"Raios de Luz"


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Domingo XXXII do Tempo Comum

"Creio na ressurreição da carne e na vida eterna” - assim professamos a nossa Fé, no Credo. No Evangelho do próximo Domingo, Jesus afirma que os mortos, um dia, hão-de ressuscitar.

No relato evangélico de São Lucas, Jesus evoca o testemunho de Moisés para justificar a doutrina da vida eterna e da ressurreição dos mortos, instruindo os saduceus que negavam e ironizavam sobre o assunto: «Que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob'».

Assim, crer na ressurreição dos mortos sempre foi um elemento essencial da fé cristã. Mas o que é ressuscitar? O Catecismo da Igreja Católica ensina que, depois da separação da alma e do corpo, pela morte física, ‘o corpo cai na corrupção enquanto a alma vai ao encontro de Deus […]. No fim do mundo, Deus, na Sua omnipotência, restituirá a vida incorruptível aos nossos corpos, unindo-os às nossas almas pela virtude da ressurreição de Jesus. Ressuscitarão todos os homens que tiverem morrido: uns para a vida eterna, outros para a condenação eterna’ (CIC, 997, 998).

A fé na vida eterna e na ressurreição da carne deve impedir-nos de ceder às seduções do Mal. Deve também levar-nos a desligarmo-nos das coisas efémeras deste mundo e a ter em vista as coisas do Céu em primeiro lugar.


Nas adversidades, tenhamos em conta a coragem dos Mártires e dos Santos e lembremo-nos das palavras do Credo: "Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir”. Esta lembrança será fonte de força e de esperança, bem como auxílio na luta contra as tentações.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA

Entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha súplica - NCT 213 [partitura]
Ofertório: Subam até Vós, ó Senhor - NCT 250 [partitura]
Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor - OC 167,168 [partitura]
Pós-Comunhão: Cantarei ao Senhor enquanto viver - Taizé [partitura) 
Final: Ao Deus do Universo exaltai! - NCT 280 [partitura]

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Oração a Nossa Senhora pelas Almas do Purgatório


Maria Santíssima,
Consoladora dos Aflitos e Mãe amorosíssima:
contemplai piedosamente as pobres almas aflitas do Purgatório!

Com a Vossa poderosa intercessão,
intercedei por elas junto ao trono da Divina Misericórdia!

Intercedei para que sejam libertas das suas duras penas e dores.
Oferecei ao misericordioso Deus:
a Vida, a Paixão, a Morte e o preciosíssimo Sangue de Jesus;

Oferecei também os sacrifícios, as comunhões,
as orações, as esmolas e as boas obras que os vivos fazem por elas!
Fazei com que sejam justificadas pela divina Justiça,
e cada vez mais lembradas por todos os homens.

Amparo dos Aflitos, o Vosso amável Coração
não descansou sem encontrar Jesus Menino, perdido no templo:
Socorrei, Senhora, os que se encontram no ‘fogo de amor’ do Purgatório!

Auxílio dos Cristãos, nos extremos da dor, sob a cruz do Vosso Filho,
recebestes todos os homens como filhos.
Acolhei maternalmente no Vosso regaço os filhos que padecem aflições!

Nós vos rogamos, Mãe Puríssima, Poderosa Intercessora:
acolhei as almas do que Purgatório que estão em sofrimento!

Que o Vosso Imaculado Coração seja o amparo e protecção
de todos os que a vós recorrem.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

São Nuno de Santa Maria

«Admirável foi este santo varão pelas muitas e especiais virtudes que cultivou, não só depois da separação que fez com o mundo, mas também antes de receber o hábito religioso. Na oração foi tão incessante que admirava os faziam por ser seus imitadores. Faltava com o descanso ao corpo para se aproveitar da maior parte da noite rezando mental e vocalmente.

Na presença da soberana imagem da Virgem Maria, Senhora Nossa, com o título da Assunção, derramava copiosas lágrimas; e com elas, melhor do que com as vozes, Lhe expunha as suas súplicas nas ocasiões que para si ou para os seus protegidos Lhe pedia favores.

Exemplaríssima foi a humildade com que, fora e dentro da Religião, serviu a Deus em toda a vida. Nunca no seu espírito teve lugar a soberba: antes, quanto lhe foi possível, trabalhou por desterrá -la dos ânimos dos que lhe seguiam as ordens e o exemplo.

