"Raios de Luz"


sábado, 7 de dezembro de 2013

Ó Maria concebida sem pecado!


Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas’ (Ap 12,1)


Antes de mais nada, a mulher do Apocalipse é Maria mesma. Ela aparece ‘vestida de sol’, isto é, vestida de Deus:  a Virgem Maria, de facto, é toda circundada pela luz de Deus e vive em Deus. Esse símbolo da veste luminosa claramente expressa uma condição que diz respeito a todo o ser de Maria: Ela é a ‘cheia de graça’, repleta do amor de Deus.

(…)

Essa mulher tem sob os Seus pés a Lua, símbolo da morte e da mortalidade. Maria, de facto, está plenamente associada à vitória de Jesus Cristo, seu Filho, sobre o pecado e a morte; é livre de qualquer sombra de morte e totalmente repleta de vida. Por uma graça e um privilégio singular de Deus Omnipotente, Maria também deixou a morte para trás, superou-a. E isso manifesta-se nos dois grandes mistérios da sua existência: no início, o ter sido concebida sem pecado original e, ao final, o ter sido assumpta em alma e corpo ao Céu, na glória de Deus.

Na visão do Apocalipse há uma outra peculiaridade: sobre a cabeça da mulher vestida de sol há ‘uma coroa de doze estrelas’. Esse sinal representa as doze tribos de Israel e significa que a Virgem Maria está no centro do Povo de Deus, de toda a comunhão dos santos. E, assim, essa imagem da coroa de doze estrelas introduz-nos na segunda grande interpretação do sinal celeste da ‘mulher vestida de sol’: além de representar a Nossa Senhora, esse sinal personifica a Igreja, a comunidade cristã de todos os tempos.

(…)

Enquanto Maria é Imaculada, livre de toda a mácula de pecado, a Igreja é santa, mas, ao mesmo tempo, marcada pelos nossos pecados. Por isso, o Povo de Deus, peregrino no tempo, dirige-se à sua Mãe celeste e pede o Seu auxílio;

Maria ajuda-nos a ver que há uma luz para além do manto de névoa que parece envolver a realidade. Por isso, também nós, especialmente nesta ocasião, não cessamos de pedir com confiança filial o Seu auxílio:

Oh Maria, concebida sem pecado, ora por nós que a Ti recorremos.
Ora pro nobis, intercede pro nobis ad Dominum Iesum Christum!


8 de Dezembro de 2011

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Admissão de novos elementos na JMV Sobreiro


No próximo Domingo, dia 08 de Dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria e a JMV Sobreiro celebrará também a entrada de novos elementos no grupo.

Com alegria recebemos no nosso grupo novos elementos que certamente trarão um "novo ar" e novas formas de pensar, agir e viver. Nos últimos anos foram poucos os elementos que entraram no grupo uma vez que não havia grupos de catequese dos anos mais velhos. Felizmente a partir de 2013 que contaremos com a entrada de novos elementos todos os anos, se Deus assim o quiser.
 Sábado, 07 de Dezembro:
 * 18h00 - Oração de Vésperas I da Imaculada Conceição;
 * 18h30 - Terço; 
 Domingo, 08 de Dezembro:
 * 08h15 - Oração de Laudes da Imaculada Conceição;
 * 09h30 - Missa da Solenidade da Imaculada, com a Admissão e Passagens de Etapa
Após a Missa partilharemos um bolo com todos os presentes, de forma a comemorar a entrada dos novos elementos.

Contamos com a oração de todos pelo nosso Gruponão só por aqueles que irão ser admitidos na Juventude Mariana Vicentina neste dia, mas também pelo grupo já existente, para que sejamos sempre exemplo de Fé e verdadeiros devotos da Santíssima Virgem Maria.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: «Permanecei vigilantes!»

«O Advento é tempo de alegre expectativa e também tempo de juízo. O mundo precisa do nosso testemunho, da nossa palavra de esperança, do nosso modo de viver inspirado no Evangelho!

