"Raios de Luz"


sábado, 8 de junho de 2013

Imaculado Coração de Maria, refúgio dos pecadores



«Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. 
A quem a abraçar, prometo a salvação, e serão queridas de Deus essas almas, 
como flores postas por Mim a adornar o Seu trono».
(Nossa Senhora, em Fátima a 13 de Junho de 1917)

A Igreja celebra hoje a Memória do Imaculado Coração de Maria. Este dia relaciona-se directamente com a Mensagem de Fátima, uma vez que um dos aspectos desta Mensagem contempla a Devoção ao Coração Imaculado de Nossa Senhora.

Esta devoção, querida por Deus, é uma devoção reparadora. A Jacinta, semanas antes de morrer, numa confidência ao Cónego Formigão, alertou: ‘É preciso que se faça reparação pelos pecados do mundo, que são tão grandes, tão grandes!’

Naturalmente que toda a reparação será dirigida Àquele que é ofendido. Portanto, uma devoção reparadora seria dirigida a Deus Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo, porque os pecados ofendem directamente a Deus. Mas o lugar privilegiado de Maria na obra da Redenção e na História da Salvação, faz com que o Seu Coração de Mãe seja também ofendido com os pecados dos homens, Seus filhos, e mereça ser reparado.

A Devoção dos Cinco Primeiros Sábados, pedida por Nossa Senhora, tem precisamente esta intenção reparadora. Trata-se de consolar o Coração Doloroso e Imaculado da nossa Mãe do Céu. O sentido desta devoção é reparar as ofensas que actualmente recebe o Coração de Maria:

- A negação do Seu papel de Mãe de Deus e dos homens, diminuindo ou relativizando o Seu papel na salvação das almas;

 - O desprezo, a rejeição e as blasfémias contra os Seus privilégios, como a Sua Imaculada Conceição ou a Sua Virgindade integral antes, durante e após o parto;

- A indiferença e o ódio que incutem nas crianças contra Nossa Senhora;

- As ofensas directas nas Suas imagens e representações.

São estas ofensas graves que ferem o Coração da Virgem Imaculada e que requerem reparação. E desta atitude de reparação, virá a salvação de muitas almas! No Coração da Mãe está o refúgio dos pecadores, o consolo dos aflitos e todo o auxílio para os cristãos.

A Irmã Lúcia, em 1927, escreve: “Da prática da devoção dos Primeiros Sábados, unida à consagração ao Imaculado Coração de Maria, dependerá a guerra ou a paz do mundo”. É, na verdade, deste Coração que nasce a Paz para o mundo, tal como foi do mesmo Ventre Imaculado que nasceu, no mundo, o Príncipe da Paz!

Neste dia, peçamos ao Doce Coração de Maria que nunca nos abandone e que salve muitas almas, conduzindo-as até Deus. Como a pequenina Jacinta, digamos muitas vezes:

«Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação!
Coração Imaculado de Maria, convertei os pecadores! Salvai as almas do Inferno!»

sexta-feira, 7 de junho de 2013

X Domingo do Tempo Comum

Terminadas as Solenidades Pascais e as Solenidades do Senhor, a Igreja retoma o Tempo Comum da Liturgia, retomando no Domingo X deste mesmo tempo, que tinha sido interrompido com a Quaresma e o Tempo Pascal.

No Evangelho deste Domingo,  São Lucas apresenta-nos um episódio no qual Jesus se encontra com um cortejo fúnebre. Uma pobre viúva chora a morte do seu único filho. “Ao vê-la, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores” (Lc 7, 13). E movido pela compaixão, diz Jesus: “Jovem, Eu te ordeno, levanta-te” (Lc 7, 14).

Jesus vê a angústia daquelas pessoas com quem Se cruza  e em vez de esperar que O chamassem ou Lhe fizessem um pedido, Jesus não Se afasta: toma Ele mesmo a iniciativa, movido pela afeição de uma viúva que perdera a única coisa que lhe restava – o filho.

Poder-se-ia dizer que o facto de O seguir uma grande multidão de pessoas, que Jesus quisesse apenas ficar "bem-visto" e ser falado por todos naquela região, como tantas vezes são esses os sentimentos que nos movem. No entanto, o Senhor não age com artificialismo. Jesus sente-Se particularmente afectado pelo sofrimento daquela mulher e não pode deixar de a consolar.

