"Raios de Luz"


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Defender a vida rezando e testemunhando


No dia 8 de Outubro, alguns elementos da  JMV Sobreiro voltaram a participar na Campanha de Oração pela Vida, em frente à Clínica dos Arcos, em Lisboa.
À chegada, pelas três horas da tarde, rezamos o Terço da Misericórdia, pedido por Jesus a Santa Faustina, pelas mães, pais, bebés e por todas as vítimas do aborto. Também implorámos a misericórdia de Deus para os pecadores de todo o mundo. Esta oração foi seguida de um momento de veneração à Cruz de Cristo, oferecendo os nossos sofrimentos e os daqueles que sofrem às dores de Jesus.
Seguidamente, ouvimos alguns relatos de uma senhora sobre casos que vão acontecendo ali: casos de sucesso, nos quais as mulheres decidem ter o bebé, casos de insultos e blasfémias que proferem algumas pessoas quando são abordadas… Ficamos muito sensibilizados com algumas histórias, nas quais, como diziam alguns voluntários presentes, “notava-se perfeitamente a acção do Demónio naquelas pobres famílias”.
Mas logo nos lembrámos que o poder do Maligno é vencido pela oração e, principalmente, pela devoção à Santíssima Virgem. Assim, saímos porta fora e rezámos o Terço do Rosário na rua, em frente à Clínica, meditando nos Mistérios Dolorosos, acompanhados de mais alguns voluntários que se encontravam na casa-capela. Em alguns mistérios, entoámos cânticos relacionados com a Vida, sobre o Amor de Deus e dedicados a Nossa Senhora.
Durante o Terço, vimos algumas senhoras a sair da Clínica com ar pálido e pesaroso, acompanhadas dos companheiros. Não sabemos se estariam ou se já estiveram grávidas, mas o "entrar e sair" da Clínica, deu-nos ainda mais motivação para rezar pela Vida e por todas as mulheres que passam pelo drama das pressões dos companheiros, do aconselhamento ao aborto por parte de profissionais de saúde e pelas que vêem nesse crime uma solução para os seus problemas.
Rezámos também pelas nossas intenções particulares, por algumas crianças doentes e para que duas senhoras que estão em fase de reflexão e que estão a ser acompanhadas para não abortem.
Foi assim passada mais uma tarde em defesa da Vida! Esperamos, com a nossa oração, contribuir para que esta «chaga social», como foi chamado o aborto pelo Papa Bento XVI, cesse em Portugal e no mundo inteiro, com a ajuda de Deus e pela poderosa intercessão  da Sua Mãe Santíssima.

O pedido da Consagração da Rússia feito pela Virgem

No dia 13 de Julho, depois de mostrar o Inferno aos Pastorinhos, Nossa Senhora disse-lhes:
 
«Virei pedir a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora no primeiro sábado de cada mês. Se atenderem aos Meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz. Se não, [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados. O Santo Padre terá muito que sofrer. Várias nações serão aniquiladas».
Devido aos conflitos políticos e mundiais, foi difícil para o Papa aceder prontamente a este pedido. Em 1942 foi feita pelo Papa Pio XII a primeira Consagração do Mundo e do povo português a Nossa Senhora. A Consagração da Rússia não foi feita nos moldes que a Santíssima Virgem pediu, mas como para o Céu toda a oração tem valor, este acto ajudou a acabar com a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, a Rússia já espalhara «os seus erros pelo mundo», com o ressurgimento das ideologias ateias e comunistas que se aproveitaram da miséria humana que resultou da II Grande Guerra.
Assistindo à infiltração deste mal na sociedade, o Venerável Papa Pio XII voltou a consagrar o mundo, com especial menção do povo russo em 1952. Também Paulo VI consagrou o mundo, no fim da 3ª sessão do Concílio Vaticano II, ao Imaculado Coração de Maria, em 1964.
O Papa João Paulo II renovou estes actos de Consagração durante o seu Pontificado. Em 1982, na sua primeira peregrinação a Fátima, consagra a Igreja, os Homens e os Povos, com menção velada da Rússia, ao Imaculado Coração de Maria. Depois, em 1984, diante da Imagem de Nossa Senhora de Fátima ida expressamente da Capelinha das Aparições, em união com todos os Bispos do Mundo que estavam ali presentes, consagra novamente o mundo ao Imaculado Coração .
Depois desta Consagração, o mundo começou a assistir, num desencadear de acontecimentos, ao fim da divisão e do ódio que separavam os povos, dos quais o Muro de Berlim era o símbolo máximo. O Comunismo ficou extremamente debilitado e a própria Rússia reconheceu que enfraqueciam as perseguições contra a Doutrina da Igreja e caíam as resistências à Fé cristã.
Mas “os filhos das trevas são mais espertos nas suas obras que os filhos da luz” (Lc, 16,8) por isso, ainda que sem tanto poder, as ideologias ateias e comunistas continuam a ensombrar, na penumbra, a História da humanidade. Assim, Sua Santidade Bento XVI e agora o Papa Francisco entenderam que devia ser renovada esta Consagração do mundo, para que Nossa Senhora nos livre desses e dos outros males que afligem a Igreja e o mundo inteiro.
Unirmo-nos ao Papa num acto de Consagração significa ficarmos comprometidos com Nossa Senhora para colaborar e ter esperança no triunfo do Seu Coração:
«Consagrar o mundo ao Imaculado Coração não é só lançar no coração da Mãe todas as preocupações do mundo; mas é meter-nos a nós dentro desse coração, sentindo com esse coração as feridas do mundo para nos implicarmos a nós mesmos e receber d’Ela aquela palavra de confiança, a última palavra que Ela disse relativamente ao seu Coração Imaculado: ‘Por fim, o meu Coração Imaculado triunfará’».- Dom António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, 2009.
Como preparação para o próximo dia 13 de Outubro, nos próximos dias publicaremos textos relativos às diferentes consagrações feitas pelos Sumos Pontífices.