Vivemos na noite escura do mundo, que não só é descrente como também zomba da Fé, assistimos diariamente à imoralidade sexual e dissolução das famílias, à imoralidade da ciência prepotente que se julga senhora do bem e do mal, às calúnias e mentiras contra a Igreja, ao modo de viver de quem não tem esperança... E muitos de nós vivemos confortavelmente entre pagãos e muitas vezes até como pagãos!
O roxo - cor litúrgica do Advento - convida-nos à vigilância, convida-nos a compreendermos que podemos perder para sempre Aquele que vem como Salvador, se não Lhe abrirmos as portas do nosso coração.
Não desanimemos e não nos cansemos de esperar. Quanto restará da noite deste mundo? Não sabemos! Mas sabemos que a manhã, a aurora radiosa do dia da Vinda de Jesus chegará! Nós somos as sentinelas que o Senhor colocou na noite deste mundo. Então, vigiemos!
Eis o convite que ele nos faz: Vinde de novo! Recomeçai, retomai a esperança, vigiai: ainda é noite, mas a manhã luminosa está a chegar!»
Vinde, Senhor Jesus! Vinde, ó Santo de Deus, e tende piedade de nós!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Imaculada Conceição

«Todo o ser humano que vem a este mundo é marcado pelo pecado original. Não se nasce com pecado pessoal, mas já se nasce, pelo simples facto de ser humano, marcado com a tendência humana de se colocar no lugar de Deus, como centro da própria vida. É desta situação de pecado e desordem, chamada de pecado original, que Cristo nos veio salvar.

A Virgem Maria, por pura graça de Deus, foi preservada desta cadeia de pecado. Porque o Pai A predestinou eternamente para ser a Mãe do Salvador, Aquele que tira o pecado do mundo, preservou-a de todo o pecado em previsão dos méritos que viriam da cruz de Jesus.

Assim, desde o primeiro momento em que foi concebida no ventre de Santa Ana, fruto de uma relação sexual normal e natural entre esta e São Joaquim, Nossa Senhora foi poupada de toda contaminação dessa fragilidade humana. É importante notar que a Imaculada Conceição é fruto da pura graça de Deus. 

Maria é a primeira a ser salva, mais salva que qualquer um de nós, mais devedora a Cristo que todos nós. 

Se Jesus nos arrancou da lama do pecado, no caso da sua Mãe, nem sequer deixou que a "lama" A atingisse! Mais que em qualquer outra criatura, a graça salvífica de Cristo Jesus se manifestou na sua Mãe, a Virgem Maria.


Neste sentido, a Imaculada Conceição de Nossa Senhora é como a aurora luminosa, cujos primeiros raios, prenunciam o Dia da Salvação, que é Cristo, o nosso Deus. O tempo do Advento é, pois, um tempo muito propício para celebrar este mistério.
 
Jesus não salva somente os que viveram durante a Sua vinda a este mundo ou depois dela; salva toda a humanidade que O acolhe. A graça de sua acção salvífica, na força do Espírito Santo, atinge todas as épocas. A Imaculada Conceição é um claríssimo exemplo desta realidade».

Dom Henrique Soares da Costa

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA - 08 de Dezembro

Entrada: Desde toda a eternidade [partitura]
Salmo: Cantai um cântico novo [partitura]
Ofertório: Quem é Aquela que surge [partitura]
Comunhão: É celebrada a vossa glória, ó Maria [partitura]
Pós-Comunhão: Salvé, Esposa Imaculada! [partitura]
Final: Salvé, Nobre Padroeira [partitura]

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Reflexões de Advento: À espera do «Deus connosco»

«O Advento é composto por quatro semanas nas quais a Igreja prepara a celebração da Vinda do Senhor. Na verdade, o sentido último deste Tempo é recordar - na Santa Liturgia- que o Senhor vem como Juiz e Senhor da História de cada um de nós, da Igreja e da humanidade. Portanto, é necessário avaliar a nossa vida e as situações à luz do Seu Dia, da Sua Vinda gloriosa!

As duas primeiras semanas concentram-se nessa Vinda no final dos tempos, já pré-anunciada na Liturgia. A partir do dia 17 de Dezembro, a atenção detém-se na Vinda do Senhor na nossa humana natureza, no mistério do Natal.

