"Raios de Luz"


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Papa publicará Exortação Apostólica no encerramento do 'Ano da Fé'

O Ano da Fé será encerrado no dia 24 de Novembro, na Solenidade de Cristo Rei do Universo. Nesse mesmo dia, o Papa Francisco entregará a sua primeira Exortação Apostólica intitulada 'Evangelii Gaudium'.


Dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, destaca que este documento contém «uma missão que é confiada a cada pessoa baptizada para se tornar evangelizador. Jesus quis a Igreja para evangelizar e portanto, se não existir evangelização, a Igreja inevitavelmente definhará».

O texto é aguardado com grande expectativa no Vaticano e em toda a Igreja. A Exortação será entregue simbolicamente a todo o Povo de Deus, durante a celebração, sendo facultada pelo Papa a um Bispo, um sacerdote, um diácono, religiosos e religiosas, noviças, uma família, catequistas, artistas, jornalistas, jovens, idosos e doentes. Será apresentada depois à imprensa no dia 26, na Sala João Paulo II – Vaticano.

Ainda segundo Dom Fisichella, neste Ano, mais de 8 milhões e meio de peregrinos se reuniram diante do túmulo de São Pedro, professando a Fé no que é apenas um sinal entre os menores, mas significativos, que permanecerão na memória do Ano da Fé.

Recorde-se que no próximo Domingo serão colocadas à veneração pela primeira vez as relíquias de São Pedro, no início das celebrações conclusivas do Ano da Fé, pelas 09h30 na Praça de São Pedro (hora de Portugal).


A Sala de Imprensa da Santa Sé informou ainda que durante a celebração serão recolhidas ofertas em favor das vítimas do tufão Hayan, que atingiu as Filipinas na semana passada, provocando milhares de mortos.
Com informações de: ACI Digital

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A JMV Sobreiro está a crescer

A JMV Sobreiro iniciou ontem o acolhimento dos jovens que terminaram no ano passado os dez anos de catequese e que actualmente se estão a preparar para o Sacramento do Crisma.

Após alguns anos de interrupção de entrada de elementos, devido à inexistência de alguns grupos de catequese de adolescentes, este ano retoma-se assim a entrada anual de elementos para o Grupo de Jovens.

Mais do que convidá-los a conhecer a Juventude Mariana Vicentina, o objectivo do grupo é apresentar aos mais novos uma forma de continuar a caminhar na Igreja, procurando «crescer na Fé, crescer enquanto pessoa, e continuar com Jesus na minha vida» - como diziam os mais novos na dinâmica da primeira reunião de formação.

Até dia 8 de Dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, no qual os jovens serão admitidos na Juventude Mariana Vicentina, serão realizadas reuniões semanais com vista ao conhecimento do Movimento e ao conhecimento e partilha de ideias com o grupo já existente.

Como a diferença de idades entre o grupo actual e o grupo que se prepara para entrar é significativa, todos os jovens farão parte do mesmo grupo - JMV Sobreiro - no entanto com caminhadas formativas diferentes.

Enquanto para os elementos que já pertenciam ao grupo, durante este ano vai ser aprofundada a Moral Católica e a Promoção de uma Cultura de Vida, para os mais novos será feita uma apresentação e confrontação com o que é a Juventude Mariana Vicentina e de como esta pode ser uma resposta às dúvidas e necessidades que eles sentem.

Todos juntos, mais novos e mais velhos, terão sempre o momento de oração do grupo e as actividades práticas para fazer, nomeadamente os aspectos de cariz mais Vicentino e o crescimento espiritual na Liturgia e na Devoção a Nossa Senhora.

Que a entrada de novos elementos para o grupo traga um rejuvenescimento à JMV Sobreiro e permita, com a ajuda de todos, um contínuo crescimento de Fé.


Pedimos a Nossa Senhora, Mãe da Igreja e Mãe de todos os jovens que nos ampare e proteja nesta nova etapa de vida da JMV Sobreiro.

domingo, 17 de novembro de 2013

Papa Francisco "prescreve" medicamento

Após a recitação do Angelus deste Domingo, o Papa Francisco recomendou a todos aqueles que estavam na Praça de São Pedro e, através dos meios de comunicação social, a toda a Igreja a "toma" de um medicamento: a "Misericordina".

