"Raios de Luz"


segunda-feira, 4 de março de 2013

Coração de Maria, cheio de amor pelos Homens


Durante esta semana a Paróquia de Mafra receberá a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima que visitará a freguesia de 07 a 17 de Março. Tendo em vista a preparação espiritual deste acontecimento, nestes próximos dias a JMV Sobreiro publicará algumas meditações de Santo Afonso Maria Ligório sobre a Virgem Santíssima.

Em Fátima, Nossa Senhora disse à Lúcia que teria muito que sofrer, mas que o Seu coração seria o refúgio desta pequena e «Por fim, o meu imaculado coração triunfará». Meditemos pois neste coração tão cheio de Amor que é o Coração Imaculado da Virgem Maria.

Não há, segundo Santo Afonso Maria Ligório, «coração mais amável que o coração de Maria. Coração puro, santo, imaculado, perfeito, Coração no qual Deus encontra as Suas delícias e as Suas complacências - Coração ao mesmo tempo tão amante dos Homens, que se todas as criaturas unissem as suas forças, nem de longe conseguiriam igualar o amor de Maria.» É este coração cheio de amor que nos visitará e que espera de nós apenas uma coisa: a devoção. Em Fátima nossa Senhora pediu a devoção ao Seu Imaculado Coração. Somos nós filhos que reconhecem este amor e que com amor agradecem todas as graças?

«Este amor de Maria para com o género humano levou-A a fazer o doloroso sacrifício de entregar à morte o Seu Filho inocente. Leva-a continuamente a compadecer-se com ternura maternal das nossas misérias, a socorrer-nos generosamente nas nossas necessidades e a recompensar fielmente qualquer obra feita pelo seu amor.»

Em retribuição de todos os benefícios que recebemos de Nossa Senhora, «não exige senão o nosso amor; porquanto seu coração, à semelhança do de Jesus, é um coração desejoso de ser amado».


Ó Coração de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe,
coração amabilíssimo,
objecto da complacência da adorável Trindade,
de toda a veneração e amor dos anjos e dos homens.
Coração mais semelhante ao de Jesus, do qual sois imagem perfeita,
Coração cheio de bondade e compassivo pelas nossas misérias,
dignai-Vos tirar a frieza do nosso coração
e fazei que sejam transformados à semelhança do Coração do Divino Salvador.
Sêde caminho para irmos até Jesus
e canal pelo qual nos venham todas as graças para a nossa salvação.


domingo, 3 de março de 2013

Procissão do Senhor dos Passos na Paróquia de Mafra


No passado domingo, dia 24 de Fevereiro, a Paróquia de Mafra realizou a primeira das quatro Procissões Quaresmais - a Procissão do Encontro, também conhecida por Procissão do Senhor dos Passos.

Antes da procissão foi celebrada a Santa Missa, presidida pelo Pároco, o Padre Luís Barros na qual também esteve presente o Padre João Vergamota (Prior da Encarnação, Sobral da Abelheira e Santo Isidoro).

Após a Missa, o andor de Nossa Senhora da Soledade entrou na Basílica e encaminhou-se para junto do altar, ao redor do qual estava o andor do Senhor dos Passos. Coube ao Padre João a realização do tradicional Sermão do Encontro antes da saída da procissão.


Das palavras proferidas pelo Padre pregador transcrevemos parte delas na certeza de que aos presentes, que atentamente olhavam para o encontro doloroso entre A Mãe amargurada e sofredora e O Filho que carrega a cruz, em muito os edificaram.  

«Caros irmãos, hoje somos convidados a contemplar Jesus no Seu caminho do Calvário, até dar a vida por nós. Somos convidados a vê-Lo passar. E uma pergunta surge: na passagem de Jesus pela nossa vida, quem queremos ser? Queremos ser como os escribas e fariseus, invejosos de Jesus pelo bem que Ele faz? Será que queremos ser como Pilatos , que tinha medo de perder as vantagens temporais para abraçar a verdade e o Amor? (...) Quem somos nós no processo de Jesus?»


