"Raios de Luz"


sábado, 8 de março de 2014

Sete Dores de Nossa Senhora: a profecia de Simeão

Andor da Profecia de Simeão - Basílica de Mafra
Ao longo do Tempo Santo da Quaresma, iremos tentar meditar, todos os Sábados, numa das Sete Dores de Nossa Senhora. Apesar de liturgicamente esta Festa se celebrar no dia 15 de Setembro, desde que o Papa São Pio X a fixou nesta data, é proveitoso que nos Sábados do Tempo favorável se medite nestes episódios narrados no Evangelho.

É junto à Cruz que a Mãe de Jesus crucificado se torna a Mãe do Corpo Místico nascido da Cruz, ou seja, de toda a Igreja. Vamos nós pedir auxílio à Rainha dos Mártires, para que nos mantenha afastados do pecado, e nos dê força, auxílio e paciência para levarmos a nossa Cruz, todos os dias da nossa vida.

A primeira dor de Nossa Senhora foi a Profecia de Simeão. Depois deste ancião ter recebido Jesus em seus braços, no Templo de Jerusalém, prediz à Virgem Dolorosa que Seu Filho seria alvo de contradições e perseguições e que por isso, «uma espada trespassará a Tua alma».

A dor de Nossa Senhora não encontrou alívio com o decorrer do tempo; pelo contrário ia aumentando à medida que Jesus crescia em sabedoria e em graça. Numa revelação a Santa Brígida, a Virgem Maria disse que «cada vez que Eu olhava para meu Filho, sentia o meu coração oprimido de uma nova dor e enchiam-se meus olhos de lágrimas».

Diz-nos Santo Afonso Maria Ligório que se Jesus, nosso Rei e Maria Santíssima, nossa bendita Mãe, não recusaram por nosso amor padecer durante toda a Sua vida uma pena tão atroz, não é justo que nós nos lamentemos, se padecemos um pouco.

A imensa caridade de Maria pela Humanidade faz com que se cumpra também n'Ela a afirmação de Cristo: ninguém tem mais amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Com razão os Romanos Pontífices chamaram a Maria Co-redentora: juntamente com o Seu Filho paciente e agonizante, de tal modo padeceu e quase morreu e de tal modo abdicou, pela salvação dos homens, dos Seus direitos maternos sobre o seu Filho, que com razão se pode dizer que Ela redimiu o género humano juntamente com Cristo.

Aprendamos de Nossa Senhora, a Virgem das Dores, a suportar com paciência e amor todas as provações que o Senhor quiser colocar na nossa vida e procuremos ver nas sofrimentos um caminho para a nossa santificação.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Meditações de Quaresma: O Tempo da paciência de Deus

«Neste santo tempo quaresmal, somos chamados a escutar com mais atenção ainda a Santa Palavra que o Senhor nos dirige.
 
Durante os quarenta dias deste período sagrado que nos prepara para a Páscoa, toda a Igreja é chamada a recordar-se que é o novo Israel, um povo consagrado a Deus, reunido pelo Senhor do meio de todas as nações, consagrado pelo Sangue precioso de Cristo, separado do mundo e enviado ao mundo para no mundo fazer brilhar a glória do Senhor.
 
Somos um povo santo, um povo sacerdotal, um povo de testemunhas do Senhor e de intercessores pela inteira humanidade... O que era o antigo Israel de modo figurativo e, em certo sentido, provisório, somos nós agora de modo pleno e definitivo.
 
Assim, nestes dias quaresmais, a Igreja deve voltar ao deserto com a mente, com o coração, com a recordação, com o afecto. A Igreja deve estar atenta ao antigo Israel, pois, como diz o santo Apóstolo, os fatos ocorridos com o antigo povo ‘aconteceram para serem exemplos para nós, a fim de que não desejemos coisas más, como fizeram aqueles no deserto’ e não murmuremos como eles murmuraram e não sejamos infiéis como eles foram.
 
Atenção para não pensarmos: «Somos a Igreja de Cristo, somos o povo da eterna aliança, nada de mal nos acontecerá!» Não caiamos nesta ilusão!
 
O próprio São Paulo nos recorda, na Escritura Santa: ‘Quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair’. E ainda mais Jesus, no Evangelho, nos exorta gravemente à conversão. Se a Igreja é a vinha do Senhor, que jamais será rejeitada, nós somos como aquela figueira que, se no período da paciência de Deus, não der fruto, será cortada do meio da vinha. Eis a Quaresma: tempo da paciência do Senhor para nós!»
 

