"Raios de Luz"


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Papa Leão XIII e o Triunfo do Imaculado Coração


No ano de 1884, o Papa Leão XIII teve a graça de uma visão que mudou a forma como este Sumo Pontífice passou a reagir contra o poder do Demónio e como, daí em diante, promoveu a devoção a Maria Santíssima e à oração do Rosário.

No dia 13 de Outubro de 1884, terminada a Missa por ele celebrada, o Santo Padre estava a assistir a outra em acção de graças, como era seu costume. De súbito foi visto erguer energicamente a cabeça, fixando-se num ponto acima do celebrante. Olhava sem pestanejar, com uma expressão de terror e assombro que chegou a fazê-lo mudar de cor. Algo de estranho se desenhava diante dos seus olhos.

Durante a Missa tivera uma visão na qual ouvia a voz de Satanás, lisonjeando-se diante de Deus a afirmar que podia destruir a Igreja e arrastar a humanidade toda para o inferno e que para isso apenas necessitava de conseguir mais poder e algum tempo.

Com resposta a esta visão, o Santo Padre decidiu compor uma oração que passou a ser rezada em todo o mundo, no fim da Missa, e que era conhecida como a oração leonina. Dedicada a São Miguel Arcanjo e a Nossa Senhora, esta suplicava o auxílio contra o poder do mal, do Príncipe do Mundo.

Com a visão de Leão XIII, iniciou-se uma batalha, uma luta entre Deus e o Demónio. Da parte de Deus, várias vezes Nossa Senhora se manifestou, principalmente em Fátima, para nos  avisar, quando alude ao triunfo do seu Imaculado Coração, é que Ela que Deus encarregou juntamente com São Miguel Arcanjo de vencer esta guerra, será a vencedora, e que esta guerra, iniciada no tempo da visão do Papa Leão XIII, continua a ocorrer.

O Triunfo de Nossa Senhora, é a intervenção de Deus na humanidade. É a Vitória de Nossa Senhora sobre todo o mal , é o tempo de Paz prometido por Deus em Suas Sagradas escrituras e confirmado por Nossa Senhora também em Fátima.

Como arma, para vencer esta guerra, Nossa Senhora apresenta-nos o Rosário e o Papa Leão XIII, enquanto guiava o leme da Santa Igreja, divulgou incessantemente esta oração dizendo que «a eficácia e o valor do Rosário aparecem ainda maiores se o considerarmos como um dever (...) Na verdade, ninguém ignora o quanto é necessária para todos a oração, não porque com ela se possam modificar os divinos decretos, mas porque, como diz S. Gregório: "Os homens, com a oração, merecem receber aquilo que Deus omnipotente desde a eternidade decidiu dar-lhes".

Procuremos cada vez mais dar valor ao Terço do Rosário, fazendo presente nas nossas vidas o hábito de rezar à Virgem Maria. Como dizem muitos santos da Igreja, «de Maria nunca se dirá bastante». A Mãe de Deus, através do Seu Imaculado Coração luta contra Satanás todos os dias e apela os Seus filhos, que somos todos nós à conversão.

Sejamos nós a Igreja Militante no verdadeiro sentido da expressão. Lutemos pelo triunfo do Imaculado Coração de Maria, de Terço na mão e com profundo propósito de conversão com vista à salvação da nossa alma e daquelas que nos rodeiam.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

São Pio X e as Coroas de Nossa Senhora

O Papa São Pio X tinha como nome de Baptismo Giuseppe Melchiorre Sarto.

Eleito Sumo Pontífice a 4 de Agosto de 1903, o seu lema era Instaurar tudo em Cristo’. Foi um defensor intransigente da Doutrina e governou a Igreja Católica com bastante firmeza numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências para o modernismo, encarado por ele como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia.

Pio X foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que reflectissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e promoveu o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão.
Este Papa incentivou ainda o estudo do canto gregoriano e do Catecismo. Ele próprio foi autor de um catecismo, designado por Catecismo de São Pio X.
Foi o primeiro Papa a ser canonizado desde São Pio V e a Igreja celebra a sua memória litúrgica no dia 21 de Agosto
São Pio X é actualmente o patrono dos peregrinos enfermos e é considerado por alguns como o maior dos Papas do século XX.
Quando ainda era Bispo, proferiu um belo discurso sobre Nossa Senhora que vale a pena recordar aqui:
«Deus pôs sobre a Cabeça de Maria uma coroa de preço infinito, ou melhor, pôs um privilégio que lhe e próprio: Maria tem direito a todas as coroas.

A coroa do mérito e da virtude, laurea virtutis, porque é a única criatura humana que nunca contraiu e nem cometeu pecado, ultrapassando em santidade aos anjos e serafins.

A coroa da ciência e da doutrina, laurea doctoralis, porque Ela conheceu todos os segredos do verbo e o livro da vida Lhe foi revelado.

A coroa do combate e da vitória, corona triunphalis, porque conquistou as legiões do Inferno e exterminou todas as heresias.

A coroa do mérito e da coragem, corona muralis, porque defendeu os muros da cidade santa contra o furor dos salteadores, preservando da ruína os assediados e por Ela conquistamos o direito de cidadãos do Céu.

A coroa de núpcias e de esposa, corona nuptialis, porque, sem perder o Seu diadema de Virgem, ela foi associada por um matrimónio inefável à fecundidade da divina natureza.

