"Raios de Luz"


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Um testemunho de caridade na JMV

A Juventude Mariana Vicentina tem, como o próprio nome indica um cariz Vicentino, isto é, de missão e de caridade para com os mais desfavorecidos. No Jornal Voz da Verdade desta semana saiu uma reportagem que demonstra como mesmo nos dias de hoje, em plena crise económica e de valores, ainda há jovens capazes de serem verdadeiramente como São Vicente de Paulo.

Falamos de uma jovem muito próxima da JMV Sobreiro, a Marta Araújo, que actualmente é presidente do Conselho Regional Sul da Juventude Mariana Vicentina. Nascida a 4 de Fevereiro de 1985 em Lisboa, a Marta fez o seu percurso catequético na Igreja de São João Evangelista por devoção dos seus pais e aos 16 anos, após o Crisma, aceitou o convite para ser catequista e ingressou na JMV.

Conta a nossa grande amiga, Marta Araújo:  «Aos 13 anos, iniciei por vontade da minha mãe o voluntariado em colónias de férias no Centro Social e Paroquial da Penha de França que duraria até aos meus 21 anos. Mas ser JMV deu-me mais oportunidades de ser testemunha de esperança nas visitas a lares, na organização de cabazes alimentares, nas visitas a várias instituições e no serviço à paróquia… e isso alterou o sonho de educadora de infância para assistente social. Apaixonei-me pela história de São Vicente de Paulo, o padroeiro de todas as obras sociais da Igreja, e lancei-me na licenciatura de Politica Social (ISCSP), em 2003, sabendo que era a minha vocação.»

No verão de 2006, num momento de oração, a Marta pegou na Bíblia e leu algumas passagens bíblicas tendo ficado fixada em Mt 28, 18-20:  «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, ensinando-os a cumprir tudo o que vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei convosco até ao fim dos tempos». 

Sentiu neste momento o chamamento a partir, mas sabia que como JMV não era possível partir em missão. Assim, procurou incessantemente paróquias e movimentos tendo conhecido as Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres. Algumas reuniões de preparação depois, e a Marta estava entusiasmada e via agora a possibilidade de concretizar o seu sonho e de dar resposta àquilo que Deus lhe pedia. No entanto, sentiu muita incompreensão e falta de crença por amigos e familiares, a par de ter que trabalhar para conseguir os materiais necessários para partir, Marta conseguiu aproximar-se muito de Deus e experimentar as suas palavras. “Ele está sempre connosco.”

Em Fevereiro de 2008, a Marta parte para Moçambique, onde a esperavam cerca de 300 crianças órfãs que, mais tarde, lhe haveriam mudar radicalmente a perspetiva e sentido da vida. Eis um pequeno excerto do diário de missão de Marta:

«Escrevo no meu diário de bordo, a 20 de Fevereiro de 2008. Aqui sentada à espera do voo para Joanesburgo, não caio em mim de isto ser possível. Depois de tanto lutar numa direção de acreditar/desacreditar…aqui estou, finalmente a caminho da… terra de Deus!” (...) A cada dia o serviço aumentava: na Mesa de S. Nicolau onde ainda hoje diariamente são oferecidas cerca de 300 almoços às crianças mais desfavorecidas, principalmente órfãos; no jardim-de-infância onde colaborava com as educadoras na elaboração das atividades; na cadeia com as dinâmicas e ações de sensibilização e informação sobre o HIV/SIDA; na vida pastoral junto das catequeses e do grupo de jovens; nos pequenos mimos aos bebés que estavam no Centro Nutricional em recuperação ou até no simples estar. (...)  Torna-se difícil explicar o que me corria na Alma… Porque Tudo é Ele… porque ao nosso redor Tudo é Amor…»

Quando chegou a Portugal, a missão apenas começara. A missão não tinha sido uma experiência, mas sim uma vivência. Voltou às suas atividades de paróquia e de grupos, partilhando esta alegria de ser cristã. Desde 2010, a Marta é uma das assistentes sociais da Associação de Beneficência Casas S. Vicente de Paulo em Lisboa.

Hoje, mais do que querer mudar o mundo, Marta pretende ajudar cada pessoa a saber as oportunidades que tem para ser testemunho de Amor aqui ou lá, seja onde for, em qualquer lugar que esteja!

Peçamos ao Senhor que mais jovens como a Marta sejam capazes de responder ao convite que Ele nos faz. Que sob a protecção de Maria Santíssima, sejamos verdadeiros arautos do Evangelho e do amor de Deus pelos mais pobres.