A alegria da mãe ao recuperar vivo o seu filho recorda a alegria da Igreja pelos seus filhos pecadores que retornam, pelo Sacramento da Confissão, à vida da graça. Santo Agostinho diz-nos, a propósito deste evangelho e do Sacramento da Confissão que: “A mãe viúva alegra-se com o seu filho reanimado. A mãe Igreja alegra-se diariamente com os homens que ressuscitam na sua alma. "

O milagre que Jesus fez deve interpelar-nos sobre a forma como lidamos com os problemas daqueles que nos rodeiam. Devemos aprender com Jesus e procurarmos ter um coração semelhante ao Seu, recorrendo, em primeiro lugar, à oração.


Olhemos para Nossa Senhora, exemplo perfeito de uma caridade vigilante e procuremos em todo e sempre, tal como Ela e o Seu amado Filho, fixar a nossa atenção e as nossas acções nas dificuldades dos outros, para que, através da oração e das nossas obras, possamos ser verdadeiramente testemunhas de Nosso Senhor. 

Oração ao Sagrado Coração de Jesus


Sagrado Coração de Jesus,
Nós Vos adoramos, em Vós confiamos
E na Vossa Misericórdia esperamos.
Confiando nas Vossas promessas,
vimos implorar o Vosso auxílio
para a Igreja e para o mundo inteiro.

Colocamos no Vosso Coração
as nossas famílias,
as nossas preocupações,
os nossos sofrimentos,
as nossas esperanças
e todo o nosso ser.

Sacratíssimo Coração de Jesus,
cremos em Vós,
mas aumentai a nossa Fé.
Jesus, manso e humilde de Coração,
fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Ámen.



domingo, 2 de junho de 2013

Adoração Eucarística mundial na Paróquia de Mafra

Respondendo à convocatória do Santo Padre, o Papa Francisco, neste Domingo, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, a JMV Sobreiro e a JMV Achada participaram, juntamente com toda a Paróquia de Mafra, na Hora de Adoração Mundial em simultâneo, na igreja do Sobreiro. 

Seguindo, nas suas linhas gerais, o guião proposto pela Santa Sé, adaptado e traduzido pela JMV Sobreiro, a igreja encheu-se pelas 16h00, hora em que, ao mesmo tempo e em todo o mundo, milhões de católicos adoraram e rezaram ao Santíssimo Sacramento durante uma hora, pedindo pela Igreja e pelo mundo.

À medida que entrava o Padre João com a Custódia que trazia o Corpo de Jesus, foi entoado o bonito cântico eucarístico ‘Bendito sejas, Senhor!’. Logo de seguida, o Santíssimo Sacramento foi solenemente exposto, rezando-se algumas jaculatórias de desagravo e as orações do Anjo de Fátima. As três leituras propostas no guião, retiradas do Evangelho de São João, centravam-se no discurso de Jesus sobre a Sua presença na Eucaristia e foram lidas por jovens do Sobreiro e da Achada, bem como por outros paroquianos. Entre as leituras, preces, orações de Papas e cânticos, louvou-se e adorou-se Jesus, verdadeiramente presente na Hóstia Consagrada.

Após o cântico Oh verdadeiro Corpo do Senhor’, guardaram-se alguns momentos de silêncio para oração individual, entoando-se de seguida o Hino Tantum Ergo Sacramentum, para se receber a bênção do Santíssimo Sacramento. 

No final, foi recitada a oração da Salvé Rainha, invocado o Imaculado Coração de Maria e rezou-se a Nossa Senhora como Mãe da Igreja, entoando-se o cântico Mater Ecclesiae.

Não podemos deixar de salientar o ambiente de oração e de comunhão que se fez sentir em cada um dos presentes, durante esta hora de adoração.

Este momento de adoração, anteriormente pensado pelo saudoso Papa Bento XVI e concretizada pelo Sumo Pontífice actualmente reinante Francisco, teve como duas intenções principais:

- Rezar pela Igreja, para que Jesus a mantenha sempre obediente à Sua palavra e que ela apareça perante o mundo como "bela, sem mancha nem ruga, santa e sem defeito" (Vaticano, 28 de Maio de 2013);

- Rezar por aqueles que sofrem com a violência, com as drogas, o tráfico de pessoas e por todas as vítimas dos crimes contra a vida humana.


