"Raios de Luz"


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

São Vicente de Paulo e o seu testemunho de fé

A Igreja celebra hoje a Memória Litúrgica de São Vicente Paulo, o patrono das obras de caridade e um exemplo de entrega ao serviço dos mais necessitados que serve para nós, Juventude Mariana Vicentina, como testemunho de fé e de caridade.

A Juventude Mariana Vicentina, tem como seus dois grandes pilares a figura da Virgem Santa Maria e de São Vicente de Paulo. Este santo que a Igreja hoje recorda, referindo-se à oração do Terço e à devoção a Nossa Senhora, diz-nos:

«O Terço é uma oração muito eficaz, se a rezarmos bem. Há quatrocentos ou quinhentos anos que Deus inspirou a São Domingos a oração do Terço. Os Papas, ao notarem a importância desta oração, propagaram-na entre os cristãos, principalmente as pessoas simples... E assim se unem tantas almas santas para louvar a Deus e a Santíssima Virgem» - (Conferência as Irmãs, 8 de Dezembro de 1658)

Procuremos com exemplo de São Vicente de Paulo, pautar a nossa vida com o amor e devoção à Virgem Maria, por ele defendido e aconselhado, procurando também actuar com caridade para com os mais necessitados. Mais do que agir por solidariedade, São Vicente ensina-nos a termos compaixão dos pobres e necessitados, ou seja, a "sofrer com o irmão".


Rezemos pois: «Senhor, Deus de bondade, que enriquecestes o presbítero São Vicente de Paulo com virtudes apostólicas para se entregar ao serviço dos pobres e à formação dos pastores do vosso povo, concedei-nos que, animados pelo mesmo espírito, amemos o que ele amou e pratiquemos o que ele ensinou. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Ámen»


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Bento XVI responde a matemático italiano

O Papa Bento XVI escreveu ao matemático e escritor italiano Piergiorgio Odifreddi, que em 2011 publicou a obra ‘Caro Papa, escrevo-te’, para responder a algumas das suas críticas e questões sobre Jesus, sobre a Igreja e os problemas de pedofilia.

A resposta de Bento XVI, parcialmente divulgada hoje pelo jornal italiano ‘La Reppublica’, assume uma crítica firme, mas franca, às posições de Odifreddi sobre a historicidade de Jesus e a relação entre a Teologia e o mundo científico.

Mesmo não estando actualmente a ocupar a Cátedra de Pedro, o Santo Padre dá um belíssimo e comovente testemunho de Fé, respondendo à altura da carta enviada pelo matemático:

«O que diz a respeito de Jesus não é digno do seu nível científico. Se pergunta quem é Jesus, se afinal de contas não sabemos nada sobre ele como uma figura histórica, não determinável, então eu só posso convidá-lo a ser um pouco mais competente do ponto de vista histórico. Recomendo-lhe especialmente os quatro volumes de Martin Hengel (exegeta da Faculdade de Teologia protestante de Tübingen) publicados juntamente com Maria Schwemer, que são excelentes exemplos de precisão e informações históricas. Diante disso, o que diz sobre Jesus é um discurso irresponsável que não deve repetir».

Além disto, o Sumo Pontífice que vive agora recolhido em oração, ainda demonstra a sua humildade ao justificar a sua actuação no combate à pedofilia:

«Com profunda consternação, eu procurei desmascarar estas coisas: que o poder do mal penetre até este ponto no mundo interior da fé é um sofrimento para nós. A Igreja vai fazer todos os possíveis para que tais casos não se repitam».

Que bom seria se todos os Pastores de almas falassem assim, de maneira clara e objectiva, quando o rebanho ou a Fé da Igreja são atacados!... Obrigado, mais uma vez, Santo Padre!

E Bento XVI deixa um remate final duro, mas muito verdadeiro, não só para este matemático, mas para todos os que fazem da razão e do humanismo a sua fonte única de entendimento da realidade:


«A sua ‘religião matemática’ não tem qualquer informação sobre o mal. Uma religião que descura estas questões fundamentais da existência humana, como a liberdade, o amor e o mal, fica vazia».