«Eis a voz do meu Amado! Ele vem a correr pelos montes... Meu Amado é meu e eu sou Dele!» Estas palavras da esposa do Cântico dos Cânticos exprimem o sentimento da Igreja: É o Filho eterno que vem, desposando a nossa humanidade no mistério da Encarnação. 

«Porque Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho único» (Jo 3,16) para ser o Esposo da humanidade, o Salvador do mundo. A Sua Vinda no Natal é penhor da Sua Vinda definitiva, quando passará a figura deste mundo e tudo entrará no Definitivo, que não passará jamais...

«Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Seu Filho, a Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e pelo Qual fez os séculos» (Hb 1,1-2).

Deus não nos mandou um mensageiro, um intermediário ou um presente... Ele vem pessoalmente no Seu Filho, vem Ele mesmo ser o ‘Emanuel’, o Deus-connosco! Por isso, o homem pode ter a certeza que não está mais sozinho, não se pode sentir mais desamparado, esquecido, perdido, apesar de tanta dor e sofrimento ainda existentes no nosso mundo!»
Bispo-Auxiliar de Aracaju - Brasil

sábado, 30 de novembro de 2013

Exposição da Terceira parte do Segredo de Fátima

Na tarde de hoje, 30 de Novembro, foi inaugurada no Santuário de Fátima a exposição «Segredo e Revelação» , na qual estão expostas partes de manuscritos da Irmã Lúcia, entre os quais a descrição visão que integra a terceira parte do Segredo de Fátima.

Este manuscrito foi enviado directamente do Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé - Vaticano, com autorização concedida pelo Papa Francisco no passado mês de Junho. De salientar que este documento estava na posse da mesma congregação desde 4 de Abril de 1957.

Na exposição é possível ler excertos originais dos interrogatórios feitos aos videntes aquando das Aparições, assim como alguns escritos que hoje estão compilados nas  Memórias da Irmã Lúcia.

De entre as várias secções da exposição que o peregrino pode visitar, estão também alguns relatos de momentos históricos do século XX para a Igreja e para o Mundo, como o Regicídio de D. Carlos em Portugal (1908), a I e II Guerras Mundiais, o Concílio Vaticano II, o atentado ao Papa João Paulo II e a revelação oficial da terceira parte do Segredo de Fátima, no ano 2000.


Em lugar de destaque, com o selo de lacre da Santa Sé, encontra-se o famoso manuscrito que relata o martírio do «Bispo vestido de branco» juntamente com os fiéis que com ele sobem a «escabrosa montanha» encimada pela cruz. Nas paredes que rodeiam o local onde o manuscrito está exposto, podem ser vistas imagens que retratam episódios marcantes na vida da Igreja no último século, mostrando aos visitantes, a"Via-Sacra da Igreja ao longo do século XX", tal como referiu o então Cardeal Ratzinger no ano 2000.


Para além dos vários documentos expostos, é possível observar alguns objectos que fazem parte também da história do Santuário de Fátima, nomeadamente uma batina pertencente ao Papa João Paulo II, uma custódia e uma relíquia do Santo Lenho.

Quase no final da exposição pode ser contemplada uma pintura de um autor francês que reproduz todo o Segredo de Fátima, desde a Visão do Inferno, passando pela forma de evitar a condenação eterna, através da Devoção ao Coração Imaculado de Maria, retratando ainda a Paixão da Igreja e o triunfo dos justos.

Aconselhamos todos os devotos de Fátima e apaixonados pela sua Mensagem a visitar esta exposição que certamente servirá para conhecer toda a profundidade do conteúdo teológico que estas Aparições revelam ao mundo.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Santo André, Apóstolo e Mártir

A Igreja celebra no próximo dia 30 de Novembro a Festa Litúrgica de Santo André, apóstolo e Mártir. Para a Paróquia de Mafra este dia é motivo de alegria e regozijo pois Santo André é o seu padroeiro.

Irmão de São Pedro, Santo André foi um dos doze discípulos de Jesus, tendo mesmo sido o primeiro a seguir o Senhor. Antes de conhecer Jesus e de ter sido feito «pescador de Homens» juntamente com seu irmão, Santo André vivia em Cafarnaúm e era discípulo de João Baptista.