A coroa real e sacerdotal, corona regni, infuia sacerdotii, porque, tendo dado à vida a quem é Rei e Sacerdote por excelência, participou e participará eternamente da autoridade do Seu Reinado, mérito da Sua imolação.

Mas... que profundezas nos metemos a sondar, ó filhos meus? Se em nós refulgem raios, em Maria descansa o sol. Se para uns correm as águas das fontes, em Maria se despeja o mar. Se alguns tem a participação medida, Maria tem a soberania absoluta, de tal modo que as coroas de graças que cingem a Sua fronte correspondem à esplêndida manifestação da coroa de gloria que a esperou no Céu”.

Fonte: Pio X – D.Frei Vitorino Facchinetti, O.F.M.
Editora Vozes Petropólis – 1938
Pgs. 343,344.

«As heresias e erros modernos serão destruídos pelo Santo Rosário»
Papa S. Pio X

Semana da Vida


Com o tema 'Dá mais Vida à tua vida', a Comissão Episcopal do Laicado e Família propõe-nos esta semana como a Semana da Vida, respondendo ao apelo do Papa João Paulo II, de uma celebração anual em defesa da vida, com o objetivo de promover nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, desde a concepção até  à morte natural, concentrando a atenção de modo especial na problemática gravíssima do aborto e da eutanásia.
 
O objectivo é despertar as consciências dos católicos para que lutem activamente contra estes atentados à vida humana, em toda e qualquer circunstância.
 
O Catecismo da Igreja Católica é claro quanto à gravidade do aborto:
 
«2272. A colaboração formal num aborto constitui falta grave. A Igreja pune com a pena canónica da excomunhão este delito contra a vida humana (...) A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade.»
Já sobre a eutanásia, discussão que parece ganhar terreno a cada dia que passa, a Igreja afirma:
 
«2277. Quaisquer que sejam os motivos e os meios, a eutanásia directa consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inaceitável. Uma acção ou uma omissão que, por si mesma ou na intenção, cause a morte com o fim de suprimir o sofrimento, constitui um assassínio gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador».
Como podemos ver, apesar de poderem ser 'legais', a Igreja não hesita de chamar a estes procedimentos o que realmente são: verdadeiros assassínios. É esta verdade que temos de ter coragem para anunciar, sem medo ou vergonha de sermos rotulados de 'fanáticos fundamentalistas', como tantas vezes se ouve por aí!
Toda a sociedade que não fundamente as suas leis no respeito total pela vida humana, trabalha, no fundo, para a sua própria ruína. Defender a vida humana é uma urgente missão para todos os cristãos dos tempos actuais, sem ceder nem aos egoísmos, nem às correntes de opinião dominantes, nem aos parlamentos.
Hoje também é o Dia Internacional da Família. A Família não pode continuar a ser deformada e destruída por leis que possibilitem verdadeiros ultrajes à dignidade humana, como por exemplo as leis que permitem as uniões de pessoas do mesmo sexo, a adopção de crianças por esses mesmos pares e a falta de regulamentação para os embriões excedentários, frutos da Procriação Medicamente Assistida.
 
 
Neste dia, oferecemos a oração do Terço para que todos reconheçam o valor da Vida Humana, confiando o nosso país à protecção  d’Aquela que é a Mãe do Autor da Vida e reparando o Seu Coração Imaculado pelos pecados públicos da Nação Portuguesa.
 

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PELA VIDA,
DO PAPA JOÃO PAULO II
 
Ó Maria, Aurora do mundo novo,
Mãe dos viventes!
 
Confiamo-Vos a causa da vida:
olhai, Mãe, para o número sem fim
de crianças a quem é impedido nascer,
de pobres para quem se torna difícil viver,
de homens e mulheres vitimas de inumana violência
de idosos e doentes assassinados pela indiferença
ou por uma suposta compaixão.
Fazei com que todos aqueles que crêem no Vosso Filho
saibam anunciar com desassombro e amor
aos homens do nosso tempo o Evangelho da vida,
alcançai-lhes a graça de o acolher
como um Dom sempre novo,
a alegria de o celebrar com gratidão em toda a sua existência
e a coragem para o testemunhar com grande firmeza,
para construírem a civilização da verdade e do amor,
para louvor e glória de Deus, Criador da vida.
 
 
Amén.
Da Carta Encíclica EvangeliumVitae
sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sobreiro e Achada juntos no dia 13 de Maio

Na noite do passado dia 13 de Maio, a JMV Sobreiro e a JMV Achada não quiseram deixar passar em branco um dia tão importante para eles, como Jovens Marianos. Assim, organizou-se um momento de oração com a recitação do Terço, num molde diferente dos outros dias, criando um verdadeiro ambiente de oração no Largo da igreja do Sobreiro.

Desde o final da tarde que se ouviam cânticos marianos no adro da igreja, lembrando a quem passava que aquele dia era dedicado a Nossa Senhora e convidando a população a estar presente nesta oração tão querida por Ela.

No alpendre da igreja, foi colocada a Cruz processional e o Círio Pascal, assim como uma pintura realizada por um jovem da JMV Sobreiro e que representa a primeira aparição na Cova da Iria. Em lugar de destaque, estava a imagem de Nossa Senhora, bem iluminada, ornada de dois arranjos de flores e ladeada por duas velas.