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Padre Pio explica o que é a Santa Missa

Hoje a Igreja celebra a Memória de São Pio de Pietrelcina, mais conhecido pelo Santo Padre Pio.

Este sacerdote, frade Capuchinho, que nasceu em 1887 e morreu no dia 23 de Setembro de 1968 em Itália, foi um grande místico, recebendo no seu corpo – mãos, pés e peito – os estigmas da Paixão de Jesus, que lhe causaram dores terríveis e sofrimentos físicos e espirituais indescritíveis.

Era um santo muito devoto de Nossa Senhora e do Santíssimo Sacramento. Vale a pena ler um excerto de uma entrevista que lhe foi feita e aprender com ele – cujas Missas chegavam a durar mais de 4 horas – o que realmente acontece neste Santíssimo Sacramento do Amor, no qual Jesus se oferece no Altar, tal como na Cruz, pela nossa salvação:


- Padre, como devemos estar durante a Santa Missa?
- Tal como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu São João Evangelista à Última Ceia e ao Sacrifício cruento da Cruz, no Calvário. 



- Sr. Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa?
- Não se podem contar. Vê-lo-ás no Céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua Fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça.  Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, que foi Crucificado pela tua salvação. A Virgem Dolorosa te acompanhará e será a tua doce inspiração. 


- O sr. Padre ama o Sacrifício da Missa?
- Sim, porque a Missa regenera o mundo. 


- Que glória dá a Deus a Missa?
- Uma glória infinita.         
                       

- Que devemos fazer durante a Missa?
- Encher-nos de compaixão e de amor.


- Que devo esperar encontrar na Santa Missa?
- Todo o Calvário. 


(Chora)

- Padre, durante a Missa o senhor carrega os pecados do povo?
- Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício. 

- Sr. Padre, por que chora quase sempre que lê o Evangelho na Missa?
- A nós parece-nos que não tem importância que um Deus fale às suas criaturas e elas, em troca, O contradigam e continuamente O ofendam com a sua ingratidão e incredulidade. 

- Padre, por que o senhor chora no Ofertório?
- Queres saber o segredo? Pois bem: porque o Ofertório é o momento em que a alma se separa das coisas profanas. 



- Durante a sua Missa, Padre, o povo tão numeroso faz um pouco de barulho... Não o desconcentra nem incomoda?
- Em nada! Se estivesses no Calvário, não ouvirias gritos, blasfémias, ruídos, e ameaças? Havia um alvoroço enorme. 

- Por que sofre tanto e chora tanto na Consagração?
- Não sejas assim… Não, não quero que me perguntes isso...

- Sr. Padre, por favor, diga-me: por que treme e sofre tanto na Consagração?
- Porque nesse momento se produz realmente uma nova e admirável destruição e criação. 

- Se não lhe vem o consolo até à alma durante o Santo Sacrifício da Missa, e o senhor sofre, como Jesus, o abandono total, a nossa presença na Eucaristia não serve para nada.
- A utilidade de estarem presentes na Missa é para vós. Por acaso foi inútil a presença da Virgem Dolorosa, de São João e das piedosas mulheres aos pés de Jesus agonizante? 

- Padre, o que é a Sagrada Comunhão para os fiéis que A recebem?
É toda uma misericórdia interior e exterior, todo um abraço entre Jesus e nós.

- Quando Jesus vem, visita somente a alma?
Não. Visita o ser inteiro. 

- Que faz Jesus na Comunhão?
- Dá-se por completo à Sua pobre criatura.
   
- Diga-me, Padre, a quem se dirigiu o último olhar de Jesus agonizante?
- À sua Mãe.
    
- A Santíssima Virgem assiste à Santa Missa?
- Julgas que a Mãe não Se interessa pelo Seu Filho?
 
- E os Anjos?
- Em multidões. Em multidões. Todo o Paraíso assiste!
 