Que Jesus, escondido sob o véu das espécies eucarísticas, pela poderosa intercessão de Sua Mãe Santíssima, conceda grandes graças à Igreja e ao mundo, que se uniu, sob a voz do Pontífice Romano Francisco, em adoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Sequência do Corpo de Deus



Terra, exulta de alegria,
Louva o teu pastor e guia,
Com teus hinos, tua voz.

Quanto possas tanto ouses,
Em louvá-l’O não repouses:
Sempre excede o teu louvor.

Hoje a Igreja te convida:
O pão vivo que dá vida
Vem com ela celebrar.

Este pão – que o mundo creia –
Por Jesus na santa Ceia
Foi entregue aos que escolheu.

Eis o pão que os Anjos comem
Transformado em pão do homem;
Só os filhos o consomem:
Não será lançado aos cães.

Em sinais prefigurado,
Por Abraão imolado,
No cordeiro aos pais foi dado,
No deserto foi maná.

Bom pastor, pão da verdade,
Tende de nós piedade,
Conservai-nos na unidade,
Extingui nossa orfandade
E conduzi-nos ao Pai.
Aos mortais dando comida,
Dais também o pão da vida:
Que a família assim nutrida
Seja um dia reunida
Aos convivas lá do Céu.

Da Liturgia da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo


sábado, 1 de junho de 2013

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

A Igreja celebra no próximo Domingo a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta solenidade que ocorre sessenta dias depois da Páscoa, este ano é celebrada em Portugal no Domingo seguinte, ou seja, dia 02 de Junho.

Na passada quinta-feira, dia próprio da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus, em todo o mundo, milhares de procissões e outros actos de piedade ocorreram com um único objectivo, ao qual, a Igreja em Portugal, se une neste Domingo: tributar ao Senhor um tríplice preceito - veneração, gratidão e reparação.

Esta celebração é sinal de veneração para compensar o Senhor de alguma humilhação a que se quis sujeitar e sujeita continuamente, para ficar connosco nos altares, onde, tal como afirma São Bernardo "esconde a Sua divindade, esconde a Sua humanidade, deixando apenas ver as aparências do pão, para assim demonstrar a ternura do amor que tem para connosco."

A Santa Igreja celebra também esta Solenidade em sinal de gratidão para com Jesus, por um dom tão grande, no qual se fez presente o Seu amor para com os homens. São Pedro de Alcântara diz que "o Esposo, para consolar a Sua Esposa (Santa Igreja), durante a Sua longa ausência, quis dar-lhe uma companhia: o Santíssimo Sacramento, no qual Ele está verdadeiramente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade."

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é também um preceito de reparação, afim de desagravar Jesus de tantas ofensas com que Ele é continuamente ultrajado e ferido neste Santíssimo Sacramento. Na sua maioria, os homens recusam-se a adorá-Lo e a reconhecê-Lo neste adorável mistério.

Possamos nós, neste dia, em união com milhões de cristãos do mundo inteiro, prestar ao Senhor este tríplice preceito de veneração, reparação e gratidão e reconhecer na Santíssima Eucaristia a presença real de Jesus entre nós.

Façamos nossas as palavras de Santo Afonso Maria Ligório e ao chegarmos junto de Jesus Sacramentado, rezemos confiadamente:

Senhor Jesus Cristo, que, por amor aos homens,
ficais dia e noite neste Sacramento,
todo cheio de misericórdia e amor,
esperando, chamando e acolhendo todos os que vêm visitar-Vos,
eu creio que estais presente no Sacramento do altar.

Adoro-Vos do abismo do meu nada
e agradeço-Vos todas as graças que me tendes feito,
especialmente a de Vos terdes dado a mim neste Sacramento,
a de me haverdes concedido por advogada Maria, Vossa Mãe Santíssima,
e finalmente, a de me haverdes chamado a visitar-Vos nesta igreja.

