"Raios de Luz"


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Advento com Nossa Senhora

A Igreja está aproximadamente a meio do Tempo do Advento. Fixemos o nosso olhar na Virgem Maria, Aquela que esperou e viveu no seu coração a vinda do Messias.

Durante nove meses, Nossa Senhora carregou dentro de Si o Salvador e viveu o mistério da maternidade. A gravidez de Maria foi o advento plenamente vivido, como tal, podemos hoje, vivê-lo em companhia da Mãe de Deus.

Advento, tempo de conversão. Mas, como falar em conversão naquela que é toda pura e cheia de graça?  Em Maria não havia pecado.  Foi concebida imaculada para que Seu ventre pudesse abrigar aquele que trazia em si todo o Bem e todo Amor.

Na Anunciação, fica claro que Maria não entendia como a vontade de Deus se concretizaria: questiona o Anjo Gabriel, tenta entender o que aos olhos humanos era incompreensível – como gerar vida, se ela não conhecia homem e se era virgem? E o Anjo explica-lhe como, abrindo-se à vontade de Deus, receberia o Espirito Santo que a cobriria de entendimento e adoração, reverenciando desde já a Vida que nascia dentro de Si.

O acompanhar dos episódios que se seguiram a partir do momento da Anunciação é revelador desse desejo de Maria.  Ao longo da Sua vida, Nossa Senhora guardou no Seu coração todos os acontecimentos que marcaram a vida do Verbo de Deus. Acompanho-O na sua caminhada terrena, ajudando-o a crescer em estatura, conhecimento e graça.  E, espantada e sofrida, o assistiu à morte de Jesus na cruz, tentando entender a vontade do mundo que matava Aquele só havia lhe dado amor.

Observar Maria ao longo da vida de Jesus Cristo ajuda-nos a entender como fazer para entendermos a história de um Deus que caminha com a humanidade.  O Criador conhece pelo nome cada uma das suas criaturas.  Mas, às criaturas não é dado todo o conhecimento do Seu Criador.  Por isso, a necessidade de saber escutá-Lo na turbulência da nossa vida e senti-Lo quando parece estar longe.  E este é também um caminho de conversão!

A Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, procurou sempre escutar a vontade de Deus a Seu respeito, sendo por isso modelo para cada um de nós. Que os nove meses de espera que Nossa Senhora viveu antes do nascimento do Messias nos ensinem a fazermos em tudo e sempre a vontade de Deus.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

«És Tu Aquele que há-de vir?»

Neste Domingo, o III do Advento, a Igreja repete a pergunta feita pela primeira vez a Jesus pelos discípulos de João Baptista: ‘És tu Aquele que haveria de vir ou devemos esperar outro?’

No nosso tempo, os homens levantam a mesma questão a respeito de Jesus Cristo.
E às vezes, esta pergunta é feita propositadamente para silenciar a Doutrina ensinada por Nosso Senhor à Igreja, negar a Sua existência ou deformar a Sua Mensagem. Precisamente a meio do Tempo de Advento, esta questão é fundamental:
 
Quem é Jesus para nós?
 
Falamos d’Ele e testemunhamo-Lo? Confessamos que Ele é o Messias, o próprio Deus feito Homem, que nasceu da Virgem Santíssima e que cresceu e viveu como homem?
Acreditamos que Ele sofreu e morreu numa cruz para nos livrar do pecado e da morte eterna e ressuscitou, estando agora no Céu, de onde virá gloriosamente no fim do mundo julgar os vivos e os mortos?
Ou esperamos num ‘outro Jesus’, um Jesus que frequentemente nos é apresentado pelo mundo, um Jesus meramente histórico, um homem bondoso, justo e revolucionário, que viveu há 2 milénios e nos deixou belos ensinamentos? Um Jesus totalmente diferente daquele que a Igreja nos apresenta, formado como que “à imagem e semelhança do Homem”?
Recentemente, o Papa Francisco afirmou que é um absurdo tentar encontrar Jesus fora da Igreja:
«A identidade cristã não é dada por um bilhete de identidade; a identidade cristã é pertença à Igreja: todos estes pertenciam à Igreja, à Igreja Mãe, porque não é possível encontrar Jesus fora da Igreja. […] É uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja». (Homilia na Capela Paulina – 23 de Abril de 2013).
Vivemos numa sociedade em que os que nos rodeiam têm uma postura que não pode ser a nossa postura cristã. Os cristãos devem ter a coragem de anunciar a Verdade e a Mensagem de Jesus Cristo, tal como a Igreja as ensina, demarcando-se completamente de interpretações ou de falsas novidades [em livros, artigos, filmes…] que o mundo nos apresenta sobre a pessoa de Jesus.
Não devemos andar à procura de novidades ou coisas novas. Para os cristãos, não há maior novidade que esta, que deve ser anunciada a toda a gente:
«O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós!».
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:


