"Raios de Luz"


domingo, 27 de abril de 2014

Santos de Deus


«Todos os homens, tanto considerados individualmente como reunidos em sociedade, têm o dever de tender sem descanso, durante toda a vida, para a consecução dos bens celestiais, e de usarem só para este fim os bens terrenos sem que o seu uso prejudique a eterna felicidade!».
São João XXIII, Papa

«A vocação do cristão é a santidade, em todos os momentos da vida. Na Primavera da juventude, na plenitude do Verão da idade madura, e depois também no Outono e no Inverno da velhice, e por último, na hora da morte».
São João Paulo II, Papa

sábado, 26 de abril de 2014

O dia dos quatro Papas


O Papa Bento XVI não só irá estar presente amanhã na cerimónia de Canonização de João XXIII e de João Paulo II, como concelebrará com o Papa Francisco! Porém, não estará no altar, mas sim ao lado com os Cardeais que estarão no 'Presbitério' já montado na Praça de São Pedro!

Amanhã será um dia histórico para a Igreja Católica e para o mundo inteiro! As celebrações terão início pelas 08h30, hora de Lisboa. Nesta noite, realizar-se-ão várias vigílias, em Roma, na Polónia, por toda a Itália e por todo o mundo, invocando os novos Santos da Igreja Católica.

Entretanto, já foi colocada a nova lápide no túmulo de João Paulo II, com a inscrição "Santo", substituindo a de "Beato"!

REZEMOS PELA IGREJA!



quinta-feira, 24 de abril de 2014

Oração a São João Paulo II


Ó São João Paulo II, da janela do Céu, dá-nos a tua bênção!

Abençoa a Igreja, que amaste, serviste e guiaste,
 incentivando-a a caminhar com coragem pelos caminhos do mundo, 
para levar Jesus a todos, e todos a Jesus.

Abençoa todos os jovens que foram a tua grande paixão. 
Faz com que possam sonhar e olhar para o Alto, 
para encontrar a luz que ilumina os caminhos da vida na Terra.

Abençoa todas as famílias, abençoa cada família!
Tu percebeste o ataque de Satanás contra esta preciosa
e indispensável centelha do Céu, que Deus acendeu na terra: 
Com a tua intercessão protege todas as famílias
e toda a vida que nasce em cada família!

Intercede pelo mundo inteiro, marcado por tensões, guerras e injustiças. 
Tu, que te opuseste à guerra, invocando o diálogo e semando o amor:
Intercede por nós, para que possamos ser semeadores incansáveis ​​da paz.

São João Paulo II, da janela do Céu, onde te vemos junto à Virgem Maria,
 faz descer sobre todosnós todas as bênçãos de Deus.

Ámen .

(Cardeal  Angelo Comastri)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Papa João Paulo II e o Domingo da Divina Misericórdia

«O Santo Padre João Paulo II quis que fosse celebrada neste [próximo] Domingo a Festa da Divina Misericórdia: na palavra ‘misericórdia’, ele encontrava resumido e novamente interpretado para o nosso tempo todo o mistério da Ressurreição.

Ele viveu sob dois regimes ditatoriais e, no contacto com a pobreza, a necessidade e a violência, experimentou profundamente o poder das trevas, pelas quais o mundo também neste nosso tempo está afligido. Mas experimentou também, e não menos fortemente, a presença de Deus que se opõe a todas estas forças com o seu poder totalmente diverso e divino: com o poder da misericórdia

É a misericórdia que põe um limite ao mal. Nela expressa-se a natureza muito peculiar de Deus a sua santidade, o poder da Verdade e do Amor.


[Em 2005], depois das primeiras Vésperas desta Festa, João Paulo II terminava a sua existência terrena. Ao morrer ele entrou na luz da Divina Misercórdia da qual, além da morte e a partir de Deus, agora nos fala de modo novo. «Tende confiança - diz-nos ele - na Divina Misericórdia!»

