"Raios de Luz"


domingo, 24 de março de 2013

Retiro de Quaresma: «O lugar de Maria na Redenção»


No passado dia 22 de Março, a JMV Sobreiro deslocou-se até Santo Antão do Tojal para aí passar um dia de retiro, reflexão e oração. Com a orientação do Padre Duarte Morgado, este encontro teve como tema ‘O lugar de Maria na Redenção’.

Estando a Igreja a viver o Santo Tempo da Quaresma, foi sugerido pelo Padre Duarte que cada jovem levasse um género alimentar para a Casa do Gaiato, praticando desta maneira o preceito quaresmal da caridade, unindo-se assim à oração e à reflexão próprias do retiro.

Chegados pelas 9h30 ao local onde nos esperava o Padre Duarte, fomos conduzidos a uma das bonitas salas que compõem o antigo Palácio Patriarcal e ali se iniciaram as actividades com a oração de Laudes.

Seguidamente, após a audição de uma Oratória do Padre Cartageno sobre as aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, na qual se escutava ‘Eu Te bendigo ó Pai, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, mas as revelastes aos pequeninos…’, o Padre Duarte tomou a palavra e, partindo da Mensagem de Fátima, introduziu a questão “quem é Nossa Senhora para nós?”.

As respostas foram variadas (‘Mãe de Deus’, ‘poderosa intercessora’, ‘Virgem Fiel’, ‘Mãe da Igreja’, ‘ a Imaculada’…). Partindo das respostas dadas, o grupo foi esclarecido que existem três fontes – acessíveis a todos e que “devem fazer parte da leitura de mesa-de-cabeceira de todo o católico” - a partir das quais se pode conhecer verdadeiramente Nossa Senhora e a importância desta Mulher na História da Salvação: A Bíblia, o Catecismo da Igreja Católica (ou o seu Compêndio) e a Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae do Papa João Paulo II.

Abrindo a Bíblia, nas passagens sugeridas pelo Padre Duarte, o grupo pôde constatar que, de facto, muitas orações, jaculatórias e invocações a Nossa Senhora provêm directamente do estudo das Escrituras pelos Padres da Igreja.  Seguidamente, ouvimos parágrafos do Catecismo em que é explicada a oração da Avé-Maria. Esta reflexão foi muito enriquecedora, uma vez que ajudou os jovens a perceber  a beleza e importância desta oração de louvor e de súplica a Nossa Senhora, para que interceda por nós, no tempo presente e, um dia, na hora da nossa morte.

Uma vez que tudo em Maria nos aponta para Jesus, foi depois lido um excerto da Carta Apostólica na qual o Beato João Paulo II afirma: «o baricentro da Avé-Maria, uma espécie de charneira entre a primeira parte e a segunda, é o nome de Jesus. E é precisamente pela acentuação dada ao nome de Jesus e ao seu mistério que se caracteriza a recitação expressiva e frutuosa do Rosário».

De facto, explica o Padre Duarte, “é esta ligação íntima de Maria com Jesus que faz d’Ela uma mulher tão especial, não é mais uma santa mulher, devota, fiel, mas é a Santíssima, a Mãe de Jesus. Por causa d’Ele foi toda de Deus.

Mesmo nos momentos mais difíceis da Sua vida, como foi o momento da morte do Seu Filho, Nossa Senhora sofreu mas teve sempre a consolação da Fé e da Esperança. Enquanto os discípulos desertavam, Maria confiava.  

Sabia que a lógica e o poder de Deus são diferentes dos nossos. Nossa Senhora sabia que estava instaurado um novo ministério, em que os homens não se servem dos homens, mas que os homens servem outros homens. Ela, apesar de não perceber muitas coisas, sabia no seu íntimo que as coisas de Deus não podiam terminar assim.

Partindo da Bíblia, foi proposto a cada um que escolhesse uma passagem da Sagrada Escritura que se relacionasse com Nossa Senhora e meditasse nessas palavras. Cada jovem foi então ler a passagem bíblica, tendo havido uma partilha de ideias sobre o que cada um reteve daquele texto sagrado.

Imediatamente antes do almoço, houve ainda tempo para escutar um novo excerto da Oratória sobre as aparições de Fátima, na qual se entoava “Por fim, o Meu Imaculado Coração Triunfará”. Foi explicado pelo Padre Duarte que Nossa Senhora pode ser vista como "o primeiro Pontífice", ou seja, Aquela que faz a ponte entre Deus e os homens. Desta forma, o tema de ser pontífice (fazer a ponte) serviu de mote para se falar brevemente sobre o Papado, mais concretamente sobre a pessoa do Papa Francisco, recentemente eleito, nas suas diferenças, particularidades e na necessidade de se rezar sempre pelo Sumo Pontífice Romano, para que seja o Pastor que Deus quer para a Sua Igreja.

Após o almoço partilhado, houve um tempo de convívio no qual foram entregues ao Padre Duarte duas pequenas lembranças: o livro «Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem» de São Luís Maria Monfort e um pequeno registo/oratório feito pelo grupo com uma pagela de Nossa Senhora de Fátima. Pelas 15h30, foi celebrada Missa na Igreja de Santo Antão.


Este dia de retiro terminou perto das 17h00, após uma fotografia de grupo com o Padre Duarte, a quem agradecemos as edificantes palavras e os momentos de reflexão e de oração que ajudaram e ajudarão o Grupo a crescer na devoção e na gratidão à Virgem Santíssima, Mãe da Igreja e Medianeira das Graças.

  

Depois da despedida da Imagem Peregrina...


Há precisamente uma semana, a Paróquia de Mafra despedia-se da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, após uma visita de 11 dias durante a qual percorreu as localidades da freguesia de Mafra.