Entrada: Alegrai-vos sempre no Senhor - CEC I, p. 21 [partitura]
Salmo: Vinde, Senhor, e salvai-nos [partitura]
Comunhão: Dizei aos desanimados - CEC I, p. 20-21 [partitura]
Pós-Comunhão: Eis que vem o nosso Rei - LHC II, p.132 [partitura]
Final: Maria, és a árvore da Vida - F. Santos [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
LHC - Liturgia das Horas - Edição para o Canto, vol. II

Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz

 01 de Janeiro de 2014
 Clique na legenda para ler

Na sua primeira mensagem para este dia, o Papa começa por fazer uma defesa da família, formada e complementada por um pai e uma mãe. «Não existe paz sem fraternidade e a fraternidade aprende-se no seio da família».

«Convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor».

Nestas palavras subentende-se uma crítica ao aumento de políticas que têm procurado redefinir o conceito de “família”, como por exemplo a adopção por homossexuais ou até o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Entre as várias ameaças à paz nos tempos correntes, o Papa identifica as guerras, oo tráfego de seres humanos, a corrupção, o abuso de drogas e o crime organizado, mas dedica também alguns parágrafos ao sistema económico, dando seguimento a outras críticas que tem feito ao longo do seu Pontificado.

O documento recorda que, ao longo do último ano, muitas pessoas continuaram a viver a experiência dilacerante da guerra.

«Por este motivo, desejo dirigir um forte apelo a quantos semeiam violência e morte, com as armas: naquele que hoje considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão» - pede o Papa na sua Mensagem.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: «Por um Natal cristão»

Nem sempre o Natal é uma Festa de Jesus. Para muita gente não passa de uma comemoração histórica do passado. Há muitas coisas, muita alegria, muita festa, mas em muitos lados falta Jesus. Falta a principal personagem da festa!

Tornar novamente o Natal Cristão! Eis um dos grandes desafios para os nossos dias. Os primeiros cristãos cristianizaram a festa do sol. Colocaram Cristo em primeiro lugar. Cristo é que é o Sol e Luz da humanidade. É necessário cristianizar o Natal e lutar contra a paganização deste tempo tão sagrado!

O Natal lembra-nos que Deus não abandonou este mundo. Algumas formas de lembrar que o Natal é de Jesus, podem passar por, nas nossas casas, colocarmos o Presépio em lugar de destaque, para que quem nos visita perceba quem é a figura e a personagem mais importante desta festa.

Outra forma de ‘cristianizar’ o Natal é relativamente recente mas tem vindo a ganhar força no nosso país: contrariar a moda do ‘Pai Natal’ pendurado nas varandas e janelas e as famílias cristãs colocarem no seu lugar um estandarte do Menino Jesus.

Assim, as pessoas que passam e olham para as varandas e janelas onde o Menino Jesus estiver exposto, lembrar-se-ão da verdadeira alegria do Natal e do seu verdadeiro sentido: O Deus que Se fez carne’!

Apesar de esta época ser cada vez menos a lembrança do nosso Deus que por amor Se fez Homem, ainda existem muitas famílias que celebram com muita alegria o Natal de Jesus, preparando os seus corações no Sacramento da Confissão, participando na Missa de Natal e praticando obras de caridade para com os que mais necessitam.

É esta a vigilância que Jesus nos pede!

domingo, 8 de dezembro de 2013

JMV Sobreiro em festa

A JMV Sobreiro celebrou hoje a Solenidade da Imaculada Conceição, tal como toda a Igreja de Portugal, e celebrou também a admissão de novos elementos na Juventude Mariana Vicentina, bem como a passagem de etapa de dois elementos que já se encontravam no grupo.

