabel ouviu a saudação de Maria, (...) ficou cheia do Espírito Santo» (Lc 1, 41). O encontro entre a Virgem e sua prima Isabel é uma espécie de ‘pequeno Pentecostes’. Na narração evangélica, a Visitação segue imediatamente a Anunciação: a Virgem Santíssima, que leva no Seu seio o Filho concebido por obra do Espírito Santo, irradia em torno de Si graça e gozo espiritual. A presença do Espírito n’Ela faz saltar de alegria o filho de Isabel, João, destinado a preparar o caminho do Filho de Deus feito homem.

Onde está Maria, está Cristo; e onde está Cristo, está o Seu Espírito Santo, que procede do Pai e d’Ele, no mistério sacrossanto da vida Trinitária. Os Actos dos Apóstolos destacam com razão a presença orante de Maria no Cenáculo, junto com os Apóstolos reunidos a espera de receber o ‘poder do alto'. O ‘sim' da Virgem, o «fiat», atrai sobre a humanidade o dom de Deus: como na Anunciação, também em Pentecostes. Assim continua sucedendo no caminho da Igreja.

Reunidos em oração com Maria, invoquemos uma abundante efusão do Espírito Santo sobre toda a Igreja, para que, com velas alçadas, reme mar adentro neste novo milénio. De modo particular, invoquemo-lo sobre quantos trabalham diariamente a serviço da Sé Apostólica, para que o trabalho de cada um esteja sempre animado por um espírito de Fé e de zelo apostólico.

É muito significativo que no último dia de Maio se celebre a festa da Visitação. Com esta conclusão é como se quiséssemos dizer que cada dia deste mês foi para nós uma espécie de visitação. Vivemos durante o mês de Maio uma contínua visitação, como a viveram Maria e Isabel. Damos graças a Deus porque a Liturgia nos propõe novamente hoje este acontecimento bíblico».



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Oração de entrega ao Imaculado Coração de Maria


Senhora do Rosário de Fátima e Mãe da Igreja,
ao terminar o mês de Maio, a Vós dedicado,
renovamos hoje, de modo consciente,
ao Vosso Coração Imaculado,
a consagração da nossa vida,
em total fidelidade
aos compromissos do nosso Baptismo.

Ao Vosso amor maternal
entregamos também toda a Igreja:
o Papa Francisco, o Vosso servo Bento XVI,
os Bispos, os sacerdotes,
os religiosos e todos os fiéis leigos.

Mãe de Deus e nossa Mãe,
para todos imploramos
o carinho do Vosso Imaculado Coração,
mas de uma maneira particular,
para os que não crêem, não adoram,
não esperam e não amam.

Que, por Vossa intercessão,
triunfe o Vosso Coração Puro e Imaculado,
para salvação da humanidade
e glória da Santíssima Trindade,
pelos séculos dos séculos.

Ámen.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Para a UE, o embrião humano não é um de nós


Lembram-se da petição ‘Um de Nós’, assinada no ano passado, para o não-uso em estudos científicos de embriões humanos, que são já seres humanos (Um de nós)? Apesar das quase duas milhões assinaturas (mais precisamente 1.901.947) recolhidas nos 28 países da UE, não será apresentada como proposta legislativa ao Parlamento Europeu.

A política, infelizmente, caminha em sentido oposto do que pedia a petição: financiamento com dinheiro público europeu para a pesquisa científica com embriões humanos e de projectos de cooperações internacionais que implicam na difusão do aborto e na produção de fármacos abortivos.

Isto significa que a opinião de quase dois milhões de cidadãos europeus foi considerada irrelevante, indigna de ser submetida ao Parlamento Europeu, a única instituição eleita pelo povo. De nada valeu uma mobilização que permitiu a iniciativa coletar um número recorde de adesões, bem acima do que qualquer outra petição.

A Cultura da Morte venceu esta batalha. Mas sabemos – até porque ainda estamos no Tempo Pascal – que a morte não tem a última palavra!

Pedimos a todos que rezem pela promoção e defesa da Vida humana, desde a concepção até à morte natural. Rezemos, assim, por todas as nações e seus governantes! 