- Sr. Padre, numa palavra final, o que é a Santa  Missa?
- Meu filho… estamos na Cruz. A Missa é uma contínua agonia.

Fonte principal (adaptado)


«A Santa Missa é o sacrifício que detém a justiça Divina, que rege toda a Igreja, que salva o mundo».

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Discurso do Papa sobre a promoção da vida humana

O Papa Francisco recebeu, esta Sexta-feira, 20 de Setembro, participantes do X Encontro da Federação Internacional das Associações Médicas Católicas que debaterá o tema “Catolicismo e cuidados maternos”.
 
No seu discurso, o Papa Francisco aponta para o paradoxo que actualmente se vive, quando de um lado surgem os progressos da medicina e, de outro, o perigo de que o médico perca a sua identidade de servidor da vida. O Sumo Pontífice relembra, a propósito desta situação que “o fim último do agir médico permanece sempre a defesa e a promoção da vida.”
 
Vive-se actualmente a “cultura do descartável” com a qual se eliminam seres humanos, sobretudo se fisicamente ou socialmente mais fracos. Qual deve ser então a nossa resposta a esta atitude? Um “sim” à vida, convicto e sem hesitações. O Papa no seu discurso aos médicos afirma que “as coisas têm preços e podem ser vendidas, mas as pessoas têm dignidade, valem mais do que as coisas e não têm preço. Por isso, a atenção à vida humana na sua totalidade se tornou nos últimos tempos uma prioridade do Magistério da Igreja.”
 
No ser humano frágil, afirma o Papa, cada um de nós é convidado a reconhecer a face do Senhor, que na sua carne humana experimentou a indiferença e a solidão às quais frequentemente condenamos os mais pobres. Toda criança não nascida, mas condenada injustamente ao aborto, tem a face do Senhor, que antes mesmo de nascer, e logo recém-nascida, experimentou a rejeição do mundo. E cada idoso, mesmo se doente ou no final de seus dias, traz consigo a face de Cristo. Não podem ser descartados!”
 
O discurso terminou com um apelo do Santo Padre para os presentes: sejam testemunhas e difusores desta ‘cultura da vida’. Ser católico comporta uma maior responsabilidade, antes de tudo para consigo mesmo, pelo empenho de coerência com a vocação cristã, e depois para com a cultura contemporânea, para contribuir a reconhecer na vida humana a dimensão transcendente, o vestígio da obra criadora de Deus, desde o primeiro instante da sua concepção. Trata-se de um empenho de nova evangelização que requer, com frequência, ir contra a corrente, pagando pessoalmente. O Senhor conta com vocês para difundir o ‘evangelho da vida’."
 
Procuremos também nós, nos nossos ambientes de estudo e de trabalho, promover esta cultura de vida, tendo sempre presentes Jesus e a Virgem Maria e pedindo-Lhes sempre quês sejamos capazes de testemunhar, nas nossas vidas, com ardor e coragem o ‘evangelho da vida’.

O risco de uma má interpretação das palavras do Papa

O Papa e Padre Antonio Spadaro
Foi publicada ontem, dia 19 de Setembro, uma entrevista feita ao Papa Francisco por um padre Jesuíta e divulgada em muitos meios de comunicação social.

O Santo Padre falou sobre vários temas, uns mais polémicos que outros, merecendo grande destaque na comunicação social, mas tudo o que disse fê-lo submetido à Doutrina da Igreja. Não é a primeira vez que um Papa diz uma coisa e a imprensa transmite outra, de acordo com os desejos do mundo, como se uma entrevista fosse um acto infalível do Magistério e na qual o Papa determinaria mudanças na Doutrina da Igreja.