Depois de religioso, foi o servo de Deus mais admirável nos exercícios da caridade. Não se contentava com distribuir as esmolas pelo seu pagador, como no mundo fazia; mas pelas próprias mãos, na portaria deste convento, remediava a cada um a sua necessidade.

Não menos caritativo era para com o seu próximo nas ocasiões que se lhe ofereciam de lhe acudir nas enfermidades. Assistia aos pobres nas doenças, não só com os alimentos necessários, mas com os regalos administrados por suas próprias mãos.

Velava noites inteiras por não faltar com a assistência aos que nas doenças perigavam. Continuando o Venerável Nuno de Santa Maria as asperezas da vida, sem nunca afrouxar dos seus primeiros fervores, chegou ao ano de 1431 tão destituído de forças, que no corpo apenas conservava alguns alentos para poder mover se.

Entrando enfim na última agonia, rogou que, para consolação do seu espírito, lhe lessem a Paixão de Cristo escrita pelo evangelista São João; logo que chegou à cláusula do Evangelho onde o mesmo Cristo, falando com Sua Mãe Santíssima a respeito do amado discípulo, lhe diz: ‘Eis o teu filho’, deu ele o último suspiro e entregou sua ditosa alma ao mesmo Senhor que a criara».

Homilia do Santo Padre Bento XVI na sua canonização


sábado, 2 de novembro de 2013

Domingo XXXI do Tempo Comum

No Evangelho desta semana, São Lucas mostra-nos que Jesus é o Deus que veio ao encontro dos homens e Se fez pessoa para trazer e anunciar, em gestos concretos, a salvação eterna.

Zaqueu, o publicano em causa, era um homem que se servia do seu cargo para enriquecer de forma imoral. Era, portanto, um pecador público sem hipóteses de perdão, excluído do convívio com as pessoas decentes e sérias. A referência à sua «pequena estatura» – além do carácter físico – pode significar a sua pequenez e insignificância, do ponto de vista moral.

Este homem procurava ver Jesus, o que indica uma procura, uma vontade firme de encontro com a salvação que Jesus anunciava. No entanto, Jesus devia parecer-lhe distante e inacessível, rodeado dos que desprezavam os marginais como Zaqueu.

Mas Jesus provoca o encontro e diz a Zaqueu que está interessado em familiarizar com Ele: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». Torna-se patente a bondade do coração de Deus que, diante de um pecador que busca a salvação, deixa tudo para ir ao seu encontro.

E como é que termina este episódio? Termina com um banquete, que simboliza o banquete no Reino dos Céus. Ao aceitar sentar-Se à mesa com Zaqueu, Jesus mostra que também os pecadores têm lugar no Céu, se se decidirem a mudar de vida e confessarem os pecados.

Foi o amor de Deus – que Zaqueu experimentou quando ainda era pecador – que provocou a conversão e que converteu o egoísmo em generosidade. Prova-se, assim, que só a lógica do Amor pode transformar os corações dos homens.

Testemunhar o Deus que ama e que acolhe todos os homens não significa tolerar o pecado e compactuar com o que está errado. O pecado gera ódio, vícios, mentira, sofrimento e, se não nos arrependermos, a morte eterna no Inferno;  o pecado é o maior dos males e deve ser combatido e vencido.


No entanto, temos de distinguir entre pecador e pecado: Deus convida-nos a amar e acolher todos os homens, inclusive os pecadores. Mas chama-nos a odiar e combater o pecado que destrói a alma e a felicidade do homem.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Não me abandoneis, Senhor - CEC II, pág. 137-138 [partitura]
Ofertório: Em todo o tempo e lugar - A. Cartageno [partitura]
Comunhão: Eu estou à porta e chamo - NCT 260 [partitura]
Pós-Comunhão: O Senhor me apontará o caminho - CEC II, pág. 140 [partitura]
Final: Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim - J. Silva [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Fiéis Defuntos

Orações pelos defuntos
Se no dia 1 de Novembro celebramos a Igreja Triunfante e a glória dos que já estão no Paraíso, no dia seguinte, a 2 de Novembro recordamos e rezamos pelos irmãos da Igreja Padecente que, tendo terminado a vida terrena, ainda sofrem no Purgatório enquanto não estão completamente purificados para entrar na glória do Céu.

Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica: «Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do Céu» (CIC, 1030).

Ao contrário do que se pensa, o Purgatório não é um lugar de castigo, mas de uma intervenção da misericórdia de Deus. Assim, o Purgatório deve ser considerado como um estado de temporário e doloroso afastamento de Deus, um ‘fogo de amor’ (cit. Santa Teresa do Menino Jesus) no qual são apagados os pecados veniais e é extinta a inclinação para o mal que o pecado deixou na alma dos que partiram.

O convite à oração pelos irmãos defuntos feito pela Igreja fundamenta-se na realidade da Comunhão dos Santos. Pela solidariedade espiritual dos baptizados, são oferecidas preces, esmolas, boas obras, sacrifícios e, de uma maneira especial, Missas pelas almas do Purgatório.

Somos convidados a rezar todos os dias pelos que já partiram, mas em especial no dia da Comemoração dos Fiéis Defuntos. Em jeito de conclusão, deixamos as palavras do Papa Bento XVI sobre este grande mistério da morte:


«Tudo acaba, todos neste mundo estamos de passagem. Só Deus tem vida em Si mesmo, Ele é a Vida. Que a tradicional pausa diante dos túmulos dos nossos defuntos seja uma ocasião para pensar sem temor no mistério da morte e cultivar aquela constante vigilância que nos prepara para a enfrentar com serenidade. A Virgem Maria, Rainha dos Santos, a quem agora com confiança filial nos dirigimos, nos ajude nisto».


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso - NCT 411

Ofertório: Se tiverdes em conta os nossos pecados - NCT 670 [partitura]

Comunhão: Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue - NCT 422

Pós-Comunhão:  Felizes os mortos que morrem no Senhor - R. Soares [partitura]

Final: Todos aqueles que o Pai me deu virão a Mim - NCT 423

Procissão para o Cemitério: Nós Te rogamos, Senhor - NCT - 668


NCT - Novo Cantemos Todos


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Solenidade de Todos os Santos

No dia 1 de Novembro a Liturgia da Igreja terrena levanta um pouco a barreira que nos separa da Igreja Triunfante, levando-nos a pensar para onde caminhamos: para o Céu, para a felicidade sem fim em Deus, onde viveremos na Sua companhia, na de Nossa Senhora, junto com os Anjos e com os Santos.

E quem são os Santos? Serão apenas aqueles que a Igreja canoniza, proclamando solenemente que estão na glória de Deus? Não só esses, que se evidenciaram de alguma forma na História da Igreja. Os outros Santos são aquelas pessoas anónimas – talvez nossos familiares, amigos ou conhecidos - que, como nós, caminharam e lutaram sobre nesta terra esforçando-se por cumprir a vontade de Deus e praticaram o bem, encontrando-se agora diante do Trono de Deus, na felicidade eterna do Céu, que mereceram pela sua fé e perseverança.

Esta Solenidade de Todos-os-Santos, assim como a Comemoração dos Fiéis Defuntos no dia seguinte, sintetiza o consolador dogma da Comunhão dos Santos que professamos no Credo.

Como fiéis católicos, acreditamos nesta comunhão entre os que ainda peregrinam sobre a terra, os defuntos que ainda estão em purificação no Purgatório e dos bem-aventurados do Céu, formando todos juntos uma só Igreja Católica.

Quando recorremos à intercessão dos Santos, fazemo-lo sempre como um pedido ou uma súplica. Não devemos ver a intercessão dos nossos irmãos que já estão no Céu como que um favor que nos farão à margem da vontade de Deus.

O Santo Padre Bento XVI, no dia 1 de Novembro de 2005, falou desta Comunhão dos Santos como uma só família, unida por uma caridade sobrenatural:

«[Esta Solenidade ] é a realidade de uma família ligada por profundos laços de solidariedade espiritual, que une os fiéis defuntos a quantos peregrinam no mundo. Um vínculo misterioso mas real, alimentado pela oração e pela participação no sacramento da Eucaristia. No Corpo místico de Cristo as almas dos fiéis encontram-se a superar a barreira da morte, intercedem umas pelas outras, realizam na caridade um íntimo troca de dons».