Pelas 17:00 horas foi rezada a oração predilecta da Virgem Maria: o Terço do Rosário. Com a Basílica praticamente cheia, o Padre Luís Barros foi conduzindo a recitação do Terço e as meditações nos mistérios e os jovens da Paróquia entoaram bonitos cânticos Marianos em louvor a Nossa Senhora.

Após o Terço, o Servita de Fátima, Sr. António Mucharreira proferiu algumas palavras de agradecimento pela forma como o povo da freguesia de Mafra acolheu Nossa Senhora e interpelou os presentes a tomarem uma maior consciência da Mensagem de Fátima e das implicações que as Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria há praticamente cem anos ainda são actuais e continuam a brotar uma mensagem em consonância com o Evangelho.

Ao som do cântico "Ó Maria cheia de graça" teve início a celebração da Santa Missa na qual presidiu o Pároco Pe. Luís Barros e concelebraram o Prior de São Miguel de Alcainça (paróquia que acolheu a Veneranda Imagem após Mafra), o Padre Francisco do Santuário de Fátima e um Padre membro dos Arautos do Evangelho.

A Homilia ficou a cargo do Padre Francisco, mestre de cerimónias do Santuário de Fátima e proferiu um sermão que, de certo, tocou o coração de todos e que em muito edificou os presentes nesta Eucaristia.
«Nesta partida da Imagem Peregrina, importa fixarmo-nos no que fazer depois. Só tem sentido a visita se a Virgem Santíssima nos ajudar a mudar o nosso coração e a nossa vida. Num mundo onde o catolicismo é constantemente anulado, o desafio está em conseguirmos ser testemunhas da fé em Jesus e na Santa Igreja».

De facto, durante a visita da Imagem Peregrina, muitas pessoas se abeiraram do Sacramento da Confissão. Nas semanas que antecederam a chegada de Nossa Senhora, o Padre Luís Barros foi alertando sobre a importância de não deixarmos "passar a Senhora" com o coração sujo e marcado pelos pecados. Uma coisa é certa, na nossa comunidade fomos testemunhas de que pessoas que já há muitos anos que não se confessavam, no dia em que Nossa Senhora estava no Sobreiro acorreram ao confessionário, cumprindo assim o apelo de Fátima à Conversão.

«O meu Imaculado Coração triunfará! - Nesta expressão tão bonita de Nossa Senhora contempla-se a misericórdia de Deus, no entanto, é preciso conversão, tal como fez a mulher adúltera no evangelho que escutámos.»

«Maria traz-nos a figura de Jesus, uma humilde criança que demonstra a grandeza de Deus (...) Os apelos de Nossa Senhora são os mesmos aos apelos do Evangelho»

O Padre Francisco prosseguiu dizendo: «Maria, Mãe dos Homens, vem frequentemente ao nosso encontro para nos admoestar a olharmos para o amor de Deus. Nossa Senhora disse em Fátima para não nos conformarmos com o mundo em que vivemos».

A homilia terminou com um apelo que veio sendo repetido durante os dias em que Nossa Senhora visitou as diferentes Capelas e Igreja da Paróquia: «Colocados sob o Reinado de Maria, aceitamos que Ela nos conduza. O que é que Ela nos pede? 'Fazei tudo o que o meu Filho vos disser' e rezando o Terço diariamente. A oração do Terço não é simplesmente um repetir de frases, mas sim, ir ao encontro de Deus. Pegando na Escritura e nos acontecimentos da vida de Jesus, pedimos a Maria que nos ajude a fazer a vontade do Pai.»

Após a celebração da Santa Missa, foram recitadas três Avé-Marias  e todos os presentes se consagraram a Nossa Senhora. Depois, entre lágrimas e acenar de lenços, a Imagem Peregrina partiu nas mãos do Servita de Fátima rumo ao carro que a transportaria até São Miguel de Alcainça.

A Paróquia de Mafra honrou verdadeiramente a Mãe de Deus, acompanhando-a nas celebrações nas diferentes localidades e rezando-lhe confiadamente. Apesar da chuva e do mau tempo que se fez sentir durante praticamente toda a visita da Imagem Peregrina, as Igrejas foram sempre pequenas para acolher tantos que se quiseram ir "Ad Jesum per Mariam" - a Jesus por Maria.

Que Nossa Senhora do Rosário de Fátima proteja todos os paroquianos debaixo do Seu Manto Maternal, e que, na hora da tribulação, saibamos que Maria é o Auxilium Cristianorum - Auxílio dos Cristãos - e a nossa maior intercessora junto de Seu amado Filho. 

Nossa Senhora do Rosário de Fátima, salvai-nos e salvai Portugal que em Vós confia!


sexta-feira, 22 de março de 2013

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor


No próximo Domingo a Igreja inicia a «semana maior» - a Semana Santa na qual são revividos os últimos momentos antes da Redenção que nos foi dada por Jesus na Cruz. Com o Domingo de Ramos revive-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e medita-se na Sua Paixão e Morte inicia-se assim a sacra semana.

A celebração do Domingo de Ramos tem dois momentos. O primeiro é a procissão jubilosa que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém sendo acolhido pelo povo. É o Rei que vem à Sua cidade para dela tomar posse anunciando assim  a Sua  glória definitiva na Jerusalém Celeste.

Estando próximo da Paixão, o Nosso Redentor partiu de Betânia rumo a Jerusalém. Sendo Rei e Senhor, Jesus Cristo entrou humildemente naquela cidade montado num pequeno jumento. Entretanto, os habitantes da cidade que já em tempos O tinham venerado pelos Seus milagres e curas foram ao Seu encontro estendendo as suas capas no chão e aclamando-O com ramos.

No início da Semana, Jesus foi gloriosamente aclamado como rei, no entanto, poucos dias mais tarde haviam de olhar para Ele com escárnio e acabando por condená-Lo à morte. Com esta glorificação iniciamos as celebrações da Semana Santa, de modo particular do Tríduo Sacro da Morte, Sepultura e Ressurreição do Senhor, celebrando com Ele a Páscoa.

