"Raios de Luz"


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Os Magos do tempo de Jesus e os actuais magos

Hoje comemora-se o Dia de Reis, em que tradicionalmente se lembra a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Mas quem são estes Reis Magos? Eram sábios, que estudavam os fenómenos naturais e os astros, um pouco à imagem dos actuais cientistas e astrónomos.

O Papa Francisco, na sua homilia de hoje, exorta-nos:

«Os Magos, com santa astúcia, guardaram a Fé. E nós também temos que manter a fé. Guardá-la da escuridão. Mas esta escuridão, muitas vezes, nos aparece como disfarçada de luz. Por que o Diabo também se pode vestir, por vezes, como um anjo de luz. E aqui é necessário uma 'santa astúcia’, como os Magos, para manter a Fé, e defendê-la do canto da sereia».
 
Às vezes, muitos confundem os Reis Magos com três personagens mais ou menos esotéricas que se dedicavam à Astrologia. Sabemos que tais práticas de adivinhação, ocultismo, astrologia, horóscopos ou outro tipo de superstição sempre foram condenadas pela Igreja.

Nos dias de hoje, existem muitos “magos” que se dedicam a estas práticas, chegando a confundir os próprios fiéis da Igreja Católica, uma vez que adulteram o sentido do culto aos Santos e aos Anjos, misturando-os com superstições pagãs.
O Catecismo da Igreja Católica é claro acerca da impossibilidade de um católico recorrer a estas práticas:
 «Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas - recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro: a consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência ou o recurso aos "médiuns”[…] (CIC, 2116).
Há outras práticas que, actualmente, se apresentam como que inócuas e algumas até aceites como ‘técnicas terapêuticas alternativas’, mas que devem ser absolutamente rejeitadas pelos católicos. Destas, destacam-se, por exemplo, duas das mais perigosas: a prática de Reiki e de Yoga.
«O Reiki é perigoso para a saúde espiritual. Ao usar o Reiki aceita-se, pelo menos de forma implícita, os elementos básicos em que se fundamenta, elementos esses que não pertencem nem ao Cristianismo nem à ciência natural. Sem justificação quer da Fé Cristã ou da ciência natural, um Católico que coloca a sua confiança no Reiki, estará a operar, no mínimo, no reino da superstição. A terapia Reiki não é compatível com qualquer doutrina cristã nem mesmo científica» – Conferência de Bispos dos EUA.
«As contradições entre a prática de Yoga e o Cristianismo não são poucas, nem superficiais, uma vez que a prática de Yoga é uma disciplina espiritual na qual o adepto é treinado para usar o corpo como veículo a fim de alcançar um estado de elevação, em última análise, a consciência do divino. Esta prática é uma negação implícita da Fé católica na divindade de Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e de uma verdadeira espiritualidade centrada em Cristo» (Pe. Peter Scott).
Acerca da magia, feitiçaria e uso de amuletos, a Doutrina da Igreja é também bastante firme:
«Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião […] O uso de amuletos também é repreensível» (CIC, 2117).


Nós cremos e professamos num só Salvador, um único Deus feito Menino que tira o Mal e o pecado do mundo: Jesus Cristo! Só a Ele adoraremos e devemos seguir apenas a Sua Luz, como fizeram os Reis Magos do Oriente.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Em 2013, foi assim...

 
A JMV Sobreiro quer, antes de mais, agradecer as quase 30.000 visitas que em 2013 passaram no nosso blogue! É bom e gratificante ver que, entre downloads de guiões, imagens e textos, o nosso trabalho é útil e pode ajudar outros grupos ou pessoas nas suas caminhadas!
 

 ESTATÍSTICAS DO ANO DE 2013
 

Total de visitas ao blogue: 29.935
Número de páginas visualizadas: 25.687

Os 5 ficheiros mais visualizados no SlideShare
 

Países que nos visitaram regularmente:

- Portugal: 20.516
- Brasil: 10.289
- Estados Unidos: 4.297
- Rússia: 1.985
- Alemanha: 607
- Com menos visitas, mas com um número ainda significativo - superior a 100 visitas no ano: Reino Unido (227), Angola (209) e China (104). 

Os 10 textos mais lidos em 2013:

 

Grande parte das nossas actividades, pensamentos, pesquisas ou reflexões são partilhadas nas nossas redes de comunicação social. Assim continuaremos a fazer, transmitindo e dando a conhecer através das novas tecnologias a Mensagem de Jesus, a Doutrina da Igreja, assim como o espírito da JMV! 