Saúdo hoje o Vosso Coração amantíssimo e quero saudá-lo por três fins:
primeiro, em agradecimento pelo grande dom de Vós mesmo;
segundo, em reparação das injúrias que tendes recebido,
neste Sacramento, de todos os Vossos inimigos;
terceiro, com a intenção de Vos adorar,
por esta visita, em todos os lugares da Terra onde Vós,
neste divino Sacramento, estais menos reverenciado e mais abandonado.



Mês do Sagrado Coração de Jesus



Findo o tempo Pascal, eis que tornamos ao Tempo Comum, iniciando-o com a Celebração de três Solenidades: da Santíssima Trindade, do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo e do Sagrado Coração de Jesus

Estas três Solenidades estão intimamente relacionadas: do seio da Trindade surge Jesus Cristo que, com o Coração cheio de Amor pelos homens, deixa o Seu Corpo e o Sangue como Sacramento de Salvação para todos os que santamente O receberem.

Assim, de forma a meditar mais profundamente nesta dinâmica acima descrita, a JMV Sobreiro vai retomar uma devoção muito querida ao Cristianismo Europeu, sobretudo a partir do século de XVII, isto é, a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus, a quem, tradicionalmente, é dedicado o Mês de Junho. 

Para isso, durante este mês, será feita uma 'caminhada devocional', tendo por textos-base os relatos das Aparições do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque, em Paray le Monial, durante a década de 1670, e também a  Carta Encíclica do Venerável Papa Pio XII Haurietis Aquas, de 15 de Maio de 1956, acerca da Devoção ao Sagrado Coração de Jesus nos tempos modernos. 

Com este pequeno "Devocionário", pretendemos, antes de mais, aprofundar a nossa fé e tomarmos consciência do grande amor que brota do Coração de Jesus e que é derramado sobre cada um de nós. 

Esperamos também, poder ajudar outros cristãos no mundo inteiro a tomarem consciência da necessidade de oração e devoção ao Sacratíssimo Coração de Jesus.




(As restantes meditações e orações serão carregadas semanalmente e poderão ser acedidas no separador lateral à direita)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Terço com o Papa Francisco, a 31 de Maio

Neste dia 31 de Maio, o Papa Francisco vai encerrar o mês dedicado a Nossa Senhora  com a oração do Terço, juntamente com os fiéis presentes na Praça de São Pedro.
 
A oração do Terço começará às 19:00 (hora portuguesa) e, durante a oração, uma imagem da Virgem Maria percorrerá em procissão a Praça.
 
A devoção do Papa Francisco à Mãe de Deus é bem conhecida dos fiéis. No passado dia 4, numa visita à Basílica de Santa Maria Maior, a primeira igreja dedicada à Virgem Santíssima, o Papa também rezou o Terço com os fiéis.
 
Na véspera da Solenidade do Pentecostes, durante o seu discurso, o Papa confessou que é na recitação do Terço do Rosário que muitas vezes encontra forças:
 
«Rezar também a Nossa Senhora é pedir-lhe que, como Mãe, me faça forte. Isto é o que penso sobre a fragilidade; pelo menos, é a minha experiência. Uma coisa que me faz forte todos os dias é rezar o Terço a Nossa Senhora. Sinto uma força tão grande, porque vou ter com Ela e sinto-me forte».
 
Em quase em todas as suas intervenções, o Santo Padre faz uma referência a Nossa Senhora, ou aponta alguns aspectos da Sua pessoa e da Sua vida como modelo para os cristãos. Para este último dia do mês de Maio, aguarda-se uma grande participação de peregrinos na Praça de São Pedro.
 
Para quem quiser acompanhar a recitação do Terço do Rosário e, assim, unir-se ao Santo Padre durante esta oração tão agradável a Nossa Senhora, pode fazê-lo aqui, a partir das 18h55.

Adoração Eucarística em simultâneo em todo o mundo



Seguindo o Programa Oficial do Ano da Fé proposto pelo Papa Emérito Bento XVI e o pedido do Papa Francisco, Domingo, dia 02 de Junho, em todo o Mundo, pelas 17:00 horas de Roma haverá uma Adoração Eucarística em simultâneo.

A esta hora, milhões de católicos são convidados a adorar o Santíssimo Sacramento e a pedir pela Santa Igreja e pelo Seu Pastor, o Papa.

