"Raios de Luz"


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Domingo V do Tempo Comum

No Evangelho do V Domingo do Tempo Comum, Jesus fala-nos na responsabilidade que cada um de nós tem perante o mundo: «Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo». Na semana passada celebrávamos a Apresentação de Jesus no Templo e como o velho Simeão Lhe chamou de "Luz para se revelar às nações".

Hoje é o próprio Jesus que diz aos Seus discípulos e a cada um de nós que somos a luz do mundo. Só podemos ser luz neste mundo tão marcado pelas trevas se nos deixarmos ser iluminados pelo próprio Jesus que é a verdadeira Luz.

Por nós próprios não somos luz, mas iluminados pela luz de Cristo, reflectiremos a luz sobre o mundo tenebroso, como a lua que, sem ter luz própria, mas iluminada pela luz do sol, alumia de modo belíssimo a noite escura.

Outra das expressões que Jesus usa para caracterizar os discípulos é a de sal da terra. O sal, na Escritura, aparece como o elemento que dá sabor, purifica e conserva, tornando os alimentos duradouros. Pois bem, somos também nós o sal que dá sabor, pureza e conservação ao mundo diante de Deus! Somos a pitada de sal que torna o mundo uma oferenda agradável e aceitável ao Senhor!

Os discípulos de Cristo são o sal da terra: dão um sentido mais alto a todos os valores humanos, evitam a corrupção, trazem com as suas palavras a sabedoria aos homens. São também luz do mundo, que orienta e indica o caminho no meio da escuridão. Quando os cristãos vivem segundo a sua fé e têm um comportamento irrepreensível e simples, brilham como astros no mundo, no meio do trabalho e dos seus afazeres, na sua vida normal.

Sem cairmos em atitudes impróprias de um cristão, podemos e devemos mostrar ao mundo o que significa seguir verdadeiramente o Senhor na nossa vida quotidiana. Procuremos ser conhecidos como homens e mulheres leais, simples, alegres e trabalhadores; sejamos capazes de cumprir rectamente os nossos deveres e saibamos actuar a todo o momento como filhos de Deus, que não se deixam arrastar por qualquer vento.



PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Vinde, exultemos de alegria no Senhor - NCT 229  [partitura]
Salmo: Para o homem recto nascerá uma luz [partitura]
Comunhão: Eu sou o Pão da Vida - NCT 262 [partitura]
Pós-Comunhão: Senhor Jesus, Tu és Luz do mundo - Taizé [partitura]
Final: Quero cantar o Vosso nome - IC 537 [partitura]

IC - A Igreja Canta

NCT - Novo Cantemos Todos

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mensagem do Papa para a Quaresma

Com o título “Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza”, inspirado numa passagem da segunda carta de São Paulo aos Coríntios, a Mensagem do Papa para a Quaresma hoje divulgada, sublinha que a miséria «não coincide com a pobreza», mas é «a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança».
 
O estilo de Deus não se revela através do poder nem da riqueza do mundo, mas através da fragilidade e da pobreza, para se tornar mais próximo de todos. Faz-Se próximo, consola com ternura e salva - diz o Papa - sublinhando que os cristãos são chamados a imitar Cristo, a ver e a aliviar as misérias dos irmãos.
 
Francisco aponta diferentes tipos de miséria: material, moral e espiritual.
 
A miséria material afecta os que não têm bens de primeira necessidade nem possibilidades de progresso e crescimento cultural. O poder, o luxo e o dinheiro são obstáculos à distribuição equitativa das riquezas. O Papa apelo, por isso, à conversão das consciências, para uma maior justiça, igualdade, sobriedade e partilha.
 
Há também a miséria moral, a dos que são escravos do vício e do pecado – álcool, droga, jogo, pornografia – uma espécie de suicídio que leva à ruína económica e também à miséria espiritual, ou seja, quando nos afastamos de Deus e nos consideramos auto-suficientes.
 