Confiamos a continuação do nosso trabalho, neste ano de 2014, à Virgem Imaculada. 

Um bem-haja a todos os leitores!
 
Fontes:
Estatísticas do Blogger
Sitemeter
StatCounter
GeoVisit

Bendito o Nome de Jesus!

«Para que ao Nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos»
Filip 2, 10-11
 
«Nome Santíssimo, tão desejado pelos antigos Patriarcas, esperado com tamanha ansiedade, repetidas vezes protelado, invocado com muitos suspiros, suplicado entre copiosas lágrimas, concebido com misericórdia no tempo da graça.
 
O nome de Jesus, sólida base de fé, suscita filhos de Deus. A fé da religião católica consiste no conhecimento da salvação eterna. Quem não tiver tal fé ou abondoná-la, caminha às escuras nas trevas da noite, precipita-se de olhos fechados no meio dos perigos e, por mais que brilhe a grandeza do seu entendimento, acompanha um guia cego porque segue o próprio intelecto, à busca de compreender os segredos celestes. Ou tenta construir casa sem alicerces, ou ainda deixa a porta e quer entrar pelo tecto.
A base, pois, é Jesus, Luz e Porta, o qual, a fim de mostrar o caminho aos errantes, manifestou a todos a luz da Fé, que torna possível procurar o Deus desconhecido, crer no que foi procurado, encontrar Aquele em que se acreditou.
Este fundamento sustenta a Igreja, edificada sobre o nome de Jesus. O nome de Jesus é esplendor dos pregadores, visto que por luminoso fulgou anuncia e faz com que seja ouvida a sua palavra.
De onde vem a todo o mundo a luz da fé, tão grande, súbita e ardente, senão do anúncio de Jesus? Assim iluminados, e vendo nesta luz a luz, diga com razão o Apóstolo: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; comportai-vos como verdadeiras luzes” (Ef 5,8).
Ó nome glorioso, nome grato, nome amante e virtuoso! Por ti perdoam-se os crimes, por ti são superados os adversários, por ti os enfermos são curados, por ti os que sofrem adversidades fortificam-se e alegram-se!
No teu calor inflamam-se os desejos, impetram-se os sufrágios pedidos, inebriam-se as almas que te contemplam e gloriam-se todos os que triunfam na glória do Céu. Por este Santíssimo Nome, dulcíssimo Jesus, fazei-nos reinar na Vossa companhia!»
São Bernardino de Sena

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A Epifania do Senhor

«A grande luz que irradia da Gruta de Belém, através dos Magos provenientes do Oriente, inunda a humanidade inteira.

Aquelas personagens provenientes do Oriente não são as últimas, mas as primeiras da grande procissão daqueles que, através de todas as épocas da história, sabem reconhecer a mensagem da estrela, sabem caminhar pelas veredas indicadas pela Sagrada Escritura e, assim, sabem encontrar Aquele que é aparentemente fraco e frágil mas que, ao contrário, tem o poder de conferir a maior e mais profunda alegria ao coração do homem.
Eles levaram ouro, incenso e mirra. Sem dúvida, não são dons que correspondem às necessidades primárias ou quotidianas. Naquele momento, a Sagrada Família certamente teria tido mais necessidade de algo diferente do incenso e da mirra, e nem sequer o ouro podia ser-lhe imediatamente útil. Mas estes dons têm um profundo significado: são um acto de justiça.
Os Magos não só se puseram a caminho, mas a partir daquele seu gesto teve início algo de novo, foi traçado um novo caminho, desceu sobre o mundo uma nova luz que não se apagou. Realiza-se a visão do profeta: aquela luz não pode mais ser ignorada no mundo: os homens caminharão rumo àquele Menino e serão iluminados pela alegria que só Ele sabe doar. A luz de Belém continua a resplandecer no mundo inteiro.
Então, podemos perguntar-nos: qual é a razão pela qual alguns vêem e encontram, e outros não? O que abre os olhos e o coração? O que falta àqueles que permanecem indiferentes, aos que indicam o caminho, mas não se movem?
Podemos responder: a demasiada segurança em si mesmos, a pretensão de conhecer perfeitamente a realidade, a presunção de já ter formulado um juízo definitivo sobre as coisas tornam os seus corações fechados e insensíveis à novidade de Deus.
No final, o que falta é a humildade autêntica, que sabe submeter-se ao que é maior, mas também a coragem genuína, que leva a crer naquilo que é verdadeiramente grande, mesmo que se manifeste num Menino indefeso.
Queremos pedir-lhe que nos dê um coração sábio e inocente, que nos permita ver a estrela da sua misericórdia e seguir o seu caminho, para O encontrar e ser inundados pela grande luz e pela verdadeira alegria que Ele trouxe a este mundo!»
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Eis que vem o Senhor - Pe. Miguel Carneiro [partitura]
Salmo: Virão adorar-Vos, Senhor [partitura]
Ofertório: Levanta-te, Jerusalém - Pe. Teodoro Sousa [partitura]
Comunhão: Nós vimos a sua estrela no Oriente - NCT 77 [partitura]
Pós-Comunhão: Louvado sejais, Senhor - Carlos Silva [partitura]
Final: Alegrem-se os Céus e a terra - Popular - NCT 80
NCT -  Novo Cantemos Todos