A segunda parte da celebração do Domingo de Ramos compreende a Santa Missa, cujo evangelho é o relato da Paixão de Jesus. Nela contemplamos Cristo e a Sua dor. Ele é o Servo sofredor que abre os ouvidos para prestar atenção como discípulo. Em todo Seu mistério da Paixão não Se sente humilhado, porque tem a confiança e a certeza que Deus está com Ele, “pois ao Senhor se confiou” (Sl 22,9).

Celebrar a paixão e morte de Jesus é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil. Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites, experimentou a fome, o sono, o cansaço, foi tentado, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar.

Contemplar a cruz onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus significa assumir a mesma atitude. Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor. Viver deste jeito pode conduzir à morte; mas o cristão sabe que amar como Jesus é viver a partir de um dinâmica que a morte não pode vencer.

Procuremos nestes dias em que revivemos a Paixão e Morte de Jesus olhar para Ele e pedir-lhe que nos redima também a nós. A Virgem Maria, aquando da Morte de Jesus, estava junto à Sua cruz e foi entregue a João como sua Mãe. O coração sofredor e dilacerado de Maria é entregue a todos aqueles que confiam n'Ela e sabem que por Ela chegaremos mais próximos do Filho.

Confiemo-nos a Nossa Senhora e olhemos para a Paixão de Jesus, não como meros espectadores ou como os judeus que escarneciam d'Ele ou que simplesmente o ignoravam, mas procuremos sentir as dores de Maria no momento da Paixão de Cristo.


Cânticos para a Celebração da Missa:

Entrada: Bendito, Bendito o que vem - CECI 101
Ofertório: Bendito és Tu, Senhor - Pe. Simões
Comunhão: Pai, se este cálice - NCT 114
Acção de Graças: Hossana, Hossana - Marco Frisina
Fim: Hossana, Tu reinarás

quinta-feira, 21 de março de 2013

Nos passos da Paixão - Via Sacra



Estamos quase na Semana Santa e, para melhor lembrar os últimos passos de Jesus antes de entregar a Sua vida por nós, a JMV Sobreiro realizará a oração da Via-Sacra, com as 14 estações encenadas, na Igreja do Sobreiro no próximo Sábado, pelas 19h30.


Convidamos todos a estarem presentes para rezarem connosco!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Sobreiro honra Nossa Senhora


A comunidade cristã do Sobreiro recebeu, no passado Sábado, dia 16 de Março, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Depois de ter passado pelas diferentes localidades da paróquia de Mafra, coube ao Sobreiro receber a Virgem Peregrina no último dia antes da partida para a Paróquia de São Miguel de Alcainça. 

A veneranda Imagem de Nossa Senhora de Fátima entrou no Sobreiro pelas 09h30 ao som de cânticos marianos do Santuário de Fátima e com os sinos a tocar a repique e foguetes a estalar no ar, anunciando, com alegria, que a Virgem Mãe estava a chegar. O carro que transportou a Imagem fez uma pequena paragem no Largo da Briosa que se encontrava repleto de fiéis  e devidamente engalanado para dar as boas-vindas a Nossa Senhora.

À chegada, estava presente o Diácono Pedro Oliveira que convidou os presentes a olharem para o rosto ternurento e maternal da imagem, fixando assim os olhos n'Aquela que sempre acreditou e que disse o Seu "Sim" ao Senhor. Com as palavras do Anjo Gabriel o povo do Sobreiro saudou a Senhora mais brilhante com o sol e acompanhou o carro que a transportava até à Igreja.

Pelas ruas, muitas pessoas acenavam com emoção a Nossa Senhora e juntavam-se ao cortejo que se encaminhava para o Largo da Igreja no qual estava desenhado um bonito tapete de serradura feito pela JMV Sobreiro com a ajuda de alguns pais e amigos do grupo.

Já na Igreja, colocada a imagem no trono que foi preparado para a receber, foram cantadas as Laudes de Nossa Senhora e seguiu-se um momento de oração individual até ao meio-dia, hora a que foi rezado o Angelus seguido do Terço do Rosário.

Durante o dia, todos os momentos de oração foram transmitidos para o exterior da Igreja, através de um sistema de som, com o objectivo de convidar todos os que passavam na rua a entrar e a rezar a Nossa Senhora. 

Pelas 14:30 houve actividades com a catequese e esteve presente o Departamento de Animação Vocacional do Patriarcado de Lisboa que conversaram com as crianças acerca de como cada um de nós deve escutar e discernir acerca da vontade de Deus a seu respeito.

Pelas 16:00 foi novamente recitado o Terço do Rosário, estando as meditações e os cânticos à responsabilidade da catequese e dos pais. Foi um momento em que a Igreja se encheu de crianças, que à semelhança dos Pastorinhos de Fátima, rezaram à bonita Senhora a Sua oração predilecta, o Rosário.

O programa de actividades do dia estava bastante preenchido e após o Terço da Catequese foi a vez dos mais idosos poderem receber o Sacramento da Santa Unção. Durante o dia o Padre Luís Barros foi confessando muitas pessoas, não só os mais idosos e doentes mas também muitos que há mais de 20 anos que não se confessavam. A Virgem Mãe veio até à Paróquia de Mafra para chamar os filhos dispersos e num tempo em que a Igreja convida à Penitência e à Conversão. Por isso, fazendo jus à Mensagem de Fátima que não é mais do que a Mensagem do Evangelho, muitos crentes quiseram abeirar-se do Sacramento da Penitência.

Por volta das 18:00 coube à JMV Sobreiro louvar a Virgem Maria com a oração de Vésperas, seguindo mais um momento de oração individual até à hora da Santa Missa.