A entrevista pode ser lida na íntegra aqui. São palavras belas e que devem ser lidas no contexto em que foram ditas e tendo em conta o que afirma o Catecismo da Igreja Católica [CIC] – como o própria Papa refere - principalmente no que respeita:

Ao aborto: «A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canónica de excomunhão este delito contra a vida humana, não manifestando a Igreja, com esta pena, falta de misericórdia. Manifesta, isso sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade.» [CIC, parágrafo 2272];

Às uniões homossexuais:  «Um homem e uma mulher, unidos em matrimónio, formam com os seus filhos uma família. Esta disposição precede todo e qualquer reconhecimento por parte da autoridade pública e impõe-se a ela. Entre os pecados gravemente contrários à castidade, devem citar-se: a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais» [CIC, parágrafo 2202 e 2396];

Ao uso de métodos contraceptivos: «A regulação dos nascimentos representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização directa ou a contracepção)». [CIC, parágrafo 2399];


Estes temas, apesar de apregoados pela imprensa como passíveis de mudança, não são possíveis de ser mudados, pois a Fé e a Doutrina da Igreja não é passível de ser alterada.

O Santo Padre refere na entrevista a um caso concreto de uma mulher que, não tendo um casamento feliz e uma vida nada fácil, abortou e arrependeu-se. Ora, a posição da Igreja não pode ser outra que não a de misericórdia!

Num outro ponto da entrevista, o Papa fala sobre a homossexualidade nestes termos: «Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada».

Ora, o Papa está apenas a repetir o Catecismo, no parágrafo 2358 e não a legitimar o pecado grave: «Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza».


Rezemos pelo Papa e pela Igreja que cada vez mais é incompreendida e a sua mensagem de salvação deturpada, sacrificando-se a verdade de Jesus em prol dos pensamentos e desejos mundanos!

«Nenhum servo pode servir a dois senhores»

No Evangelho do próximo Domingo, Jesus diz-nos que «nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedica a um e despreza o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».

Como cristãos, devemos servir somente a Deus, que nos garante a felicidade eterna junto d’Ele no Céu, se cumprirmos os Seus Mandamentos. E o primeiro Mandamento é, não por acaso, ‘Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas’.

Na verdade, não podemos cultuar outros deuses, muito menos deuses materiais, como por vezes se vê o culto do dinheiro, do corpo, da fama ou do luxo. Quando damos mais importância a estas realidades materiais, pecamos gravemente por idolatria. Durante as Jornadas Mundiais da Juventude, na sua homilia na Basílica de Aparecida, o Papa Francisco alerta para este perigo: «Hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança!»

Obviamente que o primeiro e fundamental Mandamento não nos impede de lidarmos com o dinheiro e com os bens materiais. A atitude cristã face aos bens materiais e ao dinheiro é tê-los como instrumentos que estão ao nosso serviço para nos ajudarmos uns aos outros e não como um fim em si mesmos.

E a nós, o que nos move realmente? Nas nossas vidas, nas relações pessoais, ou nos ambientes profissionais, o que nos motiva a fazer cada vez mais e melhor? O amor a Deus e aos outros, o zelo pelas coisas bem feitas ou, pelo contrário, tentar um aumento de ordenado, promoções e sermos reconhecidos e elogiados?

Peçamos a Nossa Senhora, que sempre viveu desprendida das coisas deste mundo, que nos ajude a ter uma morada no Céu como a nossa maior ambição. Então, viveremos como filhos de Deus e como verdadeiros “luzeiros de esperança” para este mundo!


PROPOSTA DE CÂNTICOS PARA A MISSA

Entrada: Eu sou a salvação do Meu povo OC, pág. 106 [partitura]
Ofertório: Bendito sejas - NCT 251
Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor - CEC II, pág. 121-122 [partitura]
Pós-Comunhão: Cantarei ao Senhor - J. Fernandes da Silva [partitura]
Final: Avé, Maria [partitura]

OC - Orar Cantando
NCT - Novo Cantemos Todos
CEC - Cânticos de Entrada e Comunhão, vol. II

domingo, 15 de setembro de 2013

Festa litúrgica de Nossa Senhora das Dores

A Igreja comemora a 15 de Setembro a Festa de Nossa Senhora das Dores, celebração que está intimamente relacionada com a do dia anterior, a Festa da Exaltação da Santa Cruz, pois junto da Cruz, Maria vive e sente os sofrimentos do Seu filho. As dores da Virgem, unidas aos sofrimentos de Cristo foram redentoras, indicando-nos o caminho da nossa dor.

