"Raios de Luz"


domingo, 22 de abril de 2012

49ª Semana de Oração pelas Vocações


A Igreja inicia hoje a 49ª Semana de Oração pelas Vocações. O Santo Padre, na sua Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, convida-nos a reflectir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».

"Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo”, afirma o Santo Padre na sua mensagem.

Nesta semana em que somos convidados a olhar para o Amor de Deus pela Sua Santa Igreja, o Papa Bento XVI impele-nos a abrir a nossa vida ao amor de Deus porque em cada dia “Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai. Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo.”

A JMV Sobreiro e toda a Comunidade não puderam ficar indiferentes ao apelo do Santo Padre, e como tal, na próxima Sexta-feira – 27 de Abril – inicia uma Vigília de Oração ao Santíssimo Sacramento que durará 24 horas.

Diante de Jesus Sacramentado, revivemos o ensinamento de Jesus: «Pedi ao Senhor da messe que mande muitos operários para a Sua messe» (cf. Mt 9,38). 

Convidamos assim, não só os jovens da Vigararia de Mafra mas também as comunidades da Paróquia a rezar para que haja muitas e santas vocações, e para que a Virgem Maria, Mãe da Igreja ampare e proteja aqueles que consagram a sua vida ao Senhor.




sexta-feira, 20 de abril de 2012

Testemunhas da Ressurreição


No Evangelho deste III Domingo do Tempo Pascal, Jesus aparece a onze dos Seus Apóstolos. Mas qual a finalidade de ter aparecido aos Seus discípulos?

Primeiro, Cristo aparece para que os Apóstolos acreditem que Ele está realmente vivo, que aquele corpo cravado na Cruz é agora o mesmo corpo glorificado. 


É Jesus que pede aos Apóstolos para experimentarem, com os seus próprios sentidos, esta verdade da Ressurreição: “Vede as minhas mãos e os meus pés”; “Tocai-Me”; e, além disso, “comeu à vista deles”. Podemos dizer, por isso, que a glória da Ressurreição transfigurou, mas não obscureceu ou diminuiu a Sua humanidade.

Outro motivo pelo qual Cristo aparece aos discípulos é para que eles compreendam as Sagradas Escrituras; Jesus explica que tudo aconteceu por desígnio do Pai, acerca da Sua missão no mundo: “Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia.” Agora, as Escrituras vão iluminar e fundamentar a fé dos cristãos na missão da evangelização. Jesus afasta ainda dos Apóstolos o medo do fracasso, ao perguntar-lhes: “Por que estais perturbados?”. Não, não há mais motivo para perturbação, pois Cristo está vivo, caminha com o Seu povo e está connosco até ao fim dos tempos.

Jesus Ressuscitado aparece, por fim, aos Apóstolos para os chamar a serem no mundo testemunhas da Ressurreição: Vós sois as testemunhas de todas estas coisas”. É esta a missão que Ele confere aos Seus discípulos, o mesmo mandato apostólico que nos compete também a nós pelo Baptismo.

A Páscoa requer que se viva uma vida nova, de passagem do luto para a alegria, das trevas para a luz, do pecado para a graça. Os apóstolos, ao pregarem a Ressurreição de Jesus, deram muita importância ao perdão dos pecados e à conversão. Por isso, todos nós devemos viver o Tempo Pascal como um tempo de santificação, atentos à vontade de Deus. Por isso, os Evangelistas acrescentam que o perdão é para todos aqueles, indistintamente, que se arrependem e querem converter-se a Deus e à Sua Igreja.

“Havia de ser pregado em Seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações” – lemos no Evangelho deste Domingo. Não há povo, nação ou pessoa que não possa ter os seus pecados perdoados, por mais graves que sejam. Arrependidos e tendo confessado os nossos pecados, estaremos reconciliados com Cristo e com a Igreja.

Vós sois as testemunhas de todas estas coisas”. Ser testemunhas de Jesus Cristo é anunciar a Sua Morte redentora, proclamar a Sua Ressurreição gloriosa, professar a Sua divindade, difundir e defender a Fé Católica por palavras e por acções.

Jesus conta connosco e com a nossa força e coragem para anunciar e defender, em todo e tempo e lugar, o Seu Santo Nome e a Sua Santa Igreja, sem nunca sentir vergonha ou medo de sermos cristãos fiéis aos ensinamentos de Cristo e à Fé da Igreja. Todos nós, que somos de Cristo e que temos a nossa glória na Sua Cruz, somos chamados a dar este testemunho, por palavras, acções e, se preciso for, até ao limite pelo martírio.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Aniversário Pontifício de Bento XVI




O Santo Padre completou na passada Segunda-feira, dia 16 de Abril, 85 anos, tornando-se assim o sexto Papa com mais idade desde o ano de 1400.

Durante a oração do Regina Caeli, no último Domingo, o Santo Padre falou sobre o aniversário que celebra amanhã, o de sua eleição ao Sólio Pontifício: “Na próxima quinta-feira, por ocasião do sétimo aniversário da minha eleição para a Sé de Pedro, peço-vos que rezem por mim, para que o Senhor me dê a força de cumprir a missão que me foi confiada”.

A 19 de Abril de 2005, depois de um curto Conclave, na varanda principal da Basílica de São Pedro em Roma ouvia-se o seguinte anúncio: 

Annuntio vobis gaudium magnum; habemus Papam:
 Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
Dominum Josephum Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Ratzinger
qui sibi nomen imposuit Benedictum XVI 

A Igreja e o mundo ficavam assim a conhecer qual o Santo Padre que haveria de subir ao trono de São Pedro e guiar o leme da Santa Igreja. 