A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria


O saudoso Santo Padre Bento XVI tinha já planeado a Jornada Mariana – que vai acontecer em Roma no próximo fim-de-semana – no contexto do Ano da Fé, incluindo a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Nossa Senhora.

Depois da sua eleição, Francisco manifestou a mesma vontade de Bento XVI e pediu que a Imagem que se venera na Capelinha da Cova da Iria fosse levada ao Vaticano para esse acto de entrega do mundo nas mãos puríssimas de Maria.


O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, revelou ontem que após o Conclave recebeu uma carta a confirmar que o Papa Francisco “manifestava o mesmo desejo de Bento XVI” de consagrar o mundo ao Imaculado Coração de Maria, “para confiar o mundo neste momento de escuridão e de ameaças de guerras”.

Os acontecimentos de Fátima ocorreram “num momento histórico da humanidade que corria o risco de uma autodestruição e à Igreja que corria o risco do aniquilamento por parte da perseguição de poderes ou potências ateias”.

Nos dias de hoje, as ameaças do ateísmo mantêm-se em muitas partes do mundo, sob o pretexto de uma falsa laicidade pela qual muitos países, em vez de defenderem a neutralidade religiosa, muitas vezes promovem acções nitidamente anti-cristãs.

Felizmente, as perseguições do Comunismo que D. António Marto referiu, ficaram seriamente debilitadas ao longo da segunda metade do século XX, graças à intercessão de Nossa Senhora e à acção de vários Papas que consagraram o mundo e especificamente outros países ao Seu Imaculado Coração. Desses Papas destaca-se, obviamente, o Beato João Paulo II, muito devoto de Fátima e que nos visitou por 3 vezes.

Mas, apesar de frágeis, essas potências esperam os dias que tentarão lançar o golpe final à Igreja de Nosso Senhor e, consequentemente, ao mundo. O Santo Padre sabe disso e sabe que Fátima está intimamente ligada com os destinos da História e do Papado. Por isso, quis renovar este acto de entrega filial do mundo nas mãos de Maria Santíssima.

Por cá, a peregrinação de 12 e 13 de Outubro em Fátima, contará com a presença do Secretário de Estado do Vaticano, Dom Tarcisio Bertone, num dos seus últimos actos públicos nesta função.

D. Tarcisio Bertone - juntamente com o então Cardeal Ratzinger, futuro Papa Bento XVI -foi muitas vezes o enviado especial do Papa João Paulo II para dialogar com a Irmã Lúcia sobre “a interpretação da terceira parte do Segredo de Fátima”, por isso, “é das pessoas que tem mais proximidade e conhece mais por dentro a mensagem de Fátima e todas as vicissitudes que a foram acompanhando”.


Rezemos muito, nestes dias, pela Igreja, pelo Papa Francisco e pelo Santo Padre Bento XVI, dois servos do Senhor que, cada um no seu tempo e no seu modo, têm-se sacrificado pelo Corpo de Cristo que é a Igreja. E não esqueçamos de pedir a Deus pelos bons frutos da Consagração ao Imaculado Coração de Maria, no próximo Domingo.

Fonte das palavaras de D. Marto: Agência Ecclesia

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Festa de Nossa Senhora do Rosário

A Igreja celebra a 7 de Outubro a Memória de Nossa Senhora do Rosário, comemoração esta que foi instituída pelo Papa S. Pio V no aniversário da vitória obtida pelos cristãos na batalha naval de Lepanto e atribuída ao auxílio da Santa Mãe de Deus, invocada com a oração do Rosário.

“Propagando-se esta devoção, os cristãos  entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a  transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e  difundir-se-á a luz da Fé católica" dizia São Pio V quando instituiu esta festa que hoje celebramos. 
 

A origem da devoção a Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, no entanto, pode fixar-se que a sua propagação teve início com São Domingos no século XIII. Segundo conta a tradição da Igreja,  este santo teve a graça de Nossa Senhora lhe ter aparecido, oferecendo-lhe o Rosário com o pedido de que este propagasse a sua devoção.

No decurso da história da Igreja são atribuídos grandes triunfos à recitação do Rosário, como refere o Sumo Pontífice Urbano IV - "pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão", ou o Papa Sixto IV - "é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo".