Fonte (Adaptado)


Reflexões de Advento: «A esperança num Deus que não nos abandona»

«Alegrai-vos! E alegrai-vos sempre! Mas, alegrai-vos no Senhor! E porquê? Porque Ele está perto! Não nos deixa nunca: Ele vem sempre como Emanuel – o Deus connosco!
Mas que cristão não lamenta a situação actual da humanidade? Quem não sente na vida a tentação de fraquejar e do desânimo? Quem, às vezes, não pergunta onde Deus está, que parece tão distante e ausente?

Escutai: «Fortalecei as mãos fatigadas e robustecei os joelhos vacilantes. Dizei aos corações perturbados: 'Tende coragem, não temais: Aí está o vosso Deus, vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-vos'» (cf. Is 35, 1-6)

É esta a esperança do Tempo do Advento: a esperança num Deus que não nos esquece, não nos desilude, não nos deixa sozinhos... Um Deus que vem ao nosso encontro no Messias esperado!

Eis o motivo da nossa alegria: a certeza da fé em Jesus Cristo. Ele é a presença pessoal de Deus entre nós, Aquele que nos sustenta na fraqueza! A salvação que Ele trouxe haverá de se manifestar um Dia, naquele dia do Juízo Final, quando tudo será passado a limpo.

As grandes tentações para o cristão de hoje são a falta de entusiasmo e de esperança, um cansaço diante a paganização do mundo e a teimosia humana... A consequência é a falta de uma alegria verdadeira.

O Advento não somente nos prepara para a celebração da primeira vinda do Senhor no Natal, mas sobretudo nos convida a reconhecer as Suas vindas na nossa vida e a esperar com ânsia e compromisso a Sua Vinda final! Ele virá e conduzirá tudo à Plenitude!»

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Aniversário natalício do Papa Francisco

O Papa Francisco celebra hoje o seu aniversário natalício, como tal detenhamo-nos um pouco na história da sua infância e destes primeiros meses de Papado.

Jorge Mario Bergoglio nasceu no dia 17 de Dezembro de 1936 numa família de imigrantes italianos. O seu pai, Mário Bergoglio, era um trabalhador ferroviário e sua mãe era dona de casa. Nascido e criado no bairro de Flores, o Papa Francisco estudou química, na Universidade de Buenos Aires. Ingressou no noviciado da Companhia de Jesus em Março de 1958, tendo sido ordenado Padre a 13 de Dezembro de 1969, pelas mãos de Dom Ramón José Castellano.


Eleito Papa a 13 de Março de 2013, após a abdicação do Sumo Pontífice Bento XVI, o Papa Francisco tem sido uma constante surpresa e tem dado muito que falar nos meios de comunicação social. 

Para quem olha à primeira vista, o Papa Francisco parece mais simpático e mais próximo que os seus sucessores. No entanto, mais do que procurarmos encontrar diferenças entre Francisco e Bento XVI, ou entre Francisco e João Paulo II, devemos acreditar que o Espírito Santo concede à Igreja, em cada tempo, o Papa que a Igreja necessita.

Sem dúvida que o Papa Francisco não tem a inteligência teológica que tinha Bento XVI, nem o carisma e a capacidade de mover multidões como tinha João Paulo II. No entanto, acreditamos que Deus escolheu o Cardeal Jorge Mario Bergoglio para suceder ao já saudoso Papa Bento XVI e actualmente devemos rezar muito, pedindo ao Senhor que o santifique, a ele e a todos os sacerdotes, e Bispos.

É importante que tenhamos consciência da necessidade constante de oração pelo Santo Padre. Em Fátima, Nossa Senhora pediu aos três Pastorinhos que rezassem pelo Santo Padre. Esse apelo é feito continuamente a cada um de nós, de forma a que Deus o faça o Papa que a Igreja verdadeiramente necessita nos dias de hoje.

O maior presente que podemos dar ao Papa Francisco no dia do seu aniversário natalício é a oração por ele, para que seja verdadeiramente o Papa que Deus quer e que a Igreja necessita, fiel à Verdade e à sã Doutrina que a Igreja ensina. Que o Papa Francisco tenha sempre em conta a grande missão da Igreja neste mundo: a salvação das almas.

