"Raios de Luz"


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

No 9º Aniversário da morte da Irmã Lúcia

«E eu, também vou para o Céu?»

Hoje, 13 de Fevereiro, lembramos a partida para o Céu da Irmã Lúcia, a Vidente de Fátima que ficaria na terra mais algum tempo que os seus primos, Francisco e Jacinta, para fazer conhecer e amar Nossa Senhora.

Na aparição do dia 13 de Junho de 1917, Nossa Senhora disse a Lúcia: «Tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar... Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus» (MIL I, 4ª M, cap. II, nº 4, p. 175).

A vida da Irmã Lúcia assemelhou-se a um rio que, por onde passou, deixou vida. Desde a nascente (Aljustrel), passando por vales estreitos, contornando obstáculos quase intransponíveis, chegou à «barragem» do Carmelo de Coimbra, de onde contemplativamente (e amorosamente) se foi perdendo no Oceano do Amor até se encontrar na plenitude de si mesma em Deus.

Nunca foi água estancada, mas o seu coração esteve sempre em contínuo movimento, empurrado pela força do Amor, oferecendo a sua vida para que Nossa Senhora fosse mais conhecida e amada. Conhecer e amar. Ninguém ama aquilo que não conhece, costuma-se dizer. A vida da Irmã Lúcia não foi vida fácil, mas foi sempre uma vida com um sentido e causas sérias e profundas para se entregar totalmente à vontade de Deus: «De Ti, meu Deus, espero a graça de seguir com fidelidade o que de mim quereis, dar-Te tudo, dar-me toda!» (O meu Caminho, pág 139).

Verdadeiramente, pode aplicar-se à Irmã Lúcia a definição que a Beata Isabel da Trindade fazia da carmelita: «A carmelita é o sacramento de Cristo. Tudo nela O deve dar a nosso Deus Santíssimo, ao Deus crucificado e todo Amor. Mas para assim o dar, é preciso ter-se deixado transformar numa mesma imagem com Ele; necessária a fé que vigia e ora sem cessar; a vontade, tornada enfim cativa e que já não se afasta; um coração verdadeiro, puro, e que se sobressalta à bênção do Mestre» (NI 14).

A Irmã Lúcia viveu 57 anos na Ordem carmelita, a Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Conhecer e amar Nossa Senhora foi a sua missão neste mundo. «Quero que a minha vida seja um rasto de luz que brilha no caminho dos meus irmãos, indicando-lhes a fé, a esperança e a caridade» (O Meu Caminho, III, p. 183). Foi este o caminho que Nossa Senhora lhe ensinou e que a “conduziu até Deus”.

Conhecer e amar Nossa Senhora é uma missão sublime, porque «no tabernáculo do ventre de Maria, Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, permanecerá até ao fim do mundo; no conhecimento e amor da alma fiel, habitará pelos séculos dos séculos».
 
Fonte: Adaptado do Boletim Mensal da Causa de Beatificação da Irmã Lúcia

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Referendo sobre o aborto, sete anos depois

Realizou-se hoje, dia 11 de Fevereiro, na Assembleia da República um colóquio sobre o tema do aborto em Portugal, sete anos depois do referendo que despenalizou e acabou por liberalizar este crime no nosso país.

A JMV Sobreiro esteve presente no colóquio no qual  estiveram presentes, entre muitos cidadãos anónimos e jornalistas, membros da Direcção Geral de Saúde (DGS), membros da Federação Portuguesa pela Vida bem como deputados, médicos e políticos.

Após uma exposição, por parte da DGS dos números que caracterizam o aborto em Portugal, tomou a palavra um membro da Federação Portuguesa pela Vida, tendo afirmado que "o aborto põe em risco a manutenção do país". Com o referendo, pretendia-se "abolir sanções, mas o que acontece na realidade é uma liberalização e consequente banalização do aborto".

Só para termos uma ideia, desde que a lei entrou em vigor, 120 000 bebés não nasceram, por opção da mulher e com o apoio do Estado.

Seguiu-se um depoimento de um Médico Obstetra que questionou a acção da Inspecção Geral de Saúde face à problemática das complicações que continuam a existir, mesmo com o "aborto legal" e deu testemunho do respeito pela liberdade de consciência das mulheres que abortam.

Após um momento em que os presentes puderam colocar questões e debater ideias, a Dra. Isilda Pegado afirmou que "o Estado não pode ser espectador no que toca à vida humana e deve promover a vida, independentemente da decisão que depois a mulher tomar".