A celebração deste dia é, portanto, um convite a todos os fiéis para que meditem os mistérios de Cristo, em companhia da Virgem Maria, que foi associada de modo muito especial à encarnação, à paixão e à ressurreição do Filho de Deus.

Esta devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja em difundi-lo. O Rosário tem a virtude ser a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos. 

Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho. Nos mistérios gozosos, contemplamos a alegria da Encarnação do Verbo e a infância de Jesus. Nos mistérios dolorosos, meditamos na agonia e no caminho para o Calvário, no qual Jesus dá a Sua vida por nós. Ao contemplar os mistérios gloriosos, meditamos na Ressurreição de Jesus, passando pela Ascenção aos Céus e pela glória de Nossa Senhora.

Há onze anos, o Papa João Paulo II, pela Carta Apostólica RosariumVirginis Mariae, sugeriu como meditações facultativas para as Quintas-feiras, os mistérios luminosos, que retratam a  vida pública de Jesus.

Quase a terminar o Ano da Fé, proposto por Sua Santidade o Papa Bento XVI, e evocando os textos conciliares que devem ser compreendidos à luz da Fé e da Tradição da Igreja, recordemos a Constituição dogmática Lumen gentium na qual a devoção à Santíssima Virgem Maria na vida da Igreja é explicada. Segundo o Concílio Vaticano II, Nossa Senhora foi “exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a Seu Filho, acima de todos os Anjos e Homens". "Maria que, como Mãe Santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial".

Procuremos também nós sermos verdadeiros "Apóstolos do Rosário", tal como São Domingos foi na sua época, procurando sempre propagar a sua devoção como remédio contra os males da Humanidade e para maior glória de Deus e da Virgem Maria, com a certeza do Triunfo do Seu Coração Imaculado.

domingo, 6 de outubro de 2013

JMV Sobreiro em defesa da Vida

A JMV Sobreiro dedicou o dia de hoje à Oração pela Vida. Tal como já tínhamos referido anteriormente, o grupo organizou-se para ir até Lisboa, junto à Clínica dos Arcos, para rezar, agradecendo o dom da Vida e pedindo ao Senhor que livre o nosso país do flagelo do aborto.

O dia começou bem cedo, com a celebração da Santa Missa na Igreja do Sobreiro. No adro da igreja foi elaborado um placar com imagens da gravidez, desde a concepção até ao nascimento do bebé. Com este apelo, o grupo de jovens procurava sensibilizar quem passava de como, em qualquer fase da gestação, a interrupção da gravidez mata um bebé que pode ser muito pequenino, mas é uma vida, é dom de Deus.

Habitualmente o grupo de jovens coloca na igreja uma frase relacionada com a Liturgia de cada Domingo, de forma a sintetizar o que a Palavra de Deus nos diz.  No entanto, como hoje, a pedido do Exmo. Dom Manuel Clemente - presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, em todas as igrejas do país os católicos foram convidados a assinar a petição "Um de nós" que pede a discussão das leis que atentam contra a vida, a JMV Sobreiro achou por bem fazer um apelo maior a toda a comunidade, escolhendo a frase: Mãe do Autor da Vida, livrai-nos do flagelo do aborto!

Após a Missa o grupo rumou até Lisboa para participar na Campanha de Oração pela Vida. Alguns elementos já tinham passado pelo local, no entanto hoje foi a vez de irem quase todos os elementos do grupo. À chegada, fomos recebidos por duas senhoras que estavam em oração e que ficaram muito felizes por ver jovens ali, a um Domingo de manhã, para rezar.

Durante as duas horas que o grupo esteve por lá, rezámos o Terço, meditando nos mistérios gloriosos e com intenções relacionadas com a vida e com aqueles que sofrem com o aborto, não só os bebés não nascidos, como também as mulheres que muitas vezes, mesmo contra a sua vontade, são obrigadas pelos familiares ou pelos maridos a fazer este acto tão cruel.

Entre cada mistério, fomos cantando cânticos relacionados com o dom da vida que vem de Deus e não nos cabe a nós tirá-lo a quem quer que seja. Após a oração do terço, que terminou com o canto do Salve Regina e com a Ladainha de Nossa Senhora, rezámos outra oração, que pede ao Senhor e à Virgem Maria perdão e intercessão pelas mulheres, pelos bebés não nascidos e pelos profissionais de saúde que erradamente incitam a este acto.

O tempo que estivemos em oração foi de tal forma profundo que depressa chegamos ao final das duas horas sem dar conta. Mas antes de sair, uma das voluntárias que estava na casa passou-nos o telefone. Ao telefone era a "simpática senhora" que tinha acolhido dois membros do grupo na passada Quarta-feira. A Ana Amaral, apesar de não poder estar connosco hoje, tinha deixado para o grupo os "pins" com os pézinhos de um bebé com dez semanas de gestação. Muito obrigado Ana! A oração e a defesa da vida já nos fez amigos.