Assim, neste dia celebramos com toda a Igreja a alegria e a felicidade desta multidão incontável, propondo-nos a Igreja que sigamos os seus exemplos para gozarmos, um dia, da sua companhia no Céu.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Exultemos de alegria no Senhor - CEC II, pág. 202 [partitura]

Ofertório: A Vós, ó Verbo Eterno - NCT 645 [partitura]

Comunhão: Vinde, benditos de Meu Pai - OC 270 [partitura]

Pós-Comunhão: Felizes os que habitam na Vossa casa - NCT 385

Final: Os Santos cantavam um cântico novo - NCT 659 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol II
NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar Cantando

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

«Ó Jesus, é por Vosso amor!»

«O tema do Santuário de Fátima para o ano pastoral 2013/2014 é tirado do conselho de Nossa Senhora aos Pastorinhos, recomendando-lhes que sempre que pudessem oferecer orações e sacrifícios dissessem: 'Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação dos pecados feitos contra o Imaculado Coração de Maria' .Tema maravilhoso que implica uma compreensão grande do mistério do amor que Jesus tem por nós e da nossa retribuição a esse amor no desejo de não negar nada Àquele que nos deu e dá tudo.
É por vosso amor: Quem medita o amor de Jesus Redentor, Bom Pastor, Bom Samaritano, Amigo de pecadores, que nos ama sem limites e que foi à Cruz como prova máxima do amor, não pode deixar de querer retribuir tanto amor, louvando, reparando, sofrendo amando. Meditar o amor que Jesus nos teve e nos tem fará desabrochar em nós um desejo de amá-Lo sempre mais e melhor.

Tudo por amor d’Ele: oração, sofrimento, trabalho, penitência, a vida toda, cada segundo. Sermos “hóstias vivas” oferecidos com Cristo por amor. Já que foi o amor d’Ele que nos salvou tentarmos amá-Lo e amar o mundo com esse mesmo amor, sendo colaboradores na redenção.
Pela conversão dos pecadores: A primeira intenção proposta por Nossa Senhora é a conversão dos pecadores. O amor o0frecido a Jesus é para alcançar a graça da conversão dos pecadores. Todos, como batizados, temos esta responsabilidade: ser redentor com Cristo, colaborar na conversão dos pecadores, oferecer tudo para que o mundo seja salvo e encontre o amor de Jesus, sua Palavra e sua Verdade. O pecado que existe no mundo necessita de reparação que é outro nome do amor. Os pecadores precisam de conversão e só o amor, a vida oferecida em amor os pode ajudar a converter. Todos responsáveis por este empreendimento, por esta colaboração, por este desafio.
Em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria: A Senhora é nossa Mãe. Temos que reparar os pecados que A ofendem e magoam. Temos que A consolar. Há muitas blasfémias, insultos, profanações do nome da Virgem Maria, muitas negações da sua virtude, da sua Imaculada Conceição, da sua Virgindade. Muitas ofensas contra seu coração, contra suas imagens, contra o seu amor e sua missão. Reparar é tentar amar a Senhora e seu Coração por aqueles que A não amam e A ofendem. A Mãe merece todo o amor do nosso coração de filhos e filhas»

Padre Dário Pedroso                                                               
Originalmente publicado aqui, por José Tomaz Mello Breyner

sábado, 26 de outubro de 2013

Oração pelas Famílias

Ocorre neste fim-de-semana de 26 e 27 de Outubro, no Vaticano, a Jornada da Família, na presença do Papa Francisco.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que: ‘Um homem e uma mulher, unidos em Matrimónio, formam com os seus filhos uma família. Esta disposição precede todo e qualquer reconhecimento por parte da autoridade pública e impõe-se a ela’. (CIC, 2201)
A Igreja ensina ainda que a família é a ‘igreja doméstica’, por ser imagem do amor que existe entre o Pai, o Filho e Espírito Santo. ‘A família é a célula originária da vida social’ (CIC, 2207), como tal, deve ser ajudada e defendida por medidas sociais apropriadas.
No entanto, nos tempos actuais, a sua estabilidade encontra-se ameaçada pelas dificuldades económicas, pela falta de ajuda às famílias numerosas e até por leis que são autênticos atentados contra a família!
Neste fim-de-semana, a JMV Sobreiro propõe que rezemos uma oração pelas famílias. Para que sejam mais protegidas e defendidas dos ataques cerrados que se insurgem contra elas e para que se tornem, um reflexo do amor da Santíssima Trindade para com cada um de nós.

