"Raios de Luz"


quinta-feira, 15 de maio de 2014

«Sou cristã e nunca reneguei a minha fé»

Um tribunal de Cartum condenou ontem uma cristã sudanesa de 27 anos à morte por renegar o Islão, apesar dos apelos de embaixadas ocidentais em defesa da liberdade religiosa da mulher.

A mulher, grávida de oito meses, está actualmente detida com o filho de 20 meses, de acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional, que exigiu a sua libertação imediata.

«Demos um prazo de três dias para que renegasse a sua fé, mas insistiu em não voltar ao Islão. Condeno-a à pena de morte por enforcamento», declarou o juiz Abbas Mohammed al-Khalifa, que tratou sempre a mulher pelo nome de família do pai, um muçulmano.

Meriam Yahia Ibrahim Ishag - o nome cristão da mulher - foi também condenada a 100 chicotadas por ‘adultério’.

Ao ouvir o veredito, a jovem manteve-se impassível.

Durante a audiência, e depois de uma longa intervenção do líder religioso muçulmano, que procurou converter a cristã, a mulher disse calmamente ao juiz: «Sou cristã e nunca reneguei a minha fé». Segundo a imprensa local, a sentença de morte será executada logo nasça a criança.


REZEMOS PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS!

Crisma em Mafra

No passado Domingo, dia 11 de Maio a Paróquia de Mafra recebeu o Exmo. e Revmo. Bispo Auxiliar de Lisboa - D. Nuno Brás - para conferir o Sacramento do Crisma.

«Hoje, aqui, é dia de Pentecostes.»
Foi assim que Sua Ex.a Rev.ma, D. Nuno Brás iniciou a Celebração da Santa Missa no decorrer da qual crismaria 57 cristãos que se quiseram fazer confirmar na Fé da Igreja e que para o mesmo se prepararam ao longo dos últimos 6 meses.

Mais que uma mera Celebração ou uma formalidade para se poder apadrinhar, o Sacramento do Crisma é o culminar de uma etapa de preparação e o início de uma nova vida para cada crismando, uma vida em que cada um é chamado a evangelizar e a espalhar a Boa Nova do Reino de Deus.

Dos 57 crismandos, 4 pertencem ao Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro, 4 elementos que atingiram finalmente a maturidade Cristã e que procuram agora, mais que antes, transmitir a Fé da Igreja Católica às gerações vindouras.

Afortunadamente para os crismandos, esta Celebração ocorreu precisamente naquele que para a Igreja é o Domingo do Bom Pastor, o Domingo em que se celebra O Pastor por excelência que é Cristo, que oferece a vida pela Sua grei. Diz o salmo deste domingo: «Com óleo me perfumais a cabeça / E meu cálice transborda», o óleo de que se fala é o Óleo do Santo Crisma, com que os crismandos são ungidos, composto do azeite que marca onde toca e de bálsamo, porque o cristão deve irradiar «O bom perfume de Cristo».

Realmente, foi dia de Pentecostes em Mafra! O Espírito Santo desceu sobre os crismandos, tal como desceu há 2000 anos sobre os Apóstolos e a Virgem Santa Maria no Cenáculo. Assim, temos a esperança de que tal como há 2000 anos, o Espírito do Senhor faça de cada um dos recém-crismados um Santo.

Um Sacramento, uma Missão, uma Nova Etapa! Foi um grande dia, um dia especial, vivido ao máximo. Foi algo único! Aproximar-me do sucessor dos Apóstolos que estava ali para me confirmar, chegar lá, e de joelhos, sentir o sinal que o Bispo me fez na testa, é a melhor de todas as sensações! Senti que estava pronta para seguir o meu caminho em Igreja. Senti-me em paz! É certo que este Sacramento me deu força para continuar, me deu coragem. Outra coisa que senti, foi que não estava sozinha, tinha alguém a apoiar-me ao meu lado, e tenho a certeza que confiei a missão de me ajudar a crescer ainda mais na Fé a pessoa certa!
Testemunho de Inês Bento (JMV Sobreiro)

