"Raios de Luz"


domingo, 13 de outubro de 2013

Noite de 12 de Outubro em Fátima

Alguns elementos da JMV Sobreiro estão a participar no encontro "Com(o) Maria nos damos a Deus", encontro promovido pela Juventude Mariana Vicentina de Portugal e cujo programa se cruza com o da Peregrinação Internacional Aniversária de 12 e 13 de Outubro.

Antes de se abeirarem da Capelinha das Aparições para o início oficial da Peregrinação, os nossos jovens foram até à Capela do Santíssimo Sacramento e meditaram na segunda aparição de Nossa Senhora:
Nossa Senhora disse a Lúcia: “Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será teu  refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”. Como peregrinos de Fátima, os jovens são convidados a escutar as palavras que Nossa Senhora dirigiu a Lúcia naquele 13 de Junho e a entendê-las como dirigidas também si.

Após a oração pessoal junto de Jesus Sacramentado, os nossos jovens foram até à Capelinha das Aparições para aí, juntamente com muitas centenas de peregrinos, dar as boas vindas ao Cardeal Secretário de Estado do Vaticano - D. Tarcisio Bertone - e assim iniciar oficialmente a Peregrinação Internacional Aniversária.

Das palavras iniciais do Cardeal, retemo-nos nestas: «A profecia de Fátima, apesar de se cumprir cabalmente no século XX, está longe de ter terminado. A Igreja caminha, tal como na visão, para o Monte do Calvário e continuamente o sangue dos mártires continua a ser derramado. Como nos lembra a parábola, o trigo e o joio crescem juntos, isto é, no mundo de hoje, a graça e o pecado crescem juntos. (...) Fátima é um apelo ao amor. Olhando o exemplo e confiando na intercessão dos beatos Francisco e Jacinta e da serva de Deus irmã Lúcia, ofereçamo-nos para aceitar as provações que o Senhor nos envia».

A Mensagem de Fátima está longe de ter terminado. Nossa Senhora, em 1917 pediu aos Pastorinhos que se rezasse muito pela conversão dos pecadores e pelo Santo Padre. Oração, penitência e reparação são as atitudes principais que a Virgem Santíssima nos pediu em Fátima.

Após a recitação do Terço e da Procissão das Velas para o altar do recinto, teve início a Missa comemorativa da Dedicação da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Na homilia, D. Tarcisio Bertone disse aos peregrinos:

«Queridos peregrinos de Fátima, comemoramos hoje a Dedicação desta Basílica há 60 anos, esta que é a 'Casa da Mãe', à qual os peregrinos acorrem para o encontro com o Seu Filho. Esta Basílica tem a sua origem na pedra angular que é Cristo. A sacralidade de Jesus verdadeiro Deus e verdadeiro Homem chama-nos a fazer parte do Templo de Deus.


Cada um de nós pergunta-se sobre a verdade e a profundidade da sua ligação com Jesus. Porque podemos participar em muitos actos religiosos mas sendo apenas espectadores. Para acolher Jesus, é preciso fazer como Zaqueu, abandonando-nos em Deus. Enquanto não vivermos no abandono em Jesus, não podemos afirmar que conhecemos Jesus e n'Ele o Pai.
E continua dizendo:

«Nesta noite, não rezamos cada um por si nem em segredo, mas como um povo que segue Cristo Ressuscitado, apoiado na Palavra de Jesus que são luz para os nossos passos. O beato Francisco Marto passava muitas horas em oração, junto de 'Jesus escondido', imerso em Deus e profundamente feliz. Dizia ele à sua irmã, beata Jacinta Marto e à sua prima:  "Esta gente fica tão contente só por a gente lhe dizer que Nossa Senhora mandou rezar o terço e que aprendesses a ler! O que seria, se soubessem o que Ela nos mostrou em Deus, no Seu Imaculado Coração, nessa luz tão grande!" (Memórias, 127).

A nossa visão só é possível com a luz do sol, mas os nossos olhos não consegue fixar directamente o sol. Mas podemos olhar fixamente a lua que está associada a Nossa Senhora - «a candeia de Nossa Senhora». A Virgem Maria é a imagem da Igreja Triunfante, da Jerusalém Celeste, sinal de consolação e esperança.
Queridos peregrinos, olhai para Maria, invocai-A e imitai-A porque ela é sinal e presença do amor de Deus!»

Confiantes nas palavras do Legado Pontifício, procuremos também nós sermos anunciadores da Mensagem de Fátima na nossa vida e ver em Nossa Senhora, a presença de Deus.



sábado, 12 de outubro de 2013

Celebração Mariana em Roma

A Imagem de Nossa Senhora de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições está hoje e amanhã em Roma para participar na Jornada Mariana integrada nas celebrações do Ano da Fé.

Primeiramente a "Senhora mais brilhante que o Sol" foi levada em procissão para o Mosteiro Domus Mariae onde reside actualmente o Papa Bento XVI, para que o Saudoso Papa pudesse rezar à Virgem Maria e confiar, de certo, a sua vida e a da Igreja no Coração de Maria. 

Já na Praça de São Pedro, a imagem foi transportada num andor até ao altar do recinto, sendo recebida pelo Papa Francisco ao som do Avé de Fátima e aclamada pela multidão que emocionada acenava com lenços brancos.

O Santo Padre ofereceu à imagem de Nossa Senhora de Fátima um Terço. Recordemos o insistente pedido da Virgem Santíssima em Fátima, para que se rezasse o Terço todos os dias.

