"Raios de Luz"


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

«Não temas... serás pescador de Homens»


Depois da rejeição em Nazaré, na proclamação que fez de Sua pessoa e missão,  como foi meditado no Evangelho do Domingo passado, esta semana, na Missa do V Domingo do Tempo Comum o Evangelho apresenta-nos o início da pregação de Jesus.

Pregando à beira do lago, Jesus incita Pedro a levar a barca para águas mais profundas e a lançar as redes ao mar. “Mestre, trabalhamos a noite inteira a nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes” (Lc 5,5). O pobre pescador confia nas palavras de Jesus e lança as redes ao mar e eis que tem uma grande surpresa: apanha inúmeros peixes, como nos relata o evangelista.

Esta passagem do Evangelho é uma grande catequese acerca da pregação e da missão da Igreja. Jesus vai ter com um simples pescador e convida-o a pescar em águas mais profundas. Também hoje somos convidados por Jesus a pescar em águas profundas, isto é, num mundo marcado pelo individualismo e fortemente antropocêntrico.

A barca de Pedro simboliza a Igreja e as redes o anúncio da Palavra. Ao confiar na vontade de Deus podemos ter, tal como aconteceu ao simples pescador, abundância de peixes.

Pedro lançou as redes da mesma forma que sempre fazia. Poder-se-á dizer que a ele coube-lhe apenas o trabalho humano. No entanto, com a vontade de Jesus a pescaria foi grande.

Também nós, tal como este discípulo, podemos achar-nos indignos por causa do pecado que nos marca. No entanto, isso não impediu que Pedro se tornasse anunciador do Reino, pois Jesus disse: “Não tenhas medo, pois de hoje em diante será pescador de homens” .

Como se segue Jesus e quais as implicações na nossa vida?

A escolha dos primeiros discípulos está marcada pela sua capacidade de deixar tudo e seguir Jesus: “Eles levaram as barcas para a margem, deixaram tudo, e seguiram a Jesus”. A mudança de vida é uma exigência fundamental para seguir de Jesus.

Quantas vezes, embarcamos noutros projectos onde Jesus não está e fazemos deles o objectivo da nossa vida?

Procuremos nas nossas vidas seguir o exemplo de Pedro e André, seu irmão, e saibamos dizer sim ao Senhor. Que bom seria se, tal como estes dois apóstolos, fossemos capazes de deixar as redes e os afazeres da nossa vida simples e pecadora e procurássemos fazer a vontade de Deus a nosso respeito, deixando tudo para trás com o único objectivo: fazer a vontade de Deus.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mais uma Conferência a não perder


Tendo em vista a Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia de Mafra, esta é a última das três conferências cujo objectivo é despertar os crentes para a Mensagem de Fátima e para a sua actualidade. 

Convidamos todos a estar presentes!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Novena aos Pastorinhos Francisco e Jacinta



A JMV Sobreiro propõe uma Novena de Oração aos Pastorinhos Francisco e Jacinta de 11 a 19 de Fevereiro, em preparação para a sua Festa Litúrgica a 20 de Fevereiro, pedindo-lhes as graça que precisamos, pedindo também a Deus que, por intercessão de Nossa Senhora, Se digne glorificar diante de toda a Igreja estas duas crianças como exemplos de Santidade.

Há muita gente que reza aos Pastorinhos de Fátima e que lhes confia as suas vidas e dificuldades, no entanto, quando invocam estes pequenos videntes de Maria Santíssima, invocam os três Pastorinhos.

Mas para que os milagres que lhe são atribuídos sejam considerados credíveis para fazer parte do processo de Canonização, estes têm de estar relacionados apenas com estes dois meninos que viram Nossa Senhora e se entregaram em reparação dos ultrajes com que o Seu Imaculado Coração é ofendido. Todos os milagres que têm como intercessores o Francisco, a Jacinta e a Irmã Lúcia, em nada contribuem para a canonização dos Beatos Francisco e Jacinta nem para a Beatificação da Irmã Lúcia, uma vez que os processos legais são independentes.