Domingo I da Quaresma

O primeiro Domingo da Quaresma apresenta-nos, todos os anos, o jejum de Jesus no deserto, seguido das tentações. O Evangelho deste Domingo relata-nos como o Demónio intervém na vida de Jesus, quando o Senhor vai para o deserto.

Diz-nos São João Crisóstomo que Jesus deixa o Maligno agir «para nos dar exemplo de humildade e para nos ensinar que depois do Baptismo, todos nós sofremos maiores tentações, mas não nos devemos assustar com isso. Se não contássemos com as tentações que temos de sofrer, abriríamos a porta a um grande inimigo: o desalento e a tristeza».

A nossa existência nesta terra é uma batalha contínua contra o mal. É esta luta contra o pecado, que devemos intensificar nesta Quaresma, tal como nos deixou como exemplo, Nosso Senhor.

O Demónio promete sempre mais do que pode dar, porque a felicidade está muito longe das suas mãos. Mas para nos experimentar, o Maligno conta com as nossas ambições. E qual é a pior de todas as nossas ambições? A glória pessoal. Muitas vezes, o pior dos ídolos é o nosso próprio eu.

Neste Domingo a liturgia aponta-nos uma atitude: a vigilância. Temos que vigiar, em luta constante, porque dentro de nós permanece a tendência de desejar a glória humana.

Contamos sempre com a graça de Deus para vencer qualquer tentação. Usemos, pois, as 'armas' que a Igreja nos aponta para vencermos esta batalha contra o Demónio: a oração, a Eucaristia, o sacramento da Penitência, a humildade de coração e uma devoção terna e filial a Nossa Senhora.

Quem melhor do que Nossa Senhora para nos ensinar a sermos humildes e pacientes? A Virgem Maria acompanhou Jesus na Sua subida para o Calvário e acompanha-nos a cada um de nós, enquanto carregamos a cruz das nossas vidas.

Façamos nossas as palavras de Santo Afonso: «Ó meu amabilíssimo Jesus, vejo que no passado caí e tornei a cair porque me descuidei de imitar os Vossos divinos exemplos. (...) Fortalecei a minha fraqueza, eu Vo-lo peço, pela mortificação que praticastes, abstendo-Vos por quarenta dias de toda a alimentação, e pela humildade que mostrastes, permitindo que Vos tentasse como a qualquer outro filho de Adão».

 
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada:  Aquele que por mim chamar (M. Luís) - CAC 134-135 [partitura]
Salmo: Pecámos, Senhor [partitura]
Comunhão: Nem só de pão vive o homem - CEC I, pág. 85-86 [partitura]
Pós-Comunhão: Escuta, Israel - CEC II, pág. 136-137 [partitura]
Final: Irmãos convertei o vosso coração - NCT 762 [partitura]

CAC - Cânticos da Assembleia Cristã
CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT- Cantemos Todos Novo


quinta-feira, 6 de março de 2014

Início da Quaresma na Paróquia de Mafra

A Paróquia de Mafra iniciou ontem o Tempo Santo da Quaresma com a celebração da Santa Missa com bênção e imposição das cinzas, na Basílica. Uma celebração que juntou todos os paroquianos das diversas comunidades que compõem a paróquia.

Na homilia, proferida pelo Rev. Padre Luís Barros, os fiéis foram convidados a meditar sobre o que significa a «conversão», tão lembrada neste tempo litúrgico  e a reflectir sobre a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma.

Referia o Padre Luís: «A conversão a que somos, permanentemente, chamados ao longo da nossa vida não deve ser entendida como um simples 'ajustamento' da nossa vida, mas antes como uma autentica 'inversão de marcha'!»

Meditando sobre a Mensagem do Santo Padre para a Quaresma, o prior de Mafra convidou a reflectir sobre as três formas de miséria, que, infelizmente, grassam abundantemente na sociedade actual:

«A primeira destas misérias é a miséria material: a falta de bens essenciais à subsistência do próprio e, muitas vezes, da família que se tem a seu cargo (a falta de alimento, de água, de trabalho…); depois, a miséria moral, ou seja, uma escravatura do vício e do pecado; e por fim, a miséria espiritual, como a perda do sentido da vida e da esperança, fruto de um afastamento de Deus! »

No final da sua homilia, o Padre Luís apelou os presentes a «viver estas semanas com verdadeiro espírito de conversão, invertendo as prioridades de vida e abrindo o coração a Deus e aos irmãos».

Após a Missa, foi rezada a Via Sacra, cuja meditação dos textos ficou a cargo da catequese da Basílica. De uma forma simples e acessível não só aos adultos mas também a todas as crianças que estavam presentes, as meditações interpelavam a reflexão sobre aspectos concretos da vida quotidiana, nas quais, tantas vezes, acabamos por pecar.