Que a luz de Jesus Ressuscitado, pela intercessão da Sua Mãe Santíssima, ilumine as consciências adormecidas!

A Ascensão de Jesus ao Céu

No dia da Ascensão do Senhor, o cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar para o Céu; o segundo, olhar para a terra. Na verdade, Jesus é O que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a História. É o Mestre cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos. Jesus é o «Deus-connosco” que acompanhará a caminhada dos discípulos pela História do mundo.

Nosso Senhor garante que estará sempre com os discípulos, «até ao fim dos tempos», ajudando os Seus discípulos a superar as crises e as dificuldades na caminhada por este mundo.

Celebrar a ascensão de Jesus ao Céu significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do Reino de Deus já aqui na Terra, na vida dos homens. Estaremos conscientes de que a Igreja é, hoje, a presença salvadora de Jesus no meio dos homens?

Tornar-se discípulo de Cristo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus, a partir das Suas palavras, dos Seus gestos, da Sua vida oferecida em sacrifício por amor. Mas, com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da ridicularização e do menosprezo dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está em Deus, no Amor e no dom da Vida…


O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Mas nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo e Aquele em quem acreditamos. Sem medo do mundo e das suas seduções!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras:

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol.II
IC - Igreja Canta
NCT - Novo Cantemos Todos


Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Luminosos



À Quinta-Feira, é possível meditar nos Mistérios Luminosos do Rosário, um esquema facultativo introduzido por São João Paulo II e que pode ser utilizado neste dia da semana.

Mais uma vez, cá estamos nós para vos acompanhar na Oração do Terço!
Não deixem de rezar! :)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Gloriosos



Rezem com a JMV Sobreiro os Mistérios Gloriosos do Rosário.

Esperamos ajudar-vos a cumprir aquilo que Nossa Senhora tanto pediu em Fátima:
«Quero que rezem o Terço todos os dias!»

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa celebra Missa no Cenáculo de Jerusalém

«Todos se encontravam reunidos no mesmo lugar» (Act. 2,1)
Da Homilia do Santo Padre, no mesmo local onde Jesus teve a Sua Última Ceia com os discípulos:

«Um grande dom nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Enquanto vos saúdo com fraterna alegria, desejo dirigir um pensamento afetuoso aos Patriarcas Orientais Católicos que participaram desses dias da minha peregrinação.

Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos. Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em anúncio. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.

[...]

«Isto é o Meu Corpo»
O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado, aquele que me é antipático, aquele que me tira a paciência.

O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas, oferecer tudo em sacrifício espiritual.

O Cenáculo recorda-nos a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus, descobrir no seu coração que Ele é amigo.

O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.

Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.

«Este é o Cálice do Meu Sangue»
O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz entre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande… Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.

Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida. Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos Céus.

Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra!»



Entrevista exclusiva aos Duques de Bragança - Festa da Família

Durante a Festa da Família, na Jornada Diocesana da Família, além do Patriarca de Lisboa, a JMV Sobreiro teve ainda a oportunidade de falar com os Duques de Bragança, D. Duarte Pio e sua esposa, D. Isabel de Herédia. Aqui fica um resumo dos seus testemunhos:

Qual a importância da família na sociedade actual?

D. Isabel de Herédia: «A Família é a base, a célula, o fundamento da sociedade. É onde aprendemos a ter segurança e onde aprendemos os valores fundamentais que nos regem pelos caminhos da vida. Se perdermos esses valores fundamentais, o mundo torna-se desumano. Nas famílias é que se forma uma sociedade saudável! E uma sociedade saudável é benéfica para os países e para o mundo inteiro».

Porque razão é tão importante defender os valores da Família?

D. Duarte Pio: «É importante haver militância a favor da Família. As forças adversas à família são muito fortes, organizadas e com tanto dinheiro, que tem de haver quem lute e deve haver resistência da nossa parte, senão ficamos dominados por essas forças! Estes eventos são fundamentais para consciencializar as pessoas disto. Dou os parabéns à organização!»