As comemorações iniciaram-se ontem, véspera da Solenidade da Imaculada Conceição, com a oração das I Vésperas da Solenidade seguida da recitação do Terço do Rosário. Os jovens mais novos, que fizeram a sua admissão, participaram também na oração das Vésperas e no Terço.

O dia de hoje começou bem cedo com a oração de Laudes, pelas 08h30 na capela da Igreja do Sobreiro. Mais uma vez, todos juntos, cantámos os louvores da Virgem Imaculada, enaltecendo-A por ter sido eleita da parte do Senhor para ser a Mãe do Redentor e ter sido concebida sem a mácula do pecado original.

Pelas 09h30 deu-se início à celebração da Santa Missa, rezada pelo Padre Luís Barros  - Prior da Paróquia de Mafra - e concelebrada pelo Padre Joaquim Leitão, assessor da Juventude Mariana Vicentina na região Sul. Contou-se também com a presença da Irmã Alzira - também ela assessora da JMV Sul - e do Diácono Pedro Oliveira. O Conselho Regional fez-se representar através da Vogal Mariana e do Vogal de Comunicação e Informação. Também o grupo da Achada, nossos "pais e vizinhos" na JMV se fez presente para connosco comemorar este dia.


No momento a seguir à homilia, os seis jovens que se prepararam para serem admitidos na JMV aproximaram-se do altar para assim fazerem o seu compromisso e receber o lenço das mãos da Irmã Alzira e do Padre Joaquim Leitão. De seguida, também os dois jovens que já faziam parte do grupo fizeram a sua passagem de etapa, recebendo os estatutos do movimento e o bilhete de identidade da JMV.

A seguir à Comunhão, aquando do cântico de acção de graças, foi rezada uma oração - excerto da oração do Papa Bento XVI à Imaculada Conceição em 2011 - na qual se exaltou o "Sim" de Nossa Senhora, pedindo que também cada um de nós seja capaz de dizer sim ao Senhor.

Para finalizar a comemoração, foi partilhado um bolo com todos os presentes, ao som do hino da JMV. Após as fotografias "da praxe", os novos elementos da JMV Sobreiro foram "baptizados" ao jeito que é usual no grupo.

Queremos agradecer a todos aqueles que se juntaram a nós neste dia, não só fisicamente como em oração. Queremos também pedir a Nossa Senhora, Virgem Santa e Imaculada, que nos ampare nesta caminhada que é a JMV.



A família Vicentina presente hoje


sábado, 7 de dezembro de 2013

Oração à Virgem Imaculada


Ó Maria, Virgem Imaculada!
Saudamos-Te e invocamos-Te com as palavras do Anjo:
"Cheia de graça",
o nome mais bonito,
com o qual o próprio Deus Te chamou
desde a eternidade.

"Cheia de graça" és Tu, Maria,
repleta do amor divino
desde o primeiro momento da Tua existência,
providencialmente predestinada
para ser a Mãe do Redentor,
e intimamente associada a Ele
no mistério da salvação.


Na Tua Imaculada Conceição
resplandece a vocação dos discípulos de Cristo,
chamados a tornar-se, com a sua graça,
santos e imaculados no amor.
Em Ti brilha a dignidade de cada ser humano,

que é sempre precioso aos olhos do Criador.

Quem para Ti dirige o olhar,
ó Mãe Toda Santa,
não perde a serenidade,
por muito difíceis que sejam as provas da vida.
Mesmo se é triste a experiência do pecado,
que deturpa a dignidade dos filhos de Deus,
quem a Ti recorre
redescobre a beleza da verdade e do amor,
e reencontra o caminho que conduz à casa do Pai.

"Cheia de graça" és Tu, Maria,
que aceitando com o teu "sim"
os projectos do Criador,
nos abristes o caminho da salvação.

Na Tua escola, ensina-nos a pronunciar também nós
o nosso "sim" à vontade do Senhor.
Um "sim" que se une ao teu "sim"
sem reservas e sem sombras,
do qual o Pai celeste quis precisar
para gerar o Homem novo,
Cristo, único Salvador do mundo e da história.