Apesar de todos os partidos políticos com assento parlamentar terem sido convidados a estar presentes neste colóquio, apenas o CDS-PP se fez representar, defendendo a vida dos nascituros e a protecção da mesma, ao mesmo tempo que a mulher também deve ser protegida e acompanhada.


Para finalizar, deixamos as palavras da Dra. Isilda Pegado que consideramos serem bastante importantes: 

"A riqueza das nações depende da matéria humana. Portugal precisa de uma cultura de valorização do homem e isto passa pela valorização da vida humana, em todo o seu percurso, desde a concepção".


O dia que mudou a História da Igreja

Faz hoje um ano que o Saudoso Papa Bento XVI anunciou a resignação ao Ministério Petrino num Consistório que ficou marcado pelas lágrimas e espanto de muitos dos cardeais e elementos da Cúria Romana presentes.

Recordemos as palavras do Sumo Pontífice e fixemos-nos na profunda humildade com que foram proferidas:

«Caríssimos Irmãos, convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas- também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. (...) consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, (...) pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20:00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice».

Com estas palavras o Papa Bento XVI, muitas vezes apelidado pela comunicação social de 'autoritário' e 'conservador' mostrava ao mundo a sua grande humildade. Com este acto, muitas dúvidas surgiram, muita tinta correu nos jornais, mas o Santo Padre apenas quis dar à Igreja um novo Pastor, com mais força e vigor.

No site da Canção Nova, surgiu um texto acerca da humildade do Papa Bento XVI sobre o qual vale a pena partilhar e convidar à reflexão:

« Quem diria! (...) Um Papa que na sua infância e adolescência viu os horrores da guerra, foi obrigado a deixar o seminário para alistar-se e, nesse tempo tão doloroso, foi alvo de chacota entre os soldados de Hitler, porque alimentava um imutável e concreto desejo: ser padre.

O Pontífice que ainda cardeal, ao ser chamado por João Paulo II para trabalhar no Vaticano, sentiu a dor de deixar sua terra natal, a ponto de querer expressar visivelmente uma vida de simplicidade e renúncia: "Tudo o que tinha era apenas uma mala, alguns livros e o necessário”, ressaltou.

Um Sumo Pontífice que, ao ver uma criança com cancro numa das suas primeiras catequeses, fez o sinal da cruz também no ursinho que ela tinha nos braços, demonstrando que um Papa também é capaz de se baixar para entrar no universo dos pequeninos.

O Sucessor de Pedro que usou um relógio cobiçado por colecionadores mas que, para ele, tinha um valor que não poderia ser calculado por ninguém: era o relógio da sua irmã, que no leito de morte lhe tinha oferecido esta lembrança.

Ele, apesar de ter feito tanto, não hesitou em sair de cena para que a Igreja pudesse seguir adiante, mesmo que isso lhe custasse a falta de reconhecimento de muitos católicos com falta de memória.

Bento XVI foi alguém que viveu uma humildade muitas vezes não captada pelas potentes câmeras de televisão, mas demonstrou aquilo que, um dia, o apóstolo das nações fez questão de frisar: 'Convém que Cristo cresça e eu diminua'».

Com o coração aberto à solícita protecção de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Sua Mãe, Maria Santíssima, o Papa Bento XVI confiava à um ano atrás  «a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice.»

Confiemos também nós a Santa Igreja à protecção de Maria Santíssima e rezemos, agradecendo o Pontificado do Saudoso Papa Bento XVI e pedindo à Mãe da Igreja que o proteja na sua vida de oração e meditação pela Barca de Pedro.


 Créditos: Mirticeli Medeiros - Canção nova

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

XXII Dia Mundial do Doente

No dia 11 de Fevereiro, Festa de Nossa Senhora de Lourdes, comemora-se o Dia Mundial do Doente, efeméride instituída pelo Papa João Paulo II neste dia, no ano de 1992. Na carta do Papa ao Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, o Papa referia que este dia deve ser visto como «um momento forte de oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade».

Vinte e dois anos depois da instituição desta efeméride, na Mensagem para o Dia Mundial do Doente, o Papa Francisco refere que «a Igreja reconhece em vós, queridos doentes, uma presença especial de Cristo sofredor. É assim: ao lado, aliás, dentro do nosso sofrimento está o de Jesus, que carrega connosco o seu peso e revela o seu sentido. Quando o Filho de Deus subiu à cruz destruiu a solidão do sofrimento e iluminou a sua escuridão. Desta forma somos postos diante do mistério do amor de Deus por nós, que nos infunde esperança e coragem: esperança, porque no desígnio de amor de Deus também a noite do sofrimento se abre à luz pascal; e coragem, para enfrentar qualquer adversidade em sua companhia, unidos a Ele».