Foi o Papa São Pio X que fixou a data definitiva de 15 de Setembro, conservada no novo calendário litúrgico e que mudou o título da festa que outrora era chamada de Sete Dores de Maria para a Festa Litúrgica de Nossa Senhora das Dores.

Com este título nós honramos a dor de Maria na redenção. É junto à Cruz que a Mãe de Jesus se torna a Mãe da Igreja, Corpo Místico nascido da Cruz.

A devoção, que precede a celebração litúrgica, fixou as sete dores de Nossa Senhora em episódios narrados pelo Evangelho: a profecia de Simeão; a fuga para o Egipto; a perda de Jesus aos doze anos durante a peregrinação à Cidade Santa;  o caminho de Jesus para o Calvário; a Crucifixão de Jesus;  a Descida da Cruz e por fim, a Sepultura do Redentor.

São Boaventura, contemplando a Divina Mãe junto à Cruz, volta-se para Ela e diz-Lhe: «Minha boa Mãe, porque quisestes Vós também sacrificar-Vos no Calvário? Não bastava, para nossa redenção, Jesus crucificado, que quisestes também ser crucificada?»
Certamente que a morte redentora de Jesus chegou para a nossa redenção, mas pelo amor que nos tem, a nossa boa Mãe quis também concorrer para a nossa salvação, pelos merecimentos das suas dores, que ofereceu por nós no Calvário.

Voltemos o nosso olhar para o grandioso amor da Virgem Maria, como o qual ela Se uniu ao sacrifício da vida do Seu Filho. A nossa boa Mãe merece a nossa gratidão e merece que meditemos profundamente nas Suas Dores. Uma espada trespassou friamente a Sua alma no momento em que o Seu amado Filho entregava a vida por nós na Cruz.


Mãe Dolorosa, Vós que tanto chorastes o Vosso Filho, morto pela minha salvação, alcançai-me uma verdadeira dor dos meus pecados, uma verdadeira emenda de vida, com a perpétua compaixão da Morte Salvadora de Jesus e das Vossas Dores.

sábado, 14 de setembro de 2013

JMV Sobreiro acompanhou os idosos do Lar a Fátima

No passado dia 13 de Setembro, alguns elementos do JMV Sobreiro rumaram até Fátima com os utentes do Lar e Centro de Dia do Sobreiro, algumas funcionárias, familiares dos idosos e outras pessoas da paróquia de Mafra que se ofereceram para ajudar a levar os idosos até ao "Altar do Mundo". 

Durante a viagem de autocarro, foi rezado o terço, tendo sido pedida a intercessão da Nossa Senhora da Boa Viagem, para que esta pequena peregrinação a Fátima corresse da melhor forma possível. O Padre Luís Barros acompanhou também os idosos e este momento de oração. Entre cada um dos mistérios do Terço, cantou-se o conhecido cântico “Avé de Fátima”, sempre com muito entusiasmo.

Já em Fátima, após adquirirmos as identificações e as cadeiras de rodas necessárias para os utentes do Lar, dirigimo-nos para o lado direito do altar do Recinto de Oração do Santuário de Fátima - a colunata destinada aos doentes - para daí ser mais fácil avistarem a procissão de entrada e participar na celebração da Eucaristia.

Na homilia, proferida por D. Gilberto Canavarro dos Reis - Bispo de Setúbal, foram referidas as primeiras palavras de Nossa Senhora aos pequenos Pastorinhos: “Não tenhais medo” e como cada um de nós, com a ajuda da nossa Mãe do Céu, não deve ter medo perante os vários desafios que nos vão surgindo no dia-a-dia – mensagem dirigida a todos os presentes, mas particularmente aos doentes que ali se encontravam.

