"Raios de Luz"


sábado, 13 de julho de 2013

"Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas"

No dia 13 de Julho de 1917, pelo meio-dia, Nossa Senhora voltou a aparecer aos três Pastorinhos, trazendo nos lábios uma doce Mensagem de Esperança e de Amor mas marcada por uma grande preocupação pelos pecadores que não se arrepende
m e vão para o Inferno.

O tema do Imaculado Coração de Maria está especialmente vincado nesta aparição de 13 de Julho e é apresentado aos três pequenos videntes com o Seu triunfo e a Paz que d'Ele advém.

Nossa Senhora, como boa Mãe e como Refúgio dos Pecadores convida os pastorinhos a sacrificarem-se  pelos pecadores e a dizerem muitas vezes a Jesus esta pequena oração que traduz bastante bem a Comunhão dos Santos que professamos no Credo: "Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria."

Depois, a Virgem Maria mostra aos três pequenos Pastorinhos algumas visões que mais tarde são chamadas de "O Segredo de Fátima" e que se traduzem na visão do Inferno, na devoção ao Imaculado Coração como caminho e a perseguição à Igreja e o futuro do mundo.

Nossa Senhora chama à atenção da forma como as almas vão para o inferno e se afastam de Deus e pede aos pastorinhos que rezem pela conversão dos pecadores para que estas almas não vão para o fogo eterno.

Na segunda  parte, o discurso de Nossa Senhora é mais histórico. A Mãe de Deus fala do ateísmo que provém da Rússia e da forma como essas ideologias podem ser combatidas: "Nosso Senhor quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria".

Na terceira parte, é apresentado um futuro apocalíptico, marcado pela indiferença religiosa e a perseguição ao Santo Padre e à Igreja.

Poder-nos-íamos  questionar do 'porquê' de Nossa Senhora ter revelado este Segredo a três humildes crianças de uma pacata aldeia da Serra d'Aire, no entanto é fácil perceber que a Virgem Maria quis demonstrar a preocupação do Seu Coração Materno, apelar à solidariedade e ao comportamento - Comunhão dos Santos - e interpelar à liberdade, de forma a cada uma das crianças, e cada um de nós, tomar consciência do que pode fazer.

Por fim, Nossa Senhora deixa uma Mensagem de Esperança e na qual devemos focar a nossa meditação: "Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.". Será que nós, enquanto jovens cristãos e toda a sociedade se esforça por fazer aquilo que Nossa Senhora pediu em Fátima?


Procuremos o Refúgio dos Pecadores e busquemos no Coração Imaculado de Maria a fonte de graças para a salvação da nossa alma e da alma dos que nos rodeiam e nos estão confiados.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O valor do verdadeiro Amor ao próximo

O Evangelho deste próximo Domingo fala-nos do amor que devemos ter ao nosso próximo. Mas, em concreto, o que significa o amor ao próximo? Será um mero sentimentalismo? Em que é que o amor humano difere do verdadeiro amor cristão?

Jesus, com a parábola do Bom Samaritano, não muda a antiga Lei, mas explica o significado da mesma, dando uma lição de amor. E mostra que o amor cristão não é simplesmente humanitarismo, mas é um amor que surge da compaixão, ou seja, da capacidade de ‘sofrer com os que sofrem, ao lado dos que sofrem’ e perceber quais são as verdadeiras necessidades dos outros.

Amar o próximo é, então, tratar os outros como gostaríamos de ser tratados, amar cada pessoa como a nós mesmos, agir em favor dos outros como se agíssemos em favor de nós mesmos. E, como cristãos, fazêmo-lo porque reconhecemos Cristo no outro que precisa de nós.

Estamos no Ano da Fé. Não nos podemos esquecer de que a Fé e a Caridade não podem existir uma sem a outra, ou não se chamem de Fé e Caridade cristãs. Uma caridade sem fé não passa de ajuda humanitária, enquanto uma Fé sem obras, está morta.

Na sua Mensagem para a Quaresma deste ano, o Papa Bento XVI foi incisivo neste ponto: «Por vezes tende-se a circunscrever a palavra ‘caridade’ à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, pelo contrário, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização. É redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a Fé».