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Santa Mãe de Deus


Seja louvada na terra
Maternidade tão alta,
Com que Maria se exalta
E Mãe de Deus se acredita.

Fostes desde a eternidade
Para Mãe de Cristo eleita,
Por serdes a mais perfeita
Em virtude e santidade.

Agora dos pecadores
Também sois, por graça, Mãe,
E por isso nos convém
Cantar os Vossos louvores.

A bênção do Pai, do Filho
E do Espírito também
Fique sempre em nossas almas
Para todo o sempre. Ámen.
 


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Nós Vos louvamos, ó Deus!

 

Concede-se INDULGÊNCIA PLENÁRIA neste dia 31 de Dezembro a quem recitar publicamente este Hino "Te Deum" em acção de graças pelo ano que termina, contando que esteja em estado de graça e que reze pelo Santo Padre pelo menos um Pai Nosso e uma Avé Maria.

 
HINO «TE DEUM»
 
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.

Os Anjos, os Céus e todas as Potestades,*
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.

O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.

A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.

Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.

Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.

Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.

Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.

Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado. *
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.

Pai-Nosso...
Avé, Maria...
Glória...
 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Sagrada Família de Jesus, Maria e José

O Domingo dentro da Oitava do Natal une, na Liturgia, a solene Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. O nascimento de um filho dá sempre início a uma família. O nascimento de Jesus em Belém deu início a esta família única e excepcional na história da humanidade. 

A Família de Nazaré, que a Igreja apresenta aos olhos de todas as famílias, constitui efectivamente o ponto de referência culminante para a santidade de todas as famílias humanas.

Ela constitui a comunidade primária, fundamental e insubstituível para o homem. "A família recebeu de Deus a missão de ser a célula primeira e vital da sociedade", como afirma o Concílio Vaticano II (Decr. Apostolicam Actuositatem, 11). Com esta festa litúrgica, a Igreja quer lembrar que à família estão ligados os valores fundamentais, que não se podem violar sem incalculáveis prejuízos de natureza moral. 

Mas que valores são estes?

O primeiro desses valores é o da pessoa que se exprime na fidelidade absoluta e recíproca até à morte: fidelidade do marido à esposa e da esposa ao marido. A consequência desta afirmação do valor da pessoa deve ser também o respeito pelo valor pessoal da nova vida, isto é, da criança, desde o primeiro momento da sua concepção.

A protecção destes valores foi confiada à Igreja por Cristo, de modo a não deixar lugar a dúvidas.

Diz o Catecismo da Igreja Católica: «Um homem e uma mulher, unidos em matrimónio, formam com os seus filhos uma família. Esta disposição precede todo e qualquer reconhecimento por parte da autoridade pública e impõe-se a ela. Deverá ser considerada como a referência normal, em função da qual serão apreciadas as diversas formas de parentesco» (CIC, 2202).

A família tem a sua origem naquele mesmo amor com que o Criador abraça o mundo criado e a Sagrada Família é o início de tantas outras famílias santas.

Que a Sagrada Família, ícone e modelo de cada família humana, ajude cada um de nós a caminhar no espírito de Nazaré; que ajude cada família a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha!
Fonte: Excertos de homilias de João Paulo II 
(adaptado daqui e daqui)
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Os pastores vieram - NCT 63 [partitura]
Salmo: Ditosos os que temem o Senhor [partitura]
Comunhão: Deus enviou ao mundo -  CEC I, p. 53-54 [partitura]
Pós-Comunhão: No princípio, antes da criação do universo - CEC I, p. 58-59 [partitura]
Final/Beija-Menino: Gloria in excelsis Deo (Cantava em nossas campinas) - Popular - [partitura]
                                         Adeste Fideles - Tradicional - [partitura]
                                  Noite Feliz [partitura]
                                  Cristo nasceu! - C. Silva - [partitura]
 

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol I
NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

«A Humanidade não tem futuro sem a Família»

No próximo Domingo, a Igreja continua a viver a alegria do Natal do Senhor, celebrando a Festa da Sagrada Família.