Durante esta celebração Mariana foi rezada a Via Matris, uma oração que faz parte da antiquíssima tradição da Igreja e que medita nas Sete Dores de Nossa Senhora. Após a oração, o Papa Francisco proferiu uma pequena meditação na qual referiu que Nossa Senhora é um exemplo de fé para todos os cristãos.

 “Toda a Sua vida foi seguir o Seu Filho: Ele é a estrada, Ele é o caminho! Progredir na fé, avançar nesta peregrinação espiritual que é a fé, não é senão seguir a Jesus; ouvi-lo e deixar-se guiar pelas suas palavras”.  

O Papa disse ainda à multidão presente na Praça de São Pedro e a todos os que acompanhava a oração através dos meios televisivos e da internet que “A fé de Maria enfrentou a incompreensão e o desprezo; quando chegou a «hora» de Jesus, a hora da paixão, então a fé de Maria foi a pequena chama na noite”.

Novamente ao som do Avé de Fátima a imagem de Nossa Senhora foi transportada para a Basílica de São Pedro e seguidamente irá para o Santuário do Divino Amor, para a oração ‘Com Maria para além da noite’.



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A imagem de Nossa Senhora de Fátima volta a Roma

Como é sabido, as Jornadas Marianas marcadas para este fim-de-semana no Vaticano vão contar com a presença da Imagem de Nossa Senhora de Fátima que se venera na Cova da Iria, um pedido feito expressamente pelo Papa Bento XVI e confirmado pelo Papa Francisco.

Na próxima madrugada, a Imagem sairá do Santuário e será levada até Roma. Chegada a Roma, fará uma passagem breve pela Capela do Mosteiro onde vive o Papa Bento XVI, o qual terá um momento de oração diante da imagem da 'Senhora mais brilhante que o sol'.

De seguida, Nossa Senhora partirá em direcção à Praça de São Pedro, onde será recebida pelo Papa Francisco.

Em declarações à Família Cristã’, Dom Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, afirma que «Nossa Senhora de Fátima é a imagem mais coerente para uma Consagração do mundo a Nossa Senhora. Ela permanece ainda como expressão, a mais imediata e mais coerente, para viver uma condição de fé»,
Dom Fisichella afirma ainda que as aparições de Fátima estão em perfeita sintonia com o Evangelho: «Em Fátima, Nossa Senhora, andou sempre a lembrar a exigência da conversão e da mudança do homem; portanto, na medida em que formos capazes de aderir ou compreender esta mensagem, devemos mudar o coração para acolher em nós a presença de Cristo, sobretudo na constância e na continuidade da oração».
Neste sentido de conversão e oração, a Mensagem de Fátima ponta para os Sacramentos, em especial para o Santíssimo Sacramento da Eucaristia e para o Sacramento da Penitência. Por isso, a partir da madrugada de sábado, as igrejas de Roma «estarão abertas para adoração da Sagrada Eucaristia e também para confissões».
Por sua vez, o reitor do Santuário de Fátima afirma que esta é a primeira vez que a Imagem não estará presente em Fátima numa Peregrinação Aniversária, desta vez presidida pelo Secretário de Estado do Vaticano. É também a «terceira vez que a Imagem viaja para Roma a pedido dos Papas». Por isso, o Pe. Carlos Cabecinhas considera que «Nossa Senhora é um elemento fundamental da Nova Evangelização».
O programa oficial destas Jornadas Marianas pode ser consultado aqui e as celebrações poderão ser assistidas em directo a partir de Roma no Canal Televiso do Vaticano ou na página do canal católico italiano TV2000.

Não podemos ficar de braços cruzados!

A JMV Sobreiro tem ido todos os dias até à casa "Mãos erguidas", junto à clínica dos Arcos para rezar pela Vida. Na terça feira passada, como referimos anteriormente, estiveram cinco elementos do grupo, de tarde a rezar.

Todos os dias recebemos o diário do que acontece na casa e na Campanha e no final do dia de Terça-feira aparecia um apelo urgente: "temos várias horas livres que não têm voluntários para rezar". Ora, poderíamos pensar que já lá tínhamos estado no dia anterior ou que, alguns de nós, cansados do trabalho, não iam mais uma vez até Lisboa... No entanto, foi exactamente o contrário que se passou. "Não há voluntários?!?!, vamos nós!"

E assim foi! Na tarde de Quarta-feira estiveram mais quatro elementos a rezar pela Vida. Neste dia, durante o tempo que lá estivemos rezámos o Rosário completo. Faz-nos bem rezar pela vida e testemunhar o dom da Vida.

No dia 10 de Outubro, entre as 14 e as 16 horas estivemos mais uma vez, em comunhão com todo o mundo, a rezar pela vida. Dois membros do nosso grupo (o Vasco e a Ana Rita) deslocaram-se ao espaço de oração da Associação Mãos Erguidas, junto à Clínica dos Arcos para, aos pés da Cruz e da Virgem Maria, rezarem pelo dom da vida, oferecida a cada Homem e, infelizmente, vilmente reprimida pela praga do Aborto.

Enquanto os membros da JVM Sobreiro rezavam o Rosário, chegaram várias pessoas com necessidades e à procura de algum apoio (nomeadamente vestuário). Além disso, um membro da Associação ia tentado interpelar algumas pessoas (sobretudo casais) que ia e vinham da Clínica. Um momento forte deu-se quando um jovem casal saiu da clínica (possivelmente de uma consulta para planeamento de aborto) e a jovem rapariga se encontrava notoriamente consternada e desorientada. O membro da Associação tentou abordá-los sem sucesso. No entanto, pela força da Oração do Rosário (assim esperamos), depois de alguma hesitação, o casal abandonou o local, queira Deus para não mais voltar.