Esta data comemora-se no dia em que a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora de Lourdes e quem, melhor que a Virgem Maria, para acolher a dor de cada doente e acompanhar a sua enfermidade? Aquela que esteve junto à cruz de Jesus e que O viu sofrer, também Ela está junto de cada doente e de cada um que se predispõe a ir em auxílio dos que mais necessitam.

O Papa Francisco afirma que «para crescer na ternura, na caridade respeitadora e delicada, temos um modelo cristão para o qual dirigir o olhar com segurança. É a Mãe de Jesus e nossa Mãe, atenta à voz de Deus e às necessidades e dificuldades dos seus filhos. Maria, estimulada pela misericórdia divina que nela se faz carne, esquece-se de si mesma e encaminha-se à pressa da Galileia para a Judeia a fim de encontrar e ajudar a sua prima Isabel; intercede junto do seu Filho nas bodas de Caná, quando falta o vinho da festa; leva no seu coração, ao longo da peregrinação da vida, as palavras do velho Simeão que lhe prenunciam uma espada que trespassará a sua alma, e com fortaleza permanece aos pés da Cruz de Jesus. Ela sabe como se percorre este caminho e por isso é a Mãe de todos os doentes e sofredores.»

De facto, ao longo da Sua vida terrena, a Virgem Maria, impelida pelo Amor de Deus, foi em auxílio dos que mais necessitavam. Por isso A saudamos com o título de Auxílio dos Cristãos e Saúde dos Enfermos.
 
Segundo o Papa, «A Ela podemos recorrer confiantes com devoção filial, certos de que nos assistirá e não nos abandonará. É a Mãe do Crucificado Ressuscitado: permanece ao lado das nossas cruzes e acompanha-nos no caminho rumo à ressurreição e à vida plena».

Como jovens Marianos e Vicentinos, somos também nós impelidos pelo Amor de Deus a ir ao encontro dos que mais precisam da nossa ajuda, quer física, quer espiritual. Que bom seria se fossemos capazes de "gastar" um pouco do nosso tempo (muitas vezes ocupado com banalidades ou coisas com pouca importância), e à semelhança da Virgem Maria, visitássemos os doentes e aqueles que precisam de apoio.

Confiamos este dia e as nossas actividades de cariz caritativo à intercessão de Nossa Senhora e de São Vicente de Paulo. Que os patronos da nossa associação nos ajudem a fazermos como o Bom Samaritano e a fazermos presente as palavras do Papa Francisco «quando nos aproximamos com ternura daqueles que precisam de cura, levamos a esperança e o sorriso de Deus às contradições do mundo».



sábado, 8 de fevereiro de 2014

11 de Fevereiro, início da Novena aos Pastorinhos de Fátima

Somos convidados, a partir de dia 11 de Fevereiro até dia 19, a rezar a Novena aos Beatos Francisco e Jacinta - devotos da oração do Terço do Rosário e predilectos de Nossa Senhora. Tal como todas as novenas que a Igreja propõe como devoção popular, tem em vista a preparação espiritual daqueles que se propõem fazê-la até ao dia do Santo ou Beato a quem se está a rezar (20 de Fevereiro - Memória Litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto).
 
Os Pastorinhos Francisco e Jacinta passavam muitas horas das suas vidas a rezar o Terço, tal como Nossa Senhora tanto lhes pedira e recomendara. Por isso, é recomendável que durante a novena se reze o Terço todos os dias seguido das orações próprias para cada dia.
 
No guião que disponibilizamos está a Novena aos Beatos Francisco e Jacinta Marto, Pastorinhos de Fátima, no qual está incluída a Ladainha a estas duas pequenas crianças. Parte da sensibilidade de quem se propõe a rezar, recitá-la diariamente ou apenas num dia em especial.
 
Fazemos votos de que ao longo destes nove dias de oração com os Pastorinhos - as primeiras crianças não Mártires beatificadas na História da Igreja - cada um aprofunde a sua devoção a Nossa Senhora e seja fiel transmissor da Mensagem de Fátima.
 
Cantemos alegres, a uma só voz:
Francisco e Jacinta, rogai por nós!
 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Jornada de Oração com Bento XVI e por Bento XVI


Um dia de oração com e por Bento XVI no dia 28 de Fevereiro, quando se comemora o primeiro aniversário da conclusão do seu Pontificado: é a proposta do blog La Vigna del Signore, para recordar o Papa emérito.

«Será um dia de intensa oração por Bento XVI, marcado segundo o horário (aproximado) e as orações rezadas diariamente por ele» -  lê-se na descrição do evento. Cada um pode adaptar o esquema de acordo com suas necessidades e possibilidades. Para aderir, basta clicar aqui.