E porque queremos também nós rezar pela Santificação do Papa e de todo o Clero, deixamos aqui uma oração por ele, convidando todos os nossos leitores a rezarem também:


ORAÇÃO PELO SANTO PADRE

Ó Deus, que na vossa providência quisestes edificar a Vossa Igreja 
sobre São Pedro, Príncipe dos Apóstolos:

Fazei que o Papa Francisco, que constituístes Sucessor de Pedro, 
seja para o Vosso povo o princípio
e o fundamento visível da unidade da Fé 
e da comunhão na caridade.

Atendei as súplicas da Vossa Igreja e,
 por intercessão da Virgem Santíssima, Mãe da Igreja, 
concedei ao Sumo Pontífice a força e a luz necessárias
para que toda a Igreja se mantenha unida na Fé, 
em comunhão com ele no vínculo da unidade e da paz.

Iluminai a sua consciência e inspirai-lhe sabedoria
 para apascentar o rebanho que lhe foi confiado até que, um dia, 
receba a coroa da glória e se apresente diante de Vós no Céu, 
onde também nós esperamos viver por toda a eternidade.
Ámen.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Festa de Natal no Lar do Sobreiro

O Lar e Centro de Dia do Sobreiro celebrou hoje a sua Festa de Natal com os utentes, as funcionárias, os familiares e amigos que se quiseram juntar para assim, em família e marcados com o espírito da alegria e da caridade, festejar a razão do Natal: o nascimento de Jesus.

A festa teve um programa recheado de apresentações dos mais novos aos mais velhos, com o objectivo de proporcionar aos idosos que vivem nesta instituição uma tarde bem passada, com alegria, mas acima de tudo com a companhia de muitos.

Ao grupo da JMV Achada coube a apresentação da festa. Sempre com muita animação, o Rei Baltazar e as rainhas que o acompanharam foram interagindo com os utentes desta casa e com todos os que se juntaram nesta tarde. Entre canções e brincadeiras, foram muitos os sorrisos que conseguiram proporcionar aos idosos.

Este ano também outros grupos se juntaram à festa, nomeadamente o Grupo de Teatro do Palácio Nacional de Mafra, o grupo do 8º Volume da Catequese de Mafra e os adolescentes da Catequese do Sobreiro.

Os primeiros a actuar foram os elementos do Grupo de Teatro do Palácio Nacional de Mafra com a representação de um presépio ao vivo e como as figuras que o constituem interagem entre si de forma a perceberem qual a razão de ali estarem: o nascimento de Jesus.

De seguida, o grupo da Catequese de Mafra entoou a típica canção "A todos um Bom Natal" - do Coro de Santo Amaro de Oeiras. Para delícia destes adolescentes, também os utentes do Lar e todos os presentes cantaram com eles.

Como a Festa de Natal é dos idosos que habitam nesta instituição, seguiu-se um momento de poesia que foi declamada por alguns utentes. Pelo meio, sem estar combinado, uma das utentes do Lar acabou por agradecer a presença de todos e desejar um Santo Natal. Um bonito gesto!

Os adolescentes da Catequese do Sobreiro também se quiseram juntar à festa este ano, como tal, levaram uma encenação de teatro para rir, intitulada: "Uma má lição, sem o Joãozinho".

Como já vem sendo hábito, a JMV Sobreiro também participou na festa, tendo a direcção do Lar pedido que levássemos algumas músicas tradicionais para animar os idosos. Alegres e com muitas palmas, os utentes acompanharam-nos ao som da "Casa Portuguesa", da "Tia Anica de Loulé" e da "Laurindinha".

Para terminar, antes do tradicional lanche oferecido pelo Lar e Centro de Dia a todos os presentes, a JMV Sobreiro cantou uma canção de Natal lembrando a razão de ser desta festa: "É Natal, Cristo nasceu!".

Gostariamos de partilhar com aqueles que nos seguem via Facebook e através do nosso blogue que no decorrer desta festa, a JMV Sobreiro recebeu uma lembrança da Direcção do Lar, em forma de agradecimento por semanalmente irmos buscar os idosos para irem à Missa. Obrigado!

Como jovens Vicentinos não podemos deixar de registar o quanto estes momentos nos fazem sentir bem. Podíamos estar a fazer um sem-número de coisas nesta tarde: andar na correria das compras, estar em casa a ver televisão ou outra coisa qualquer. No entanto, a JMV Sobreiro e todos os outros grupos que estiveram presentes tem consciência de que a entrega aos outros e a caridade é muito importante, não só nesta época mas durante todo o ano.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Advento com Nossa Senhora

A Igreja está aproximadamente a meio do Tempo do Advento. Fixemos o nosso olhar na Virgem Maria, Aquela que esperou e viveu no seu coração a vinda do Messias.