Passadas as duas horas (que ali mais parecem dois minutos), deixamos missão entregue as outros voluntários, certo de que o nosso gesto agradou e desagravou os Corações de Jesus e Maria Santíssima.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Evangelho do XXVIII Domingo do Tempo Comum

No próximo Domingo, o Evangelho mostra-nos dez leprosos que se apresentam-se diante de Jesus e dos discípulos e exclamam: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!”. Além de causar naturalmente repugnância pela sua aparência e de infundir medo de contágio, o leproso, naquele tempo, era considerado impuro, a quem se atribuíam pecados especialmente graves e maldições. Por isso, o leproso não podia sequer entrar na cidade de Jerusalém, para não a conspurcar.

Este episódio dos dez leprosos (que é exclusivo de São Lucas) tem como objectivo fundamental mostrar Jesus como Deus que Se fez carne para trazer a salvação a todos os homens. A presença de um samaritano no grupo indica que essa salvação oferecida por Deus não se destina apenas a um grupo restrito de pessoas, mas a todos os homens que acreditam em Jesus, que O querem seguir e se aproximam d’Ele dizendo com humildade e confiança: “Jesus, tem compaixão de nós!”
Com o relato de só um dos leprosos ter voltado atrás, «glorificando a Deus em alta voz, e prostrando-se de rosto em terra aos pés de Jesus, para Lhe agradecer», São Lucas quer também mostrar que quem encontra Jesus deve dar graças por esse dom de ter reconhecido o Salvador.
Na verdade, nem Deus Pai nem Jesus Cristo precisam dos nossos louvores e agradecimentos. Nós, no entanto, precisamos cada vez mais de reconhecer que nada conseguimos se continuarmos entregues a nós mesmos e a confiar apenas nas nossas capacidades humanas. Por isso, Jesus questiona: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?»
Quantas vezes desprezamos os dons de Deus? Quantas vezes Lhe agradecemos as Suas maravilhas? Quando Deus nos concede uma graça, quantas vezes ficamos tão entusiasmados que, com frequência, nos esquecemos de Lhe agradecer?
Isto acontece porque a nossa Fé é frouxa. E a Fé é muito mais do que acreditar em Deus! Aquele leproso que voltou atrás e agradeceu a Jesus era um homem de Fé, pois além de ter acreditado n’Ele, reconheceu-O como o Seu salvador, prostrando-se em reverência. «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».
Uma “fé de favores” é uma fé utilitarista, pois falta o reconhecimento prático daquilo que professamos. Jesus pede muito mais aos Seus fiéis! Vamos pedir que ele nos conceda uma Fé forte, constante, que se revele nas nossas atitudes e que nos livre de acreditarmos somente n’Ele e nas Suas promessas tendo em vista unicamente o nosso bem.

PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA

Entrada: Salvai-nos Senhor, nosso Deus - F. Lapa [partitura]
Ofertório: Povo Santo, a Ti consagrado - A. Oliveira [partitura]
Comunhão: Os ricos empobrecem - CEC II, pág. 127 [partitura]
Pós-Comunhão: Hino do Centenário das Aparições de Fátima, estrofes 9 e 13 [partitura]
Final: Avé de Fátima - NCT, 702 [partitura - harmonizado]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II;
NCT - Novo Cantemos Todos

Acto de entrega ao Imaculado Coração de Maria - 1982

A vida do Papa João Paulo II está intimamente ligada à Virgem Santíssima, tal como podemos constatar no lema do seu pontificado: "Totus Tuus". De facto, o Sumo Pontífice teve sempre uma particular devoção à Mãe de Deus, mas o grande acontecimento que está ligado à vida do Santo Padre e a Nossa Senhora foi o atentado ocorrido a 13 de Maio de 1981, na Praça de São Pedro.

Ao passar pela multidão que calorosamente o acolhia e saudava, o Santo Padre foi alvejado, tendo ficado em perigo de morte. Um ano depois, a 13 de Maio de 1982, João Paulo II dirigia-se a Fátima para agradecer o facto de Nossa Senhora o ter protegido do brutal ataque.

«O sucessor de Pedro - dizia o Papa João Paulo II na sua homilia em Fátima - apresenta-se aqui também como testemunha dos imensos sofrimentos do homem, como testemunha das ameaças quase apocalípticas, que pesam sobre as nações e sobre a humanidade. E procura abraçar esses sofrimentos com o seu fraco coração humano, ao mesmo tempo que se põe bem diante do mistério do Coração: do Coração da Mãe, do Coração Imaculado de Maria.»

O agora Beato João Paulo II tomou consciência do poderosíssimo poder da Virgem Maria e de como, no Seu Coração de Mãe, o aflito encontrava consolo e amparo. Sabendo pois da contínua necessidade de entrega da Humanidade ao Coração Virginal de Maria, fez um Acto de entrega, do qual vale a pena meditarmos nalguns excertos:

«À Vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus - Ao pronunciar estas palavras da antífona com que a Igreja de Cristo reza há séculos, encontro-me hoje neste lugar escolhido por Vós, ó Mãe, e por Vós especialmente amado. Estou aqui, unido com todos os Pastores da Igreja e pronuncio as palavras deste Acto, no qual desejo incluir, uma vez mais, as esperanças e as angústias da Igreja no mundo contemporâneo.»

A vida da Igreja e da humanidade foi assim novamente entregue ao Coração de Maria Santíssima, aquele donde brota um amor profundo e é mediador de todas as graças. Que bom seria, que no nosso dia-a-dia fossemos capazes de entregar as nossas vidas a este coração materno e cheio de amor por nós, pecadores.