Com São João Baptista e o seu irmão, Simão Pedro, o padroeiro da nossa paróquia foi a Jericó e lá, à passagem de Jesus, João Baptista indicou-O como o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo».

Santo André participou da vida pública de Jesus, tendo estado presente na Última Ceia, tendo visto Cristo Ressuscitado, testemunhado a Ascensão e recebido o Espírito Santo no dia de Pentecostes.

A sua pregação e anúncio do Evangelho começou na Palestina, tendo o Apóstolo Santo André chegado até à Grécia onde fundou uma grande comunidade.

Uma tradição narra a morte de André em Patras, onde também ele sofreu o suplício da crucifixão. Mas, naquele momento supremo, de modo análogo ao de seu irmão Simão Pedro, pediu para ser posto numa cruz diferente da de Jesus. No seu caso tratou-se de uma cruz em forma de X, isto é, transversalmente inclinada, que por isso foi chamada «cruz de Santo André».

Eis o que o Apóstolo disse naquela ocasião, segundo uma antiga narração:

«Salve, ó Cruz, inaugurada por meio do corpo de Cristo e que se tornou adorno dos Seus membros, como se fossem pérolas preciosas. Antes que o Senhor fosse elevado sobre ti, tu incutias um temor terreno. Agora, ao contrário, dotada de um amor celeste, és recebida como um dom. Os crentes sabem, a teu respeito, quanta alegria possuis, quantos dons tens preparados.


Portanto, certo e cheio de alegria venho a ti, para que também tu me recebas exultante como discípulo Daquele que em ti foi suspenso [...]. Ó Cruz bem-aventurada, que recebeste a majestade e a beleza dos membros do Senhor! [...] Toma-me e leva-me para longe dos homens e entrega-me ao meu Mestre, para que por teu intermédio me receba Quem por ti me redimiu. Salve, ó Cruz; sim, salve verdadeiramente!»

O Papa Bento XVI, na Audiência Geral de 14 de Junho de 2006, referindo-se ao Apóstolo Santo André, referiu que «há aqui uma profundíssima espiritualidade cristã, que vê na Cruz não tanto um instrumento de tortura mas, ao contrário, o meio incomparável de uma plena assimilação ao Redentor, ao grão de trigo que caiu na terra. Devemos aprender com isto uma lição muito importante: as nossas cruzes adquirem valor se forem consideradas e aceites como parte da cruz de Cristo, se refletirem a sua luz. Só naquela Cruz são também os nossos sofrimentos nobilitados e adquirem o seu verdadeiro sentido.».

Uma das primeiras referências a Nossa Senhora como Virgem Imaculada vem, segundo a tradição, da boca de Santo André. Diz-nos o Apóstolo que «tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido.»

O apóstolo André ensina-nos a seguir Jesus com prontidão, tal como ele o fez, encontrando por isso um sentido último para a nossa vida e para a nossa morte. Procuremos encontrar na sua vida e no seu testemunho a força e coragem para anunciarmos o Evangelho mesmo que isso tenha implicações concretas na nossa vida e façamos nossas as palavras do Apóstolo e Mártir:


«Ó Cruz bem-aventurada, que recebeste a majestade e a beleza dos membros do Senhor! 
Toma-me e leva-me para longe dos homens e entrega-me ao meu Mestre, 
para que por teu intermédio me receba Quem por ti me redimiu.»

Fonte (Adaptado)

Advento, tempo de esperança

O Advento é como uma primeira dimensão da realidade divina que está ligada ao tempo humano. Esta ligação é reflectida no ano litúrgico, que começa exactamente nas Vésperas I do primeiro Domingo do Advento.

A Igreja é chamada a viver este tempo com os mesmos sentimentos da Virgem Maria e do povo de Israel, enquanto esperavam o nascimento do Messias:

«Ao celebrar cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja actualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua Segunda Vinda». (Catecismo da Igreja Católica, 524)

O Advento é uma reafirmação do caminho eterno do homem em direcção a Deus. A cada ano, marca um novo começo deste modo. Percebemos assim que a vida de um homem não é um caminho impraticável, mas uma estrada que o leva ao encontro com o Senhor Jesus. É um tempo que serve para lembrar o homem do objectivo final do seu caminho e incentiva a preparação para o encontro com Cristo. 

«Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor», diz Jesus no Evangelho deste Domingo. Esta vigilância cristã não é só saber onde o Maligno está, fugindo dele e das suas obras más. A vigilância que Jesus nos pede passa também por procurar e conhecer os sinais que vêm de Deus e que nos fazem perceber que Ele caminha connosco, guiando-nos até Si.

Em muitas ocasiões, vivemos mergulhados num ‘sono profundo’ que nos faz esquecer a dimensão espiritual da nossa vida. O Tempo do Advento vem anualmente estimular em nós a atitude de vigilância de estarmos mais atentos ao que se passa à nossa volta, para que Jesus nos encontre preparados, quando voltar: «Estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem».

O Advento é tempo de esperança. Sem esperança, o mundo não tem futuro; sem esperança, também não haverá justiça, nem alegria, nem paz. E fundamento da verdadeira esperança, como bem recordou o Papa Bento XVI na sua Encíclica Spe Salvi, é o próprio Deus que vem até nós como um Menino.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Vinde Senhor, não tardeis - NCT 41 [partitura]
Salmo: Iremos com alegria [partitura]
Ofertório: Irmãos, convertei o vosso coração - NCT 741 [partitura]
Comunhão: Buscai o alimento - NCT 393 [partitura]
Pós-Comunhão: Abri as portas a Cristo - M. Frisina [partitura]
Final: Excelso Criador dos grandes astros - NCT 52 [partitura]

NCT - Novo Cantemos Todos

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

«Adorar a Deus, mesmo na perseguição»

Na luta final entre Deus e o Mal, que a Liturgia nos apresenta  no final do ano litúrgico, existe um grande perigo que o Papa chama de «tentação universal», que é a tentação de acreditar que terá a vitória quem está fora de Deus, levando a melhor sobre os que acreditam n’Ele.

«Quando Jesus fala desta calamidade, diz-nos que haverá uma profanação do templo, uma profanação da fé do povo e será a abominação. O que significa isso? Será como o triunfo do príncipe deste mundo [o Diabo]: a derrota de Deus. Naquele momento final, ele pensará que é o senhor do mundo».
Aqui será o «teste final». O Papa observa que esse teste será como o sofrimento do profeta Daniel: lançado aos leões por adorar mais a Deus do que o rei. Portanto, a desolação da abominação tem um nome: É a proibição do culto.
«Os poderes do mundo querem que a religião seja um assunto privado. Mas Deus, que vence o mundo, ama-nos até o fim. Não podes nem deves falar sobre religião: é uma coisa privada, não é? Não fales sobre isso publicamente!
O Santo Padre critica explicitamente algumas leis humanas que limitam a prática da religião:
«Os símbolos religiosos são removidos. Deves obedecer às ordens provenientes dos poderes mundanos. Podes fazer muitas coisas bonitas, muito belas, mas não deves adorar a Deus publicamente: Esta é a proibição do culto».
«Os cristãos que sofrem estes tempos de perseguição e de proibição de culto são uma profecia do que vai acontecer a todos nós».
No entanto, diz o Papa, devemos lembrar-nos que a vitória é de Jesus Cristo e devemos enfrentar as dificuldades com a cabeça erguida:
«Os cristãos que hoje são perseguidos são um sinal para o prelúdio da vitória final de Jesus. Não tenhamos medo! Deus só nos pede fidelidade e paciência.
Pede-nos lealdade como Daniel, que foi fiel a seu Deus, e adoraram a Deus até o fim. E pede-nos paciência, porque não se perderá um cabelo da nossa cabeça, como o Senhor prometeu».
E concluiu a sua homilia com um desafio:
«Nesta semana, vamos pensar bem nesta apostasia geral, que passa pela proibição de culto, e perguntarmo-nos: «Eu amo o Senhor? Eu amo Jesus Cristo, o meu Senhor? Ou um pouco de ‘metade a metade’, faço o jogo do príncipe desde mundo? Adoremos a Deus até o fim, com a confiança e fidelidade: esta é a graça que pedimos».