ORAÇÃO 
                 Senhor, Deus de bondade e de misericórdia, 
que no mundo do mal e do pecado
oferecestes ao Vosso povo redimido 
um puro exemplo de piedade,
de justiça e de amor: a Sagrada Família de Nazaré!

Vede, Senhor, como a família é cada vez mais prejudicada,
e tudo conspira para profaná-la, 
destruindo nela a fé, a religião e os costumes.
Assisti, ó Senhor, a obra das Vossas mãos.

Estimulai a prática das virtudes familiares nas nossas casas,
única garantia de harmonia e paz. 

Vinde suscitar defensores da família, 
que lembrem aos esposos a fidelidade,
aos pais a autoridade e aos filhos a obediência.

Reacendei a chama da fé em cada lar, 
aumentai a paciência nas adversidades
e que todas as famílias prosperem sob a Vossa protecção. 

Confiamos Senhor, à vossa Providência, todas as famílias.
Que com o auxílio de Jesus, da Virgem Maria e de São José,
sejam lugares de abrigo, de prosperidade e de paz.

Assim seja.

De uma oração pelas famílias cristãs, do Papa Pio XII.

Noite de Oração dos jovens da Vigararia de Mafra

Os jovens da Vigararia de Mafra reuniram-se ontem, dia 25 de Outubro, na Igreja de São Pedro, na Ericeira, para a Noite de Oração que marca o início do Ano Pastoral.
A vigília, presidida pelo Padre João Vergamota, teve como tema ‘Aprender a aprender’  e iniciou-se com a visualização de um filme, no qual um aprendiz de olaria tentava aperfeiçoar a cada dia as peças de barro que ia moldando.
Mas só com a perseverança e com a ajuda do mestre, imitando-o, é que o aprendiz conseguiu moldar o barro para de maneira a construir uma peça digna de ser apreciada.
Após um cântico, o Pe. João dirigiu aos jovens algumas palavras acerca de como Deus nos propõe que nos deixemos moldar poe Ele, tal como o barro nas mãos do oleiro:
«Deus propõe-nos sempre uma conversão, uma mudança de vida. É preciso um 'cara-a-cara' com Ele nos Sacramentos, principalmente na Confissão. Todos nós, até os Santos, precisamos de ser modelados. Por exemplo, São Pedro traiu Jesus e depois acabou por ser o primeiro entre os Apóstolos, porque se deixou modelar por Nosso Senhor».
Seguidamente, o Pe. João falou na única condição para que esta modelagem de Deus seja eficaz: é preciso nós deixarmos:
«Nosso Senhor é capaz de fazer tudo de novo e até com mais valor do que aquele que tinha antes! É preciso ver na nossa vida coisas que é preciso mudar. fazemos esforços. No entanto, muitas vezes não conseguimos. Mas Deus pode mudar mesmo! Nós temos de acreditar nisso, confiar n'Ele e deixarmo-nos modelar por Ele».
Após estas palavras, os jovens foram convidados a buscarem um pouco de barro e moldarem com as suas mãos algum objecto. Assim, saíram as mais variadas formas das mãos dos jovens, desde crucifixos, dezenas do Terço, globos a simbolizar o mundo abraçados por uma cruz, vasos…


Ficou claro que podemos, de facto, moldar a vida conforme a vontade de Deus, mas só com a ajuda d’Ele e não pelos nossos esforços.
No final, após algumas preces e as palavras finais do Pe. João, cada jovem pôde ficar com um objecto para assim se recordar desta grande maravilha de Deus que nos quer moldar para vivermos conforme a Sua vontade, para um doía chegarmos ao Céu. Assim O deixemos actuar nas nossas almas!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

«Conquistar o mundo para Cristo, através da Imaculada!»

São Francisco de Assis e São Maximiliano Kolbe são dois santos profundamente marianos, separados no tempo por quase sete séculos. Mas o seu amor à Imaculada Mãe de Deus uniu-os no Céu, para que sigamos os seus exemplos de devoção à Virgem Santíssima, enquanto ainda caminhamos neste mundo.