Após esta questão inicial, o Padre João Vergamota prosseguiu: «Vê-Lo assim deve criar em nós um profundo desejo de O amar, de mudar de vida! A cruz de Jesus continua presente hoje! E perante a cruz de Jesus podemos abraçá-la para nos salvarmos ou recusá-la para nos condenar-mos.»

«A quem podemos imitar neste seguimento de Jesus, pela cruz, sempre fiel? Quem experimentou de forma singular esta dor de amor por Jesus? Maria, Sua Mãe. Ela é o nosso maior modelo no seguimento de Jesus, na dor e no amor. (...) Sabemos que junto à cruz estava Maria e João. E nessa hora derradeira Jesus escreve o Seu testamento e deixa a Sua Mãe a São João. O coração da mãe é dado ao coração do amigo!»

«Aprendamos com Nossa Senhora a dizer "Sim a Deus - Fiat" em todos os momentos da nossa vida. Também nas horas de dor (...) na hora da cruz Maria disse sempre Sim, não compreendendo aquela hora em que o Seu Filho estava desfigurado. Mas confiou sempre! Seja assim também connosco. Que Ela nos ajude a levar a cruz. Que ela nos ajude a acreditar sempre 'Feliz és Tu porque acreditaste'».

«Que Maria entre nas nossas famílias, que a oração do Terço possa voltar a encher os lares cristãos!»


A propósito deste convite feito pelo pregador, foram recordadas as palavras do Beato Papa João Paulo II na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, na qual afirmava «Oração pela paz, o Rosário foi desde sempre também a oração da família e pela família. Outrora, esta oração era particularmente amada pelas famílias cristãs e favorecia certamente a sua união. É preciso não deixar perder esta preciosa herança. A família que reza unida, permanece unida»

«Maria é a Mãe de Jesus, Mãe de São João, minha e nossa Mãe! Ela é a Mãe da Igreja. (...) Apoiemo-nos sempre n'Ela para que nos leve sempre a Jesus. E não tenhamos medo de amar Nossa Senhora, porque quem A ama de verdade amará sempre Jesus».

«Que Ela nos ajude a pôr Jesus em primeiro lugar e nos ajude a convertermo-nos nesta Quaresma!»

A celebração continuou com a Procissão no Terreiro D. João V e terminou, já dentro da Basílica, com a bênção com o Santo Lenho, um pedaço da cruz de Jesus. 

A próxima procissão é já no IV Domingo da Quaresma - dia 10 de Março - Procissão da Penitência da Ordem Terceira Franciscana.



«Se não vos arrependerdes, morrereis do mesmo modo»


Neste III Domingo da Quaresma o tema central da liturgia remete-nos para o apelo à conversão.

O Evangelho relata uma confrontação feita a Jesus na qual questionam se a desgraça é castigo de Deus. O texto fala de dois acontecimentos trágicos daqueles dias: a matança de Pilatos e a queda da torre de Siloé com a qual morreram 18 homens.

Jesus não concorda que a desgraça é sinal do castigo de Deus, pelo contrário, afirma que os momentos difíceis nos quais o homem é provado não é mais do que um apelo de conversão. Respondendo às perguntas Jesus afirma «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E  se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo.»

A conversão  de que nos fala o Evangelho não é apenas uma penitência externa, ou um simples arrependimento dos pecados mas sim é um convite à mudança de vida, de mentalidade, de atitudes, de forma a que Deus e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. A Conversão que todos os anos nos é pedida no Tempo Santo da Quaresma não é mais do que abraçar a Cruz!

Não existe verdadeira conversão, nem autêntico seguimento do Senhor sem a Cruz. As palavras de Jesus Cristo são tão actuais quando foram proferidas como hoje e por todos os tempos. Quem não carrega a sua cruz e segue Jesus não pode ser seu discípulo.