A JMV Sobreiro não quer ficar indiferente a este pedido do Papa Bento XVI, e como tal, une-se a todos em oração pelo Sumo Pontífice:



Ó Jesus, Cabeça invisível da Santa Igreja,
que a fundastes sobre uma firme pedra,
e prometestes que as portas do Inferno não prevalecerão nunca contra ela,
conservai, fortificai e guiai aquele que lhe destes por cabeça visível.

Fazei que ele seja o modelo do Vosso rebanho, assim como é o seu pastor.
Seja ele o primeiro pela sua santidade, doutrina e paciência,
assim como o é pela sua dignidade;
seja ele o digno Vigário da Vossa Caridade, assim como o é da vossa Autoridade.
 Inspirai-lhe um desejo ardente da Vossa glória e da salvação das almas.

Dai-lhe coragem invencível e uma firmeza inabalável,
para se opor aos estragos do erro, da heresia e da impiedade.
Dai-lhe fortaleza para conduzir a barca agitada da Vossa Santa Igreja
 através dos escolhos que a cercam.

Consolai o seu coração aflito e sustentai a sua alma abatida.
Ajudai-o a levar o peso da sua alta dignidade e de todos os trabalhos que a acompanham. 
Dignai-Vos, ó Deus, conceder-lhe longos anos,
para aumentar a Vossa glória e o triunfo da Santa Religião Católica.

Jesus Cristo, Nosso Senhor,
abençoai e protegei o nosso Santo Padre Bento XVI
e sede a sua luz, a sua força e o seu consolo.

Ámen.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

"Meu Senhor e meu Deus"

Depois de aparecer a Maria Madalena, Jesus Ressuscitado apareceu aos Apóstolos reunidos no Cenáculo. Esta mesma sala onde fora celebrada a Última Ceia estava fechada, por medo dos judeus. Faltavam Judas – já morto – e Tomé, que por algum motivo não se encontrava presente.

Os companheiros de Jesus estavam confusos com os últimos acontecimentos: o Mestre tinha morrido e sido sepultado mas, naquele dia pela manhã, as mulheres que foram ao túmulo não encontraram o Seu cadáver. Pedro e João também lá estiveram e nada encontraram. Teria Ele realmente ressuscitado dos mortos? E, se assim acontecera, porque não lhes havia aparecido ainda? Mas as dúvidas e a tristeza dão lugar à alegria. O Senhor, estando as portas fechadas, aparece no meio deles! Deseja-lhes a paz e mostra-lhes as feridas, marcas do Seu sacrifício.

Quando Tomé regressa, recebe a grande notícia: o Senhor está vivo e apareceu aos discípulos! Ele, incrédulo, afirma que só acreditará se tocar com os seus dedos nas chagas de Nosso Senhor. O Evangelho conta que oito dias depois, Jesus tornou a aparecer-lhes e chama Tomé, pedindo para tocar no lugar dos cravos e no Seu lado.

Tal como Tomé, muitas vezes duvidamos. Muitas vezes, na escuridão dos nossos medos e inseguranças, ou nos momentos de turbulência, sofrimento, tristeza e confusão, duvidamos que Jesus esteja vivo e presente. Pedimos “sinais” e questionamo-nos acerca da aparente ausência de Deus.

A resposta está unicamente na Fé: “Felizes os que acreditam sem terem visto” – responde Jesus a Tomé.

A Fé que professamos proclama que o Senhor está vivo e que a morte foi vencida. É nesta Fé, na Fé que a Igreja nos ensina, que devemos encontrar conforto no sofrimento, nos medos e nas angústias. As palavras de Jesus são um apelo a que permaneçamos firmes na Fé. 

“Felizes os que acreditam sem terem visto!”. Mesmo que não O vejamos ou que não O sintamos, temos esta certeza, pela Fé, de que Ele está connosco, tal como prometeu, “até ao fim dos tempos”.

Está connosco particularmente no Sacramento da Eucaristia. Da boca do discípulo que duvidou, saiu depois a frase que até hoje nos acompanha quando nos colocamos diante de Jesus Sacramentado: “Meu Senhor e meu Deus!” (cf. Jo 20, 28)

A profissão de Fé de Tomé – “Meu Senhor e meu Deus!” – é a mesma que devemos fazer diante do Santíssimo Sacramento. No Altar, o mesmo Jesus que morreu, ressuscitou e apareceu aos Apóstolos, está igualmente presente na Hóstia Consagrada, tão real como esteve na terra e agora está no Céu.

No Cenáculo, Cristo apresentou as Suas chagas a Tomé. No Sacrifício da Cruz, renovado em cada Missa, apresenta as Suas chagas ao Pai para que, por elas, sejamos perdoados e salvos. Ao contrário deste Apóstolo, não devemos precisar de ver com os sentidos para acreditar, mas somente ter a Fé necessária em Deus e na Sua Igreja.

Possamos também nós fazer parte destes “felizes que acreditam sem terem visto”, crendo, com a Igreja, que Jesus está realmente presente e vivo no Santíssimo Sacramento do Altar. Assim, acreditando, possamos também nós dizer, diante da Hóstia Consagrada, como Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Nossa Senhora, Causa da nossa Alegria


No próximo dia 13 de Abril a JMV Sobreiro une-se a todos os jovens deste movimento na Oração do Terço, pelas 19:00 horas na Igreja do Sobreiro.

No seguimento das Solenidades Pascais e participantes do mesmo entusiasmo que os discípulos sentiram na manhã de Domingo, quando tomaram consciência de que o Senhor tinha Ressuscitado, a JMV Nacional propõe que as meditações dos Mistérios do Rosário sejam dedicados à Alegria, sentimento que marca este tempo litúrgico que estamos a viver.