Ao sair, rezámos a oração do Angelus e terminámos com um cântico que faz parte do repertório do nosso grupo coral, com o qual em jeito de oração, terminamos o nosso testemunho:

A Ti, ó Mãe do Salvador
Eu peço com fervor
Ouve a minha oração
Faz com que os homens na terra
Ponham um fim à guerra.
Eu sei que há jovens a sofrer
Crianças sem comer
Adultos sem amor
Reza por todos por favor
Avé Maria.

Salvé Rainha. Mãe de Misericórdia
A Ti clamamos. Avé Maria.

Só tu, podes orar por nós
Erguendo a tua voz
sobre a da multidão
E um dia seremos todos irmãos
Avé Maria.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Domingo XXVII do Tempo Comum

O Evangelho do XXVII Domingo do Tempo Comum convida-nos a aderir, com coragem e radicalidade, ao projecto de vida que Jesus veio oferecer ao homem, adesão esta que é feita pela Fé.

Depois das exigências que Jesus fez aos discípulos, como ouvimos nos Evangelhos dos Domingos anteriores, eles sentem que por si só não conseguem e pedem: “Aumenta a nossa fé!”
O que é que a fé tem a ver com as exigências de Nosso Senhor? A Fé, além de também ser a adesão aos dogmas da Igreja ou a um conjunto de Verdades por Deus divinamente reveladas, é acima de tudo a adesão ao projecto que Deus tem para nós. Sabemos que esta adesão não é um caminho cómodo e fácil, pois requer um compromisso radical, consecutivas vitórias sobre a nossa própria fragilidade e a coragem de abandonar o comodismo e o egoísmo…
Pedir a Jesus que nos aumente a Fé significa pedir que nos dê a força e a coragem necessárias para corresponder ao Seu convite de sermos fiéis ao que Ele nos ensina através da Igreja.
Quem adere a esta proposta, ou seja, aceita a força da Fé que vem de Deus com coragem e determinação é capaz de autênticos “milagres”. Podemos ver, nas Escrituras, quantas vezes a tenacidade e a coragem dos discípulos de Jesus transformaram a morte em vida, o desespero em esperança, as trevas em luz!
Em suma, o que Jesus nos pede no Evangelho do próximo Domingo é que percorramos, com coragem e empenho, os caminhos de Deus. Quando aceitarmos percorrer esse caminho, seremos capazes de coisas espantosas, pois os outros verão a acção de Deus na nossa vida e as nossas acções, com a ajuda de Jesus, ajudarão a transformar os rumos do mundo e da História.
Perguntemo-nos se temos cumprido humildemente o papel que Ele nos confia: dar graças pelos Seus dons, especialmente o dom da vida, e dar a conhecer Jesus Cristo aos outros, através do nosso testemunho.
E sabemos que, cumprida a nossa missão, havemos de nos sentir, como acaba o Evangelho, «inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer». Que alegria se nos sentirmos assim, um dia, quando nos entregarmos eterna e confiadamente nas mãos de Deus!
PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA

Entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor - CEC II, pág.13 [partitura]
Ofertório: O Templo de Deus é Santo - OC, pág. 192 [partitura]
Comunhão: Formamos um só corpo - NCT, 265 [partitura]
Pós-Comunhão: Ave, o Theotokos - Carlos Silva, Cânticos do Santuário de Fátima [partitura]
Final: Senhor, eu creio que sois Cristo - CEC II, pág. 42-43 [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II;
NCT - Novo Cantemos Todos;
OC - Orar Cantando.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

São Francisco de Assis, Pai dos pobres

Imagem venerada na Igreja do Sobreiro
A 4 de Outubro a Igreja celebra a Memória de São Francisco de Assis, um diácono que praticou de modo tão excelente na Terra as virtudes evangélicas quem segundo a tradição, mereceu no Céu o lugar de um Anjo da mais alta hierarquia celestial: um Serafim. Por isso, São Francisco é também chamado de ‘Seráfico Patriarca’.

Na juventude, sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o "status" que a sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército. No entanto, pouco tempo depois teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir antes a Deus que aos homens e, em 1206, aos 24 anos de idade e para espanto de todos, Francisco abandonou tudo: as riquezas, ambições, orgulho, e até a roupa que usava, para propor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade.

Isto foi tido como uma verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa, merecendo o rótulo de “o louco de Assis”.

Já inteiramente mudado de coração, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Entrou para rezar e ajoelhou-se devotamente diante do Crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: "Vai, Francisco, e repara a minha casa que, como vês, está em ruínas".

Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas.

Nesta fase da sua vida, São Francisco dedica-se intensamente à pregação e faz longas viagens missionárias, para levar aos homens a mensagem evangélica de Paz e Bem.

Em 1224, no dia 14 [há autores que referem o dia 17] de Setembro, São Francisco recebeu os estigmas, ou seja, as marcas das chagas de Jesus crucificado no seu próprio corpo. Este acontecimento ocorreu no Monte Alverne, configurando São Francisco plenamente à Paixão de Cristo.

Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa da sua vida e morreu na maior pobreza ao anoitecer do dia 3 de Outubro de 1226, enquanto ouvia o Evangelho de São João, na passagem do envio dos Apóstolos.

ORAÇÃO A SÃO FRANCISCO DE ASSIS

São Francisco de Assis, modelo de perfeição evangélica,
que ocupais no Céu o lugar mais elevado!
Intercedei por nós diante do Trono de Deus,
para que imitemos corajosamente
o vosso exemplo de despreendimento, oração e penitência.


Ó Pai dos pobres,
enchei o nosso coração de amor a Deus
e compaixão pelos nossos irmãos,
principalmente os mais necessitados.
Ámen.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mais um testemunho da JMV Sobreiro pela causa da Vida

No oitavo dia da Campanha de Oração pela Vida em Lisboa, junto à Clínica dos Arcos, mais dois elementos da JMV Sobreiro estiveram presentes para contribuir com a sua oração.

À chegada, fomos recebidos por uma simpática senhora que ao ver o lenço que distingue a Juventude Mariana Vicentina, ficou encantada com os "pin's" e medalhas que trazíamos e desde logo nos pediu para trocarmos um dos nossos "pin's" por outro que representa em tamanho real, os pézinhos de um bebé com 10 semanas de gestação (idade gestacional até à qual é permitido abortar).

E porque não estávamos ali apenas para passear ou trocar lembranças, fomos logo convidados a entrar na "casa-capela" para rezar. A primeira coisa que nos prendeu o olhar foi um grande crucifixo representando a Paixão de Jesus e a dor de Nossa Senhora que, na escultura, recolhia para um cálice as gotas de sangue do lado de Jesus.

Durante as duas horas que lá estivemos, rezámos os mistérios gloriosos do Terço,  seguido de um conjunto de invocações pelas vítimas do flagelo do aborto: pelas mulheres que abortaram ou ponderaram essa hipótese; pelos esposos que as pressionam a fazer; pelas famílias com sentimentos de culpa; pelas mães adolescentes a quem é dada apenas esta opção e pelos  profissionais de saúde que cruelmente aconselham este acto.

Connosco rezaram mais algumas pessoas que se foram juntando naquele local que é não só um local de oração, mas também de ajuda para quem não quiser abortar e não tiver os apoios necessários.

Por fim rezámos a Ladainha de Nossa Senhora com a oração do Angelus e terminámos o nosso momento de oração com uma passagem por um painel com fotografias de mães e bebés já crescidos que, graças à oração e trabalho das pessoas que se dedicam a esta causa, foram salvos do crime do aborto.
João e Ricardo


Já dizia o saudosíssimo Papa Bento XVI sobre o aborto: «O direito humano fundamental, o pressuposto para todos os outros direitos, é o direito à própria vida. Isto é válido para a vida desde a concepção até ao seu fim natural. O aborto, por conseguinte, não pode ser um direito humano, é o seu contrário. É uma profunda ferida social. 

Gostaria antes de me fazer advogado de um pedido profundamente humano e porta-voz dos nascituros que não têm voz. Com isto não fecho os olhos diante dos problemas e dos conflitos de muitas mulheres e dou-me conta de que a credibilidade do nosso discurso depende também do que a própria Igreja faz para ajudar as mulheres em dificuldade».






«Senhor, lembrai-vos dos bebés não nascidos e livrai-nos do flagelo do aborto»

Santos Anjos da Guarda

«Que grande e belo é este mundo visível! Mas o mês de Outubro é um mês onde esta visão se apaga num momento, lembrando ao nosso espírito que há outro mundo, um mundo invisível, porém tão real como o que percepcionam perto de vós.
 
A Igreja celebra, a 2 de Outubro, a festa dos Santos Anjos Custódios. São os habitantes desse mundo invisível que nos rodeia. São os guardiões da Providência de Deus. Não disse Cristo dos meninos que foram sempre tão queridos para o Seu coração puro e amante: “Os seus Anjos contemplam sem cessar o rosto de Meu Pai que está nos Céus”?
 
E quando os meninos se fazem adultos, são abandonados pelos seus Anjos? Certamente que não. ‘Cantemos os Anjos guardiões dos homens - diz a Liturgia de hoje – e companheiros celestes que o Pai deu à sua frágil criatura, para que não sucumba perante os inimigos que rodeiam’. Este mesmo pensamento é recorrente nos escritos dos Padres da Igreja.
 
Cada um, por humilde que seja, possui um Anjo da Guarda para velar por ele. São espíritos gloriosos, puros, magníficos, encarregados de velar cuidadosamente sobre vós, para que não se apartem de Cristo, Vosso Senhor. E não só querem defendê-los contra os perigos que surgem ao largo da caminhada, mas mantêm-se de uma forma activa ao seu lado, alentando as suas almas quando se esforçam por subir cada vez mais alto para a união com Deus.
 
(…) Não podemos deixar de exortar-vos a despertar e avivar a vossa percepção do mundo invisível que vos rodeia, “porque as coisas visíveis não existem senão por certo tempo, enquanto as invisíveis são eternas” , e a manter relações familiares com os Anjos que são tão constantes no seu cuidado pela vossa salvação e santidade.
 
