"Raios de Luz"


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Início do Ano da Fé


“Somos chamados a crescer na Fé e a acolher este dom de Deus. E crescemos na Fé quando temos o desejo de encontrar o caminho da salvação.” 

A Igreja Católica inicia hoje, por vontade do Santo Padre Bento XVI, um ano totalmente dedicado à Fé. Mas o que pretende o Sumo Pontífice com a proclamação deste ano? O Papa deseja, acima de tudo, que os católicos conheçam o essencial da Fé cristã para a testemunharem e transmitirem fielmente, contribuindo assim para que a mensagem de Jesus chegue a todos os povos.

É curioso que, num mundo onde as tecnologias da comunicação são cada vez mais sofisticadas, os valores do Evangelho parecem ser cada vez menos conhecidos e difundidos! Como se explica que, nos tempos passados, sem internet, sem rádio, sem livros, sem televisão ou jornais, a Fé Católica se espalhasse tão rapidamente? E hoje, que temos tudo isso, como se explica que se fale cada vez menos de Deus e que a Fé da Igreja seja cada vez menos conhecida?

O Papa afirma que isto sucede porque os cristãos sentem maior preocupação com as questões sociais, culturais e políticas do que com a própria Fé. Nos dias de hoje, é notório um afrouxamento e uma indiferença no que respeita à Fé, uma vez que “em grandes regiões do mundo, a nossa Fé corre o risco de se apagar como uma chama que já não encontra alimento. Este é o maior desafio para a Igreja hoje”. (Discurso do Papa à Congregação para a Doutrina da Fé, 27 de Janeiro de 2012)

Rezemos a Nossa Senhora, na abertura desta Ano da Fé, para que cresça em nós o desejo de conhecer cada vez mais e melhor a Fé da Igreja que professamos e que nos dê força e coragem para a testemunharmos com a vida, para glória de Seu Filho Jesus Cristo que quer ser conhecido e amado em toda a Terra, para que todos se salvem.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Recitação do Terço dia 14 de Outubro

No próximo dia 14 de Outubro a JMV Sobreiro convida toda a comunidade a reviver os acontecimentos do dia 13 de Outubro de 1917 na Cova da Iria. Há 95 anos atrás, milhares de pessoas, crentes e não crentes, rumaram até Fátima, uns para reforçar a sua fé e outros "apenas para ver".

A Virgem Mãe, sob o título de Nossa Senhora do Rosário de Fátima apelou  à Oração do Terço todos os dias através dos três pequenos Pastorinhos (Lúcia, Francisco e Jacinta). Hoje, somos convidados a rezar diante da Mãe de Deus, a Senhora da Azinheira.

A razão pela qual este momento de oração é feito dia 14 e não no dia comemorativo da Aparição prende-se com o facto de dia 13 de Outubro ser a abertura oficial do Ano da Fé a nível nacional, em Fátima.

O Santo Padre, na Oração do Angelus do passado Domingo, dia de Nossa Senhora do Rosário, disse que "Com o Rosário, deixamo-nos guiar por Maria, modelo de fé, na meditação dos mistérios de Cristo, para que a cada dia, possamos assimilar o Evangelho, de tal forma que modele toda a nossa vida”.

O Grupo de Jovens do Sobreiro preparou uma encenação da Aparição de Outubro e dos Mistérios do Rosário. Acima de tudo, esta iniciativa pretende incentivar a Comunidade do Sobreiro e todos os que a nós se quiserem juntar, a rezar o terço todos os dias, tal como Nossa Senhora pediu.

Contamos com a presença de todos!


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"Uma família que reza unida, permanece unida"


No Evangelho deste XXVII Domingo do Tempo Comum, Jesus é posto à prova pelos fariseus, que Lhe perguntam se é legítimo a um homem abandonar e separar-se da sua mulher, para poderem ter um motivo para O condenar. Mas Nosso Senhor aproveita esta provação para nos apresentar o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher que se amam, respondendo com a passagem do Génesis que escutamos também na I Leitura da Missa: “Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne”.  

O homem e a mulher foram criados um para o outro, para se completarem, para se amarem e para constituírem família, estando totalmente receptivos para gerarem e educarem os filhos que Deus quiser enviar-lhes. 

Nos dias de hoje, cada vez se assiste a um aumento de relações passageiras, sem compromisso, sem o devido respeito pelo próprio corpo nem pelo do outro. Mesmo entre casais unidos pelo Sacramento do Matrimónio, assistimos a um aumento do número de divórcios e conflitos familiares. 

A separação de um homem e de uma mulher unidos pelo Matrimónio pode ter muitas causas, das mais válidas às mais mesquinhas, mas a maior parte delas deve-se ao facto de os valores que deviam reger a sociedade estarem constantemente a ser atacados e banalizados.