Durante nove meses, Nossa Senhora carregou dentro de Si o Salvador e viveu o mistério da maternidade. A gravidez de Maria foi o advento plenamente vivido, como tal, podemos hoje, vivê-lo em companhia da Mãe de Deus.

Advento, tempo de conversão. Mas, como falar em conversão naquela que é toda pura e cheia de graça?  Em Maria não havia pecado.  Foi concebida imaculada para que Seu ventre pudesse abrigar aquele que trazia em si todo o Bem e todo Amor.

Na Anunciação, fica claro que Maria não entendia como a vontade de Deus se concretizaria: questiona o Anjo Gabriel, tenta entender o que aos olhos humanos era incompreensível – como gerar vida, se ela não conhecia homem e se era virgem? E o Anjo explica-lhe como, abrindo-se à vontade de Deus, receberia o Espirito Santo que a cobriria de entendimento e adoração, reverenciando desde já a Vida que nascia dentro de Si.

O acompanhar dos episódios que se seguiram a partir do momento da Anunciação é revelador desse desejo de Maria.  Ao longo da Sua vida, Nossa Senhora guardou no Seu coração todos os acontecimentos que marcaram a vida do Verbo de Deus. Acompanho-O na sua caminhada terrena, ajudando-o a crescer em estatura, conhecimento e graça.  E, espantada e sofrida, o assistiu à morte de Jesus na cruz, tentando entender a vontade do mundo que matava Aquele só havia lhe dado amor.

Observar Maria ao longo da vida de Jesus Cristo ajuda-nos a entender como fazer para entendermos a história de um Deus que caminha com a humanidade.  O Criador conhece pelo nome cada uma das suas criaturas.  Mas, às criaturas não é dado todo o conhecimento do Seu Criador.  Por isso, a necessidade de saber escutá-Lo na turbulência da nossa vida e senti-Lo quando parece estar longe.  E este é também um caminho de conversão!

A Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, procurou sempre escutar a vontade de Deus a Seu respeito, sendo por isso modelo para cada um de nós. Que os nove meses de espera que Nossa Senhora viveu antes do nascimento do Messias nos ensinem a fazermos em tudo e sempre a vontade de Deus.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

«És Tu Aquele que há-de vir?»

Neste Domingo, o III do Advento, a Igreja repete a pergunta feita pela primeira vez a Jesus pelos discípulos de João Baptista: ‘És tu Aquele que haveria de vir ou devemos esperar outro?’

No nosso tempo, os homens levantam a mesma questão a respeito de Jesus Cristo.
E às vezes, esta pergunta é feita propositadamente para silenciar a Doutrina ensinada por Nosso Senhor à Igreja, negar a Sua existência ou deformar a Sua Mensagem. Precisamente a meio do Tempo de Advento, esta questão é fundamental:
 
Quem é Jesus para nós?
 
Falamos d’Ele e testemunhamo-Lo? Confessamos que Ele é o Messias, o próprio Deus feito Homem, que nasceu da Virgem Santíssima e que cresceu e viveu como homem?
Acreditamos que Ele sofreu e morreu numa cruz para nos livrar do pecado e da morte eterna e ressuscitou, estando agora no Céu, de onde virá gloriosamente no fim do mundo julgar os vivos e os mortos?
Ou esperamos num ‘outro Jesus’, um Jesus que frequentemente nos é apresentado pelo mundo, um Jesus meramente histórico, um homem bondoso, justo e revolucionário, que viveu há 2 milénios e nos deixou belos ensinamentos? Um Jesus totalmente diferente daquele que a Igreja nos apresenta, formado como que “à imagem e semelhança do Homem”?
Recentemente, o Papa Francisco afirmou que é um absurdo tentar encontrar Jesus fora da Igreja:
«A identidade cristã não é dada por um bilhete de identidade; a identidade cristã é pertença à Igreja: todos estes pertenciam à Igreja, à Igreja Mãe, porque não é possível encontrar Jesus fora da Igreja. […] É uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja». (Homilia na Capela Paulina – 23 de Abril de 2013).
Vivemos numa sociedade em que os que nos rodeiam têm uma postura que não pode ser a nossa postura cristã. Os cristãos devem ter a coragem de anunciar a Verdade e a Mensagem de Jesus Cristo, tal como a Igreja as ensina, demarcando-se completamente de interpretações ou de falsas novidades [em livros, artigos, filmes…] que o mundo nos apresenta sobre a pessoa de Jesus.
Não devemos andar à procura de novidades ou coisas novas. Para os cristãos, não há maior novidade que esta, que deve ser anunciada a toda a gente:
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós!».
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:


Entrada: Alegrai-vos sempre no Senhor - CEC I, p. 21 [partitura]
Salmo: Vinde, Senhor, e salvai-nos [partitura]
Comunhão: Dizei aos desanimados - CEC I, p. 20-21 [partitura]
Pós-Comunhão: Eis que vem o nosso Rei - LHC II, p.132 [partitura]
Final: Maria, és a árvore da Vida - F. Santos [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
LHC - Liturgia das Horas - Edição para o Canto, vol. II

Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz

 01 de Janeiro de 2014
 Clique na legenda para ler

Na sua primeira mensagem para este dia, o Papa começa por fazer uma defesa da família, formada e complementada por um pai e uma mãe. «Não existe paz sem fraternidade e a fraternidade aprende-se no seio da família».

«Convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor».

Nestas palavras subentende-se uma crítica ao aumento de políticas que têm procurado redefinir o conceito de “família”, como por exemplo a adopção por homossexuais ou até o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Entre as várias ameaças à paz nos tempos correntes, o Papa identifica as guerras, oo tráfego de seres humanos, a corrupção, o abuso de drogas e o crime organizado, mas dedica também alguns parágrafos ao sistema económico, dando seguimento a outras críticas que tem feito ao longo do seu Pontificado.

O documento recorda que, ao longo do último ano, muitas pessoas continuaram a viver a experiência dilacerante da guerra.

«Por este motivo, desejo dirigir um forte apelo a quantos semeiam violência e morte, com as armas: naquele que hoje considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão» - pede o Papa na sua Mensagem.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: «Por um Natal cristão»

Nem sempre o Natal é uma Festa de Jesus. Para muita gente não passa de uma comemoração histórica do passado. Há muitas coisas, muita alegria, muita festa, mas em muitos lados falta Jesus. Falta a principal personagem da festa!

Tornar novamente o Natal Cristão! Eis um dos grandes desafios para os nossos dias. Os primeiros cristãos cristianizaram a festa do sol. Colocaram Cristo em primeiro lugar. Cristo é que é o Sol e Luz da humanidade. É necessário cristianizar o Natal e lutar contra a paganização deste tempo tão sagrado!

O Natal lembra-nos que Deus não abandonou este mundo. Algumas formas de lembrar que o Natal é de Jesus, podem passar por, nas nossas casas, colocarmos o Presépio em lugar de destaque, para que quem nos visita perceba quem é a figura e a personagem mais importante desta festa.

Outra forma de ‘cristianizar’ o Natal é relativamente recente mas tem vindo a ganhar força no nosso país: contrariar a moda do ‘Pai Natal’ pendurado nas varandas e janelas e as famílias cristãs colocarem no seu lugar um estandarte do Menino Jesus.

Assim, as pessoas que passam e olham para as varandas e janelas onde o Menino Jesus estiver exposto, lembrar-se-ão da verdadeira alegria do Natal e do seu verdadeiro sentido: O Deus que Se fez carne’!

Apesar de esta época ser cada vez menos a lembrança do nosso Deus que por amor Se fez Homem, ainda existem muitas famílias que celebram com muita alegria o Natal de Jesus, preparando os seus corações no Sacramento da Confissão, participando na Missa de Natal e praticando obras de caridade para com os que mais necessitam.

É esta a vigilância que Jesus nos pede!

domingo, 8 de dezembro de 2013

JMV Sobreiro em festa

A JMV Sobreiro celebrou hoje a Solenidade da Imaculada Conceição, tal como toda a Igreja de Portugal, e celebrou também a admissão de novos elementos na Juventude Mariana Vicentina, bem como a passagem de etapa de dois elementos que já se encontravam no grupo.

As comemorações iniciaram-se ontem, véspera da Solenidade da Imaculada Conceição, com a oração das I Vésperas da Solenidade seguida da recitação do Terço do Rosário. Os jovens mais novos, que fizeram a sua admissão, participaram também na oração das Vésperas e no Terço.