E de onde nos vem a Fé? A Fé que professamos é a Fé da Igreja, Mãe e Mestra que nos ensina a praticar a verdadeira caridade à luz da Fé.

Em jeito de conclusão, vale a pena pensar nas belas palavras do Santo Padre Bento XVI, na sua inesquecível visita a Fátima, em Maio de 2010:

«Cristo quer fazer da Igreja a estalagem para onde conduz os frágeis e feridos deste tempo, para aí os fazer tratar, confiando-os, aos seus ministros, e pagando pessoalmente de antemão pela cura. ‘Vai e faz o mesmo’. O amor incondicional de Jesus que nos curou, há-de converter-se em amor entregue gratuita e generosamente através da justiça e da caridade, para vivermos com um coração de bom samaritano».


Proposta de cânticos para a Missa:

Entrada: Eu venho Senhor à Vossa presença - NCT, 218
Ofertório: Bendito sejas - NCT, 251
Comunhão: Quem come a Minha carne - NCT, 422
Acção de Graças: Felizes os que habitam - NCT, 385
Final: Como o Pai me enviou.

NCT - Novo Cantemos Todos

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Vigília de Oração - 'A Jesus por Maria'



Na passada sexta-feira, dia 5 de Julho, os jovens da Vigararia de Mafra reuniram-se na igreja do Sobreiro para uma noite de oração, sob o tema ‘A Jesus por Maria’. Esta vigília contou com a presença do Pe. Paulo Pires, ordenado sacerdote no passado dia 29 de Junho.

 Após um cântico eucarístico inicial, foi solenemente exposto o Santíssimo Sacramento. Depois de rezadas as orações ensinadas pelo Anjo aos Pastorinhos de Fátima, foram lidos excertos de Cartas da Irmã Lúcia, nos quais ela medita nestas mesmas orações e em como é necessário desejar a salvação e rezar pela conversão dos pecadores.

De seguida, foi feito algum tempo de silêncio para adoração e meditação individual. Após este tempo, foi lida uma leitura do Antigo Testamento e entoado um Salmo. Ambas evocavam a ‘sede de Deus’, o desejo de Deus que a nossa alma deve ter.

A leitura do Evangelho (o encontro de Jesus com a Samaritana), feita pelo Pe. Paulo, foi intercalada com uma antífona, em que todos cantavam: «Dá-nos, Senhor, dessa água; para nunca termos sede». Assim, o Evangelho ia sendo acompanhado por esta prece, à semelhança da samaritana que pediu a água que Jesus lhe ofereceu.

Numas breves palavras, após o Evangelho, o Pe. Paulo tentou que os jovens presentes percebessem o que era esta ‘água’ que Jesus oferece, que não deixa ter mais sede. Então, ficou bem claro que esta ‘água’ viva é a salvação que Jesus nos veio trazer. Mas para que «não fiquem apenas estas ideias superficiais, estes ‘chavões’ nas nossas cabeças, vamos perceber que salvação é esta, ou de quê e de quem é que Jesus nos veio salvar?».
 
E o Pe. Paulo explicou que se proclamamos que Jesus é o nosso salvador, muitas vezes se nos perguntarem de que é que Ele nos salva, não sabemos responder. Então, explica o Pe. Paulo: 

«O primeiro acto de amor de Deus foi a criação do homem, para que vivesse com Ele, embora Deus não precisasse, de facto, de nós. Mas, uma vez tendo pecado, não podemos viver com Deus, por nós mesmos é impossível. 

Então, veio ao mundo Deus feito carne, em Jesus Cristo, precisamente para nos salvar desta incapacidade de vivermos em Deus.  

A vinda de Jesus ao mundo foi o segundo acto de amor de Deus Pai. É pelo Mistério Pascal de Jesus que fomos salvos do pecado e da morte, para vivermos em Deus neste mundo e, um dia, com Deus no Céu».

Mas este acto de amor não foi um acto isolado na História. Jesus quis ficar connosco, na Sua Igreja para ajudar os homens de todos os tempos a chegar até Ele. Por isso, continua o Pe. Paulo, «Ele continua presente a acompanhar-nos e ajudar-nos neste caminho até Deus, na oração, nos Sacramentos e especialmente aqui, presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, no Seu Corpo e no seu Sangue».