A Misericórdia é a veste de luz que o Senhor nos concedeu no Baptismo. Não devemos deixar que esta luz se apague; ao contrário, ela deve crescer em nós todos os dias, para levar ao mundo o feliz anúncio de Deus».
15 de Abril de 2007

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA
- com partituras:

Entrada: Entrai na alegria e na glória - F. Valente - BML 66
Comunhão: Porque Me vês, acreditas - Az. Oliveira
Pós-Comunhão: Surrexit Christus, Aleluia! - Taizé
Final: Abri as portas a Cristo! - Hino ao futuro Santo, o Papa João Paulo II [Áudio]

BML - Boletim de Música Litúrgica

«A Páscoa, a Ciência e o Sudário»


«No domingo de Páscoa, os cristãos festejam a ressurreição de Cristo que, segundo os Evangelhos, ocorreu ao terceiro dia depois da sua crucifixão e morte. Este mistério da fé, que é o fundamento do Cristianismo, é também um facto histórico que a ciência não desconhece.

Muito embora ninguém tenha assistido à ressurreição, mais de quinhentas pessoas viram Jesus de Nazaré depois de ter ressuscitado, que lhes apareceu em várias circunstâncias, momentos e lugares. O testemunho, unânime, de uma tão grande quantidade de pessoas dá ao acontecimento a consistência de um facto cientificamente comprovado. Muitas outras realidades históricas não têm, a seu favor, tantas testemunhas contemporâneas.

Mas há também uma prova documental de irrefutável valor científico: o sudário de Turim, que constitui, em terminologia forense, o “corpo do delito” verificado em Jerusalém, aproximadamente nos anos trinta da nossa era. Os peritos em medicina legal são unânimes no seu veredicto: esse pano é, com efeito, uma mortalha que envolveu o cadáver de um homem novo, que foi crucificado depois de ter sido flagelado, coroado com espinhos e ferido, já morto, por uma lança que o perfurou entre a quinta e a sexta costela. 

Os exames merceológico e palinológico confirmam que o tecido, típico da Palestina do século I, tem aproximadamente dois mil anos e esteve em contacto com um corpo morto, entre 36 e 40 horas, precisamente o tempo decorrido, segundo a Bíblia, entre a morte de Jesus (pelas 15h de sexta-feira) e a sua ressurreição (madrugada de domingo).

É verdade que uma tentativa de datação do sudário pelo método do carbono 14 levou a crer que o mesmo seria posterior a 1260 e anterior a 1390, mas a comunidade científica acolheu com fundado cepticismo o resultado de uma investigação que, entre várias irregularidades, não de todo inocentes, não teve em conta que o tecido foi fervido em azeite em 1503, sofreu um incêndio em 1532 e, ainda, que foi muitas vezes exposto ao ar livre. 

Estas circunstâncias interferiram no resultado desse exame e, por isso, exigiam que se tivesse feito a necessária subtracção dos isótopos recentes, o que não aconteceu.

Mas, se fosse certo que o sudário era de meados dos séculos XII ou XIII, como explicar que, nessa altura, se usasse uma mortalha tecida mais de mil anos antes?! Que razão se poderia apontar para o facto do corpo nele amortalhado ter sido previamente flagelado, “ao modo romano”, e crucificado, se tais procedimentos há mais de mil anos que já não se usavam?!

É chamativo que, no sudário, não conste o mínimo sinal de corrupção, ao contrário do que acontece em qualquer outra mortalha em contacto com um cadáver, bem como o facto de não se conhecer nenhuma técnica, antiga ou actual, que permita aquele tipo de impressão. É também certo que o corpo morto não poderia ter sido retirado por mãos humanas, em cujo caso a respectiva imagem não poderia ter a nitidez e precisão que apresenta.


Ninguém, até à data, conseguiu obter uma imagem semelhante à do sudário e, por isso, os principais cientistas que estudaram este achado arqueológico inclinam-se para a hipótese de que a mesma tenha sido impressa por “irradiação de calor”. A fé diz o mesmo, mas usando um outro nome: ressurreição.

Santo Agostinho dizia que acreditava, para melhor compreender, e que compreendia, para crer melhor. A fé pascal transcende a razão, de modo análogo a como a recta razão se abre ao mistério da fé, que a completa e realiza na plenitude da verdade.
.
Padre Gonçalo Portocarrero de Almada


segunda-feira, 21 de abril de 2014

A alegria de levar Jesus Ressuscitado aos idosos!