Assim passarão – e Deus o quer - uma eternidade de felicidade com eles; aprendei a conhecê-los desde já. Que os Anjos levem a nossa oração até ao trono de Deus e possam, pela intercessão da sua gloriosa Rainha, trazer-nos graças abundantes da parte do nosso Divino Salvador.»
 
(Papa Pio XII, Outubro de 1958)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

40 Dias de Oração pela Vida

Desde o dia 25 de Setembro que está a decorrer uma Campanha de Oração pela Vida, em Lisboa e noutras partes do mundo. Na nossa cidade, este evento decorre mesmo em frente à Clínica dos Arcos, Ontem, mais propriamente na Rua Mãe de Água, mesmo por detrás do Hotel Botânico. Neste local, são efectuados dezenas de abortos por semana, desde que a lei que legalizou o aborto passou a estar em vigor no nosso país.

A JMV Sobreiro já agendou um turno de duas horas para, em grupo, ir até ao local contribuir com a sua oração, em primeiro lugar pela defesa da vida, mas também para que existam apoios e pessoas capazes de abordar as mulheres que tristemente se encaminham para esta clínica com vista a abortar, de forma a ajudá-las a valorizar o dom da Vida.

No dia 30 de Setembro, dois elementos do grupo, aproveitando um pouco de tempo livre, foram até ao local para rezar. «Fomos acolhidos por uma senhora muito simpática, que nos encaminhou para uma capelinha onde se reza minuto a minuto por aquelas mulheres que pensam abortar. Durante o tempo em que lá estivemos em oração, pudemos rezar o Terço e a Coroa de Lágrimas de Nossa Senhora. Enquanto rezávamos, deparámo-nos com duas senhoras a abordar as mulheres que se dirigiam para abortar e um rapaz que falava com os maridos das mesmas.»

Já dizia a Beata Madre Teresa de Calcutá, cujo prémio Nobel da Paz lhe foi atribuído no ano de 1979 que "Deus dá-nos a coragem de proteger a vida que está por nascer, pois uma criança é o maior dom de Deus a uma família, a um povo e ao mundo."  Importa perceber que em cada aborto efectuado, é uma vida que se mata, e importa também termos consciência do quanto a nossa oração pode ajudar a ultrapassar este problema e apoia aquelas mulheres que muitas vezes, não vendo outra saída, se veêm obrigadas a por fim à vida que trazem no seu ventre.

Os elementos da JMV Sobreiro que estiveram presentes testemunham ainda: «Foi muito emocionante ver como o poder da oração e o serviço daquelas duas senhoras e do rapaz é tão forte. Duas das mulheres que foram interpeladas acabaram por não abortar. Este movimento responsabiliza-se por ajudá-las financeira e psicologicamente mediante as dificuldades das mulheres».

Vânia e Marco


Recordemos também as palavras do saudoso Papa Bento XVI, em 28 de Setembro de 2006 , com as quais dizia “A deficiência diagnosticada da criança não pode ser motivo para abortar, porque também a vida com deficiência é querida por Deus, e porque nesta terra ninguém pode ter a certeza de viver sem limites físicos ou espirituais.”

Cabe a cada um de nós fazer algo para que esta triste realidade que se vive no nosso país mude! Enquanto jovens católicos, não podemos deixar de rezar e de agir em defesa da Vida Humana. Alguns de nós já lá estivemos, e Domingo estaremos em grupo. E tu, já pensaste que a tua oração pode ajudar a salvar vidas?! Fica o desafio!


"Senhor, lembrai-Vos dos bebés não nascidos e livrai-nos do flagelo do aborto"

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Reunião de início de actividades da JMV Sobreiro

No passado Sábado, a JMV Sobreiro deu início ao novo Ano Pastoral. Após um cântico inicial, o Grupo reflectiu sobre alguns textos, excertos de dois livros de São Josemaria Escrivá sobre a pessoa de Jesus Cristo e sobre os passos para a Ele chegarmos. Este Santo propõe quatro patamares para chegar a Jesus e vivermos n’Ele: Procurá-Lo, encontrá-Lo, conhecê-Lo e amá-Lo.