Este "remédio espiritual" que o Papa Francisco convidou a Igreja a usar foi distribuído numa pequena caixa lembrando uma caixa de remédios, contendo no seu interior uma imagem de Jesus Misericordioso, um terço com as 59 contas, acompanhado de uma "bula" com a "posologia", como por exemplo, procurar um local silencioso e ajoelhar-se diante de uma imagem de Jesus Misericordioso. No reverso da "bula", estão presentes algumas passagens do Diário de Santa Faustina Kowalska.

O Papa  lembrou ainda que com aquele terço poderia ser rezado o Terço da Misericórdia, «ajuda espiritual para a nossa alma, para nossa vida e para divulgar em todo lugar o amor, o perdão e a fraternidade».

Para o Santo Padre, o Terço da Misericórdia e esta proposta que hoje apresentou «é um medicamento especial para perceber os frutos do Ano da Fé, que está a chegar ao fim».

No fim da alocução, o Papa Francisco lembrou ainda: «Não se esqueçam de ficar com uma caixa, porque faz bem! Faz bem ao coração, à alma e para toda a vida!»

Procuremos também nós, apesar de não termos estado fisicamente na Praça de São Pedro hoje, seguir as indicações do Santo Padre e fazer deste "medicamento" uma toma diária na nossa vida.





sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Um gesto pela Paz

No próximo Domingo, 17 de Novembro, representantes das diferentes estruturas diocesanas da Cáritas em Portugal realizam no Santuário de Fátima o momento simbólico que marcará um dos primeiros gestos da campanha solidária “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz”, promovida anualmente no Advento e Natal pela Cáritas.
 
Este ano, parte das verbas obtidas com a venda das velas apoiará o povo da Síria, atingido por uma guerra civil.
 
O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Pe. Manuel Morujão, anunciou que 35% dos fundos conseguidos através da iniciativa serão encaminhados para aquela região do Médio Oriente, para apoio às populações locais. Os restantes 65% serão aplicados pela Cáritas em projectos de apoio às famílias portuguesas em situação de carência.
Em concreto, a participação nesta campanha tem em vista a aquisição de uma pequena vela, à venda nos mais diversos espaços comerciais, por1 € e o seu acendimento na noite ou no dia de Natal como sinal de anúncio de paz, solidariedade e reconciliação.
A Cáritas Portuguesa tem como missão o desenvolvimento humano e a defesa do bem comum, através da animação da Pastoral Social, intervindo em ordem à transformação social, fomentando a partilha de bens e a assistência, em situações de calamidade e emergência.
Assim, estamos todos convidados a acender uma vela e a rezar pela Paz, na Santa Noite de Natal!
Com informações de: Santuário de Fátima

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Domingo XXXIII do Tempo Comum

A Liturgia deste Domingo, o penúltimo do ano litúrgico, ensina-nos que toda a construção e segurança são enganadoras. Neste mundo, em que o que é verdade num dia, já não o é no outro, Jesus Cristo permanece o mesmo ontem, hoje e sempre.
Por isso, o Senhor encoraja o Seu povo a perseverar na busca da salvação eterna, apesar dos maus
tratos, abusos e perseguições a quem dá um testemunho de vida cristã coerente.


No Evangelho, Jesus fala do fim dos tempos e alerta para os falsos profetas que surgirão em Seu nome: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais».

Quantas e quantas vezes já temos ouvido ‘profecias’ sobre o fim do mundo? Desde datas concretas ao modo como o mundo terminará, já se ouviu um pouco de tudo. Jesus alerta para não seguirmos esses enganadores, pois ninguém sabe – nem os Anjos do Céu – nem o  dia nem a hora em que Jesus virá como Justo e Misericordioso Juiz dos vivos e dos mortos:

«O Juízo Final virá quando Cristo voltar em glória. Somente o Pai sabe o dia e a hora para acontecer, só Ele decide sobre a Sua vinda. Pelo Seu Filho Jesus Cristo, Ele pronunciará a sua palavra definitiva sobre toda a história» (Catecismo da Igreja Católica, 1040).

O ensinamento da Igreja sobre o Juízo Final e a situação dos cristãos nos últimos dias não é uma mensagem de medo, mas sim de esperança! É certo que as dificuldades enunciadas por Jesus são muitas: perseguição, prisão, insultos, denúncias pelos próprios parentes e amigos, toda a espécie de ódio e até a morte.