Ontem, dia de Páscoa, alguns elementos do Grupo de Jovens do Sobreiro dirigiram-se, de manhã, ao Lar e Centro de Dia do Sobreiro, com o propósito de rezar e cantar um pouco com os utentes, de forma a proporcionar a estes idosos um momento de oração neste dia tão importante da Ressureição do Senhor.

Iniciámos o momento com uma pequena oração e com um Pai-Nosso pelos defuntos do ano que passou e levámos a Cruz a beijar a todos os idosos presentes, seguida pelo Círio Pascal, representando a Luz de Cristo, acompanhando sempre com o cântico “Ressuscitou o Senhor Jesus”, próprio para este Tempo Pascal.

E como já é costume neste tempo de festa, não podemos deixar de distribuir algumas amêndoas por todos os presentes, incluindo as funcionárias que trabalhavam e acompanhavam os idosos neste dia.


Assim, levamos um pouco deste tempo Pascal àqueles que não se podem deslocar à Basílica de Mafra ou mesmo à Igreja do Sobreiro, neste dia de grande importância para todos os Católicos.

sábado, 19 de abril de 2014

Vencida foi a morte! Aleluia!


A nossa Páscoa imolada, Aleluia,
É Jesus Cristo, o Senhor. Aleluia.

Oh nova Páscoa! Oh festa do triunfo
De Cristo glorioso
Que nos veio salvar!

Oh nova Páscoa! Alegria do mundo!
A vida nos abriu
Suas portas de glória!

Oh nova Páscoa! A ceia do festim
Encheu-se de convivas
Celebrando o Senhor!

Oh nova Páscoa! Os baptizados vêm
Com túnicas de festa
Às bodas do Cordeiro!

Oh nova Páscoa! O vencedor da morte,
Jesus Ressuscitado,
Nos dá a vida eterna!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Em paz me deito e descanso tranquilo


«Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, 
mas aniquilou-Se a Si próprio»

Filip 2, 6-11 

Adoramos, Senhor, a Vossa Cruz!

Ouvir o Hino

O estandarte da Cruz proclama ao mundo
A morte de Jesus e a sua glória,
Porque o autor de todo o universo
Contemplamos suspenso do madeiro.

Com um golpe de lança trespassado,
Ficou aberto o Coração de Cristo,
Manando sangue e água como rio,
Para lavar os crimes deste mundo.

Ó árvore fecunda e refulgente,
Ornada com a túnica real,
Sois tálamo, sois trono e sois altar,
Para o corpo chagado e glorioso.

Ó Cruz bendita, só tu nos abriste
Os braços de Jesus, o Redentor,
Balança do resgate que arrancaste
Nossas almas das mãos do inimigo.

Cruz do Senhor, és única esperança,
No tempo da tristeza e da Paixão.
Aumenta nos cristãos a luz da fé,
Sê para os homens o sinal da paz.

«Vigiai e orai, para não entrardes em tentação»

«Permanece junto de Mim» | Taizé

«Disse-lhes, então: 'A Minha alma está numa tristeza de morte. 
Permanecei aqui e vigiai comigo»
 (Mt 26,38).

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Horários das celebrações do Tríduo Pascal - Mafra 2014



Quinta-Feira Santa:

•  21:15h Missa vespertina da Ceia do Senhor, na Basílica (Unção com o Óleo dos Catecúmenos), seguida de Hora Santa (tempo de adoração ao Santíssimo Sacramento até às 00h);

Sexta-Feira Santa, (dia de jejum e abstinência):

10:30h Ofício de Leitura e Hora de Laudes, na Basílica.
15:00h Celebração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, na Basílica;
21:00h Procissão do Enterro do Senhor, na Basílica;

Sábado Santo:

10:30h Ofício de Leitura e Hora de Laudes, na Basílica, (com administração dos ritos preparatórios do Baptismo aos catecúmenos);
21:30h Vigília Pascal, na Basílica (com a administração dos sacramentos da iniciação cristã aos catecúmenos da paróquia);

Domingo de Páscoa:

• Missas no Sobreiro (9.30h), Achada (11h) e na Basílica (11.30h)

Com informações da página oficial do Facebook da Paróquia de Mafra



Quinta-feira Santa: um exemplo a seguir

Na Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com a qual abrimos o Sagrado Tríduo Pascal, meditamos nas palavras de Jesus: «dei-vos o exemplo».