«Marco, recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o Dom de Deus.»
Foi com estas palavras, tantas vezes proferidas, mas que são sempre sentidas de modo tão pessoal, que me tornei um adulto na Fé.
Num dia de emoções que culminou com uma Celebração que só acontece uma vez na vida, o dia 11 de Maio ficará, sem dúvida, para sempre na minha memória.
 Testemunho de Marco Batalha (JMV Sobreiro)




sábado, 10 de maio de 2014

O Terço: arma poderosa para alcançar a Paz

«A pé, milhares de fiéis rumam em direcção a Fátima. Têm um encontro marcado com “a Senhora mais brilhante do que o sol”, que os espera onde, em 1917, apareceu a três pastorinhos. Por essas estradas fora, arrastam alegrias e tristezas, penas próprias e dores alheias, acções de graças e petições, nas contas do terço que desgranam pelos caminhos da nossa terra. E, no bordão, a esperança que não desfalece, mesmo quando o cansaço entorpece o andar.

A fé é caminho. Desde tempos imemoriais, os cristãos peregrinam em direcção aos Lugares Santos. Neste ano, é a Terra Santa que vem ao encontro dos romeiros da Cova da Iria, na pessoa do Patriarca latino de Jerusalém, Sua Beatitude Fouad Twal. Não é só Maria mas também a sua terra e as suas gentes que vão estar presentes nas celebrações da primeira aparição mariana. Duas terras de Santa Maria vão, assim, encontrar-se no altar do mundo: a Palestina, que é a pátria terrena da Mãe de Deus, e esta nossa pátria, de que ela é, há já vários séculos, padroeira e rainha.

Foi em 1914, faz agora um século, que começou a primeira Guerra Mundial, a que a Senhora do Rosário quis pôs termo pela oração e sacrifícios dos seus filhos. Neste centenário desse conflito, a presença do Patriarca de Jerusalém na Cova da Iria recorda que o terço, que logrou a “conversão da Rússia”, é o meio mais eficaz para alcançar a paz na Terra Santa.

“Si vis pacem, para bellum”, isto é, se queres a paz, prepara-te para a guerra. A paz na Palestina, a pátria de Jesus, requer o uso diário de uma arma poderosa: o terço de Nossa Senhora. Porque cada conta é uma bala contra a guerra e um passo para a paz».

Pe. Gonçalo Portocarrero Almada

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Maria, nossa Mãe do Céu!

«Quanto cresceriam em nós as virtudes sobrenaturais se conseguíssemos verdadeira devoção a Maria, que é Nossa Mãe! Não nos importemos de lhe repetir durante todo o dia – com o coração, sem necessidade de palavras – pequenas orações, jaculatórias. A devoção cristã reuniu muitos desses elogios carinhosos na Ladainha que acompanha o Santo Rosário. Mas cada um de nós tem a liberdade de os aumentar, dirigindo-lhe novos louvores, dizendo-lhe o que – por um santo pudor que Ela entende e aprova – não nos atreveríamos a pronunciar em voz alta.

Aconselho-te – para terminar – que faças, se o não fizeste ainda, a tua experiência particular do amor materno de Maria. Não basta saber que Ela é Mãe, considerá-la deste modo, falar assim d'Ela. É tua Mãe e tu és seu filho; quer-te como se fosses o seu único filho neste mundo. Trata-a de acordo com isso: conta-lhe tudo o que te acontece, honra-a, ama-a. Ninguém o fará por ti, tão bem como tu, se tu não o fizeres.

Asseguro-te que, se empreenderes este caminho, encontrarás imediatamente todo o amor de Cristo; e ver-te-ás metido na vida inefável de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Conseguirás forças para cumprir bem a Vontade de Deus, encher-te-ás de desejos de servir todos os homens. Serás o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça, alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo.


Este e não outro é o carácter da nossa fé. Recorramos a Santa Maria, que Ela nos acompanhará com um passo firme e constante».

