quinta-feira, 28 de março de 2013
Missa Crismal - Sé de Lisboa
Transmissão em Directo da Sé Patriarcal de Lisboa - Missa Crismal, com Sua Exa. Reverendíssima, D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Meditações para a Semana Santa: Jesus é coroado de espinhos
Nesta quarta-feira da Semana
Santa, contemplemos os outros bárbaros suplícios que os soldados infligiram a
Nosso Senhor já tão atormentado. Como afirma São João Crisóstomo, subordinados
pelo dinheiro dos judeus, reúnem ao redor de Jesus toda a corte, põem-lhe aos
ombros um manto escarlate como que a servir de manto real, nas mãos uma cana a
servir de ceptro e sobre a cabeça um feixe de espinhos a servir de coroa.
Oh meu Jesus e meu rei! Quanto sofrestes Vós nas mãos dos algozes. Já
não bastavam os açoites e a condenação, como ainda Vos escarneceram e troçaram
de Vós!
Os espinhos da coroa eram
carregados sobre a cabeça de Jesus, com a força das mãos dos malfeitores e
cravavam-se-Lhe na Sua Sagrada Face. Gotas de Sangue escorriam no rosto de
Jesus. Imaginemos o quanto sofreu o nosso Salvador com aqueles espinhos todos a
perfurarem-lhe a testa e a cabeça.
Mas como, para os soldados, isso
não bastava, ainda pegaram na cana que 'servia de ceptro' e enquanto O
escarravam o rosto, batiam-lhe também no rosto com toda a força sobre a cruel
coroa e rios de sangue corriam da cabeça ferida até ao resto do corpo.
Santo Afonso, ao meditar nestes
momentos da vida de Jesus, exclama: «Minha
alma, prostra-te aos pés do teu Senhor coroado; detesta os teus consentimentos
pecaminosos, e roga-Lhe para que, também a ti, te trespasse um daqueles
espinhos, consagrados pelo Seu Preciosíssimo Sangue, a fim de que não O voltes
a ofender».
Voltando outra vez Jesus ao
Pretório de Pilatos, depois da flagelação e da coroação de espinhos, este, ao
vê-lo todo dilacerado e desfigurado,
pensou em como comover o povo à compaixão e apresentou-O ao povo dizendo: "Ecce homo" - Eis o Homem. E nós? Como nos deteríamos diante de tão
triste espectáculo? Como reagiríamos ao ver Jesus naquele estado diante de nós?
De certo faríamos como Pilatos e lavaríamos as mãos. Quantas vezes os nossos
pecados ferem o coração dilacerado de Jesus e não nos importa a forma como Ele
é escarnecido e maltratado?
«Ah, Meu Jesus! Quantos papéis de teatro Vos fizeram os homens
representar, mas todos eles de dor e ignomínia! Ó dulcíssimo Redentor, não
encontraste compaixão diante daqueles homens atrozes!»
Também nós, quando ferimos Jesus
com os nossos pecados dizemos-Lhe, como disseram os judeus, «crucifica-O,
crucifica-O». Hoje, detenhamo-nos no arrependimento dos nossos pecados, mais do
que todos os outros males que afligem a nossa alma, e procuremos fazer nossas
as palavras de Santo Afonso: «Amo-Vos
sobre todas as coisas, ó Deus da minha alma. Perdoai-me pelos merecimentos da Vossa
Paixão. Ó Mãe das Dores, fazei que no dia do juízo, eu seja salvo pelo Vosso
Filho!».
terça-feira, 26 de março de 2013
Meditações para a Semana Santa: Jesus é açoitado
Vendo que tinham falhado as
tentativas de libertar Jesus, Pilatos convoca os judeus e diz-lhes: "Apresentastes-me
este homem como um agitador; não encontro nele culpa alguma, tal como Herodes
também não encontrou. Todavia, para vos contentar, mandarei castigá-lo e depois
mandá-lo-ei embora"
A propósito desta inocente
condenação, Santo Afonso Maria Ligório pergunta: «mas qual é o castigo, ó Pilatos, a quem condenas este inocente? Vais
condená-l'O a ser açoitado? A um inocente infliges com uma pena tão cruel e
vergonhosa?»
Tunc ergo apprenhendit Pilatus
Iesum, et flagellavit
«Então
Pilatos tomou Jesus e mandou que O açoitassem».
Contemplemos a forma como, depois
de uma ordem tão injusta, os algozes agarram Jesus, e entre gritos e alaridos o
levam ao Pretório e o prendem a uma coluna. E Jesus, que faz Jesus? Humilde e
submisso, aceita os nossos por nossos pecados o tormento. Muitas dezenas de
chicotadas Lhe são aplicadas.
São os nossos pecados que são
cravados nas costas e no peito do Redentor. Cada chicotada terminada em pontas
de ferro que cruelmente fere a Nosso Senhor são as vezes que O negamos, as
vezes que desprezamos os outros e que cruelmente, fazemos mal aos mais pobres e
aos oprimidos.
Por certo, já muitas vezes 'chicoteamos'
Jesus. Quantas vezes preferimos o pecado? Quantas vezes lhe virámos as costas
achando que somos capazes de viver sem Deus? Uma a uma, as dezenas de
chicotadas que os algozes proferem contra Jesus, são os nossos pecados que
diariamente são feitos contra o Sacratíssimo Coração do Manso Cordeiro.
«Ó minha alma, queres ser do número daqueles que indiferentes contempla
Jesus açoitado? Considera a dor, e mais ainda o amor com que o teu Dulcíssimo
Senhor padece por ti tão grande suplício. Com certeza, entre os açoites, Jesus
pensava em ti! Se Ele tivesse sofrido por amor de ti um só golpe, já devias
estar abrasado de amor para com Ele.»
O corpo de Jesus começa a sangrar
por toda a parte. Numa palavra, Jesus é reduzido a uma estado tão lastimável
que parece um leproso coberto de chagas. Mas para que tudo isso? Para nos
livrar dos suplícios eternos.