Desta forma a Paróquia de Mafra iniciou o «Tempo favorável» lembrando a condição de pecadores que todos nós temos e na urgência de uma conversão que se traduza em aspectos concretos da vida de cada um.

A próxima grande celebração da paróquia será no dia 16 de Março, II Domingo da Quaresma, com a Procissão do Senhor dos Passos e sermão do encontro pelas 15h30.

  

terça-feira, 4 de março de 2014

«Convertei-vos a mim de todo o vosso coração»

«Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus»

Amanhã, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja dá início ao Tempo Santo da Quaresma, no qual somos convidados a aceitar o convite que a Liturgia nos faz, combatendo o amor próprio com todas as nossas forças.

Na primeira Leitura, do Profeta Joel, escutamos um convite à mudança de vida: «Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos». Naquele tempo, o povo de Judá sofria bastantes calamidades e o profeta encorajava assim o povo à conversão. Também a nós se dirigem as palavras do profeta Joel, dia após dia, mas em especial no início da Quaresma!

Com um espírito de Penitência, iniciamos o tempo favorável da Quaresma, como nos recorda São Paulo: «Aquele que não havia conhecido o pecado, diz ele, Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus», para nos deixarmos reconciliar com Deus em Cristo Jesus. O Apóstolo apresenta-se como embaixador de Cristo e mostra claramente como precisamente através de Nosso Senhor, é oferecida a cada um de nós que somos pecadores, a possibilidade de uma reconciliação autêntica.

Detenhamo-nos no apelo que o apóstolo nos faz: «Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus» e ainda: «Este é o tempo favorável, é este o dia da salvação». Com plena consciência da nossa condição de pecadores, simbolizada com a imposição das Cinzas na nossa cabeça, procuremos não endurecer o nosso coração à Palavra do Senhor e busquemos a Misericórdia de Deus.

No Evangelho, Jesus convida-nos a fazermos penitência sem darmos a conhecer aos outros. Somos por isso alertados para não fazer só por fazer, ou apenas para os outros verem, mas sim de coração humilhado e contrito, no silêncio da nossa oração e da nossa intimidade com Deus.

Façamos desta Quaresma um tempo diferente! Não como em tantas outras da nossa vida, cujo convite à conversão nos passa ao lado, acabando por chegar à celebração dos Mistérios Pascais da mesma forma como iniciamos este tempo litúrgico. Rezemos a Jesus, pedindo o Seu auxílio para que vivamos com ardor de coração o Tempo favorável:

«Senhor, que, mais uma vez, me ofereceis o tempo favorável da Quaresma, ajudai-me a vivê-lo no segredo do meu coração. Sei que as coisas exteriores têm a sua importância, mas quero vivê-Ias na Vossa presença. Ajudai-me a crescer na oração, na mortificação, na caridade; mas acima de tudo, ajudai-me a fazê-lo com humildade e sinceridade diante de Vós. Infundo em mim o Espírito Santo para que me conduza e guie pelo deserto da penitência, durante esta Quaresma.»


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Chegaram os dias de Penitência, NCT 432 [partitura]
Salmo: Pecámos, Senhor, tende compaixão de nós (F. Santos) [partitura]
Imposição das Cinzas: Tende compaixão de mim, NCT 442 [partitura]
Comunhão: Aquele que medita (C. Silva) [partitura]
Pós-Comunhão: Perdoai, Senhor (M. Luís) [partitura]


NCT - Cantemos Todos Novo

domingo, 2 de março de 2014

Programa da Quaresma na Paróquia de Mafra 2014


Programa e Horários para o Tríduo Pascal 
na Basílica de Mafra:


Todos os anos, a Paróquia de Santo André da Vila de Mafra tem um vasto programa de celebrações e procissões durante o Tempo da Quaresma. Desde as tradicionais procissões do Encontro, da Penitência da Venerável Ordem Terceira (Terceiros) e das Sete Dores de Nossa Senhora (vulgarmente chamada de procissão da Burrinha), passando pelas celebrações no Tríduo Pascal, no qual se insere também a Procissão do Enterro do Senhor

De salientar que estas procissões só são realizadas graças ao empenho e dedicação da Irmandade do Santíssimo Sacramento que é detentora do espólio artístico que compõe todos os andores que integram as diferentes celebrações.

Disponibilizamos os horários das celebrações durante o Tempo da Quaresma, referindo ainda que haverá Celebração Penitencial no dia 07 de Abril, pelas 21h00.