Dizemos na Ladainha de Nossa Senhora que Ela é a Causa da nossa Alegria. Foi através d'Ela que Jesus veio ao mundo, Ela é a Mãe do Salvador. É a causa da nossa alegria porque é Imaculada e vencedora do dragão; porque aceitou a Encarnação e nos deu Jesus Cristo, Filho de Deus que ressuscitou dos mortos.

Maria Santíssima é causa da nossa alegria porque é Mãe, e sabemos que podemos confiar n'Ela e no Seu amor maternal. A alegria que encontramos em Nossa Senhora é muito maior e mais importante do que as nossas alegrias mundanas. Na Virgem Maria encontramos a verdadeira alegria que nos vem de Seu Filho e que nos contagia e impele a sermos testemunhas vivas e convictas da Ressurreição do Senhor.


Com o espírito animado pelas Celebrações Pascais,
 peçamos a Nossa Senhora que nos ensine a viver a alegria que Ela viveu, 
sempre fiéis a Seu Filho Jesus Cristo.


domingo, 8 de abril de 2012

Tríduo Pascal e mensagens do Santo Padre


Durante o Tríduo Pascal, o Papa Bento XVI presidiu a todas as celebrações nas quais se comemorou a Paixão, Morte e Ressureição de Jesus. Nas suas mensagens, falou em temas tão diversos como a obediência devida ao Magistério da Igreja, o valor da família cristã, a violência nos países do Médio Oriente e os apelos à paz.

Na Quinta-Feira Santa de manhã, o Santo Padre celebrou a Missa Crismal, em união com todo o clero da cidade de Roma. Na sua homilia, Bento XVI chamou à atenção para a obediência que devemos ter à Doutrina e ao Magistério da Igreja, se nos queremos dizer católicos. Nos tempos de hoje, muitas são as vozes que começam a fazer-se ouvir no sentido de tentar moldar e até democratizar a Igreja e a Fé de acordo com o pensamento do mundo. As palavras do Romano Pontífice foram uma explícita alusão a grupos de sacerdotes que defendem publicamente, em vários países da Europa, reformas que a Igreja Católica devia fazer, como por exemplo tornar o celibato facultativo para os sacerdotes e a admissão de mulheres ao sacerdócio:

“Recentemente, num país europeu, um grupo de sacerdotes publicou um apelo à desobediência, referindo ao mesmo tempo também exemplos concretos de como exprimir esta desobediência, que deveria ignorar até mesmo decisões definitivas do Magistério, como, por exemplo, na questão relativa à Ordenação das mulheres, a propósito da qual o beato Papa João Paulo II declarou de maneira irrevogável que a Igreja não recebeu, da parte do Senhor, qualquer autorização para o fazer.”

E levanta uma questão pertinente: “Nesta desobediência pode-se intuir algo daquela configuração a Cristo que é o pressuposto para uma verdadeira renovação, ou, pelo contrário, não é apenas um impulso desesperado de fazer qualquer coisa, de transformar a Igreja segundo os nossos desejos e as nossas ideias?”

O Santo Padre deu depois o exemplo de obediência de Jesus Cristo, que veio para cumprir a vontade de Deus Pai: "Ele concretizou a Sua missão através da Sua própria obediência e humildade até à Cruz”.

Tal como Ele foi obediente até à morte, também nós devemos obediência à Santa Igreja que nos transmite e ensina o que Deus determina para o Seu povo.


Na Sexta-feira Santa, na tradicional Via-Sacra no Coliseu de Roma, o Papa destacou o valor da família cristã e as dificuldades que as famílias atravessam nos dias de hoje: “Incompreensões, divisões, preocupação com o futuro dos filhos, doenças, incómodos de vários tipos. Para além disso, a situação de muitas famílias vê-se agravada, hoje em dia, pela precariedade do emprego".

Bento XVI convidou as famílias em dificuldades a olharem para a Cruz de Cristo e nessa mesma Cruz encontrarem auxílio para os seus sofrimentos: “Quando passamos pela prova, quando as nossas famílias enfrentam o sofrimento, a tribulação, olhemos para a Cruz de Cristo! Nela encontraremos a coragem para prosseguir o caminho rumo à esperança.”


Já no Sábado Santo, na homilia da Vigília Pascal, o Santo Padre referiu que a verdadeira ameaça para a humanidade é a ausência de Deus e de valores e apresentou a Fé como o único farol que deve iluminar a humanidade.

“A escuridão que verdadeiramente ameaça o homem é o facto de que ele não vê para onde vai o mundo e donde o mesmo veio. Nem para onde vai a sua própria vida, nem o que é o bem e o que é o mal.” – afirmou Bento XVI.

Para o Sumo Pontífice, a falta deste discernimento entre o que é o bem e o que é o mal leva a que todas as descobertas do Homem deixem de ser progressos, mas ameaças: “O mal não vem do ser que é criado por Deus, mas existe em virtude da Sua negação. É o resultado do «não» dado a Deus. Esta escuridão acerca de Deus e a escuridão acerca dos valores são a verdadeira ameaça para a nossa existência e para o mundo em geral”.

Mas o Papa apresenta uma maneira de discernirmos correctamente entre o que é bom e o que é mau: A Fé. “Para isto serve a Fé, que nos mostra a luz de Deus, a verdadeira iluminação: aquela é uma irrupção da luz de Deus no nosso mundo, uma abertura dos nossos olhos à verdadeira luz.”


A Mensagem do Dia de Páscoa ficou marcada pelos apelos à paz no Médio Oriente:
“De forma particular cesse, na Síria, o derramamento de sangue e adopte-se, sem demora, o caminho do respeito, do diálogo e da reconciliação. (…) Que a vitória pascal encoraje o povo iraquiano a não poupar esforços para avançar no caminho da estabilidade e do progresso. Na Terra Santa, israelitas e palestinos retomem, com coragem, o processo de paz.”