A Missa foi presidida por Sua Exa. Reverendíssima D.Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa e concelebrada pelo Padre Luís Barros. O coro entoou cânticos dedicados a Nossa Senhora e aos acólitos serviram dignamente o altar. A Igreja estava repleta de pessoas que quiseram honrar a Mãe do Céu e por isso, ir «a Jesus por Maria».

Na homilia, D. Nuno Brás falou da importância da conversão e de como o Evangelho da mulher adúltera nos deve interpelar e fazer tomar consciência da misericórdia de Deus.

A Missa foi celebrada em acção de graças pelos 25 anos do Lar e Centro de Dia do Sobreiro e no final da celebração foram entregues algumas lembranças ao D. Nuno Brás e feitos os devidos agradecimentos a todos aqueles que idealizaram, construíram e colaboram actualmente com o Centro Social.

Após a celebração da Santa Missa, apesar do tempo estar a começar a chuviscar, formou-se a procissão que percorreu o itinerário habitual de verão. No momento em que a Imagem Peregrina de Nossa Senhora desceu, no seu andor, ao Largo da Igreja, começou a chover com bastante intensidade.

«Eram as graças do céu que Nossa Senhora derramou sobre a vossa terra» disse o Servita de Fátima, Senhor António Mucharreira no dia seguinte à visita ao Sobreiro. 


Durante a procissão foi recitado o Terço do Rosário, acompanhado por cânticos marianos entoados pelo coro. Os Mistérios do Terço meditavam nas Aparições da Santíssima Virgem em Fátima e foram representados pelas crianças da Catequese com o auxílio do Grupo de Jovens.

Milhares de velas iluminaram, na noite de sábado, as ruas do Sobreiro e muitos altares e flores honravam dignamente a Virgem Mãe. Certamente a Mãe do Céu ficou feliz e sentiu-se honrada e venerada nesta terra que se consagra a Ela, sob o título de Senhora da Saúde.

 No final da Procissão a Banda da Escola de Música e Juventude de Mafra interpretou duas peças musicais dedicadas a Nossa Senhora e após este momento, o Padre Luís Barros deu a bênção final e a veneranda Imagem foi retirada do andor e colocada no carro que a transportou durante estes dez dias na Paróquia.

Entre muitas lágrimas e orações no coração de todos os presentes, o povo do Sobreiro despediu-se da Imagem de Nossa Senhora ao som do "Adeus de Fátima". A JMV Sobreiro ainda teve a oportunidade de acompanhar a veneranda Imagem até à Basílica, onde lhe rezou e cantou antes da última despedida.

Que a visita de Nossa Senhora de Fátima ao Sobreiro permita que este povo cresça na fé e seja mais devoto da Virgem Mãe, a maior intercessora entre Deus e os Homens.

sábado, 9 de março de 2013

A imagem de Nossa Senhora chega à Achada


Neste Sábado, dia 09 de Março, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima está na comunidade da Achada. Por volta das 09h30, os sinos tocaram a repique e a povoação saudou Nossa Senhora, ao mesmo tempo que as crianças colocavam no chão flores brancas para o carro que transportava a imagem passar. Em procissão e ao som de cânticos do Santuário de Fátima, a Imagem dirigiu-se para a Igreja da Achada seguida das pessoas - jovens, adultos, idosos e muitas crianças - que rezavam e cantavam à Virgem Mãe.

Ao chegar à Igreja, o servita que a acompanhava, colocou a Imagem à veneração, enquanto o Diácono Pedro Oliveira falou especialmente para as crianças sobre a história da Imagem e das Aparições:

«É bonita aquela Senhora, não é? E é uma imagem, que apesar de muito fiel àquela Senhora vestida de luz que os pastorinhos viram, não é de carne e osso. Essa sim, como disse a Lúcia, é muito, mas muito mais bonita!»

As crianças, na verdade, não tiravam os olhos da imagem, fazendo lembrar os Pastorinhos, que ansiavam cada diz 13 daquele ano de 1917, para poderem ver novamente 'aquela Senhora tão bonita'!

«Sabiam que os Pastorinhos eram da vossa idade? E sabem o que Nossa Senhora lhes pediu e que pede hoje a cada um de vós? Pede que rezem. Que rezem muito, porque os pecados do mundo são muito grandes... Que rezem muito pela conversão dos pecadores, que somos todos nós, para que possamos chegar ao Céu!»

A seguir, o Diácono explicou que «Nossa Senhora trouxe Jesus na sua barriguinha, tal como todos nós, com a diferença que foi o Espírito Santo que O colocou lá. Mas não foi só quando Jesus nasceu que Ela nos deu Jesus! Nossa Senhora deu-nos Jesus também na Cruz. Se olhardes para a Cruz, vedes o quanto Jesus nos amou. Ele está ali, morto, pendurando por amor! E foi ali, do alto da Cruz, que Ele nos deu a Sua Mãe. Que bonito! Nós temos a mesma Mãe que Jesus! Vede como ele gosta de nós!»

Após rezar uma Avé-Maria, o Diácono voltou a dirigir-se aos pequeninos: «Sabei que a Mãe de Jesus gosta muito de vós! Amai-a e não A entristeceis com nenhum pecado!».

Seguidamente foi rezada a Oração de Laudes orientada pelo Diácono Pedro Oliveira, com a colaboração de jovens da JMV Achada. Da parte da tarde haverá alguns momentos de oração comunitária e será administrado o Sacramento da Santa Unção aos doentes.
  
À noite será celebrada a Missa, pelas 20h30 na qual não só será venerada a Virgem Mãe, Nossa Senhora de Fátima, como o padroeiro desta comunidade cristã -  São João de Deus, um santo português que soube ver no pobre e no doente o rosto de Jesus. De Maria aprendamos a amar Jesus e a "fazer tudo o que Ele disser". Do testemunho de Fé de São João de Deus saibamos ver nas nossas vidas os mais pobres e doentes como os amados de Jesus.