Após estas palavras, foram apresentadas a Deus algumas preces, pela Igreja, pelo Papa Francisco e pelo Sumo Pontífice emérito Bento XVI, pelos sacerdotes, jovens e pela conversão dos pecadores.

Seguiu-se o cântico Tantum Ergo Sacramentum, após o qual foi dada a bênção com o Santíssimo Sacramento.

Quase a terminar, os presentes confiaram-se à intercessão de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e, voltando-se para a Sua imagem, foi rezada a oração da Salvé, Rainha!, tendo terminado a celebração com um excerto do cântico inicial do Hino ‘Akathistos, em louvor a Nossa Senhora, pedindo-lhe que nos salve de todos os perigos.

Por fim, a convite do Pe. Paulo, houve ainda um tempo para o Sacramento da Confissão, para aqueles que desejassem reconciliar-se com Nosso Senhor.

Foi uma noite bastante instrutiva,  catequética e, ao mesmo tempo de intensa oração. 

A JMV Sobreiro agradece a presença do Pe. Paulo Pires, assim como a todos os Grupos que estiveram presentes e colaboraram nesta celebração.


Que Nossa Senhora do Rosário de Fátima e os Pastorinhos Francisco e Jacinta continuem a interceder por nós, para que sejamos, cada vez mais, verdadeiros Filhos de Maria!

sábado, 6 de julho de 2013

Rumo à Canonização: O milagre do Papa João Paulo II

A mulher, natural da Costa Rica, cujo aneurisma cerebral desapareceu depois de ter rezado ao Papa João Paulo II, desfez-se em lágrimas na passada sexta-feira, quando falou publicamente pela primeira vez sobre o milagre que a Igreja confirmou para que João Paulo II seja declarado santo.

Com lágrimas nos olhos, Floribeth Mora, de 50 anos, descreveu como foi enviada para casa com analgésicos, mas sem esperança de que fosse possível realizar tratamentos, pensando que ia morrer depois do diagnóstico de aneurisma em 2011. [1]

Floribeth Mora, que é dona de uma empresa de segurança privada com o marido, disse que acordou no dia 8 de abril de 2011 com uma forte dor de cabeça e foi para um hospital na cidade de Cartago, onde foi diagnosticada uma enxaqueca grave.

A dor durou três dias e Floribeth voltou ao hospital, onde uma série de testes revelaram um aneurisma, no lado direito do cérebro, que «já tinha começado a causar uma hemorragia», de acordo com o seu médico assistente, Alejandro Vargas.

A equipa clínica foi incapaz de parar esta hemorragia e o seu médico consultou colegas de outros países da América Latina e de Espanha, que desaconselharam a cirurgia, devido à dificuldade de acesso à área afcetada.

Diz o seu médico assistente: «O prognóstico para Floribeth era ou a morte, ou acabar com lesão neurológica significativa».

Conta a miraculada: «Voltei para casa com o pavor de uma morte iminente. Via os meus filhos a olhar para mim, de pé ao lado da minha cama, o meu marido a tentar tornar-se forte, pegava na minha mão e cruzando-a com a dele todas as noites…era muito triste».

A família construiu então um altar a João Paulo II fora de sua casa e, enquanto Floribeth estava a assistir à beatificação do Papa, a 1 de maio de 2011, pegou uma revista e, olhando para uma fotografia do Santo Padre, ouviu uma voz:

«Ele disse: 'Levanta-te, não tenhas medo’» .

Floribeth afirma que se levantou e que se sentiu imediatamente melhor. Uma variedade de exames médicos revelaram que o aneurisma dela tinha simplesmente desaparecido.

A miraculada e a sua família ficaram em silêncio enquanto esperavam a assinatura do decreto papal reconhecer a sua história como um milagre.

Mais tarde, viajou para Roma, onde foi submetida a novos exames, e ao Igreja começou a trabalhar para ter a sua recuperação classificada como um milagre de João Paulo II.

Na passada sexta-feira, a família mostrou ainda aos jornalistas os exames e radiografias do cérebro de Floribeth, antes e depois do milagre.