Todas estas celebrações servem para nos ajudar a  fixarmos a nossa atenção no Mistério Pascal. Peçamos a Nossa Senhora, Virgem Dolorosa, que nos ensine e ajude a viver este «Tempo favorável» da melhor forma.

Papa Francisco pede pela paz na Ucrânia

O Papa Francisco apelou esta manhã, na alocação própria que habitualmente faz todos os Domingos, aquando da Oração do Angelus, pela paz na Ucrânia, tendo pedido que a comunidade internacional ajude a resolver uma “situação delicada” que se vive naquela nação:

«Caros irmãos e irmãs, peço-vos que continuem a rezar pela Ucrânia, que está a ainda a viver uma situação delicada. Ao desejar que todas as partes do país se empenhem para superar as incompreensões e construir em conjunto o futuro da nação, dirijo à comunidade internacional um forte apelo para que apoie todas as iniciativas em favor do diálogo e da concórdia».

O apelo surge após o aumento das tensões por causa da situação na Crimeia, república autónoma ucraniana pró-russa do sul, e de uma eventual intervenção militar da Rússia na Ucrânia, depois da destituição, a 22 de fevereiro, do presidente ucraniano Viktor Ianukovich.

Segundo o Papa, « a humanidade tem necessidade de justiça, de reconciliação, de paz, e apenas os poderá ter voltando para Deus, que é a sua fonte, de todo o coração». A propósito do Evangelho deste Domingo, o Santo Padre afirmou ainda que «nunca haverá justiça, enquanto cada pessoa procurar acumular para si».

Tendo no nosso coração o pedido do Papa Francisco para que rezemos pela Paz naquela nação, rezemos a Nossa Senhora, Rainha da Paz:

Ó Rainha do Santíssimo Rosário,
Auxilio dos cristãos, refúgio do género humano
e vencedora de todas as batalhas de Deus!

Vós, ó Mãe de misericórdia,
consegui-nos de Deus a paz;
e as graças que podem converter os corações,
as graças que reparam, conciliam e asseguram a paz.

Santa Rainha da Paz, rogai por nós
e dai ao mundo em guerra a paz por quem suspiram os povos,
a paz na verdade, na justiça e na caridade de Cristo.

Dai a paz das armas e a paz das almas,
para que, na tranquilidade do mundo,
se dilate o Reino de Deus.

Dai a paz aos povos separados pelo erro ou a discórdia,
especialmente a aqueles que vos professam singular devoção.

Nossa Mãe e Rainha do Mundo,
Que o Vosso amor e auxílio acelerem o triunfo do Reino de Deus,
e que todas as nações, em paz entre si e com Deus,
Vos proclamem Bem-Aventurada e entoem convosco,
de um extremo a outro da terra,
o eterno cântico de louvor ao Coração de Jesus,
em quem se pode encontrar a Verdade, a Vida e a Paz.


Excertos do texto de Consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria,
pelo Papa Pio XII a 31 de Outubro de 1942

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Oração a Nossa Senhora pelo Papa Bento XVI


28 de Fevereiro

«Peço-vos que continueis a rezar por mim e pelo meu sucessor»

Na primeiro aniversário do fim do Pontificado de Bento XVI, queremos partilhar uma oração pelo Papa Emérito, que se encontra recolhido em oração pela Igreja e pelo mundo.

Confiamos a Nossa Senhora este grande Papa e teólogo da Igreja e damos graças a Deus pelos 8 anos de Pontificado do Santo Padre Bento XVI:


Maria, Mãe da Igreja e Virgem do silêncio,
assiste e protege o Teu servo Bento XVI.
A ele, que com humildade e escondido do mundo,
preserva a vontade de Teu Filho ,
concede-lhe força e vigor, para continuar
a ser um sinal visível do amor de Deus.

Maria, Mãe da Igreja,
nós somos peregrinos aqui na terra,
esperando ser cidadãos do Céu .
Santifica o Teu servo Bento XVI,
recompensando-o por todo o bem
que semeou na vinha do Senhor.

Maria, Mãe da Igreja e nossa Advogada,
Assiste o Papa emérito Bento XVI
e defende-o contra os ataques do Demónio.
Faz com que ele não se sinta sozinho
mas que perceba o Teu amor e a Tua protecção Maternal.

Ó Maria, Mãe da Igreja e Senhora do ‘Magnificat’,
Assisti o teu servo na velhice e nas suas necessidades,
e confortai-o nos momentos de provação.