Carregar a Cruz é aceitar a dor e as contrariedades que Deus permite para nossa purificação, cumprindo com esforço os deveres próprios e assumindo  voluntariamente a mortificação cristã.

O Papa Emérito, Bento XVI, afirmou: “converter-se significa não viver como todos os outros, não fazer o que toda a gente faz, não se sentir justificado fazendo ações duvidosas, ambíguas ou más pelo facto de que outros assim procedem; começar a olhar a própria vida com os olhos de Deus e assim procurar o bem, mesmo se isto contesta a sociedade."

Nos nossos dias, não é bem vista pela sociedade, uma conversão de coração e consciente. O tempo em que vivemos está fortemente marcado por uma cultura de pecado, de negação de Deus. Cabe-nos a nós, enquanto católicos, aproveitar este tempo que a Santa Igreja nos dá, para em primeiro lugar converter o nosso coração e a nossa vida, e com o auxílio de Maria Santíssima, ir ao encontro dos outros e fazer presente o lema que Ela nos deixou: «Fazei tudo o que Ele vos disser».

sexta-feira, 1 de março de 2013

Novena para a Eleição do novo Sumo Pontífice Romano


Oração pela Santa Igreja






Senhor,
muitas vezes a Vossa Igreja
parece-nos uma barca que está para afundar, 
uma barca que mete água por todos os lados.
E mesmo no Vosso campo de trigo,
vemos mais cizânia que trigo.
O vestido e o rosto
tão sujos da Vossa Igreja horrorizam-nos.
Mas somos nós mesmos que os sujamos!

Somos nós mesmos que Vos traímos sempre, 
depois de todas as nossas grandes palavras,
os nossos grandes gestos.

Tende piedade da Vossa Igreja:
também dentro dela, Adão continua a cair. 
Com a nossa queda, deitamo-Vos ao chão,
e Satanás a rir-se
porque espera que não mais conseguireis levantar-Vos daquela queda; 
espera que Vós, tendo sido arrastado na queda da Vossa Igreja, 
ficareis por terra derrotado.

Mas, Vós erguer-Vos-eis.
Vós levantastes-Vos, ressuscitastes
 e podeis levantar-nos também a nós.

Salvai e santificai a Vossa Igreja.
Salvai e santificai a todos nós.

Ámen.




Oração Penitencial do Cardeal Joseph Ratzinger
na Via-Sacra de Sexta-feira Santa de 2005



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Choro dos Sinos




«Dobrai sinos de Roma,
Dobrai!
Dobrai de tristeza porque um papa sai de vossas muralhas eternas
Para eternizar-se na história.

Dobrai sinos das montanhas,
Bentos e Anselmos,

Dobrai
Porque um bispo vestido de branco
Subindo o Monte
Entrará em vosso claustro,
Empunhando a cruz de Cristo e nela também crucificado.

Dobrai sinos da Igreja,
Dobrai de tristeza numa Esperada Esperança
De que a Barca, mesmo em tempestades
Jamais sucumbirá.

É eterna,
Perene,
Indestrutível...

Dobrai sinos de Roma,
Dobrai.

Dobrai sinos de Paulo,
Além dos muros

De João, o de Latrão

E de Maria Maior.

Porque o anel foi quebrado,
Mas não a promessa
Que sendo também Maior
É inquebrantável,
Indestrutível:

“Tu és Petrus!”

Dobrai sinos do Mundo Inteiro

Dobrai.

Dobrai de tristeza.
Chorai o Pontífice vivo
Que se faz morto

Por amor

E esperai o alegre momento,
Da chegada do outro

Que sem nome e sem rosto,
- ainda –
Se aproxima
Do trono e do altar.»

Pe. Marcélo Tenorio

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A Transfiguração de Jesus e as delícias do céu


No Evangelho deste II Domingo da Quaresma, a Igreja medita na Transfiguração de Jesus, momento no qual o Senhor quis dar aos Seus discípulos um antegozo  da beleza do paraíso.