Dá-nos a coragem de dizer "não"
aos enganos do poder,
do dinheiro, do prazer;
aos lucros desonestos,
à corrupção e à hipocrisia,
ao egoísmo e à violência.

"Não" ao Maligno,
príncipe enganador deste mundo.

"Sim" a Cristo,
que destrói o poder do mal
com a omnipotência do Amor.
Papa Bento XVI

Ó Maria concebida sem pecado!


Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas’ (Ap 12,1)


Antes de mais nada, a mulher do Apocalipse é Maria mesma. Ela aparece ‘vestida de sol’, isto é, vestida de Deus:  a Virgem Maria, de facto, é toda circundada pela luz de Deus e vive em Deus. Esse símbolo da veste luminosa claramente expressa uma condição que diz respeito a todo o ser de Maria: Ela é a ‘cheia de graça’, repleta do amor de Deus.

(…)

Essa mulher tem sob os Seus pés a Lua, símbolo da morte e da mortalidade. Maria, de facto, está plenamente associada à vitória de Jesus Cristo, seu Filho, sobre o pecado e a morte; é livre de qualquer sombra de morte e totalmente repleta de vida. Por uma graça e um privilégio singular de Deus Omnipotente, Maria também deixou a morte para trás, superou-a. E isso manifesta-se nos dois grandes mistérios da sua existência: no início, o ter sido concebida sem pecado original e, ao final, o ter sido assumpta em alma e corpo ao Céu, na glória de Deus.

Na visão do Apocalipse há uma outra peculiaridade: sobre a cabeça da mulher vestida de sol há ‘uma coroa de doze estrelas’. Esse sinal representa as doze tribos de Israel e significa que a Virgem Maria está no centro do Povo de Deus, de toda a comunhão dos santos. E, assim, essa imagem da coroa de doze estrelas introduz-nos na segunda grande interpretação do sinal celeste da ‘mulher vestida de sol’: além de representar a Nossa Senhora, esse sinal personifica a Igreja, a comunidade cristã de todos os tempos.

(…)

Enquanto Maria é Imaculada, livre de toda a mácula de pecado, a Igreja é santa, mas, ao mesmo tempo, marcada pelos nossos pecados. Por isso, o Povo de Deus, peregrino no tempo, dirige-se à sua Mãe celeste e pede o Seu auxílio;

Maria ajuda-nos a ver que há uma luz para além do manto de névoa que parece envolver a realidade. Por isso, também nós, especialmente nesta ocasião, não cessamos de pedir com confiança filial o Seu auxílio:

Oh Maria, concebida sem pecado, ora por nós que a Ti recorremos.
Ora pro nobis, intercede pro nobis ad Dominum Iesum Christum!


8 de Dezembro de 2011

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Admissão de novos elementos na JMV Sobreiro


No próximo Domingo, dia 08 de Dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria e a JMV Sobreiro celebrará também a entrada de novos elementos no grupo.

Com alegria recebemos no nosso grupo novos elementos que certamente trarão um "novo ar" e novas formas de pensar, agir e viver. Nos últimos anos foram poucos os elementos que entraram no grupo uma vez que não havia grupos de catequese dos anos mais velhos. Felizmente a partir de 2013 que contaremos com a entrada de novos elementos todos os anos, se Deus assim o quiser.
 Sábado, 07 de Dezembro:
 * 18h00 - Oração de Vésperas I da Imaculada Conceição;
 * 18h30 - Terço; 
 Domingo, 08 de Dezembro:
 * 08h15 - Oração de Laudes da Imaculada Conceição;
 * 09h30 - Missa da Solenidade da Imaculada, com a Admissão e Passagens de Etapa
Após a Missa partilharemos um bolo com todos os presentes, de forma a comemorar a entrada dos novos elementos.

Contamos com a oração de todos pelo nosso Gruponão só por aqueles que irão ser admitidos na Juventude Mariana Vicentina neste dia, mas também pelo grupo já existente, para que sejamos sempre exemplo de Fé e verdadeiros devotos da Santíssima Virgem Maria.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: «Permanecei vigilantes!»