São Francisco, que viveu entre os finais do século XII e o início do século XIII, compôs lindíssimas orações a Nossa Senhora.

Já São Maximiliano, um santo do século XX, foi um verdadeiro devoto da Imaculada Conceição, tendo por lema de vida: “Conquistar o mundo para Cristo, através da Imaculada”.

Num texto que escreveu quando estava no Japão como Missionário da Imaculada, São Maximiliano salienta que este mês de Outubro é bastante oportuno para pensarmos na importância da oração do Rosário:

«Em todas as casas católicas, inclusive na mais pobre, é possível encontrar um Terço. Principalmente na hora da oração, na igreja ou num enterro, pode-se perceber que quase sempre os fiéis têm um terço nas mãos.

(...) O Rosário é uma oração muito fácil. É fácil entender como as crianças, e também as pessoas simples que não são levianas, podem facilmente se servir do Terço como um meio de oração.

Além disso, as pessoas cultas, se reflectirem a fundo sobre esses Mistérios, compreendem mais facilmente a devoção do terço e, além disso, mediante a recitação do Terço, podem suplicar para si mesmos a graça da Verdade perfeita e da Fé. A Igreja estabeleceu que o mês de Outubro seja o mês do Rosário. Desde há muito tempo, os fiéis têm o costume de rezar o Terço durante este mês, seja na igreja, seja em casas de famílias devotas.

Nas suas aparições em Lourdes, no ano de 1858, a Mãe de Deus segurava o Terço nas mãos e, através de Bernadete, recomendou que rezássemos. Por isso, podemos terminar dizendo que a oração do Terço causa muita alegria à Imaculada. Além disso, com essa oração podemos facilmente obter grandes graças e bênção divina».


Domingo XXX do Tempo Comum


No próximo Domingo,  Jesus ensina, por meio de uma parábola, como devemos rezar, apresentando as posturas bem diferentes do fariseu e do publicano. 

O fariseu é o modelo de um homem irrepreensível face à Lei, que cumpre todas as regras e leva uma vida íntegra. Evidentemente, está contente  - e tinha razões para isso - por não ser como o publicano que também está no Templo e dá graças a Deus por isso.

O publicano era o modelo do pecador público. Pratica injustiças e não cumpre os preceitos da Lei. Aliás, ele tem consciência da sua indignidade, pois a sua oração consiste apenas em pedir: «Meu Deus, tende compaixão de mim que sou pecador!».

Jesus explica, no final do Evangelho que publicano se reconciliou com Deus e o fariseu não. Porquê? Para ensinar que, apesar de o homem viver mergulhado no pecado, Deus, pela Sua misericórdia infinita e sem que o homem tenha méritos, pode salvá-lo. O problema do fariseu é que pensava ganhar a salvação com o seu próprio esforço.
Jesus alerta-nos para a falsa ideia de que a salvação não é um dom de Deus, mas uma conquista do homem, ou seja, se o homem levar uma vida irrepreensível, Deus não terá outro remédio senão salvá-lo, premiando-o pelo seu bom comportamento.

Aqui está o perigo da auto-suficiência, de acharmos que podemos tudo por nós próprios. Em última instância, podemos chegar ao ponto que as nossas virtudes serão suficientes para nos salvarmos eternamente.

Este Evangelho coloca, fundamentalmente, o problema da nossa atitude face a Deus. Se, por um lado, Nosso Senhor conta com a nossa colaboração para que cheguemos um dia à salvação eterna, por outro pede-nos que nos deixemos auxiliar pela Sua Graça.
Ele sabe bem a fragilidade de que somos feitos e nós temos de perceber que precisamos da Sua ajuda, através da Igreja, para chegarmos à meta definitiva, o Céu.
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:

Entrada: Alegre-se o coração - CEC II, pág. 134-135 [partitura]

Ofertório: Onde há caridade e amor - NCT 129  [partitura]
Comunhão: Eu vim para que tenham vida - CEC II, pág. 131-132 [partitura]
Pós-Comunhão: Quem quiser ser grande no meio de vós - NCT 555 [partitura]
Final: Ide por todo o mundo - NCT 355 [partitura]
CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II
NCT – Novo Cantemos Todos

terça-feira, 22 de outubro de 2013

«Não tenhais medo! Escancarai as portas a Cristo!»