A miséria espiritual atinge-nos quando nos afastamos de Deus e recusamos o Seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. «O Evangelho - diz Francisco - é o antídoto contra a miséria espiritual e o cristão deve levá-lo a todos os ambientes».
 
A Quaresma é um tempo propício para o despojamento e Papa recorda-nos ainda que a verdadeira pobreza dói e desconfia da esmola que não custa nem dói.
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

«Fátima, triunfo do Amor nos dramas da História»

O Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro comemorou neste fim de semana vinte anos de existência e como tal, organizou um Jantar de Aniversário para a comunidade e encenou um Musical sobre a Mensagem de Fátima com o objectivo de transmitir a Mensagem que Nossa Senhora deu aos Pastorinhos na Cova da Iria.

O jantar e o Musical foram realizados no Salão Polivalente do Sobreiro e não podemos deixar de agradecer à Liga dos Amigos do Sobreiro por gentilmente ter cedido o espaço para este evento.

Para além das pessoas da comunidade e de muitos amigos dos membros do Grupo de Jovens, esteve presente o Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Mafra; o Prior de Mafra - Padre Luís Barros e o Rev. Padre João Lourenço. Juntaram-se também ao grupo o Sr. Diácono Pedro Oliveira e a sua esposa, bem como um simpático casal de Servitas de Nossa Senhora de Fátima - o senhor António Mucharreira e sua esposa.

Após o jantar, teve início o Musical intitulado «Fátima, triunfo do amor nos dramas da História», baseado na Oratória composta pelo Rev. Padre António Cartageno e cuja letra retrata os diferentes passos da Mensagem de Fátima.

No chamado "Pórtico" do Musical, os elementos do grupo recordaram a Criação do mundo e como Deus, na Sua bondade, escolheu os três pequenos Pastorinhos de Fátima para lhes comunicar uma Mensagem de Esperança, não só para eles mas para toda a humanidade, através de Sua Mãe Maria Santíssima.

Com a aparição do Anjo de Portugal deu-se assim início à narração dos acontecimentos referentes a Fátima e de como este precursor da Virgem Maria preparou os três pequenos pastores para uma vida de oração, reparação e penitência.

«Os Corações de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia» - com estas palavras o anjo mostrava como Jesus e Maria tinham escolhido estas três pequenas crianças da Cova da Iria para trazer ao mundo um apelo que brota do amor de Deus pela Humanidade.

A 'Senhora mais brilhante que o Sol' apareceu à Lúcia, ao Francisco e à Jacinta para os convidar a oferecerem-se a Deus e aceitar todos os sofrimentos que Ele permitisse na vida destas três crianças. Ao apelo da Virgem Maria, os pastorinhos respondem «Sim, queremos!» e assim se inicia uma história marcada por muito amor a Jesus e a Nossa Senhora: três vidas marcadas por grandes sofrimentos, provações e muita oração em reparação pelos pecados com que os Corações de Jesus e de Maria são ofendidos.

Após uma breve caminhada na terra, o Francisco e a Jacinta partiram para o Céu, para 'consolar Nosso Senhor' e para intercederem pela humanidade. À pequena Lúcia, a Virgem Maria confiou-lhe a missão de espalhar a luz da Mensagem celeste a toda a humanidade.

Durante a vida da irmã Lúcia, esta deu a conhecer ao Santo Padre o Segredo que Nossa Senhora lhe havia revelado, a ela e a seus primos. «Vimos um bispo vestido de branco (...) que subiu uma escabrosa montanha no cimo da qual estava uma grande cruz».

Desta forma, foi encenada a visão que os três Pastorinhos tiveram do chamado 'Terceiro segredo de Fátima'. Após a subida à montanha, o Papa é ferido de morte aos pés da cruz, sendo o seu sangue recolhido por dois anjos que regaram as almas que se aproximavam de Deus.

Para finalizar o Musical, foi representada a irmã Lúcia a rezar aos pés da montanha encimada pela cruz e manchada pelo sangue do Papa. Ao lado da cruz estava o Coração Imaculado de Maria simbolizando a vitória do bem sobre o mal, da cruz contra o Demónio e o triunfo do Coração Imaculado de Nossa Senhora. 