Tomando consigo Pedro, Tiago e João, Jesus subiu ao alto de um monte e transfigurou-se diante deles. O Seu rosto ficou refulgente como o sol e as vestes brancas como a neve. Apareceram Moisés e Elias que falavam com Ele. Ao ver tudo isto, Pedro disse a Jesus: Mestre, façamos três tendas, uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias.

São Pedro e os seus companheiros puderam ver a glória de Jesus transfigurado, provando assim, como diz Santo Afonso Maria Ligório «uma só gota da doçura celestial», e rogaram a Jesus para que fosse possível permanecerem naquele lugar.

Se para São Pedro e os seus companheiros a visão de Jesus transfigurado os deixou assim, o que será de nós quando o Senhor «saciar os seus escolhidos da abundância da Sua casa e os fizer beber na torrente das Suas delícias»?

A glória de que gozaram os três discípulos foi de curta duração, porque enquanto Pedro falava, uma nuvem os envolveu. «Este é o meu Filho muito amado, escutai-O».  O Pai manda-nos ouvir o Seu Filho, desta forma, somos convidados neste tempo Santo da Quaresma a escutar o que Jesus nos pede para fazer.

As consolações que recebemos de Jesus, tal como receberam Pedro, Tiago e João têm por único motivo animar-nos nos nossos trabalhos, porque não é neste mundo que gozamos das delícias de Deus.

Os discípulos, testemunhas da transfiguração, parecem não ter muita vontade de “descer à terra” e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. No entanto, a experiência de Jesus obriga a continuar a obra que Ele começou e a “regressar ao mundo” para fazer da vida um dom e uma entrega aos homens nossos irmãos.

Animemo-nos portanto e procuremos sofrer com paciência as provações que são colocadas nas nossas vidas, oferecendo-as em união ao sofrimento de Jesus que morreu por nosso amor.

Santo Afonso Maria Ligório termina a meditação sobre este Evangelho com uma bonita oração que também pode ser de cada um de nós: «Meu amado Redentor, agradeço-Vos as luzes que me dais agora. São sinais de que me quereis salvo a gozar das Vossas delícias um dia no céu. Quero salvar-me, não tanto pela alegria mas para Vos poder agradar e amar. Amo-Vos, Jesus meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas».


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Quarta-feira de Cinzas - o início do "tempo favorável"



"Procurai o mérito, procurai a causa, procurai a justiça;
e vede se encontrais outra coisa que não seja a graça de Deus". (Sto. Agostinho)



O santo tempo da Quaresma que se inicia nesta quarta-feira, com a Imposição das Cinzas, convida-nos à conversão. Ao recebermos sobre a nossa cabeça as cinzas escutamos  uma das duas fórmulas possíveis: "Convertei-vos e acreditai no evangelho", ou "Recorda-te que és pó e ao pó hás-de voltar".

Não hesitemos em reencontrar o amor de Deus do qual muitas vezes no afastamos através do pecado. Com um verdadeiro espírito de penitência e arrependimento iniciamos o tempo favorável da Quaresma, como nos recordou São Paulo: "Aquele que não havia conhecido o pecado, diz ele, Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus" (2Cor 5, 21), para nos deixarmos reconciliar com Deus em Cristo Jesus.

A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas aponta-nos como deve ser vivido todo o tempo da Quaresma: uma sincera conversão do coração a Deus. A imposição das cinzas que se faz neste dia deve fazer-nos conscientes da necessidade de uma mudança interior, de conversão e de penitência; bem como da fragilidade da condição humana.

Nestes quarenta dias que temos diante de nós até às solenidades Pascais devemos aprofundar esta extraordinária experiência espiritual. O Evangelho deste dia apresenta-nos Jesus a indicar quais são os instrumentos úteis para realizar uma verdadeira renovação interior: a esmola, a oração e o jejum. Estes gestos exteriores, demonstram a determinação do coração em servir Nosso Senhor com simplicidade e generosidade.