Também não foram esquecidos os países africanos onde muitos cristãos são perseguidos e mortos pelos inimigos da Fé Católica, pedindo por estas comunidades cristãs, garantindo o conforto da Igreja para estes seus filhos, confirmando-os na esperança: “Cristo é esperança e conforto de modo particular para as comunidades cristãs que mais são provadas com discriminações e perseguições por causa da fé. E, através da Sua Igreja, está presente como força de esperança em cada situação humana de sofrimento e de injustiça.”



“Confiemo-nos à Mãe de Cristo. Ela que acompanhou o seu Filho ao longo da via dolorosa, Ela que esteve aos pés da Cruz na hora da sua morte, Ela que encorajou a Igreja desde o seu nascimento a viver na presença do Senhor, conduza os nossos corações rumo à luz que irrompe da Ressurreição de Cristo e manifesta a vitória definitiva do amor, da alegria e da vida, sobre o mal, o sofrimento e a morte.”
(Papa Bento XVI na conclusão da Via Sacra, 6 de Abril de 2012)


Ressuscitou o Senhor!


Na sua dor os homens encontraram
Uma pura semente de alegria,
O segredo da vida e da esperança:
Ressuscitou o Senhor!

Os que choravam cessarão o pranto,
Brilhará novo Sol nos corações,
Pode o homem cantar o seu triunfo:
Ressuscitou o Senhor!

Os que nos duros campos trabalharam
Voltarão entre vozes de alegria,
Erguendo ao alto os frutos da colheita:
Ressuscitou o Senhor!

Já ninguém viverá sem luz da fé,
Já ninguém morrerá sem esperança;
O que crê em Jesus venceu a morte:
Ressuscitou o Senhor!

Louvemos a Deus Pai eternamente
E cantemos a glória de seu Filho
Com o Espírito Santo que nos ama:
Ressuscitou o Senhor!


Hino da Liturgia das Horas para o Domingo de Páscoa




Cânticos para o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

sábado, 7 de abril de 2012

Estava a Mãe Dolorosa junto da Cruz lacrimosa



“Voltou do Calvário tão triste e aflita esta pobre Mãe, 
que todos os que A viam, d’Ela se compadeciam e choravam
 (São Bernardo).


É no Calvário que a Mãe de Jesus crucificado Se torna a Mãe do Seu Corpo Místico nascido da Cruz, que é a Igreja. Esta Igreja nascente encontrava-se recolhida em oração, depois do triste dia da morte de Jesus Cristo. Eis porque no dia de Sábado Santo, tradicionalmente, se recorda a Soledade de Nossa Senhora, meditando na dor de Maria e no Seu recolhimento durante o dia em que o Corpo morto de Seu Filho repousava no sepulcro.

Quanto sofrimento Cristo tinha padecido no Calvário! E quanto sofreu a Mãe, diante da agonia do Filho!
Poderemos ficar nós indiferentes à dor desta Mãe, que também é nossa? No nosso coração não haverá lágrimas para a Virgem Santíssima? Não choramos nós, que fomos a causa de tantas dores?

Não precisamos de chorar com lágrimas, mas tentemos consolar esta boa Mãe, cujo Coração Doloroso e Imaculado ainda hoje sofre com os pecados que cometemos! Foram os nossos pecados que levaram à morte o Seu amado Filho e que trespassaram a Sua alma.

Consolemos Nossa Senhora, atendendo aos Seus pedidos de oração e penitência pelos nossos pecados e pela conversão dos pecadores. 

Vamos nós pedir auxílio à Rainha dos Mártires, que nos foi dada por Mãe na Cruz, para que nos mantenha firmes na Fé, afastados do pecado e nos dê força e paciência para levarmos a nossa Cruz ao longo da vida.

Fonte (adaptado): "Na luz Perpétua", Pe. João Batista Lehmann - 5ª.  ed., 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta-Feira da Paixão do Senhor



“A Paixão de Cristo é suficiente para ser o modelo de toda a nossa vida”.

É assim que Santo Agostinho nos mostra que quem quer ser perfeito na vida, basta que aprenda a lição da Cruz, pois nenhum exemplo de virtude deixa de estar presente na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se nela buscamos um exemplo de caridade - ninguém tem maior caridade do que Aquele que dá a Sua vida pelos amigos (Jo 15,13). Já que Cristo entregou a Sua vida por nós, não devemos nós suportar toda a espécie de sacrifícios e sofrimentos por Ele e pela Sua Igreja?

Se procurarmos na Cruz um exemplo de paciência – contemplemos Cristo na cruz, a suportar os males que poderia ter evitado, mas não evitou, para que fôssemos salvo por esse Santo Madeiro: “julgais que não posso rogar a Meu Pai e que Ele logo não Me envie mais que doze legiões de Anjos?” (Mt 26,53). Imitemos esta paciência nas nossas dificuldades e angústias, pois também elas foram carregadas por Cristo até ao Calvário e oferecidas ao Pai no Seu sacrifício de amor.

Se desejarmos ver na Cruz um exemplo de humildade – basta-nos olhar para o crucifixo. O próprio Deus quis ser julgado sob Pôncio Pilatos e morrer. O Criador quis morrer pelas Suas criaturas; Aquele que dá a vida aos Anjos, pelo homem, fez-se obediente até à morte e morte de Cruz (Fil 2,8).

Se queremos ver na Cruz um modelo de obediência – olhemos para Aquele que Se fez obediente ao Pai, até à morte. Assim como pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores; também pela obediência de um só homem, muitos se tornaram justos (Rom 5,19).