Nos meios de comunicação é frequente passarem telenovelas, filmes e programas que incitam à traição e à separação; a opinião pública tem-se esforçado por apresentar o fracasso do amor como uma realidade normal, sendo o divórcio um processo legal extremamente facilitado actualmente; há cada vez menos apoio para as famílias numerosas e os métodos contraceptivos são quase como o “terceiro elemento” do casal…

Mas, para nós, cristãos, o fracasso do amor não é uma normalidade, mas uma situação que requer ponderação, acompanhamento e, acima de tudo, oração! O Papa João Paulo II, na sua Carta Apostólica sobre a importância da oração do Rosário - Rosarium Virginis Mariae, p.41 – afirmou que “a família que reza unida, permanece unida”. 

De facto, esta prática da oração em família tem vindo a desaparecer. Quantas famílias, em tempos passados, não iam dormir sem rezar o Terço? E outras tantas que não começavam a comer sem estarem todos reunidos para a oração? Por acaso não haveria também problemas tão ou mais graves que os de hoje, em tempos de guerra, de fome, de doenças? Quantos problemas familiares se terão superado devido a essa prática?

A família cristã que permanece unida, apesar de todos os problemas, reflecte o amor de Deus por nós e é o melhor e mais belo testemunho cristão que se pode dar neste mundo que exalta o facilitismo, a saída mais fácil e o egoísmo do amor-próprio.

E se, durante a próxima semana, rezássemos o Terço em família? Não custará muito convidar os avós, os pais, os irmãos e substituir meia hora de televisão por um tempo de oração a Nossa Senhora, rezando Àquela que é a Rainha das Famílias a oração que Lhe é mais agradável!

Fica o desafio!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

"Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a"

Neste Domingo, o XXVI do Tempo Comum, Jesus faz uma série de avisos aos seus discípulos. Um deles é um aviso duro e intransigente àqueles que “escandalizam os pequeninos”.

Escandalizar é dar um mau exemplo, melindrar, chocar e ferir as crenças e valores de alguém. No Evangelho de São Marcos, a palavra “escandalizar” tem um significado um pouco diferente, pois refere-se aos obstáculos que criamos aos outros, de maneira a que eles não conheçam Jesus ou que desistam de O seguir seja por maus exemplos, palavras e até pelos silêncios e omissões, quando somos chamados a dar o nosso testemunho de cristãos.

Os “pequeninos” de que Jesus fala são, além das crianças, os pobres, doentes e todos os que estão numa situação de fragilidade, fraqueza ou de necessidade. As palavras duras e firmes de Jesus são um aviso para aqueles que impedem que Ele seja conhecido, amado e que a Sua mensagem chegue a todos os povos. Assim, como cristãos, como discípulos de Cristo, devemos evitar qualquer atitude que possa afastar alguém de Jesus e da Sua Igreja. É nosso dever dar sempre bom exemplo e testemunhar com a vida a Fé que professamos e desejar que Nosso Senhor seja cada vez mais conhecido e adorado.

Fazer – ou não fazer, por omissão – alguma coisa que afaste alguém de Cristo e da Igreja é verdadeiramente inadmissível. Por isso as palavras tão fortes do Salvador: “Melhor seria que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar” .

Mas Jesus vai ainda mais além! Para reforçar a importância de O seguirmos e de fazermos os outros segui-Lo e amá-lo para alcançarmos a salvação, Ele volta a usar expressões severas:  “Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a (…) Se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o (…) E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora”.

Nosso Senhor refere-se à absoluta necessidade de eliminar todas as acções que nos afastam d’Ele, corrigir os caminhos errados que o mundo nos propõe e que teimamos em seguir e evitar os maus pensamentos que tantas vezes nos levam ao pecado.

Estando em causa o último destino do homem, aparecem no fim do Evangelho repetidas referências  a um castigo na “Geena”, onde o verme não morre e o fogo não se apaga”.  A Geena era um vale situado perto de Jerusalém, onde eram enterrados os mortos e onde, dia e noite, era queimado o lixo da cidade. Jesus usa aqui esta imagem para nos fazer perceber a importância de não causarmos escândalo – de não impedirmos os outros de chegarem a Ele – sob pena de nos condenarmos eternamente ao fogo do Inferno, privados de uma vida eterna na glória do Céu.

Somos assim convidados, ao longo desta semana, a pensar no que precisamos cortar na nossa vida, para nos identificarmos cada vez como discípulos de Cristo. Ao mesmo tempo, meditemos um pouco nas vezes que, com o nosso mau exemplo, palavras rudes ou por omissões, impedimos que os outros chegassem a Jesus ou fizemos com que d’Ele se afastassem, formulando um firme propósito de emenda.

Por fim, peçamos a Deus que nos faça verdadeiros propagadores do Evangelho de Jesus Cristo, que quer ser conhecido em toda a Terra, para que todos se salvem.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Glória a Ti, Vicente de Paulo!


A Igreja celebrou hoje a memória de São Vicente de Paulo, Padroeiro da Juventude Mariana Vicentina. Como tal, a JMV Sobreiro não quis deixar passar em branco esta data tão importante para a Família Vicentina.

Ao final da tarde, os jovens participaram na Missa celebrada na Basílica de Mafra, ficando a I Leitura, Salmo e Oração dos Fiéis a cargo de elementos do Grupo. 