Maria, Mãe da Igreja e Mãe da Esperança,
ajuda-nos sempre no bom combate,
e fica connosco quando tudo parece estar contra nós.
Obrigado pelo dom do Pontificado do Teu servo Bento,
farol de esperança neste mundo sem Deus.

Maria, Mãe da Igreja e da Arca da Aliança,
dá ao Teu servo a graça de servir a Igreja
com a sua oração, estudo e meditação.

Maria, Virgem Poderosa e Mãe da Igreja,
Que o seu humilde trabalho na vinha do Senhor
dê frutos abundantes para todos,
no mundo e na Santa Igreja de Deus.

Maria, Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos,
quando acabar a última etapa do seu caminho terreno,
concede o teu servo Bento XVI
a graça de desfrutar da Bem-Aventurança eterna no Céu
para louvar com os Anjos e os Santos
o Senhor Deus, o Senhor da Igreja e da história,
que vive e reina pelos séculos dos séculos.


Ámen.
Créditos: La Vigna del Signore


Programa do Dia de Oração com e por Bento XVI:
(Hora de Roma, menos 1 Hora em Portugal)

07:00 – Missa.
07h40 – Oração de Laudes, Ofício de Leituras e Hora Intermédia.
12h00 - Angelus e a Hora Intermédia.
15h00 – Terço do Rosário e Hora intermédia.
18h00-19h00 - Oração de Vésperas.

20h00 do dia 28 de Fevereiro – hora exacta em que, em 2013, o seu Pontificado terminou - convida-se a rezar a oração do “Te Deum”, como acção de graças pelo dom de Bento XVI.

 22h30 – Oração de Completas.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Papa Bento XVI: da infalibilidade à invisibilidade

«Apesar das imagens de Francisco como um dissidente, até agora o acto mais revolucionário cometido por um Papa em 2013 veio de Bento XVI sob a forma da sua impressionante decisão de renunciar voluntariamente ao seu cargo. O facto às vezes perdido entre a loucura sobre Francisco é o facto de que Bento é na verdade o principal responsável deste drama.

Bento, claro, nunca teve muita sorte no que toca às relações públicas.

Ele entrou no cargo com uma narrativa pré-fabricada sobre ser o "Rottweiler de Deus" e o "executor do Vaticano" e nunca foi verdadeiramente capaz de se livrar disso. Em termos de opinião pública, a diferença entre Bento e Francisco é talvez melhor mostrada assim: Durante Bento, as pessoas assumiam que o que quer que não gostassem sobre a Igreja era por causa do Papa; agora tendem a pensar que é apesar do Papa.

Como resultado, a tendência é caracterizar Bento e Francisco quase como matéria e antimatéria - tradição vs. inovação, dogmatismo vs. compaixão, etc. Independentemente do mérito discutível destas percepções, o que elas ignoram é que Francisco não teria existido sem a decisão de Bento de se pôr de lado.

Igualmente notável é o modo como ele lidou com a sua partida. No seu último discurso aos cardeais em 28 de Fevereiro, Bento prometeu "incondicional reverência e obediência" ao seu sucessor e tem mantido a sua parte do acordo. Para além de uma carta privada enviada a um ateu italiano que foi divulgada pelo receptor, Bento apenas foi visto ou ouvido em público quando Francisco apareceu para o chamar ou convidar para algo.

Apesar dos rumores bem documentados entre alguns sobre a nova direcção de Francisco, Bento não fez nada para encorajar uma "oposição leal" ou para legitimizar dissidências ao novo regime.

Com efeito, Bento foi da infalibilidade à quase invisibilidade, e inteiramente por escolha própria. Se isto não é um "milagre de humildade numa era de vaidade", para invocar o elogio do Elton John a Francisco na Vanity Fair em Junho, então é difícil de saber o que será.

Num nível mais substancial, algumas das reformas pelas quais Francisco está a receber crédito, incluindo a limpeza das finanças do Vaticano e a sua política de "tolerância zero" aos abusos sexuais, acumulam para a continuação das políticas que já começaram com Bento.

Mesmo se esse não fosse o caso, o ponto principal mantém-se de que o "efeito Francisco" podia ter passado à história sem Bento a dar o passo que nenhum Papa tinha dado em 600 anos -- e, dadas as circunstâncias claramente diferentes, uma pessoa podia argumentar que é um passo que nenhum Papa tinha dado desta forma.

Ninguém questiona isto, Francisco está a abanar a Igreja Católica e a oferecer um novo sopro de vida. Para que conste, no entanto, ele não foi o único dissidente, o único papa revolucionário de 2013».