São Josemaría Escrivá

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Domingo IV da Páscoa

Na nossa cultura, a figura do “Pastor” é uma figura de outros tempos, ude m mundo parado em amplos espaços verdes. Ao propor-nos a figura bíblica do Bom Pastor, o Evangelho propõe como modelo de Pastor alguém que oferece a vida, que serve, que respeita a liberdade das pessoas, que se dedica totalmente e que ama gratuitamente.

Para nós, cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. Contudo, quantas vezes não temos outros “pastores” que nos arrastam e que são as referências fundamentais à volta das quais construímos a nossa existência? 

O que é que nos conduz e condiciona as nossas opções? Cristo? Ou a voz do política e socialmente correcto? A voz da opinião pública? A voz do comodismo e da instalação? A voz do preservar os nossos esquemas e os nossos privilégios? A voz do êxito e do triunfo?

Para que distingamos a voz de Jesus no meio de tantos outros apelos, de propostas enganadoras que não conduzem à vida plena, é preciso um permanente diálogo íntimo com o Bom Pastor, com Aquele que conhece as ovelhas e dá a Sua vida por elas.


Para que o rebanho – que somos nós! – não se deixe enganar pelos lobos que muitas vezes se disfarçam de pastores, é preciso um encontro permanente com Cristo, rezando, ouvindo a Sua Palavra e frequentando os Sacramentos que a Igreja nos oferece.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
- com partituras

terça-feira, 6 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rezar o Terço com companhia! - Mistérios Gozosos

Muitas das vezes queixamo-nos que não queremos rezar o Terço sozinhos, porque é cansativo, porque não sabemos como se reza ou até mesmo porque não nos motiva...

Pois bem, a JMV Sobreiro lança um novo desafio aos nossos amigos e seguidores: rezar o terço connosco! Para isso, gravámos uma recitação do Terço na Igreja do Sobreiro e queremos gravar também os Mistérios Dolorosos, Gloriosos e os Luminosos.



Para já, aqui fica o desafio: rezem connosco os Mistérios Gozosos do Rosário.

Esperamos ajudar-vos a cumprir aquilo que Nossa Senhora tanto pediu em Fátima:
  «Quero que rezem o Terço todos os dias!»

JMV Sobreiro lembra o Dia da Mãe

Ontem foi mais um Dia da Mãe em Portugal, dia em que se celebra todas as mães, mostrando o carinho que temos por elas, com flores, presentes, outras pequenas surpresas ou mesmo pequenos gestos que podem alegrar um pouco mais o dia de quem deu muito de si por cada um de nós.

E, como seria de esperar, o Grupo de Jovens do Sobreiro não pode deixar passar este dia sem fazer um pequeno mimo e mostrar o nosso amor e carinho por todas as mães da nossa comunidade, como já temos vindo a fazer em anos anteriores.

Então, neste ano, fizemos algumas bolachas, nomeadamente de limão, canela e manteiga, que distribuímos por todas as mães que foram à missa ao Sobreiro neste Domingo, para tornar este dia tão especial um pouco mais doce. Juntamente com as bolachas, entregámos ainda uma pequena imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus ao colo e uma oração a Nossa Senhora, lembrando a nossa Mãe do Céu, neste dia em que se celebra todas as mães da Terra.

Para além deste pequeno gesto, como já tem sido habitual durante este mês de Maio, o mês de Maria, nossa Mãe, a comunidade reza o terço na capela do Sobreiro, todos os dias às 19 horas, como nos foi pedido por Nossa Senhora, nas suas aparições aos Pastorinhos em Fátima. E, sendo dia da Mãe, não podemos deixar quem mais amamos fora das nossas orações.


Assim passou mais um Domingo especial no Sobreiro, o dia da Mãe, com a distribuição de um pequeno mimo docinho e o terço rezado pela comunidade, oração que a nossa Mãe, de todos nós, nos pediu que rezássemos, lembrando todas as nossas mães, porque todo o esforço e amor que elas nos transmitiram não podem ser esquecidos e devem ser sempre comemorados.