É preciso rezar a pedir ao Senhor para que estes dois pequenos irmãos que souberam acolher a Mensagem de Fátima e viver profunda e intimamente o Evangelho, possam ser elevados à glória dos altares.


ORAÇÃO PARA PEDIR A SUA CANONIZAÇÃO

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e agradeço-Vos as aparições da Santíssima Virgem em Fátima.
Pelos méritos infinitos do Santíssimo Coração de Jesus e por intercessão do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos que, se for para Vossa maior glória e bem das nossas almas, Vos digneis glorificar diante de toda a Igreja os bem-aventurados Francisco e Jacinta, concedendo-nos, por sua intercessão, a graça que Vos pedimos. Ámen.

Pai-Nosso, Avé-Maria e Glória.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

XVII Aniversário dos "Raios de Luz"


A Juventude Mariana Vicentina do Sobreiro comemora hoje o seu 17º Aniversário. Ao logo de todos estes anos foram muitos aqueles que foram passando pelo grupo e deixando a sua marca e o seu contributo para hoje sermos aquilo que somos.

O Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro foi formado no ano de 1996, quando um grupo de adolescentes que tinham completado a caminhada da Catequese, juntamente com os seus catequistas que eram relativamente jovens, acharam por bem não virar as costas à Igreja e continuar a viver activamente a fé, a reunir para rezar e para crescer enquanto jovens católicos.

No decorrer de todos estes anos, muitas foram as actividades e os momentos que marcaram o grupo. Poderíamos destacar as Jornadas Mundiais da Juventude, a Visita do Papa Bento XVI a Portugal, a Admissão do grupo na Juventude Mariana Vicentina... mas o que consideramos mais importante foram e são os momentos de oração e crescimento espiritual que foram fazendo com que os jovens que pertencem ou pertenceram a este grupo pudessem ser hoje, cristãos mais convictos da Fé que professam.

Nossa Senhora, a Mãe da Igreja e dos Jovens é a padroeira do grupo. A Ela confiamos as nossas actividades e o serviço que o grupo presta aos mais desfavorecidos. À Senhora das Graças rezamos confiadamente por todos aqueles que nos apoiam e connosco, honram a Santa Mãe de Deus.


Neste XVII Aniversário que o Grupo de Jovens comemora, pedimos a intercessão de Nossa Senhora para que fortaleça o espírito de caridade no grupo. Rezamos ainda para que os jovens e adolescentes que sintam a vontade de caminhar em Deus, encontrem sempre as portas abertas no Grupo de Jovens.



Mãe, ouve-me!
Minha prece é um grito na noite…
Mãe, vale-me!
Nesta noite da minha juventude.

Mãe, salva-me!
Mil perigos me assaltam na vida…
Mãe, enche-me
De esperança, de amor e de fé.

Mãe, guia-me,
Pois nas sombras não vejo o caminho!
Mãe leva-me,
Que a Teu lado feliz cantarei!


Mensagem para o Dia Mundial do Doente


«Vai e faz tu também o mesmo» (Lc 10,37)

A Igreja celebra, no próximo dia 11 de Fevereiro a memória de Nossa Senhora de Loures à qual se junta a comemoração do XXI Dia Mundial do Doente.

Na sua Mensagem para este dia, o Santo Padre sublinha que "a sua celebração deve estar fortemente caracterizada pela oração e pela partilha e pelo oferecimento do sofrimento pelo bem da Igreja que ajuda a que todos reconheçam no rosto do irmão doente o rosto de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, salvou à humanidade".

"Jesus com seus gestos e palavras manifesta o amor profundo de Deus por cada ser humano, sobretudo aos que estão em uma situação de enfermidade ou de dor", no entanto, o Santo Padre propõe que se dê mais atenção ao final da parábola quando Jesus propõe algo que também diz respeito a cada um de nós: "Vai e faz tu também o mesmo".