A Igreja vê na Sagrada Família de Nazaré um sinal e exemplo para todas as famílias, cada vez mais ameaçadas nos dias actuais. Nenhuma outra comunidade humana é tão profunda e universal, tão excelente como a família, fundada na união de um homem com uma mulher que geram e educam os seus filhos.

A família é a forma básica e mais simples da sociedade. É a principal escola de todas as virtudes sociais. É na família que se pratica a obediência, a preocupação pelos outros, o sentido de responsabilidade, a compreensão e a ajuda mútua, a coordenação amorosa entre os diversos modos de ser.

Na verdade, a ‘saúde’ de uma sociedade pode ser avaliada pela saúde das famílias. Esta é a razão pela qual os ataques directos à família (como divórcio facilitado, o crime do aborto, a união de pessoas do mesmo sexo equiparada ao casamento) são ataques directos à própria sociedade, cujos resultados não tardam a manifestar-se.

Consciente da gravidade destes ataques, em 2012 o Papa Bento XVI fez vários alertas que muitos rotularam de catastróficos, mas que infelizmente reflectem a realidade: A humanidade não tem futuro sem a família:

«A família, fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher, não se trata duma simples convenção social, mas antes da célula fundamental de toda a sociedade. Por conseguinte, as políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade». - Discurso de 09.01.2012

«Não há futuro para a humanidade sem a família; especialmente os jovens, para aprender os valores que dão sentido à existência, têm necessidade de nascer e crescer nessa comunidade de vida e de amor que Deus quis para o homem e a mulher». - Audiência geral de 06.06.2012


Nosso Senhor quis começar a sua tarefa redentora no seio de uma família simples, normal. O lar onde cresceu foi a primeira realidade humana que Jesus santificou com a Sua presença. Por isso, é dever de todo o cristão opor-se aos referidos ataques contra a família, ainda que sejamos muitas vezes incompreendidos pela nossa sociedade.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Votos de um Santo Natal!


Neste dia em que celebramos o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a carne, 
a JMV Sobreiro deseja a todos os seus leitores, seguidores e amigos um Santo Natal! 
Que o Verbo de Deus nasça verdadeiramente no coração de cada um de nós!

A grandeza de um Deus que se fez Menino

«Conseguis ver onde se oculta a grandeza de Deus? Num presépio, nuns paninhos, numa gruta. A eficácia redentora das nossas vidas só se pode dar com humildade, deixando de pensar em nós mesmos e sentindo a responsabilidade de ajudar os outros.

Cristo foi humilde de coração. Ao longo da Sua vida, não quis para Si nenhuma coisa especial, nenhum privilégio. Começa por estar nove meses no seio de Sua Mãe, como qualquer outro homem, com extrema naturalidade. Sabia o Senhor que a Humanidade padecia de uma urgente necessidade d’Ele. Tinha, portanto, fome de vir à terra para salvar todas as almas; mas não precipita o tempo; vem na Sua hora, como chegam ao mundo os outros homens. Deus veio habitar entre os homens!

O Natal também está rodeado de uma simplicidade admirável: o Senhor vem sem aparato, desconhecido de todos. Na Terra, só Maria e José participam nesta divina aventura. Depois, os pastores, avisados pelos Anjos. E mais tarde os sábios do Oriente. Assim acontece o facto transcendente que une o Céu à Terra, Deus ao homem!

Deus humilha-Se para que possamos aproximar-nos d’Ele, para que possamos corresponder ao seu Amor com o nosso amor, para que a nossa liberdade se renda, não só ante o espectáculo do Seu poder, como também ante a maravilha da Sua humildade.

Grandeza de um Menino que é Deus! O Seu Pai é o Deus que fez os Céus e a Terra, e Ele ali está, num presépio, quia non erat eis locus in diversorio, porque não havia outro sítio na Terra para o dono de toda a Criação!»

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Natal não é a festa de aniversário de Jesus

 
«Alguns pensam que celebrar o Natal é comemorar o aniversário de Jesus; alguns chegam até a cantar o 'Parabéns a você'! Isto é completamente despropositado, contrário ao sentimento da Igreja e fora do sentido da celebração dos cristãos. Então, se não celebramos o aniversário de Jesus, o que fazemos no Natal?
 