Maria Santíssima, Mãe da Igreja e Nossa Mãe

«O mês de Maio é o mês de Maria Santíssima, Mãe da Igreja e Nossa Mãe. A vivência deste mês há-de ser, por isso, muito voltada para os Mistérios do Filho de Deus que nos são expressos na maternidade Divina. Caminhemos ao longo deste mês com Maria Santíssima Senhora do Sim aquando da visita do Anjo. Vivamos com diligente caridade a visita a sua prima Santa Isabel.

Contemplemos com o coração cheio de Amor o nascimento discreto do Salvador no presépio de Belém. Apresentemos o menino no Templo, mesmo que isso seja desígnio e profecia de dor e de espírito trespassado.

Acompanhemos com esforçada compreensão a fuga para o Egipto e como experiência libertadora o regresso à Pátria. Paremos diante da perda do menino e descansemos no desejo que Ele teve de estar “nas coisas de Seu Pai”. Permaneçamos firmes na Fé com Maria quando ela pede aos discípulos de Seu Filho que “façam o que Ele disser” ou quando se vê exaltada na humildade quando escuta que mais feliz por ser mãe e irmão é “aquele que ouve a palavra de Deus e a põe em prática”. De um modo especial neste tempo pascal que acompanha, quase na totalidade, o decurso deste mês de Maio, vivamos a dor e o silêncio do túmulo junto à Senhora das Dores ou a experiência da Ressurreição com Nossa Senhora da Alegria. Todos estes mistérios de Jesus são festas e invocações de Maria Santíssima.

São encontros e intercessões da Mãe de Deus e mãe nossa, pela Igreja e pelos baptizados. Neste mês prostremos o nosso coração por terra diante de Deus que “escolhe o fraco para confundir o forte”. Escolhe o humilde para levar a bom caminho a obra de Salvação da humanidade. Na senda de Maria, alegremo-nos por sermos discípulos do Filho, pois na simplicidade dessa entrega encontramos a beleza da nossa doação. Encontramos a realidade de um Deus que escolhe a natureza humana para nela habitar.

 Este é o mês do terço, o mês das romarias aos santuários marianos, é o mês de darmos à nossa Mãe Santíssima do Céu a alegria de cumprirmos os pedidos de Seu Filho: “Convertei-vos, mudai de vida”. 

Voltemos o olhar do nosso coração para Maria, a Senhora de Fátima que nos recordou a Penitência e a Oração e façamos desse pedido o nosso meio de santificação de cada momento do nosso dia e de cada dia do nosso mês».


P. Pedro Manuel - Diocese de Faro

domingo, 4 de maio de 2014

Consagração a Nossa Senhora


Ó Senhora minha, ó minha Mãe,
eu me ofereço todo a Vós,
e em prova da minha devoção para convosco,
Vos consagro neste dia e para sempre,
os meus olhos, os meus ouvidos,
a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.

E porque assim sou Vosso,
ó incomparável Mãe,
guardai-me e defendei-me como propriedade Vossa.
Lembrai-vos que Vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa.

Ah! guardai-me e defendei-me como coisa própria Vossa.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Maria, minha Senhora e minha Mãe

No Seu maravilhoso plano, Deus Pai quis ter uma multidão de filhos, entre os quais quis que Jesus fosse o Primogénito. Quando o Senhor projectou esse plano precisava que Jesus e os Seus demais filhos tivessem uma Mãe.

Para que Jesus fosse o Primogénito de todas as criaturas era preciso que a Mãe d'Ele fosse também a Mãe de todos os outros irmãos.

No pensamento de Deus, a primeira criatura projectada foi aquela que Ele escolheu para ser a Mãe do seu Filho feito homem e de todos os outros filhos. A primeira de todas as novas criaturas é Maria. Foi no alto do Calvário que Cristo assinou, não com a tinta, mas com o Seu Sangue, aquele testamento no qual declara que Maria é nossa Mãe. São João testemunha esse facto no seu Evangelho:


«Vendo Sua mãe e o discípulo que Ele amava, Jesus disse a Sua mãe: 'Mulher, eis o teu filho'. A seguir, disse ao discípulo: 'Eis a tua mãe'» (Jo 19, 26-27).