«Ah, meu Jesus, meu Cordeiro Inocente! Os algozes não só Vos tiram a
lã, como a pele e a carne. É esse o Baptismo de sangue pelo qual suspirastes durante
toda a vida. Meu Senhor, como poderei duvidar do Vosso amor, vendo-Vos ferido e
dilacerado por meu amor? Cada chaga é uma prova inegável do afecto que me
tendes. (...) Aceitai-me e ajudai-me a ser-Vos fiel.»
segunda-feira, 25 de março de 2013
Meditações para a Semana Santa: Jesus é levado a Pilatos
Menos de uma semana depois, Jesus
é condenado à morte, carrega aos ombros a cruz dos pecados da Humanidade e é
morto no Calvário. Do Seu lado saem sangue e água, quando o soldado romano o
trespassa com uma lança. Da cruz, instrumento de morte daquela época, nasce a
vida eterna para o Homem. Deus estabelece a nova e eterna aliança
através do Sangue de Seu amado Filho que foi derramado na cruz.
«Ao amanhecer, os príncipes dos
sacerdotes declaram Jesus réu de morte e depois conduzem-no a Pilatos, a fim de
que este o condene a morrer crucificado. Pilatos, tendo interrogado diversas
vezes, tanto os Judeus como o nosso Salvador, reconhece que Jesus é inocente e
que todas as acusações são calúnias. Sai para fora e declara que não encontra em Jesus culpa alguma para
condená-lo. Após a revolta dos Judeus, e sabendo que Jesus era da Galileia,
encaminha-O para Herodes»
Quantas vezes, também nós, em vez
de nos afirmarmos e de irmos contra as opiniões do mundo, no que toca às
questões que atentam contra a vida humana e contra a fé, "limpamos as mãos"
e passamos para os outros a responsabilidade? Quantas vezes pecamos por
omissão...
«Herodes , vendo que Jesus não
lhe respondia, desprezou-o e tratando-o como um doido, escarneceu d'Ele,
mandando-o vestir uma túnica, manietando-o com toda a corte, acabando por
envia-l'O novamente para Pilatos»
Santo Afonso Maria Ligório medita
sobre os últimos momentos da vida de Jesus e convida todos a meditarem na forma
como os nossos pecados foram a causa do sofrimento do Redentor:
«Ó meu
desprezado Salvador, faltava-Vos ainda esta injúria, a de ser tratado como um
doido. Cristãos, vede como o mundo trata a Sabedoria Eterna! Feliz de quem se
compraz em ser considerado com um doido pelo mundo, e não quer saber de outra
coisa senão de Jesus Crucificado, amando os sofrimentos e os desprezos.»
De novo junto de Pilatos, Jesus é
posto ao lado de Barrabás, um abominável salteador e pecador, para que o povo
escolha qual deles quer que seja libertado. "Solta antes Barrabás! E que quereis que faça com Jesus, o Nazareno?
.... Seja crucificado!"
Perante esta escolha que é posta
aos judeus: o Filho de Deus ou um pecador, Santo Afonso compara com todas as
vezes que na nossa vida optamos pelo que é mundano e fruto do pecado e do mal,
ao invés de escolher a Jesus.
«Ai de mim, meu Senhor! Todas as vezes que cometi o pecado, fiz como os
judeus. A mim também se perguntava o que desejava: a Vós ou ao vil prazer. Hoje
estou arrependido de todo o coração e digo que prefiro a Vossa graça a todos os
prazeres e tesouros do mundo. Ó Bem infinito, ó meu Jesus, amo-Vos acima de
todos os outros bens; só a Vós quero e nada mais. Ó Mãe das Dores, minha Mãe
Maria, impetrai-me a santa perseverança!»
Via Sacra no Sobreiro - Com Jesus até ao Calvário
Na tarde do passado sábado da
Paixão (dia antes do Domingo de Ramos), a JMV Sobreiro meditou na Via Sacra
juntamente com a comunidade. Ao anoitecer, em clima de recolhimento e oração,
foram representadas as catorze estações que relembram o caminho que Jesus fez
desde que foi condenado à morte até à Sua sepultura.
Subimos com Jesus ao Calvário e
meditámos no Seu sofrimento, descobrindo como é profundo o amor que Ele teve e
tem por nós. O objectivo foi que todos os presentes não tivessem apenas umas
'simples compaixão', mas sim que todos se sentissem participantes do sofrimento
de Jesus, acompanhando o nosso mestre e compartilhando a Sua Paixão na nossa
vida, na vida da Igreja e na do mundo.
Ao longo da Oração da Via Sacra,
recordamos como Jesus, manso e humilde de coração é tratado como um dos
maiores criminosos do Seu tempo. É humilhado, maltratado, cuspido e, por fim,
é-lhe colocado o pesado madeiro aos ombros. A juntar ao peso físico da cruz,
está o peso dos pecados de toda a humanidade. Ele quer carregá-los, quer tomar
sobre Si as nossas faltas, para delas nos libertar. Quanto amor! Quanto amor
Jesus tem por nós, que tudo suporta, ao ponto de sofrer tanto e dar a vida
pelos que ama!Recordamos também o encontro de Jesus com Sua Mãe, com as mulheres de Jerusalém que tristemente choram por ver o Messias carregando a cruz às costas, coberto de chagas; e com Verónica, a mulher que corre para lhe limpar o rosto. Quanto amor está presente neste gesto. Uma simples mulher acorre para limpar a sagrada face de Jesus, todas as gotas de sangue que escorrem por nosso amor são embebidas pelo pano de Verónica.
Ao chegar ao Calvário Jesus é
pregado na cruz. Longos e duros pregos perfuram a Sua Carne. O Seu sangue
escorre pelo corpo, já totalmente desfigurado… Uma tortura tremenda. Uma dor
imensa! E enquanto está suspenso na cruz, muitos são aqueles que O escarnecem e
provocam dizendo: “Salvou os outros e não
se pode salvar?!" ... Assim foi escarnecida não somente a Sua pessoa,
mas também a sua missão de salvação, aquela missão que Jesus estava
precisamente a cumprir, cravado na Cruz.