Se na Cruz procuramos um exemplo de desprezo das coisas terrenas - sigamos Aquele que é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, no qual estão os tesouros da sabedoria, mas que na Cruz aparece nu, ridicularizado, escarrado, flagelado, coroado de espinhos e, finalmente, morto.

Neste madeiro, Ele expira cheio de dores, desprezado como o homem mais vil do mundo, escarnecido como falso profeta, blasfemado como impostor sacrílego, por haver dito que era Filho de Deus. É tratado e condenado a morrer como o mais violento criminoso.

Sacrificando a Sua vida pela salvação dos homens, Jesus completou o grande sacrifício da Cruz e concluiu a obra da redenção do género humano: Jesus Cristo, com a Sua morte, tirou o horror à nossa morte, porque lhe dá um sentido. A Sua morte é a nossa vida. 

Fontes: 
- São Tomás de Aquino, in “Exposição sobre o Credo”;
- Santo Afonso Maria de Ligório,  in “A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quinta-Feira Santa, a instituição da Eucaristia


Tomai e comei: Isto é o Meu Corpo. 
Tomai e bebei: Este é o cálice do Meu Sangue” 
(Mc 14, 22-24).

A Igreja inicia hoje o Tríduo Pascal, em que se celebram os principais momentos da História da Salvação: Paixão, Morte e Ressureição de Jesus Cristo.

A Quinta-feira Santa é o último dia da Quaresma e, ao mesmo tempo, a partir da Missa Vespertina, o início do Tríduo Pascal.

É um dia de carácter íntimo para o povo cristão, pois é o dia em que Cristo, na Sua Ceia de despedida, antes da morte, instituiu o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, em que o Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade se tornam realmente presentes no altar.

Jesus, para ficar connosco “até ao fim dos tempos” (Mt 28,20), quis ficar presente, ainda que oculto aos sentidos, na Hóstia Consagrada, para que O adoremos e para Se nos dar em alimento. Foi também na Última Ceia que deu a grande lição de humildade e de serviço, lavando os pés aos Seus Apóstolos, ao mesmo tempo que os constituiu sacerdotes: “Fazei isto em memória de Mim” (Lc 22,19).

No Cenáculo, Cristo dá aos seus discípulos o seu Corpo e o seu Sangue, isto é, dá-Se a Si mesmo – o Seu corpo e o Seu sangue – na Santíssima Eucaristia, antecipando o Seu sacrifício na cruz.

Nesta iminência da morte, durante a Última Ceia, Jesus sobretudo reza. O Papa Bento XVI diz que mesmo “as palavras da transubstanciação são uma parte desta oração de Jesus. São palavras de oração. Jesus transforma a Sua Paixão em oração, em oferta ao Pai pelos homens.”

Aprendamos também nós a rezar e a oferecer a nossa vida pela salvação de todos os homens, nossos irmãos, unindo-nos ao sacrifício de Jesus Cristo, que se renova em cada Missa e em que o sacerdote oferece o Seu Corpo, verdadeiramente presente no altar, a Deus Pai.


domingo, 1 de abril de 2012

Procissão da "Burrinha" e Via Matris em Mafra


Realizou-se no dia 1 de Abril na Basílica de Mafra a terceira Procissão Quaresmal, tradicionalmente chamada de "Procissão da Burrinha", mas cujo nome correcto é "Procissão das Dores de Nossa Senhora".
Mais uma vez, devido às obras no espaço envolvente ao Palácio Nacional de Mafra, a procissão não se pôde realizar. No entanto, a Irmandade do Santíssimo Sacramento e os paroquianos não quiseram deixar de meditar nas Sete Dores de Nossa Senhora. Assim, os oito andores que constituem esta procissão estiveram expostos para veneração e para a oração da Via Matris. Esta procissão é celebrada no Domingo de Ramos uma vez, no calendário litúrgico antigo, a Festa de Nossa Senhora das Dores era na primeira Sexta-feira da Paixão, ou seja, na Sexta-feira antes do Domingo de Ramos.

A primeira procissão das “Sete Dores de Nossa Senhora” saiu às ruas da Vila de Mafra no ano de 1793, sendo na época da responsabilidade da Irmandade de Nossa Senhora das Dores, que para além da manutenção do antigo Hospital de Mafra, tinha a responsabilidade de organizar esta procissão com cerca de 43 imagens, feitas em pasta de papel, cuja execução se atribui, possivelmente ao último dirigente da Escola de Escultura de Mafra.

A celebração de hoje teve início com a Eucaristia que foi presidida pelo Padre Luís Barros, tendo estado presentes o diácono assistente da paróquia e pelo diácono Duarte Sousa que frequenta o último ano no Seminário dos Olivais e a quem foi incumbida a missão de pregar na homilia.

«A liturgia desde Domingo em que se inicia a Semana Santa - o pórtico maior para a Páscoa - aponta-nos para o mistério da Morte de Jesus. (...) O salmo de hoje foi o mesmo que Jesus recitou na cruz. A interrogação "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?" não demonstra falta de fé ou de confiança em Deus, mas uma oração de abandono e entrega à vontade do Pai».

Relativamente ao Evangelho, no qual é relatada a Paixão e Morte de Jesus, o diácono Duarte lembrou que «o mesmo Jesus que é aclamado rei no Domingo de Ramos é o que é crucificado, sendo o seu trono a cruz e a sua coroa, feita de espinhos».