De seguida, rumou-se à Capela do Santíssimo Sacramento da Igreja do Sobreiro, onde estava exposta à veneração uma imagem de São Vicente, tendo sido rezado o Terço com a comunidade às 19h, orientado pela JMV Sobreiro, como é habitual às Quintas-feiras.

Antes do início do Terço, foram distribuídas pagelas com uma oração a São Vicente para que todos os presentes pudessem rezar com o Grupo ao seu Santo Padroeiro.

Nos mistérios do Terço, após uma introdução inicial, meditaram-se em vários aspectos que caracterizam a Caridade cristã, apresentando o exemplo de São Vicente e de Nossa Senhora, como modelos exemplares da prática desta virtude.

Os cânticos estiveram também a cargo dos jovens, tendo sido cantadas estrofes de um Hino a São Vicente no fim de cada mistério.

O Padroeiro da JMV foi também, na sua vida terrena, um propulsor do zelo que os sacerdotes devem ter no seu trabalho pastoral. Assim, as três Avé-Marias finais foram rezadas pelos sacerdotes e pela santificação do Clero.

Por fim, rezou-se a oração previamente distribuída e o Terço terminou com os jovens a entoarem o Hino da JMV, cantando a estrofe relacionada com o amor de São Vicente aos pobres e como esse amor nos deve impelir a sermos missionários e anunciadores do evangelho.

Foi, assim, um dia celebrado de uma forma simples, mas repleto de significado: Unidos a toda a Igreja, venerámos a memória deste grande Santo, pedindo a sua protecção e a de Nossa Senhora para o novo Ano Pastoral que se aproxima.


Dia de São Vicente de Paulo


São Vicente de Paulo, ao longo da sua vida, foi desafiando os que com ele conviviam a descobrir Deus em tudo. Na verdade, em tudo o que é bom e belo no mundo, podemos encontrar um reflexo da bondade e da beleza do Criador. Na natureza podemos conhecer Deus no silêncio de uma montanha, no cantar dos pássaros, na brisa suave da floresta, no nascer o Sol todos os dias e nas estrelas que iluminam a noite.

Mas, de uma maneira especial, podemos encontrar Deus no nosso próximo, ou seja, nos irmãos que sofrem no corpo ou no espírito, nas crianças, nos pobres, nos simples.

Este Santo que hoje a Igreja celebra, Padroeiro da JMV, pôs em prática na perfeição as palavras de Jesus: “Tudo o que fizerdes aos mais pequeninos, a Mim mesmo o fazeis”.

Rezemos para que sejamos também capazes de ver o próprio Jesus na fragilidade do doente, na miséria do pobre, na amargura do triste e, praticando a caridade cristã por amor a Deus e ao irmão, possamos um dia entrar no Céu, onde São Vicente já se encontra a interceder por nós.


Ó glorioso São Vicente de Paulo,
celeste padroeiro de todas as obras de caridade
e pai de todos os infelizes,
que enquanto vivestes sobre a terra,
nunca faltastes àqueles que se valeram da vossa protecção.

Correi em nosso auxílio e alcançai junto do Senhor,
socorro para os pobres,
alívio para os enfermos,
consolação para os aflitos,
protecção para os desamparados,
caridade para os ricos,
conversão para os pecadores,
zelo para os sacerdotes,
paz para a Igreja
e tranquilidade para os povos.

Permiti-nos comprovar os efeitos da vossa intercessão
e estarmos, um dia, unidos com o Senhor no céu,
onde não há tristeza nem dor,
mas a alegria e bem-aventurança eterna.

Ámen.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Retiro de Preparação do novo Ano Pastoral

No passado Sábado, dia 22 de Setembro, o Grupo de Jovens do Sobreiro rumou até à capela de Nossa Senhora do Arquitecto, para, nas imediações deste templo dedicado à Virgem Mãe, poder retirar-se dos afazeres diários e dedicar algum tempo à oração, meditação e programação do próximo ano pastoral.

A manhã começou bem cedo com a oração de Laudes, seguindo-se um momento de reflexão e catequese proferida pelo assessor do grupo, o José Pedro Costa, que sugeriu a leitura da Carta de proclamação do Ano da Fé, de forma a melhor se compreender e viver este Ano que a Igreja vai iniciar no próximo dia 11 de Outubro.

Durante cerca de uma hora e meia, o assessor foi falando acerca da definição de Deus. Inicialmente, dado o tema "O Deus em que acredito", cada jovem foi convidado a escrever, durante breves segundos, "o que pensa que Deus é" e o que "Deus não é".

Depois, a partir da leitura e reflexão de vários textos e documentos, o Grupo concluiu que nunca se conseguirá definir Deus com exactidão, porque Ele ultrapassa a compreensão humana. No entanto, a "definição" mais aproximada que se pode ter de Deus está resumida na palavra "Misericórdia".