Num mundo marcado por uma a sociedade individualista e egocêntrica torna-se cada vez mais necessário que haja pessoas capazes de apoiar física e espiritualmente os doentes a quem o Senhor convida a partilharem do Seu sofrimento e a tal como Ele, entregar todas as dores e tristezas ao Pai do Céu.

A Mensagem termina com uma intercessão de confiança a Nossa Senhora das Graças. A Virgem Maria acolheu ao longo da Sua santa vida os sofrimentos de Mãe. No Calvário, vendo o Seu amado Filho morrer injustamente acompanhou-O com o mesmo amor que o Seu Imaculado Coração ama e ampara todos os que sofrem.

Porque não, no decorrer destas duas próximas semanas, procurarmos visitar alguém que conhecemos e que sabemos que está doente e que precisa de conforto? A JMV Sobreiro irá visitar cerca de 30 casas com pessoas doentes ou que se encontram mais sozinhas, levando como impulso para esta actividade o amor que o Bom Samaritano demonstrou para com o doente que encontrou pelo caminho.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"Nenhum profeta é bem recebido na sua terra"


"Só Cristo é capaz de nutrir no íntimo; os outros nutrem externamente, como a servidores (...). 
De facto, alimenta a alma exausta e enche de bens aquela faminta"
Santo Tomás de Aquino


No Evangelho deste IV Domingo do Tempo Comum encontramos Jesus a ser posto em causa por aqueles que estavam com Ele na sinagoga (como escutámos no evangelho do Domingo passado).

Jesus veio para anunciar a Boa-Nova do Reino, no entanto, essa Sua missão não foi bem entendida pelo povo judeu. Os homens e mulheres que rodeavam Jesus no início da Sua vida pública esperavam um Messias que fizesse milagres e que fosse "fora do normal".

“Nenhum profeta é bem recebido na sua terra” e como tal, os judeus tinham visto Jesus crescer e sabiam quem era o Seu Pai e a Sua Mãe, no entanto, não percebiam verdadeiramente a profundidade do mistério da vida de Jesus.

Perante esta confusão dos habitantes de Nazaré e as suas questões acerca de Jesus, Este, deparando-se com uma profunda falta da fé daquele povo repreende-os dando exemplos da forma com Deus, no passado, tinha escolhido  alguns profetas, não para os que lhes eram próximos, mas para outros.

Perguntemo-nos então: quanto posso eu identificar-me com os compatriotas de Jesus? A crítica, a murmuração, a inveja, a maledicência, fazem tantas vezes parte das nossas vidas e fazem-nos afastar de Deus e quase que apagar a luz da verdadeira Fé.

Consideramo-nos católicos crentes e que temos uma relação com Jesus todos os dias. Somos até capazes de estar em ambientes em que se fala d'Ele mas que impacto tem isso nas nossas vidas?

No decorrer do relato feito por São Lucas, os nazarenos pedem a Jesus que faça na Sua terra aquilo que tinha feito em Cafarnaum. Esperavam eles, mais uma vez, a manifestação exterior de Jesus e milagres apenas para os satisfazer. Quantas vezes nos aproximamos nós de Deus apenas para lhe pedir coisas? Jesus apresenta-nos uma proposta de salvação que se traduz em actos concretos nas nossas vidas.

O Evangelho termina com a referência à vontade de matar Jesus. Os habitantes de Nazaré não estavam satisfeitos com o que Jesus lhes tinha dito e então pretendiam livrar-se d'Ele. Também nós, muitas vezes nas nossas vidas, vamos abandonando Jesus e buscando no mundo e na carne a "satisfação" para os nossos problemas.

Jesus é verdadeiramente o nosso Salvador. Só Ele nos pode dar a Vida eterna. Procuremos nesta semana tomar consciência do quanto ficamos aquém daquilo que Deus espera de nós e esforcemo-nos por viver segundo os ensinamentos de Jesus.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

São Tomás de Aquino, doutor da Igreja


Neste dia lembramos uma das maiores figuras da Igreja: São Tomás de Aquino. Conta-se que, quando criança, com cinco anos, Tomás, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração perguntou: "Quem é Deus?".