 
«Irmãos e Irmãs: não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder! E ajudai o Papa e todos aqueles que querem servir a Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira!
 
Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas económicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso!
 
Não tenhais medo! Cristo sabe bem "o que é que está dentro do homem". Somente Ele o sabe!

Hoje em dia muito frequentemente o homem não sabe o que traz no interior de si mesmo, no profundo do seu ânimo e do seu coração, muito frequentemente se encontra incerto acerca do sentido da sua vida sobre esta terra. E sucede que é invadido pela dúvida que se transmuta em desespero. Permiti, pois — peço-vos e vo-lo imploro com humildade e com confiança — permiti a Cristo falar ao homem. Somente Ele tem palavras de vida; sim, de vida eterna.

Irmãos e Filhos de língua portuguesa (em português): Como ‘servo dos servos de Deus’, eu vos saúdo afectuosamente no Senhor. Abençoando-vos, confio na caridade da vossa oração e na vossa fidelidade, para viverdes sempre a mensagem deste dia e deste rito: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!  Que o Senhor, na Sua misericórdia, nos acompanhe a todos com a Sua graça e com o Seu amor pelos homens».


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Domingo XXIX do Tempo Comum


O Evangelho deste XXIX Domingo do Tempo Comum insere-se num discurso escatológico sobre a vinda gloriosa de Jesus Cristo, no final dos tempos.


Na primeira parte, Jesus conta uma parábola, seguida da sua aplicação teológica. Os personagens centrais dessa parábola são uma viúva e um juiz. A viúva passava a vida a queixar-se do seu adversário e a exigir justiça; mas o juiz, “que não temia Deus nem os homens”, não lhe prestava qualquer atenção. No entanto, o juiz acabou por fazer justiça à viúva, a fim de se livrar definitivamente da sua insistência importuna.

Com esta parábola Jesus quer ensinar que, se um juiz prepotente e insensível é capaz de resolver o problema da viúva por insistência, quanto mais Deus não escutará os "seus eleitos que por Ele clamam dia e noite e iria fazê-los esperar muito tempo?”.

Na verdade, com muito mais motivo Deus – que é rico em misericórdia - defenderá sempre os mais fracos e fragilizados pelo pecado e pelas dificuldades  e estará atento às súplicas dos seus filhos.

Às vezes, parece que Deus não ouve as nossas súplicas, não atende os nossos pedidos ou não percebe o nosso tempo. No Seu silêncio, podemos chegar a pensar “mas onde está Deus quando precisamos”?

Ora, Nosso Senhor tem o Seu projecto, o Seu plano e o Seu tempo próprio para intervir. A nós, fiéis, resta-nos ter fé, moderar a impaciência e confiar que Ele não nos está a abandonar nem está ausente ou insensível aos nossos problemas. Apenas tem um plano que nós, humanamente, não conseguimos compreender.

O Evangelho termina com uma pergunta inquietante de Jesus: «Quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?»

Cabe-nos a nós fazer com que, quando Jesus voltar para julgar os vivos e os mortos, ainda encontre fé neste mundo, ou seja, ainda encontre almas orantes e vigilantes, pessoas que apesar deste aparente “silêncio de Deus” não desistiram de confiar n’Ele e permaneceram constantes na oração.

Se dermos nas nossas vidas um testemunho coerente de Fé, transmitindo-a aos outros, estaremos certamente a contribuir para, quando Jesus voltar como Justo e Misericordioso Juíz, ainda encontre a fé que Ele mesmo transmitiu aos Apóstolos e que a Igreja anuncia ao mundo inteiro.
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA:
Entrada: Chegue até Vós, Senhor - NCT, 213 [partitura]
Ofertório: Vimos trazer, Senhor  - CT, 91 [partitura] 
Comunhão: Tudo o que pedirdes na oração - CEC II, pág. 52 [partitura]
Pós-Comunhão: Eternamente cantarei o amor do nosso Deus - Taizé [partitura]
Final: Como é admirável Senhor - NCT, 257 [partitura]

CT - Cantemos Todos
CEC II - Cânticos de Entrada e de Comunhão, vol. II
NCT - Novo Cantemos Todos

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

«Parece-me que devemos recomeçar a partir de Fátima»


A Peregrinação Internacional Aniversária de 12 e 13 de Outubro em Fátima foi presidida este ano pelo então Secretário de Estado do Vaticano D. Tarcísio Bertone, que cessou funções no dia de ontem, 15 de Outubro.
 