Esta definição contempla mais do que um simples amor de Deus por cada homem. Por Misericórdia entende-se, segundo o seu significado original, uma força, uma emoção interior, apenas comparada - no plano humano - com o amor e vínculo maternal que liga uma mãe ao seu filho, um amor de desejo, vindo do mais íntimo do ser. É com este amor misericordioso, que nasce do seio da Santíssima Trindade, que Deus olha, cuida, protege e ampara cada filho Seu.                                                        

Assim, pode resumir-se a relação que Deus tem com cada homem numa tríade: Ternura - Misericórdia - Compaixão. Ele ama-nos com um amor puro, reconhece as nossas faltas e limitações e compadece-se delas, estando disposto a esquecê-las e a perdoá-las quando nos propomos a ser e a viver cada vez mais como Seus filhos.

A segunda parte da manhã esteve a cargo do vogal de formação que deu a conhecer ao grupo qual é o símbolo oficial da Igreja para o Ano da Fé e qual o significado de cada um dos elementos que constituem esse logótipo. De seguida, e tendo por base a barca que constitui o referido símbolo, foi apresentado um sonho de São João Bosco - As duas colunas: a Eucaristia e a Devoção à Santíssima Virgem - no qual este Santo compara a Igreja à embarcação que é atingida pelos seus inimigos sob a forma de insultos, malidicências e blasfémias. A barca chega a bom porto e alcança a paz quando é ancorada aos pilares da Eucaristia e da Devoção a Maria Santíssima.

Após o almoço e um pequeno tempo de descontracção, o grupo voltou ao trabalho para reflectir sobre os aspectos que no ano passado correram menos bem e de que modo cada elemento poderá contribuir para o bom desempenho das actividades no próximo ano. Foi um momento bastante produtivo, uma vez que foram levantadas várias questões e contornados algumas dificuldades.

Os trabalhos do grupo no Vale do Arquitecto terminaram com a programação das actividades para o próximo ano, que desde já se avizinha bastante preenchido de formação, oração e acima de tudo, vontade de crescer na fé.

O dia terminou com a oração do Terço na Basílica do Palácio Nacional de Mafra, seguido de Missa. Acima de todas as actividades e momentos de reflexão, este dia foi propício para a troca de ideias e para reflexão.


Confiamos o próximo ano à protecção da Virgem Maria,
 Aquela que foi e continua a ser o «Auxilium Cristianorum» -  Auxílio dos Cristãos.

sábado, 15 de setembro de 2012

Passagem do Círio de Nossa Senhora da Nazaré no Sobreiro

O povo do Sobreiro recebeu hoje a veneranda imagem de Nossa Senhora da Nazaré por entre cânticos e orações, na passagem do Círio da Paróquia de Santo Isidoro para a Paróquia de Nossa Senhora da Purificação de Montelavar.

Desde de manhã cedo que se ouviam cânticos marianos convidando as pessoas a prepararem o seu coração para acolher em passagem a tão querida imagem. A Comissão de Festas em honra de São Sebastião e Nossa Senhora da Saúde, juntamente com a Juventude Mariana Vicentina do Sobreiro engalanaram a área envolvente à Igreja com flores, bandeiras e a tradicional murta.

Para receber a imagem, estavam os padroeiros da terra nos seus andores e um altar preparado para a Virgem Mãe, sob o título de Senhora da Nazaré. 
  
Pelas 14h45 deu-se início à Recitação do Terço no Largo da Igreja, meditando nos mistérios gozosos (da alegria) do Rosário. O Grupo de Jovens orientou as meditações e os cânticos e no final, o Sr, Diácono Pedro Oliveira dedicou as últimas Avé-Marias do Rosário às Sete Dores de Nossa Senhora.

À chegada do Círio, os sinos repicaram com alegria anunciando a presença de Nossa Senhora na nossa terra, ao mesmo tempo que se cantavam cânticos à Virgem Mãe. 

Apresentamos aqui algumas fotografias que elucidam com foi comovente este acontecimento para o povo do Sobreiro:







Loas a Nossa Senhora da Nazaré

     
Ajoelhai gente de fé, 
Pedi graças à Senhora
É Maria de Nazaré
Que vos ouve nesta hora.

Rainha da Nossa terra,
Maria de Portugal
Desde o vale até à serra
livra-nos de todo o mal.

Avé, ó Cheia de Graça,
Senhora da Nazaré,
Luz que por nós passa,
Aumentai a nossa Fé.

Ó Maria concebida,
Sem pecado original,
Guiai nossa humilde vida
Livrai-nos de todo o mal.

Das Loas a Nossa Senhora da Nazaré - Paróquia de Montelavar 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

"Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo"

No Evangelho deste Domingo, o XXIV do Tempo Comum, vamos ouvir um diálogo entre São Pedro e Jesus.

Depois de proclamar Jesus como o Messias, Pedro escandaliza-se com as palavras de Cristo, que começa a falar da Sua Paixão e tenta explicar que a Sua missão passa necessariamente por sofrer e morrer. 

O pescador não quer aceitar que o Seu Mestre seja rejeitado e que tenha de sofrer muito, para depois morrer crucificado. Ele não percebe que tudo isso faz parte do plano de Deus Pai para a redenção da humanidade e chama Jesus à parte para O contrariar. Reconhecendo nas palavras de Pedro uma verdadeira influência diabólica, Jesus dirige-se a ele duramente:  “Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens”.