Desde o início do Ano Pastoral que a JMV Sobreiro se tem dedicado a formar-se na doutrina e Fé da Igreja, utilizando como referência a obra de São Tomás. Desta forma, consideramos que não podíamos deixar passar em branco a Memória Litúrgica deste Doutor da Igreja. 

São inúmeros os textos, comentários e ensinamentos que São Tomás deixou escritos. De entre eles, a nosso ver, pode destacar-se a Suma Teológica e o Sermão sobre o Credo.

Como tal, deixamos aqui uma leitura da Liturgia das Horas deste dia que é da autoria de São Tomás. Já utilizámos partes deste bonito comentário no entanto, nunca é de mais reler e aprender com ele.

Aprendamos com São Tomás de Aquino a servir a Deus e a anunciar aos outros as maravilhas do Senhor.

São Tomás, rogai por nós!




A cruz, exemplo de todas as virtudes
(Collatio 6 super Credo in Deum - Sec. XIII)

«Que necessidade havia para que o Filho de Deus sofresse por nós? Uma necessidade grande e, por assim dizer, dupla: para remédio contra o pecado e para exemplo do que devemos fazer.

Foi em primeiro lugar um remédio, porque na paixão de Cristo encontramos remédio contra todos os males em que incorremos por causa dos nossos pecados.

Mas não é menor a utilidade que tem como exemplo. Na verdade, a paixão de Cristo é suficiente para orientar toda a nossa vida. Quem quiser viver em perfeição, basta que despreze o que Cristo desprezou na cruz e deseje o que Ele desejou. Nenhum exemplo de virtude está ausente da cruz.

Se queres um exemplo de caridade: Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos seus amigos. Assim fez Cristo na cruz. (...)

Se procuras um exemplo de paciência, encontras na cruz o mais excelente. (...). Ora Cristo suportou na cruz grandes sofrimentos, e com grande serenidade, porque sofrendo não ameaçava; e como ovelha levada ao matadouro, não abriu a boca. (...)

Se queres um exemplo de humildade, olha para o crucifixo: Deus quis ser julgado sob Pôncio Pilatos e morrer.

Se procuras um exemplo de obediência, segue Aquele que Se fez obediente ao Pai até à morte: assim como pela desobediência de um só, isto é, Adão, muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um só muitos serão justificados.

Se queres um exemplo de desprezo pelas honras da terra, segue Aquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores, no qual se encontram todos os tesouros de sabedoria e de ciência e que na cruz está despojado dos seus vestidos, escarnecido, cuspido, espancado, coroado de espinhos e dessedentado com fel e vinagre.
Não te preocupes com trajes e riquezas, porque repartiram entre si as minhas vestes; nem com as honras, porque troçaram de Mim e Me bateram; nem com as dignidades, porque teceram uma coroa de espinhos e puseram-Ma sobre a cabeça; nem com os prazeres, porque para a minha sede Me deram vinagre.»


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

"O Espírito do Senhor está sobre Mim"


No Evangelho do III Domingo do Tempo Comum, São Lucas relata-nos um acontecimento do início da vida pública de Jesus. O Filho de Deus encontrava-se no templo, num sábado e foi convidado para proclamar a Palavra de Deus.

O texto que foi apresentado a Jesus é de Isaías (Is 61,1-2). Esse texto apresenta o profeta anónimo que, em Jerusalém, consola os exilados, como um “ungido de Deus”, que possui o Espírito de Deus e cuja missão consiste em gritar a “boa notícia” de que a libertação chegou ao coração e à vida de todos os prisioneiros do sofrimento, da opressão, da injustiça. A passagem da escritura que Jesus leu remonta ao tempo em que o povo hebreu esteve exilado na Babilónia, 

No evangelho, o que é mais significativo, é a “actualização” que Jesus faz desta profecia: Ele apresenta-Se como o “profeta” que Deus ungiu com o Seu Espírito, a fim de concretizar essa missão libertadora. Jesus, após a proclamação da Palavra diz "cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da escritura que acabais de ouvir". De facto, a acção de Jesus na terra tem como base o projecto de libertação e salvação dos homens que se encontram prisioneiros do pecado e do egoísmo.