O jejum que somos convidados a fazer neste tempo não tem motivações de ordem física ou estética, mas provém da exigência que o homem tem de uma purificação interior; daquelas renúncias saudáveis que libertam o cristão do egocentrismo, tornando-o mais atento à Palavra de Deus e ao serviço dos irmãos como refere o Santo Padre na sua Mensagem para a Quaresma 2013.

Com a oração unimo-nos ao Senhor, procurando fazer presente a Sua Palavra e a Sua vontade nos nossos dias. Desta forma, não devemos esquecer o preceito da Igreja, de pelo menos pela Páscoa nos abeirarmos do Sacramento da Confissão. Com o coração limpo do pecado, de certo chegaremos a uma maior intimidade com Deus.

Através da esmola que damos, mais do que uma simples dádiva, está presente a caridade e a renúncia. Neste tempo devemos abster-nos de coisas supérfluas e partilhar com os que menos têm,.

São João Crisóstomo, numa das suas homilias dizia:  "Como no findar do Inverno volta a estação do Verão e o navegante arrasta para o mar a barca, o soldado limpa as armas e treina o cavalo para a luta, o agricultor lima a foice; assim também nós, no início deste sagrado tempo, quase no regresso de uma Primavera espiritual limpamos as armas como os soldados, limamos a foice como os agricultores e reorganizamos a nave do nosso espírito para enfrentar as ondas das paixões. "

Procuremos neste Tempo da Quaresma convertermo-nos a Deus de todo o coração, praticando a esmola e o jejum e fortificando a nossa oração para que possamos, tal como Santo Afonso Maria Ligório rezar ao nosso Redentor:

Ó meu amabilíssimo Redentor,
consenti que eu una a minha abstinência,
à que Vós, com tanto rigor, por mim quisestes observar no deserto.

Concedei também que nesta união
eu a ofereça ao Pai Divino,
como desconto dos meus pecados,
pela conversão dos pecadores
e em sufrágio das santas almas do Purgatório.

Tenho intenção de renovar todos os dias esta oferta,
durante o Santo Tempo da Quaresma,
«Vós, porém, ó Senhor,
concedei-me a graça de começar este solene jejum,
com divina piedade e de continua-lo com devoção constante»,
a fim de que, chegada a Páscoa,
depois de ter ressurgido conVosco para a vida da graça,
seja digno também de ressuscitar um dia par a vida eterna.

Ámen.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Obrigado, Santo Padre!


O dia de hoje começou com uma triste notícia: Sua Santidade, o Papa Bento XVI, diante dos cardeais convocados para o Consistório público anunciou a sua resignação. Muitas notícias e opiniões encheram os jornais, os blogs, todos os meios de informação, no entanto, a nós, enquanto Jovens Católicos fiéis à pessoa do Papa e à Santa Igreja, não podemos deixar de meditar nas suas palavras:

«Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.»

Um acto de pronfundo amor pela Igreja. Bento XVI, após ter dado sinais de fraqueza física, resigna do ministério petrino esperando e confiando que o Pastor Supremo e Sua Mãe, Maria Santíssima, protejam e amparem a Igreja neste tempo até à eleição de um novo Pontífice.
Acima de tudo, este comunicado proferido poucos dias antes do início do Tempo Santo da Quaresma, deve fazer nascer em nós um espírito de oração e penitência.

Hoje, dia 11 de Fevereiro é dia de Nossa Senhora de Lourdes. O Papado tem vindo a ser referido nas aparições Marianas dos últimos séculos. Em Fátima, a beata Jacinta Marto disse ter visto o Santo Padre a sofrer muito. De certo que esta decisão não foi tomada de ânimo leve.