Desde toda a eternidade, desde que Deus é Deus, desde que o Pai concebeu esse plano maravilhoso, em que o Seu Filho viria a este mundo… Desde esse momento, Maria já era a escolhida d'Ele para ser a nossa Mãe.

Notemos bem: Para ser a minha Mãe desde toda a eternidade, Maria já tinha sido escolhida pelo Pai. Mãe de Jesus, minha Mãe e Mãe de todos os meus irmãos, para que Ele fosse o Primogénito de todas as criaturas.

Eu Vos dou graças, ó Pai, porque desde toda a eternidade, antes que eu existisse, Maria já era minha Mãe e eu já era Seu filho.


III Domingo da Páscoa

O Evangelho deste III Domingo do Tempo Pascal remete-nos novamente para a tarde do Domingo de Páscoa, no qual Jesus tinha ressuscitado de entre os mortos.

Sob as aparências de um peregrino, Jesus junta-se aos dois discípulos que se dirigem para Emaús e falam, entre si, dos acontecimentos surpreendentes da Sexta-feira anterior, em Jerusalém. Os discípulos estão tristes, desanimados... esperavam um Messias glorioso e vencedor e encontram-se diante de um derrotado, que tinha morrido na Cruz.

Jesus caminha junto daqueles dois homens que perderam quase toda a esperança, de modo que a vida começa a parecer-lhes sem sentido. Compreende a sua dor e penetra nos seus corações. Também connosco o Senhor age assim! Apesar de muitas vezes perdermos a esperança e nos sentirmos desanimados, Jesus compreende a nossa dor e dá-nos alento para caminhar.

A conversa dos dois discípulos com Jesus a caminho de Emaús, resume perfeitamente a desilusão dos que tinham seguido o Senhor, diante do aparente fracasso que representava para eles a Sua morte. Jesus, em resposta ao desalento dos discípulos, vai pacientemente descobrindo-lhes o sentido de toda a Sagrada Escritura acerca do Messias: “Não era preciso que o Cristo padecesse estas coisas e assim entrasse na Sua glória?”

A cruz não é um fracasso, mas o caminho escolhido por Deus para o triunfo definitivo de Cristo sobre o pecado e sobre a morte!

Depois da escuta da Palavra e o partir o Pão, os discípulos de Emaús sentem necessidade de voltar a Jerusalém, partindo para anunciar a descoberta aos irmãos e , junto com eles, proclamar que  “ O Senhor ressuscitou.”


Procuremos também nós saber fazer esta caminhada, sabendo que apesar das tristezas e desânimos, o Senhor está connosco e nos acompanha. Depois de nos encontrarmos com Ele, não fiquemos calados, mas sigamos o exemplo dos discípulos de Emaús e caminhemos a anunciar que o Senhor ressuscitou verdadeiramente!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Aclamai o Senhor - J. Santos
Comunhão: Os discípulos reconheceram - C. Silva
Pós-Comunhão: Surrexit Christus - Taizé
Final: Com minha Mãe estarei - Popular


quinta-feira, 1 de maio de 2014

«Rezem o Terço todos os dias!»


Que este mês que hoje começa sirva para fomentar a devoção a esta prática tão querida pelo Céu. Disse Nossa Senhora: «Se fizerem o que eu vos disser, salvarão-se-ão muitas almas e terão a paz.».

Como é habitual todos os anos, e atendendo ao pedido de Nossa Senhora, a partir de hoje e durante todo o mês de Maio, será rezado o Terço do Rosário na capela da Igreja do Sobreiro pelas 19h00.

Sois toda bela, ó Maria!


«Sois toda bela, ó Maria, e mancha não existe em Vós.
Como é bela, como é suave, nas delícias,
a Vossa Imaculada Conceição!
Vinde, vinde do Líbano;
vinde, vinde, Vós sereis coroada!

Avançais como a aurora resplandecente,
Vós trazeis as alegrias da salvação.
Por meio de Vós, levantou-se o Cristo Deus,
Sol da Justiça, ó brilhante Porta da Luz!
Como o lírio entre os espinhos,
Assim, entre as jovens, Vós sois a Virgem abençoada.
As Vossas vestes brilham e são brancas como a neve,
O Vosso rosto é como o sol.