A JMV Sobreiro irá acompanhar as celebrações da comunidade da Achada, como tal, esperamos ainda hoje publicar mais algumas fotografias e excertos do sermão da Missa e Procissão.



Nossa Senhora de Fátima no Zambujal


A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima continua a visitar as diferentes localidades da freguesia de Mafra. Ontem foi a vez da comunidade do Zambujal receber a Veneranda Senhora. A imagem chegou à Capela do Zambujal pelas 19h15, tendo passado por algumas localidades que devidamente honraram a Virgem Mãe com bonitos altares e com flores e velas.

À chegada à Capela de Santo António do Zambujal foi feita uma saudação a Nossa Senhora pelo Padre Luís, após a qual ficou a atender fiéis em confissão. Enquanto alguns se abeiravam do sacramento da Penitência, fazendo presente nas suas vidas o apelo de Nossa Senhora em Fátima: a conversão e a penitência, os outros fiéis rezaram o Terço a Nossa Senhora, findo o qual se realizou um jantar partilhado.

Às 21:00 foi celebrada Missa na Capela pelo pároco e concelebrada pelo Padre missionário Comboniano, Padre Carlos Nunes, a quem coube fazer a homilia. Dirigindo-se às crianças, o pregador dirigiu-se para as três pequenas crianças que representavam os Pastorinhos e convidou-os a rezar com ele três Avé-Marias, pedindo à Rainha da Paz que conceda paz e esperança ao mundo. Depois, convidou todos os presentes a «olhar para a face de Nossa Senhora. Vede como este olhar transmite luz, tranquilidade, como Ela está cheia de amor!»

Seguidamente foi explicada a história da Imagem peregrina, desde 1947 - ano em que foi esculpida a primeira, sob as indicações directas da Irmã Lúcia - até ao presente, em que 10 imagens percorrem o mundo.

«Esta Imagem transmite-nos uma mensagem de Esperança. É ao mesmo tempo um dom e um convite a nos sentirmos mais unidos a Jesus e à Igreja, através de Maria. Nossa Senhora peregrina pelos caminhos do mundo, como peregrina da Fé. Neste Ano da Fé, deixemos que seja Ela que nos ensine o caminho até Jesus. A Sua vida foi um constante peregrinar, uma repetição constante do 'SIM' dado na Anunciação, desde aquele momento em que Deus e fez carne até ao Encontro doloroso com Seu filho no caminho para o Calvário».

Após a Missa, iniciou-se a Procissão das Velas pelas ruas do Zambujal. A imagem seguiu no carro, toda iluminada e ladeada das bandeiras de Portugal e da Santa Sé. Atrás, o povo ia respondendo à recitação do Terço, orientado pelo Padre Luís e pelo Diácono Pedro Oliveira. Entre os mistérios, ouviam-se os cânticos do Santuário de Fátima.

Eis que, imprevisivelmente, se abate sobre a região uma forte trovoada e chuva torrencial, fazendo lembrar o dia da última aparição na Cova da Iria! Mas todos continuaram a seguir a Senhora mais brilhante que o Sol, a rezar-Lhe o Terço. Por entre incómodos chapéus-de-chuva abertos, casacos molhados, relâmpagos que iluminavam o céu, estradas alagadas e vento forte, a procissão recolheu à Capela, onde foi rezado o último mistério do Terço e a Consagração a Nossa Senhora.

No final, O servita António Mucharreira dirigiu algumas palavras à comunidade, dizendo que, também em Fátima, «o trovão foi sempre um anúncio da presença de Nossa Senhora. Tenho a certeza que Ela ficará aqui presente convosco. Que Ela vos abençoe agora e interceda sempre por esta terra!»

Era já bem perto das 23h30 quando a Imagem se preparava para deixar o Zambujal, ao som do cântico "Adeus de Fátima" e enquanto o povo se despedia da Mãe do Céu, acenando com lenços feitos pela Paróquia para saudar Nossa Senhora. Foi então que a água da chuva se misturou com as lágrimas que percorriam a face dos presentes, numa emocionada despedida à Santíssima Virgem que se dirigia lentamente para a Basílica do Convento de Mafra, onde ficou até à manhã de hoje.



sexta-feira, 8 de março de 2013

Nossa Senhora do Rosário de Fátima: bem-vinda sejais!



A Paróquia de Mafra recebeu ontem a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima num ambiente de oração e de profunda devoção que contrariava a tristeza que se fazia sentir da parte da tarde, por causa da chuva que teimava em cair.

Pelas 20:00 horas a veneranda imagem entrou na freguesia, no lugar da Cabeça-Alta (Achada) e esteve presente, para a receber o reverendo Padre Luís Barros, prior de Mafra e muitos fiéis. As velas que estavam colocadas no chão e nos altares devidamente enfeitados pelos moradores mostravam a devoção do povo português à Virgem Mãe.

Após uma pequena oração feita pelo Padre Luís, a imagem seguiu em cortejo até à Vila de Mafra, escoltada por um carro da Guarda Nacional Republicana e acompanhada por muitas pessoas que quiseram acompanhar a Senhora mais brilhante que o sol até à Basílica, para em comunidade paroquial, rezar-Lhe a Sua oração predilecta: o Terço.
À chegada à Vila de Mafra estavam muitos habitantes para saudar Nossa Senhora e a guarda de honra a cavalo dos militares do Centro Militar de Educação Física e Desportos que A acompanharam até ao terreiro fronteiro ao Palácio Nacional. Para além da guarda de honra, esperavam também Nossa Senhora vários vereadores da Câmara Municipal, o presidente da Junta de Freguesia de Mafra e os comandantes da Guarda Nacional Republicana, da Escola Prática de Infantaria, do Centro Militar de Educação Física e Desportos bem como dos Bombeiros Voluntários de Mafra.