Pelas 21h00, iniciou-se a oração com o conhecido cântico ‘Bendizemos o Teu nome’. Seguidamente, foi narrado um resumo, de forma breve, das aparições do Anjo e de Nossa Senhora, ao mesmo tempo que era feita uma representação das mesmas pelos jovens do Sobreiro e Achada.

Após o cântico ‘A 13 de Maio’, meditaram-se os Mistérios Gozosos do Rosário, os quais foram rezados por um rapaz e por uma rapariga de cada uma das localidades e encenados também pelos jovens.

Durante o Terço, muitas foram as pessoas que acenderam velas que, apesar de não ter sido realizada procissão, mantiveram acesas nas suas mãos até ao final da oração.

Digna de registo foi a inesperada afluência do povo, que até ‘obrigou’ a algumas remodelações do espaço físico! Foi muito reconfortante para os grupos ver tanta gente a rezar com devoção à Virgem de Fátima!

No final do Terço, rezaram-se três Avé-Marias pela conversão dos pecadores e foi também rezado um excerto da Consagração do Pontificado do Papa Francisco, feita na manhã desse dia em Fátima pelo Cardeal de Lisboa.

Por fim, após várias estrofes do cântico ‘Avé de Fátima’, foram lembrados os 40 anos da inauguração da igreja do Sobreiro e de como, há aproximadamente 42 anos, algumas das pessoas que ontem lá estavam, também teriam estado na antiga Capela do Sobreiro, quando as duas comunidades faziam a sua caminhada de fé em conjunto. Para terminar, foi entoado o ‘Adeus à Virgem’ que, como sempre, emocionou muitas pessoas.

Foi uma bonita noite de oração, em louvor da Virgem Santa Maria, Nossa Senhora de Fátima, a quem confiamos estes dois grupos de jovens – JMV Sobreiro e JMV Achada – assim como todos os jovens Filhos de Maria!



O Papa Bento XVI e Fátima

Durante o voo para Portugal, a 11 de Maio de 2010, o Papa Bento XVI concedeu uma entrevista na qual abordou vários assuntos, entre se destacou, inevitavelmente, o tema ‘As Aparições de Fátima’. Disse o então Sumo Pontífice:

«Uma aparição, ou seja, um impulso sobrenatural, não vem só da imaginação da pessoa, mas da realidade da Virgem Maria e do sobrenatural; que um impulso deste tipo entra num sujeito e se expressa segundo as possibilidades do sujeito. Nestas expressões, articuladas pelo sujeito, esconde-se um conteúdo que vai além, mais profundo, e somente no curso da história podemos ver toda a sua profundidade, que estava – digamos – “vestida” nesta visão possível à pessoa concreta».

As suas palavras suscitaram logo interesse na visão do chamado Terceiro Segredo de Fátima, sobre o qual o Santo Padre falou sem hesitações, explicando que essa parte do Segredo não se refere apenas a acontecimentos do passado, mas também a situações presentes e até futuras:

«Diria que, além da grande visão do sofrimento do Papa, que podemos referir ao Papa João Paulo II em primeira instância, indicam-se realidades do futuro da Igreja que se desenvolvem e se mostram paulatinamente. Por isso, é verdade que além do momento indicado na visão, fala-se, vê-se, a necessidade de uma paixão da Igreja, que naturalmente se reflecte na pessoa do Papa; mas o Papa está para a Igreja e, assim, são sofrimentos da Igreja que se anunciam».

De facto, como já vimos, Fátima está intimamente ligada ao Santo Padre e a visão do ‘Bispo vestido de branco’ que caminha vacilante, a sofrer e a rezar, à medida que passa por cadáveres de Bispos, religiosos e fiéis, até ao martírio do próprio Papa aos pés de Cruz, mostra a paixão da Igreja, os sofrimentos que se anunciam para quem quiser ser fiel à Verdade de Jesus Cristo.

«Os ataques ao Papa e à Igreja vêm não só de fora, mas os sofrimentos da Igreja vêm justamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja. Também isso sempre foi sabido, mas hoje o vemos de um modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja, e que a Igreja, portanto, tem uma profunda necessidade de re-aprender a penitência».

É agora mais clara a afirmação do Cardeal Cerejeira, Patriarca de Lisboa há cerca de 50 anos: ‘Não foi a Igreja que impôs Fátima, mas foi Fátima que se impôs à Igreja’, precisamente porque, como vemos, desde o início que a Mensagem de Fátima se cruza com os caminhos da Igreja.

Apesar de parecer, à primeira vista, uma visão e uma mensagem catastrófica, Nossa Senhora termina com uma promessa de esperança: «Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!»

E Bento XVI, na sua visita a Fátima, no final da homilia do dia 13 de Maio de 2010, mostrou que confia plenamente na promessa de Maria Santíssima e pediu o triunfo do Seu Coração Imaculado, que deve ser igualmente desejado por todos nós.
 
«Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade!»