A JMV Sobreiro procurou traduzir, dentro das suas capacidades, o guião oficial que o Santo Padre usará, e adaptar à realidade da nossa paróquia. Desta forma, queremos também disponibilizar para todos os que nos seguem através do nosso Blogue ou na nossa página no Facebook.

Domingo, pelas 16:00 horas na Igreja do Sobreiro, a Paróquia de Mafra reúne-se para Adorar Nosso Senhor Jesus Cristo, presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, durante uma hora. Possa este evento trazer muitos  frutos à Igreja e despertar em muitos sensibilidade para a oração e para a Devoção ao Santíssimo Sacramento.



terça-feira, 28 de maio de 2013

Padre Pio e a Devoção a Nossa Senhora

O Padre Pio nasceu numa família de lavradores simples e trabalhadores a 15 de Maio de 1887, em Pietrelcina, no sul da Itália. Foi ensinado particularmente até entrar no noviciado dos Frades Capuchinhos com 15 anos. De saúde frágil mas com uma vontade firme, completou os estudos necessários com a ajuda da Graça e foi ordenado sacerdote em 10 de Agosto de 1910.

Em 20 de Setembro de 1918, as cinco chagas da Paixão de Nosso Senhor apareceram no seu corpo, o que fez dele o primeiro padre com estigmas na história da Igreja. Ao seu confessionário acorriam muitas pessoas, e muitas mais receberam os seus santos conselhos e orientação espiritual por correspondência.

O amor e devoção do Padre Pio pela Bem-Aventurada Virgem Maria são lendários. De facto, passou grande parte do seu ministério exaltando as Suas virtudes e exortando todos os Católicos a que recorressem com confiança à Sua piedosa intercessão.

O Padre Pio escreveu muitas vezes sobre o seu amor pela Mãe de Deus, lembrando-nos: "descansa o teu ouvido no Seu coração materno e escuta as Suas sugestões, e assim sentirás nascer em ti os melhores desejos de perfeição." Ele considerava Nossa Senhora como a grande força de harmonia e orientação implícita no Santo Sacramento da Penitência, e disse que "para compreender o Sacramento e fazê-lo dar mais frutos deves entregar-te às inspirações e à direcção da Santíssima Virgem."

Quando lhe perguntavam qual era o papel de Nossa Senhora no plano divino da salvação, o Padre Pio respondia, dizendo que "todas as graças dadas por Deus passam pela Sua Bem-Aventurada Mãe."


O Padre Pio exprimia diariamente a sua devoção especial por Nossa Senhora de Fátima, rezando de joelhos no Seu oratório do mosteiro, perante um grande quadro rodeado de velas acesas. De facto, atribuiu à Virgem de Fátima ter salvado a vida, pois em 1959, aquando da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a Itália, ele viu-se miraculosamente curado após um acto de confiança e entrega à Senhora mais brilhante que o sol.

domingo, 26 de maio de 2013

Nossa Senhora de Fátima na Ericeira

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima foi hoje majestosamente acolhida pela Paróquia de São Pedro da Ericeira que se engalanou de branco e azul para receber a Virgem Mãe, Nossa Senhora de Fátima.

Saindo da Paróquia de São Silvestre do Gradil, a imagem seguiu em cortejo, acompanhada pela Guarda Nacional Republicana e por muitos fiéis que quiseram entregar a Senhora mais brilhante que o Sol à paróquia seguinte.

No Sobreiro, a população aderiu em massa ao convite feito pela Juventude Mariana Vicentina e à hora da partida do Gradil foi rezado o Terço do Rosário e entoado o Avé  de Fátima. A Capela da Igreja do Sobreiro foi pequena para acolher tantos fiéis que quiseram louvar Nossa Senhora fazendo aquilo que ela tanto pediu em Fátima: rezar o Terço.

À passagem, o Servita do Santuário, Senhor António Mucharreira achou por bem fazer uma pequena paragem para que o povo do Sobreiro poder rezar à Virgem Mãe. Desta forma, foi rezada uma dezena pelo Santo Padre, pedindo também pela conversão dos pecadores.