Percebemos que muitas vezes procuramos Jesus, mas nem sempre o encontrámos. Ou porque não O procuramos nos sítios certos ou não O reconhecemos onde Ele está. Mas, como diz São Josemaria, o desejo de procurar e conhecer Jesus já é um passo para O estarmos a amar. E isso dá-nos ânimo!
Seguidamente, rezaram-se três Avé-Marias por algumas intenções do Grupo e em agradecimento do ano que terminou. Depois de uma oração a Nossa Senhora, na qual se pediu para que Ela nos acompanhe e nos livre dos perigos, pelo Santo Padre, pela conversão dos pecadores e pelos que não conhecem Jesus, foi entoada a antífona inicial do Hino mariano Akathistos’, em louvor à Mãe de Deus.
Foi então feita a avaliação do ano que passou, sector por sector, e surgiram novas propostas para o Sector de Formação deste novo ano. Uma vez que, no ano que terminou, as formações foram no âmbito da Fé e Doutrina, o Grupo mostrou-se interessado em ter como objectivo de formação as questões ligadas à Moral, sexualidade e a defesa da Vida Humana. Assim, o tema sugerido pelo Grupo para este Ano pastoral para as sessões de formação será: Com(o) Maria, para a Vida e pela Vida’.
Estas questões são cada vez mais pertinentes e, como jovens católicos, devemos dar testemunho e respostas concretas e firmes, com os conhecimentos que vamos adquirindo, na defesa da Vida Humana e da Moral Cristã.
Foi ainda traçado, em linhas gerais, um calendário para este novo ano e discutidas questões mais práticas ligadas ao Sector da Caridade e Sector da Liturgia. Assim, apercebemo-nos do quão importante está a ser o nosso auxílio para com os idosos do Lar e Centro de Dia do Sobreiro, ao possibilitá-los de se deslocarem à Igreja para a Missa, aos Domingos, e a nossa colaboração no acompanhamento aos mesmos em peregrinações a Fátima ou outros eventos que, de outra forma, seria difícil que pudessem participar.
Será uma actividade, entre outras, que desejamos manter e, com o esforço de todos, melhorar ainda mais!
Contamos com a poderosa intercessão de Nossa Senhora, Mãe do Autor da Vida, e com as orações de todos para que todo o nosso trabalho, durante este ano, seja para unicamente para a “maior glória de Deus, louvor da Santíssima Virgem e salvação das almas!”

«Os velhos e as crianças são o futuro de um povo!»

«Os povos que não cuidam dos seus velhos e das suas crianças não têm futuro, porque não têm nem memórias, nem promessas! Os velhos e as crianças são o futuro de um povo! Normalmente, o que se faz? Às crianças, tranquilizam-se com um caramelo, com um jogo: “Toma, vai! Faz, faz”. E aos idosos, não os deixam falar, nem dar os seus conselhos: "Elessão velhos, coitados...".

Como os discípulos, desejamos uma Igreja que vá para a frente, sem problemas. Isto pode ser uma tentação. A Igreja do funcionalismo! A Igreja organizada! Mas uma Igreja sem memória e sem promessas de um futuro! Esta Igreja não irá adiante: será a Igreja da luta pelo poder, será a Igreja do ciúme entre os baptizados e muitas outras coisas más que estão lá quando não há memória do passado e nenhuma promessa do futuro.
A vitalidade da Igreja não é dada por documentos e reuniões para fazer planos e fazer as coisas bem. Estas coisas são realmente necessárias, mas não são o sinal da presença de Deus.

O sinal da presença de Deus é este: Nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas; levando cada um, na mão, o seu cajado, por causa da sua muita idade. E as ruas da cidade encher-se-ão de meninos e meninas, que nelas brincarão’. [Zacarias 8, 4-5]
Os jogos lembram-nos da alegria. E a alegria vem do Senhor. E essas pessoas de idade, sentadas calmamente com a vara na mão, lembram-nos a paz. Paz e alegria: É este o ar da Igreja!»

domingo, 29 de setembro de 2013

São Miguel, defendei-nos no combate

O dia 29 de Setembro é o dia litúrgico de São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos. Este ano, por ser ao Domingo, a sua celebração dá lugar à Missa do XXVI Domingo do Tempo Comum, mas não podemos deixar de nos lembrar destes Anjos tão poderosos e importantes para a Igreja Triunfante e para a Igreja que ainda peregrina na Terra, especialmente São Miguel.

São Miguel, cujo nome significa ‘Quem como Deus?’ é o príncipe dos Arcanjos. A Tradição da Igreja, inspirada nas Escrituras, mostra-nos que São Miguel combate por nós na luta contra o Demónio. Foi este Arcanjo que expulsou Lúcifer do Paraíso, quando este último se revoltou contra Deus, como podemos ler no Livro do Apocalipse (Ap. 12,7).

Dizem os Padres da Igreja que existem duas realidades que fazem tremer o Demónio: São Miguel e a Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

Na verdade, muitos Papas ao longo do tempo confirmaram este importante papel de São Miguel na luta contra o Mal. O Papa Leão XIII, no final do século XIX teve mesmo uma visão, facto que o levou a escrever pelo próprio punho uma oração para ser rezada por todos os sacerdotes no final da Santa Missa, para que São Miguel combatesse os espíritos malignos que tudo fazem para que as pessoas caiam no pecado.

Recentemente, no dia em que publicou a sua primeira Encíclica 'A Luz da Fé’, o Papa Francisco inaugurou e abençoou no Vaticano uma imagem de São Miguel, na presença do saudoso Santo Padre Bento XVI, consagrando a Santa Sé e a Igreja à protecção deste Arcanjo e à intercessão de São José. Nesse momento, o Papa afirmou:

«Miguel luta para restabelecer a justiça divina; defende o povo de Deus dos seus inimigos e, sobretudo, do Inimigo por excelência, o Diabo. E São Miguel vence porque é Deus que age nele. O mal é vencido, o acusador é desmascarado e a sua cabeça esmagada, porque a salvação foi realizada de uma vez por todas pelo sangue de Cristo. Embora o Diabo sempre tente arranhar o rosto do Arcanjo e o rosto do homem, Deus é mais forte».