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Pontificado do Papa Francisco consagrado a Nossa Senhora de Fátima


O Cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, consagrou hoje, 13 de Maio, o Pontificado do Papa Francisco a Nossa Senhora de Fátima, juntamente com toda a Conferência Episcopal Portuguesa e com outros Bispos provenientes de vários países para as celebrações na Cova da Iria, conforme o Sumo Pontífice tinha desejado.
Após a bênção dos doentes, o Cardeal-Patriarca, diante da Imagem de Nossa Senhora, entregou o ministério do Santo Padre à Mãe de Deus:
«Nós Vos consagramos, Senhora, Vós que sois Mãe da Igreja, o ministério do novo Papa. Dai-lhe o dom do discernimento para saber identificar os caminhos da renovação da Igreja; dai-lhe coragem para não hesitar em seguir os caminhos sugeridos pelo Espírito Santo; amparai-o nas horas duras de sofrimento, a vencer, na caridade, as provações que a renovação da Igreja lhe trará»
Em seguida, Dom José rezou também para que um dia o Papa Francisco seja peregrino do Altar do Mundo:
«Só Vós, Senhora, no Vosso amor maternal a toda a Igreja, podeis pôr no coração do Papa Francisco o desejo de ser peregrino deste Santuário. Aqui, neste Altar do Mundo, ele poderá abençoar a humanidade, fazer sentir ao mundo de hoje que Deus ama todos os homens e mulheres do nosso tempo, que a Igreja os ama e que Vós, Mãe do Redentor, os conduzis com ternura aos caminhos da salvação».
O texto da Consagração frisou por várias vezes a renovação da Igreja e, para Dom José, esta renovação está directamente ligada à Mensagem de Fátima, pois só pode surgir através de uma conversão, ou seja de um regresso a Deus:
«Os caminhos de renovação da Igreja levam-nos a redescobrir a actualidade da mensagem que deixastes aos Pastorinhos: A exigência da conversão a Deus que tem sido tão ofendido, porque tão esquecido”.

O anterior Sumo Pontífice, Sua Santidade o Papa Emérito Bento XVI, «que escolheu o caminho do orante silencioso, desafiando a Igreja para os caminhos da oração», foi também recordado  nesta consagração e apresentado como exemplo para uma Igreja orante.

Após o momento da Consagração do Pontificado, no final da Missa, o Bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, leu uma mensagem da Secretaria de Estado da Santa Sé, em nome do Papa Francisco:

«O Santo Padre manifestou o seu agrado pela iniciativa e profundo reconhecimento pela satisfação do seu desejo em união de oração com todos os peregrinos de Fátima, aos quais, de coração, concede a bênção apostólica propiciadora de todos os bens».

Mais uma vez, convidamos a todos a rezarem pelo Santo Padre, para que guie firmemente a Barca da Igreja através das ondas do mundo, tantas vezes adversas à mensagem de Cristo!

domingo, 12 de maio de 2013

Transmissão em directo da Capelinha das Aparições

 

Assista a todas as celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária de 
12 e 13 de Maio de 2013,
através da webcam permanentemente instalada na Capelinha das Aparições,
clicando na imagem acima.

Em caso de não conseguir aceder à transmissão, 
pode seguir as principais celebrações no site 
do canal televisivo italiano 
Dia 12, a partir das 21h15
Dia 13 a partir das 09h00


PROGRAMA DAS PRINCIPAIS CELEBRAÇÕES:


Dia 12

16:30 - MISSA com a participação dos doentes, no Recinto de Oração, e PROCISSÃO EUCARÍSTICA.


18:30 - INÍCIO OFICIAL DA PEREGRINAÇÃO, na Capelinha das Aparições.

21:30 - Bênção solene de velas e TERÇO DO ROSÁRIO, na Capelinha das Aparições, e PROCISSÃO DE VELAS.

22:30 - MISSA, no Recinto de Oração.

Dia 13

Noite de Vigília

00:00 às 02:00 -  Adoração Eucarística, na Basílica da Santíssima Trindade.
02:00 às 03:30 - Via-Sacra no recinto.
03:30 às 04:30 - Celebração Mariana na Capelinha.
04:30 às 05:30 - Missa na Basílica de Nossa Senhora do Rosário.
05:30 às 07:00 - Adoração com Oração de Laudes do Santíssimo Sacramento na Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

07:00 - PROCISSÃO EUCARÍSTICA.

09:00 - TERÇO DO ROSÁRIO, na Capelinha das Aparições.

10:00 - PROCISSÃO, MISSA INTERNACIONAL, BÊNÇÃO DOS DOENTES, CONSAGRAÇÃO DO PONTIFICADO DO PAPA FRANCISCO E PROCISSÃO DO ADEUS


sábado, 11 de maio de 2013

Caminhada Mariana para Jovens



Animados no encontro com Jesus através de Maria, a JMV Sobreiro propõe uma iniciativa ao longo de um ano, tomando como fonte base o antiquíssimo hino do 'Akathistos', muito caro aos nossos irmãos orientais e que nos narra, de forma tão bela e poética, uma visão Mariológica da história da Salvação.

De Maio de 2013 a Maio de 2014, sempre no encontro mais próximo do dia 13 de cada mês, propusemo-nos a rezar uma das doze partes do Hino bizantino, relacionando-o Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae,  do Pontífice Máximo João Paulo II, de modo que, ao recolher da tradição bizantina deste hino, o meditemos conforme o ensinamento da Igreja Católica Romana.


Assim, esta Caminhada Mariana obedeceu ao seguinte esquema:

- Cântico Inicial;
- Parte do hino (constituída por Antífona, Litânia, Narração, Aleluia);
- Meditação sobre essa leitura;
- Pequena oração mariana conclusiva.




«Mestra do Anúncio, Profecia do Amor»



Estamos a aproximar-nos do 96º aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, rumo às grandes celebrações que marcarão os 100 anos das aparições de Fátima!
Em 2011 foi composto um Hino para o Centenário das Aparições, o qual foi entoado no Santuário na peregrinação de 12 e 13 de Maio desse mesmo ano.