Os organizadores prepararam um folheto (download gratuito) com os textos de todas as orações litúrgicas do dia, junto a uma oração especial do Terço, com meditações sobre cada mistério, usando textos do Magistério de Bento XVI.


O Dia de Oração com e por Bento XVI:
(Hora de Roma, menos 1 Hora em Portugal)

07:00 – Missa.
07h40 – Oração de Laudes, Ofício de Leituras e Hora Intermédia.
12h00 - Angelus e a Hora Intermédia.
15h00 – Terço do Rosário e Hora intermédia.
18h00-19h00 - Oração de Vésperas.

20h00 do dia 28 de Fevereiro – hora exacta em que, em 2013, o seu Pontificado terminou - convida-se a rezar a oração do “Te Deum”, como acção de graças pelo dom de Bento XVI.

 22h30 – Oração de Completas.


«Embora agora me retire, na oração continuo sempre unido a todos vós
 e tenho a certeza de que também vós estareis unidos a mim, 
apesar de permanecer oculto para o mundo»
Papa Bento XVI - 14.02.2013

«Quero ainda, com o meu coração, o meu amor, com a minha oração, a minha reflexão, 
com todas as minhas forças interiores, trabalhar para o bem comum,
 o bem da Igreja e da humanidade»
Papa Bento XVI - 28.02.2013


Festa das Cinco Chagas do Senhor

A  Igreja em Portugal celebra hoje, 07 de Fevereiro, a Festa das Cinco Chagas do Senhor. Esta Festa Litúrgica, eminentemente Portuguesa, tem uma longa tradição que remonta aos primórdios da nossa nacionalidade. A lusa devoção às 5 Chagas, desde recuados tempos, está presente na nossa bandeira nacional, sendo um dos poucos - senão o mais explícito - símbolo que permaneceu nos mais diversos tempos. A actual bandeira tem ainda presentes as Cinco Chagas de Cristo, que nem o vento do Liberalismo nem a fúria anticlerical da República ousou retirar!

O primeiro acto de adoração às Chagas de Nosso Senhor foi realizado por Maria Santíssima, quando desceram Jesus da Cruz. De São Tomé até aos nossos dias, muitos foram os devotos e propagadores desta belíssima devoção.

Depois de descerem Jesus da cruz e de O colocarem no regaço de Sua bendita Mãe, a Virgem Dolorosa oscula, uma a uma, as Chagas de Seu Filho: a do peito rasgado, as dos divinos pés e mãos. Realiza-se assim o primeiro acto de devoção e adoração às Chagas do Redentor, que iria perpetuar-se por todas as gerações.

Pelos méritos da Paixão de Jesus, da qual resultaram as Santíssimas Chagas, Nossa Senhora foi preservada do pecado original e aos homens de boa vontade abriram-se as portas do Céu. Cinco fontes de graças infinitas, saciando a santidade das almas contemplativas, missionárias e apostólicas, selando a coroa da glória dos mártires e as vitórias de todos os tempos. As Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo são o manancial que nos purifica no Baptismo, nos revivifica na Eucaristia e dá fecundidade a toda a Santa Igreja, nos seus sacramentos.

Alguns santos, como São Francisco de Assis, Santa Gemma Galgani e São Pio de Pietrelcina tiveram a graça de receber os estigmas da Paixão de Cristo. É um modo maravilhoso de Nosso Senhor condecorar alguns daqueles a quem mais ama, na face da terra. É o Seu invisível e puro amor tornado visível nos Seus predilectos, para perpetuar na memória dos homens a bem-aventurança daqueles que acreditam sem terem visto e tocado as Chagas do Senhor, como São Tomé.

A devoção às Chagas de Jesus Cristo (sinais amorosos do Seu oferecimento na cruz e, posteriormente, da Sua glorificação), aperfeiçoa em nós a gratidão, que leva a pagar amor com amor, por Deus e pelos irmãos. Adoremo-las profunda e devotamente neste dia que em Portugal se celebra esta Festa Litúrgica e procuremos agradecer a Nosso Senhor, todos os dias da nossa vida, as graças que são derramadas das Suas Santas e gloriosas Chagas.


Oração às Cinco Chagas do Senhor (disponibilizamos um guião com a Oração às Cinco Chagas)


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Domingo V do Tempo Comum

No Evangelho do V Domingo do Tempo Comum, Jesus fala-nos na responsabilidade que cada um de nós tem perante o mundo: «Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo». Na semana passada celebrávamos a Apresentação de Jesus no Templo e como o velho Simeão Lhe chamou de "Luz para se revelar às nações".