Uma vez que na procissão de hoje foram lembradas as Dores de Nossa Senhora, o pregador não quis deixar de fazer referência ao sofrimento da Mãe de Jesus e ao Seu exemplo de obediência à vontade de Deus: «Nossa Senhora é o exemplo mais perfeito de quem segue Jesus. Aceitou fazer sempre a vontade de Deus. O 'SIM' de Maria dado na Anunciação foi o primeiro de muitos, pois toda a Sua vida foi um 'sim', até nas horas de maior dor. Maria é para nós o modelo de perfeição cristã, uma vez que fez dos momentos de dor uma oportunidade de entrega e obediência a Deus, tal como o Seu Filho Jesus Cristo».

Após a celebração da Santa Missa teve início a Oração da Via Matris na qual se meditou mais profundamente nas Dores da Virgem Maria percorrendo os andores que estavam expostos na Basílica.

Desde a "Profecia de Simeão", passando pela "Fuga para o Egipto", a "Perda e Encontro do Menino Jesus no Templo", Nossa Senhora viveu momentos de verdadeira angústia e sofrimento no "Encontro a Caminho do Calvário" e na "Morte de Jesus na Cruz". A Dor de Maria não terminou com a morte de Seu Filho, pois ainda recebeu nos Seus braços o mesmo corpo que tinha dado à luz, aquando da "Descida da Cruz". A última espada que trespassou a alma de Nossa Senhora foi quando, dolorosamente, acompanhou a deposição do corpo de "Jesus no Sepulcro".

Antes de terminar esta oração, foi ainda dirigida uma prece a Nossa Senhora das Dores, cujo andor estava na Capela das Santas Virgens e Viúvas da Ordem Seráfica.

A celebração terminou com uma pequena veneração ao Santo Lenho seguida da bênção com esta relíquia da Cruz de Jesus.


De pé, a Mãe Dolorosa
junto da cruz, lacrimosa,
viu o Filho que pendia.

Na sua alma agoniada,
penetrou a dura espada
de uma antiga profecia.

Quanta angústia não sentia,
a Mãe Piedosa quando via
as penas do Filho Seu.

(Stabat Mater)


Nota Histórica da Procissão gentilmente cedida pela Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra


Palavras do Santo Padre no Domingo de Ramos



O Santo Padre Bento XVI presidiu hoje, na Praça de São Pedro, à celebração litúrgica do Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. 


“O Domingo de Ramos, com que a Igreja inicia a Semana Santa, contém um convite a encarar toda a humanidade, na diversidade das suas culturas e civilizações, com o olhar de Deus, com o olhar de Cristo - um olhar de bênção, de amor”, afirmou o Papa, na homilia.

“As palavras do Salmo 118, em que a multidão proclama e louva Jesus, constitui uma verdadeira proclamação messiânica: ‘Hossana! Bendito O que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino do nosso pai David! Hossana no mais alto dos céus’.

Mas que pensavam realmente aqueles que aclamam Cristo como Rei de Israel? Tinham a sua própria ideia do Messias, do modo como devia agir o Rei prometido pelos profetas e há muito esperado. Logo poucos dias depois, em vez de aclamar Jesus, a multidão gritará: «Crucifica-O!», e os próprios discípulos ficam mudos e confusos. Na realidade, a maioria ficara desapontada com o modo escolhido por Jesus para Se apresentar como Messias e Rei de Israel. É precisamente aqui que se situa o ponto fulcral da festa de hoje, mesmo para nós.”

O Papa lançou ainda duas questões para os peregrinos reflectirem na pessoa de Jesus:

“Para nós, quem é Jesus de Nazaré? Que ideia temos do Messias, que ideia temos de Deus? Esta é uma questão crucial, que não podemos evitar, até porque, precisamente nesta semana, somos chamados a seguir o nosso Rei que escolhe a cruz como trono; somos chamados a seguir um Messias que não nos garante uma felicidade terrena fácil, mas a felicidade do céu, a bem-aventurança de Deus.”

No dia em que se celebra o Dia Mundial da Juventude, Bento XVI dirigiu-se aos jovens ali presentes e incentivou-os a tomarem, nas suas vidas, decisões concretas e cristãs:

“Queridos jovens, aqui reunidos! Em todos os lugares da terra onde a Igreja está presente, este Dia é especialmente dedicado a vós. Por isso, vos saúdo com muito carinho! Que o Domingo de Ramos possa ser para vós o dia da decisão: a decisão de acolher o Senhor e segui-Lo até ao fim, a decisão de fazer da Sua Páscoa, da Sua Morte e Ressurreição, o sentido da vossa vida de cristãos. Tal é a decisão que leva à verdadeira alegria.”

Evocando o tema deste Dia Mundial da Juventude - a exortação paulina «Alegrai-vos sempre no Senhor» - Bento XVI recordou o exemplo de “Santa Clara de Assis, que há oitocentos anos – exatamente no Domingo de Ramos –, movida pelo exemplo de São Francisco e dos seus primeiros companheiros, deixou a casa paterna para se consagrar totalmente ao Senhor: com dezoito anos, teve a coragem da fé e do amor para se decidir por Cristo, encontrando n’Ele a alegria e a paz.”