Mas como Jesus não é catastrofista - nem nós podemos ser! - o Evangelho apela à resistência e à fidelidade a Jesus e à Sua Igreja, terminando com as estas reconfortantes palavras, que foram a força de tantos Santos e Mártires nestes dois milénios de vida da Igreja: 

«Assim tereis ocasião de dar testemunho. Nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Eu Vos invoco, Senhor - CEC II, pág. 129-130 [partitura]
Salmo: O Senhor virá governar com justiça [partitura]
Ofertório: Bendito seja Deus - F. Santos [partitura]
Comunhão: Estai preparados - CEC I, pág. 11 [partitura]
Pós-Comunhão: Eu estou sempre convosco - CEC I, pág 155,156 [partitura] 
Final:  Bendiz, ó minha alma, o Senhor! - Miguel Carneiro [partitura]

CEC I - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. I
CEC II -  Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Um convite à Santidade e uma resposta com a Vida

«A Santidade é um caminho feito de quotidiano, não se improvisa, nasce da fidelidade gerada e desejada em todos os dias. Nasce de um coração que se alegra em semear eternidade em cada acontecimento e em cada pessoa. A luz da fé, semeada em nós no dia do nosso Baptismo, faz despontar este dinamismo interior de um Deus-Amor que nos habita e nos ‘habilita’ a ser “santos como Ele é Santo”.

Recordava-nos, a este propósito, o Beato João Paulo II: ‘Seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial’. [...]

Sabemos que a mensagem que a “Senhora mais brilhante que o sol” confiou aos três pastorinhos em Fátima, e que sempre guiou e motivou os passos da pequena Lúcia, é um apelo forte à conversão da vida e do coração, a uma renovação espiritual profunda colocando Deus no centro, dando prioridade ao que é essencial. A mensagem de Fátima e a vida de Lúcia são isso mesmo: um apelo, um convite, um chamamento, a ver e a viver o essencial.

[...]

O Beato João Paulo II recorda-nos que: ‘À contemplação do rosto de Cristo, ninguém se dedicou com a mesma assiduidade de Maria. Os olhos do seu coração concentram-se de algum modo sobre Ele já na Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo; nos meses seguintes, começa a sentir sua presença e a pressagiar os contornos.

Quando finalmente O dá à luz em Belém, também os seus olhos de carne podem fixar-se com ternura no rosto do Filho, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura. Desde então o seu olhar, cheio sempre de reverente estupor, não se separará mais d'Ele.’ (RVM 10).

[...]

Com um olhar novo, cheio de Deus e de Céu, acompanhados pela Senhora do Rosário, aprendamos a celebrar o Céu “já aqui”! E, com a coragem dos santos, peguemos também nós no nosso rosário todos os dias e ousemos invocar e contemplar Aquele que se fez um de nós no seio da “Cheia de Graça”».

Pe. Luís Miranda
Vice-reitor do Pontifício Colégio Português em Roma

Fonte:
Causa da Beatificação da Ir. Lúcia,
Excertos da NEWSLETTER Nº 9 _  13 | OUTUBRO | 2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Como nos devemos comportar na igreja?


Dom Henrique Costa, autor do texto, em oração diante do Sacrário.
«Desejas comportar-te na igreja como um verdadeiro católico? Ao entrares, repara se há a pia de água benta. Se houver, faz o sinal da Cruz com ela, recordando o teu Baptismo, pelo qual, marcado para sempre pela cruz do Redentor, entraste na Igreja. Entrar na igreja deve sempre recordar-nos a graça de quando entramos na Igreja-Povo de Deus Pai, Corpo de Cristo e Templo do Espírito!


Depois, vai até o teu lugar. Antes de entrares na fileira dos bancos, faz a genuflexão ao Santíssimo Sacramento, se Ele estiver à vista: dobra até o solo o teu joelho direito. Os católicos orientais em geral rezam de pé para recordarem que são humanidade nova e gloriosa em Cristo; rezam, pois, de pé, numa posição gloriosa. Belíssimo!

Nós, católicos latinos, ajoelhamo-os em várias ocasiões, como acto de humildade ante o Senhor e, sobretudo, recordando a autoridade de Cristo Jesus, diante de Quem deve dobrar-se todo joelho no céu, na terra e nos abismos. Assim, recordamos também que ainda não somos plenamente glorificados, ainda estamos a caminho! Belíssimo também!