Que este Hino nos leve a olhar para a Mãe Clemente e Piedosa, a Virgem Maria que é o anúncio da Verdade de Deus aos homens. Há quase 100 anos, a «Senhora mais brilhante que o sol» apareceu na nossa terra, em Fátima. Cantemos-Lhe, louvando-A pela Sua contínua intercessão em favor da Igreja e do mundo.

Deixamos aqui um vídeo deste lindíssimo Hino a Nossa Senhora e a letra das duas primeiras estrofes:

Ouvindo o arauto da Mensagem,
Ó terra eleita que o Espírito lavra,
Também dizemos: 'oh! Cheia de graça,
Sois serva e mensageira da Palavra'.
Saudada por todas as gerações:
Feliz entre as mulheres, sois, Maria!
Bendito o Anjo que Vos precedeu:
Custódia, como Vós, da Eucaristia.

Ave o clemens, Ave o pia!
Salve Regina Rosarii Fatimae!
Ave o dulcis Virgo Maria!

No templo apresentastes Vosso Filho
E o anúncio da espada ecoou:
Dor que jorra da Cruz do Homem-Deus,
Dor que sobre a azinheira ressoou.
Ensinando a excelsa Sabedoria,
Encontrastes Jesus entre os doutores;
Mensagem que ensinais à multidão,
Pedindo a conversão dos pecadores.

Clique aqui para aceder à letra e pauta do Hino do Centenário

Consagração do Pontificado do Papa Francisco a Nossa Senhora de Fátima


No início do mês de Abril, durante a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, o Cardeal-Patriarca de Lisboa anunciou que o Papa Francisco lhe pedira, por duas vezes, para consagrar o seu Pontificado a Nossa Senhora de Fátima.

No mesmo comunicado, D. José Policarpo afirmou que esse seria um «mandato que podia cumprir no silêncio da oração. Mas seria belo que toda a Conferência Episcopal se associasse à realização deste pedido». E de facto, alguns dias mais tarde, os bispos portugueses decidiram que esta consagração seria realizada publicamente no dia 13 de Maio, no Santuário de Fátima, durante a Peregrinação Aniversária que assinala a primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria.

Consagrar algo ou alguém a Deus significa «torná-lo sagrado», ou seja, é um  acto pelo qual uma coisa deixa de ser profana, ou mundana, para ser destinada ao serviço de Deus.


Poderíamos pensar: 'Mas o Papa foi escolhido pelo Espírito Santo, portanto está desde o primeiro momento ao serviço de Deus e da Igreja'. Sim, é verdade. O Papa Francisco foi uma escolha de Deus para que esteja ao Seu serviço. No entanto, tal como rezamos pela santificação dos sacerdotes, também eles homens escolhidos por Deus, mais ainda devemos rezar pelo Santo Padre porque ele é o sinal visível da unidade da Igreja, pedindo que ele seja firme na integridade da Fé e confirme nessa mesma Fé os seus irmãos que lhe estão confiados. Em todas as Missas rezamos pelo Santo Padre, no entanto, na nossa oração pessoal devemos também fazê-lo.

Mas porquê consagrar um Pontificado a Nossa Senhora? O próprio Santo Padre, no dia seguinte à sua eleição, consagrou-se pessoalmente à Virgem Santíssima e invocou a Sua protecção para a missão que lhe fora confiada. Consagrar-se a Nossa Senhora significa deixar que a Virgem bendita exerça plenamente no consagrado a Sua maternidade espiritual, pela qual gera os Seus filhos para a santidade.


O Papa Francisco pediu expressamente que o seu Pontificado fosse consagrado à Virgem de Fátima, consciente que a Mensagem da Cova da Iria está intimamente ligada ao Papado. Com este bonito gesto, o Sumo Pontífice mostra a sua plena confiança e filial devoção à Mãe do Céu, ao mesmo tempo que quer 'dar um recado' ao povo português, tantas vezes por ele repetido publicamente: «Rezem por mim!»

A JMV Sobreiro convida todos os leitores a atenderem ao pedido dos Bispos de Portugal a juntarem-se a este momento de oração, no próximo dia 13 de Maio:

«Todo o povo de Deus é convidado a aderir a esta consagração, em oração pelo serviço pastoral do Papa Francisco».

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ascensão do Senhor: fortalecimento da Fé


Celebramos, no próximo Domingo, a Ascensão do Senhor ao Céu. O Filho de Deus que havia ressuscitado na manhã de Páscoa, permaneceu quarenta dias com os Seus discípulos, ensinando-os e fortalecendo a fé daqueles que haviam de ser os primeiros bispos da Igreja e depois subiu ao céu, para junto do Pai, prometendo o auxílio do Espírito Santo.

Depois de desempenhar esta nobre função de instruir os discípulos nas coisas relativas à Santa Igreja e de lhes certificar a Sua ressurreição, o Senhor, antes de deixar a terra mostrou-se aos discípulos uma última vez. Cercado de cerca de uma centena de pessoas, repetiu-lhes mais uma vez aquilo que lhes tinha ordenado: ensinar o Evangelho pelo mundo inteiro.