No fim do espectáculo foi partilhado um bolo de aniversário com todos aqueles que se juntaram ao grupo e, em comunidade, foram cantados os parabéns por estas duas décadas de caminhada cristã.

Mais imagens na página do Facebook da JMV Sobreiro.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

São João Bosco, Pai e Mestre da Juventude

A Igreja celebra hoje a Memória Litúrgica de São João Bosco (Dom Bosco), um sacerdote que viveu entre 1815 e 1888 e foi considerado Pai e Mestre da juventude.
 
Foi um místico, que tinha vários sonhos, nos quais lhe foram reveladas algumas verdades de Fé (como a visão do Céu e do Inferno) e até mesmo profecias para a o mundo e para a Igreja. Um dos sonhos mais conhecidos de São João Bosco – é o sonho das duas colunas.
 
Neste sonho, uma barca que navega num mar agitado, é atingida por embarcações inimigas, causando a morte do seu capitão que é substituído por outro e amarra a barca a duas fortes colunas que simbolizam a Eucaristia e a devoção à Santíssima Virgem Maria.
 
Dom Bosco compara a Igreja à embarcação que é atingida pelos seus inimigos sob a forma de insultos, malidicências e blasfémias. A barca da Igreja chega a bom porto e alcança a paz, assim como o mar acalma e as embarcações inimigas são afundadas quando é ancorada aos pilares da Santíssima Eucaristia e da Devoção a Nossa Senhora.
 
Muitos outros sonhos teve este Santo e sempre viu neles alguma mensagem para os “seus” jovens: ou adverti-los do perigo de condenação eterna pelos pecados que cometiam, ou incentivá-los à oração do Terço do Rosário, entre tantas outras mensagens que, através de sonhos, Deus permitiu que Dom Bosco instruísse na Fé Católica os jovens do seu tempo.
 
Hoje, ficam os seus relatos e o testemunho de tantos jovens que se tornaram santos por seguirem os seus ensinamentos.
 
Lembremo-nos sempre das duas colunas, nas quais a Igreja está segura durante a sua peregrinação neste mundo: o tesouro da Santa Missa e a devoção à Mãe de Deus.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

«Não se entende um cristão sem a Igreja»

«O cristão não é um baptizado que recebe o baptismo e depois põe-se a caminho na sua estrada. O primeiro fruto do Baptismo é pertencer à  Igreja, povo de Deus. Não se entende um cristão sem a Igreja.
 
E por isso o Papa Paulo VI disse que é uma dicotomia absurda amar Cristo sem a Igreja; ouvir a Cristo, mas não a Igreja; estar com Cristo à margem da Igreja. Não se pode! É uma dicotomia absurda.
 
A mensagem do Evangelho, nós recebemo-la na Igreja e a nossa santidade faz-se na Igreja, o nosso caminho é na Igreja. O resto é uma fantasia, ou uma dicotomia absurda.
 
O "sensus Ecclesiae"  é o sentir , pensar, desejar estar dentro da Igreja. Existem três pilares desta pertença, deste sentir com a Igreja: humildade, obediência e oração.
 
Humildade:
 
Uma pessoa que não é humilde não pode ouvir a Igreja, ouvirá apenas o que gosta. A história da Igreja começou antes de nós e continuará depois de nós. Humildade: somos uma pequena parte de um grande povo, que anda no caminho do Senhor .
 
Fidelidade:
 
O segundo pilar é a fidelidade, que está ligado à obediência. Fidelidade à Igreja e aos seus ensinamentos, fidelidade ao Credo, fidelidade à Doutrina e guardar esta Doutrina. Devemos transmitir a Mensagem do Evangelho como um dom, que não é nosso: é um dom que recebemos. E esta transmissão tem de ser fiel. Porque recebemos e damos um Evangelho que não é nosso, que é de Jesus, e não devemos ser mestres do Evangelho, mestres da Doutrina recebida, para usá-los como quisermos.
 