Depois, já no teu lugar, ajoelha-te e reza; derrama o teu coração diante o Senhor em louvor, adoração e amoroso silêncio. Se não estiveres inspirado, basta saudar o Santíssimo Sacramento, rezar o Pai-nosso, um Glória ao Pai, uma Ave-Maria... Só depois, senta-te, calma e silenciosamente, pensando nas coisas de Deus, nas coisas da vida e nas coisas do céu e espera pelo início da Santa Liturgia!

Se precisares realmente de falar com alguém, fá-lo com voz muito baixa e com discrição. É importante preservar o ambiente de sacralidade, respeito e religioso silêncio: "O solo que pisas é santo" (Êxodo 3,5); foi especialmente consagrado a Deus!

É assim que um verdadeiro católico, consciente e educado na fé, se comporta na igreja!»


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Vaticano vai expor relíquias do Apóstolo São Pedro

O Vaticano vai expor publicamente pela primeira vez as relíquias de São Pedro, o primeiro Papa da Igreja, numa iniciativa que se insere nas celebrações conclusivas do Ano da Fé, que termina a 24 de Novembro.

O anúncio foi feito na passada sexta-feira pelo presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, D. Rino Fisichella, num artigo publicado no jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano.

Não existem dúvidas que estas relíquias pertencem ao Príncipe dos Apóstolos, cujos restos mortais estão nas grutas debaixo do Altar Papal da Basílica de São Pedro, no Vaticano e que agora o Papa Francisco decidiu expor à veneração dos fiéis no final deste mês, algo inédito na História da Igreja.

Em 1953, com trabalhos ordenados pelo Venerável Papa Pio XII e dirigidos pela arqueóloga Margherita Guarducci, após vários incidentes e alguns insucessos, foram encontrados indubitáveis indícios da legitimidade das relíquias de São Pedro numa concavidade de uma parede no nível subterrâneo da Basílica Vaticana, onde se podia ler em grego: ‘Pedro está aqui’.

Foram realizados mais estudos e identificaram-se 135 ossos, dos quais poucos estavam inteiros. Foi constatado que provinham de um só indivíduo, do sexo masculino, de físico robusto e falecido no I século entre os 60 e 70 anos e que tinha sido sepultado com grande respeito e devoção.

Após longos e extensos estudos, a 26 de Junho de 1968, Paulo VI anunciou solenemente ao mundo que «as relíquias de São Pedro foram identificadas de um modo que julgamos convincente».

No final do seu artigo, D. Rino Fisichella apresenta a fé de São Pedro como o modelo de fé para os cristãos, que são animados e fortalecidos pela contemplação do rosto de Cristo:


«A fé de Pedro, portanto, confirmará mais uma vez que a «Porta» para o encontro com Cristo está sempre aberta e espera ser atravessada com o mesmo entusiasmo e convicção dos primeiros crentes».

domingo, 10 de novembro de 2013

Magusto com os idosos do Lar do Sobreiro

Os utentes do Lar e Centro de Dia do Sobreiro festejaram hoje o São Martinho, com um Magusto-convívio, reunindo os familiares, funcionários e alguns amigos. A JMV Sobreiro não podia deixar de estar presente e, como tal, foi passar um pouco da tarde de Domingo com os idosos.


Tendo chegado um pouco mais cedo da hora do início do Magusto, ajudámos as funcionárias do Lar a cortar e preparar as castanhas para assar. Depois, aproveitámos para conviver um pouco com os idosos, conversando e jogando o dominó.

À hora marcada começou o bailarico no qual muitos utentes se divertiram a dançar connosco um pezinho de dança. Foi muito divertido poder dançar com aqueles que semanalmente vamos buscar para a Missa e que por isso, nutrem por nós um carinho especial.

A relação que se formou entre a JMV Sobreiro e os idosos do Lar tem vindo a tornar-se cada vez mais próxima, possibilitando assim alegres momentos de convívio e de confraternização.

A iniciativa, tal como no ano passado, teve como objectivo principal a angariação de fundos para a aquisição de uma carrinha com plataforma elevatória para o transporte de utentes do Lar com mobilidade reduzida.

Pudemos ainda calcar as nossas mãos num placard que tinha sido feito para recordar todos os que se fizeram presentes neste convívio. Uma árvore cujas folhas eram as nossas mãos.

O ambiente que se viveu nesta tarde foi bastante familiar e para nós, enquanto jovens Vicentinos foi uma forma diferente de passar uma tarde de Domingo, ajudando aqueles que mais necessitam do nosso apoio. 