«O Advento é tempo de alegre expectativa e também tempo de juízo. O mundo precisa do nosso testemunho, da nossa palavra de esperança, do nosso modo de viver inspirado no Evangelho!

Vivemos na noite escura do mundo, que não só é descrente como também zomba da Fé, assistimos diariamente à imoralidade sexual e dissolução das famílias, à imoralidade da ciência prepotente que se julga senhora do bem e do mal, às calúnias e mentiras contra a Igreja, ao modo de viver de quem não tem esperança... E muitos de nós vivemos confortavelmente entre pagãos e muitas vezes até como pagãos!
O roxo - cor litúrgica do Advento - convida-nos à vigilância, convida-nos a compreendermos que podemos perder para sempre Aquele que vem como Salvador, se não Lhe abrirmos as portas do nosso coração.
Não desanimemos e não nos cansemos de esperar. Quanto restará da noite deste mundo? Não sabemos! Mas sabemos que a manhã, a aurora radiosa do dia da Vinda de Jesus chegará! Nós somos as sentinelas que o Senhor colocou na noite deste mundo. Então, vigiemos!
Eis o convite que ele nos faz: Vinde de novo! Recomeçai, retomai a esperança, vigiai: ainda é noite, mas a manhã luminosa está a chegar!»
Vinde, Senhor Jesus! Vinde, ó Santo de Deus, e tende piedade de nós!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Imaculada Conceição

«Todo o ser humano que vem a este mundo é marcado pelo pecado original. Não se nasce com pecado pessoal, mas já se nasce, pelo simples facto de ser humano, marcado com a tendência humana de se colocar no lugar de Deus, como centro da própria vida. É desta situação de pecado e desordem, chamada de pecado original, que Cristo nos veio salvar.

A Virgem Maria, por pura graça de Deus, foi preservada desta cadeia de pecado. Porque o Pai A predestinou eternamente para ser a Mãe do Salvador, Aquele que tira o pecado do mundo, preservou-a de todo o pecado em previsão dos méritos que viriam da cruz de Jesus.

Assim, desde o primeiro momento em que foi concebida no ventre de Santa Ana, fruto de uma relação sexual normal e natural entre esta e São Joaquim, Nossa Senhora foi poupada de toda contaminação dessa fragilidade humana. É importante notar que a Imaculada Conceição é fruto da pura graça de Deus. 

Maria é a primeira a ser salva, mais salva que qualquer um de nós, mais devedora a Cristo que todos nós. 

Se Jesus nos arrancou da lama do pecado, no caso da sua Mãe, nem sequer deixou que a "lama" A atingisse! Mais que em qualquer outra criatura, a graça salvífica de Cristo Jesus se manifestou na sua Mãe, a Virgem Maria.


Neste sentido, a Imaculada Conceição de Nossa Senhora é como a aurora luminosa, cujos primeiros raios, prenunciam o Dia da Salvação, que é Cristo, o nosso Deus. O tempo do Advento é, pois, um tempo muito propício para celebrar este mistério.
 
Jesus não salva somente os que viveram durante a Sua vinda a este mundo ou depois dela; salva toda a humanidade que O acolhe. A graça de sua acção salvífica, na força do Espírito Santo, atinge todas as épocas. A Imaculada Conceição é um claríssimo exemplo desta realidade».

Dom Henrique Soares da Costa

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA - 08 de Dezembro

Entrada: Desde toda a eternidade [partitura]
Salmo: Cantai um cântico novo [partitura]
Ofertório: Quem é Aquela que surge [partitura]
Comunhão: É celebrada a vossa glória, ó Maria [partitura]
Pós-Comunhão: Salvé, Esposa Imaculada! [partitura]
Final: Salvé, Nobre Padroeira [partitura]

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: À espera do «Deus connosco»

«O Advento é composto por quatro semanas nas quais a Igreja prepara a celebração da Vinda do Senhor. Na verdade, o sentido último deste Tempo é recordar - na Santa Liturgia- que o Senhor vem como Juiz e Senhor da História de cada um de nós, da Igreja e da humanidade. Portanto, é necessário avaliar a nossa vida e as situações à luz do Seu Dia, da Sua Vinda gloriosa!