John L. Allen Jr
Fonte: Senza Pagare

Domingo VIII do Tempo Comum

No próximo Domingo entraremos na última semana antes da Quaresma e como tal, no Evangelho, o Senhor convida e ensina-nos a buscarmos apenas o essencial.

«Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas». Podermos, com isto, considerar que Jesus nos diz para não nos preocuparmos com a vida, com a nossa alimentação… mas não! O Senhor alerta-nos para não nos preocuparmos com desassossego e perturbação com estas coisas que são banais na nossa vida.

O que devemos procurar então em primeiro lugar? O Reino de Deus. Devemos por isso ocupar-nos em caminhar para a santidade, sem nunca nos esquecermos que é o Senhor que nos permite ir caminhando, dia após dia, num constante crescimento e numa constante santificação já neste mundo.

A vida cristã implica normalidade, desta forma, somos convidados por Jesus a viver o dia de hoje no serviço a Deus e aos irmãos. Então, o que vou eu fazer no dia de hoje para viver melhor a caridade, para ser mais generoso, para dar glória a Deus, para buscar a santidade, para dar alegria aos outros e para levá-los ao encontro com Deus

O dia de hoje não se repete, e o Senhor espera que o impregnemos de Amor e de pequenos serviços aos nossos irmãos. Se confiássemos verdadeiramente em Deus e fôssemos capazes de viver a cada dia, não como prisioneiros deste mundo e das suas correntes de paixões, dinheiro, ódio e mesquinhez, saberíamos dizer, tal como o Papa Clemente XI: “quero o que queres, quero porque o queres, quero como o que queres, quero enquanto o quiseres”.

Deixemos de ser servos do dinheiro e escravos de nós mesmos, para servir a Deus com alegria e livres da angústia. Confiemos a nossa vida à protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria, Aquela que desde o primeiro dia soube fazer em tudo e sempre a vontade de Deus, não se preocupando com questões que de certo nos afectariam e procuremos imitá-la, seguindo o seu exemplo de vida e de desprendimento do mundo.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Meu Senhor, eu Vos amo - CEC II, p. 46-47 [partitura]
Salmo: Só em Deus descansa, ó minha alma [partitura]
Comunhão: Eu estou sempre convosco - OC 101 [partitura]
Pós-Comunhão: O Reino de Deus é um reino de Paz - Taizé - [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - A. Cartageno - [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
OC - Orar Cantando

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A Fé da Igreja


A Fé da Igreja não é uma realidade enferrujada ou fossilizada, como peça de museu. Ela caminhará sempre, fiel às suas origens e aprofundando cada vez mais o mistério de Cristo, nos confrontos com novas realidades.

Quem garante este processo, para que a evolução dos caminhos na Fé não se torne traição e infidelidade à fé confiada uma vez por todas à Igreja? O Espírito da Verdade que Cristo prometeu e deu à Sua Igreja.

E quem é responsável para discernir? O Magistério – os Bispos em comunhão com o Papa - com a autoridade dada por Cristo e a fiel assistência do Santo Espírito. Como podemos ler nos Actos dos Apóstolos: «Pareceu bem ao Espírito Santo, e a nós...»

A fé da Igreja não pode derivar de uma interpretação somente da Bíblia e, muito menos de uma interpretação privada de algum iluminado excêntrico! As Escrituras não foram dadas a uma pessoa privada, mas ao Povo de Deus, que é a Igreja.

A pregação funda-se na Tradição, seja na sua forma escrita (Bíblia), seja na sua forma oral (o complexo da vida de Igreja).

Ora, quem garante esta Tradição é o Espírito Santo e quem a discerne, com autoridade dada por Cristo e a assistência do próprio Espírito, são os Bispos, sucessores dos Apóstolos, em comunhão com o Bispo de Roma, Sucessor de Pedro.

O grande pecado do homem actual é arvorar-se em juiz de Deus: se o modo de agir do Senhor não cabe na minha lógica, então eu descreio e volto-Lhe as costas, abandonando concretamente a Sua Igreja.

Teremos sempre, portanto, que optar entre a soberba de agir do nosso modo, segundo nós mesmos ou a fé de deixarmo-nos guiar pelo Senhor, mesmo quando não compreendemos totalmente os Seus caminhos.

E posso de tal modo expulsar Deus de minha vida que chegue ao ponto de perdê-Lo para sempre. É isto que se chama Inferno: perder a Deus nesta vida e para todo o sempre.

Por isso mesmo a advertência sempre actual das Escrituras: «Buscai o Senhor enquanto está perto; procurai-O enquanto Se deixa encontrar!»