Mais do que ajudar monetariamente, o grupo procurou ajudar com a sua presença, com a sua alegria e com o carinho que tem para com os idosos do Lar.

Um obrigado muito especial à Direcção do Centro Social e Paroquial de Mafra pela amizade que nutre por nós e pelo facto de nos fazer sentir em nossa casa, quando estamos nesta instituição. 

Oração pelos Seminários

A Igreja vive e celebra entre os dias 10 e 17 de Novembro a Semana de Oração pelos Seminários, este ano subordinada ao lema “Para que Cristo se forme em nós”.

Ao longo destes dias, todos os cristãos são particularmente convidados a intensificar a sua oração pelos Seminários, para que aqueles a quem a fé chama e convoca ao serviço, ousem entregar-se radicalmente, dando um ‘Sim’ alegre, comprometido, fiel e permanente a Jesus Cristo.


Na sua mensagem para esta Semana de Oração, D. Virgílio Antunes, da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, afirma que «quando o coração do jovem se deixa habitar pela pessoa de Jesus Cristo e se deixa comover de misericórdia pela humanidade, pode conhecer a vocação ao serviço e ao amor de Deus e dos homens, que é a vocação sacerdotal».

«O seminarista transborda em acção de graças a Deus por lhe dar Cristo, a razão de ser da sua vida, o seu tesouro escondido, o seu amor. A sua acção de graças converte-se em disponibilidade total para servir os irmãos, como Cristo, até à doação total de si mesmo».

Partilhamos aqui a oração proposta pela Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios para ser rezada nesta semana, pedindo ao Senhor muitas e santas vocações sacerdotais:


ORAÇÃO PELOS SEMINÁRIOS

Senhor nosso Deus e nosso Pai,
Obrigado pelo dom de Jesus Cristo,
Teu Filho e nosso Irmão.

Ele vem aos nossos corações,
Converte-nos e transforma-nos,
Faz de nós Teus filhos bem amados.

Ajuda-nos a crescer no amor filial,
Até à estatura do Homem Perfeito,
Até às alturas do amor e do serviço.

Fortalece os nossos seminaristas,
Com o dom do Teu Espírito,
Para que sejam imagens de Jesus,
Vejam com o Seus olhos,
Amem com os Seus sentimentos,
Sirvam com as Suas disposições filiais.

Nesta Semana dos Seminários,
Nós te suplicamos, pela intercessão de Maria:
Concede à Tua Igreja
Muitas e santas vocações sacerdotais.

Ámen.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Domingo XXXII do Tempo Comum

"Creio na ressurreição da carne e na vida eterna” - assim professamos a nossa Fé, no Credo. No Evangelho do próximo Domingo, Jesus afirma que os mortos, um dia, hão-de ressuscitar.

No relato evangélico de São Lucas, Jesus evoca o testemunho de Moisés para justificar a doutrina da vida eterna e da ressurreição dos mortos, instruindo os saduceus que negavam e ironizavam sobre o assunto: «Que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob'».

Assim, crer na ressurreição dos mortos sempre foi um elemento essencial da fé cristã. Mas o que é ressuscitar? O Catecismo da Igreja Católica ensina que, depois da separação da alma e do corpo, pela morte física, ‘o corpo cai na corrupção enquanto a alma vai ao encontro de Deus […]. No fim do mundo, Deus, na Sua omnipotência, restituirá a vida incorruptível aos nossos corpos, unindo-os às nossas almas pela virtude da ressurreição de Jesus. Ressuscitarão todos os homens que tiverem morrido: uns para a vida eterna, outros para a condenação eterna’ (CIC, 997, 998).

A fé na vida eterna e na ressurreição da carne deve impedir-nos de ceder às seduções do Mal. Deve também levar-nos a desligarmo-nos das coisas efémeras deste mundo e a ter em vista as coisas do Céu em primeiro lugar.


Nas adversidades, tenhamos em conta a coragem dos Mártires e dos Santos e lembremo-nos das palavras do Credo: "Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir”. Esta lembrança será fonte de força e de esperança, bem como auxílio na luta contra as tentações.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA

Entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha súplica - NCT 213 [partitura]
Ofertório: Subam até Vós, ó Senhor - NCT 250 [partitura]
Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor - OC 167,168 [partitura]
Pós-Comunhão: Cantarei ao Senhor enquanto viver - Taizé [partitura) 
Final: Ao Deus do Universo exaltai! - NCT 280 [partitura]

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Oração a Nossa Senhora pelas Almas do Purgatório


Maria Santíssima,
Consoladora dos Aflitos e Mãe amorosíssima:
contemplai piedosamente as pobres almas aflitas do Purgatório!