Como já é habitual durante os meses da Peregrinação Internacional Aniversária, na Eucaristia do dia 13 os doentes presentes recebem a bênção com o Santíssimo Sacramento, seguindo-se a Consagração a Nossa Senhora e o Adeus, com a procissão final.

Depois da celebração da Eucaristia, almoçamos todos juntos, momento em que tivemos a possibilidade de conviver um pouco mais com os idosos e restantes acompanhantes. Antes de regressarmos à nossa terra ainda tivemos a possibilidade de rezar a Nossa Senhora de Fátima na Capelinha das Aparições e onde cada um (e quem assim o desejou) pode acender uma vela.

Ainda à saída de Fátima, já todos no autocarro, recordámos uma antiga utente do Lar, que faleceu este ano, a D. Gracinda, cantando “Ó Virgem do Rosário”, o cântico preferido por esta senhora sempre que acabava de visitar Fátima e de rezar a Nossa Senhora na Capelinha das Aparições.

A JMV Sobreiro passou assim mais um dia com os nossos idosos. Não transportámos apenas as cadeiras de rodas, mas criámos uma oportunidade para os utentes rezarem a Nossa Senhora no Santuário de Fátima, onde puderam pedir a Sua intercessão para saberem suportar os obstáculos na vida, nomeadamente a doença e a velhice.



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

«O Terço dará paz à vossa alma!»

A Igreja Católica conhece o Terço há cerca de apenas 800 anos. 

Os quinze mistérios do Santíssimo Rosário foram dados por Nossa Senhora a São Domingos. Desde então, a Igreja Católica tem encorajado os fiéis a rezar o Terço.

O Padre Pio uma vez disse: «Algumas pessoas são tão tontas ao ponto de pensar que podem avançar pela vida sem a ajuda da Santíssima Mãe

Amem Nossa Senhora e rezem o Terço, porque o Terço é a arma contra todos os males do mundo de hoje. Todas as graças dadas por Deus passam através da Santíssima Mãe».

E, apenas duas semanas depois da sua eleição à Sé de Pedro, o Papa João Paulo II admitiu com franqueza: «O Terço é a minha oração preferida. Uma oração maravilhosa! Maravilhosa na sua simplicidade e na sua profundidade».

Agora pensem nisto: São Francisco de Assis não tinha o Terço. Nem São Bernardo de Claraval, nem Santo Anselmo, nem São Beda, nem São Gregório, nem São Bento, nem Santo Agostinho, nem Ireneu e nem sequer os Santos Apóstolos. O Santo Rosário é relativamente recente. E, ainda assim, estou convencido que é absolutamente essencial para o nosso tempo. A "novidade" do Terço revela que os últimos 800 anos da História da Igreja precisam de uma nova arma.

A Santíssima Virgem Maria deu-nos uma arma com base na Escritura. Ela pediu a São Domingos e ao Beato Alan que se rezassem 150 Ave Marias em honra dos 150 salmos. Além disso, deu-nos 15 mistérios bíblicos da vida de Cristo para nós meditarmos. Todo o conjunto é uma homenagem de Nossa Senhora à Sagrada Escritura. As 150 Ave Marias foram divididas em 15 "dezenas" de dez Ave Marias. Deste modo, podemos viver os mistérios bíblicos da vida do seu Filho.

Mas porquê? Porque é que o Céu veio com este plano com contas e mistérios?

De certo modo, os anos 1200's foram o ponto alto da civilização Cristã. Foi a era de São Tomás de Aquino e do Rei São Luís de França. Desde então, tem sido uma viagem atribulada. O Terço tem sido a corrente ou o cinto de segurança que precisamos nestes tempos de turbulência.

Precisamos de Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. O Terço é um sinal tangível de que estamos ligados a Ele. Quando toco no meu Terço, sei que Maria me está a ligar ao seu Filho. Jesus tornou-se homem através de Maria e essa ligação humana é encontrada ali, com Ela.