Oração:
 
O terceiro pilar é um serviço particular: rezar pela Igreja. Como é a nossa oração pela Igreja? Rezamos pela Igreja? Na Missa, todos os dias, sim. Mas e em nossa casa? Quando fazemos nossas orações, rezemos pela Igreja inteira, em todas as partes do mundo.
 
Que o Senhor nos ajudar a ir por este caminho, para aprofundar a nossa pertença à Igreja e o nosso sentir com a Igreja».
 


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Festa da Apresentação de Jesus no Templo

No próximo Domingo, 2 de Fevereiro, celebra-se a Festa da Apresentação de Jesus no Templo. Nesta Festa, contemplamos Jesus, consagrado ao Pai, que veio ao mundo para cumprir fielmente a Sua vontade. O Profeta Simeão marca este Menino como «uma luz para iluminar as nações» e anunciou com palavras proféticas a Sua oferta suprema a Deus e a Sua vitória.
 
É o encontro dos dois Testamentos, o Antigo e o Novo. Jesus entra no antigo Templo, ele que é o novo Templo de Deus que vem visitar o seu povo.
Jesus é um menino como os outros, o filho primogénito de dois pais muito simples. Até mesmo os sacerdotes não são capazes de ler os sinais da nova e especial presença do Messias e Salvador.
 
Apenas dois idosos, Simeão e Ana, descobrem a grande novidade! Ambos contemplam a luz de Deus, que vem para iluminar o mundo.
 
A Apresentação de Jesus no Templo contém o símbolo fundamental da luz, a luz que a partir de Cristo brilha em Maria e José, sobre Simeão e Ana, e através deles, a todos.
 
Hoje vivemos, especialmente em sociedades mais desenvolvidas, uma condição muitas vezes marcada por uma pluralidade radical, pela marginalização progressiva da religião da esfera pública , por um relativismo que afecta os valores fundamentais.
 
Isso exige que o nosso testemunho cristão seja brilhante e consistente e que os nossos esforços educacionais sejam cada vez mais atentos e generosos. Deixemo-nos iluminar pela Luz de Cristo e a ação apostólica tornar-se-á compromisso de vida. Educaremos, assim, a inteligência e o coração dos homens e mulheres do nosso tempo para a Boa Nova do Evangelho.
 
Adaptado da Homilia do Papa Bento XVI
Fevereiro de 2011
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Recordamos, Senhor, a Vossa misericórdia - F. Santos  [partitura]
Salmo: O Senhor do Universo [partitura]
Comunhão: Os meus olhos viram a Salvação - OC, p. 204 [partitura]
Pós-Comunhão: A Luz de Cristo - CEC II, p. 183 [partitura]
Final: Senhor, tu és a Luz - NCT 273 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Será realmente Amor?

«O Amor, hoje, tornou-se sinónimo de paixão, sexo, sentimentalismo... Com o amor justifica-se a infidelidade, a falta de compromisso, a depravação, a destruição da família, o abandono de valores e dos compromissos assumidos... ‘O amor vale mais que tudo’ – diz-se! Mas trata-se realmente de amor?


A palavra amor é uma palavra gasta, nos dias de hoje. Ela está nas novelas da TV, nas canções, na boca dos jovens... Em seu nome, pregam-se as maiores aberrações e fazem-se as coisas mais egoístas.

Penso que poderíamos exprimir bem a beleza, doçura e sentido profundo do amor verdadeiro com as palavras de São Bernardo de Claraval, monge cisterciense e grande místico do século XII:

'O amor basta-se a si mesmo, em si e por sua causa encontra satisfação. É seu mérito, seu próprio prémio. Além de si mesmo, o amor não exige motivo nem fruto. O seu fruto é o próprio acto de amar. Amo porque amo, amo para amar! […] De todos os movimentos da alma, sentidos e afeições, o amor é o único com que pode a criatura, embora não condignamente, responder ao Criador e, por sua vez, dar-lhe outro tanto. Pois quando Deus ama não quer outra coisa senão ser amado, já que ama para ser amado; porque sabe que serão felizes pelo amor aqueles que o amarem'.