Hoje é o próprio Jesus que diz aos Seus discípulos e a cada um de nós que somos a luz do mundo. Só podemos ser luz neste mundo tão marcado pelas trevas se nos deixarmos ser iluminados pelo próprio Jesus que é a verdadeira Luz.

Por nós próprios não somos luz, mas iluminados pela luz de Cristo, reflectiremos a luz sobre o mundo tenebroso, como a lua que, sem ter luz própria, mas iluminada pela luz do sol, alumia de modo belíssimo a noite escura.

Outra das expressões que Jesus usa para caracterizar os discípulos é a de sal da terra. O sal, na Escritura, aparece como o elemento que dá sabor, purifica e conserva, tornando os alimentos duradouros. Pois bem, somos também nós o sal que dá sabor, pureza e conservação ao mundo diante de Deus! Somos a pitada de sal que torna o mundo uma oferenda agradável e aceitável ao Senhor!

Os discípulos de Cristo são o sal da terra: dão um sentido mais alto a todos os valores humanos, evitam a corrupção, trazem com as suas palavras a sabedoria aos homens. São também luz do mundo, que orienta e indica o caminho no meio da escuridão. Quando os cristãos vivem segundo a sua fé e têm um comportamento irrepreensível e simples, brilham como astros no mundo, no meio do trabalho e dos seus afazeres, na sua vida normal.

Sem cairmos em atitudes impróprias de um cristão, podemos e devemos mostrar ao mundo o que significa seguir verdadeiramente o Senhor na nossa vida quotidiana. Procuremos ser conhecidos como homens e mulheres leais, simples, alegres e trabalhadores; sejamos capazes de cumprir rectamente os nossos deveres e saibamos actuar a todo o momento como filhos de Deus, que não se deixam arrastar por qualquer vento.



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Vinde, exultemos de alegria no Senhor - NCT 229  [partitura]
Salmo: Para o homem recto nascerá uma luz [partitura]
Comunhão: Eu sou o Pão da Vida - NCT 262 [partitura]
Pós-Comunhão: Senhor Jesus, Tu és Luz do mundo - Taizé [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - IC 537 [partitura]

IC - A Igreja Canta

NCT - Novo Cantemos Todos

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mensagem do Papa para a Quaresma

Com o título “Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza”, inspirado numa passagem da segunda carta de São Paulo aos Coríntios, a Mensagem do Papa para a Quaresma hoje divulgada, sublinha que a miséria «não coincide com a pobreza», mas é «a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança».
 
O estilo de Deus não se revela através do poder nem da riqueza do mundo, mas através da fragilidade e da pobreza, para se tornar mais próximo de todos. Faz-Se próximo, consola com ternura e salva - diz o Papa - sublinhando que os cristãos são chamados a imitar Cristo, a ver e a aliviar as misérias dos irmãos.
 
Francisco aponta diferentes tipos de miséria: material, moral e espiritual.
 
A miséria material afecta os que não têm bens de primeira necessidade nem possibilidades de progresso e crescimento cultural. O poder, o luxo e o dinheiro são obstáculos à distribuição equitativa das riquezas. O Papa apelo, por isso, à conversão das consciências, para uma maior justiça, igualdade, sobriedade e partilha.
 
Há também a miséria moral, a dos que são escravos do vício e do pecado – álcool, droga, jogo, pornografia – uma espécie de suicídio que leva à ruína económica e também à miséria espiritual, ou seja, quando nos afastamos de Deus e nos consideramos auto-suficientes.
 
A miséria espiritual atinge-nos quando nos afastamos de Deus e recusamos o Seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. «O Evangelho - diz Francisco - é o antídoto contra a miséria espiritual e o cristão deve levá-lo a todos os ambientes».
 
A Quaresma é um tempo propício para o despojamento e Papa recorda-nos ainda que a verdadeira pobreza dói e desconfia da esmola que não custa nem dói.
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

«Fátima, triunfo do Amor nos dramas da História»

O Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro comemorou neste fim de semana vinte anos de existência e como tal, organizou um Jantar de Aniversário para a comunidade e encenou um Musical sobre a Mensagem de Fátima com o objectivo de transmitir a Mensagem que Nossa Senhora deu aos Pastorinhos na Cova da Iria.

O jantar e o Musical foram realizados no Salão Polivalente do Sobreiro e não podemos deixar de agradecer à Liga dos Amigos do Sobreiro por gentilmente ter cedido o espaço para este evento.