De facto, Jesus deixou-nos um exemplo de amor para também nós nos fazermos servos uns dos outros. Aqueles que nos olham de fora, Jesus pede a cada um de nós o esforço por lavar os pés dos outros, segundo o exemplo que Ele nos deixou. Quanto isso nos custa! Especialmente quando os pés a serem lavados são ásperos. Suportar a carga não é fácil!

Mas a grandiosidade desta celebração neste dia não se prende só com o exemplo que Jesus nos deixou e nos convidou a seguir. Neste dia, recordamos a Instituição da Santíssima Eucaristia.

Dizia o Papa Bento XVI, na celebração de Quinta-feira Santa de 2012:
«A Quinta-feira Santa não é apenas o dia da instituição da Santíssima Eucaristia, cujo esplendor se estende sem dúvida sobre tudo o mais, tudo atraindo, por assim dizer, para dentro dela. Faz parte da Quinta-feira Santa também a noite escura do Monte das Oliveiras, nela Se embrenhando Jesus com os seus discípulos; faz parte dela a solidão e o abandono vivido por Jesus, que, rezando, vai ao encontro da escuridão da morte; faz parte dela a traição de Judas e a prisão de Jesus, bem como a negação de Pedro; e ainda a acusação diante do Sinédrio e a entrega aos pagãos, a Pilatos. Nesta hora, procuremos compreender mais profundamente alguma coisa destes acontecimentos, porque neles se realiza o mistério da nossa Redenção.»

Neste dia, somos convidados a reflectir em três grandes aspectos que nos devem interpelar na nossa vida: em primeiro lugar, o exemplo de Jesus no "Lava-pés" e de como também nós nos devemos esforçar por fazer o mesmo.

No centro da celebração deste dia está a instituição da Santíssima Eucaristia. Jesus deu-nos o Pão do Céu, deu-nos o Seu Corpo, para que ao alimentarmo-nos d'Ele, sejamos fortalecidos do Seu amor e vivamos com Ele e por Ele.

Por fim, mas não menos importante, o exemplo de oração e entrega ao Pai do Céu. Jesus também rezou e pediu ao Pai que O ajudasse naquele momento de provação. Possamos também nós seguir o Seu exemplo e rezar ao Pai, para que nos ajude a caminhar para a santidade.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
(com partituras)

Entrada: Toda a nossa glória está na Cruz - NCT 124
Salmo: O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo
Lava-pés: Recebemos do Senhor - NCT 127
Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento - CEC I pág. 115,116
Pós-Comunhão: Ó Verdadeiro Corpo do Senhor - NCT 269
Trasladação do Santíssimo Sacramento: Tantum ergo sacramentum

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Os instrumentos da Paixão – A lança

«Durante todo esse tempo reinava silêncio e tristeza sobre o Gólgota. O povo assustado dispersara-se, indo esconder-se em casa. A Mãe de Jesus e João, Madalena, Maria, filha de Cleofas e Salomé estavam, em pé ou sentados, em frente à cruz, com as cabeças veladas, chorando. Alguns soldados estavam sentados no barranco, com as lanças fincadas no chão.


A Santíssima Virgem foi novamente presa de angústia e receio de que os verdugos ainda maltratassem o Corpo de Jesus; pois encostaram as escadas à cruz e subindo, sacudiram o santo Corpo conferindo se apenas se fingia morto. Como, porém, notassem que o corpo já estava inteiramente frio e rígido e João, a pedido das mulheres piedosas, a eles se dirigisse para impedir a crueldade, deixaram provisoriamente o corpo do Senhor, mas os carrascos ainda pareciam duvidar da morte do Senhor.

Os parentes de Jesus estavam ainda mais assustados, pela brutalidade com que haviam procedido e com medo de que pudessem voltar. Mas Cássio, oficial subalterno, recebeu de repente uma inspiração sobrenatural. Parando assim entre a cruz do bom ladrão e a de Jesus, ao lado direito do corpo de Nosso Salvador, tomou a lança com ambas as mãos e introduziu-a com tal força no lado direito do Santo Corpo, através das entranhas e do coração.