As duas primeiras semanas concentram-se nessa Vinda no final dos tempos, já pré-anunciada na Liturgia. A partir do dia 17 de Dezembro, a atenção detém-se na Vinda do Senhor na nossa humana natureza, no mistério do Natal.

«Eis a voz do meu Amado! Ele vem a correr pelos montes... Meu Amado é meu e eu sou Dele!» Estas palavras da esposa do Cântico dos Cânticos exprimem o sentimento da Igreja: É o Filho eterno que vem, desposando a nossa humanidade no mistério da Encarnação. 

«Porque Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho único» (Jo 3,16) para ser o Esposo da humanidade, o Salvador do mundo. A Sua Vinda no Natal é penhor da Sua Vinda definitiva, quando passará a figura deste mundo e tudo entrará no Definitivo, que não passará jamais...

«Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Seu Filho, a Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e pelo Qual fez os séculos» (Hb 1,1-2).

Deus não nos mandou um mensageiro, um intermediário ou um presente... Ele vem pessoalmente no Seu Filho, vem Ele mesmo ser o ‘Emanuel’, o Deus-connosco! Por isso, o homem pode ter a certeza que não está mais sozinho, não se pode sentir mais desamparado, esquecido, perdido, apesar de tanta dor e sofrimento ainda existentes no nosso mundo!»
Bispo-Auxiliar de Aracaju - Brasil

sábado, 30 de novembro de 2013

Exposição da Terceira parte do Segredo de Fátima

Na tarde de hoje, 30 de Novembro, foi inaugurada no Santuário de Fátima a exposição «Segredo e Revelação» , na qual estão expostas partes de manuscritos da Irmã Lúcia, entre os quais a descrição visão que integra a terceira parte do Segredo de Fátima.

Este manuscrito foi enviado directamente do Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé - Vaticano, com autorização concedida pelo Papa Francisco no passado mês de Junho. De salientar que este documento estava na posse da mesma congregação desde 4 de Abril de 1957.

Na exposição é possível ler excertos originais dos interrogatórios feitos aos videntes aquando das Aparições, assim como alguns escritos que hoje estão compilados nas  Memórias da Irmã Lúcia.

De entre as várias secções da exposição que o peregrino pode visitar, estão também alguns relatos de momentos históricos do século XX para a Igreja e para o Mundo, como o Regicídio de D. Carlos em Portugal (1908), a I e II Guerras Mundiais, o Concílio Vaticano II, o atentado ao Papa João Paulo II e a revelação oficial da terceira parte do Segredo de Fátima, no ano 2000.


Em lugar de destaque, com o selo de lacre da Santa Sé, encontra-se o famoso manuscrito que relata o martírio do «Bispo vestido de branco» juntamente com os fiéis que com ele sobem a «escabrosa montanha» encimada pela cruz. Nas paredes que rodeiam o local onde o manuscrito está exposto, podem ser vistas imagens que retratam episódios marcantes na vida da Igreja no último século, mostrando aos visitantes, a"Via-Sacra da Igreja ao longo do século XX", tal como referiu o então Cardeal Ratzinger no ano 2000.


Para além dos vários documentos expostos, é possível observar alguns objectos que fazem parte também da história do Santuário de Fátima, nomeadamente uma batina pertencente ao Papa João Paulo II, uma custódia e uma relíquia do Santo Lenho.

Quase no final da exposição pode ser contemplada uma pintura de um autor francês que reproduz todo o Segredo de Fátima, desde a Visão do Inferno, passando pela forma de evitar a condenação eterna, através da Devoção ao Coração Imaculado de Maria, retratando ainda a Paixão da Igreja e o triunfo dos justos.

Aconselhamos todos os devotos de Fátima e apaixonados pela sua Mensagem a visitar esta exposição que certamente servirá para conhecer toda a profundidade do conteúdo teológico que estas Aparições revelam ao mundo.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Santo André, Apóstolo e Mártir

A Igreja celebra no próximo dia 30 de Novembro a Festa Litúrgica de Santo André, apóstolo e Mártir. Para a Paróquia de Mafra este dia é motivo de alegria e regozijo pois Santo André é o seu padroeiro.

Irmão de São Pedro, Santo André foi um dos doze discípulos de Jesus, tendo mesmo sido o primeiro a seguir o Senhor. Antes de conhecer Jesus e de ter sido feito «pescador de Homens» juntamente com seu irmão, Santo André vivia em Cafarnaúm e era discípulo de João Baptista.