Para além das pessoas da comunidade e de muitos amigos dos membros do Grupo de Jovens, esteve presente o Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Mafra; o Prior de Mafra - Padre Luís Barros e o Rev. Padre João Lourenço. Juntaram-se também ao grupo o Sr. Diácono Pedro Oliveira e a sua esposa, bem como um simpático casal de Servitas de Nossa Senhora de Fátima - o senhor António Mucharreira e sua esposa.

Após o jantar, teve início o Musical intitulado «Fátima, triunfo do amor nos dramas da História», baseado na Oratória composta pelo Rev. Padre António Cartageno e cuja letra retrata os diferentes passos da Mensagem de Fátima.

No chamado "Pórtico" do Musical, os elementos do grupo recordaram a Criação do mundo e como Deus, na Sua bondade, escolheu os três pequenos Pastorinhos de Fátima para lhes comunicar uma Mensagem de Esperança, não só para eles mas para toda a humanidade, através de Sua Mãe Maria Santíssima.

Com a aparição do Anjo de Portugal deu-se assim início à narração dos acontecimentos referentes a Fátima e de como este precursor da Virgem Maria preparou os três pequenos pastores para uma vida de oração, reparação e penitência.

«Os Corações de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia» - com estas palavras o anjo mostrava como Jesus e Maria tinham escolhido estas três pequenas crianças da Cova da Iria para trazer ao mundo um apelo que brota do amor de Deus pela Humanidade.

A 'Senhora mais brilhante que o Sol' apareceu à Lúcia, ao Francisco e à Jacinta para os convidar a oferecerem-se a Deus e aceitar todos os sofrimentos que Ele permitisse na vida destas três crianças. Ao apelo da Virgem Maria, os pastorinhos respondem «Sim, queremos!» e assim se inicia uma história marcada por muito amor a Jesus e a Nossa Senhora: três vidas marcadas por grandes sofrimentos, provações e muita oração em reparação pelos pecados com que os Corações de Jesus e de Maria são ofendidos.

Após uma breve caminhada na terra, o Francisco e a Jacinta partiram para o Céu, para 'consolar Nosso Senhor' e para intercederem pela humanidade. À pequena Lúcia, a Virgem Maria confiou-lhe a missão de espalhar a luz da Mensagem celeste a toda a humanidade.

Durante a vida da irmã Lúcia, esta deu a conhecer ao Santo Padre o Segredo que Nossa Senhora lhe havia revelado, a ela e a seus primos. «Vimos um bispo vestido de branco (...) que subiu uma escabrosa montanha no cimo da qual estava uma grande cruz».

Desta forma, foi encenada a visão que os três Pastorinhos tiveram do chamado 'Terceiro segredo de Fátima'. Após a subida à montanha, o Papa é ferido de morte aos pés da cruz, sendo o seu sangue recolhido por dois anjos que regaram as almas que se aproximavam de Deus.

Para finalizar o Musical, foi representada a irmã Lúcia a rezar aos pés da montanha encimada pela cruz e manchada pelo sangue do Papa. Ao lado da cruz estava o Coração Imaculado de Maria simbolizando a vitória do bem sobre o mal, da cruz contra o Demónio e o triunfo do Coração Imaculado de Nossa Senhora. 


No fim do espectáculo foi partilhado um bolo de aniversário com todos aqueles que se juntaram ao grupo e, em comunidade, foram cantados os parabéns por estas duas décadas de caminhada cristã.

Mais imagens na página do Facebook da JMV Sobreiro.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

São João Bosco, Pai e Mestre da Juventude

A Igreja celebra hoje a Memória Litúrgica de São João Bosco (Dom Bosco), um sacerdote que viveu entre 1815 e 1888 e foi considerado Pai e Mestre da juventude.
 
Foi um místico, que tinha vários sonhos, nos quais lhe foram reveladas algumas verdades de Fé (como a visão do Céu e do Inferno) e até mesmo profecias para a o mundo e para a Igreja. Um dos sonhos mais conhecidos de São João Bosco – é o sonho das duas colunas.
 
Neste sonho, uma barca que navega num mar agitado, é atingida por embarcações inimigas, causando a morte do seu capitão que é substituído por outro e amarra a barca a duas fortes colunas que simbolizam a Eucaristia e a devoção à Santíssima Virgem Maria.
 
Dom Bosco compara a Igreja à embarcação que é atingida pelos seus inimigos sob a forma de insultos, malidicências e blasfémias. A barca da Igreja chega a bom porto e alcança a paz, assim como o mar acalma e as embarcações inimigas são afundadas quando é ancorada aos pilares da Santíssima Eucaristia e da Devoção a Nossa Senhora.
 