Há quinze dias meditávamos sobre este mistério: o Pai, o Senhor, ungiu Jesus com o Espírito Santo como Messias de Israel. E qual a Sua missão? “consagrou-me com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista, para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”.

Para que experimentemos Jesus como o libertador, é necessário que nós mesmos descubramos que somos pobres e pequenos. Só quando tomamos consciência da nossa pequenez é que percebemos que, em Jesus, Deus veio a nós, Deus deu-se a nós, Deus estendeu-nos as mãos, abriu-nos os braços e aconchegou-nos no coração.

Olhemos para Jesus, aquele que foi ungido por Deus e procuremos na Sua vida a forma de moldar a nossa. Jesus foi enviado para anunciar o Evangelho do Reino. Será que nós, nas nossas vidas damos testemunho coerente com o Evangelho do Reino? Peçamos à Virgem Maria, o modelo fiel de obediência e observância à Palavra de Deus, que nos dê a força e coragem necessárias para testemunhar com as nossas vidas em quem acreditamos.



Proposta de Cânticos para a Missa:
Entrada: Cantai ao Senhor - NCT 211
Ofertório: Tudo o que pedirdes - OC  256
Comunhão: Formamos um só corpo-  NCT 265
Acção de Graças: Creio em ti
Fim:  A bondade do Senhor - Taizé

NCT - Novo Cantemos Todos
OC - Orar cantando


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Festa de São Sebastião no Sobreiro



Ontem, dia 20 de Janeiro, a comunidade do Sobreiro celebrou a festa litúrgica de São Sebastião, padroeiro desta terra.


Logo pela manhã os sinos e os foguetes convidavam a ir até à Igreja para a celebração da Santa Missa. Também neste dia as crianças do 5º Ano da Catequese celebraram a Festa dos Mandamentos e os do 7º Volume a Festa das Bem-Aventuranças.

Na homilia da Missa, o nosso prior - Padre Luís Barros falou de como São Sebastião, mártir dos primeiros séculos da Igreja, conseguiu ser fiel a Jesus e não teve medo das represálias que podia vir a ter, sendo por isso considerado um exemplo de fé.

Após a celebração, apesar do tempo não estar muito convidativo, o povo do Sobreiro saiu à rua em procissão levando o seu Santo Padroeiro e cantando o hino dedicado ao mártir São Sebastião.

Também os idosos do Lar e Centro de Dia do Sobreiro puderam estar presentes uma vez que a JMV Sobreiro deu início a um projecto que consiste em levar os utentes desta instituição à Missa todos os domingos.

A procissão terminou com os sinos a repique e os foguetes a estalar no ar. Por fim o Padre Luís deu a bênção final prevista para este dia no adro da igreja.

São Sebastião, rogai por nós!


Nova edição do Jornal "Raios de Luz"




Já saiu a edição de Janeiro do Jornal "Raios de Luz"

São muitas as notícias que pode encontrar nesta décima edição do Jornal. Desde a Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz, passando por acontecimentos da Vigararia de Mafra e pelo Canto das Janeiras no Sobreiro bem como actividades de carácter mais Vicentino.

Para aceder ao Jornal em versão digital, clique na imagem acima.

Boa leitura e esperamos que gostem!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pelo Baptismo tornamo-nos filhos bem-amados de Deus


No Domingo após a Solenidade da Epifania, a Igreja celebra o Baptismo do Senhor, encerrando assim o ciclo das festas em que lembramos a manifestação do Senhor.