Encorajamo-vos verdadeiramente a rezar o Terço todos os dias para o resto das vossas vidas. Tornem isso parte da vossa rotina diária. Devia ser mais importante que lavar os dentes ou ver o email. Rezar o Terço tira apenas 2% do vosso dia. Sejam 2-porcentos! Rezem o Terço diariamente. Dará paz à vossa alma. Aprenderão mais sobre vocẽs mesmos e sobre Deus. Perder-se-ão no ritmo da oração e descobrir-se-ão a vós mesmos com Jesus.

É mesmo bonito!
(Taylor Marshall)

Fonte: Senza

terça-feira, 10 de setembro de 2013

JMV Sobreiro em pregrinação ao Vaticano

No passado fim-de-semana, de 6 a 9 de Setembro, a JMV Sobreiro peregrinou até Roma, sendo esta uma iniciativa pensada pelo Grupo no contexto do Ano da Fé que estamos a viver.

A viagem iniciou-se bem cedo, de forma a aproveitar ainda todo o primeiro dia na Cidade Eterna. Chegados a Roma, e depois de se preparar o almoço, percorremos a curta distância de casa até à Praça de São Pedro entoando cânticos Eucarísticos e Marianos. Visitámos a Basílica de São Pedro, tendo rezado pelas nossas intenções, pelas que nos foram recomendadas e pela Igreja junto do túmulo do Beato João Paulo II e do Papa São Pio X. Ao fim da tarde, assistimos à Santa Missa no Altar da Cátedra que foi rezada em latim e italiano e que, apesar de simples, foi acompanhada de um coro masculino que cantou cânticos gregorianos belíssimos.
À saída, na Praça de São Pedro, avistamos o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – Dom Gerard Müller - e não perdemos tempo em abordá-lo no sentido de o cumprimentar e tentar que, através dele, pudéssemos realizar um desejo do Grupo: visitar ou rezar um pouco no Mosteiro Mater Ecclesiae, onde Bento XVI vive em recolhimento e para onde já tínhamos enviado uma carta com esse pedido. Após alguns minutos de diálogo, percebemos que não seria de todo fácil… Não vimos o nosso desejo concretizado mas o encontro com este membro da Cúria Romana terminou com uma fotografia de grupo com D. Müller.

O primeiro dia de peregrinação terminou com um jantar tipicamente italiano e uma visita a um dos sítios mais emblemáticos da cidade de Roma: La Fontana di Trevi. Pelo caminho, encontrámos duas Irmãs Franciscanas, não perdendo a oportunidade de lhes oferecer algumas pagelas dos nossos Pastorinhos, os Beatos Francisco e Jacinta, pedindo-lhes que rezassem pela sua canonização.
O dia de Sábado, 7 de Setembro foi longo! Era o dia de jejum, penitência e oração proposto pelo Papa Francisco para pedir o dom da paz para o mundo. Logo de manhã, dirigimo-nos à lindíssima Basílica de Santa Maria Maior para rezar o Terço, na Capela onde está o famoso ícone de Nossa Senhora, ‘Salus Populi Romani’, o mesmo que iria estar nessa noite junto do Papa, na Vigília de oração. Após o Terço, foi rezada a Santa Missa Votiva de Nossa Senhora, Rainha da Paz. Seguidamente, dirgimo-nos à Basílica de São João de Latrão, que não foi visitada na totalidade devido aos preparativos para as ordenações episcopais que ali ocorreriam nessa tarde.