A JMV Sobreiro teve a graça de estar presente na Visita Apostólica a Portugal, tendo estado presente na Santa Missa no Terreiro do Paço - Lisboa, e em Fátima na oração do Terço a 12 de Maio de 2010 e na Santa Missa no recinto do Santuário. No ano de 2011 rumámos a Madrid e lá sentimos o quão próximo dos jovens era, é e será sempre o Papa Bento XVI.

Nas Vossas mãos, Virgem Santa e imaculada, confiamos a Igreja. Não esqueceremos nunca o grande homem de Fé que foi Bento XVI e pedimo-Vos, Mater Ecclesiae, para que o novo sucessor de Pedro saiba guiar o leme da Santa Igreja com tanto amor e dedicação como o fez Bento XVI.




Oração a Nossa Senhora da Saúde



Oh! Manancial de vida!
Fonte perene da nossa saúde,
grande Rainha dos Céus, Maria,
 volvei, vos imploro, para mim,  o olhar benigno de vossa misericórdia.

 Livrai-me da mancha das minhas culpas,
 e com o favor de Vossa poderosíssima intercessão,
 fazei que eu consiga da Divina Magestade,
 com a salvação de minha alma,
 a perfeita saúde do corpo
e aquela graça da qual tanto necessito
e que vos recomendo a fim de que,
podendo melhor servir-Vos e louvar-Vos nesta vida,
venha depois, um dia a amar-Vos e agradecer-Vos
para toda a eternidade feliz no Céu.

Não queirais, ó Mãe da Saúde,
 desprezar as minhas súplicas,
escutai-me, atendei-me e salvai-me.
Ámen.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Oração do doente - Papa Pio XII





Ó boa e terna Mãe,
cuja alma foi transpassada por uma espada de dor,
olhai para nós enquanto na nossa doença,
 e ao vosso lado no Calvário onde Jesus está suspenso na cruz,
reconhecemos as nossas culpas.

Agraciados com a graça do sofrimento
 e esperançosos de completar na nossa própria carne
e no nosso próprio espírito,
aquilo que falta em nossa participação na Paixão de Cristo,
a favor do seu Corpo Místico, a Igreja,
e nos consagramos a Vós, bem como as nossas dores.

Nós Vos rogamos que as coloqueis sobre o altar da Cruz,
 onde Cristo está crucificado.
Que elas possam ser pequenas vítimas de expiação
pela nossa salvação e pela salvação de todas as pessoas.

Ó Mãe das dores, aceitai esta consagração.
Fortalecei os nossos esperançosos corações,
para que, como participantes dos sofrimentos de Cristo,
possamos participar na Sua consolação agora e para sempre.
Amén.


                                                                                                                         Papa Pio XII

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Visita aos Doentes - XXI Dia Mundial do Doente


A JMV Sobreiro iniciou hoje a visita aos doentes e idosos, tendo em conta a proximidade do Dia Mundial do Doente.  O Santo Padre, na sua Mensagem para este dia refere que "com as palavras finais da parábola do Bom Samaritano – «Vai e faz tu também o mesmo» (Lc 10, 37) –, o Senhor indica qual é a atitude que cada um dos seus discípulos deve ter para com os outros, particularmente se necessitados de cuidados." (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial do Doente 2013, 2)

Seguindo o convite do Papa para nos dedicarmos mais aos irmãos que se encontram em situações de maior solidão ou sofrimento físico, esta actividade pretende fazer crescer em todos nós a consciência de que, «ao aceitar amorosa e generosamente toda a vida humana, sobretudo se frágil e doente, a Igreja vive hoje um momento fundamental da sua missão» (João Paulo II, Exort. ap. pós-sinodal Christifideles laici, 38).

Tal como já foi referido, hoje iniciou-se esta actividade e tivemos a grande graça de juntamente com o nosso Prior, visitar uma doente que recebeu o Sacramento da Santa Unção. Com os familiares e com o Padre, rezámos ao Senhor pedindo que conceda a esta nossa irmã a força e a coragem necessárias para suportar a sua doença e confiar a sua vida ao Pai Misericordioso.