Até ao limite da freguesia da Ericeira, eram muitos os que aguardavam a passagem da Imagem Peregrina, acenando-lhe com lenços brancos e rezando com devoção.
Já na Ericeira, formou-se uma procissão na zona sul da vila e foram muitos os que, cantando e rezando, foram caminhando atrás da imagem de Nossa Senhora. No centro da vila o Cónego Armindo Garcia proferiu algumas palavras de saudação e de reflexão para todos os presentes:

"Em Caná, Nossa Senhora deixa-nos o programa da nossa vida: 'Fazei o que o meu Filho vos disser'. Nossa Senhora conduz-nos até Jesus. Ela que está presente em todas as casas desta freguesia é mais do que nossa Rainha. Nossa Senhora é Mãe de Jesus e nossa Mãe."

A procissão encaminhou-se para a Igreja Paroquial arrastando atrás na Imagem Peregrina centenas de fiéis que, devotamente a acompanhavam de corpo e alma, com muitos pedidos a fazer-Lhe e muitas graças a dar por tudo o que Nossa Senhora faz por cada um.

A Paróquia da Ericeira tem como orago São Pedro, o primeiro Papa e aquele a quem Jesus entregou as chaves da Igreja. A Virgem Maria acompanhou de perto a vida dos apóstolos que foram espalhando a fé cristã. Peçamos a Nossa Senhora que acompanhe também os fiéis desta paróquia, para que façam sempre, por intermédio de Maria, aquilo que Jesus disser.



Procissão das Velas em Mafra

No passado Sábado, dia 25 de Maio, aproximando-se do fim do mês de Maria, a Paróquia de Mafra honrou a Mãe do Céu e nossa Mãe com uma bonita Eucaristia e Procissão das Velas.

Apesar de as condições climatéricas não convidarem a estar na rua, foram muitos os paroquianos que se reuniram na Basílica para a Missa da Solenidade da Santíssima Trindade à qual se seguia a Procissão das Velas.

Os cânticos estiveram a cargo do Coro da Catequese de Mafra e as vozes destas crianças engrandeceram a celebração, cantando cânticos à Santíssima Trindade e a Nossa Senhora.

Na homilia, o Padre Luís Barros falou sobre o Dogma da Santíssima Trindade e na sua magnificência. De facto, nós cristãos cremos num Deus constituído por três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo) cuja substância é a mesma, não deixando por isso de ser um só Deus.

Após a Santa Missa, fez-se então sair a Procissão que era encimada pelo guião de Nossa Senhora, alguns estandartes da paróquia, as crianças da catequese, o Prior e por fim, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima e o povo.

Durante a procissão foi rezado o Terço e foram-se ouvindo os bonitos versos do tradicional Avé de Fátima.

Já dentro da Basílica, aquando da Consagração a Nossa Senhora, o Padre Luís convidou os presentes a olhar atentamente para a imagem da Virgem de Fátima presente na Basílica. De facto, esta imagem é da autoria do mesmo escultor da que se encontra na Cova da Iria e foi feita 15 anos após as Aparições de Nossa Senhora em Fátima.

A celebração terminou com um bonito cântico entoado pelo coro das crianças.

Quase a terminar o mês dedicado a Nossa Senhora, procuremos manter acesa em nós a devoção a Maria Santíssima, Aquela que nos conduz até Jesus e que é a fonte da verdadeira esperança.



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Solenidade da Santíssima Trindade


Celebramos no próximo Domingo a Solenidade da Santíssima Trindade na qual celebramos e lembramos este dogma de Fé que afirma que Deus é um só, constituído por três pessoas distintas. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo são um só Deus, sendo iguais em todas as coisas porque têm uma só substância e portanto uma só e a mesma divindade.

Neste Domingo, veneramos este mistério que para a Igreja é um dever indispensável, uma vez que a Santíssima Trindade é o princípio de onde procedemos e o fim para o qual havemos de voltar. A primeira graça que nos foi conferida no Baptismo, veio-nos em nome da Santíssima Trindade e a glória que nos está preparada no Céu provém do amor que brota desta união Trinitária.

Numa palavra, como refere Santo Afonso Maria Ligório, a Santíssima Trindade é o nosso tudo. Todos os bens que já recebemos na nossa vida e os bens futuros que nos estão preparados, quer na ordem natural, quer na ordem da graça e da glória nos vêm através da Santíssima Trindade.