Por fim, o Santo Padre lembrou dois grandes sentimentos que devem animar o povo cristão nestes dias santos: o louvor e a gratidão:

“Queridos irmãos e irmãs, dois sentimentos nos animem particularmente nestes dias: o louvor, como fizeram aqueles que acolheram Jesus em Jerusalém com o seu «Hossana»; e a gratidão, porque, nesta Semana Santa, o Senhor Jesus renovará o dom maior que se possa imaginar: dar-nos-á a Sua vida, o Seu corpo e o Seu sangue, o Seu amor. Mas um dom assim tão grande exige que o retribuamos adequadamente, ou seja, com o dom de nós mesmos, do nosso tempo, da nossa oração, do nosso viver em profunda comunhão de amor com Cristo que sofre, morre e ressuscita por nós.”


sexta-feira, 30 de março de 2012

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Iniciamos a Semana Santa, também chamada de “Semana Maior”, com o Domingo de Ramos, em que se recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Cristo é aclamado como um Rei, na Sua entrada na Cidade Santa, sendo por isso que as procissões que se fazem antes da Missa neste Domingo são chamadas de "Procissões da Realeza de Cristo".
Não é fácil entendermos a realeza de Cristo com os olhos deste mundo. Estamos diante de um homem que é trazido a julgamento porque Se fez Rei. “Então és tu rei?”, perguntou Pilatos. Com os olhos do mundo, vemos um Rei como um senhor absoluto, um dominador, um poderoso. Dificilmente conceberíamos, numa visão meramente humana e terrena, um Rei apresentado como um homem sofrido, pobre, julgado à morte.

E, no entanto, a resposta de Jesus é afirmativa e conclusiva: "É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e para isto vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. E quem é da verdade escuta Minha voz.” (Cf. Jo.18, 33-37).

Numa outra passagem do Evangelho, Jesus diz que os poderosos deste mundo querem mandar e serem servidos. ”Mas entre vós não deverá ser assim. Ao contrário aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que serve…Deste modo o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pela vida de muitos". (Cf. Mt.20, 25-28)

Como, então entender esta realeza que se marca pelo serviço e este Rei que tem na fronte uma coroa de espinhos e, por trono, o patíbulo da cruz?

Marcada pelo pecado do orgulho, a humanidade quis prescindir da verdade e deixar-se dominar pela soberba. Rejeitou a Deus e tentou sujeitar a si todas as coisas, escravizando-as. Inverteu a ordem das leis naturais e do universo. A criatura quer tornar-se o criador, tudo quer submeter a seus pés. O Homem quer sentir-se dono deste mundo, não percebendo que, desse modo, serve ao Príncipe deste Mundo - Satanás -e não a Deus.

Se a humanidade hoje é dominada pela soberba, herdou-a dos nossos primeiros pais que, pela sua desobediência, destabilizaram a ordem natural a que Deus tinha sujeitado o mundo. Para restaurar a beleza e a ordem, o Verbo faz-Se carne humana e, no culminar da obra da Redenção, entra em Jerusalém  para oferecer a Sua vida em resgate do género humano.

Foi precisamente para devolver a dignidade ao ser humano, perdida após o pecado original, que Cristo Se ofereceu no altar da Cruz, apagando com seu sangue o pecado e estabelecendo um novo reino, uma nova terra, um reino de santidade e de vida, de justiça, de amor e de paz.

O Domingo de Ramos, no qual se inicia a Semana Santa, é uma celebração de esperança porque o cristão é lembrado de que não deve colocar a sua esperança nas coisas deste mundo, mas no que é eterno, na perspectiva de Cristo e da Sua Cruz, no amor que constrói a reconciliação e a paz.

Neste Domingo, anuncia-se a vitória de Cristo e a proclamação da Sua Paixão. Deve ser celebrado com toda a reverência e meditação sobre o seu significado, preparando de um modo mais intenso as celebrações da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Viagem Apostólica de Bento XVI ao México e a Cuba


Entre os dias 23 e 28 de Março, o Papa Bento XVI visitou estes dois países da América Latina. No México, país de forte tradição católica e onde existem devoções cristãs profundamente enraizadas, o Santo Padre dedicou muitas das suas palavras à devoção a Nossa Senhora. Já em Cuba, país de regime comunista, foi o apelo à liberdade religiosa e o encontro com o ditador ex-católico Fidel Castro que marcaram esta visita do Sumo Pontífice.
A Igreja tem a missão de educar consciências

Ainda a bordo do avião que o transportou até ao México, o Santo Padre relembrou que compete também à Igreja educar as consciências na Verdade, não só a consciência individual, mas também a consciência pública: “Temos que proclamar a Deus. Deus que é juiz e nos ama. Mas ama-nos para nos chamar ao bem e à verdade contra o mal. Portanto, é uma grande responsabilidade da Igreja a de educar as consciências e à responsabilidade moral e desmascarar o mal.


Encontro com as crianças

No Sábado, o Papa teve um encontro emotivo com milhares de crianças de todo o México e pediu-lhes para nunca deixarem de rezar: “Convido-vos a não deixardes de rezar, mesmo em casa; assim experimentareis a alegria de falar com Deus em família. Rezai por todos; por mim também. Eu rezarei por vós.”

Bento XVI fez ainda um apelo às famílias, à Igreja, à escola e aos governantes para que "protejam e cuidem das crianças, para que nunca se apague o seu sorriso, possam viver em paz e olhar para o futuro com confiança".

Ao despedir-se o Santo Padre incentivou-os a serem membros activos na vida da Igreja: "Vocês, meus pequenos amigos, não estão sozinhos. Contam com a ajuda de Cristo e da sua Igreja para levar um estilo de vida cristão. Participem da Missa do Domingo, na catequese, em algum grupo de apostolado, buscando lugares de oração e caridade”.

Antes de partir para Cuba, o Santo Padre rezou diante da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Na Missa celebrada no Domingo, Bento XVI invocou a protecção de Maria para o México: “É a Mãe do verdadeiro Deus, que nos convida a permanecer à Sua sombra pela fé. Em tempos de tribulação e sofrimento, Ela foi invocada por muitos mártires que deram testemunho de inquebrantável fidelidade ao Evangelho e entrega à Igreja. Santa Maria de Guadalupe nos abençoe e obtenha, com a Sua intercessão, abundantes graças do Céu.”