O Papa Francisco vai definir a data para a canonização numa próxima reunião com os Cardeais.


Texto original em: AP (Associated Press)
Tradução: JMV Sobreiro.

[1] Um aneurisma é uma doença de alto risco,
 que se traduz por uma dilatação anormal de um vaso sanguíneo, 
por enfraquecimento local da parede desse vaso, 
e que pode levar ao seu rompimento, 
sendo esta situação potencialmente fatal.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

«A Jesus por Maria» - Noite de Oração Vicarial

Na próxima sexta-feira, dia 5 de Julho, a JMV Sobreiro organiza uma Noite de Oração Vicarial, no encerramento de mais um Ano Pastoral.

O tema desta Noite de Oração será "A Jesus por Maria" e fará a ligação entre a Mensagem de Fátima (uma vez que tivemos connosco a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima) e a Adoração Eucarística! Pela urgência e actualidade da Mensagem de Fátima – Oração, Penitência e Reparação - meditaremos em alguns escritos da Irmã Lúcia.

Também neste Ano Pastoral que agora termina, tivemos a graça de presenciar momentos históricos para a Igreja e para o mundo. Rezaremos também pela Igreja, pelo Papa Francisco e pelo Santo Padre emérito Bento XVI diante de Jesus Sacramentado.


No final da Adoração, será dada a bênção solene com o Santíssimo Sacramento.


Convidamos todos a estarem presentes, pelas 21h30, na Igreja do Sobreiro!

'Luz da Fé' - Primeira Encíclica do Papa Francisco


A primeira encíclica do Papa Francisco, denominada ‘Lumen fidei’ (Luz da Fé), vai ser apresentada na próxima sexta-feira, dia 5 de Julho, no Vaticano.

Segundo fontes da Santa Sé, esta Carta Encíclica é um 'documento forte' e foi escrita a quatro mãos, uma vez que foi iniciada pelo Papa Bento XVI e terminada agora por Francisco.

O tema prende-se com o Ano da Fé e no contexto da Nova Evangelização. Segundo o actual Papa, «a transmissão da Fé cristã é o objectivo de toda a obra evangelizadora da Igreja, que existe para isso mesmo».

A Encíclica estará disponível em cinco línguas, entre elas o português.


A apresentação será transmitida em directo pela Rádio Vaticana, a partir das 10H00 (hora de Lisboa) e poderá ser visualizada neste link.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

«A tua fé te salvou» - Evangelho do XI Domingo Comum

O Evangelho do XI Domingo do Tempo Comum remete-nos para um banquete, em casa de Simão, um fariseu, para o qual Jesus tinha sido convidado. No decorrer deste episódio, no qual se vivia um ambiente de familiaridade e amizade, uma mulher pecadora chega junto de Jesus e com as suas lágrimas lava-Lhe os pés, secando-os com os seus cabelos e ungindo-os com perfume.
Os fariseus consideravam-se os ‘senhores da verdade’ e, segundo eles, a sua forma de viver é que estava correcta, sendo que para eles, os pecadores públicos – como é o caso desta mulher – deviam estar afastados e a relação com estes devia ser pautada por sentimentos de desdém e desprezo.
Jesus, por sua vez, compadecido do gesto desta mulher, conta uma parábola a Simão na qual refere o valor do perdão  e da conversão, convidando-o depois a olhar para o exemplo da pecadora que, com o seu gesto de amor para com Ele, vê assim os seus pecados perdoados e o recomeço de uma nova vida, cheia de amor pelo Messias.
A este tipo de arrependimento demostrado pela mulher pecadora, a Igreja chama de contrição porque está movido pelo amor. A contrição limpa totalmente a alma, purifica-a e faz com que nasçam os propósitos de uma vida nova.
A história da Igreja está cheia de ‘famosos pecadores’ que se converteram ao Senhor. Um dos mais conhecidos pelas suas próprias Confissões é Santo Agostinho. Depois da sua conversão e de caminhar com o Senhor e sendo arauto da Boa-nova, o Bispo de Hipona deixou escrita uma frase tão conhecida e citada: “fizeste-nos, Senhor, para Ti e o nosso coração está inquieto enquanto não descansar em Ti”.
O exemplo que nos deixa a mulher pecadora do Evangelho deste Domingo deve nutrir em nós a consciência de que também somos pecadores e que a adesão e o amor a Jesus Cristo são o caminho para a nossa santificação e salvação.
No entanto, devemos fixar-nos também na atitude dos fariseus: a reprovação e a ideia de que são superiores aos outros. Com qual destas figuras apresentadas no Evangelho nos identificamos mais? Com a mulher pecadora que se abeira de Jesus e O ama ou com os fariseus que falam dos erros dos outros em vez de admitir os próprios limites?
É urgente deixarmo-nos tocar pelo amor misericordioso de Deus e procurar fazer o bem! Procuremos durante esta semana sermos como a mulher pecadora que, arrependida e sedenta do amor de Jesus, se converte; e deixemos de lado a mesquinhez e a maledicência que só nos afastam do amor misericordioso do Pai.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Aparição de Nossa Senhora em Junho e os seus apelos