Com acuidade perceptiva, o emérito e sempre actual Papa Bento XVI já chamava atenção que o não é a paixão irracional, cega, centrípeta ou o êxtase do inebriamento irracional, irresponsável, entorpecido.
amor é paixão, é êxtase, mas

Pelo contrário, é paixão porque é totalizante, entusiástico, envolvente; é êxtase porque é um sair de si, um esquecer-se de si, com liberdade, maturidade e entrega, para doar-se a Deus e aos outros.

Só este êxtase, este sair, é digno do amor e é fruto do verdadeiro amor. Como disse e fez Jesus, 'não há maior prova de amor que dar a vida…' O resto é egoísmo disfarçado. O verdadeiro amor amadurece, liberta, gera vida; o falso, infantiliza, escraviza e mata».

Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Brasil

sábado, 25 de janeiro de 2014

A Conversão de São Paulo

No dia de hoje, 25 de Janeiro, celebra-se a conversão de São Paulo que, de perseguidor tornou-se o maior anunciador do Cristianismo. Contemplar uma conversão é contemplar a misericórdia de Deus que age no mundo.

É claro que a conversão depende da nossa vontade, mas o que nós fazemos, quando nos convertemos, é “somente” deixar agir a graça de Deus em nós.

O exemplo de São Paulo leva-nos a perceber a luz de Deus na nossa vida, ainda que fechemos os olhos e os ouvidos para o Seu plano de Amor.

São Paulo nasceu em Tarso por volta do ano 10 d.C. Além de judeu, era também cidadão romano. Desde a infância, foi educado conforme a doutrina dos fariseus por um sábio chamado Gamaliel. Destacou-se inicialmente como um implacável perseguidor das primeiras comunidades cristãs e foi conivente com o assassinato de Santo Estevão.

A sua conversão ocorreu de modo inesperado a caminho de Damasco, quando liderava uma perseguição contra os cristãos daquela cidade. Jesus Ressuscitado apareceu-lhe e o derrubou do cavalo, transformando-o de cruel perseguidor dos cristãos em ardoroso apóstolo dos gentios.

Passou, então, a consagrar a sua vida ao serviço de Cristo, viajando por todo o mundo conhecido na altura, anunciando o Evangelho de Jesus Cristo e o Mistério da sua Paixão, Morte e Ressurreição. É sem dúvida uma das principais colunas do cristianismo.


A conversão de São Paulo é muito significativa no contexto pessoal de todos nós. Que também nós possamos converter o nosso coração para vivermos uma vida conforme a vontade de Deus, abandonando o pecado e os erros e procurando praticar as virtudes enquanto vivemos na graça de Deus!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

«A unidade dos cristãos é obra e dom do Espírito Santo»

«A comunhão na mesma fé constitui a base para o ecumenismo. Com efeito, a unidade é concedida por Deus, como algo inseparável da fé; São Paulo exprime-o de maneira eficaz: ‘Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor, uma só fé, um só baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que actua acima de todos, por todos e em todos’ (Ef 4, 4-6).

O Concílio Vaticano II recorda que os cristãos, ‘quanto mais unidos estiverem em comunhão estreita com o Pai, o Verbo e o Espírito, tanto mais íntima e facilmente conseguirão aumentar a fraternidade mútua’ (Decreto Unitatis redintegratio, 7). As questões doutrinais que ainda nos dividem não devem ser descuidadas, nem subestimadas. Ao contrário, devem ser enfrentadas com coragem, num espírito de fraternidade e de respeito recíprocos. Quando reflecte a prioridade da fé, o diálogo permite que nos abramos à obra de Deus, com a confiança firme de que não podemos construir a unidade sozinhos, mas é o Espírito Santo que nos orienta para a comunhão plena.