Em jeito de oração, terminamos esta meditação com as palavras do Papa João Paulo II:


Confiando-Vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos,
                        nós Vos confiamos também a própria consagração em favor do mundo,
depositando-a no Vosso Coração materno.

Oh, Coração Imaculado! Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal
que tão facilmente se enraíza nos corações dos homens de hoje e que,
nos seus efeitos incomensuráveis,
pesa já sobre a nossa época e parece fechar os caminhos do futuro! 
Da fome e da guerra, livrai-nos! 
Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos! 
Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos! 

Acolhei, ó Mãe de Cristo, este clamor carregado do sofrimento de todos os homens! Carregado do sofrimento de sociedades inteiras! 
Que se revele, uma vez mais, na história do mundo,
a força infinita do Amor misericordioso!
Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências!

Que se manifeste para todos, no vosso Coração Imaculado, a luz da Esperança!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria

Dez anos após a consagração que o Papa Pio XII tinha feito, na sua radiomensagem enviada ao povo português, o Papa de Fátima voltou a realizar uma consagração, desta vez referindo explicitamente a Rússia, tal como a Virgem Santíssima tinha pedido a Lúcia.


Com a Carta Apostólica Sacro vergente anno, de 7 de Julho de 1952, o Santo Padre consagrou a Rússia com as seguintes palavras:

«Que a Mãe Santíssima se digne olhar com bondade e misericórdia aqueles mesmos que organizam as forças militares do ateísmo. Que Ela se digne iluminar os seus espíritos, com a luz celeste, e orientar os seus corações com a graça divina, em ordem à salvação.

E nós, para que as nossas fervorosas preces sejam ouvidas e para vos darmos um testemunho particular da Nossa benevolência, consagramos e dedicamos hoje, de uma maneira muito especial, todos os povos da Rússia ao Coração Imaculado da Mãe de Deus, com a firme esperança de que bem depressa se realizem, graças ao patrocínio poderosíssimo da Virgem Maria, os votos que formulamos pelo advento da verdadeira paz»

O Papa Pio XII não podia ficar indiferente ao pedido da Santa Mãe de Deus, e como tal quis renovar a consagração, fazendo especial menção da Rússia. No entanto, segundo os relatos da Irmã Lúcia, Nossa Senhora tinha pedido que fosse em união com todos os bispos do mundo. Assim, dois anos mais tarde, o Sumo Pontífice instituiu a festa da Realeza Universal de Nossa Senhora, ordenando que se renovasse todos os anos, nesse dia, em toda a cristandade, a consagração do género humano ao Coração Imaculado de Maria.

O Céu nunca ficou indiferente à oração feita pela Igreja. Desde a primeira consagração do mundo, realizada em 1942, foram dados muitos benefícios à humanidade. Com verdadeira devoção e piedade, todo o povo católico tem beneficiado as graças que vêm das mãos da Santíssima Virgem Maria. Confiemos n’Ela, a Mãe do Autor da Vida e Rainha da Paz.

Rezemos para que a consagração feita no próximo Sábado pelo Papa Francisco tenha os seus frutos e derrame bênçãos sobre toda a Igreja.

Consagração do Mundo pelo Papa Pio XII

Com a aparição de Nossa Senhora em Fátima, a 13 de Julho de 1917, os Pastorinhos tiveram a graça de uma mensagem e duas visões que constituem o chamado ‘Segredo de Fátima’. Nesta aparição, a Virgem Mãe pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração. Ao longo dos anos, com os escritos da Irmã Lúcia e os interrogatórios normais feitos pela Igreja para atestar a veracidade das aparições, o mundo foi conhecendo um pouco desta revelação.

Dos diferentes quadrantes da sociedade vinham reacções de espanto e de interrogação, bem como de acolhimento da mensagem por um ou de uma recusa firme por outros. O mundo estava em guerra. Milhares de mortos bem como perseguições à Igreja e ao Santo Padre marcavam o dia-a-dia da história da Humanidade.
A31 de Outubro de 1942 o mundo ouvia com surpresa as palavras do Papa Pio XII a consagrar «…todo o mundo dilacerado por cruciais discórdias… nomeadamente aqueles (povos) que vos professam especial devoção, onde não havia casa que não ostentasse o vosso venerando ícone, hoje talvez escondido e reservado para melhores dias».

No último dia do mês de Outubro, mês tradicionalmente dedicado ao Rosário e um mês fortemente Mariano, ou não fosse em Outubro de 1917 que a Virgem Maria apareceu pela última vez aos Pastorinhos de Fátima, o Santo Padre enviou uma radiomensagem ao mundo, e em especial ao povo português.

Com esta mensagem, o Santo Padre quis atender ao pedido de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, tal como a Irmã Lúcia lhe havia referido numa carta de Dezembro de 1940. Com estas palavras, o Sumo Pontífice fazia alusão, indirectamente, à Rússia que estava separada de Roma e na qual proliferava o comunismo ateu.

Se do lado comunista era notória uma postura contra a sua consagração, em Fátima a Senhora pedia insistentemente não a sua aniquilação, mas a sua conversão, não a sua morte, mas a sua renovação. Cedo em Fátima se começou a rezar pela Rússia, e a partir dali pediu-se intensamente que por ela se rezasse, a ponto de se poder afirmar, como o fez o Senhor Dom Alberto Cosme do Amaral, que «em nenhum outro lugar do mundo se amou tanto a Rússia, como em Fátima».