Bispo Auxiliar de Aracaju - Brasil

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carta do Papa Francisco às Famílias

A Santa Sé publicou hoje uma Carta do Papa Francisco às famílias do mundo por ocasião da preparação do Sínodo dos Bispos, marcado para Outubro próximo, no qual serão discutidos e trabalhados os “desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização ”.

Como é do conhecimento geral, para preparar este Sínodo, a Santa Sé enviou em Novembro um inquérito a todas as Conferências Episcopais do mundo, de forma a todos os membros da Igreja, sacerdotes, religiosos e leigos se pudessem manifestar sobre as questões que actualmente se deparam as famílias e de como a Igreja pode ajudar.

Diz o Santo Padre na carta dirigida a todas as famílias do mundo: «O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimónio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa.»

Como desde sempre nos habitou, o Santo Padre pede que toda a Igreja tome consciência da necessidade de oração. Quem não se recorda do seu ‘pedido’ de oração por ele, no dia 13 de Março de 2013, na varanda da Basílica de São Pedro? E por falar no apelo do Santo Padre à oração de todos, de certo nos lembraremos também de como, em Setembro de 2013, também o poder da oração impediu a proliferação da guerra na Síria.

Na carta escrita pelo Papa Francisco na Festa da Apresentação do Senhor, mas só hoje publicada, o Santo Padre refere «que imagem bela (…) um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as acções de solidariedade... Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.»

Para finalizar, o Papa Francisco pede que rezem também por ele, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade e confia as famílias à protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A «Vontade de morrer»


«A Bélgica aprovou na semana passada uma lei que permite que uma criança peça a eutanásia. Não bastava que já existisse uma lei semelhante para os adultos. Agora estendeu-se a lei também às crianças (entenda-se, de facto, aos seus pais). Trata-se de um “direito a morrer”, dizem os defensores da legislação, como se a morte fosse um direito.

A Bélgica poderá ser o primeiro país europeu a fazê-lo. Mas, não tenhamos dúvidas, outros seguirão a “moda”. A vida parece que não vale por si. Parece que só vale se for vivida com todas as condições, todos os confortos, todo o bem-estar: parece que foi a estas realidades que acabámos por reduzir a existência humana. Um destes dias chegaremos a uma lei que autoriza a eutanásia a quem não possuir algumas casas, uma boa conta bancária, e vários aparelhos de TV ou carros de boa marca…

A Europa, incapaz de encontrar em si mesma e no seu modo de vida as razões para viver, cansada de uma vida sem sentido, centrada no ter e no bem-estar, parece preferir morrer. E diz que isto é civilização. Não admira que, depois, não seja capaz de resolver os outros problemas económicos ou sociais que se lhe deparam.

Ao contrário, noutros continentes e noutros países, homens e mulheres, apesar de todas as más condições, apesar de serem tratados quase como escravos (ou de o serem mesmo), lutam pela vida, pela própria vida e pela vida daqueles que mais sofrem, até ao limite das suas forças.

Noutros tempos, ditos primitivos, os leprosos eram obrigados a viver fora da sociedade para não contaminarem o resto da população, mas ninguém ousava provocar-lhes a morte. A medicina ainda não tinha chegado ao saber necessário para os curar, mas a sua vida era sagrada. Hoje regressámos, de facto, ainda mais atrás no que respeita à evolução humana.

Mas, no seio de um continente como a Europa, em que o cristianismo era vivido pela esmagadora maioria da sua população, um dos caminhos que nos fez chegar a esta situação de “vontade de morrer” só pode ter sido o enfraquecimento da própria vida cristã. Para nós, cristãos, a vida é sagrada. Mas será que, de facto, o vivemos assim?»

D. Nuno Brás, in Voz da Verdade

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Memória Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta

No passado dia 20 de Fevereiro a Igreja celebrou a Memória Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, Pastorinhos de Fátima e as duas primeiras crianças não mártires beatificadas na história da Igreja.

No Santuário de Fátima esta celebração teve um carácter muito especial e festivo uma vez que estas duas crianças foram os protagonistas da Mensagem que Nossa Senhora veio trazer à Humanidade em 1917. Os beatos Francisco e Jacinta Marto souberam, nas suas curtas vidas, ser verdadeiros adoradores e reparadores dos Corações de Jesus e de Maria, tão ofendidos pelos pecados dos Homens, sendo por isso um exemplo de vida e de santidade para cada um de nós.

Na noite de 19, véspera litúrgica desta celebração, foi recitado o Terço na Capelinha das Aparições, tendo como textos de meditação em cada mistério as Memórias da Irmã Lúcia. Durante o Terço, foi possível meditar na forma como estas duas pequenas crianças amavam tanto Nosso Senhor e em tudo O procuravam reparar e consolar pelos pecados cometidos pela Humanidade.