Mas, no Seu íntimo, Jesus conhece
um sofrimento incomparavelmente maior, que lhe faz irromper num grito: “Meu Deus, meu Deus, por que me
abandonastes?” . Quantas vezes, no meio de uma provação, pensamos que fomos
esquecidos ou abandonados por Deus. Ou somos tentados a concluir que Deus não
existe?
Ao som de bonitos cânticos foram
intercaladas as catorze estações da Via-Sacra. Por fim, Jesus é descido da
cruz. Prontos a acolhê-lo estão os Imaculados braços de Sua Mãe. O corpo frio
de Jesus, com o Seu rosto desfigurado repousa nos braços carinhosos desta Mãe
Dolorosa, que chora de tristeza e amargura, depois de ter assistido à agonia e
à morte de Seu Filho.
Com a pedra que fecha a entrada
do túmulo, tudo parece verdadeiramente terminado. Porém, poderia permanecer
prisioneiro da morte o Autor da vida? Recolhidos em oração, Maria e os
Apóstolos, em silêncio, oferecem a sua dor a Deus. Confiam sempre. Mesmo na
noite mais escura, como foi esta que se seguiu à morte de Jesus, eles confiam…
Acreditam… Esperam…
Diante do túmulo de Jesus, também
nós nos detivemos em oração. Mais do que uma mera representação de passagens
bíblicas e da tradição da Igreja, este fim de tarde foi um momento de oração
profundo. Cada um dos presentes tomou consciência que foi por seu amor que Jesus
sofreu e foi crucificado. Foi para a salvação das nossas almas que o Divino
Sangue do Redentor foi derramado sob o madeiro da cruz.
Com a Virgem Santíssima, Senhora
das Dores, procuremos viver estes últimos dias que nos separam no mistério
Pascal, com o coração arrependido e contrito. Procuremos também, durante a Semana Santa criar em nós o desejo de amar a Jesus,
Manso e Humilde Cordeiro que derramou o Seu sangue por nós no Calvário.
Que a meditação na Via-Sacra nos ajude a perceber o quão importante foi a Paixão e Morte de Jesus. Pelas Suas chagas fomos curados, pelo Seu sangue fomos remidos e pela Sua morte, fomos salvos.
Que a meditação na Via-Sacra nos ajude a perceber o quão importante foi a Paixão e Morte de Jesus. Pelas Suas chagas fomos curados, pelo Seu sangue fomos remidos e pela Sua morte, fomos salvos.
domingo, 24 de março de 2013
Retiro de Quaresma: «O lugar de Maria na Redenção»
Estando a Igreja a viver o Santo
Tempo da Quaresma, foi sugerido pelo Padre Duarte que cada jovem levasse um
género alimentar para a Casa do Gaiato, praticando desta maneira o preceito
quaresmal da caridade, unindo-se assim à oração e à reflexão próprias do retiro.
Chegados pelas 9h30 ao local onde
nos esperava o Padre Duarte, fomos conduzidos a uma das bonitas salas que
compõem o antigo Palácio Patriarcal e ali se iniciaram as actividades com a
oração de Laudes.
Seguidamente, após a audição de
uma Oratória do Padre Cartageno sobre as aparições de Nossa Senhora na Cova da
Iria, na qual se escutava ‘Eu Te bendigo
ó Pai, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, mas as
revelastes aos pequeninos…’, o Padre Duarte tomou a palavra e, partindo da Mensagem de Fátima, introduziu a questão “quem é Nossa Senhora para nós?”.
Abrindo a Bíblia, nas passagens
sugeridas pelo Padre Duarte, o grupo pôde constatar que, de facto, muitas
orações, jaculatórias e invocações a Nossa Senhora provêm directamente do
estudo das Escrituras pelos Padres da Igreja.
Seguidamente, ouvimos parágrafos do Catecismo em que é explicada a
oração da Avé-Maria. Esta reflexão
foi muito enriquecedora, uma vez que ajudou os jovens a perceber a beleza e importância desta oração de louvor
e de súplica a Nossa Senhora, para que interceda por nós, no tempo presente e,
um dia, na hora da nossa morte.
Uma vez que tudo em Maria nos
aponta para Jesus, foi depois lido um excerto da Carta Apostólica na qual o
Beato João Paulo II afirma: «o baricentro
da Avé-Maria, uma espécie de charneira entre a primeira parte e a segunda, é o
nome de Jesus. E é precisamente pela
acentuação dada ao nome de Jesus e ao seu mistério que se caracteriza a
recitação expressiva e frutuosa do Rosário».
De
facto, explica o Padre Duarte, “é esta
ligação íntima de Maria com Jesus que faz d’Ela uma mulher tão especial, não é
mais uma santa mulher, devota, fiel, mas é a Santíssima, a Mãe de Jesus. Por
causa d’Ele foi toda de Deus.
Sabia que a lógica e o poder de Deus são diferentes dos nossos. Nossa
Senhora sabia que estava instaurado um novo ministério, em que os homens não se
servem dos homens, mas que os homens servem outros homens. Ela, apesar de não perceber muitas coisas, sabia no seu
íntimo que as coisas de Deus não podiam terminar assim.
Partindo
da Bíblia, foi proposto a cada um que escolhesse uma passagem da Sagrada
Escritura que se relacionasse com Nossa Senhora e meditasse nessas palavras.
Cada jovem foi então ler a passagem bíblica, tendo havido uma partilha de
ideias sobre o que cada um reteve daquele texto sagrado.
Imediatamente
antes do almoço, houve ainda tempo para escutar um novo excerto da Oratória
sobre as aparições de Fátima, na qual se entoava “Por fim, o Meu Imaculado Coração
Triunfará”. Foi explicado pelo Padre Duarte que Nossa Senhora pode ser vista como "o
primeiro Pontífice", ou seja, Aquela que faz a ponte entre Deus e os homens. Desta forma, o tema de ser pontífice (fazer a ponte) serviu
de mote para se falar brevemente sobre o Papado, mais concretamente sobre a
pessoa do Papa Francisco, recentemente eleito, nas suas diferenças,
particularidades e na necessidade de se rezar sempre pelo Sumo Pontífice
Romano, para que seja o Pastor que Deus quer para a Sua Igreja.