Mas fixemo-nos nas palavras do Sumo Pontífice, o Papa Pio XII no dia 31 de Outubro de 1942:

«Rainha do Santíssimo Rosário, Auxílio dos Cristãos, refúgio do género humano, vencedora de todas as grandes batalhas de Deus! Ao Vosso trono, súplices nos prostramos, seguros de conseguir misericórdia e de encontrar graça e auxílio oportuno nas presentes calamidades, não pelos nossos méritos, de que não presumimos, mas unicamente pela imensa bondade do Vosso Coração materno.»

«A Vós, ao vosso Coração Imaculado, Nós como Pai comum da grande família cristã, como Vigário d’Aquele a quem foi dado todo o poder no Céu e na terra, e de quem recebemos a solicitude de quantas almas remidas com o Seu sangue povoam o mundo universo, — a Vós, ao Vosso Coração Imaculado, nesta hora trágica da história humana, confiamos, entregamos, consagramos não só a Santa Igreja, corpo místico de Vosso Jesus, que pena e sangra em tantas partes e por tantos modos atribulada, mas também todo o mundo, dilacerado pelas discórdias, abrasado em incêndios de ódio, vítima de sua próprias iniquidades.»

A consagração do mundo feita pelo Papa Pio XII, apesar de não ter sido feita do modo que Nossa Senhora tinha pedido a Lúcia, contribuiu fortemente para o fim da Segunda Grande Guerra Mundial. Hoje o mundo sofre os horrores de uma guerra silenciosa, de uma guerra que tem como objectivo silenciar Deus da história e todos os valores católicos.

Confiemos a nossa oração e a nossa vida ao Coração Imaculado da Virgem Maria, Ela que é Refúgio dos pecadores e Consoladora dos aflitos. Só com o Seu amor de Mãe e com a oração do Terço conseguiremos aniquilar o Mal que nos rodeia.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Defender a vida rezando e testemunhando


No dia 8 de Outubro, alguns elementos da  JMV Sobreiro voltaram a participar na Campanha de Oração pela Vida, em frente à Clínica dos Arcos, em Lisboa.
À chegada, pelas três horas da tarde, rezamos o Terço da Misericórdia, pedido por Jesus a Santa Faustina, pelas mães, pais, bebés e por todas as vítimas do aborto. Também implorámos a misericórdia de Deus para os pecadores de todo o mundo. Esta oração foi seguida de um momento de veneração à Cruz de Cristo, oferecendo os nossos sofrimentos e os daqueles que sofrem às dores de Jesus.
Seguidamente, ouvimos alguns relatos de uma senhora sobre casos que vão acontecendo ali: casos de sucesso, nos quais as mulheres decidem ter o bebé, casos de insultos e blasfémias que proferem algumas pessoas quando são abordadas… Ficamos muito sensibilizados com algumas histórias, nas quais, como diziam alguns voluntários presentes, “notava-se perfeitamente a acção do Demónio naquelas pobres famílias”.
Mas logo nos lembrámos que o poder do Maligno é vencido pela oração e, principalmente, pela devoção à Santíssima Virgem. Assim, saímos porta fora e rezámos o Terço do Rosário na rua, em frente à Clínica, meditando nos Mistérios Dolorosos, acompanhados de mais alguns voluntários que se encontravam na casa-capela. Em alguns mistérios, entoámos cânticos relacionados com a Vida, sobre o Amor de Deus e dedicados a Nossa Senhora.
Durante o Terço, vimos algumas senhoras a sair da Clínica com ar pálido e pesaroso, acompanhadas dos companheiros. Não sabemos se estariam ou se já estiveram grávidas, mas o "entrar e sair" da Clínica, deu-nos ainda mais motivação para rezar pela Vida e por todas as mulheres que passam pelo drama das pressões dos companheiros, do aconselhamento ao aborto por parte de profissionais de saúde e pelas que vêem nesse crime uma solução para os seus problemas.
Rezámos também pelas nossas intenções particulares, por algumas crianças doentes e para que duas senhoras que estão em fase de reflexão e que estão a ser acompanhadas para não abortem.
Foi assim passada mais uma tarde em defesa da Vida! Esperamos, com a nossa oração, contribuir para que esta «chaga social», como foi chamado o aborto pelo Papa Bento XVI, cesse em Portugal e no mundo inteiro, com a ajuda de Deus e pela poderosa intercessão  da Sua Mãe Santíssima.

O pedido da Consagração da Rússia feito pela Virgem

No dia 13 de Julho, depois de mostrar o Inferno aos Pastorinhos, Nossa Senhora disse-lhes:
 