No Evangelho, São Lucas relata como era o baptismo que João pregava. A mensagem que João proclamava estava centrada na urgência de conversão, pois, na sua opinião, estava iminente a intervenção definitiva de Deus na história para destruir o mal. 

Sem ter mancha alguma que purificar, Jesus quis submeter-se a esse rito tal como se submetera a todas as outras observâncias da lei de Moisés. O Senhor desejou ser baptizado, diz Santo Agostinho, “para proclamar com a Sua humildade o que para nós era uma necessidade”.

Com o Baptismo de Jesus, ficou preparado o Baptismo cristão, directamente instituído por Jesus Cristo e imposto por Ele como lei universal no dia da sua Ascensão: «Todo poder me foi dado no céu e na terra, dirá o Senhor; ide, pois, ensinai a todos os povos, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.»

Pelo Baptismo, cada um de nós torna-se filho bem-amado de Deus Pai, em Jesus Cristo, pelo Espírito Santo. A Trindade Santíssima vem morar no nosso coração e é-nos dada a graça e a fé, bens necessários para a salvação eterna.              

Antes de recebermos o Baptismo, todos nós nos encontrávamos com a porta do Céu fechada. Com o Baptismo, temos como que o "bilhete" para ir para junto de Deus. No entanto, não basta termos um bilhete para estarmos certos que fazemos determinada viagem. É preciso estar preparado. É preciso uma mudança de vida, tal como João Baptista proclamava.

São Leão Magno dizia: "Graças ao sacramento do Baptismo tu te converteste em templo do Espírito Santo: não te passe pela cabeça afugentar com as tuas más acções um hóspede tão nobre, nem voltar a submeter-te à servidão do demónio, porque o teu preço é o sangue de Cristo.”

Cada vez mais, vemos que os pais vão deixando para os seus filhos o "direito" de decidir se querem ou não ser baptizados. Desde sempre que a Igreja pediu aos pais que baptizassem os seus filhos o quanto antes. Não se trata de atentar contra a liberdade da criança, da mesma forma que alimentá-la, limpá-la, curá-la, quando ela própria não pode pedir esses bens não é atentar contra a sua vontade.

Todas as crianças têm o direito de receber o Baptismo. Mais do que uma festa com mais ou menos convidados, mais que um dia especial, ao Baptizar o filho, os pais estão a possibilitar-lhe o dom da fé e a salvação da alma do seu filho.

Peçamos à Santíssima Virgem que nos obtenha de Seu Filho Jesus Cristo um coração limpo e um espírito puro, para darmos testemunho verdadeiro da Fé recebida no nosso Baptismo e para sermos fiéis às promessas outrora feitas pelos nossos pais e padrinhos.

sábado, 5 de janeiro de 2013

«Viemos do oriente adorar o Rei»


No próximo Domingo, dia 06 de Janeiro a Igreja celebra a Epifania do Senhor, ou seja, a manifestação de Deus ao mundo inteiro.

No Evangelho, São Mateus relata que à chegada dos Magos vindos do Oriente, estes exclamaram: «Viemos do oriente adorar o rei». Mais do que um relato histórico, o evangelista apresenta uma profunda catequese com a referência a este acontecimento. Os Magos representam os povos de todas as línguas e nações que se põem a caminho, chamados por Deus, para adorar Jesus.

O Deus Menino nasceu numa pobre gruta, e apenas os anjos do Céu O reconhecem com o seu Senhor e O vêm adorar. Os homens, deixam-no abandonado. Apenas os pastores parte apressadamente para ver o que o anjo lhes anunciara.

Mas Jesus quer começar a comunicar a graça da Redenção e como tal começa a manifestar-se aos gentios, àqueles que menos O conheciam. Nos Reis Magos, vemos milhares de almas de toda a terra que buscam o Senhor para O adorar.