De facto, se pela morte de Cristo fomos libertos do pecado e da morte eterna, como poderia o Demónio aceitar todo esse sofrimento que Jesus viria a sofrer na Sua Paixão, se foi por esse mesmo sacrifício que Ele nos abriu a porta do Céu, fechada pelo pecado de Adão?

Jesus repreende Pedro severamente porque reconhece que o Príncipe dos Apóstolos está a deixar-se levar por pensamentos meramente humanos, influenciado pelo Maligno.

A Cristo interessa que todos – principalmente Pedro, a quem Ele confiou as chaves da Sua Igreja – conheçam a Verdade e que não se deixem enganar:

«Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á».

Se nos dizemos cristãos, temos de nos assemelhar com Jesus Cristo. E se Ele teve de tomar a Sua cruz e de sofrer até à morte, não teremos nós também de carregar a nossa cruz para sermos dignos de O seguir?

Reparemos que Jesus faz um aviso muito sério, ainda mais sério nos dias de hoje, em que tudo tende para o facilitismo, para a auto-suficiência e para o prazer. Jesus pede em primeiro lugar para renunciarmos a nós mesmos, ou seja, dizermos NÃO a tudo aquilo que nos torna fechados, mesquinhos, a tudo aquilo que nos afasta d’Ele. Renunciarmos a nós mesmos é tentar controlar e moderar aqueles desejos, acções ou pensamentos que existem em nós mas que não são dignas de um católico.

Depois então, Jesus pede para aceitarmos a nossa cruz com amor, como Ele aceitou a Sua. Esta cruz – ou cruzes - são as dificuldades, as crises materiais e espirituais que vão aparecendo na vida, são as calúnias, a perseguição e tudo aquilo que sofremos por professarmos a Fé da Igreja, a Fé em Jesus Cristo.

Logo em seguida, Jesus avisa quem escolhe desligar-se de si mesmo e decidir segui-Lo: Há o risco máximo de perdermos a vida terrena por causa de Jesus! Ao contrário das muitas seitas e falsas crenças (algumas até usam a imagem e as palavras de Cristo) que garantem o rápido bem-estar material e espiritual, dinheiro, a cura de doenças ou a conformidade com o pensamento mundano, Jesus diz claramente que o caminho para o Céu é um caminho difícil, um caminho de provações e sofrimentos. Mas garante também que quem sofrer e morrer por Sua causa, ganhará a vida eterna.

Aprendamos a pensar mais pela perspectiva de Deus e não tanto pela perspectiva meramente humana. Só assim estaremos a renunciar a nós próprios e a entregarmo-nos a Cristo, que já carregou no Madeiro todos os nossos sofrimentos e nos ajuda a suportarmos as cruzes que Deus nos envia.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas"

Quando ouvimos ou rezamos o cântico Magnificat, com o qual Nossa Senhora louvou a Deus, na visita à casa de Sua prima Santa Isabel, poderíamos pensar que Virgem Maria Se exaltou a Si mesma, pelas maravilhas que n’Ela foram feitas.

Porém, se estivermos bem atentos, vemos facilmente que na Virgem Mãe não existe falsa modéstia nem desejo de Se exaltar. Não nega nem esconde as maravilhas que Deus fez n’Ela, mas logo em seguida glorifica a Deus, o Autor de tantas e tão belas maravilhas: “O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o Seu nome.” (Lc  1, 46-55)

E que maravilhas fez Deus em Maria? O Criador fez com que Ela fosse concebida Imaculada, sem a mancha do pecado original, encheu-a de graças celestes, preservou-a de todo o pecado ao longo da Sua vida, fez d’Ela nascer o Seu Filho Jesus Cristo, confiou a Igreja primitiva à Sua protecção e, por fim, não deixou que a morte corrompesse a carne da mais santa das mulheres e elevou-A em corpo e alma ao Céu.

Não admira, portanto, que Nossa Senhora se alegre em Deus e O louve por tudo o que Ele fez n’Ela e através d’Ela. Por isso, por ser a Cheia de Graça, também reconhece o quanto Deus quer que Ela seja amada e venerada, dizendo no mesmo cântico, em tom profético: “De hoje em diante, todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada”. (Lc 1, 48)

Na nossa vida, muitas vezes somos falsamente modestos. Para recebermos ainda mais elogios, para sermos politicamente correctos ou porque fica bem, negamos ou minimizamos o que fazemos de bom. Assim, não estamos a dar valor às graças que nos foram concedidas por Deus e, em última análise, a sermos mentirosos. Outras vezes, por vergonha, não usamos as nossas qualidades e aptidões para testemunharmos e anunciarmos a nossa Fé.