«Virei pedir a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora no primeiro sábado de cada mês. Se atenderem aos Meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz. Se não, [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados. O Santo Padre terá muito que sofrer. Várias nações serão aniquiladas».
Devido aos conflitos políticos e mundiais, foi difícil para o Papa aceder prontamente a este pedido. Em 1942 foi feita pelo Papa Pio XII a primeira Consagração do Mundo e do povo português a Nossa Senhora. A Consagração da Rússia não foi feita nos moldes que a Santíssima Virgem pediu, mas como para o Céu toda a oração tem valor, este acto ajudou a acabar com a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, a Rússia já espalhara «os seus erros pelo mundo», com o ressurgimento das ideologias ateias e comunistas que se aproveitaram da miséria humana que resultou da II Grande Guerra.
Assistindo à infiltração deste mal na sociedade, o Venerável Papa Pio XII voltou a consagrar o mundo, com especial menção do povo russo em 1952. Também Paulo VI consagrou o mundo, no fim da 3ª sessão do Concílio Vaticano II, ao Imaculado Coração de Maria, em 1964.
O Papa João Paulo II renovou estes actos de Consagração durante o seu Pontificado. Em 1982, na sua primeira peregrinação a Fátima, consagra a Igreja, os Homens e os Povos, com menção velada da Rússia, ao Imaculado Coração de Maria. Depois, em 1984, diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima ida expressamente da Capelinha das Aparições, em união com todos os Bispos do Mundo que estavam ali presentes, consagra novamente o mundo ao Imaculado Coração .
Depois desta Consagração, o mundo começou a assistir, num desencadear de acontecimentos, ao fim da divisão e do ódio que separavam os povos, dos quais o Muro de Berlim era o símbolo máximo. O Comunismo ficou extremamente debilitado e a própria Rússia reconheceu que enfraqueciam as perseguições contra a Doutrina da Igreja e caíam as resistências à Fé cristã.
Mas “os filhos das trevas são mais espertos nas suas obras que os filhos da luz” (Lc, 16,8) por isso, ainda que sem tanto poder, as ideologias ateias e comunistas continuam a ensombrar, na penumbra, a História da humanidade. Assim, Sua Santidade Bento XVI e agora o Papa Francisco entenderam que devia ser renovada esta Consagração do mundo, para que Nossa Senhora nos livre desses e dos outros males que afligem a Igreja e o mundo inteiro.
Unirmo-nos ao Papa num acto de Consagração significa ficarmos comprometidos com Nossa Senhora para colaborar e ter esperança no triunfo do Seu Coração:
«Consagrar o mundo ao Imaculado Coração não é só lançar no coração da Mãe todas as preocupações do mundo; mas é meter-nos a nós dentro desse coração, sentindo com esse coração as feridas do mundo para nos implicarmos a nós mesmos e receber d’Ela aquela palavra de confiança, a última palavra que Ela disse relativamente ao seu Coração Imaculado: ‘Por fim, o meu Coração Imaculado triunfará’».- Dom António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, 2009.
Como preparação para o próximo dia 13 de Outubro, nos próximos dias publicaremos textos relativos às diferentes consagrações feitas pelos Sumos Pontífices.

A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria


O saudoso Santo Padre Bento XVI tinha já planeado a Jornada Mariana – que vai acontecer em Roma no próximo fim-de-semana – no contexto do Ano da Fé, incluindo a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Nossa Senhora.

Depois da sua eleição, Francisco manifestou a mesma vontade de Bento XVI e pediu que a Imagem que se venera na Capelinha da Cova da Iria fosse levada ao Vaticano para esse acto de entrega do mundo nas mãos puríssimas de Maria.


O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, revelou ontem que após o Conclave recebeu uma carta a confirmar que o Papa Francisco “manifestava o mesmo desejo de Bento XVI” de consagrar o mundo ao Imaculado Coração de Maria, “para confiar o mundo neste momento de escuridão e de ameaças de guerras”.

Os acontecimentos de Fátima ocorreram “num momento histórico da humanidade que corria o risco de uma autodestruição e à Igreja que corria o risco do aniquilamento por parte da perseguição de poderes ou potências ateias”.

Nos dias de hoje, as ameaças do ateísmo mantêm-se em muitas partes do mundo, sob o pretexto de uma falsa laicidade pela qual muitos países, em vez de defenderem a neutralidade religiosa, muitas vezes promovem acções nitidamente anti-cristãs.

Felizmente, as perseguições do Comunismo que D. António Marto referiu, ficaram seriamente debilitadas ao longo da segunda metade do século XX, graças à intercessão de Nossa Senhora e à acção de vários Papas que consagraram o mundo e especificamente outros países ao Seu Imaculado Coração. Desses Papas destaca-se, obviamente, o Beato João Paulo II, muito devoto de Fátima e que nos visitou por 3 vezes.

Mas, apesar de frágeis, essas potências esperam os dias que tentarão lançar o golpe final à Igreja de Nosso Senhor e, consequentemente, ao mundo. O Santo Padre sabe disso e sabe que Fátima está intimamente ligada com os destinos da História e do Papado. Por isso, quis renovar este acto de entrega filial do mundo nas mãos de Maria Santíssima.

Por cá, a peregrinação de 12 e 13 de Outubro em Fátima, contará com a presença do Secretário de Estado do Vaticano, Dom Tarcisio Bertone, num dos seus últimos actos públicos nesta função.

D. Tarcisio Bertone - juntamente com o então Cardeal Ratzinger, futuro Papa Bento XVI -foi muitas vezes o enviado especial do Papa João Paulo II para dialogar com a Irmã Lúcia sobre “a interpretação da terceira parte do Segredo de Fátima”, por isso, “é das pessoas que tem mais proximidade e conhece mais por dentro a mensagem de Fátima e todas as vicissitudes que a foram acompanhando”.


Rezemos muito, nestes dias, pela Igreja, pelo Papa Francisco e pelo Santo Padre Bento XVI, dois servos do Senhor que, cada um no seu tempo e no seu modo, têm-se sacrificado pelo Corpo de Cristo que é a Igreja. E não esqueçamos de pedir a Deus pelos bons frutos da Consagração ao Imaculado Coração de Maria, no próximo Domingo.

Fonte das palavaras de D. Marto: Agência Ecclesia

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Festa de Nossa Senhora do Rosário

A Igreja celebra a 7 de Outubro a Memória de Nossa Senhora do Rosário, comemoração esta que foi instituída pelo Papa S. Pio V no aniversário da vitória obtida pelos cristãos na batalha naval de Lepanto e atribuída ao auxílio da Santa Mãe de Deus, invocada com a oração do Rosário.

“Propagando-se esta devoção, os cristãos  entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a  transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e  difundir-se-á a luz da Fé católica" dizia São Pio V quando instituiu esta festa que hoje celebramos. 
 