Quando a Igreja celebra as festas do Natal, quer celebrar não o aniversário do Menino Jesus... O que ela deseja fazer é tornar presente para nós, na força do Espírito Santo, a graça da Vinda de Cristo!
Celebrando a liturgia do Natal, o acontecimento do passado - a Manifestação do Filho de Deus - torna-se presente no hoje da nossa vida! Na Liturgia do Natal a Igreja não diz: “Há dois mil anos nasceu Jesus”! Nada disso! O que ela diz é: “Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz!”.
Então, celebrando as Santas Festas do Natal, celebramos a Manifestação do Salvador no nosso hoje, na nossa vida, no nosso mundo! A Liturgia tem esta característica: na força do Santo Espírito torna presente realmente, de verdade, aquele acontecimento ocorrido no passado. Não é uma repetição do acontecimento, nem uma recordação! É, ao invés, aquilo que a Bíblia chama de memorial, isto é, tornar presente os actos de salvação de Deus.
Sabemos que a Eucaristia é a celebração, o memorial da Páscoa do Senhor. Como é que já no Natal a Igreja mete a celebração da Páscoa? É que a Eucaristia não é simplesmente a celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo!
Ao celebrarmos as festas do Natal com a Santa Missa, celebramos o mistério, o acontecimento da nossa salvação que torna presente e actuante na nossa vida.
Celebrando a Missa do Natal, recebemos a graça do Natal, entramos em comunhão com Cristo que veio no Seu Natal, porque recebemos o Corpo e Sangue do Senhor: o próprio Cristo que nasceu para nós.
Então, que neste Natal ninguém cante parabéns para o Menino Jesus, nem fique com inveja dos pastores e dos magos... Também para nós HOJE nasceu um Salvador: o Cristo ressuscitado, glorioso, que recebemos verdadeiramente na Comunhão do Seu Corpo e Sangue e cujo mistério celebramos nos gestos, palavras e símbolos da Liturgia santíssima!»

O Mistério do Natal

«O Natal é manifestação de Deus e da Sua grande luz num Menino que nasceu para nós. «Manifestaram-se a bondade de Deus e o Seu amor pelos homens»: esta frase de São Paulo adquiria assim uma profundidade totalmente nova.


No Menino do estábulo de Belém, pode-se, por assim dizer, tocar Deus e acarinhá-Lo. E o Ano Litúrgico ganhou assim um segundo centro numa festa que é, antes de mais nada, uma festa do coração.

Tudo isto não tem nada de sentimentalismo. É precisamente na nova experiência da realidade da humanidade de Jesus que se revela o grande mistério da fé. No menino Jesus, Deus fez-Se dependente, necessitado do amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso, amor.

Hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus, que nos convida à humildade e à simplicidade. Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém e, assim, descobrimos a autêntica alegria e a verdadeira luz.

Se quisermos encontrar Deus manifestado como Menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão «iluminada». Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus. Devemos seguir o caminho rumo àquela extrema simplicidade exterior e interior que torna o coração capaz de ver.

Deixemo-nos fazer simples por aquele Deus que Se manifesta ao coração que se tornou simples. E rezemos também e sobretudo por todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, pedindo que se lhes manifeste a bondade de Deus no seu esplendor, que nos toque a todos, a eles e a nós, aquela bondade que Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo. Ámen».

Papa Bento XVI

Texto adaptado da homilia na Missa da Noite de Natal, 24 de Dezembro de 2011
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA DO DIA DE NATAL

Entrada: Ergue os teus olhos - NCT 60 [partitura]
Salmo: Todos os confins da terra [partitura]
Ofertório: A Vida que estava junto do Pai - CEC I, p.56-57 [partitura]
Comunhão: O Verbo fez-Se carne - NCT 78 [partitura]
Pós-Comunhão: Exultemos de alegria - CEC I, p.46,47 [partitura] 
Beija-Menino:  Gloria in excelsis Deo (Cantava em nossas campinas) - Popular - [partitura]
                        Adeste Fideles - Tradicional - [partitura]
                        Noite Feliz [partitura]
                        Cristo nasceu! - C. Silva - [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
                


domingo, 22 de dezembro de 2013

Desça o orvalho do Alto dos Céus!

 
 
Desça o orvalho do alto dos Céus
e as nuvens chovam o Justo!