Agradecemos a Suas Altezas Reais a gentileza, simpatia e atenção dispensada para connosco!

domingo, 25 de maio de 2014

Entrevista exclusiva de D. Manuel Clemente - Festa da Família

Na tarde de hoje, na Jornada Diocesana da Família, realizada em Mafra no Jardim do Cerco, tivemos a oportunidade de entrevistar o Patriarca de Lisboa - D. Manuel Clemente a quem começámos por perguntar de que maneira é importante que a sociedade promova os valores da Família:


"O importante - e que vocês compreendem - é perceber que não aparecemos no mundo de uma maneira isolada. Nascemos filhos dos nossos pais e essa realidade familiar tem de nos acompanhar a vida inteira. Daí que a Família seja o valor básico para qualquer sociedade que se queira próxima."

Os casais aqui presentes são testemunho dessa realidade?
"Estes casais que aqui estão, que vão receber uma bênção por fazerem 10, 25, 50 ou mais anos de casados, tiveram todos os problemas que os casais habitualmente têm. Estarem aqui a celebrar esse tempo de matrimónio, significa que os conseguiram ultrapassar com Fé, com Esperança e com Caridade. Mostram-nos hoje que é possível manter esta unidade básica, que é a Família, onde se conjugam gerações. Isto é o suporte de uma sociedade que se queira humana, de convivência e de partilha."

Que mensagem deixa para os jovens?
"Vocês, jovens, mesmo quando da Igreja são chamados a outras vocações, como as religiosas ou os padres, em que não constituimos uma Família natural, levamos para essa outra grande Família de Filhos de Deus, aquilo que em geral aprendemos nas nossas famílias. Isso continua a acompanhar-nos pela vida. Há portanto, aqui uma realidade básica e total que é a Família."


A JMV Sobreiro agradece ao Sr. Patriarca de Lisboa a gentileza e o carinho que, como Pastor da Diocese e, como tal, de nós jovens, dispensou para connosco!

Mensagem do Papa para o Dia mundial das Comunicações Sociais

Ler aqui a Mensagem na íntegra

Celebra-se no próximo Domingo, dia 1 de Junho, o 48º Dia mundial das Comunicações Sociais. A Mensagem do Papa para este dia, neste ano, tem como tema: «Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro».

Num mundo que parece tornar-se cada vez menor, graças aos progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação, ainda permanecem divisões escandalosas entre os homens. É o que diz o Papa na mensagem para o 48º Dia mundial das Comunicações Sociais.

Estamos conectados, escreveu o Santo Padre, «sempre mais e a globalização torna-nos interdependentes. Contudo, é suficiente sair pelas ruas das nossas cidades para ver a distância entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres».

Aqui entra em jogo o papel dos meios de comunicação que, segundo o Papa Francisco, realmente «podem ajudar a fazer com que nos sintamos mais próximos uns dos outros, a promover uma autêntica cultura do encontro».

Sobre as novas tecnologias, recorda o Pontífice: «Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos».


sexta-feira, 23 de maio de 2014

O Matrimónio: uma expressão da nobreza do Amor

«O noivado deve ser uma ocasião de aprofundar o afecto e o conhecimento mútuo. E, como toda a escola de amor, deve ser inspirado não pela ânsia de posse, mas por espírito de entrega, de compreensão, de respeito, de delicadeza. Por isso, há pouco mais de um ano quis oferecer à Universidade de Navarra uma imagem de Santa Maria, Mãe do Amor Formoso, para que os rapazes e raparigas que frequentam aquelas Faculdades aprendessem d'Ela a nobreza do amor - do amor humano também.

Matrimónio à experiência? Que pouco sabe de amor quem fala assim! O amor é uma realidade mais segura, mais real, mais humana. Algo que não se pode tratar como um produto comercial, que se experimenta e depois se aceita ou se deita fora, segundo o capricho, a comodidade ou o interesse.

Essa falta de critério é tão lamentável, que nem sequer parece necessário condenar quem pensa ou procede assim porque eles mesmo se condenam à infecundidade, à tristeza, a um isolamento desolador, que sofrerão mal passem alguns anos. Não posso deixar de rezar muito por eles, amá-los com toda a minha alma e tratar de lhes fazer compreender que continuam a ter aberto o caminho de regresso a Jesus Cristo, e que, se se empenharem a sério, poderão ser santos, cristãos íntegros, porque não lhes faltará nem o perdão nem a graça do Senhor.