A Santíssima Virgem e os outros, cujos olhos estavam sempre fixos no Salvador, viram a súbita acção do oficial com grande angústia e acompanharam o golpe da lança com um grito de dor, precipitando-se para a cruz».
 Dos Escritos da Beata Anna Katharina Emmerich

terça-feira, 15 de abril de 2014

Os instrumentos da Paixão – A esponja

«Jesus consumia-se de sede e disse com a língua seca: "Tenho sede”. E como os amigos o olhassem com tristeza, disse-lhes: "Não me podíeis dar um gole de água?" Queria dizer que durante a escuridão ninguém os teria impedido. João, muito incomodado, respondeu: "Senhor, esquecemo-Io mesmo".


Jesus disse ainda algumas palavras, cujo sentido era: "Também os amigos mais íntimos deviam esquecer-se e não me dar a beber, para que se cumprisse a Escritura". Mas esse esquecimento Lhe doeu amargamente. Ofereceram então dinheiro aos soldados, para Lhe dar um pouco de água; eles recusaram, mas um deles tomou uma esponja em forma de pera, embebeu-a em vinagre, que havia lá num pequeno barril de casca de árvore e ainda lhe misturou fel.

Mas o centurião Abenadar, compadecido de Jesus, tomou a esponja do soldado, espremeu-a e embebeu-a de vinagre puro. Ajustou depois um lado da esponja num pedaço curto de uma haste de hissope, que servia de boquilha para chupar, fincou-o na ponta da lança e levantou-a à altura do rosto de Jesus, aproximando-Lhe dos lábios a esponja».

 Dos Escritos da Beata Anna Katharina Emmerich

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Os instrumentos da Paixão – A cruz e os pregos

«Jesus, imagem viva da dor, foi estendido pelos carrascos sobre a cruz; Ele próprio se sentou sobre ela e eles brutalmente O deitaram de costas. Colocaram-Lhe a mão direita sobre o orifício do prego, no braço direito da cruz e aí lhe amarraram o braço. Um deles se ajoelhou sobre o santo peito, enquanto outro lhe segurava a mão, que se estava contraindo e um terceiro colocou o cravo grosso e comprido, com a ponta limada, sobre essa mão cheia de bênção e cravou-o nela, com violentas pancadas de um martelo de ferro.


Depois de terem pregado a mão direita de Nosso Senhor, viram os crucificadores que a mão esquerda, que tinham também amarrado ao braço da cruz, não chegava até o orifício do cravo, que tinham perfurado a duas polegadas distante das pontas dos dedos. Por isso ataram uma corda ao braço esquerdo do Salvador e, apoiando os pés sobre a cruz, puxaram a toda força, até que a mão chegou ao orifício do cravo. Jesus dava gemidos tocantes (…).

Todo o corpo de nosso Salvador tinha-se contraído para o alto da cruz, pela violenta extensão dos braços e os joelhos tinham-se-Lhe dobrado. Os carrascos lançaram-se então sobre esses e, por meio de cordas, amarraram-nos ao tronco da cruz; mas pela posição errada dos orifícios dos cravos, os pés ficavam longe da peça de madeira que os devia suportar. Tinham-Lhe amarrado também o peito e os braços, para os pregos não rasgarem as mãos; o ventre encolheu-se-Lhe inteiramente, as costelas pareciam a ponto de destacar-se do esterno. Foi uma tortura horrorosa.

(…) Tomaram o cravo mais comprido que o das mãos, o mais horrível de todos e, passando-o brutalmente pelo furo feito no pé esquerdo, atravessaram-lhe a marteladas o direito, cujos ossos estalavam, até o cravo entrar no orifício do suporte e, através desse, no tronco da cruz. Olhando de lado a cruz, vi como o prego atravessou os dois pés.

Contei 36 golpes de martelo, no meio dos gemidos claros e penetrantes do pobre Salvador; as vozes em redor, que proferiam insultos e maldições, pareciam-me sombrias e sinistras».


Dos Escritos da Beata Anna Katharina Emmerich

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