Com São João Baptista e o seu irmão, Simão Pedro, o padroeiro da nossa paróquia foi a Jericó e lá, à passagem de Jesus, João Baptista indicou-O como o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo».

Santo André participou da vida pública de Jesus, tendo estado presente na Última Ceia, tendo visto Cristo Ressuscitado, testemunhado a Ascensão e recebido o Espírito Santo no dia de Pentecostes.

A sua pregação e anúncio do Evangelho começou na Palestina, tendo o Apóstolo Santo André chegado até à Grécia onde fundou uma grande comunidade.

Uma tradição narra a morte de André em Patras, onde também ele sofreu o suplício da crucifixão. Mas, naquele momento supremo, de modo análogo ao de seu irmão Simão Pedro, pediu para ser posto numa cruz diferente da de Jesus. No seu caso tratou-se de uma cruz em forma de X, isto é, transversalmente inclinada, que por isso foi chamada «cruz de Santo André».

Eis o que o Apóstolo disse naquela ocasião, segundo uma antiga narração:

«Salve, ó Cruz, inaugurada por meio do corpo de Cristo e que se tornou adorno dos Seus membros, como se fossem pérolas preciosas. Antes que o Senhor fosse elevado sobre ti, tu incutias um temor terreno. Agora, ao contrário, dotada de um amor celeste, és recebida como um dom. Os crentes sabem, a teu respeito, quanta alegria possuis, quantos dons tens preparados.


Portanto, certo e cheio de alegria venho a ti, para que também tu me recebas exultante como discípulo Daquele que em ti foi suspenso [...]. Ó Cruz bem-aventurada, que recebeste a majestade e a beleza dos membros do Senhor! [...] Toma-me e leva-me para longe dos homens e entrega-me ao meu Mestre, para que por teu intermédio me receba Quem por ti me redimiu. Salve, ó Cruz; sim, salve verdadeiramente!»

O Papa Bento XVI, na Audiência Geral de 14 de Junho de 2006, referindo-se ao Apóstolo Santo André, referiu que «há aqui uma profundíssima espiritualidade cristã, que vê na Cruz não tanto um instrumento de tortura mas, ao contrário, o meio incomparável de uma plena assimilação ao Redentor, ao grão de trigo que caiu na terra. Devemos aprender com isto uma lição muito importante: as nossas cruzes adquirem valor se forem consideradas e aceites como parte da cruz de Cristo, se refletirem a sua luz. Só naquela Cruz são também os nossos sofrimentos nobilitados e adquirem o seu verdadeiro sentido.».

Uma das primeiras referências a Nossa Senhora como Virgem Imaculada vem, segundo a tradição, da boca de Santo André. Diz-nos o Apóstolo que «tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido.»

O apóstolo André ensina-nos a seguir Jesus com prontidão, tal como ele o fez, encontrando por isso um sentido último para a nossa vida e para a nossa morte. Procuremos encontrar na sua vida e no seu testemunho a força e coragem para anunciarmos o Evangelho mesmo que isso tenha implicações concretas na nossa vida e façamos nossas as palavras do Apóstolo e Mártir:


«Ó Cruz bem-aventurada, que recebeste a majestade e a beleza dos membros do Senhor! 
Toma-me e leva-me para longe dos homens e entrega-me ao meu Mestre, 
para que por teu intermédio me receba Quem por ti me redimiu.»

Fonte (Adaptado)

Advento, tempo de esperança

O Advento é como uma primeira dimensão da realidade divina que está ligada ao tempo humano. Esta ligação é reflectida no ano litúrgico, que começa exactamente nas Vésperas I do primeiro Domingo do Advento.

A Igreja é chamada a viver este tempo com os mesmos sentimentos da Virgem Maria e do povo de Israel, enquanto esperavam o nascimento do Messias:

«Ao celebrar cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja actualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua Segunda Vinda». (Catecismo da Igreja Católica, 524)

O Advento é uma reafirmação do caminho eterno do homem em direcção a Deus. A cada ano, marca um novo começo deste modo. Percebemos assim que a vida de um homem não é um caminho impraticável, mas uma estrada que o leva ao encontro com o Senhor Jesus. É um tempo que serve para lembrar o homem do objectivo final do seu caminho e incentiva a preparação para o encontro com Cristo. 

«Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor», diz Jesus no Evangelho deste Domingo. Esta vigilância cristã não é só saber onde o Maligno está, fugindo dele e das suas obras más. A vigilância que Jesus nos pede passa também por procurar e conhecer os sinais que vêm de Deus e que nos fazem perceber que Ele caminha connosco, guiando-nos até Si.

Em muitas ocasiões, vivemos mergulhados num ‘sono profundo’ que nos faz esquecer a dimensão espiritual da nossa vida. O Tempo do Advento vem anualmente estimular em nós a atitude de vigilância de estarmos mais atentos ao que se passa à nossa volta, para que Jesus nos encontre preparados, quando voltar: «Estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem».

O Advento é tempo de esperança. Sem esperança, o mundo não tem futuro; sem esperança, também não haverá justiça, nem alegria, nem paz. E fundamento da verdadeira esperança, como bem recordou o Papa Bento XVI na sua Encíclica Spe Salvi, é o próprio Deus que vem até nós como um Menino.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Vinde Senhor, não tardeis - NCT 41 [partitura]
Salmo: Iremos com alegria [partitura]
Ofertório: Irmãos, convertei o vosso coração - NCT 741 [partitura]
Comunhão: Buscai o alimento - NCT 393 [partitura]
Pós-Comunhão: Abri as portas a Cristo - M. Frisina [partitura]
Final: Excelso Criador dos grandes astros - NCT 52 [partitura]

NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

«Adorar a Deus, mesmo na perseguição»

Na luta final entre Deus e o Mal, que a Liturgia nos apresenta  no final do ano litúrgico, existe um grande perigo que o Papa chama de «tentação universal», que é a tentação de acreditar que terá a vitória quem está fora de Deus, levando a melhor sobre os que acreditam n’Ele.

«Quando Jesus fala desta calamidade, diz-nos que haverá uma profanação do templo, uma profanação da fé do povo e será a abominação. O que significa isso? Será como o triunfo do príncipe deste mundo [o Diabo]: a derrota de Deus. Naquele momento final, ele pensará que é o senhor do mundo».
Aqui será o «teste final». O Papa observa que esse teste será como o sofrimento do profeta Daniel: lançado aos leões por adorar mais a Deus do que o rei. Portanto, a desolação da abominação tem um nome: É a proibição do culto.
«Os poderes do mundo querem que a religião seja um assunto privado. Mas Deus, que vence o mundo, ama-nos até o fim. Não podes nem deves falar sobre religião: é uma coisa privada, não é? Não fales sobre isso publicamente!
O Santo Padre critica explicitamente algumas leis humanas que limitam a prática da religião:
«Os símbolos religiosos são removidos. Deves obedecer às ordens provenientes dos poderes mundanos. Podes fazer muitas coisas bonitas, muito belas, mas não deves adorar a Deus publicamente: Esta é a proibição do culto».
«Os cristãos que sofrem estes tempos de perseguição e de proibição de culto são uma profecia do que vai acontecer a todos nós».
No entanto, diz o Papa, devemos lembrar-nos que a vitória é de Jesus Cristo e devemos enfrentar as dificuldades com a cabeça erguida:
«Os cristãos que hoje são perseguidos são um sinal para o prelúdio da vitória final de Jesus. Não tenhamos medo! Deus só nos pede fidelidade e paciência.
Pede-nos lealdade como Daniel, que foi fiel a seu Deus, e adoraram a Deus até o fim. E pede-nos paciência, porque não se perderá um cabelo da nossa cabeça, como o Senhor prometeu».
E concluiu a sua homilia com um desafio:
«Nesta semana, vamos pensar bem nesta apostasia geral, que passa pela proibição de culto, e perguntarmo-nos: «Eu amo o Senhor? Eu amo Jesus Cristo, o meu Senhor? Ou um pouco de ‘metade a metade’, faço o jogo do príncipe desde mundo? Adoremos a Deus até o fim, com a confiança e fidelidade: esta é a graça que pedimos».

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