Jardim fechado, Fonte selada, Mãe de Deus
e Paraíso da Graça!
A chuva cessou e desapareceu,
o Inverno foi-se e as flores surgiram.
E Sobre a Terra uma voz se fez ouvir,
tão doce voz, voz das pombas.
Voai até nós, ó pomba infinitamente bela!
Levantai-vos, apressai-vos e vinde!»

(Oração do Século  XIV)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

O Mês dedicado a Nossa Senhora

Inicia-se amanhã o mês de Maio, tradicionalmente chamado de Mês de Maria e por todo o mundo, em muitas igrejas e em muitos lares, se reaviva a oração diária do Terço, algo tão esquecido nos dias de hoje.

No mês em que a Igreja dedica especial atenção à Mãe de Deus, meditemos na forma como surge em nós o desejo de conviver com a Virgem Santa Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Para compreendermos o papel que Maria desempenha na vida cristã, para nos sentirmos atraídos por Ela, para desejar a sua amável companhia com filial afecto, não são precisas grandes especulações, embora o mistério da Maternidade divina tenha uma riqueza de conteúdo sobre a qual nunca reflectiremos bastante.


Diz-nos São Josemaria Escrivá que «a fé católica soube reconhecer em Maria um sinal privilegiado do amor de Deus. Deus chama-nos, já agora, seus amigos; a sua graça actua em nós, regenera-nos do pecado, dá-nos forças para que, entre as fraquezas próprias de quem é pó e miséria, possamos reflectir de algum modo o rosto de Cristo».

«A relação de cada um de nós com a nossa própria mãe pode servir-nos de modelo e de pauta para a nossa intimidade com a Senhora do Doce Nome, Maria. Temos de amar a Deus com o mesmo coração com que amamos os nossos pais, os nossos irmãos, os outros membros da nossa família, os nossos amigos ou amigas. Não temos outro coração. E com esse mesmo coração havemos de querer a Maria.»

Maio é portanto o mês em que também nós devemos dedicar mais tempo a meditar sobre a vida de Nossa Senhora e reacender (caso tenha esmorecido) o hábito da oração diária do Terço.

Exactamente há 49 anos, o Papa Paulo VI escrevia a encíclica Mense Maio na qual nos dizia: «Muito nos-agrada e consola este piedoso exercício, tão honroso para a Virgem e tão rico de frutos espirituais para o povo cristão. Maria é sempre caminho que leva a Cristo. Nenhum encontro com ela pode deixar de ser encontro com o próprio Cristo. E que outra coisa significa o recurso contínuo, a Maria, senão procurar, entre os seus braços, nela, por ela e com ela, Cristo nosso Salvador, a quem os homens, no meio dos desvarios e dos perigos da terra, têm o dever e sentem constante necessidade de dirigir-se, como a porto de salvação e fonte transcendente de vida?»

Por vezes, de forma errada, há quem afirme que se dedica demasiado tempo à piedade popular da oração do Terço e à devoção a Nossa Senhora. Não só o Papa Paulo VI como muitos outros Sumo Pontífices e  Santos referiram que nunca é demais a devoção que temos a nossa Senhora.

Maria é Mãe! É Mãe de Deus e nossa Mãe. Quem melhor que esta Santa Mãe para nos conduzir até Jesus Cristo? Procuremos neste mês aproximar-nos de Jesus, de uma forma simples e fácil, através de Nossa Senhora e da oração do Terço.

Sozinho, em comunidade, pela rádio ou através das novas tecnologias disponíveis, não demos por perdidos cerca de 30 minutos nos quais podemos fazer companhia a Nossa Senhora e meditar nos Mistérios do Rosário. Num dia com 24 horas, mesmo rezando o Terço, ainda nos sobram 23 horas e 30 minutos. Pensemos bem nisso!



Áudio e Vídeo - Terço rezado pela JMV Sobreiro:

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