 Não Vos irriteis, Senhor, não Vos recordeis da nossa iniquidade:
eis que a Cidade do Santo tornou-se deserta,

Sião ficou deserta;
Jerusalém está desolada;
a casa da Vossa santidade e da Vossa justiça,
onde Vos louvaram os nossos antepassados.

 Pecámos, e nos tornámos como que impuros,
e caímos como todas as folhas;
os nossos pecados levaram-nos como um vento;
Vós escondestes o Vosso rosto de nós,
e nos quebrastes com a nossa própria iniquidade.

 Vede Senhor, a aflição do Vosso povo,
e enviai Aquele que estais para enviar;
mandai-nos o Cordeiro, Dominador da terra,
desde o deserto até o Monte da Filha de Sião
para que Ele nos liberte do jugo da nossa escravidão.

 Consola-te, consola-te, ó Meu povo:
depressa virá a tua salvação.
Por que te deixas consumir pela amargura,
por que persistes na tua dor?

Salvar-te-ei, não tenhas medo,
porque Eu sou o Senhor teu Deus,
o Santo de Israel, o teu Redentor.
 
Desça o orvalho do alto dos Céus
e as nuvens chovam o Justo! 
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Vinde, Senhor: a Igreja Vos espera!

 
Vinde, Senhor, não tardeis;
E dai-nos a Vossa Luz!
Deus connosco, Rei da Paz:
Oh! Vinde, Senhor Jesus!
 
Vinde, Senhor: a Igreja Vos espera,
Sol de justiça, eterna primavera.
Vinde, Senhor: a Terra Vos procura,
Vós sois a Luz de toda a criatura.
 
Palavra Eterna, falai à Vossa Igreja
Que tão ardentemente Vos deseja.
Palavra Eterna, criai um mundo novo,
Fazei dos homens todos um só povo.
 
Palavra Eterna, Simples, Incorrupta,
Falai, Senhor, que a Vossa Igreja escuta.
Palavra Eterna, clamai neste deserto,
Fazei sentir aos homens que estais perto.

Vinde, Senhor: a Igreja é Vossa Esposa,
Mostrai-lhe a vossa face gloriosa.
Vinde, Senhor: Falai, Verbo de Deus,
Criai a nova terra e os novos céus.
Hino do Ofício Divino


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho»

A Santíssima Virgem Maria tem lugar de destaque na Liturgia do próximo Domingo, o último do Advento. No Evangelho, proclamamos que o anúncio profético da primeira leitura se realizou à letra, quando a Virgem Santa Maria Se tornou Mãe de Jesus: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’».

A Maternidade Divina de Maria está estreitamente ligada à Encarnação do Filho de Deus. A partir daquele momento, em que Nossa Senhora aceita ser Mãe de Deus, o mistério e a missão de Cristo une-se para sempre ao mistério e à missão de Maria. Deus torna-se carne n’Aquela que Ele enchera de graça ainda antes da Anunciação.
Ao mesmo tempo, o evangelista tem o cuidado de nos mostrar também o acolhimento amoroso e consciente de São José.
O esposo da Virgem, inicialmente, não consegue compreender tão maravilhoso mistério mas os seus olhos são iluminados pela intervenção do Anjo que o esclarece acerca da Maternidade de Maria: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Com que alegria São José terá ficado! Podemos imaginar os seus pensamentos: «Deus no ventre da minha esposa! Deus na minha própria casa!» Com que respeito e zelo terá José cuidado da Virgem Santa!
Na nossa vida, Deus também está perto de nós, nas nossas casas, no nosso próximo, nos nossos pais, irmãos, na nossa esposa, filhos, vizinhos e colegas de trabalho… Deus está presente nos doentes, nos pequeninos, nos desfavorecidos e nós tantas vezes celebramos o Natal fechados em nós e nas coisas materiais e não reconhecemos Jesus nos nossos irmãos!
Que, à semelhança de São José, possamos abrir os olhos para os outros, vendo neles a presença de Deus, cuidando deles tal como o glorioso Patriarca cuidou de Maria, sua Santíssima esposa.
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Derramai ó Céus - F. Santos [partitura]
Salmo: Venha o Senhor [partitura]
Ofertório: Eis a escrava do Senhor - CEC I, p. 25-26 [partitura]
Comunhão: A Virgem conceberá - NCT  42 [partitura]
Pós-Comunhão: Abri de par em par - OC 25 [partitura]
Final: Feliz és Tu, porque acreditaste - CEC I, p. 26-27 [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. I
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

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