Ou então, pelo contrário, gostamos muito de apregoar aos quatro ventos aquilo que de bom fazemos, as vitórias que alcançamos, a mostrar ao mundo aquilo em que somos bons, esperando elogios e promoções, procurando um reconhecimento e, com frequência,  mostramo-nos orgulhosamente como “os melhores do mundo”, por termos conseguido alguma coisa em que até nos esforçámos…

Mas Maria, se por um lado sempre reconheceu que Deus tinha feita n’Ela maravilhas, por outro sempre quis deixar bem claro que tudo o que era, tudo o que tinha, todas as Suas qualidades e privilégios eram fruto da bondade de Nosso Senhor para com Ela e para com o mundo que precisava de ser salvo por Aquele que viria a ser Seu Filho!

Como estamos longe do exemplo de Nossa Senhora! Ela, a criatura humana que mais razões tinha para Se exaltar, quis manter-se na Sua pequenez e humildade. E, por Se humilhar, foi exaltada acima dos Anjos e é agora a Rainha do Céu e da Terra. E nós pensamos que, só pelos nossos méritos pequeninos, conseguimos grandes coisas, esquecendo-nos que sem Deus nada podemos fazer, nem sequer existir…

Aprendamos com a nossa Mãe do Céu a agradecer e a louvar a Deus, em primeiro lugar, pelas maravilhas que Ele faz continuamente em nós, por nós e para nós. Depois, aprendamos com Nossa Senhora a deixar que essas maravilhas conduzam os outros até Deus. E por fim, peçamos à Virgem Santíssima o dom de reconhecermos todas as maravilhas que Deus faz em nós, para podermos um dia cantar com Ela e como Ela: 

“Maravilhas fez em mim
Minh'alma canta de gozo
Pois na minha pequenez
Se detiveram Seus olhos
E o Santo e Poderoso
Espera hoje por meu sim.
Minha alma canta de gozo,
Maravilhas fez em mim.

Maravilhas fez em mim
Da alma brota meu canto
O Senhor me amou
Mais que aos lírios do campo
E por Seu Espírito Santo
Ele habita hoje em mim
Que não pare nunca este canto
Maravilhas fez em mim.”

Para ter acesso ao audio deste cântico, clique no seguinte   link.

domingo, 9 de setembro de 2012

Noite de Oração de início de ano


No passado dia 28 de Agosto, a JMV Sobreiro reuniu-se para dar início a mais um ano de actividades.

Este encontro começou com um momento de oração e reflexão pessoal na Capela do Santíssimo Sacramento da Igreja do Sobreiro.

Cada jovem, após receber uma carta a si endereçada, foi convidado a lê-la e a reflectir nas palavras que Jesus, por meio do Papa João Paulo II, dirigia naquele momento a cada um.

Reproduzimos aqui a carta que convidava cada jovem a ser Santo no seu ambiente de estudo e de trabalho:  

“Precisamos de Santos sem véu ou batina.

Precisamos de Santos de calças de ganga e ténis.

Precisamos de Santos que vão cinema, ouçam música e passeiem com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se empenhem também na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham todos os dias tempo para rezar e que saibam namorar na pureza e na castidade, ou que a consagrem a Deus.

Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e com as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam fast-food, que usem calças de ganga e que usem Internet.

Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de beber refrigerante ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo; e que saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos.”

(Papa João Paulo II)


Após meditar nestas palavras, um a um foi dirigindo-se para a sala do Grupo, na qual se ia cantando um cântico de acção de graças pelas maravilhas que Deus faz todos os dias em cada um.

Já todos reunidos na sala, fez-se uma dinâmica em que se reflectia na maneira como as pessoas vivem a sua vida e nas implicações que as suas atitudes têm na vida dos outros.  

O Grupo concluiu que é partilhando a vida com o outro, encontrando na Cruz de Jesus um sentido para as vivências pessoais, que cada vida fica mais completa e “colorida”.

No final da reunião, ficou agendado para dia 22 de Setembro um retiro para rezar, reflectir e planear o novo ano de actividades.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Natividade da Virgem Santa Maria



“Se Maria tivesse nascido imediatamente após a Sua Imaculada Conceição, já teria vindo ao mundo mais rica em méritos e mais Santa do que toda a corte dos Santos. Imaginemos, agora, quanto mais Santa nasceu a Virgem, vendo a luz do mundo só depois de nove meses, os quais passou a adquirir novos privilégios e graças no seio materno!”

(Santo Afonso Maria de Ligório)

No dia 8 de Setembro a Igreja celebra a Festa da Natividade de Nossa Senhora, lembrando o Seu nascimento, precisamente nove meses depois da Sua Imaculada Conceição.

Este é o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano de salvação, pois era necessário que se construísse a casa, antes que Nosso Senhor descesse do Céu para n’Ela habitar. Esta casa - que é Maria - foi construída de modo perfeito, pela própria mão de Deus, com todas as graças necessárias para que por Ela, viesse ao mundo o Criador do Universo.

Depois de ter sido maravilhosamente concebida sem a mais leve sombra do pecado, a Menina Celeste aparece na Terra como promessa de Salvação, como a aurora que anuncia o Sol.

Nasce de uma idosa estéril, para que este acontecimento se torne ainda mais admirável, no meio de lágrimas, penitências e orações que São Joaquim e Santa Ana faziam para alcançarem a graça de serem pais.