Neste dia, será bom que nos lembrássemos de rezar a oração que o Papa Leão XIII escreveu a pedir a protecção do Arcanjo São Miguel nas tentações do Maligno:

São Miguel Arcanjo,
defendei-nos no combate;
sede o nosso escudo contra as maldades
e ciladas do Demónio.
Subjugue-o Deus,
instantemente vos pedimos.

E Vós, Príncipe da Milícia Celeste,
pelo poder Divino,
precipitai no Inferno Satanás
e os espíritos malignos
que andam pelo mundo
para perder as almas.

Assim seja.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Domingo XXVI do Tempo Comum

A Liturgia do próximo Domingo, o XXVI do Tempo Comum, representa mais uma etapa do “caminho de Jerusalém”, que nos deve ajudar a meditar sobre este nosso caminho no mundo até à Jerusalém Celeste. A história do rico e do pobre Lázaro trata-se de uma catequese em que se aborda o problema da relação entre o homem e os bens deste mundo.


A parábola narrada por Jesus no Evangelho mostra-nos um rico que vive luxuosamente e que celebra grandes festas e um pobre de nome Lázaro, que tem fome, vive miseravelmente e está doente, cheio de feridas que eram lambidas por cães. No entanto, a morte dos dois inverte totalmente a situação. O pobre Lázaro, levado por Anjos, vai para junto de Abraão, para o lugar dos justos, enquanto o rico vai para um lugar de fogo e tormentos.  

Jesus ensina, com esta parábola, que não somos donos dos bens que Deus colocou nas nossas mãos, ainda que os tenhamos adquirido de forma legítima: somos apenas administradores, encarregados de partilhar com os irmãos aquilo que pertence a todos. Esquecer isto é viver de forma egoísta e, por isso, estar destinado ao fogo e aos tormentos.

Na segunda parte da parábola, Nosso Senhor apresenta o caminho seguro para aprender e assumir a atitude correcta em relação aos bens: O rico ignorou e desprezou o que a Palavra de Deus determinava - ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’ - e isso é que decidiu a sua sorte, uma vez que ele não quis escutar as interpelações da Lei de Deus e não se deixou transformar pelo convite que Deus nos vai fazendo para cumprirmos os Seus preceitos.

O final do Evangelho é bastante elucidativo da dureza de coração daqueles que recusam e negam Deus obstinadamente, não acreditando na Sua Palavra: Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’.

Assim, podemos concluir que a Palavra de Deus – transmitida pela Igreja na Sua Doutrina - é a única que pode fazer com que o homem corrija as opções erradas, saia do seu egoísmo e aprenda a amar e a partilhar.


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA

Entrada: Tudo quanto nos fizestes, Senhor - CEC II, pág. 123-124 [partitura]
Ofertório: Senhor, nós Vos oferecemos - Benjamim Salgado [partitura]
Comunhão: Vós sereis Meus amigos - NCT 28 [partitura]
Pós-Comunhão: Felizes os pobres - Pe. Manuel Luís [partitura]
Final: Magnificat [partitura]

CEC II - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol II
NCT - Novo Cantemos todos

São Vicente de Paulo e o seu testemunho de fé

A Igreja celebra hoje a Memória Litúrgica de São Vicente Paulo, o patrono das obras de caridade e um exemplo de entrega ao serviço dos mais necessitados que serve para nós, Juventude Mariana Vicentina, como testemunho de fé e de caridade.

A Juventude Mariana Vicentina, tem como seus dois grandes pilares a figura da Virgem Santa Maria e de São Vicente de Paulo. Este santo que a Igreja hoje recorda, referindo-se à oração do Terço e à devoção a Nossa Senhora, diz-nos:

«O Terço é uma oração muito eficaz, se a rezarmos bem. Há quatrocentos ou quinhentos anos que Deus inspirou a São Domingos a oração do Terço. Os Papas, ao notarem a importância desta oração, propagaram-na entre os cristãos, principalmente as pessoas simples... E assim se unem tantas almas santas para louvar a Deus e a Santíssima Virgem» - (Conferência as Irmãs, 8 de Dezembro de 1658)

Procuremos com exemplo de São Vicente de Paulo, pautar a nossa vida com o amor e devoção à Virgem Maria, por ele defendido e aconselhado, procurando também actuar com caridade para com os mais necessitados. Mais do que agir por solidariedade, São Vicente ensina-nos a termos compaixão dos pobres e necessitados, ou seja, a "sofrer com o irmão".


Rezemos pois: «Senhor, Deus de bondade, que enriquecestes o presbítero São Vicente de Paulo com virtudes apostólicas para se entregar ao serviço dos pobres e à formação dos pastores do vosso povo, concedei-nos que, animados pelo mesmo espírito, amemos o que ele amou e pratiquemos o que ele ensinou. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Ámen»


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