A unidade é em si mesmo um instrumento privilegiado, como que um pressuposto para anunciar de modo cada vez mais credível a fé a quantos ainda não conhecem o Salvador ou que, embora tenham recebido o anúncio do Evangelho, quase esqueceram este dom inestimável. O escândalo da divisão que impedia a actividade missionária foi o impulso que depois deu início ao movimento ecuménico como hoje o conhecemos.

Com efeito, a comunhão plena e visível entre os cristãos deve ser entendida como uma característica fundamental, para um testemunho ainda mais claro. A nossa busca de unidade na verdade e no amor nunca deve perder de vista a percepção de que a unidade dos cristãos constitui uma obra e um dom do Espírito Santo, e vai muito além dos nossos esforços.

O ecumenismo não dará frutos duradouros, se não for acompanhado por gestos concretos de conversão que despertem as consciências e favoreçam a purificação das recordações e das relações. Como afirma o Decreto do Concílio Vaticano II sobre o ecumenismo, ‘não existe um ecumenismo verdadeiro sem a conversão interior’.

Invoquemos com confiança a Virgem Maria, modelo incomparável de evangelização, a fim de que a Igreja, «sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano» (Constituição Lumen gentium, 1), anuncie com franqueza, também no nosso tempo, Cristo Salvador».

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

III Domingo do Tempo Comum

O Evangelho deste III Domingo do Tempo Comum é a continuação dos episódios narrados nos dois últimos Domingos, nos quais se meditava sobre o Baptismo de Jesus e de como João tinha indicado o Messias como o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo».

Neste Domingo, o evangelho relata-nos o início do ministério público de Jesus, em Cafarnaum, após o Baptismo. Ele é apresentado como grande luz de que fala o Profeta Isaías. Junto ao lago, Jesus começa a pregar e a dizer: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus»

Da pregação em geral, Jesus passa ao convite pessoal: «Segui-Me e Eu vos farei pescadores de homens.» O Evangelho apresenta-nos o chamamento dos primeiros Apóstolos. Simão e André experimentaram o fascínio da luz que emanava d'Ele e seguiram-na sem demora para que iluminasse o caminho das suas vidas.

O Senhor continua a chamar-nos para que O sigamos e para que iluminemos a vida dos homens luz da fé; sabemos bem que o remédio para tantos males que acfetam a humanidade é a fé em Jesus Cristo, Nosso Senhor; sem Ele, os homens caminham nas trevas e por isso tropeçam e caem.

Deus chama-nos a todos para que sejamos luz do mundo, e essa luz não pode ficar escondida: “Somos lâmpadas que foram acesas com a luz da verdade” (Santo Agostinho).

Se somos cristãos que vivem imersos na sociedade, procurando a nossa santificação, devemos procurar viver de acordo com a fé que professamos e sobre os ensinamentos d'Aquele que é a Luz do Mundo. Para isso são necessárias vida interior e formação doutrinal.

No entanto, nem sempre é fácil conseguirmos viver de acordo com o Senhor que chama e que convida à conversão. Diariamente somos 'bombardeados' com uma mundanidade que choca com os ensinamentos da Igreja e que pode fazer-nos vacilar. O Demónio está sempre a tentar afastar-nos desta luz que é Cristo e a levar-nos para o caminho das trevas.

Peçamos à Virgem Maria coragem e simplicidade para vivermos no meio do mundo sem sermos mundanos, como os primeiros cristãos, para sermos luz de Cristo na nossa profissão e em todos os ambientes de que participamos.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo - CEC II, p. 16-17 [partitura]
Salmo: O Senhor é minha luz [partitura]
Comunhão: Aproximai-vos do Senhor - F. Santos [partitura]
Pós-Comunhão: Em Vós, Senhor, está a Fonte da Vida - Az. Oliveira [partitura]
Final: Senhor, Tu és a Luz - NCT 273 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mensagem do Papa para o Dia de Oração pelas Vocações

«Vocações, testemunho da Verdade»
 
Foi divulgada na passada quinta-feira a Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que se celebrará no próximo dia 11 de Maio, no IV Domingo do Tempo da Páscoa.
 