O Papa em Cuba

Já em Cuba, Bento XVI referiu-se às dificuldades económicas que muitos países atravessam. Para o Santo Padre, estas dificuldades têm origem “numa profunda crise de tipo espiritual e moral, que deixou o homem sem valores e desprotegido. Não é possível continuar por mais tempo na mesma direcção cultural e moral”.

No último dia de presença em Cuba, o Papa encontrou-se com Fidel Castro na Nunciatura Apostólica. Recorde-se que Fidel Castro – ditador comunista – proporcionou, por longos anos, um ambiente extremamente adverso para os católicos de Cuba, tendo encerrado escolas católicas, expulsado centenas de Padres do país, entre outros abusos. Foi excomungado da Igreja Católica a 3 de Janeiro de 1962 pelo Papa João XXIII, precisamente por defender a ideologia comunista, vista como intrinsecamente má pela Doutrina Católica.

No encontro, os dois dialogaram sobre os problemas que atingem a Igreja e a sociedade actual. Horas antes deste encontro, o Papa tinha elogiado os passos dados em Cuba no sentido de se permitir a que “a Igreja cumpra a sua irrenunciável missão de anunciar, pública e abertamente, a Fé”, mas pediu aos líderes do regime que tomem medidas para dar mais espaço de liberdade religiosa.

O Papa Bento XVI regressou na passada quarta-feira a Roma, visivelmente feliz pela recepção e hospitalidade que recebeu daqueles povos da América Latina.

Agradeçamos a Deus e a Sua Santíssima Mãe, pelo êxito de mais uma viagem apostólica do nosso Santo Padre!



“Pedi à Virgem Santíssima pelas necessidades das pessoas que sofrem, por aquelas que estão privadas da liberdade, longe dos seus entes queridos, ou que passam por graves momentos de dificuldade. Ao mesmo tempo coloquei no seu Coração Imaculado os jovens, para que sejam verdadeiros amigos de Cristo e não cedam às propostas que deixam atrás de si a tristeza.”

Palavras do Papa Bento XVI na sua visita ao Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, Santiago de Cuba, 27 de março de 2012.

terça-feira, 27 de março de 2012

Oração da Via Sacra - Sobreiro

No passado Sábado, o Grupo de Jovens organizou uma Via Sacra para toda a comunidade do Sobreiro. Estiveram presentes nesta oração as crianças da Catequese.

A Celebração teve início ao som de um Hino da Liturgia das Horas que convidava a olhar para a cruz do Senhor: "Cruz do Senhor és única esperança, no tempo da tristeza e da Paixão. Aumenta nos cristãos a luz da Fé, sê para os homens o sinal da Paz" .


Em oração, com o ânimo recolhido e comovido, a comunidade foi percorrendo, naquela tarde, o caminho da Cruz. Com Jesus, subiu ao Calvário e meditou no Seu sofrimento, descobrindo como é profundo o amor que Ele teve e tem por cada um.

Ao longo da Via-Sacra, foram-se escutando cânticos que acompanhavam cada momento do caminho feito por Jesus até à cruz, desde a Sua condenação até à morte, passando pelo canto triste e apelativo da Verónica. Tendo por base as leituras bíblicas de cada estação, assim se foram ouvindo cânticos que, mais que embelezar a celebração, convidavam e ajudavam cada um a meditar.

Nem o grupo de jovens, nem a comunidade que estava presente se quis limitar a ter uma compaixão simplesmente ditada por sentimentos frágeis; todos quiseram, sentir-se participantes do sofrimento de Jesus. Viver, acompanhar, sentir como seria aquele caminho de desprezo, angústia, dor, negação e acima de tudo, sofrimento. Sofrimento pelos pecados da Humanidade que brutamente O condenava à forma mais humilhante de morte.

Foi com o desejo de proporcionar um momento de oração e meditação que o grupo foi apresentando encenações das diferentes estações da Via-Sacra que eram acompanhadas por uma passagem bíblica e por uma meditação.

Ao meditar nas catorze estações da Via Sacra, acompanhando Jesus até ao Monte do Calvário, cada um pôde "sentir-se presente" nas palavras da condenação, nos maus tratos dos soldados, no pranto da Virgem Maria.

Por fim, o silêncio... o silêncio da morte.... do Vazio... Um silêncio que guardava em si o peso do sofrimento do Filho de Deus, rejeitado, desfigurado, esmagado debaixo do peso dos pecados da humanidade.

Depois do corpo chagado e glorioso ser colocado no sepulcro, restava uma Cruz vazia levantada no Monte Calvário, uma Cruz que parecia determinar a derrota definitiva d’Aquele que trouxera a luz e que estava mergulhado na escuridão de um sepulcro selado, frio e cavado numa rocha.

A celebração terminou com um momento de oração pessoal, no qual, cada um podia,com Nossa Senhora e as três Marias, pedir a Jesus, Aquele que morreu pelos pecados da Humanidade, a misericórdia que só Ele nos pode dar.

A Cruz não é mais o sinal da vitória da morte, do pecado ou do mal. A Cruz tornou-se um sinal de Vida e de Esperança. Este instrumento de sofrimento e de derrota tornou-se, pela morte de Jesus, o sinal da salvação.


Tudo foi vencido pela Cruz. O Demónio, o pecado, toda a espécie de mal... Tudo foi vencido por Cristo na Cruz.  A Cruz, suportando o Corpo e onde foi derramado o Sangue de Jesus , foi o primeiro altar e dela nasceram as fontes da salvação.


Olhemos para o Madeiro, no qual a Morte se tornou Vida, 
 e peçamos a Jesus que, pela Sua Dolorosa Paixão, tenha piedade de nós e do mundo inteiro.
                                                 Virgem Dolorosa, rogai por nós!


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