Há 96 anos, no dia de hoje, Lúcia, Francisco e Jacinta, os Pastorinhos de Fátima respondiam ao apelo feito pela "Senhora mais brilhante que o sol" no mês anterior e dirigiam-se para a Cova da Iria para junto da pequena azinheira na qual Nossa Senhora lhes tinha aparecido no mês de Maio.

Poucos dias após a primeira aparição, a vida destas três crianças mudou drasticamente devido ao cepticismo e desconfiança de alguns familiares e vizinhos que negavam ser possível a Virgem Maria lhes ter aparecido. A senhora Maria Rosa, mãe da Lúcia, lamentava-se dizendo: "eu que andava sempre com cuidados de não em dizerem mentiras e agora aquela aparece-me com uma mentira destas".

De facto, a notícia espalhou-se rapidamente e muitos troçavam dos três pequenos, mas no dia 13 de Junho de 1917, à hora marcada, lá estavam junto da pequena azinheira e com eles, cerca de meia centena de curiosos que queria perceber do que se tratava e se de facto falavam verdade ou não.

À pergunta da Lúcia "o que é que vocemessê mequer?", a Mãe do Céu diz-lhe: «Quero que venhais aqui no dia treze do mês que vem e que rezeis o Terço intercalando entre os mistérios a jaculatória: 'Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas todas para o Céu, especialmente as que mais precisarem'».

Deste pedido da Celeste Mensageira nasce o grande amor dos três pequenos pela oração e súplica pela conversão dos pecadores. Como estas crianças devíamos também nós ganhar o hábito de rezar por esta intenção tão especial. Mais tarde, Nossa Senhora diz à Lúcia que há muitas almas que vão para o Inferno porque não há quem peça por elas.

De facto, com o relativismo que se vive actualmente, a par do egocentrismo e de uma sociedade cujo centro é o Homem, põe-se de parte as verdades eternas, a noção de que um dia, após a nossa morte e o nosso juízo, teremos duas opções: a salvação eterna ou a morte eterna.

Ao rezar pela conversão dos pecadores, estamos a fazer presente um dos dogmas da Fé da Santa Igreja: a comunhão dos santos. Com esta oração cada um de nós toma consciência de que não só tem responsabilidade para com os outros nas relações humanos como também nas oração. E esta oração e este desejo da conversão dos pecadores pode auxiliar muitas almas a se converterem e a encaminharem-se para a vida eterna.  

Nossa Senhora, antes de mostrar aos Seus três pequenos arautos a luz imensa que é Deus e o Seu Imaculado Coração diz à Lúcia que levaria para o céu os seus primos muito em breve, «mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração».

Coube à pequena Lúcia, com o amparo maternal do Coração de Maria que foi sempre para ela o seu «refúgio e caminho até Deus», fazer conhecer esta devoção ao Imaculado Coração da Virgem Santíssima durante toda a sua vida. E de facto, que grande anunciadora da mensagem de Mãe Imaculada.