Com a Vossa poderosa intercessão,
intercedei por elas junto ao trono da Divina Misericórdia!

Intercedei para que sejam libertas das suas duras penas e dores.
Oferecei ao misericordioso Deus:
a Vida, a Paixão, a Morte e o preciosíssimo Sangue de Jesus;

Oferecei também os sacrifícios, as comunhões,
as orações, as esmolas e as boas obras que os vivos fazem por elas!
Fazei com que sejam justificadas pela divina Justiça,
e cada vez mais lembradas por todos os homens.

Amparo dos Aflitos, o Vosso amável Coração
não descansou sem encontrar Jesus Menino, perdido no templo:
Socorrei, Senhora, os que se encontram no ‘fogo de amor’ do Purgatório!

Auxílio dos Cristãos, nos extremos da dor, sob a cruz do Vosso Filho,
recebestes todos os homens como filhos.
Acolhei maternalmente no Vosso regaço os filhos que padecem aflições!

Nós vos rogamos, Mãe Puríssima, Poderosa Intercessora:
acolhei as almas do que Purgatório que estão em sofrimento!

Que o Vosso Imaculado Coração seja o amparo e protecção
de todos os que a vós recorrem.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

São Nuno de Santa Maria

«Admirável foi este santo varão pelas muitas e especiais virtudes que cultivou, não só depois da separação que fez com o mundo, mas também antes de receber o hábito religioso. Na oração foi tão incessante que admirava os faziam por ser seus imitadores. Faltava com o descanso ao corpo para se aproveitar da maior parte da noite rezando mental e vocalmente.

Na presença da soberana imagem da Virgem Maria, Senhora Nossa, com o título da Assunção, derramava copiosas lágrimas; e com elas, melhor do que com as vozes, Lhe expunha as suas súplicas nas ocasiões que para si ou para os seus protegidos Lhe pedia favores.

Exemplaríssima foi a humildade com que, fora e dentro da Religião, serviu a Deus em toda a vida. Nunca no seu espírito teve lugar a soberba: antes, quanto lhe foi possível, trabalhou por desterrá -la dos ânimos dos que lhe seguiam as ordens e o exemplo.

Depois de religioso, foi o servo de Deus mais admirável nos exercícios da caridade. Não se contentava com distribuir as esmolas pelo seu pagador, como no mundo fazia; mas pelas próprias mãos, na portaria deste convento, remediava a cada um a sua necessidade.

Não menos caritativo era para com o seu próximo nas ocasiões que se lhe ofereciam de lhe acudir nas enfermidades. Assistia aos pobres nas doenças, não só com os alimentos necessários, mas com os regalos administrados por suas próprias mãos.

Velava noites inteiras por não faltar com a assistência aos que nas doenças perigavam. Continuando o Venerável Nuno de Santa Maria as asperezas da vida, sem nunca afrouxar dos seus primeiros fervores, chegou ao ano de 1431 tão destituído de forças, que no corpo apenas conservava alguns alentos para poder mover se.

Entrando enfim na última agonia, rogou que, para consolação do seu espírito, lhe lessem a Paixão de Cristo escrita pelo evangelista São João; logo que chegou à cláusula do Evangelho onde o mesmo Cristo, falando com Sua Mãe Santíssima a respeito do amado discípulo, lhe diz: ‘Eis o teu filho’, deu ele o último suspiro e entregou sua ditosa alma ao mesmo Senhor que a criara».

Homilia do Santo Padre Bento XVI na sua canonização


sábado, 2 de novembro de 2013

Domingo XXXI do Tempo Comum

No Evangelho desta semana, São Lucas mostra-nos que Jesus é o Deus que veio ao encontro dos homens e Se fez pessoa para trazer e anunciar, em gestos concretos, a salvação eterna.

Zaqueu, o publicano em causa, era um homem que se servia do seu cargo para enriquecer de forma imoral. Era, portanto, um pecador público sem hipóteses de perdão, excluído do convívio com as pessoas decentes e sérias. A referência à sua «pequena estatura» – além do carácter físico – pode significar a sua pequenez e insignificância, do ponto de vista moral.