A origem da devoção a Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, no entanto, pode fixar-se que a sua propagação teve início com São Domingos no século XIII. Segundo conta a tradição da Igreja,  este santo teve a graça de Nossa Senhora lhe ter aparecido, oferecendo-lhe o Rosário com o pedido de que este propagasse a sua devoção.

No decurso da história da Igreja são atribuídos grandes triunfos à recitação do Rosário, como refere o Sumo Pontífice Urbano IV - "pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão", ou o Papa Sixto IV - "é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo".

A celebração deste dia é, portanto, um convite a todos os fiéis para que meditem os mistérios de Cristo, em companhia da Virgem Maria, que foi associada de modo muito especial à encarnação, à paixão e à ressurreição do Filho de Deus.

Esta devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja em difundi-lo. O Rosário tem a virtude ser a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos. 

Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho. Nos mistérios gozosos, contemplamos a alegria da Encarnação do Verbo e a infância de Jesus. Nos mistérios dolorosos, meditamos na agonia e no caminho para o Calvário, no qual Jesus dá a Sua vida por nós. Ao contemplar os mistérios gloriosos, meditamos na Ressurreição de Jesus, passando pela Ascenção aos Céus e pela glória de Nossa Senhora.

Há onze anos, o Papa João Paulo II, pela Carta Apostólica RosariumVirginis Mariae, sugeriu como meditações facultativas para as Quintas-feiras, os mistérios luminosos, que retratam a  vida pública de Jesus.

Quase a terminar o Ano da Fé, proposto por Sua Santidade o Papa Bento XVI, e evocando os textos conciliares que devem ser compreendidos à luz da Fé e da Tradição da Igreja, recordemos a Constituição dogmática Lumen gentium na qual a devoção à Santíssima Virgem Maria na vida da Igreja é explicada. Segundo o Concílio Vaticano II, Nossa Senhora foi “exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a Seu Filho, acima de todos os Anjos e Homens". "Maria que, como Mãe Santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial".

Procuremos também nós sermos verdadeiros "Apóstolos do Rosário", tal como São Domingos foi na sua época, procurando sempre propagar a sua devoção como remédio contra os males da Humanidade e para maior glória de Deus e da Virgem Maria, com a certeza do Triunfo do Seu Coração Imaculado.

domingo, 6 de outubro de 2013

JMV Sobreiro em defesa da Vida

A JMV Sobreiro dedicou o dia de hoje à Oração pela Vida. Tal como já tínhamos referido anteriormente, o grupo organizou-se para ir até Lisboa, junto à Clínica dos Arcos, para rezar, agradecendo o dom da Vida e pedindo ao Senhor que livre o nosso país do flagelo do aborto.

O dia começou bem cedo, com a celebração da Santa Missa na Igreja do Sobreiro. No adro da igreja foi elaborado um placar com imagens da gravidez, desde a concepção até ao nascimento do bebé. Com este apelo, o grupo de jovens procurava sensibilizar quem passava de como, em qualquer fase da gestação, a interrupção da gravidez mata um bebé que pode ser muito pequenino, mas é uma vida, é dom de Deus.

Habitualmente o grupo de jovens coloca na igreja uma frase relacionada com a Liturgia de cada Domingo, de forma a sintetizar o que a Palavra de Deus nos diz.  No entanto, como hoje, a pedido do Exmo. Dom Manuel Clemente - presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, em todas as igrejas do país os católicos foram convidados a assinar a petição "Um de nós" que pede a discussão das leis que atentam contra a vida, a JMV Sobreiro achou por bem fazer um apelo maior a toda a comunidade, escolhendo a frase: Mãe do Autor da Vida, livrai-nos do flagelo do aborto!

Após a Missa o grupo rumou até Lisboa para participar na Campanha de Oração pela Vida. Alguns elementos já tinham passado pelo local, no entanto hoje foi a vez de irem quase todos os elementos do grupo. À chegada, fomos recebidos por duas senhoras que estavam em oração e que ficaram muito felizes por ver jovens ali, a um Domingo de manhã, para rezar.

Durante as duas horas que o grupo esteve por lá, rezámos o Terço, meditando nos mistérios gloriosos e com intenções relacionadas com a vida e com aqueles que sofrem com o aborto, não só os bebés não nascidos, como também as mulheres que muitas vezes, mesmo contra a sua vontade, são obrigadas pelos familiares ou pelos maridos a fazer este acto tão cruel.

Entre cada mistério, fomos cantando cânticos relacionados com o dom da vida que vem de Deus e não nos cabe a nós tirá-lo a quem quer que seja. Após a oração do terço, que terminou com o canto do Salve Regina e com a Ladainha de Nossa Senhora, rezámos outra oração, que pede ao Senhor e à Virgem Maria perdão e intercessão pelas mulheres, pelos bebés não nascidos e pelos profissionais de saúde que erradamente incitam a este acto.

O tempo que estivemos em oração foi de tal forma profundo que depressa chegamos ao final das duas horas sem dar conta. Mas antes de sair, uma das voluntárias que estava na casa passou-nos o telefone. Ao telefone era a "simpática senhora" que tinha acolhido dois membros do grupo na passada Quarta-feira. A Ana Amaral, apesar de não poder estar connosco hoje, tinha deixado para o grupo os "pins" com os pézinhos de um bebé com dez semanas de gestação. Muito obrigado Ana! A oração e a defesa da vida já nos fez amigos.