Na mensagem que Nossa Senhora deixa aos três pequenos, 'Jesus quer' estabelecer esta devoção. De facto, como diz o Papa Paulo VI na sua Exortação Apostólica Marialis cultus: «o culto da bem-aventurada Virgem Maria tem a sua suprema razão de ser na insondável e livre vontade de Deus, que, sendo a eterna e divina Caridade (cf.1Jo 4,7-8.16), realiza todas as coisas segundo um plano de amor: amou-a e fez-lhe grandes coisas (cf. Lc 1,49), amou-a por causa de si mesmo e por causa de nós e, deu-a a si mesmo e no-la deu a nós.»


Procuremos neste dia dedicado a Nossa Senhora, fazer presente na nossa oração e na nossa vida os dois principais aspectos principais que a Virgem comunicou aos três pastorinhos há 96 anos atrás: rezar pela conversão dos pecadores e reparar o seu Imaculado Coração por todos os pecados com que é diariamente ofendido e ultrajado.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Santo António de Lisboa

A Igreja celebra amanhã o presbítero e doutor, Santo António de Lisboa. Nascido em Lisboa no final do século XII, foi recebido entre os Cónegos Regulares de S. Agostinho e pouco depois da sua ordenação sacerdotal ingressou na Ordem dos Frades Menores com a intenção de se dedicar à propagação da fé entre os povos da África. Mas foi na França e na Itália que ele exerceu com grande fruto o ministério da pregação e converteu muitos hereges.

Desde pequenino, António foi devoto de Nossa Senhora. Rezava sempre à Virgem Santíssima e recorria continuamente, implorando o Seu socorro. Conta a tradição que um dia, quando já era religioso e porque o demónio já não podia mais suportar o bem que Santo António fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente que estava a ponto de enforcá-lo. Usando as suas últimas forças, pôde implorar o auxílio da Gloriosa Virgem. Nesse instante, o demónio fugiu e Santo António viu que a seu lado estava a Rainha do Céu, resplandecente de glória.

Durante a sua curta vida, Santo António pregou o evangelho e o amor à Santíssima Virgem. Procuremos também nós, olhar para o seu exemplo de dedicação ao anúncio da Boa Nova e a ter em Maria, a Virgem Gloriosa, a nossa intercessora junto das ciladas do demónio.


Deus eterno e todo-poderoso,
que em Santo António destes ao vosso povo
um pregador insigne do Evangelho
e um poderoso intercessor junto de Vós,
concedei que, pelo seu auxílio,
sigamos fielmente os ensinamentos da vida cristã
e mereçamos a vossa protecção em todas as adversidades.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Oração colecta da Missa de Santo António

terça-feira, 11 de junho de 2013

Francisco, o consolador de Jesus



No Céu, hoje é dia de festa! O pastorinho de Fátima, Francisco Marto, faz anos! Este menino nasceu no dia 11 de Junho de 1908 e teve a graça de contemplar, ainda neste mundo, a Imaculada Mãe de Deus, na Cova da Iria em 1917.

Nas duas primeiras aparições, Nossa Senhora abriu as Suas mãos e comunicou aos Pastorinhos uma luz muito intensa, na qual se viram em Deus. A Lúcia, nas suas Memórias, diz-nos que o que mais impressionou o Francisco foi essa luz imensa, que o fazia exclamar muitas vezes:  

«Que lindo é Deus, que lindo é Deus! Mas está triste por causa dos pecados dos homens. Eu quero consolá-lo, quero sofrer por seu amor! Nós estávamos a arder naquela luz que é Deus e não nos queimávamos... Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu ao menos O pudesse consolar!...».

Portanto, este desejo de reparar e de consolar Nosso Senhor pelos pecados da humanidade não tem origem numa piedade infantil nem numa religiosidade serrana. A espiritualidade do Francisco, na sua curta vida, centrou-se no ardente desejo de «consolar Nosso Senhor, que está tão triste!», porque ele próprio contemplou a presença de Deus entristecido, naquela luz que Nossa Senhora lhes comunicou.

Esta tristeza de Deus, ofendido com os pecados dos homens, absorveu por completo o pensamento do Francisco. Uma vez a Jacinta, que se preocupava primeiramente com os pecadores, para que se convertessem para não irem para o Inferno, perguntou-lhe:

– Francisco, não tens pena dos pecadores?