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Novena à Imaculada Conceição


O mês de Dezembro que se aproxima é um dos mais ricos da Liturgia Católica. Uma das Solenidades que a Igreja celebra neste mês é a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a 8 de Dezembro.
Nós, habitantes daquela que já foi chamada de ‘Terra de Santa Maria’, não podemos deixar de dar importância a este dia tão especial, no qual se lembra a concepção Imaculada – ou seja, ‘sem mácula do pecado original’ - da Virgem Maria no ventre de Santa Ana, Sua mãe.
Em 1646, cerca de 200 anos antes da Igreja definir este Dogma, as Cortes Portuguesas proclamaram solenemente Nossa Senhora da Conceição como única e singular Rainha, Padroeira e Protectora de Portugal. Para concretizar tal aclamação, o Rei D. João IV depôs aos pés da imagem de Nossa Senhora da Conceição, que se venera em Vila Viçosa, a sua própria coroa real.
Depois desse grande momento, os reis seus sucessores nunca mais usaram a coroa sobre a cabeça, uma vez que ela pertence apenas à Imaculada Mãe de Deus.
De forma a prepararmo-nos para este dia tão solene e importante para a Igreja e principalmente para Portugal, disponibilizamos um guião da Novena Preparatória para a Solenidade da Imaculada Conceição, que se inicia amanhã, 29 de Novembro, assim como a o Ofício Divino para esse dia:

Dia de Nossa Senhora das Graças

O dia 27 de Novembro é um dia de festa e de alegria para a Juventude Mariana Vicentina, bem como para toda a família Vicentina. Neste dia, no ano de 1830 a Virgem Santíssima apareceu novamente a Santa Catarina de Labouré, de pé sobre um globo, vestida de branco, com um véu branco a cobrir-lhe a cabeça e manto azul prateado que lhe descia até aos pés.

«Este globo que vês representa o mundo inteiro e cada pessoa em particular. Os raios são o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que as pedem. Os raios mais espessos correspondem às graças que as pessoas se recordam de pedir. Os raios mais ténues correspondem às graças que as pessoas não se lembram de pedir».

No dia de Nossa Senhora das Graças, ou dia da Medalha Milagrosa, a Igreja lembra a aparição de Nossa Senhora, na qual a Virgem pediu à noviça Santa Catarina que fosse cunhada uma medalha com a Sua imagem e com a jaculatória:

"Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós".

Das mãos de Nossa Senhora saíam raios. Estes incidiam sobre o globo que estava abaixo da Virgem, que com os Seus pés esmagava a serpente infernal.

Santa Catarina refere que depois desta visão, a imagem que via voltou-se, mostrando no reverso um conjunto de emblemas, no centro um grande M, o monograma de Maria. Em cima do M, por uma cruz sobre uma barra; abaixo do monograma havia dois corações: o da esquerda cercado de espinhos, o da direita trespassado por uma espada. Por fim, um conjunto de doze estrelas, em forma oval, cercava a aparição.

Nascia assim, da aparição da Santíssima Mãe de Deus, a Medalha milagrosa que hoje conhecemos e que é a insígnia da Juventude Mariana Vicentina. Mais tarde, noutra aparição, Nossa Senhora pediu a Santa Catarina que fosse fundada uma Associação de Jovens Filhos e Filhas de Maria que fosse responsável pela difusão da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças. Esta associação foi aprovada pelo Papa Pio IX a 20 de Junho de 1847 e é hoje conhecida como Juventude Mariana Vicentina.