Muitos outros sonhos teve este Santo e sempre viu neles alguma mensagem para os “seus” jovens: ou adverti-los do perigo de condenação eterna pelos pecados que cometiam, ou incentivá-los à oração do Terço do Rosário, entre tantas outras mensagens que, através de sonhos, Deus permitiu que Dom Bosco instruísse na Fé Católica os jovens do seu tempo.
 
Hoje, ficam os seus relatos e o testemunho de tantos jovens que se tornaram santos por seguirem os seus ensinamentos.
 
Lembremo-nos sempre das duas colunas, nas quais a Igreja está segura durante a sua peregrinação neste mundo: o tesouro da Santa Missa e a devoção à Mãe de Deus.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

«Não se entende um cristão sem a Igreja»

«O cristão não é um baptizado que recebe o baptismo e depois põe-se a caminho na sua estrada. O primeiro fruto do Baptismo é pertencer à  Igreja, povo de Deus. Não se entende um cristão sem a Igreja.
 
E por isso o Papa Paulo VI disse que é uma dicotomia absurda amar Cristo sem a Igreja; ouvir a Cristo, mas não a Igreja; estar com Cristo à margem da Igreja. Não se pode! É uma dicotomia absurda.
 
A mensagem do Evangelho, nós recebemo-la na Igreja e a nossa santidade faz-se na Igreja, o nosso caminho é na Igreja. O resto é uma fantasia, ou uma dicotomia absurda.
 
O "sensus Ecclesiae"  é o sentir , pensar, desejar estar dentro da Igreja. Existem três pilares desta pertença, deste sentir com a Igreja: humildade, obediência e oração.
 
Humildade:
 
Uma pessoa que não é humilde não pode ouvir a Igreja, ouvirá apenas o que gosta. A história da Igreja começou antes de nós e continuará depois de nós. Humildade: somos uma pequena parte de um grande povo, que anda no caminho do Senhor .
 
Fidelidade:
 
O segundo pilar é a fidelidade, que está ligado à obediência. Fidelidade à Igreja e aos seus ensinamentos, fidelidade ao Credo, fidelidade à Doutrina e guardar esta Doutrina. Devemos transmitir a Mensagem do Evangelho como um dom, que não é nosso: é um dom que recebemos. E esta transmissão tem de ser fiel. Porque recebemos e damos um Evangelho que não é nosso, que é de Jesus, e não devemos ser mestres do Evangelho, mestres da Doutrina recebida, para usá-los como quisermos.
 
Oração:
 
O terceiro pilar é um serviço particular: rezar pela Igreja. Como é a nossa oração pela Igreja? Rezamos pela Igreja? Na Missa, todos os dias, sim. Mas e em nossa casa? Quando fazemos nossas orações, rezemos pela Igreja inteira, em todas as partes do mundo.
 
Que o Senhor nos ajudar a ir por este caminho, para aprofundar a nossa pertença à Igreja e o nosso sentir com a Igreja».
 


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Festa da Apresentação de Jesus no Templo

No próximo Domingo, 2 de Fevereiro, celebra-se a Festa da Apresentação de Jesus no Templo. Nesta Festa, contemplamos Jesus, consagrado ao Pai, que veio ao mundo para cumprir fielmente a Sua vontade. O Profeta Simeão marca este Menino como «uma luz para iluminar as nações» e anunciou com palavras proféticas a Sua oferta suprema a Deus e a Sua vitória.
 
É o encontro dos dois Testamentos, o Antigo e o Novo. Jesus entra no antigo Templo, ele que é o novo Templo de Deus que vem visitar o seu povo.
Jesus é um menino como os outros, o filho primogénito de dois pais muito simples. Até mesmo os sacerdotes não são capazes de ler os sinais da nova e especial presença do Messias e Salvador.
 
Apenas dois idosos, Simeão e Ana, descobrem a grande novidade! Ambos contemplam a luz de Deus, que vem para iluminar o mundo.
 
A Apresentação de Jesus no Templo contém o símbolo fundamental da luz, a luz que a partir de Cristo brilha em Maria e José, sobre Simeão e Ana, e através deles, a todos.
 
Hoje vivemos, especialmente em sociedades mais desenvolvidas, uma condição muitas vezes marcada por uma pluralidade radical, pela marginalização progressiva da religião da esfera pública , por um relativismo que afecta os valores fundamentais.
 
Isso exige que o nosso testemunho cristão seja brilhante e consistente e que os nossos esforços educacionais sejam cada vez mais atentos e generosos. Deixemo-nos iluminar pela Luz de Cristo e a ação apostólica tornar-se-á compromisso de vida. Educaremos, assim, a inteligência e o coração dos homens e mulheres do nosso tempo para a Boa Nova do Evangelho.
 