Este homem procurava ver Jesus, o que indica uma procura, uma vontade firme de encontro com a salvação que Jesus anunciava. No entanto, Jesus devia parecer-lhe distante e inacessível, rodeado dos que desprezavam os marginais como Zaqueu.

Mas Jesus provoca o encontro e diz a Zaqueu que está interessado em familiarizar com Ele: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». Torna-se patente a bondade do coração de Deus que, diante de um pecador que busca a salvação, deixa tudo para ir ao seu encontro.

E como é que termina este episódio? Termina com um banquete, que simboliza o banquete no Reino dos Céus. Ao aceitar sentar-Se à mesa com Zaqueu, Jesus mostra que também os pecadores têm lugar no Céu, se se decidirem a mudar de vida e confessarem os pecados.

Foi o amor de Deus – que Zaqueu experimentou quando ainda era pecador – que provocou a conversão e que converteu o egoísmo em generosidade. Prova-se, assim, que só a lógica do Amor pode transformar os corações dos homens.

Testemunhar o Deus que ama e que acolhe todos os homens não significa tolerar o pecado e compactuar com o que está errado. O pecado gera ódio, vícios, mentira, sofrimento e, se não nos arrependermos, a morte eterna no Inferno;  o pecado é o maior dos males e deve ser combatido e vencido.


No entanto, temos de distinguir entre pecador e pecado: Deus convida-nos a amar e acolher todos os homens, inclusive os pecadores. Mas chama-nos a odiar e combater o pecado que destrói a alma e a felicidade do homem.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Não me abandoneis, Senhor - CEC II, pág. 137-138 [partitura]
Ofertório: Em todo o tempo e lugar - A. Cartageno [partitura]
Comunhão: Eu estou à porta e chamo - NCT 260 [partitura]
Pós-Comunhão: O Senhor me apontará o caminho - CEC II, pág. 140 [partitura]
Final: Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim - J. Silva [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Fiéis Defuntos

Orações pelos defuntos
Se no dia 1 de Novembro celebramos a Igreja Triunfante e a glória dos que já estão no Paraíso, no dia seguinte, a 2 de Novembro recordamos e rezamos pelos irmãos da Igreja Padecente que, tendo terminado a vida terrena, ainda sofrem no Purgatório enquanto não estão completamente purificados para entrar na glória do Céu.

Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica: «Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do Céu» (CIC, 1030).

Ao contrário do que se pensa, o Purgatório não é um lugar de castigo, mas de uma intervenção da misericórdia de Deus. Assim, o Purgatório deve ser considerado como um estado de temporário e doloroso afastamento de Deus, um ‘fogo de amor’ (cit. Santa Teresa do Menino Jesus) no qual são apagados os pecados veniais e é extinta a inclinação para o mal que o pecado deixou na alma dos que partiram.

O convite à oração pelos irmãos defuntos feito pela Igreja fundamenta-se na realidade da Comunhão dos Santos. Pela solidariedade espiritual dos baptizados, são oferecidas preces, esmolas, boas obras, sacrifícios e, de uma maneira especial, Missas pelas almas do Purgatório.

Somos convidados a rezar todos os dias pelos que já partiram, mas em especial no dia da Comemoração dos Fiéis Defuntos. Em jeito de conclusão, deixamos as palavras do Papa Bento XVI sobre este grande mistério da morte:


«Tudo acaba, todos neste mundo estamos de passagem. Só Deus tem vida em Si mesmo, Ele é a Vida. Que a tradicional pausa diante dos túmulos dos nossos defuntos seja uma ocasião para pensar sem temor no mistério da morte e cultivar aquela constante vigilância que nos prepara para a enfrentar com serenidade. A Virgem Maria, Rainha dos Santos, a quem agora com confiança filial nos dirigimos, nos ajude nisto».


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso - NCT 411

Ofertório: Se tiverdes em conta os nossos pecados - NCT 670 [partitura]

Comunhão: Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue - NCT 422

Pós-Comunhão:  Felizes os mortos que morrem no Senhor - R. Soares [partitura]

Final: Todos aqueles que o Pai me deu virão a Mim - NCT 423

Procissão para o Cemitério: Nós Te rogamos, Senhor - NCT - 668


NCT - Novo Cantemos Todos


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