O dia de hoje começou bem cedo com a oração de Laudes, pelas 08h30 na capela da Igreja do Sobreiro. Mais uma vez, todos juntos, cantámos os louvores da Virgem Imaculada, enaltecendo-A por ter sido eleita da parte do Senhor para ser a Mãe do Redentor e ter sido concebida sem a mácula do pecado original.

Pelas 09h30 deu-se início à celebração da Santa Missa, rezada pelo Padre Luís Barros  - Prior da Paróquia de Mafra - e concelebrada pelo Padre Joaquim Leitão, assessor da Juventude Mariana Vicentina na região Sul. Contou-se também com a presença da Irmã Alzira - também ela assessora da JMV Sul - e do Diácono Pedro Oliveira. O Conselho Regional fez-se representar através da Vogal Mariana e do Vogal de Comunicação e Informação. Também o grupo da Achada, nossos "pais e vizinhos" na JMV se fez presente para connosco comemorar este dia.


No momento a seguir à homilia, os seis jovens que se prepararam para serem admitidos na JMV aproximaram-se do altar para assim fazerem o seu compromisso e receber o lenço das mãos da Irmã Alzira e do Padre Joaquim Leitão. De seguida, também os dois jovens que já faziam parte do grupo fizeram a sua passagem de etapa, recebendo os estatutos do movimento e o bilhete de identidade da JMV.

A seguir à Comunhão, aquando do cântico de acção de graças, foi rezada uma oração - excerto da oração do Papa Bento XVI à Imaculada Conceição em 2011 - na qual se exaltou o "Sim" de Nossa Senhora, pedindo que também cada um de nós seja capaz de dizer sim ao Senhor.

Para finalizar a comemoração, foi partilhado um bolo com todos os presentes, ao som do hino da JMV. Após as fotografias "da praxe", os novos elementos da JMV Sobreiro foram "baptizados" ao jeito que é usual no grupo.

Queremos agradecer a todos aqueles que se juntaram a nós neste dia, não só fisicamente como em oração. Queremos também pedir a Nossa Senhora, Virgem Santa e Imaculada, que nos ampare nesta caminhada que é a JMV.



A família Vicentina presente hoje


sábado, 7 de dezembro de 2013

Oração à Virgem Imaculada


Ó Maria, Virgem Imaculada!
Saudamos-Te e invocamos-Te com as palavras do Anjo:
"Cheia de graça",
o nome mais bonito,
com o qual o próprio Deus Te chamou
desde a eternidade.

"Cheia de graça" és Tu, Maria,
repleta do amor divino
desde o primeiro momento da Tua existência,
providencialmente predestinada
para ser a Mãe do Redentor,
e intimamente associada a Ele
no mistério da salvação.


Na Tua Imaculada Conceição
resplandece a vocação dos discípulos de Cristo,
chamados a tornar-se, com a sua graça,
santos e imaculados no amor.
Em Ti brilha a dignidade de cada ser humano,

que é sempre precioso aos olhos do Criador.

Quem para Ti dirige o olhar,
ó Mãe Toda Santa,
não perde a serenidade,
por muito difíceis que sejam as provas da vida.
Mesmo se é triste a experiência do pecado,
que deturpa a dignidade dos filhos de Deus,
quem a Ti recorre
redescobre a beleza da verdade e do amor,
e reencontra o caminho que conduz à casa do Pai.

"Cheia de graça" és Tu, Maria,
que aceitando com o teu "sim"
os projectos do Criador,
nos abristes o caminho da salvação.

Na Tua escola, ensina-nos a pronunciar também nós
o nosso "sim" à vontade do Senhor.
Um "sim" que se une ao teu "sim"
sem reservas e sem sombras,
do qual o Pai celeste quis precisar
para gerar o Homem novo,
Cristo, único Salvador do mundo e da história.

Dá-nos a coragem de dizer "não"
aos enganos do poder,
do dinheiro, do prazer;
aos lucros desonestos,
à corrupção e à hipocrisia,
ao egoísmo e à violência.

"Não" ao Maligno,
príncipe enganador deste mundo.

"Sim" a Cristo,
que destrói o poder do mal
com a omnipotência do Amor.
Papa Bento XVI

Ó Maria concebida sem pecado!


Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas’ (Ap 12,1)


Antes de mais nada, a mulher do Apocalipse é Maria mesma. Ela aparece ‘vestida de sol’, isto é, vestida de Deus:  a Virgem Maria, de facto, é toda circundada pela luz de Deus e vive em Deus. Esse símbolo da veste luminosa claramente expressa uma condição que diz respeito a todo o ser de Maria: Ela é a ‘cheia de graça’, repleta do amor de Deus.