Adaptado da Homilia do Papa Bento XVI
Fevereiro de 2011
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Recordamos, Senhor, a Vossa misericórdia - F. Santos  [partitura]
Salmo: O Senhor do Universo [partitura]
Comunhão: Os meus olhos viram a Salvação - OC, p. 204 [partitura]
Pós-Comunhão: A Luz de Cristo - CEC II, p. 183 [partitura]
Final: Senhor, tu és a Luz - NCT 273 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Será realmente Amor?

«O Amor, hoje, tornou-se sinónimo de paixão, sexo, sentimentalismo... Com o amor justifica-se a infidelidade, a falta de compromisso, a depravação, a destruição da família, o abandono de valores e dos compromissos assumidos... ‘O amor vale mais que tudo’ – diz-se! Mas trata-se realmente de amor?


A palavra amor é uma palavra gasta, nos dias de hoje. Ela está nas novelas da TV, nas canções, na boca dos jovens... Em seu nome, pregam-se as maiores aberrações e fazem-se as coisas mais egoístas.

Penso que poderíamos exprimir bem a beleza, doçura e sentido profundo do amor verdadeiro com as palavras de São Bernardo de Claraval, monge cisterciense e grande místico do século XII:

'O amor basta-se a si mesmo, em si e por sua causa encontra satisfação. É seu mérito, seu próprio prémio. Além de si mesmo, o amor não exige motivo nem fruto. O seu fruto é o próprio acto de amar. Amo porque amo, amo para amar! […] De todos os movimentos da alma, sentidos e afeições, o amor é o único com que pode a criatura, embora não condignamente, responder ao Criador e, por sua vez, dar-lhe outro tanto. Pois quando Deus ama não quer outra coisa senão ser amado, já que ama para ser amado; porque sabe que serão felizes pelo amor aqueles que o amarem'.

Com acuidade perceptiva, o emérito e sempre actual Papa Bento XVI já chamava atenção que o não é a paixão irracional, cega, centrípeta ou o êxtase do inebriamento irracional, irresponsável, entorpecido.
amor é paixão, é êxtase, mas

Pelo contrário, é paixão porque é totalizante, entusiástico, envolvente; é êxtase porque é um sair de si, um esquecer-se de si, com liberdade, maturidade e entrega, para doar-se a Deus e aos outros.

Só este êxtase, este sair, é digno do amor e é fruto do verdadeiro amor. Como disse e fez Jesus, 'não há maior prova de amor que dar a vida…' O resto é egoísmo disfarçado. O verdadeiro amor amadurece, liberta, gera vida; o falso, infantiliza, escraviza e mata».

Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Brasil

sábado, 25 de janeiro de 2014

A Conversão de São Paulo

No dia de hoje, 25 de Janeiro, celebra-se a conversão de São Paulo que, de perseguidor tornou-se o maior anunciador do Cristianismo. Contemplar uma conversão é contemplar a misericórdia de Deus que age no mundo.

É claro que a conversão depende da nossa vontade, mas o que nós fazemos, quando nos convertemos, é “somente” deixar agir a graça de Deus em nós.

O exemplo de São Paulo leva-nos a perceber a luz de Deus na nossa vida, ainda que fechemos os olhos e os ouvidos para o Seu plano de Amor.

São Paulo nasceu em Tarso por volta do ano 10 d.C. Além de judeu, era também cidadão romano. Desde a infância, foi educado conforme a doutrina dos fariseus por um sábio chamado Gamaliel. Destacou-se inicialmente como um implacável perseguidor das primeiras comunidades cristãs e foi conivente com o assassinato de Santo Estevão.

A sua conversão ocorreu de modo inesperado a caminho de Damasco, quando liderava uma perseguição contra os cristãos daquela cidade. Jesus Ressuscitado apareceu-lhe e o derrubou do cavalo, transformando-o de cruel perseguidor dos cristãos em ardoroso apóstolo dos gentios.

Passou, então, a consagrar a sua vida ao serviço de Cristo, viajando por todo o mundo conhecido na altura, anunciando o Evangelho de Jesus Cristo e o Mistério da sua Paixão, Morte e Ressurreição. É sem dúvida uma das principais colunas do cristianismo.


A conversão de São Paulo é muito significativa no contexto pessoal de todos nós. Que também nós possamos converter o nosso coração para vivermos uma vida conforme a vontade de Deus, abandonando o pecado e os erros e procurando praticar as virtudes enquanto vivemos na graça de Deus!

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