Após esta  última petição, o nosso Redentor levantou as mãos e abençoou-os. Essa bênção é um dom que vem de Deus e que marca toda a vida e toda a acção dos discípulos, capacitados para a missão pela força de Deus.

Diz São Boaventura numa meditação sobre a Ascensão, que Jesus abraça a Sua Santíssima Mãe animando-a e conforta os Seus discípulos que entre lágrimas Lhe beijam os pés. Com as mãos levantadas e o rosto extraordinariamente majestoso e amável, o Senhor Se eleva como um Rei, sentando-Se à direita do Pai.

A entrada triunfal de Jesus no Céu deve ser causa da nossa alegria e fortalecimento da nossa Fé. Tal como a águia ensina os seus filhos a voar, assim hoje Jesus nos ensina a elevar os nossos olhos e as nossas almas para o Céu.

Devemos assim fixar a nossa vida neste convite que Jesus nos faz: ir para junto de Deus onde está o nosso Justíssimo Advogado. Para isso, é necessário desprendermos o nosso coração da terra e das coisas mundanas e suspirar pela Pátria Celeste.

Como exemplo e modelo tenhamos diante dos nossos olhos a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Sua Mãe, Maria Santíssima, imitando-os na humildade e mansidão, na caridade e acima de tudo pelo zelo pela glória de Deus.

Ao meditar neste Evangelho, procuremos despojar-nos do homem velho que há em nós, revestindo-nos das virtudes de Jesus Cristo. Nem sempre é um caminho fácil, mas recordemos que Jesus voltará um dia como Juiz dos vivos e dos mortos.

Que com o auxílio da Virgem Imaculada, Mãe de Deus e Rainha dos Apóstolos, sejamos capazes de por de lado os bens da terra, para suspirarmos apenas pelos bens do paraíso dos quais somos merecedores pela Paixão de Jesus Cristo.



Proposta de cânticos para a Missa:

Entrada - Aclamai Jesus Cristo
Ofertório - Jesus Cristo, ontem e hoje (C. Silva)
Comunhão - Eu estou sempre convosco (A. Cartageno)
Acção de Graças - Cristo, Filho de Deus (Taizé)
Final - Totus Tuus Maria (A. Cartageno)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Fátima: um resumo da Doutrina Católica


A Mensagem de Fátima é um autêntico resumo da Doutrina Católica. Nela podemos encontrar os mais elementares - e alguns até esquecidos – dogmas da Igreja, ou seja, verdades de Fé em que devemos acreditar. A Mensagem trazida por Nossa Senhora fala-nos do Céu, da real existência do Inferno (que muitos insistem em negar) e do Purgatório. E o próprio Jesus confirmou todos os dogmas definidos pela Igreja relativos à Santíssima Virgem, quando explicou à Irmã Lúcia o porquê de serem cinco os Sábados de reparação ao Coração Imaculado de Maria.

Mas antes das aparições de Nossa Senhora, o Céu quis destacar pelo menos dois dos dogmas principais da Fé Católica, nas aparições do Anjo aos Pastorinhos: o dogma da Transubstanciação e o dogma da Redenção.

No primeiro, a Igreja declara que «pela consagração do pão e do vinho opera-se a mudança de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor e de toda a substância do vinho na substância do Seu Sangue; esta mudança, a Igreja católica denominou-a com acerto e exactidão Transubstanciação».

De facto, na terceira aparição do Anjo, este apresentou-se com um cálice na mão e uma hóstia suspensa, da qual caíam umas gotas de sangue. Seguidamente, prostrou-se com os Pastorinhos e rezou a oração que hoje todos conhecemos: «Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo! Adoro-Vos profundamente…». Só os católicos se prostram em adoração à Hóstia Consagrada, pois sabem, pela Fé da Igreja, que ali está verdadeiramente Jesus Cristo, nosso Deus, em Corpo, Sangue e Alma, tal como está no Céu.

Com o dogma da Redenção, a Igreja declara que «Jesus Cristo quis oferecer-se a si mesmo a Deus Pai, como sacrifício apresentado sobre a árvore da cruz, com a Sua morte, para conseguir para eles [os que estão sob o poder do pecado] o eterno perdão».

Ora, na mesma oração ensinada pelo Anjo para se rezar ao Santíssimo Sacramento, diz-se «… E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração[de Jesus] e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores».

O Coração de Jesus é o centro do Mistério Pascal. Ao pedirmos a conversão dos pecadores pelos méritos do Coração de Jesus, pedimo-la pelos méritos (ou pelos merecimentos, se preferirmos) da sua Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão aos Céus. Este Divino Coração possui méritos infinitos, porque pela Sua entrega por nós na Cruz, fomos reconciliados com Deus duma vez para sempre.

Estes dois exemplos podiam ser suficientes para atestar a conformidade da Mensagem de Fátima com a Doutrina da Igreja, mas há muitos outros exemplos que nos levam a perceber que Fátima é um compêndio dos Evangelhos e da Doutrina Cristã!

O Beato João Paulo II compreendeu isto muito bem, conforme mostra a belíssima frase que proferiu na sua peregrinação Fátima, a 13 de Maio de 1982: «O conteúdo da mensagem de Nossa Senhora de Fátima está tão profundamente radicado no Evangelho e em toda a Tradição, que a Igreja se sente interpelada por esta mensagem».


Fontes:
 - Mysterium Redemptionis: 
Actas do Congresso de Fátima Do Sacrifício de Cristo à
            dimensão sacrificial da existência cristã, 
Santuário de Fátima, 2002.