Ao sair, rezámos a oração do Angelus e terminámos com um cântico que faz parte do repertório do nosso grupo coral, com o qual em jeito de oração, terminamos o nosso testemunho:

A Ti, ó Mãe do Salvador
Eu peço com fervor
Ouve a minha oração
Faz com que os homens na terra
Ponham um fim à guerra.
Eu sei que há jovens a sofrer
Crianças sem comer
Adultos sem amor
Reza por todos por favor
Avé Maria.

Salvé Rainha. Mãe de Misericórdia
A Ti clamamos. Avé Maria.

Só tu, podes orar por nós
Erguendo a tua voz
sobre a da multidão
E um dia seremos todos irmãos
Avé Maria.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Domingo XXVII do Tempo Comum

O Evangelho do XXVII Domingo do Tempo Comum convida-nos a aderir, com coragem e radicalidade, ao projecto de vida que Jesus veio oferecer ao homem, adesão esta que é feita pela Fé.

Depois das exigências que Jesus fez aos discípulos, como ouvimos nos Evangelhos dos Domingos anteriores, eles sentem que por si só não conseguem e pedem: “Aumenta a nossa fé!”
O que é que a fé tem a ver com as exigências de Nosso Senhor? A Fé, além de também ser a adesão aos dogmas da Igreja ou a um conjunto de Verdades por Deus divinamente reveladas, é acima de tudo a adesão ao projecto que Deus tem para nós. Sabemos que esta adesão não é um caminho cómodo e fácil, pois requer um compromisso radical, consecutivas vitórias sobre a nossa própria fragilidade e a coragem de abandonar o comodismo e o egoísmo…
Pedir a Jesus que nos aumente a Fé significa pedir que nos dê a força e a coragem necessárias para corresponder ao Seu convite de sermos fiéis ao que Ele nos ensina através da Igreja.
Quem adere a esta proposta, ou seja, aceita a força da Fé que vem de Deus com coragem e determinação é capaz de autênticos “milagres”. Podemos ver, nas Escrituras, quantas vezes a tenacidade e a coragem dos discípulos de Jesus transformaram a morte em vida, o desespero em esperança, as trevas em luz!
Em suma, o que Jesus nos pede no Evangelho do próximo Domingo é que percorramos, com coragem e empenho, os caminhos de Deus. Quando aceitarmos percorrer esse caminho, seremos capazes de coisas espantosas, pois os outros verão a acção de Deus na nossa vida e as nossas acções, com a ajuda de Jesus, ajudarão a transformar os rumos do mundo e da História.
Perguntemo-nos se temos cumprido humildemente o papel que Ele nos confia: dar graças pelos Seus dons, especialmente o dom da vida, e dar a conhecer Jesus Cristo aos outros, através do nosso testemunho.
E sabemos que, cumprida a nossa missão, havemos de nos sentir, como acaba o Evangelho, «inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer». Que alegria se nos sentirmos assim, um dia, quando nos entregarmos eterna e confiadamente nas mãos de Deus!
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA

Entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor - CEC II, pág.13 [partitura]
Ofertório: O Templo de Deus é Santo - OC, pág. 192 [partitura]
Comunhão: Formamos um só corpo - NCT, 265 [partitura]
Pós-Comunhão: Ave, o Theotokos - Carlos Silva, Cânticos do Santuário de Fátima [partitura]
Final: Senhor, eu creio que sois Cristo - CEC II, pág. 42-43 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II;
NCT - Novo Cantemos Todos;
OC - Orar Cantando.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

São Francisco de Assis, Pai dos pobres

Imagem venerada na Igreja do Sobreiro
A 4 de Outubro a Igreja celebra a Memória de São Francisco de Assis, um diácono que praticou de modo tão excelente na Terra as virtudes evangélicas quem segundo a tradição, mereceu no Céu o lugar de um Anjo da mais alta hierarquia celestial: um Serafim. Por isso, São Francisco é também chamado de ‘Seráfico Patriarca’.

Na juventude, sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o "status" que a sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército. No entanto, pouco tempo depois teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir antes a Deus que aos homens e, em 1206, aos 24 anos de idade e para espanto de todos, Francisco abandonou tudo: as riquezas, ambições, orgulho, e até a roupa que usava, para propor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade.

Isto foi tido como uma verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa, merecendo o rótulo de “o louco de Assis”.

Já inteiramente mudado de coração, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Entrou para rezar e ajoelhou-se devotamente diante do Crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: "Vai, Francisco, e repara a minha casa que, como vês, está em ruínas".

Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas.

Nesta fase da sua vida, São Francisco dedica-se intensamente à pregação e faz longas viagens missionárias, para levar aos homens a mensagem evangélica de Paz e Bem.

Em 1224, no dia 14 [há autores que referem o dia 17] de Setembro, São Francisco recebeu os estigmas, ou seja, as marcas das chagas de Jesus crucificado no seu próprio corpo. Este acontecimento ocorreu no Monte Alverne, configurando São Francisco plenamente à Paixão de Cristo.

Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa da sua vida e morreu na maior pobreza ao anoitecer do dia 3 de Outubro de 1226, enquanto ouvia o Evangelho de São João, na passagem do envio dos Apóstolos.

ORAÇÃO A SÃO FRANCISCO DE ASSIS

São Francisco de Assis, modelo de perfeição evangélica,
que ocupais no Céu o lugar mais elevado!
Intercedei por nós diante do Trono de Deus,
para que imitemos corajosamente
o vosso exemplo de despreendimento, oração e penitência.


Ó Pai dos pobres,
enchei o nosso coração de amor a Deus
e compaixão pelos nossos irmãos,
principalmente os mais necessitados.
Ámen.

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