No dia em que comemoramos também o nascimento desta associação de jovens pedida expressamente pela Virgem Imaculada, peçamos-Lhe que fortaleça a nossa fé e nos faça verdadeiros arautos da Sua mensagem e capazes de respondermos sempre àquilo que Nossa Senhora das Graças nos pede.
 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

'A Alegria do Evangelho'



Foi hoje apresentada ao mundo a primeira Exortação Apostólica do Papa Francisco:
Segundo o Pe. Lombardi, porta-voz da Santa Sé, o documento foi escrito na totalidade pelo próprio Papa, depois das Jornadas Mundiais da Juventude e em língua espanhola.
Nesta Exortação, Francisco convida os fiéis a iniciarem uma nova etapa marcada pela Evangelização com alegria.
«Os cristãos têm o dever de proclamar o Evangelho, sem excluir ninguém, nem como alguém que impõe uma nova obrigação, mas sim como pessoas que compartilham uma alegria, sinalizam um bonito horizonte, oferecem um banquete desejável. A Igreja não cresce para fazer proselitismo , mas atração».
O documento mostra alguns pontos que são como um plano pastoral para os próximos anos, desafios que a Igreja tem de enfrentar, nomeadamente a recuperação da sua identidade, sem ‘complexos de inferioridade’. 
O Papa alerta para a pretensão de «dominar o espaço da Igreja», por parte de alguns dos seus membros, que acusa de «mundanismo», antes de deixar um elogio aos «cristãos que dão a vida por amor» a Jesus e à Igreja.
Na mesma Exortação, o Santo Padre descarta mudanças progressistas como o aborto, defendendo firmemente a vida humana desde a sua concepção.
O Papa refere ainda a necessidade de uma contínua conversão da Igreja, para estar aberta a uma permanente reforma ao serviço do Evangelho.
A Exortação Apostólica pode ser lida na íntegra aqui.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Encerramento do Ano da Fé no Patriarcado de Lisboa

No dia em que a Igreja celebrou o fim do Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, por ocasião da comemoração dos cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II e dos vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, a Diocese de Lisboa uniu-se a Roma e, em comunhão com o Sumo Pontífice, o Patriarca de Lisboa - D. Manuel Clemente, celebrou o encerramento deste ano litúrgico com uma peregrinação diocesana a Peniche.

Acorrendo ao pedido do Eminentíssimo Patriarca, alguns elementos da JMV Sobreiro peregrinaram até Peniche, onde, à chegada visitaram o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, participando de seguida na Santa Missa, celebrada pelo D. Manuel Clemente e concelebrada pelo Eminentíssimo Cardeal-Patriarca Emérito, D. José Policarpo e pelos Bispos Auxiliares da Diocese de Lisboa.

Na sua homilia, o nosso Patriarca, aproveitando a proximidade ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, falou do exemplo de Maria na Fé e, pegando na passagem do Evangelho de S. Lucas deste Domingo, falou também do sacrifício de Cristo na cruz por todos nós

«(...) Pois por todos se entrega e a todos oferece a Sua vida, como aconteceu naquele dia derradeiro, ao Bom Ladrão ofereceu o Paraíso, ao Discípulo amado a Sua Mãe, a todos a própria vida, no Sangue e na Água que Lhe brotaram do inextinguível coração». 

Aliando estes temas ao facto de se tratar do encerramento do Ano da Fé, D. Manuel, aproveitou também para esclarecer levemente o significado do Credo, citando os ensinamentos de S. Tomás de Aquino.

Terminou deste modo o Ano da Fé no Patriarcado de Lisboa. A JMV Sobreiro espera que toda a Igreja se sinta responsável em aprofundar a Fé a em transmiti-la às gerações vindouras. 


Semana de Oração pela Paz no Médio Oriente


O Bispo iraquiano Dom Shlemon Warduni, encontra-se em Portugal a durante esta semana, respondendo ao convite da Fundação ‘Ajuda à Igreja que Sofre’, para falar dos cristãos no Médio Oriente.

Questionado sobre o regresso da violência ao Iraque, ao longo dos últimos meses, o Bispo Warduni  afirma que a maioria das pessoas no Ocidente não pode fazer mais do que rezar pela situação dos cristãos no Iraque e no resto do Médio Oriente:

«No Ocidente podem rezar por nós. Certamente Deus escutará a voz dos justos. Em segundo lugar, pressionar os líderes para não fazerem guerra. Como por exemplo o Papa Francisco, que disse que todos devíamos rezar e jejuar para evitar a guerra na Síria, e a maioria das pessoas concorda que foi um milagre!».