Alguns elementos da JMV Sobreiro estiveram presentes neste Terço que terminou com uma procissão até à Basílica de Nossa Senhora do Rosário, dentro da qual estão sepultados os beatos Francisco e Jacinta. 

Após um momento de oração, enquanto o coro entoava a Ladainha aos Pastorinhos, os peregrinos puderam ir junto dos túmulos destas duas crianças para rezar.

No dia 20, a data do falecimento da Jacinta e por sua vez o dia litúrgico destes dois beatos, foi novamente recitado o Terço na Capelinha das Aparições, seguido de Missa na Basílica da Santíssima Trindade.

Este ano foi possível ter nas celebrações do Santuário dois ícones dos videntes, um trabalho artístico realizado em Itália, da autoria do Padre Marko Ivan Rupnik, autor do mosaico colocado na parede de fundo do presbitério da Basílica da Santíssima Trindade.

Na Missa, celebrada na Basílica da Santíssima Trindade, o Bispo de Leiria-Fátima - D. António Marto - confiou a diocese à protecção dos Beatos Francisco e Jacinta Marto e deu uma bênção especial às crianças presentes nesta Eucaristia.

Por cá, a JMV Sobreiro não quis deixar o dia passar despercebido, como tal esteve presente na Missa das 18h00 na Basílica de Mafra, na qual colaborou nas leituras e no canto desta celebração, tendo de seguida conduzido o Terço na Capela do Sobreiro. Agradecemos desde já a amabilidade com que o Padre Luís nos recebeu e possibilitou que cantássemos na Eucaristia da Basília.

Também nós confiamos o trabalho e a oração destes dias aos Beatos Francisco e Jacinta, oferecendo os sacrifícios feitos em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Domingo VII do Tempo Comum


«Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos 
e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus».

Podemos dizer que estas palavras de Jesus são o centro de toda a Liturgia deste VII Domingo do Tempo Comum. O Senhor convida-nos a amar a todos, sem nenhuma discriminação; a sermos santos como Ele é santo!

Diante da lei de Talião, Jesus estabelece novas bases: o amor e o perdão das ofensas. Ele não nos ensina a sermos frouxos, convida-nos antes praticar a mansidão, a não usar de violência e a procurar o bem da pessoa que a prejudicou.

São 'difíceis' as palavras de Jesus neste Domingo! Jesus pede-nos para ir mais além do que estamos habituados; diz-nos para darmos a outra face, algo que na nossa pequenez é tão difícil de praticar.

O Senhor não pregou esta doutrina somente por palavras, mas também com o Seu exemplo. Do alto da cruz, depois de crucificado, pronuncia uma expressão que prova como aquilo que Ele ensinou, viveu até ao fim: «Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem».

Devemos pois, viver a caridade com aqueles que nos tratam mal, que nos difamam e roubam a honra, que procuram prejudicar-nos.

Um Santo relativamente recente, São José Maria Escrivá, diz-nos que: “Mais do que em 'dar', a caridade está em 'compreender'.  O que nós fazemos para compreender aqueles que se dizem nossos inimigos? Será que nós pensamos que essas pessoas, muitas das vezes, agem de má fé apenas porque têm fome de Deus?

Não olhemos as pessoas de cima, como se fossem inferiores a nós! A caridade exige de nós o contrário: colocar-nos ao serviço deles, ver as qualidades que o outro tem e procurar compreendê-lo, de forma a encaminha-lo para o bem.

Que bom é saber amar, saber perdoar, saber compreender. É verdade que Jesus foi crucificado por amar e também é verdade que talvez sejamos crucificados por amar. A Igreja ensina-nos o sentido último do sofrimento porque tem o seu modelo em Cristo, o justo sofredor que morre perdoando os inimigos e os liberta das suas dores.

Que o Senhor nos conceda a graça de acolhermos a essência do Seu ensinamento: o Amor. Peçamos ao Senhor que nos ajude a sermos cada vez melhores cristãos e a saber amar não só aqueles que nos amam mas também aqueles que nos odeiam.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Deus vive na Sua morada santa - NCT 219 [partitura]
Salmo: O Senhor é clemente [partitura]
Comunhão: Eu sou o Pão Vivo - NCT 263 [partitura]
Pós-Comunhão: Se vos amardes uns aos outros - NCT 264  [partitura]
Final: O Templo de Deus é santo - CPD 383 [partitura]


NCT - Novo Cantemos Todos
CPD - Canta Povo de Deus


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