«A vocação brota do coração de Deus» e «é um fruto que amadurece no campo bem cultivado do amor recíproco que se torna serviço mútuo, no contexto de uma autêntica vida eclesial, pois nenhuma vocação nasce por si ou vive para si mesma».
 
No Documento, o Pontífice dirige-se em particular a quantos «estão dispostos a pôr-se na escuta da voz de Cristo que ressoa na Igreja, para compreender qual é a sua vocação», convidando, a ouvir e a seguir Jesus, deixando-se «transformar interiormente pelas Suas palavras».
 
O Papa recorda ainda que o próprio Jesus nos adverte: «Muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22)». Estas dificuldades não devem desencorajar o cristão, fazendo-o «optar por vias aparentemente mais confortáveis».
 
Com efeito, acrescenta o Papa Francisco, «a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que Ele, o Senhor, é fiel, e com Ele podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandiosas».
 
O Santo Padre lembra ainda que somos ‘propriedade’ de Deus, «não no sentido da posse que escraviza, mas de um vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece eterno ‘porque o Seu amor é para sempre’».
 
Fonte: News.va 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Mártir São Sebastião, Soldado de Cristo

Imagem que se venera na Igreja de São Sebastião - Sobreiro
 
No dia 20 de Janeiro a Igreja celebra a Memória Litúrgica de São Sebastião,
Padroeiro do Sobreiro.
Sebastião um soldado que nasceu em Milão, converteu-se ao Cristianismo e, por querer ser fiel a Jesus, foi martirizado em Roma no início da perseguição de Diocleciano.
 
 
ORAÇÃO A SÃO SEBASTIÃO
 
Glorioso mártir São Sebastião,
soldado de Cristo
e exemplo de cristão,
hoje vimos pedir
a vossa intercessão
junto ao trono do Senhor Jesus,
nosso Salvador,
por Quem destes a vida.
 
Vós que vivestes a fé
e perseverastes até o fim,
pedi a Jesus por nós
para que sejamos
testemunhas do amor de Deus.´
 
Vós que esperastes com firmeza
nas palavras de Jesus,
pedi-Lhe por nós,
para que aumente
a nossa esperança na ressurreição.
 
Vós que vivestes a caridade
para com os irmãos,
pedi a Jesus para que aumente
o nosso amor para com todos.
 
Ó glorioso mártir São Sebastião,
protegei-nos contra a peste,
a fome e a guerra;
defendei as nossas plantações
e os nossos rebanhos,
que são dons de Deus para o nosso bem
e para o bem de todos.
 
 E defendei-nos do pecado,
que é o maior
de todos os males.
Assim seja.
 


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Domingo II do Tempo Comum

Após a Igreja viver o Tempo do Advento e do Natal do Senhor, celebra neste Domingo a II Semana do Tempo Comum. Durante este tempo a liturgia apresenta um caminho marcado pela esperança porque somos convidados a tomar consciência de que o Filho de Deus veio habitar entre nós, entrou nos nossos tempos para santificar a nossa vida.

Neste segundo Domingo do Tempo Comum, a Liturgia ainda nos liga ao Baptismo do Senhor, celebrado no Domingo passado. Recordemo-nos que no Evangelho do passado Domingo revivíamos o Baptismo de Jesus por João Batista e a sua unção pelo Pai com o Espírito Santo como Messias de Israel.

O Evangelho deste Domingo aprofunda ainda mais este quadro impressionante, que nos revela a missão de Jesus: «João viu Jesus aproximar-se dele e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo'». Em aramaico, "cordeiro" significa também "servo".

Jesus é então apresentado como o Servo ou Cordeiro de Deus, Aquele que tal como no Antigo Testamento era mandado para o deserto, colocado fora da cidade, carregando os pecados de Israel; Aquele cordeiro pascal, cujos ossos não poderiam ser quebrados; Aquele, cujo sangue, aspergido sobre o povo, selará a nova e eterna aliança entre Deus e o povo santo.