Só então compreenderão bem o que é o amor: o Amor divino e também o amor humano nobre; e saberão o que é a paz, a alegria, a fecundidade».

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Domingo VI do Tempo pascal

No Evangelho deste próximo Domingo, Jesus garante aos discípulos que não os deixará sozinhos no mundo. Ele vai para o Pai, mas vai continuar presente, acompanhando a caminhada dos seus discípulos.

É preciso, no entanto, que os discípulos continuem a seguir Jesus, cumprindo os mandamentos que Ele deixou. Seguindo com amor os ensinamentos de Cristo, os Mandamentos deixam de ser normas externas que é preciso cumprir, mas tornam-se expressão clara do amor dos discípulos e da sua sintonia com Nosso Senhor.

Como é que Jesus vai estar presente ao lado dos discípulos, dando-lhes a coragem para percorrer o mundo a anunciar o Evangelho?

Jesus fala no envio do Paráclito, que estará sempre com os discípulos (vers. 16). A palavra ‘Paráclito’ pode traduzir-se como ‘advogado’, ‘auxiliar’, ‘defensor’. Pode deduzir-se, também, o sentido de ‘consolador’ e de ‘intercessor’.

O Paráclito que Jesus vai enviar é o Espírito Santo – apresentado aqui como o ‘Espírito da Verdade’. Por vezes, sentimo-nos desanimados e frustrados, diante de um futuro que não sabemos até onde conduzirá a humanidade. No entanto, nós os crentes temos razões para ter esperança: Jesus garantiu-nos que não nos deixaria órfãos e que estaria sempre a nosso lado.

Na nossa leitura do mundo e da história, o que é que prevalece: o pessimismo de quem se sente só e perdido no meio de forças de morte, ou a esperança de quem está seguro de que Jesus ressuscitado continua presente, a acompanhar a caminhada do Seu povo pela história?


Vivamos sempre com esta certeza: por mais escuro que seja o caminho, por mais pedras que existam na estrada… Jesus caminha connosco e envia-nos o Consolador, o Espírito Santo para nos fortalecer e dar coragem nesta peregrinação até ao Céu!

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

NCT - Novo Cantemos Todos

O Matrimónio: Caminho de Amor para a meta da Santidade

«O Matrimónio existe para que aqueles que o contraem se santifiquem nele e através dele. Para isso, os cônjuges têm uma graça especial que o Sacramento instituído por Jesus Cristo confere. Quem é chamado ao estado matrimonial, encontra nesse estado - com a graça de Deus - tudo o que é necessário para ser santo, para se identificar cada dia mais com Jesus Cristo e para levar ao Senhor as pessoas com quem convive.

É por isso que penso sempre com esperança e com carinho nos lares cristãos, em todas as famílias que brotaram do Sacramento do Matrimónio, que são testemunhos luminosos desse grande mistério divino - sacramentum magnum! (Ef. 5, 32), grande sacramento - da união e do amor entre Cristo e a sua Igreja. Devemos trabalhar para que essas células cristãs da sociedade nasçam e se desenvolvam com afã de santidade, com a consciência de que o Sacramento inicial - o Baptismo - confere já a todos os cristãos uma missão divina, que cada um deve cumprir no caminho que lhe é próprio.

Os esposos cristãos têm de ter consciência de que são chamados a santificar-se santificando, a ser apóstolos, e de que o seu primeiro apostolado está no lar. Devem compreender a obra sobrenatural que significa a fundação de uma família, a educação dos filhos, a irradiação cristã na sociedade. Desta consciência da própria missão dependem, em grande parte, a eficácia e o êxito da sua vida, a sua felicidade.

Nunca deixo de dizer aos que foram chamados por Deus a formar um lar que se amem sempre, que se queiram com o amor cheio de entusiasmo que tinham quando eram noivos. Pobre conceito tem do Matrimónio - que é um sacramento, um ideal e uma vocação - quem pensa que o amor acaba quando começam as penas e os contratempos que a vida traz sempre consigo. É então que o amor se fortalece.