E assim, um casal estéril dá ao mundo a nova Arca da Aliança, o Sacrário Vivo, Aquela que, por Sua vez, dará a humanidade ao próprio Deus. Deste casal nasce uma menina, que se tornará n’Aquela que há-de vencer todas as seduções do Mal durante a Sua vida e que há-de esmagar a cabeça do Demónio com o Seu calcanhar virginal.

Este dia é de alegria no Céu e na Terra: Os Anjos alegram-se, rodeiam o berço e cantam Hinos a esta Santíssima Menina, pois as portas do Paraíso estão prestes a ser de novo abertas. Os homens exultam, pois na noite do mundo já desponta a suave aurora d’Aquela que traz a Luz à humanidade.


Hino de Vésperas da Liturgia das Horas


Convosco, Virgem Maria,
Vencedora da Serpente,
Convosco nasceu o dia
Da manhã mais refulgente.

Quando Deus Vos escolheu
Para nos dardes Jesus,
Foi a alegria do Céu
Que encheu o mundo de luz.

Sem pecado concebida,
Isenta de todo o mal,
Sois a vara reflorida
Da velha estirpe real.

Mas Vossa maior grandeza,
Na terra como nos Céus,
Vem da excelsa realeza
De serdes a Mãe de Deus.

Os Anjos cantam nos Céus,
Na terra cantamos nós.
Louvamos convosco a Deus,
Louvamos a Deus por Vós.

sábado, 18 de agosto de 2012

Quarta Aparição de Nossa Senhora em Fátima - 19 Agosto de 1917


Era meio-dia de 13 de Maio de 1917, quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez a três Pastorinhos em Fátima. Depois do assombro e da surpresa inicial, Lúcia perguntou à Branca Senhora:  

- “Que é que vocemessê me quer?” 

Ao que a Virgem respondeu: 

-“Quero que venham aqui, durante seis meses seguidos, nos dias 13 a esta mesma hora. Depois direi quem sou e o que quero”.

Os Pastorinhos assumiram então o compromisso de se deslocarem à Cova da Iria todos os meses, para responderem ao pedido da Senhora. 

Rapidamente a notícia das aparições se espalhou e, nos meses seguintes, já multidões se juntavam no lugar escolhido pela Mãe de Deus para aparecer às três crianças. Esta situação não agradou ao Administrador de Ourém – freguesia a que Fátima pertencia.

Ele era republicano, ateu e inimigo da Religião. No dia 13 de Agosto, deslocou-se a casa dos videntes e prontificou-se a levar no seu carro os Pastorinhos até à Cova da Iria. Apesar de alguma resistência por parte dos pais, lá os convenceu a deixarem as crianças irem com ele. Mas tudo não passava de uma armadilha.

As crianças foram levadas pelo Administrador para a cadeia, onde estiveram durante dois longos dias sujeitas a interrogatórios constantes, pressões para negarem as aparições e até receberam dolorosas ameaças de morte. Mas eles mantiveram-se sempre firmes na verdade e na oração. Furioso, e vendo que nada conseguia dos pequeninos pastores, o Administrador libertou-os no dia 15, festa da Assunção de Nossa Senhora.

No dia 19 de Agosto, estava a Lúcia a pastorear com o Francisco e com o seu irmão mais velho, João, num lugar chamado Valinhos, nas proximidades de Fátima. De repente, a Lúcia viu o habitual relâmpago e assistiu a um empalidecer do sol. Percebendo que Nossa Senhora estava a chegar, mandou chamar a Jacinta à pressa. Assim que chegou a mais pequenina dos videntes, viram Nossa Senhora, que lhes disse com bondade e tristeza: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores. Vão muitas almas para o Inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.

A melhor maneira de louvarmos e de mostrarmos que amamos a Virgem Santíssima é fazermos o que Ela pediu. Pensemos no Seu Imaculado Coração aflito, por ver tantos filho a caminho do abismo.

Ao lembrarmos hoje a quarta aparição de Nossa Senhora de Fátima nos Valinhos, respondamos ao apelo da Mãe do Céu e, imitando os Pastorinhos de Fátima, rezemos o Terço pelos pecadores e pela sua conversão.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Imaculada Mãe de Deus foi elevada ao Céu


“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celestial. Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na Fé Divina e Católica.”

Os cristãos sempre tiveram a convicção de que a Virgem Maria não experimentou a corrupção do sepulcro, mas que, no momento em que acabava a sua vida na Terra, foi elevada em corpo e alma aos Céus. Como escreve São João Damasceno, “convinha que Aquela que guardara intacta a virgindade no parto, conservasse o Seu corpo imune de toda a corrupção, mesmo depois da morte”.

Jesus, o Vencedor da morte, não podia permitir que a Sua Mãe admirável fosse sujeita a corrupção, Ela que não conheceu sequer a sombra do pecado. Como poderia a corrupção da morte ousar atacar a carne virginal da qual tinha nascido o Criador do mundo e Autor da vida?