Com esta solenidade somos convidados a contemplar o mistério de um Deus que é amor e que,  através  do  plano  de  salvação do  Pai, que se tornou uma realidade viva e concreta na pessoa de Jesus Cristo, é continuado pela acção do Espírito Santo na Igreja que ajuda os crentes e os conduz para o amor divino que brota desta relação filial e trinitária. 

A celebração da Santíssima Trindade não deve ser apenas a tentativa de entender este dogma de Fé, mas sim de uma contemplação de um Deus que é amor.

Santo Agostinho teve a graça de perceber o quão grande e inexplicável é o Mistério da Santíssima Trindade. Um dia, passeando à beira do mar e querendo aprofundar este mistério, encontrou uma criança que estava entretida a encher uma pequena concha e a despejá-la num pequeno buraco que tinha feito na areia. O Bispo de Hipona pergunta então à criança o que ela queria fazer com isto, ao que a criança diz que queria meter naquele buraco toda a água do mar.

Apressadamente Santo Agostinho diz à criança que era impossível meter toda a água do mar naquele pequeno buraco. "Mais fácil será meter toda a água do mar neste buraco do que tu perceberes o mistério da Santíssima Trindade", responde a criança. Tratava-se de um anjo que tomara a forma de criança para advertir o santo de que o mistério da Santíssima Trindade era incompreensível por parte de todas as criaturas.

Impossível de compreender na totalidade a complexidade de tão grande dogma de Fé e de Amor, veneremos e adoremos a Santíssima Trindade, objecto da nossa fé e um dia da nossa eterna Salvação dizendo:

«Ó Deus, que concedestes aos Vossos servos o dom de conhecer na confissão verdadeira da Fé a Glória da Santíssima Trindade, e adorar a Sua Unidade no poder da Majestade; nós Vos rogamos que com a firmeza da mesma fé, possamos vencer todas as adversidades».



quinta-feira, 23 de maio de 2013

O Santo Cura d'Ars e a pureza de Nossa Senhora

São João Maria Vianney, pároco da pequena povoação francesa de Ars – e por isso conhecido como o Santo Cura d’Ars - foi, desde muito pequeno, grande devoto de Nossa Senhora. Aos 7 anos, ofereceram-lhe uma pequena imagem da Virgem Maria, que ele não largava nem de dia nem de noite, mesmo nos anos em que a Revolução Francesa proibia a ostentação de qualquer sinal religioso em público.

O Santo Cura d’Ars era conhecido pelo seu grande zelo sacerdotal e desejo de salvar almas, pelo que durante toda a sua vida de pároco procurou atrair ao confessionário o maior número de pessoas possível – chegando a confessar multidões, durante 17 horas por dia! – estimulando a devoção ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora.

Uma tarde, proferiu um lindíssimo sermão sobre a pureza da Santíssima Virgem, do qual deixamos um excerto:
 
«Nós dizemos que a pureza vem do Céu, porque só o próprio Jesus Cristo foi capaz de no-la ensinar e fazer-nos sentir todo o seu valor. Ele deixou-nos o exemplo prodigioso da estima que teve dessa virtude. Tendo resolvido, na grandeza da sua misericórdia, resgatar o mundo, Ele tomou um corpo mortal como o nosso; mas Ele quis escolher uma Virgem por Mãe. Quem foi esta incomparável criatura, meus irmãos?
 
Foi Maria, a mais pura entre todas que, por uma graça que não foi concedida a mais ninguém, foi isenta do pecado original. Ela consagrou a Sua virgindade ao Bom Deus desde a idade de três anos, e oferecendo-Lhe o Seu corpo e a Sua alma, ofereceu a Deus o sacrifício mais santo, o mais puro e o mais agradável que Nosso Senhor jamais recebeu de uma criatura sobre a terra. Ela manteve este sacrifício por uma fidelidade inviolável em guardar a Sua pureza e em evitar tudo aquilo que pudesse, mesmo de leve, ofuscar o seu brilho.
 