Após o
almoço partilhado, houve um tempo de convívio no qual foram entregues ao Padre
Duarte duas pequenas lembranças: o livro «Tratado da Verdadeira Devoção à
Santíssima Virgem» de São Luís Maria Monfort e um pequeno registo/oratório
feito pelo grupo com uma pagela de Nossa Senhora de Fátima. Pelas 15h30, foi
celebrada Missa na Igreja de Santo Antão.
Este
dia de retiro terminou perto das 17h00, após uma fotografia de grupo com o
Padre Duarte, a quem agradecemos as edificantes palavras e os momentos de
reflexão e de oração que ajudaram e ajudarão o Grupo a crescer na devoção e na
gratidão à Virgem Santíssima, Mãe da Igreja e Medianeira das Graças.
Depois da despedida da Imagem Peregrina...
Pelas 17:00 horas foi rezada a
oração predilecta da Virgem Maria: o Terço do Rosário. Com a Basílica
praticamente cheia, o Padre Luís Barros foi conduzindo a recitação do Terço e
as meditações nos mistérios e os jovens da Paróquia entoaram bonitos cânticos
Marianos em louvor a Nossa Senhora.
Após o Terço, o Servita de
Fátima, Sr. António Mucharreira proferiu algumas palavras de agradecimento pela
forma como o povo da freguesia de Mafra acolheu Nossa Senhora e interpelou os
presentes a tomarem uma maior consciência da Mensagem de Fátima e das
implicações que as Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria há praticamente cem
anos ainda são actuais e continuam a brotar uma mensagem em consonância com o
Evangelho.
Ao som do cântico "Ó Maria
cheia de graça" teve início a celebração da Santa Missa na qual presidiu o
Pároco Pe. Luís Barros e concelebraram o Prior de São Miguel de Alcainça
(paróquia que acolheu a Veneranda Imagem após Mafra), o Padre Francisco do
Santuário de Fátima e um Padre membro dos Arautos do Evangelho.
«Nesta partida da Imagem Peregrina, importa fixarmo-nos no que fazer
depois. Só tem sentido a visita se a Virgem Santíssima nos ajudar a mudar o
nosso coração e a nossa vida. Num mundo onde o catolicismo é constantemente
anulado, o desafio está em conseguirmos ser testemunhas da fé em Jesus e na
Santa Igreja».
De facto, durante a visita da
Imagem Peregrina, muitas pessoas se abeiraram do Sacramento da Confissão. Nas
semanas que antecederam a chegada de Nossa Senhora, o Padre Luís Barros foi
alertando sobre a importância de não deixarmos "passar a Senhora" com
o coração sujo e marcado pelos pecados. Uma coisa é certa, na nossa comunidade
fomos testemunhas de que pessoas que já há muitos anos que não se confessavam,
no dia em que Nossa Senhora estava no Sobreiro acorreram ao confessionário,
cumprindo assim o apelo de Fátima à Conversão.
«O meu Imaculado Coração triunfará! - Nesta expressão tão bonita de
Nossa Senhora contempla-se a misericórdia de Deus, no entanto, é preciso
conversão, tal como fez a mulher adúltera no evangelho que escutámos.»
O Padre Francisco prosseguiu
dizendo: «Maria, Mãe dos Homens, vem
frequentemente ao nosso encontro para nos admoestar a olharmos para o amor de
Deus. Nossa Senhora disse em Fátima para não nos conformarmos com o mundo em
que vivemos».
A homilia terminou com um apelo
que veio sendo repetido durante os dias em que Nossa Senhora visitou as
diferentes Capelas e Igreja da Paróquia: «Colocados
sob o Reinado de Maria, aceitamos que Ela nos conduza. O que é que Ela nos
pede? 'Fazei tudo o que o meu Filho vos disser' e rezando o Terço diariamente.
A oração do Terço não é simplesmente um repetir de frases, mas sim, ir ao
encontro de Deus. Pegando na Escritura e nos acontecimentos da vida de Jesus,
pedimos a Maria que nos ajude a fazer a vontade do Pai.»
Após a celebração da Santa Missa,
foram recitadas três Avé-Marias e todos
os presentes se consagraram a Nossa Senhora. Depois, entre lágrimas e acenar de
lenços, a Imagem Peregrina partiu nas mãos do Servita de Fátima rumo ao carro
que a transportaria até São Miguel de Alcainça.
Que Nossa Senhora do Rosário de Fátima proteja todos os paroquianos debaixo do Seu Manto Maternal, e que, na hora da tribulação, saibamos que Maria é o Auxilium Cristianorum - Auxílio dos Cristãos - e a nossa maior intercessora junto de Seu amado Filho.
Nossa Senhora do Rosário de Fátima, salvai-nos e salvai Portugal que em Vós confia!
sexta-feira, 22 de março de 2013
Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
No próximo Domingo a Igreja
inicia a «semana maior» - a Semana Santa na qual são revividos os últimos
momentos antes da Redenção que nos foi dada por Jesus na Cruz. Com o Domingo de
Ramos revive-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e medita-se na Sua
Paixão e Morte inicia-se assim a sacra semana.
A celebração do Domingo de Ramos
tem dois momentos. O primeiro é a procissão jubilosa que lembra a entrada de
Jesus em Jerusalém sendo acolhido pelo povo. É o Rei que vem à Sua cidade para
dela tomar posse anunciando assim a
Sua glória definitiva na Jerusalém
Celeste.
Estando próximo da Paixão, o
Nosso Redentor partiu de Betânia rumo a Jerusalém. Sendo Rei e Senhor, Jesus
Cristo entrou humildemente naquela cidade montado num pequeno jumento.
Entretanto, os habitantes da cidade que já em tempos O tinham venerado pelos
Seus milagres e curas foram ao Seu encontro estendendo as suas capas no chão e
aclamando-O com ramos.