            - A Oração do Anjo,
de Francisco Wakkers

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Os Pastorinhos de Fátima


As aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria tiveram três pequenos protagonistas que, em 1917, em nada se distinguiam dos restantes habitantes da aldeia de Fátima. Os três videntes, conhecidos em todo o mundo pelos «Três Pastorinhos», não foram dotados de virtudes especiais nem de grandes faculdades místicas, mas Nossa Senhora escolheu-os para transmitirem a importante Mensagem que trouxe do Céu por serem três simples e inocentes crianças, como aconteceu em outras importantes aparições marianas.


Talvez com isso Nossa Senhora quisesse lembrar o mundo que Deus «esconde estas coisas aos sábios e inteligentes e as revela aos pequeninos» (Mt 11, 25), precisamente porque as crianças são como Maria, a humilde serva do Senhor: inocentes, simples e puras.

A mais velha dos videntes, Lúcia dos Santos, era muito meiga, com uma fisionomia característica dos habitantes serranos. Era muito amiga das crianças mais novas e dizem as testemunhas da época que «todas queriam a sua companhia para brincar», uma vez que a sua criatividade para inventar jogos era enorme. Era a Lúcia que ensinava a Doutrina às crianças mais pequenas e fazia tronos e procissões para os santinhos. Sempre gostou muito de cantar a Nossa Senhora e uma das melodias preferidas dela era o conhecido cântico popular: “No Céu, um dia A irei ver…” Mal imaginava ela que teria o privilégio de ver a Senhora ainda cá, neste mundo!
Os outros dois videntes, os irmãos Francisco e Jacinta, eram primos da Lúcia e tinham, na altura das aparições 9 e 7 anos, respectivamente. O Francisco não tinha tantas feições de habitante da serra, apresentando cara morena, redonda e olhos mais claros. Segundo os seus contemporâneos, o Pastorinhos de Fátima «era robusto, meigo, muito enérgico e amigo dos animais e da natureza». Ao contrário da sua irmãzinha, era muito pacífico e não se importava se perdia nos jogos ou se alguma coisa corria mal. Outro dos encantos do Francisco era tocar pífaro, ao som do qual as suas companheiras bailavam nos campos da Cova da Iria enquanto o rebanho pastava.

Apesar de pacífico e contemplativo, o Francisco era um rapaz de muita energia e até atrevido, gostando de pregar partidas aos familiares e envolvia-se em alguns conflitos, próprios dos rapazes da sua idade. Por ser contemplativo, maravilhavam-no as belezas da Criação, gostando muito de ver o nascer e o pôr-do-sol, ao qual chamava «a candeia de Nosso Senhor».  
A pequena Jacinta tinha um carácter muito diferente do seu irmão. Tinha rosto redondo, lábios finos e um olhar mais claro e até invulgarmente vivo para a sua tenra idade. Muito sensível, impressionava-se com facilidade, sem disso fazer um drama. Era muito chegada a Lúcia e amuava quando não a deixavam ir com a prima para os campos com o rebanho. Apaixonada por flores, a Primavera era a sua época do ano preferida e, ao contrário do irmão, gostava mais da luz da Lua, «a candeia de Nossa Senhora» e das estrelas, às quais chamava «as candeias dos Anjos». À semelhança da sua prima Lúcia, também gostava de cantar e o seu cântico preferido era o conhecido “Salvé, Nobre Padroeira”, o qual cantava muitas vezes pedindo a protecção de Nossa Senhora para Portugal. A Jacinta gostava muito de brincar e de bailar, mas tinha um temperamento muito forte e, se não fosse tudo como ela queria ou planeava, amuava com muita facilidade.

Assim, os três pequenos videntes de Fátima eram crianças analfabetas, de modos serranos, simples, mas verdadeiramente apaixonados por Deus e por Nossa Senhora. A Virgem Santíssima serviu-se das suas qualidades e também dos seus defeitos, moldando-os de maneira a que conseguissem heroicamente transmitir com perfeita obediência e fidelidade a Mensagem que veio do Céu até àquela pequena aldeia de Fátima e, daí, para a Igreja e para todo o mundo.

Os dois videntes mais pequenos foram já beatificados pela Igreja, enquanto o processo de beatificação da Irmã Lúcia está já numa fase avançada de estudos. Mas, é preciso dizê-lo, estas crianças não são santas por terem visto a Mãe de Deus! São santas porque se santificaram ao acolher a Mensagem da Senhora e a colocarem em prática aquilo que Ela pediu: Oração, sacrifício e penitência.

Tal como estas crianças, também nós somos chamados a pôr em prática os ensinamentos de Nossa Senhora, rezando e sacrificando-nos pelos pecadores e em reparação dos pecados que ofendem tanto a Deus. E, assim, a santidade será uma realidade cada vez mais perto de cada um de nós!

NOTA: Alguns excertos retirados do livro
«Era uma Senhora mais brilhante que o sol»,

terça-feira, 7 de maio de 2013

São Domingos e a devoção ao Rosário


Um dos santos que facilmente se relaciona com a Devoção a Nossa Senhora é São Domingos de Gusmão, um santo de origem espanhola que nasceu no dia 24 de Junho de 1170. Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamamento de Deus, recebeu a ordenação sacerdotal. tendo sido enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e zelo apostólico.

Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O Papa Inocêncio III enviou-o para lá a fim de combater os católicos que acreditavam na reencarnação.

Um dia, estando São Domingos na capela do convento,  rezando pela redenção das almas, apareceu-lhe Nossa Senhora e entregou-lhe o Rosário dizendo: “Se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, prega o meu Rosário". A partir daí, São Domingos com seu zelo inflamado começou a pregar sobre o Rosário e converter milhares de hereges à fé católica. A partir daí, São Domingos com seu zelo inflamado começou a pregar sobre o Rosário e converter milhares de hereges à fé católica.

Conta a tradição, que certo dia, em Roma uma piedosa senhora se foi confessar a São Domingos e que este lhe impôs como penitência rezar um Rosário, tendo-a também aconselhado a rezá-lo todos os dias da sua vida. Todavia, a senhora respondeu que já rezava muitas outras orações e que não gostava do Rosário.

Um dia, estando a senhora em oração, foi arrebatada em êxtase, e a sua alma foi obrigada a comparecer diante do supremo Juiz. São Miguel apresentou uma balança, onde de um lado colocou todas as suas penitências e outras orações, e de outro lado os seus pecados e imperfeições.

O prato das boas obras não conseguiu contrabalançar o outro. Alarmada, recorreu a Nossa Senhora, pedindo misericórdia. Eis pois que a Santíssima Virgem colocou sobre a balança das 'boas obras' um único Rosário, que ela tinha rezado por penitência. Foi tão grande o peso, que venceu o peso dos pecados.

Quando voltou a si, foi ajoelhar-se diante de São Domingos, contou-lhe então o sucedido e pediu-lhe perdão pela sua falta de fé e devoção à oração do Terço do Rosário.

São Domingos foi de facto o grande impulsionador da devoção à oração do Rosário. Tal como este acontecimento na vida desta mulher que compreendeu o valor do Terço, muitos outros aconteceram com a pregação deste Santo Mariano.

Procuremos com esta meditação aprofundar a história da devoção ao Rosário, mas mais ainda, fomentar o hábito de rezar o Terço em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria e pela conversão dos pecadores.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Bento XV e a súplica ao Céu

Em 1917 a Primeira Guerra Mundial estava no seu auge, sem sinais de que o fim estaria próximo. Nessa altura, o Papa reinante era Bento XV e tentou, por todos os meios diplomáticos, travar o conflito e apressar a paz.

Como que esgotadas as hipóteses ‘naturais’ para o fim da guerra, Bento XV pediu a todos os cristãos que suplicassem à Virgem Mãe que concedesse a paz ao mundo, rezando que esta paz viesse somente por Ela. Numa Carta de 5 de Maio de 1917, o Papa escreve:

«A nossa voz sincera e suplicante, invocando o fim deste vasto conflito, o suicídio da Europa civilizada, foi então ignorada e assim continua a ser desse essa altura (…) Todavia, a nossa confiança não diminuiu.


Por intermédio das mãos da Santíssima Virgem, é nosso desejo que o pedido dos Seus filhos mais aflitos, mais do que nunca nesta hora terrível, se volte com viva confiança para a excelsa Mãe de Deus».


Seguidamente, Bento XVI ordenou que a invocação Rainha da Paz, rogai por nós fosse acrescentada à Ladainha de Nossa Senhora.

O mundo e o próprio Papa estavam longe de imaginar que a resposta do Céu viria apenas oito dias mais tarde, a 13 de Maio de 1917. Como é sabido, nas aparições de Fátima, Nossa Senhora afirmou por várias vezes que é preciso rezar muito, especialmente o Terço, para Deus alcance a paz para o mundo e fim da guerra. E de facto, a Primeira Grande Guerra terminou cerca de um ano depois, em 1918.

Não é exagerado, de maneira nenhuma, dizer que Fátima foi uma resposta do Céu às súplicas da Igreja! Bento XV, com todo o povo cristão, suplicou ao Céu e o Céu não tardou a responder a pedido do Sucessor de São Pedro. Ao meditar nestes factos, que aconteceram no início do séxulo XX, é quase impossível não lembrar as palavras de Jesus a Pedro, o primeiro Papa: «Tudo o que ligares na Terra, será ligado no Céu». A História confirma, com este e outros episódios, que o Papa é o verdadeiro Sumo Pontífice, aquele que faz a ponte entre os homens e Deus.

Este belíssimo exemplo mostra que a figura do Santo Padre teve, desde o princípio, um papel específico e primordial na Mensagem de Fátima, como veremos em textos que serão publicados em breve.

E porque, quase 100 anos depois, o mundo ainda se agita em convulsões, conflitos e violência, deixamos, em jeito de oração, mais um excerto da súplica de Bento XV, quando pediu a paz para o mundo por intercessão da Virgem Santíssima:


«Que um apelo amoroso e devoto se eleve de todos os cantos da terra,
dos nobres templos à capelinhas mais pequenas,
dos palácios reais e das mansões dos ricos às choupanas mais humildes,
das planícies ensopadas em sangue e dos mares,
a Maria, que é a Mãe de Misericórdia e Omnipotente pela graça.

Que se elevem a Ela os gritos de angústia das mães e das esposas,
os choros dos pequeninos inocentes,
os suspiros de todos os corações generosos,
para que a Sua solicitude, tão terna e benigna,
seja tocada e que seja concedida ao nosso mundo agitado
a paz que desejamos».

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