Nós vemos que a Virgem Santa fazia tanto caso desta virtude, que Ela não queria consentir em ser Mãe de Deus antes que o Anjo lhe tivesse assegurado que Ela não perderia a pureza. Mas, tendo-lhe dito o Anjo que, tornando-se Mãe de Deus, bem longe de perder ou diminuir a Sua pureza de que Ela tanto estimava, Ela seria ainda mais pura e mais agradável a Deus, consentiu então de bom grado, a fim de dar um novo brilho a esta pureza virginal.
 
Nós vemos ainda que Jesus Cristo escolheu um pai nutrício que era pobre e puro, é verdade; Ele quis que a sua pureza estivesse acima de todas as outras criaturas, excepto acima da pureza da Virgem Santa.
 
Meus irmãos, quantas almas os pecados contra a pureza arrastam para o Inferno! Como esta virtude é pouco conhecida no mundo, quão pouco nós a valorizamos, quão pouco cuidado nós temos em conservá-la, quão pouco zelo temos em pedi-la a Deus, pois não a podemos ter por nós mesmos!»
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Santo Afonso Maria de Ligório, arauto de Nossa Senhora


A chave dos tesouros celestes é a oração, e exceptuando a graça Baptismal que por norma, não é dispensada sobre cada um de nós através da nossa oração (uma vez que é por vontade dos nossos pais), o Senhor não concede outras graças senão por meio da oração.

Não é de admirar, que tendo Nosso Senhor destinado Santo Afonso a ser uma grande luz para a Igreja, lhe tenha destinado um grande espírito de oração que o faz por isso, perfeito modelo.

Desde criança que Santo Afonso começou a dar provas deste espírito e a sua oração subia ao céu, até ao trono de Deus. Enquanto jovem, era conhecido em Nápoles  pela sua presença diária e devota junto do Santíssimo Sacramento.

Durante a sua vida, este santo sobre o qual, hoje meditamos, percebeu que a oração é absolutamente indispensável para obter a graça da conversão, para progredir em virtude e para a salvação das almas.

Há a destacar, dos grandes escritos deste Doutor Angélico, as suas longas meditações sobre a Virgem Maria, das quais temos falado e acima de tudo divulgado e fazer com que o seu exemplo e testemunho exerçam em nós uma verdadeira conversão.

Segundo Santo Afonso, «Jesus é medianeiro da justiça e Maria a medianeira da graça. Por isso, na opinião de tantos santos como São Bernardo, São Bernardo entre outros, Deus quer que nos sejam dispensadas pelas mãos de Maria Santíssima, todas as graças que nos quer conceder. (...) Felizes daqueles que recorrem com confiança a esta Divina Mãe. Entre todas as devoções, a que mais agrada à Santíssima Virgem é recorrer sempre a Ela e dizer-lhe 'Ó Maria, rogai a Jesus por mim'

Este santo ensina-nos também a não temermos que Maria não nos queira ouvir, pois a Virgem Mãe deleita-se por poder interceder junto de Deus, de forma a alcançarmos todas as graças. Já dizia São Bernardo e refere Santo Afonso: "Quem é que alguma vez, tendo implorado junto de Nossa Senhora auxílio, se perdeu ou se sentiu esquecido?"

A grande graça que devemos pedir a Nossa Senhora é a de um amor ardente a Jesus e uma confiança filial n'Ela mesma. Procuremos neste mês de Maio, tempo em que a devoção Mariana é mais divulgada e praticada em todo o mundo, olhar para estes santos que encontraram em Nossa Senhora uma poderosa intercessão junto de Deus e fazer das palavras de Santo Afonso, uma oração constante na nossa vida:

Ó minha amabilíssima Mãe,
um só temor me aflige:
é perder um dia, por minha negligência,
a confiança que tenho em Vós.

Suplico-Vos pois, ó Maria,
pelo amor que tendes a Vosso Filho,
que conserveis e aumenteis em mim
cada vez mais a doce confiança na Vossa intercessão.

Ela com certeza me fará aumentar a amizade de Deus,
que tão loucamente tenho desprezado.
Espero conservá-la por Vosso socorro,
e conservando-a, chegar ao paraíso,
para Vos dar graças e cantar as misericórdias de Deus e as Vossas,
durante toda a eternidade.  Ámen.


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