No início da Semana, Jesus foi
gloriosamente aclamado como rei, no entanto, poucos dias mais tarde haviam de
olhar para Ele com escárnio e acabando por condená-Lo à morte. Com esta
glorificação iniciamos as celebrações da Semana Santa, de modo particular do
Tríduo Sacro da Morte, Sepultura e Ressurreição do Senhor, celebrando com Ele a
Páscoa.
A segunda parte da celebração do
Domingo de Ramos compreende a Santa Missa, cujo evangelho é o relato da Paixão
de Jesus. Nela contemplamos Cristo e a Sua dor. Ele é o Servo sofredor que abre
os ouvidos para prestar atenção como discípulo. Em todo Seu mistério da Paixão
não Se sente humilhado, porque tem a confiança e a certeza que Deus está com
Ele, “pois ao Senhor se confiou” (Sl
22,9).
Celebrar a paixão e morte de
Jesus é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil. Por
amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites, experimentou a
fome, o sono, o cansaço, foi tentado, tremeu perante a morte, suou sangue antes
de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra,
atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar.
Contemplar a cruz onde se
manifesta o amor e a entrega de Jesus significa assumir a mesma atitude.
Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor. Viver deste jeito pode
conduzir à morte; mas o cristão sabe que amar como Jesus é viver a partir de um
dinâmica que a morte não pode vencer.
Procuremos nestes dias em que
revivemos a Paixão e Morte de Jesus olhar para Ele e pedir-lhe que nos redima
também a nós. A Virgem Maria, aquando da Morte de Jesus, estava junto à Sua
cruz e foi entregue a João como sua Mãe. O coração sofredor e dilacerado de
Maria é entregue a todos aqueles que confiam n'Ela e sabem que por Ela
chegaremos mais próximos do Filho.
Confiemo-nos a Nossa Senhora e olhemos para a Paixão de Jesus, não como
meros espectadores ou como os judeus que escarneciam d'Ele ou que simplesmente
o ignoravam, mas procuremos sentir as dores de Maria no momento da Paixão de
Cristo.
Cânticos para a Celebração da Missa:
Entrada: Bendito, Bendito o que vem - CECI 101
Ofertório: Bendito és Tu, Senhor - Pe. Simões
Comunhão: Pai, se este cálice - NCT 114
Acção de Graças: Hossana, Hossana - Marco Frisina
Fim: Hossana, Tu reinarás
quinta-feira, 21 de março de 2013
Nos passos da Paixão - Via Sacra
Estamos quase na Semana Santa e, para melhor lembrar os últimos passos de Jesus antes de entregar a Sua vida por nós, a JMV Sobreiro realizará a oração da Via-Sacra, com as 14 estações encenadas, na Igreja do Sobreiro no próximo Sábado, pelas 19h30.
Convidamos todos a estarem presentes para rezarem connosco!
quarta-feira, 20 de março de 2013
Sobreiro honra Nossa Senhora
A veneranda Imagem de Nossa
Senhora de Fátima entrou no Sobreiro pelas 09h30 ao som de cânticos marianos do
Santuário de Fátima e com os sinos a tocar a repique e foguetes a estalar no
ar, anunciando, com alegria, que a Virgem Mãe estava a chegar. O carro que
transportou a Imagem fez uma pequena paragem no Largo da Briosa que se
encontrava repleto de fiéis e
devidamente engalanado para dar as boas-vindas a Nossa Senhora.
À chegada, estava presente o Diácono Pedro
Oliveira que convidou os presentes a olharem para o rosto ternurento e maternal
da imagem, fixando assim os olhos n'Aquela que sempre acreditou e que disse o
Seu "Sim" ao Senhor. Com as palavras do Anjo Gabriel o povo do
Sobreiro saudou a Senhora mais brilhante com o sol e acompanhou o carro que a
transportava até à Igreja.
Pelas ruas, muitas pessoas
acenavam com emoção a Nossa Senhora e juntavam-se ao cortejo que se encaminhava
para o Largo da Igreja no qual estava desenhado um bonito tapete de serradura
feito pela JMV Sobreiro com a ajuda de alguns pais e amigos do grupo.
Já na Igreja, colocada a imagem
no trono que foi preparado para a receber, foram cantadas as Laudes de Nossa
Senhora e seguiu-se um momento de oração individual até ao meio-dia, hora a que
foi rezado o Angelus seguido do Terço do Rosário.
Durante o dia, todos os
momentos de oração foram transmitidos para o exterior da Igreja, através de um
sistema de som, com o objectivo de convidar todos os que passavam na rua a
entrar e a rezar a Nossa Senhora.
Pelas 14:30 houve actividades
com a catequese e esteve presente o Departamento de Animação Vocacional do
Patriarcado de Lisboa que conversaram com as crianças acerca de como cada um de
nós deve escutar e discernir acerca da vontade de Deus a seu respeito.
Pelas 16:00 foi novamente
recitado o Terço do Rosário, estando as meditações e os cânticos à
responsabilidade da catequese e dos pais. Foi um momento em que a Igreja se
encheu de crianças, que à semelhança dos Pastorinhos de Fátima, rezaram à
bonita Senhora a Sua oração predilecta, o Rosário.
O programa de actividades do
dia estava bastante preenchido e após o Terço da Catequese foi a vez dos mais
idosos poderem receber o Sacramento da Santa Unção. Durante o dia o Padre Luís
Barros foi confessando muitas pessoas, não só os mais idosos e doentes mas
também muitos que há mais de 20 anos que não se confessavam. A Virgem Mãe veio
até à Paróquia de Mafra para chamar os filhos dispersos e num tempo em que a
Igreja convida à Penitência e à Conversão. Por isso, fazendo jus à Mensagem de
Fátima que não é mais do que a Mensagem do Evangelho, muitos crentes quiseram
abeirar-se do Sacramento da Penitência.
Por volta das 18:00 coube à
JMV Sobreiro louvar a Virgem Maria com a oração de Vésperas, seguindo mais um
momento de oração individual até à hora da Santa Missa.
A Missa foi presidida por Sua Exa.