João Baptista reconheceu em Jesus o Messias, tão humilde e tão grande - ele é o próprio Deus: «passou à minha frente porque existia antes de mim!». E como Deus feito homem, Ele é o único e absoluto Salvador de todos – e não há salvação sem ele ou fora dele!

Por fim, o Percussor dá testemunho de que esse Jesus bendito é mais que um Servo, mais que um Cordeiro, mais que um Profeta: Ele é o Filho de Deus: «Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!».
 
Procuremos na nossa vida dizer ao Messias que é n'Ele que cremos e a Ele queremos seguir. Em Jesus coloquemos a nossa vida e nossa morte! Sejamos sempre verdadeiras testemunhas do Reino de Deus que Jesus plantou na terra com a Sua bendita encarnação e bendigamo-Lo para sempre!

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor - CEC II, pág. 13 [partitura]
Salmo: Eu venho, Senhor, para fazer a Vossa vontade [partitura]
Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor - OC 167-168 [partitura]
Pós-Comunhão: Este é Aquele - CEC II, pág. 14-15 [partitura]
Final: O Amor de Deus repousa em mim - NCT 388 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Nossa Senhora, o exemplo de Mãe solícita

Ao chegarmos ao fim do Tempo do Natal, fixemos o nosso olhar na solicitude de Nossa Senhora para com o Menino Jesus e para cada um de nós, Seus Filhos.

Sabemos que qualquer Mãe é solícita para o seu filho e faz tudo para que este cresça da melhor forma. O que dizer então da solicitude de Nossa Senhora para com o Menino Jesus, visto que em Seu coração Se uniu ao amor natural mais perfeito. Tanto que viu Jesus nascido na gruta de Belém, abraçou-O com maternal ternura e tomou-O nos braços. Em seguida, refere S. Lucas, «envolveu-O em paninhos e deitou-O na manjedoura».

Diz Santo Afonso Maria Ligório a propósito deste relato evangélico: «Ó Deus, que grande estima devia a Santa Virgem conceber da pobreza, da humildade, da obediência, ao contemplar o Filho de Deus que estendia as Suas mãozinhas para se deixar envolver».

A pobre Virgem Maria não possuía grandes coisas a fim de preparar uma caminha para o Seu Filho, por isso juntou um pouco de palha numa manjedoura, onde O deitou. Nossa Senhora prosta-Se diante daquele berço e contempla o rosto do divino Menino, adora-O e não deixa de fazer continuamente actos de amor a Seu Filho.

Também connosco Maria age desta forma. Como uma Mãe solícita, ampara-nos e protege-nos dos perigos deste mundo. A Virgem Maria vela por nós e pede ao altíssimo por nós.

As solicitudes maternais de Nossa Senhora perduraram a vida toda de Jesus, desde o nacimento na gruta de Belém até ao Calvário. A Virgem Maria sabia que devia estar sempre junto de Seu amado Filho. Hoje, está connosco neste mundo. Não há nenhuma graça que venha do Céu que não passe pelas mãos da Santíssima Virgem.


Confiemos em Nossa Senhora, Mãe de Jesus Cristo e nossa Mãe. Neste início de ano, confiemos-Lhe as nossas tristezas e angústias, pois Ela como Boa Mãe, de certo nos ajudará a viver sempre segundo o que Deus quer de nós!  

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

XX Aniversário do Grupo de Jovens do Sobreiro: Musical sobre Fátima

 
No próximo dia 1 de Fevereiro, a JMV Sobreiro vai apresentar um MUSICAL sobre a Mensagem de Fátima, no âmbito do XX Aniversário do grupo.
 
Será servido um jantar no Salão Polivalente do Sobreiro, antes do espectáculo, para o qual convidamos todos a juntarem-se a nós!
 
As informações para as inscrições estão no cartaz mas para qualquer informação adicional, não deixe de contactar-nos através do email ou Facebook.
 
As inscrições serão até ao último fim de semana de Janeiro. NÃO SÃO considerados como inscrições os "vou" feitos no evento do Facebook. É necessário contactar por email ou através dos contactos telefónicos.
 
Não se atrasem! :)

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