As torrentes dos desgostos e das contrariedades não são capazes de submergir o verdadeiro amor. O sacrifício partilhado generosamente une mais. Como diz a Escritura, aquae multae - as muitas dificuldades, físicas e morais - non potuerunt extinguere caritatem (Cant. 8,7), não poderão apagar o amor».


quarta-feira, 21 de maio de 2014

O diálogo e o anúncio não se excluem um ao outro

O diálogo inter-religioso «não implica relativizar a fé cristã», diz o Papa Francisco numa mensagem enviada ao Cardeal Jean-Louis Tauran, por ocasião dos 50 anos do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso.

O Papa recorda antes de tudo que o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso nasceu durante o Concílio Vaticano II, por vontade de Paulo VI. Nessa ocasião, «a Igreja – observa o Papa - sentia-se animada por um sincero desejo de encontro e de diálogo com toda a humanidade».

Aliás, continua o Papa, «o diálogo só é possível a partir da própria identidade».

Como foi mostrado por São João Paulo II, reitera o Papa Francisco, «diálogo e anúncio não se excluem mutuamente, mas têm uma íntima ligação, embora se tenha que manter distintos e não devem ser nem confusos nem instrumentalizados ou considerados equivalentes ou intercambiáveis».

Como Cristo a caminho de Emaús, continua o Papa, «a Igreja deseja fazer-se próxima e companheira de viagem de cada homem».

Neste contexto, garante o Papa, «a Igreja estará sempre mais empenhada a percorrer o caminho do diálogo e a intensificar a cooperação, já frutuosa, com todos aqueles que pertencem a diferentes tradições religiosas e partilham a vontade de construir relações de amizade e tomam parte nas numerosas iniciativas de diálogo».

Por fim, o Pontífice agradece ao Dicastério para o Diálogo Inter-religioso pelo trabalho realizado nestes 50 anos e espera que continue «com renovado entusiasmo a sua missão, que vai beneficiar também a própria causa da paz e do autêntico progresso dos povos».

Rádio Vaticano

Matrimónio: único lugar onde o homem e a mulher se doam totalmente

«A Revelação cristã conhece dois modos específicos de realizar a vocação da pessoa humana na sua totalidade ao amor: o Matrimónio e a Virgindade. Quer um quer outro, na sua respectiva forma própria, são uma concretização da verdade mais profunda do homem, do seu ‘ser à imagem de Deus’.

Por consequência a sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os actos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Esta realiza-se de maneira verdadeiramente humana, somente se é parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até à morte. 

A doação física total seria falsa se não fosse sinal e fruto da doação pessoal total, na qual toda a pessoa, mesmo na sua dimensão temporal, está presente: se a pessoa se reservasse alguma coisa ou a possibilidade de decidir de modo diferente para o futuro, só por isto já não se doaria totalmente.

Esta totalidade, pedida pelo amor conjugal, corresponde também às exigências de uma fecundidade responsável, que, orientada como está para a geração de um ser humano, supera, por sua própria natureza, a ordem puramente biológica, e abarca um conjunto de valores pessoais, para cujo crescimento harmonioso é necessário o estável e concorde contributo dos pais.

O ‘lugar’ único, que torna possível esta doação segundo a sua verdade total, é o Matrimónio, ou seja o pacto de amor conjugal ou escolha consciente e livre, com a qual o homem e a mulher recebem a comunidade íntima de vida e de amor, querida pelo próprio Deus que só a esta luz manifesta o seu verdadeiro significado.

A instituição matrimonial não é uma ingerência indevida da sociedade ou da autoridade, nem a imposição extrínseca de uma forma, mas uma exigência interior do pacto de amor conjugal que publicamente se afirma como único e exclusivo, para que seja vivida assim a plena fidelidade ao desígnio de Deus Criador. Longe de mortificar a liberdade da pessoa, esta fidelidade põe-na em segurança em relação ao subjectivismo e relativismo, fá-la participante da Sabedoria Criadora»

São João Paulo II


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