Todos os privilégios de Maria estão relacionados com a Sua Maternidade Divina e, portanto, com a nossa Redenção. Maria elevada aos Céus é a imagem e antecipação da Igreja que se encontra ainda a caminho da Pátria Celeste. Ela é a certeza e a prova de que os Seus filhos estarão um dia com o corpo glorificado junto de Cristo glorioso.

Nunca em nenhum lugar da cristandade ouviremos nem sequer um rumor acerca da localização do corpo de Maria Santíssima. Há tantas igrejas em tantos lugares do mundo que afirmam com entusiasmo que possuem as relíquias deste ou daquele santo... Mas nunca de Nossa Senhora. Nós sabemos onde está o Seu corpo: no Céu.

Olhando para o final feliz da vida de Nossa Senhora, compreendemos melhor a alegria de sermos sempre fiéis a Deus e à Igreja. Com os olhos postos no Paraíso, perguntemo-nos muitas vezes: “O que tenho feito para alcançar o Céu?”

A nossa vontade de participar na Vida Eterna cresce quando meditamos na nossa Mãe Celeste que nos vê e nos contempla lá do Alto, com o seu olhar cheio de ternura. Ela é a nossa grande intercessora junto do Altíssimo! Confiando em Nossa Senhora, pedimos que nos ajude, agora e na hora da nossa morte:

Rainha elevada ao Céu em corpo e alma, rogai por nós!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

13 de Julho e os ensinamentos de Nossa Senhora


Fátima, 13 de Julho de 1917

«... Tomando um  aspecto mais triste, Nossa Senhora disse-nos:

“Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: ‘ Ó meu Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria’ “.

Ao dizer essas palavras, Nossa Senhora abriu de novo as mãos, como nos dois meses anteriores. O reflexo de luz pareceu penetrar na terra, e vimos um mar de fogo.

E mergulhados nesse fogo, estavam os demónios e as almas condenadas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam nesse incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo caindo para todos os lados, semelhantes ao cair das fagulhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizaram e faziam estremecer de pavor. Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas incandescentes como negros carvões em brasa.

Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza:

“Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores! ...»


Nos dias de hoje tenta-se desacreditar, abafar e até mesmo negar algumas verdades de Fé divinamente reveladas por Deus através da Sua Igreja.

A verdade de Fé que ensina a existência de Satanás como inimigo da nossa alma e do Inferno como lugar de tormentos eternos, é incómoda para um mundo secularizado, que vê nas coisas materiais o maior dos males, que idolatra o bem-estar e exalta o prazer. Até nas igrejas, falar ou pregar sobre a doutrina do Inferno é quase inaceitável para quem acredita num Deus que é Amor, esquecendo que, a par desse Amor infinito e perfeito, Ele é também perfeitamente Justo.

Mas mais inaceitável ainda é falar às crianças da catequese desse lugar terrível. Há o medo infundado de “assustar” as crianças. Assim, prefere-se omitir este dogma, sobrepondo uma importantíssima necessidade espiritual a um (baixo) risco, meramente humano, de “traumatizar” os mais pequeninos.

Prevendo estes dias de falta de fé e de descrença, a Virgem Santíssima quis, no dia 13 de Julho de 1917, provar a existência do Inferno, alertando o mundo que este é verdadeiramente um lugar de tormentos eternos e que não está vazio.

E como o fez? A Mãe do Céu não se limitou a dizer aos Pastorinhos que o Inferno existe ou a descrevê-lo. Isso bastaria para eles acreditarem. Mas não! Ela não hesitou em mostrá-lo, sem aviso, a três crianças inocentes, a mais pequenas das quais com apenas 7 anos de idade! E qual foi a consequência desta visão, após o susto inicial? Pesadelos?  Stress pós-traumático? Choro compulsivo e desejo de não querer voltar mais àquele sítio?

Não! Naquelas três crianças nasceu um profundo sentimento de “pena dos pecadores” (palavras da Jacinta) e um forte desejo de salvação das almas.

Reparemos que Nossa Senhora disse aos Pastorinhos: “Vistes o Inferno” e não “Vistes uma representação” ou “uma ideia do Inferno”. Longe de ser uma metáfora, um estado de alma ou a simples ausência de Deus, como hoje muito se divulga, a Virgem confirmou a doutrina sempre ensinada pela Igreja: o Inferno é um lugar real, "para onde vão as almas dos pobres pecadores".

Alguns anos antes das Aparições de Fátima, o Papa São Pio X dizia que “o Inferno é o sofrimento eterno, que consiste na privação de Deus, de toda a nossa esperança e felicidade, e no fogo com todos os outros males, sem bem algum”.

A Igreja sempre ensinou a doutrina do Inferno, não para que vivamos amedrontados mas sim para que estejamos alertas e vigilantes para o perigo de cair irremediavelmente nas garras do Demónio.

Lembremo-nos frequentemente desta verdade de Fé, não tanto por temor mas antes por amor a Jesus e  para nossa própria santificação. Que a lembrança de que o Inferno existe nos leve a desejar cada vez mais a conversão dos pecadores, rezando por eles, seguindo o exemplo dos Pastorinhos de Fátima.

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