O Arcebispo de Damasco – Síria, também está em Portugal para dar testemunho dos tempos conturbados que se vive no seu país e da situação muito delicada com que se confrontam diariamente os Cristãos nesta região do mundo.

Dom Warduni estará hoje, pelas 17h00, na Igreja do Sacramento, na Baixa de Lisboa, para falar precisamente destes assuntos, numa conferência aberta a todos e organizada pela Fundação ‘Ajuda à Igreja que Sofre’.


Outro momento importante desta semana será a Vigília pela Paz na Síria e Médio Oriente, no Mosteiro dos Jerónimos, Belém, no dia 30 de Novembro às 16h30, onde se rezará por todos os nossos irmãos que sofrem, e a quem estamos unidos no amor a Jesus Cristo. O programa completo para esta semana de oração pode ser consultado aqui.

No meio do sofrimento, a hierarquia católica tenta evitar o êxodo dos cristãos e apela ao perdão, mas nem sempre é fácil reconhece Dom Shlemon Warduni:

«Claro que para quem perdeu familiares é difícil compreender o perdão, mas este é o espírito do Cristianismo, que tentamos viver. Confiamos em Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós».

domingo, 24 de novembro de 2013

Encerramento do Ano da Fé em Roma

O Papa Francisco presidiu hoje à Missa de encerramento do Ano da Fé, solenemente inaugurado no ano passado por Sua Santidade, o Papa Bento XVI.

Na homilia, o Santo Padre lembrou que a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, que hoje a Igreja celebra, é vista como o “coroamento do ano litúrgico, e este ano,  também como encerramento do Ano da Fé". O Papa Francisco dirigiu ainda "um pensamento cheio de carinho e gratidão para com o Papa Bento XVI", seu predecessor, que decretou o Ano da Fé, oferecendo assim a oportunidade de redescobrir a beleza do caminho de fé que teve início no dia do nosso Baptismo e nos tornou filhos de Deus e irmãos na Igreja.

A propósito da Segunda Leitura, da Carta aos Colossenses, na qual São Paulo propõe uma visão muito profunda da centralidade de Jesus, apresentando como o Primogénito de toda a criação, o Papa disse que: “a atitude que se requer do crente – se o quer ser de verdade - é reconhecer e aceitar na vida esta centralidade de Jesus Cristo, nos pensamentos, nas palavras e nas obras. Quando se perde este centro, substituindo-o por outra coisa qualquer, disso só derivam danos para o meio ambiente que nos rodeia e para o próprio homem.”

Mas, para “além de ser centro da criação, Cristo é centro do povo de Deus”, como mostra a primeira Leitura, que narra o dia em que as tribos de Israel vieram procurar David e ungiram-no rei sobre Israel. “

“Cristo, descendente do rei David, é o «irmão» ao redor do qual se constitui o povo, que cuida do seu povo, de todos nós, a preço da sua vida. N’Ele, nós somos um só; unidos a Ele, partilhamos um só caminho, um único destino.”

Ao falar sobre o evangelho de hoje, lembrou: “A promessa de Jesus ao bom ladrão dá-nos uma grande esperança: diz-nos que a graça de Deus é sempre mais abundante de quanto pedira a oração. O Senhor dá sempre mais do que se Lhe pede: pedes-Lhe que Se lembre de ti, e Ele leva-te para o seu Reino!”.

Na missa, tal como já tínhamos referido anteriormente, foram expostas para veneração as relíquias de São Pedro, como "remate" final neste Ano da Fé, cuja missão de transmissão da fé vem desde o tempo de São Pedro e continua, ao longo destes dois mil anos de história da Igreja.

O anúncio do Evangelho e de Jesus Cristo ao mundo deve ser feito por todos nós, e como tal, no fim da Missa de hoje, o Papa Francisco entregou simbolicamente a nova Exortação Apostólica Evangelii Gaudium - A alegria do Evangelho - a toda a Igreja.

Peçamos a Nosso Senhor Jesus Cristo que reine na nossa vida, no nosso coração e na nossa sociedade, pois só tendo o Filho de Deus no centro da nossa vida é que poderemos ser verdadeiramente felizes.

Fonte (adaptado): Agência Ecclesia e Radio Vaticana


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