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima entrou na Basílica nas mãos do Servita de Fátima, o senhor António Mucharreira e acompanhada pelo Padre Luís, o Diácono Pedro Oliveira e o Padre Paulo Serra que gentilmente se juntou à Paróquia de Mafra que é a primeira da Vigararia a receber a Virgem Maria.

Também esteve presente a Banda da Escola de Música e Juventude de Mafra que interpretou vários temas dedicados a Nossa Senhora, criando assim um espírito de oração de devoção a Virgem Santíssima.

A Recitação do Terço do Rosário foi dirigida pelos jovens da paróquia (Achada, Mafra e Sobreiro) e acompanhada pelo Coro Paroquial que entoou o majestoso cântico Mater Ecclesiae. As meditações de cada mistério do terço foram escritas por um jovem da JMV Sobreiro e estavam relacionadas com a Mensagem de Fátima e o exemplo de vida e fé dos Beatos Francisco e Jacinta.

As três Avé-Marias finais foram rezadas em honra da pureza de Nossa, pedindo a intercessão da Mãe da Igreja pelos Cardeais eleitores que se encontram no Vaticano com vista à eleição no novo Papa, para que escolham um Sumo Pontífice Santo e capaz de guiar fielmente o leme da Santa Igreja.

A celebração terminou com o cântico Totus Tuus Mariae, frase-chave do pontificado do Beato João Paulo II na qual se consagra tudo a Nossa Senhora, a Mãe de Cristo e a Mãe da Igreja.



A Imagem Peregrina de Nossa Senhora estará no Zambujal dia 08, na Achada dia 09 e em Mafra dia 10. Continuaremos a acompanhar a visita de Nossa Senhora à nossa paróquia nos próximos dias.

Poderá visualizar mais algumas imagens no slideshow que preparámos.






"Alegra-te meu filho, porque o teu irmão voltou à vida!"


A Liturgia deste Domingo, o IV da Quaresma, marca o início de uma "segunda parte" deste tempo Santo. A antífona de entrada desta Missa resume um pouco o tema central da liturgia deste Domingo Laetare: Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações!”

A meio da Quaresma a Igreja convida e é convidada a reunir todos os seus membros para celebrar com alegria e de coração, o memorial da Paixão e Morte de Jesus e respectiva Redenção. Não se trata de viver as solenidades Pascais com uma alegria desregrada mas sim com a alegria trazida pela Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Evangelho deste Domingo, do evangelista São Lucas traz-nos à memória a Parábola do Filho Pródigo, uma 'história' já tantas vezes escutada e meditada mas que tem sempre algo de novo a dizer-nos e que nos aponta qual deve ser a nossa atitude face aos erros e que demonstra a grandiosidade do amor de Deus por cada um de nós.

Poderemos pois começar por perceber quem são, ou quem podem ser as diferentes personagens desta parábola que Jesus contou aos publicanos que d'Ele se aproximavam e também aos escribas e fariseus que se julgavam melhores que os outros.

O Pai que Jesus refere na parábola é o Seu próprio Pai, Deus todo-poderoso. No que se refere aos dois filhos, o mais novo que sem juízo deixou o Pai, largou tudo, pensando poder ser feliz por si mesmo, longe de Deus, procurando uma liberdade que não passava de ilusão.

Ao falar para os escribas e fariseus, Jesus queria que eles se revissem na personagem do filho mais velho. Este representa os que pensam que estão em ordem com o Pai e não lhe devem nada, são os que se acham no direito de pensar que são melhores todos os outros e, por isso, merecem a salvação.

Quem somos nós nesta parábola? Somos o filho mais novo, que vivemos num mundo actual que rejeita Deus e acabamos por nos deixar ir atrás das correntes e dos pensamentos, deixando, no nosso dia-a-dia, nos nossos ambientes de estudo e de trabalho, apagar a chama da fé e acabando por colocar Deus em segundo plano?

Ou será que somos como o filho mais velho que negou a misericórdia, e vamos negando o perdão, e enchendo-nos de raiva pela bondade que Deus tem pelos pecadores e que n´so também deveríamos ter para com aqueles que nos ofendem?

Estamos sensivelmente a meio do Tempo Santo da Quaresma. Procuremos preparar o nosso coração e abeirarmo-nos do Pai Misericordioso, através do Sacramento da Penitência, fazendo como o filho que volta ao Pai, de coração contrito e marcado pelo pecado.

Peçamos perdão a Deus e procuremos, perdoar os nossos irmãos. Confiemo-nos à protecção de Maria Santíssima, que Ela, o Doce Coração, faça com que o nosso coração seja semelhante àquele que tanto amou Nosso Senhor Jesus Cristo.


terça-feira, 5 de março de 2013

Consagração a Nossa Senhora


Com a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora à nossa paróquia podemos querer oferecer-Lhe bonitas flores, honrá-la com dignas procissões, recebê-la como se A recebessemos em nossa casa, mas a melhor homenagem que podemos fazer a Maria Santíssima é o oferecimento do nosso coração, isto é, a renúncia da nossa vontade própria afim de consagrá-la inteiramente e sem reserva ao Seu serviço.

Diz-nos Santo Afonso Maria Ligório que «para que tal oferecimento seja agradável à Mãe de Deus e para que sejamos merecedores da Sua especial protecção, não deve ser só de palavras, mas efectivo e com obras. Quem oferece o coração a Maria, deve, antes de mais, fazer da Virgem Santíssima, depois de Deus, o principal objecto do seu amor

«Quem faz a Maria a oferta do coração, deve em segundo lugar, tomar a Excelsa Virgem por modelo, procurando imitar-Lhe as virtudes, especialmente a pureza, a paciência e o amor a Deus e ao próximo».
«Quem oferece o coração a Nossa Senhora deve também ter a Santíssima Virgem por seu perpétuo refúgio, implorando-a em todas as necessidades».