Depois de um leve almoço, rumámos à Praça de São Pedro para podermos conseguir um lugar privilegiado para a Vigília. Enquanto a Praça não era acessível, cantavam-se cânticos marianos em várias línguas. Rezámos o terço com um grupo italiano que, no final, começou a entoar o ‘Avé de Fátima’, para grande emoção de todos os peregrinos de língua lusitana, cujas vozes logo se juntaram às primeiras! Foram momentos inesquecíveis, de união e comunhão, em oração à Rainha da Paz. Durante a espera, fomos ainda interpelados por alguns repórteres de várias partes do mundo que estavam a cobrir o evento em directo, dando testemunho da Fé que temos na força da oração.
Devidamente instalados na Praça de São Pedro – sentados a pouquíssimas filas do Altar! – aguardámos a chegada do Santo Padre. Pelas 19 horas, o Sucessor de Pedro surge e saúda os peregrinos. Logo depois, iniciou-se a Procissão para o Altar com o ícone de Nossa Senhora e foi recitado o Terço do Rosário. A Vigília durou 4 horas, estando a Praça repleta de peregrinos – 100 a 200 mil pessoas – mas o silêncio que se fazia nos momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento era impressionante! No fim, o Papa Francisco agradeceu carinhosamente o sacrifício de permanecermos ali com ele todo este tempo: «Obrigado por me terem feito companhia! Boa noite e bom descanso». Foram horas de muito cansaço e alguma fome, mas ao mesmo tempo, únicos e inesquecíveis, um autêntico ambiente penitencial e de oração, tal como desejou o Santo Padre.

Era já perto da meia-noite quando regressámos a casa, agradecendo a Deus a graça de estarmos precisamente neste dia na Sé de Pedro a rezar pela paz no mundo.

O Domingo iniciou-se com uma caminhada até à Praça de São pedro para a oração do Angelus. Nela, o Papa apelou novamente à paz e à não comercialização de armas: «Continuemos com a oração e com as obras de paz! Convido-vos a continuar a rezar para que cesse imediatamente a violência. A busca pela paz é um longo caminho que exige paciência e perseverança! Continuemos com a oração!»
A tarde de Domingo foi passada a visitar o centro de Roma, algumas Praças e igrejas antigas. Assistimos à Missa Dominical na bonita igreja da Santissima Trinità dei Pellegrini, celebrada na Forma Extraordinária do Rito Romano, segundo as disposições do Papa Bento XVI no seu Summorum Pontificum.

O último dia de peregrinação foi mais dedicado à parte cultural. Visitámos os Museus Vaticanos, onde apreciámos as belíssimas obras de pintura e escultura, terminando na Capela Sistina, onde são eleitos os Sumos Pontífices. Seguidamente, houve tempo para a aquisição de algumas recordações perto das muralhas do Vaticano, antes de embarcarmos de novo para Portugal.

Para nós, enquanto Grupo, estes dias de peregrinação à Sé de Pedro foram uma oportunidade de crescimento espiritual, pessoal e, claro, de espírito de Grupo. A grande intenção que deixámos em Roma foi que Nossa Senhora, Mãe da Igreja, interceda por todos os jovens; que sejam sempre e em tudo testemunhas firmes e fiéis da Fé e da Doutrina que esta nossa Igreja Católica propõe ao mundo para a salvação eterna da humanidade!

  

domingo, 8 de setembro de 2013

O nascimento da Virgem Maria iluminou o mundo inteiro




«Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo».

(São Pedro Damião)


Os Evangelhos nada dizem sobre o nascimento da Virgem Santíssima. Não há nenhum relato de nenhuma profecia, nem aparições de anjos, nem são narrados sinais extraordinários pelos Evangelistas. De facto, só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê a Sua Mãe nascer.

Porque foi concebida sem pecado original, alguns teólogos afirmam que Nossa Senhora foi dotada do uso da razão desde o primeiro instante da sua existência.

Desde o ventre materno que, certamente, se estabeleceu no espírito da Bem-Aventurada Virgem Maria o intuito de vir a ser, um dia, a serva do Senhor.

Assim, podemos acreditar que, ainda antes do seu nascimento, Nossa Senhora começava a interferir nos destinos da humanidade. A sua presença na Terra era uma fonte de graças para todos aqueles que d'Ela se aproximavam. Pois se da túnica de Nosso Senhor - conta o Evangelho - se irradiavam virtudes curativas para quem a tocasse, quanto mais da Mãe de Deus!

Por isso, pode-se dizer que, embora fosse Ela uma criança, já desde o seu nascimento que imensas graças raiaram para a Humanidade.

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