Reverendíssima D.Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa e concelebrada pelo Padre
Luís Barros. O coro entoou cânticos dedicados a Nossa Senhora e aos acólitos
serviram dignamente o altar. A Igreja estava repleta de pessoas que quiseram
honrar a Mãe do Céu e por isso, ir «a Jesus por Maria».
Na homilia, D. Nuno Brás falou
da importância da conversão e de como o Evangelho da mulher adúltera nos deve
interpelar e fazer tomar consciência da misericórdia de Deus.
A Missa foi celebrada em acção
de graças pelos 25 anos do Lar e Centro de Dia do Sobreiro e no final da
celebração foram entregues algumas lembranças ao D. Nuno Brás e feitos os
devidos agradecimentos a todos aqueles que idealizaram, construíram e colaboram
actualmente com o Centro Social.
Após a celebração da Santa Missa, apesar do
tempo estar a começar a chuviscar, formou-se a procissão que percorreu o
itinerário habitual de verão. No momento em que a Imagem Peregrina de Nossa
Senhora desceu, no seu andor, ao Largo da Igreja, começou a chover com bastante
intensidade.
«Eram as graças do céu que
Nossa Senhora derramou sobre a vossa terra» disse o Servita de Fátima, Senhor
António Mucharreira no dia seguinte à visita ao Sobreiro.
Durante a procissão foi
recitado o Terço do Rosário, acompanhado por cânticos marianos entoados pelo
coro. Os Mistérios do Terço meditavam nas Aparições da Santíssima Virgem em
Fátima e foram representados pelas crianças da Catequese com o auxílio do Grupo
de Jovens.
Milhares de velas iluminaram,
na noite de sábado, as ruas do Sobreiro e muitos altares e flores honravam
dignamente a Virgem Mãe. Certamente a Mãe do Céu ficou feliz e sentiu-se
honrada e venerada nesta terra que se consagra a Ela, sob o título de Senhora
da Saúde.
No final da Procissão a Banda da Escola de
Música e Juventude de Mafra interpretou duas peças musicais dedicadas a Nossa
Senhora e após este momento, o Padre Luís Barros deu a bênção final e a
veneranda Imagem foi retirada do andor e colocada no carro que a transportou
durante estes dez dias na Paróquia.
Entre muitas lágrimas e
orações no coração de todos os presentes, o povo do Sobreiro despediu-se da
Imagem de Nossa Senhora ao som do "Adeus de Fátima". A JMV Sobreiro
ainda teve a oportunidade de acompanhar a veneranda Imagem até à Basílica, onde
lhe rezou e cantou antes da última despedida.
Que a visita de Nossa Senhora
de Fátima ao Sobreiro permita que este povo cresça na fé e seja mais devoto da
Virgem Mãe, a maior intercessora entre Deus e os Homens.
sábado, 9 de março de 2013
A imagem de Nossa Senhora chega à Achada
Neste Sábado, dia 09 de Março, a
Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima está na comunidade da Achada. Por
volta das 09h30, os sinos tocaram a repique e a povoação saudou Nossa Senhora,
ao mesmo tempo que as crianças colocavam no chão flores brancas para o carro
que transportava a imagem passar. Em procissão e ao som de cânticos do
Santuário de Fátima, a Imagem dirigiu-se para a Igreja da Achada seguida das
pessoas - jovens, adultos, idosos e muitas crianças - que rezavam e
cantavam à Virgem Mãe.
Ao chegar à Igreja, o servita que
a acompanhava, colocou a Imagem à veneração, enquanto o Diácono Pedro Oliveira
falou especialmente para as crianças sobre a história da Imagem e das
Aparições:
«É bonita aquela Senhora, não é? E é uma imagem, que apesar de muito
fiel àquela Senhora vestida de luz que os pastorinhos viram, não é de carne e
osso. Essa sim, como disse a Lúcia, é muito, mas muito mais bonita!»
«Sabiam que os Pastorinhos eram da vossa idade? E sabem o que Nossa
Senhora lhes pediu e que pede hoje a cada um de vós? Pede que rezem. Que rezem
muito, porque os pecados do mundo são muito grandes... Que rezem muito pela
conversão dos pecadores, que somos todos nós, para que possamos chegar ao Céu!»
A seguir, o Diácono explicou que «Nossa Senhora trouxe Jesus na sua
barriguinha, tal como todos nós, com a diferença que foi o Espírito Santo que O
colocou lá. Mas não foi só quando Jesus nasceu que Ela nos deu Jesus! Nossa
Senhora deu-nos Jesus também na Cruz. Se olhardes para a Cruz, vedes o quanto
Jesus nos amou. Ele está ali, morto, pendurando por amor! E foi ali, do alto da
Cruz, que Ele nos deu a Sua Mãe. Que bonito! Nós temos a mesma Mãe que Jesus!
Vede como ele gosta de nós!»
Após rezar uma Avé-Maria, o
Diácono voltou a dirigir-se aos pequeninos: «Sabei que a Mãe de Jesus gosta
muito de vós! Amai-a e não A entristeceis com nenhum pecado!».
Seguidamente foi rezada a Oração
de Laudes orientada pelo Diácono Pedro Oliveira, com a colaboração de
jovens da JMV Achada. Da parte da tarde haverá alguns momentos de oração
comunitária e será administrado o Sacramento da Santa Unção aos doentes.
À noite será celebrada a Missa,
pelas 20h30 na qual não só será venerada a Virgem Mãe, Nossa Senhora de Fátima,
como o padroeiro desta comunidade cristã -
São João de Deus, um santo português que soube ver no pobre e no doente
o rosto de Jesus. De Maria aprendamos a amar Jesus e a "fazer tudo o que Ele disser". Do testemunho de Fé de São João de Deus saibamos ver nas nossas vidas os mais pobres e doentes como os amados de Jesus.
A JMV Sobreiro irá acompanhar as celebrações da comunidade da Achada, como tal, esperamos ainda hoje publicar mais algumas fotografias e excertos do sermão da Missa e Procissão.