Acima de tudo, quem faz o oferecimento do seu coração a Maria «deve, depois de tão sublime doação, guardá-lo como um depósito sagrado, evitando não somente profana-lo com o pecado mortal, mas também manchá-lo com os pecados veniais que, da mesma forma que ofendem a Jesus Cristo, desagradam à Divina Mãe».

Santíssima Virgem, Mãe de Deus,
eu, pecador indigníssimo, prostrado a Vossos pés,
na presença de Deus todo-poderoso e de toda a corte celestial,
apresento-vos e ofereço o meu coração, com todos os seus afectos.
Eu vo-Lo consagro e quero que seja sempre Vosso e do Vosso amado Filho.
Aceitai, ó Mãe Clementíssima,
a devota oferta que vos faz este pobre servo,
em união com os corações de todos os Santos.
Fazei com que hoje mesmo, eu comece e depois continue,
a viver unicamente para Vós e para Vosso Divino Filho.
Ó Jesus e Maria,
ponde o meu pobre coração entre os Vossos,
para que seja abrasado no Vosso amor
e, depois de uma vida toda consumido pelo fogo do Vossa amor,
possa consumir-se de amor eterno.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Coração de Maria, cheio de amor pelos Homens


Durante esta semana a Paróquia de Mafra receberá a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima que visitará a freguesia de 07 a 17 de Março. Tendo em vista a preparação espiritual deste acontecimento, nestes próximos dias a JMV Sobreiro publicará algumas meditações de Santo Afonso Maria Ligório sobre a Virgem Santíssima.

Em Fátima, Nossa Senhora disse à Lúcia que teria muito que sofrer, mas que o Seu coração seria o refúgio desta pequena e «Por fim, o meu imaculado coração triunfará». Meditemos pois neste coração tão cheio de Amor que é o Coração Imaculado da Virgem Maria.

Não há, segundo Santo Afonso Maria Ligório, «coração mais amável que o coração de Maria. Coração puro, santo, imaculado, perfeito, Coração no qual Deus encontra as Suas delícias e as Suas complacências - Coração ao mesmo tempo tão amante dos Homens, que se todas as criaturas unissem as suas forças, nem de longe conseguiriam igualar o amor de Maria.» É este coração cheio de amor que nos visitará e que espera de nós apenas uma coisa: a devoção. Em Fátima nossa Senhora pediu a devoção ao Seu Imaculado Coração. Somos nós filhos que reconhecem este amor e que com amor agradecem todas as graças?

«Este amor de Maria para com o género humano levou-A a fazer o doloroso sacrifício de entregar à morte o Seu Filho inocente. Leva-a continuamente a compadecer-se com ternura maternal das nossas misérias, a socorrer-nos generosamente nas nossas necessidades e a recompensar fielmente qualquer obra feita pelo seu amor.»

Em retribuição de todos os benefícios que recebemos de Nossa Senhora, «não exige senão o nosso amor; porquanto seu coração, à semelhança do de Jesus, é um coração desejoso de ser amado».


Ó Coração de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe,
coração amabilíssimo,
objecto da complacência da adorável Trindade,
de toda a veneração e amor dos anjos e dos homens.
Coração mais semelhante ao de Jesus, do qual sois imagem perfeita,
Coração cheio de bondade e compassivo pelas nossas misérias,
dignai-Vos tirar a frieza do nosso coração
e fazei que sejam transformados à semelhança do Coração do Divino Salvador.
Sêde caminho para irmos até Jesus
e canal pelo qual nos venham todas as graças para a nossa salvação.


domingo, 3 de março de 2013

Procissão do Senhor dos Passos na Paróquia de Mafra


No passado domingo, dia 24 de Fevereiro, a Paróquia de Mafra realizou a primeira das quatro Procissões Quaresmais - a Procissão do Encontro, também conhecida por Procissão do Senhor dos Passos.

Antes da procissão foi celebrada a Santa Missa, presidida pelo Pároco, o Padre Luís Barros na qual também esteve presente o Padre João Vergamota (Prior da Encarnação, Sobral da Abelheira e Santo Isidoro).

Após a Missa, o andor de Nossa Senhora da Soledade entrou na Basílica e encaminhou-se para junto do altar, ao redor do qual estava o andor do Senhor dos Passos. Coube ao Padre João a realização do tradicional Sermão do Encontro antes da saída da procissão.


Das palavras proferidas pelo Padre pregador transcrevemos parte delas na certeza de que aos presentes, que atentamente olhavam para o encontro doloroso entre A Mãe amargurada e sofredora e O Filho que carrega a cruz, em muito os edificaram.  

«Caros irmãos, hoje somos convidados a contemplar Jesus no Seu caminho do Calvário, até dar a vida por nós. Somos convidados a vê-Lo passar. E uma pergunta surge: na passagem de Jesus pela nossa vida, quem queremos ser? Queremos ser como os escribas e fariseus, invejosos de Jesus pelo bem que Ele faz? Será que queremos ser como Pilatos , que tinha medo de perder as vantagens temporais para abraçar a verdade e o Amor? (...) Quem somos nós no processo de Jesus?»


Após esta questão inicial, o Padre João Vergamota prosseguiu: «Vê-Lo assim deve criar em nós um profundo desejo de O amar, de mudar de vida! A cruz de Jesus continua presente hoje! E perante a cruz de Jesus podemos abraçá-la para nos salvarmos ou recusá-la para nos condenar-mos.»