(…)

Essa mulher tem sob os Seus pés a Lua, símbolo da morte e da mortalidade. Maria, de facto, está plenamente associada à vitória de Jesus Cristo, seu Filho, sobre o pecado e a morte; é livre de qualquer sombra de morte e totalmente repleta de vida. Por uma graça e um privilégio singular de Deus Omnipotente, Maria também deixou a morte para trás, superou-a. E isso manifesta-se nos dois grandes mistérios da sua existência: no início, o ter sido concebida sem pecado original e, ao final, o ter sido assumpta em alma e corpo ao Céu, na glória de Deus.

Na visão do Apocalipse há uma outra peculiaridade: sobre a cabeça da mulher vestida de sol há ‘uma coroa de doze estrelas’. Esse sinal representa as doze tribos de Israel e significa que a Virgem Maria está no centro do Povo de Deus, de toda a comunhão dos santos. E, assim, essa imagem da coroa de doze estrelas introduz-nos na segunda grande interpretação do sinal celeste da ‘mulher vestida de sol’: além de representar a Nossa Senhora, esse sinal personifica a Igreja, a comunidade cristã de todos os tempos.

(…)

Enquanto Maria é Imaculada, livre de toda a mácula de pecado, a Igreja é santa, mas, ao mesmo tempo, marcada pelos nossos pecados. Por isso, o Povo de Deus, peregrino no tempo, dirige-se à sua Mãe celeste e pede o Seu auxílio;

Maria ajuda-nos a ver que há uma luz para além do manto de névoa que parece envolver a realidade. Por isso, também nós, especialmente nesta ocasião, não cessamos de pedir com confiança filial o Seu auxílio:

Oh Maria, concebida sem pecado, ora por nós que a Ti recorremos.
Ora pro nobis, intercede pro nobis ad Dominum Iesum Christum!


8 de Dezembro de 2011

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Admissão de novos elementos na JMV Sobreiro


No próximo Domingo, dia 08 de Dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria e a JMV Sobreiro celebrará também a entrada de novos elementos no grupo.

Com alegria recebemos no nosso grupo novos elementos que certamente trarão um "novo ar" e novas formas de pensar, agir e viver. Nos últimos anos foram poucos os elementos que entraram no grupo uma vez que não havia grupos de catequese dos anos mais velhos. Felizmente a partir de 2013 que contaremos com a entrada de novos elementos todos os anos, se Deus assim o quiser.
 Sábado, 07 de Dezembro:
 * 18h00 - Oração de Vésperas I da Imaculada Conceição;
 * 18h30 - Terço; 
 Domingo, 08 de Dezembro:
 * 08h15 - Oração de Laudes da Imaculada Conceição;
 * 09h30 - Missa da Solenidade da Imaculada, com a Admissão e Passagens de Etapa
Após a Missa partilharemos um bolo com todos os presentes, de forma a comemorar a entrada dos novos elementos.

Contamos com a oração de todos pelo nosso Gruponão só por aqueles que irão ser admitidos na Juventude Mariana Vicentina neste dia, mas também pelo grupo já existente, para que sejamos sempre exemplo de Fé e verdadeiros devotos da Santíssima Virgem Maria.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: «Permanecei vigilantes!»

«O Advento é tempo de alegre expectativa e também tempo de juízo. O mundo precisa do nosso testemunho, da nossa palavra de esperança, do nosso modo de viver inspirado no Evangelho!

Vivemos na noite escura do mundo, que não só é descrente como também zomba da Fé, assistimos diariamente à imoralidade sexual e dissolução das famílias, à imoralidade da ciência prepotente que se julga senhora do bem e do mal, às calúnias e mentiras contra a Igreja, ao modo de viver de quem não tem esperança... E muitos de nós vivemos confortavelmente entre pagãos e muitas vezes até como pagãos!
O roxo - cor litúrgica do Advento - convida-nos à vigilância, convida-nos a compreendermos que podemos perder para sempre Aquele que vem como Salvador, se não Lhe abrirmos as portas do nosso coração.
Não desanimemos e não nos cansemos de esperar. Quanto restará da noite deste mundo? Não sabemos! Mas sabemos que a manhã, a aurora radiosa do dia da Vinda de Jesus chegará! Nós somos as sentinelas que o Senhor colocou na noite deste mundo. Então, vigiemos!
Eis o convite que ele nos faz: Vinde de novo! Recomeçai, retomai a esperança, vigiai: ainda é noite, mas a manhã luminosa está a chegar!»
Vinde, Senhor Jesus! Vinde, ó Santo de Deus, e tende piedade de nós!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Imaculada Conceição

«Todo o ser humano que vem a este mundo é marcado pelo pecado original. Não se nasce com pecado pessoal, mas já se nasce, pelo simples facto de ser humano, marcado com a tendência humana de se colocar no lugar de Deus, como centro da própria vida. É desta situação de pecado e desordem, chamada de pecado original, que Cristo nos veio salvar.