Nossa Senhora de Fátima no Zambujal
À chegada à Capela de Santo
António do Zambujal foi feita uma saudação a Nossa Senhora pelo Padre Luís,
após a qual ficou a atender fiéis em confissão. Enquanto alguns se abeiravam do
sacramento da Penitência, fazendo presente nas suas vidas o apelo de Nossa
Senhora em Fátima: a conversão e a penitência, os outros fiéis rezaram o Terço
a Nossa Senhora, findo o qual se realizou um jantar partilhado.
Às 21:00 foi celebrada Missa na
Capela pelo pároco e concelebrada pelo Padre missionário Comboniano, Padre
Carlos Nunes, a quem coube fazer a homilia. Dirigindo-se às crianças, o
pregador dirigiu-se para as três pequenas crianças que representavam os
Pastorinhos e convidou-os a rezar com ele três Avé-Marias, pedindo à Rainha da
Paz que conceda paz e esperança ao mundo. Depois, convidou todos os presentes a
«olhar para a face de Nossa Senhora. Vede
como este olhar transmite luz, tranquilidade, como Ela está cheia de
amor!»
«Esta Imagem transmite-nos uma mensagem de Esperança. É ao mesmo tempo
um dom e um convite a nos sentirmos mais unidos a Jesus e à Igreja, através de
Maria. Nossa Senhora peregrina pelos caminhos do mundo, como peregrina da Fé.
Neste Ano da Fé, deixemos que seja Ela que nos ensine o caminho até Jesus. A
Sua vida foi um constante peregrinar, uma repetição constante do 'SIM' dado na
Anunciação, desde aquele momento em que Deus e fez carne até ao Encontro
doloroso com Seu filho no caminho para o Calvário».
Após a Missa, iniciou-se a
Procissão das Velas pelas ruas do Zambujal. A imagem seguiu no carro, toda
iluminada e ladeada das bandeiras de Portugal e da Santa Sé. Atrás, o povo ia
respondendo à recitação do Terço, orientado pelo Padre Luís e pelo Diácono
Pedro Oliveira. Entre os mistérios, ouviam-se os cânticos do Santuário de
Fátima.
Eis que, imprevisivelmente, se
abate sobre a região uma forte trovoada e chuva torrencial, fazendo lembrar o
dia da última aparição na Cova da Iria! Mas todos continuaram a seguir a
Senhora mais brilhante que o Sol, a rezar-Lhe o Terço. Por entre incómodos
chapéus-de-chuva abertos, casacos molhados, relâmpagos que iluminavam o céu,
estradas alagadas e vento forte, a procissão recolheu à Capela, onde foi rezado
o último mistério do Terço e a Consagração a Nossa Senhora.
No final, O servita António
Mucharreira dirigiu algumas palavras à comunidade, dizendo que, também em
Fátima, «o trovão foi sempre um anúncio
da presença de Nossa Senhora. Tenho a certeza que Ela ficará aqui presente
convosco. Que Ela vos abençoe agora e interceda sempre por esta terra!»
Era já bem perto das 23h30 quando
a Imagem se preparava para deixar o Zambujal, ao som do cântico "Adeus de
Fátima" e enquanto o povo se despedia da Mãe do Céu, acenando
com lenços feitos pela Paróquia para saudar Nossa Senhora. Foi então
que a água da chuva se misturou com as lágrimas que percorriam a face dos
presentes, numa emocionada despedida à Santíssima Virgem que se dirigia
lentamente para a Basílica do Convento de Mafra, onde ficou até à manhã de
hoje.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Nossa Senhora do Rosário de Fátima: bem-vinda sejais!
A Paróquia de Mafra recebeu ontem
a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima num ambiente de oração e de
profunda devoção que contrariava a tristeza que se fazia sentir da parte da
tarde, por causa da chuva que teimava em cair.
Pelas 20:00 horas a veneranda
imagem entrou na freguesia, no lugar da Cabeça-Alta (Achada) e esteve presente,
para a receber o reverendo Padre Luís Barros, prior de Mafra e muitos fiéis. As
velas que estavam colocadas no chão e nos altares devidamente enfeitados pelos
moradores mostravam a devoção do povo português à Virgem Mãe.
Após uma pequena oração feita
pelo Padre Luís, a imagem seguiu em cortejo até à Vila de Mafra, escoltada por
um carro da Guarda Nacional Republicana e acompanhada por muitas pessoas que quiseram
acompanhar a Senhora mais brilhante que o
sol até à Basílica, para em comunidade paroquial, rezar-Lhe a Sua oração
predilecta: o Terço.
À chegada à Vila de Mafra estavam
muitos habitantes para saudar Nossa Senhora e a guarda de honra a cavalo dos
militares do Centro Militar de Educação Física e Desportos que A acompanharam
até ao terreiro fronteiro ao Palácio Nacional. Para além da guarda de honra,
esperavam também Nossa Senhora vários vereadores da Câmara Municipal, o
presidente da Junta de Freguesia de Mafra e os comandantes da Guarda Nacional
Republicana, da Escola Prática de Infantaria, do Centro Militar de Educação
Física e Desportos bem como dos Bombeiros Voluntários de Mafra.
A Imagem Peregrina de Nossa
Senhora de Fátima entrou na Basílica nas mãos do Servita de Fátima, o senhor António Mucharreira e acompanhada pelo Padre Luís, o Diácono Pedro Oliveira e o Padre
Paulo Serra que gentilmente se juntou à Paróquia de Mafra que é a primeira da
Vigararia a receber a Virgem Maria.
A Recitação do Terço do Rosário
foi dirigida pelos jovens da paróquia (Achada, Mafra e Sobreiro) e acompanhada
pelo Coro Paroquial que entoou o majestoso cântico Mater Ecclesiae. As meditações de cada mistério do terço foram
escritas por um jovem da JMV Sobreiro e estavam relacionadas com a Mensagem de
Fátima e o exemplo de vida e fé dos Beatos Francisco e Jacinta.
As três Avé-Marias finais foram
rezadas em honra da pureza de Nossa, pedindo a intercessão da Mãe da Igreja
pelos Cardeais eleitores que se encontram no Vaticano com vista à eleição no
novo Papa, para que escolham um Sumo Pontífice Santo e capaz de guiar fielmente
o leme da Santa Igreja.