«A quem podemos imitar neste seguimento de Jesus, pela cruz, sempre fiel? Quem experimentou de forma singular esta dor de amor por Jesus? Maria, Sua Mãe. Ela é o nosso maior modelo no seguimento de Jesus, na dor e no amor. (...) Sabemos que junto à cruz estava Maria e João. E nessa hora derradeira Jesus escreve o Seu testamento e deixa a Sua Mãe a São João. O coração da mãe é dado ao coração do amigo!»

«Aprendamos com Nossa Senhora a dizer "Sim a Deus - Fiat" em todos os momentos da nossa vida. Também nas horas de dor (...) na hora da cruz Maria disse sempre Sim, não compreendendo aquela hora em que o Seu Filho estava desfigurado. Mas confiou sempre! Seja assim também connosco. Que Ela nos ajude a levar a cruz. Que ela nos ajude a acreditar sempre 'Feliz és Tu porque acreditaste'».

«Que Maria entre nas nossas famílias, que a oração do Terço possa voltar a encher os lares cristãos!»


A propósito deste convite feito pelo pregador, foram recordadas as palavras do Beato Papa João Paulo II na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, na qual afirmava «Oração pela paz, o Rosário foi desde sempre também a oração da família e pela família. Outrora, esta oração era particularmente amada pelas famílias cristãs e favorecia certamente a sua união. É preciso não deixar perder esta preciosa herança. A família que reza unida, permanece unida»

«Maria é a Mãe de Jesus, Mãe de São João, minha e nossa Mãe! Ela é a Mãe da Igreja. (...) Apoiemo-nos sempre n'Ela para que nos leve sempre a Jesus. E não tenhamos medo de amar Nossa Senhora, porque quem A ama de verdade amará sempre Jesus».

«Que Ela nos ajude a pôr Jesus em primeiro lugar e nos ajude a convertermo-nos nesta Quaresma!»

A celebração continuou com a Procissão no Terreiro D. João V e terminou, já dentro da Basílica, com a bênção com o Santo Lenho, um pedaço da cruz de Jesus. 

A próxima procissão é já no IV Domingo da Quaresma - dia 10 de Março - Procissão da Penitência da Ordem Terceira Franciscana.



«Se não vos arrependerdes, morrereis do mesmo modo»


Neste III Domingo da Quaresma o tema central da liturgia remete-nos para o apelo à conversão.

O Evangelho relata uma confrontação feita a Jesus na qual questionam se a desgraça é castigo de Deus. O texto fala de dois acontecimentos trágicos daqueles dias: a matança de Pilatos e a queda da torre de Siloé com a qual morreram 18 homens.

Jesus não concorda que a desgraça é sinal do castigo de Deus, pelo contrário, afirma que os momentos difíceis nos quais o homem é provado não é mais do que um apelo de conversão. Respondendo às perguntas Jesus afirma «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E  se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo.»

A conversão  de que nos fala o Evangelho não é apenas uma penitência externa, ou um simples arrependimento dos pecados mas sim é um convite à mudança de vida, de mentalidade, de atitudes, de forma a que Deus e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. A Conversão que todos os anos nos é pedida no Tempo Santo da Quaresma não é mais do que abraçar a Cruz!

Não existe verdadeira conversão, nem autêntico seguimento do Senhor sem a Cruz. As palavras de Jesus Cristo são tão actuais quando foram proferidas como hoje e por todos os tempos. Quem não carrega a sua cruz e segue Jesus não pode ser seu discípulo.

Carregar a Cruz é aceitar a dor e as contrariedades que Deus permite para nossa purificação, cumprindo com esforço os deveres próprios e assumindo  voluntariamente a mortificação cristã.

O Papa Emérito, Bento XVI, afirmou: “converter-se significa não viver como todos os outros, não fazer o que toda a gente faz, não se sentir justificado fazendo ações duvidosas, ambíguas ou más pelo facto de que outros assim procedem; começar a olhar a própria vida com os olhos de Deus e assim procurar o bem, mesmo se isto contesta a sociedade."

Nos nossos dias, não é bem vista pela sociedade, uma conversão de coração e consciente. O tempo em que vivemos está fortemente marcado por uma cultura de pecado, de negação de Deus. Cabe-nos a nós, enquanto católicos, aproveitar este tempo que a Santa Igreja nos dá, para em primeiro lugar converter o nosso coração e a nossa vida, e com o auxílio de Maria Santíssima, ir ao encontro dos outros e fazer presente o lema que Ela nos deixou: «Fazei tudo o que Ele vos disser».

sexta-feira, 1 de março de 2013

Novena para a Eleição do novo Sumo Pontífice Romano


Oração pela Santa Igreja






Senhor,
muitas vezes a Vossa Igreja
parece-nos uma barca que está para afundar, 
uma barca que mete água por todos os lados.
E mesmo no Vosso campo de trigo,
vemos mais cizânia que trigo.
O vestido e o rosto
tão sujos da Vossa Igreja horrorizam-nos.
Mas somos nós mesmos que os sujamos!

Somos nós mesmos que Vos traímos sempre, 
depois de todas as nossas grandes palavras,
os nossos grandes gestos.

Tende piedade da Vossa Igreja:
também dentro dela, Adão continua a cair. 
Com a nossa queda, deitamo-Vos ao chão,
e Satanás a rir-se
porque espera que não mais conseguireis levantar-Vos daquela queda; 
espera que Vós, tendo sido arrastado na queda da Vossa Igreja, 
ficareis por terra derrotado.

Mas, Vós erguer-Vos-eis.
Vós levantastes-Vos, ressuscitastes
 e podeis levantar-nos também a nós.

Salvai e santificai a Vossa Igreja.
Salvai e santificai a todos nós.

Ámen.




Oração Penitencial do Cardeal Joseph Ratzinger
na Via-Sacra de Sexta-feira Santa de 2005



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