A Virgem Maria, por pura graça de Deus, foi preservada desta cadeia de pecado. Porque o Pai A predestinou eternamente para ser a Mãe do Salvador, Aquele que tira o pecado do mundo, preservou-a de todo o pecado em previsão dos méritos que viriam da cruz de Jesus.

Assim, desde o primeiro momento em que foi concebida no ventre de Santa Ana, fruto de uma relação sexual normal e natural entre esta e São Joaquim, Nossa Senhora foi poupada de toda contaminação dessa fragilidade humana. É importante notar que a Imaculada Conceição é fruto da pura graça de Deus. 

Maria é a primeira a ser salva, mais salva que qualquer um de nós, mais devedora a Cristo que todos nós. 

Se Jesus nos arrancou da lama do pecado, no caso da sua Mãe, nem sequer deixou que a "lama" A atingisse! Mais que em qualquer outra criatura, a graça salvífica de Cristo Jesus se manifestou na sua Mãe, a Virgem Maria.


Neste sentido, a Imaculada Conceição de Nossa Senhora é como a aurora luminosa, cujos primeiros raios, prenunciam o Dia da Salvação, que é Cristo, o nosso Deus. O tempo do Advento é, pois, um tempo muito propício para celebrar este mistério.
 
Jesus não salva somente os que viveram durante a Sua vinda a este mundo ou depois dela; salva toda a humanidade que O acolhe. A graça de sua acção salvífica, na força do Espírito Santo, atinge todas as épocas. A Imaculada Conceição é um claríssimo exemplo desta realidade».

Dom Henrique Soares da Costa

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA - 08 de Dezembro

Entrada: Desde toda a eternidade [partitura]
Salmo: Cantai um cântico novo [partitura]
Ofertório: Quem é Aquela que surge [partitura]
Comunhão: É celebrada a vossa glória, ó Maria [partitura]
Pós-Comunhão: Salvé, Esposa Imaculada! [partitura]
Final: Salvé, Nobre Padroeira [partitura]

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: À espera do «Deus connosco»

«O Advento é composto por quatro semanas nas quais a Igreja prepara a celebração da Vinda do Senhor. Na verdade, o sentido último deste Tempo é recordar - na Santa Liturgia- que o Senhor vem como Juiz e Senhor da História de cada um de nós, da Igreja e da humanidade. Portanto, é necessário avaliar a nossa vida e as situações à luz do Seu Dia, da Sua Vinda gloriosa!

As duas primeiras semanas concentram-se nessa Vinda no final dos tempos, já pré-anunciada na Liturgia. A partir do dia 17 de Dezembro, a atenção detém-se na Vinda do Senhor na nossa humana natureza, no mistério do Natal.

«Eis a voz do meu Amado! Ele vem a correr pelos montes... Meu Amado é meu e eu sou Dele!» Estas palavras da esposa do Cântico dos Cânticos exprimem o sentimento da Igreja: É o Filho eterno que vem, desposando a nossa humanidade no mistério da Encarnação. 

«Porque Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho único» (Jo 3,16) para ser o Esposo da humanidade, o Salvador do mundo. A Sua Vinda no Natal é penhor da Sua Vinda definitiva, quando passará a figura deste mundo e tudo entrará no Definitivo, que não passará jamais...

«Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Seu Filho, a Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e pelo Qual fez os séculos» (Hb 1,1-2).

Deus não nos mandou um mensageiro, um intermediário ou um presente... Ele vem pessoalmente no Seu Filho, vem Ele mesmo ser o ‘Emanuel’, o Deus-connosco! Por isso, o homem pode ter a certeza que não está mais sozinho, não se pode sentir mais desamparado, esquecido, perdido, apesar de tanta dor e sofrimento ainda existentes no nosso mundo!»
Bispo-Auxiliar de Aracaju - Brasil

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