A celebração terminou com o
cântico Totus Tuus Mariae,
frase-chave do pontificado do Beato João Paulo II na qual se consagra tudo a
Nossa Senhora, a Mãe de Cristo e a Mãe da Igreja.
A Imagem Peregrina de Nossa
Senhora estará no Zambujal dia 08, na Achada dia 09 e em Mafra dia 10.
Continuaremos a acompanhar a visita de Nossa Senhora à nossa paróquia nos próximos dias.
Poderá visualizar mais algumas imagens no slideshow que preparámos.
"Alegra-te meu filho, porque o teu irmão voltou à vida!"
A Liturgia deste Domingo, o IV da Quaresma, marca o início de uma "segunda
parte" deste tempo Santo. A antífona de entrada desta Missa resume um
pouco o tema central da liturgia deste Domingo
Laetare: “Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que
estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas
consolações!”
A meio da Quaresma a Igreja convida e é convidada a reunir todos os seus
membros para celebrar com alegria e de coração, o memorial da Paixão e Morte de Jesus e respectiva
Redenção. Não se trata de viver as solenidades Pascais com uma alegria desregrada mas sim com a alegria trazida pela Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O Evangelho deste Domingo, do evangelista São Lucas traz-nos à memória a
Parábola do Filho Pródigo, uma 'história' já tantas vezes escutada e meditada mas
que tem sempre algo de novo a dizer-nos e que nos aponta qual deve ser a nossa
atitude face aos erros e que demonstra a grandiosidade do amor de Deus por cada
um de nós.
Poderemos pois começar por perceber quem são, ou quem podem ser as
diferentes personagens desta parábola que Jesus contou aos publicanos que d'Ele
se aproximavam e também aos escribas e fariseus que se julgavam melhores que os
outros.
O Pai que Jesus refere na parábola é o Seu próprio Pai, Deus
todo-poderoso. No que se refere aos dois filhos, o mais novo que sem juízo
deixou o Pai, largou tudo, pensando poder ser feliz por si mesmo, longe de
Deus, procurando uma liberdade que não passava de ilusão.
Ao falar para os escribas e fariseus, Jesus queria que eles se revissem
na personagem do filho mais velho. Este representa os que pensam que estão em
ordem com o Pai e não lhe devem nada, são os que se acham no direito de pensar
que são melhores todos os outros e, por isso, merecem a salvação.
Quem somos nós nesta parábola? Somos o filho mais novo, que vivemos num
mundo actual que rejeita Deus e acabamos por nos deixar ir atrás das correntes
e dos pensamentos, deixando, no nosso dia-a-dia, nos nossos ambientes de estudo
e de trabalho, apagar a chama da fé e acabando por colocar Deus em segundo
plano?
Ou será que somos como o filho mais velho que negou a misericórdia, e
vamos negando o perdão, e enchendo-nos de raiva pela bondade que Deus tem pelos
pecadores e que n´so também deveríamos ter para com aqueles que nos ofendem?
Estamos sensivelmente a meio do Tempo Santo da Quaresma. Procuremos
preparar o nosso coração e abeirarmo-nos do Pai Misericordioso, através do
Sacramento da Penitência, fazendo como o filho que volta ao Pai, de coração
contrito e marcado pelo pecado.
Peçamos perdão a Deus e procuremos, perdoar os nossos irmãos.
Confiemo-nos à protecção de Maria Santíssima, que Ela, o Doce Coração, faça com
que o nosso coração seja semelhante àquele que tanto amou Nosso Senhor Jesus
Cristo.
terça-feira, 5 de março de 2013
Consagração a Nossa Senhora
Com a visita da Imagem Peregrina
de Nossa Senhora à nossa paróquia podemos querer oferecer-Lhe bonitas flores,
honrá-la com dignas procissões, recebê-la como se A recebessemos em nossa casa,
mas a melhor homenagem que podemos fazer a Maria Santíssima é o oferecimento do
nosso coração, isto é, a renúncia da nossa vontade própria afim de consagrá-la
inteiramente e sem reserva ao Seu serviço.
Diz-nos Santo Afonso Maria
Ligório que «para que tal oferecimento seja agradável à Mãe de Deus e para que
sejamos merecedores da Sua especial protecção, não deve ser só de palavras, mas
efectivo e com obras. Quem oferece o coração a Maria, deve, antes de mais,
fazer da Virgem Santíssima, depois de Deus, o
principal objecto do seu amor.»
«Quem faz a Maria a oferta do
coração, deve em segundo lugar, tomar a Excelsa Virgem por modelo, procurando imitar-Lhe as virtudes, especialmente a pureza,
a paciência e o amor a Deus e ao próximo».
«Quem oferece o coração a Nossa
Senhora deve também ter a Santíssima Virgem por seu perpétuo refúgio, implorando-a em todas as
necessidades».
Acima de tudo, quem faz o
oferecimento do seu coração a Maria «deve, depois de tão sublime doação,
guardá-lo como um depósito sagrado, evitando não somente profana-lo com o
pecado mortal, mas também manchá-lo com os pecados veniais que, da mesma forma
que ofendem a Jesus Cristo, desagradam à Divina Mãe».
Santíssima Virgem, Mãe de Deus,
eu, pecador indigníssimo, prostrado a
Vossos pés,
na presença de Deus todo-poderoso e de toda
a corte celestial,
apresento-vos e ofereço o meu coração, com
todos os seus afectos.
Eu vo-Lo consagro e quero que seja sempre
Vosso e do Vosso amado Filho.
Aceitai, ó Mãe Clementíssima,
a devota oferta que vos faz este pobre
servo,
em união com os corações de todos os
Santos.
Fazei com que hoje mesmo, eu comece e
depois continue,
a viver unicamente para Vós e para Vosso
Divino Filho.
Ó Jesus e Maria,
ponde o meu pobre coração entre os Vossos,
para que seja abrasado no Vosso amor
e, depois de uma vida toda consumido pelo
fogo do Vossa amor,
possa consumir-se de amor eterno.
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