Ao chegar, adoram O Menino e oferecem-lhe presentes. Jesus acolhe-os com um sorriso amável, demonstrando assim o afecto para com todos aqueles que esperam da Sua redenção. Olhando para Nossa Senhora, os Magos vêem uma jovem silenciosa, com um semblante que reluz doçura celeste, feliz por ver que os gentios vêm adorar o Filho de Deus.

Santo Afonso Maria Ligório, nas suas meditações acerca da Epifania, deixou uma oração que pode ser de cada um de nós: «Ó amável Menino Jesus, ainda que Vos veja nessa gruta, deitado sobre a palha, tão pobre e tão desprezado, a fé ensina-me que Sois meu Deus, descido do céu para minha salvação».

Os Magos, seguindo a estrela, encontram o lugar onde estava o Salvador com Maria e José. E voltaram às suas regiões por outro caminho. Quem encontra Jesus Cristo muda de caminho. Toma um caminho novo, o caminho de Jesus Cristo.  Precisamos estar atentos, tal como os Magos, à estrela. A estrela que são todos os sinais de Deus para que encontremos o Salvador: os Sacramentos, a Palavra de Deus, o Magistério da Igreja.

Os três sábios reis do oriente seguiram a estrela. Não duvidaram, porque sua fé era sólida e firme. Aprendamos destes homens sábios a virtude da perseverança: também nós devemos perseverar na prática das boas obras, mesmo durante as mais obscuras trevas interiores. Sejamos estrelas que vão indicando o caminho ao próximo para que ele encontre o Messias Salvador.

Peçamos à Virgem Maria que nos conduza ao Seu Filho Jesus.
Os Reis Magos tiveram uma estrela. Nós temos Maria!



Entrada:  A Glória do Senhor (Levanta-te Jerusalém) - Pe. Teodoro Sousa
Ofertório: És príncipe - NCT 71
Comunhão: Nós vimos a Sua estrela - NCT 77
A. Graças: Louvai, louvai o Senhor - NCT 221
Fim: Alegrem-Se os céus e a terra - NCT 80

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

«Bem-aventurados os que promovem a paz»


Celebra-se hoje o XLVI Dia Mundial da Paz e tal como vem sendo hábito, o Santo Padre Papa Bento XVI escreveu a sua Mensagem para este dia com o  tema: "Bem-aventurados os que promovem a paz".

A mensagem abarca a diversidade do conceito de paz, a partir do ser humano: paz interior e paz exterior e foca os direitos fundamentais do Homem, em primeiro lugar a liberdade de consciência, a liberdade de expressão, a liberdade religiosa.

O Sumo Pontífice, no final da sua Mensagem diz-nos que «há necessidade de propor e promover uma pedagogia da paz. Esta requer uma vida interior rica, referências morais claras e válidas, atitudes e estilos de vida adequados. Com efeito, as obras de paz concorrem para realizar o bem co­mum e criam o interesse pela paz, educando para ela. Pensamentos, palavras e gestos de paz criam uma mentalidade e uma cultura da paz, uma atmos­fera de respeito, honestidade e cordialidade. Por isso, é necessário ensinar os homens a amarem-se e educarem-se para a paz, a viverem mais de benevolência que de mera tolerância. Incentivo fundamental será "dizer não à vingança, reconhecer os próprios erros, aceitar as desculpas sem as buscar e, finalmente, perdoar" , de modo que os erros e as ofensas possam ser verdadeiramente reconhecidos a fim de caminhar juntos para a reconciliação»

Procuremos pois, neste dia que é dedicado à Paz, sermos verdadeiros promotores desta graça que, antes de mais, é Dom de Deus para os Homens.

Bendita sois, Maria!




Como Deus prometera,
a Salvação nos veio
E o Príncipe da Paz nasceu do Vosso seio:
Bendita sois, Maria!

Gerada sem pecado, inteiramente pura,
Maravilhosa imagem da Igreja futura:
Bendita sois, Maria!

Os povos Vos esperam,
Mãe da humanidade;
Chamai-os para Cristo, a eterna claridade:
Bendita sois, Maria!




De um Hino da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

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