No seu discurso de despedida, diante do Papa Francisco, o Cardeal Bertone referiu que a devoção mariana é um ponto comum que une Bento XVI e Francisco, destacando a importância da actualidade da Mensagem de Fátima para os males que assolam a Igreja e o mundo:

«Não há ícone mais belo dos dois papas que aqueles da fotografia de cada um recolhido em oração diante de Nossa Senhora, de Nossa Senhora de Fátima: em Fátima, no Ano Sacerdotal de 2010, o Papa Bento, e, em Roma, diante da mesma imagem, no Ano da Fé (2013), o Papa Francisco, para meter a Igreja inteira em estado de penitência e de purificação. Parece que devemos recomeçar a partir de Fátima».
E em que assenta a Mensagem de Fátima? Na oração, penitência e reparação. É importante perceber que num discurso oficial de despedida de um Secretário de Estado Vaticano, diante do Santo Padre, a Mensagem de Fátima foi colocada em destaque, lembrando que toda a Igreja deve colocar-se «em estado de penitência e purificação.
Na homilia de dia 13 de Outubro, o mesmo cardeal apresentou os Pastorinhos de Fátima como exemplos de quem  confia, sem medos, nos desígnios de Deus, mesmo nos momentos mais aterradores da vida: «Presos pelo governador de Ourém, três crianças que se «veem separadas umas das outras e ameaçadas que vão ser lançadas em azeite a ferver, recorrem à oração!». 
A Mensagem de Fátima, lembrou D. Bertone, convida à conversão e à confiança, tal como o Evangelho: «Contra o fatalismo do mundo, Maria veio a Fátima lembrar que, na ordenação e governo de tudo o que acontece há um coração infinito. O centro da Mensagem de Fátima é a conversão, que implica amar a Deus acima de todas as coisas, o horror ao pecado e a fidelidade à Lei de Deus, que se resume e traduz na caridade».
Por fim, o Cardeal italiano referiu-se ao desejo materno de Nossa Senhora de contribuir para a salvação das almas, levando-as até Deus através do Seu Coração Imaculado:
 «[A Maria], não Lhe bastou ser admirada, invocada e venerada; Nossa Senhora quis que os corações dos indivíduos, dos povos e do mundo inteiro lhe fossem consagrados e colocados sob a sua protecção».

domingo, 13 de outubro de 2013

Acto de Entrega ao Imaculado Coração de Maria


Bem-aventurada Virgem Maria de Fátima, 

Com renovada gratidão pela Tua presença materna, 
unimos a nossa voz à de todas as gerações que Te chamam bem-aventurada,
 em Ti celebramos as grandes obras de Deus,
 que nunca se cansa de se inclinar misericordiosamente sobre a humanidade,
 aflita pelo mal e ferida pelo pecado, para a curar e salvar. 

Acolhe com benevolência de mãe o acto de entrega que hoje fazemos com confiança, 
Diante desta Tua imagem, para nós tão querida. 

Estamos certos que cada um de nós é precioso aos Teus olhos 
e que nada do que habita nos nossos corações Te é estranho. 

Deixamo-nos alcançar pelo Teu olhar tão doce 
e recebemos a consoladora carícia do Teu sorriso. 

Cuida da nossa vida entre os Teus braços;
 abençoa-nos e reforça todo o desejo de bem; reaviva e alimenta a fé; 
sustém-nos e ilumina a esperança; suscita e anima a caridade; 
guia-nos a todos no caminho da santidade. 

Ensina-nos o Teu próprio amor de predilecção pelos pequenos e pobres,
 pelos excluídos e pelos que sofrem, pelos pecadores e os que têm o coração dilacerado: 
reúne-os a todos sob a Tua protecção, 
e entrega-os ao Teu dilecto Filho, o Senhor Nosso Jesus. 

Ámen 

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