Após esta visita, fomos a uma outra senhora não se encontra doente mas que tem uma idade já avançada. Conversámos, rimos e terminámos esta pequena visita dando a conhecer que aquando da Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao Sobreiro, será dado o Sacramento da Santa Unção aos doentes.

Antes da sair e de nos despedirmos e agradecer a amabilidade de nos ter recebido, ainda houve tempo para uma momento de oração junto do oratório a Nossa Senhora das Graças e para deixar de recordação uma pequena pagela com uma oração.

Confiamos a Maria, a Senhora das Graças, esta nossa actividade. Para que tal como o Bom Samaritano, saibamos nos ir ao encontro dos que mais precisam, levando o coração disponível para os ajudar a ultrapassar este momento mais difícil das suas vidas.


Encontro Sub16 da JMV Sul


A JMV Sobreiro estará presente de 8 a 11 de Fevereiro no Encontro Sub 16 da JMV Sul que se realizará no centro local de Santiago do Cacém. 

Confiamos este momento de oração, crescimento espiritual e partilha à Santa Mãe de Deus, Maria Santíssima. Que a Senhora das Graças derrame sobre cada um dos participantes o seu Amor Maternal e que faça que todos possam sair deste encontro com uma Fé mais fortificada.



«Não temas... serás pescador de Homens»


Depois da rejeição em Nazaré, na proclamação que fez de Sua pessoa e missão,  como foi meditado no Evangelho do Domingo passado, esta semana, na Missa do V Domingo do Tempo Comum o Evangelho apresenta-nos o início da pregação de Jesus.

Pregando à beira do lago, Jesus incita Pedro a levar a barca para águas mais profundas e a lançar as redes ao mar. “Mestre, trabalhamos a noite inteira a nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes” (Lc 5,5). O pobre pescador confia nas palavras de Jesus e lança as redes ao mar e eis que tem uma grande surpresa: apanha inúmeros peixes, como nos relata o evangelista.

Esta passagem do Evangelho é uma grande catequese acerca da pregação e da missão da Igreja. Jesus vai ter com um simples pescador e convida-o a pescar em águas mais profundas. Também hoje somos convidados por Jesus a pescar em águas profundas, isto é, num mundo marcado pelo individualismo e fortemente antropocêntrico.

A barca de Pedro simboliza a Igreja e as redes o anúncio da Palavra. Ao confiar na vontade de Deus podemos ter, tal como aconteceu ao simples pescador, abundância de peixes.

Pedro lançou as redes da mesma forma que sempre fazia. Poder-se-á dizer que a ele coube-lhe apenas o trabalho humano. No entanto, com a vontade de Jesus a pescaria foi grande.

Também nós, tal como este discípulo, podemos achar-nos indignos por causa do pecado que nos marca. No entanto, isso não impediu que Pedro se tornasse anunciador do Reino, pois Jesus disse: “Não tenhas medo, pois de hoje em diante será pescador de homens” .

Como se segue Jesus e quais as implicações na nossa vida?

A escolha dos primeiros discípulos está marcada pela sua capacidade de deixar tudo e seguir Jesus: “Eles levaram as barcas para a margem, deixaram tudo, e seguiram a Jesus”. A mudança de vida é uma exigência fundamental para seguir de Jesus.

Quantas vezes, embarcamos noutros projectos onde Jesus não está e fazemos deles o objectivo da nossa vida?

Procuremos nas nossas vidas seguir o exemplo de Pedro e André, seu irmão, e saibamos dizer sim ao Senhor. Que bom seria se, tal como estes dois apóstolos, fossemos capazes de deixar as redes e os afazeres da nossa vida simples e pecadora e procurássemos fazer a vontade de Deus a nosso respeito, deixando tudo para trás com o único objectivo: fazer a vontade de Deus.


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