– Tenho, mas tenho ainda mais pena de Nosso Senhor. Queria primeiro consola-Lo. Que pena Deus estar tão triste! Se eu O pudesse consolar!

Para reparar as faltas de amor com que continuamente os homens ofendem Jesus, o pequenino vidente passava muitas horas diante do Sacrário, a fazer companhia a Nosso Senhor. Ficava tardes inteiras na igreja de Fátima, muitas vezes escondido, rezando em reparação dos pecados que entristeciam Jesus, enquanto a Lúcia ia à escola.

Este desejo de reparação acompanhou o Francisco até à morte. Já bastante doente, o Pastorinho perguntava à sua prima Lúcia:

- Nosso Senhor ainda estará tão triste? Eu ofereço-Lhe todos os sacrifícios que posso arranjar.

Com certeza que hoje Nosso Senhor continua triste com os nossos pecados e com os pecados do mundo, que são tantos e tão graves… Mas sabemos que o Francisco está no Céu a reparar as ofensas e a interceder por nós e pela nossa conversão.

Vamos dar um presente ao Beato Francisco, no seu dia de aniversário! Vamos consolar Jesus. Juntemo-nos a ele, oferecendo a Nosso Senhor orações, os nossos sacrifícios diários, suportar as adversidades e praticar boas-obras, tudo por um simples, mas sincero, Amor a Jesus.

Assim, também nós poderemos reparar as faltas de amor que tanta gente tem para com o nosso Deus.

no 3º Ano de preparação para o Centenário das Aparições.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

«Protege, ó Cristo, o nosso Portugal!»



Hoje é o Dia de Portugal! Liturgicamente, a Igreja em Portugal celebra a Memória do Santo Anjo da Guarda de Portugal, o Anjo que apareceu aos Pastorinhos em Fátima e intercede no Céu pela nossa Nação.

O nosso país foi consagrado ao Imaculado Coração de Maria pelos Bispos Portugueses em 1931 e, como referiu a Irmã Lúcia, essa Consagração foi decisiva para que Portugal fosse poupado à participação da II Guerra Mundial. Nove anos mais tarde, ergueu-se, em Almada, o Monumento a Cristo-Rei dedicado ao Coração de Jesus, como agradecimento à protecção dada ao nosso país. Em 1959, ocorreu a inauguração do Santuário de Cristo-Rei e Portugal foi consagrado aos Corações de Jesus e de Maria.

Deixamos aqui uma Oração de Consagração da Nação Portuguesa ao Sacratíssimo Coração de Jesus, para que este Coração cheio de amor proteja hoje e sempre Portugal dos perigos físicos, morais e espirituais que espreitam a toda a hora! Neste dia, peçamos também a intercessão do Santo Anjo Custódio de Portugal para a nossa Pátria.

Coração adorável de Cristo, Rei de amor,
dignai-Vos, neste dia lança rum olhar de ternura sobre o nosso Portugal,
prostrado diante do Vosso trono, com o fim de reconhecer e aclamar
a Vossa realeza tantas vezes esquecida e ultrajada.

Reinai amorosamente nos lares de pobres e de ricos;
Reinai, mantendo nos lares portugueses as antigas e nobres tradições de sólida virtude cristã.
 Reinai principalmente na observância da lei sagrada do matrimónio católico,
que as nossas casas se transformem em santuários da Vossa glória.

Coração de Jesus, reinai também na nossa sociedade,
gravemente ameaçada por uma vaga espantosa de paganismo
em que se pretende riscar todas as vossas leis divinas,
comprometendo os mais graves princípios da dignidade e da moral.

Rei de amor, reinai sobre a nossa nação.
 Concedei à nação portuguesa a honra de voltar a ser
o trono da Vossa realeza e o altar da Vossa glória.

Senhor Jesus, realizai na nossa pátria,
as Vossas maravilhosas promessas  em resposta aos nossos pedidos.
 Nós vo-lo pedimos ó Rei de amor, pelo Coração da Rainha Imaculada,
padroeira da terra portuguesa.

Coração Divino de Jesus, salvai Portugal, que em Vós confia.

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