"Raios de Luz"


terça-feira, 27 de março de 2012

Oração da Via Sacra - Sobreiro

No passado Sábado, o Grupo de Jovens organizou uma Via Sacra para toda a comunidade do Sobreiro. Estiveram presentes nesta oração as crianças da Catequese.

A Celebração teve início ao som de um Hino da Liturgia das Horas que convidava a olhar para a cruz do Senhor: "Cruz do Senhor és única esperança, no tempo da tristeza e da Paixão. Aumenta nos cristãos a luz da Fé, sê para os homens o sinal da Paz" .


Em oração, com o ânimo recolhido e comovido, a comunidade foi percorrendo, naquela tarde, o caminho da Cruz. Com Jesus, subiu ao Calvário e meditou no Seu sofrimento, descobrindo como é profundo o amor que Ele teve e tem por cada um.

Ao longo da Via-Sacra, foram-se escutando cânticos que acompanhavam cada momento do caminho feito por Jesus até à cruz, desde a Sua condenação até à morte, passando pelo canto triste e apelativo da Verónica. Tendo por base as leituras bíblicas de cada estação, assim se foram ouvindo cânticos que, mais que embelezar a celebração, convidavam e ajudavam cada um a meditar.

Nem o grupo de jovens, nem a comunidade que estava presente se quis limitar a ter uma compaixão simplesmente ditada por sentimentos frágeis; todos quiseram, sentir-se participantes do sofrimento de Jesus. Viver, acompanhar, sentir como seria aquele caminho de desprezo, angústia, dor, negação e acima de tudo, sofrimento. Sofrimento pelos pecados da Humanidade que brutamente O condenava à forma mais humilhante de morte.

Foi com o desejo de proporcionar um momento de oração e meditação que o grupo foi apresentando encenações das diferentes estações da Via-Sacra que eram acompanhadas por uma passagem bíblica e por uma meditação.

Ao meditar nas catorze estações da Via Sacra, acompanhando Jesus até ao Monte do Calvário, cada um pôde "sentir-se presente" nas palavras da condenação, nos maus tratos dos soldados, no pranto da Virgem Maria.

Por fim, o silêncio... o silêncio da morte.... do Vazio... Um silêncio que guardava em si o peso do sofrimento do Filho de Deus, rejeitado, desfigurado, esmagado debaixo do peso dos pecados da humanidade.

Depois do corpo chagado e glorioso ser colocado no sepulcro, restava uma Cruz vazia levantada no Monte Calvário, uma Cruz que parecia determinar a derrota definitiva d’Aquele que trouxera a luz e que estava mergulhado na escuridão de um sepulcro selado, frio e cavado numa rocha.

A celebração terminou com um momento de oração pessoal, no qual, cada um podia,com Nossa Senhora e as três Marias, pedir a Jesus, Aquele que morreu pelos pecados da Humanidade, a misericórdia que só Ele nos pode dar.

A Cruz não é mais o sinal da vitória da morte, do pecado ou do mal. A Cruz tornou-se um sinal de Vida e de Esperança. Este instrumento de sofrimento e de derrota tornou-se, pela morte de Jesus, o sinal da salvação.


Tudo foi vencido pela Cruz. O Demónio, o pecado, toda a espécie de mal... Tudo foi vencido por Cristo na Cruz.  A Cruz, suportando o Corpo e onde foi derramado o Sangue de Jesus , foi o primeiro altar e dela nasceram as fontes da salvação.


Olhemos para o Madeiro, no qual a Morte se tornou Vida, 
 e peçamos a Jesus que, pela Sua Dolorosa Paixão, tenha piedade de nós e do mundo inteiro.
                                                 Virgem Dolorosa, rogai por nós!


Celebração Penitencial no Sobreiro

“Vai e não tornes a pecar”


Foi este o apelo feito aos jovens da Vigararia de Mafra que, na passada Sexta-feira, tiveram oportunidade de se confessar na Igreja do Sobreiro, preparando os seus corações e purificando a suas almas para as Celebrações Pascais.

A Celebração Penitencial da Quaresma deste ano de 2012 iniciou-se pelas 21h30 e foi orientada pelo Padre Jorge Sobreiro. Após a nota introdutória e a invocação do Espírito Santo, foi proclamada a Palavra de Deus, na qual se escutou uma leitura do Antigo Testamento e o Evangelho.

Na Leitura escutada, Deus diz, pelo profeta, que nos arrancará o coração de pedra e nos dará um coração de carne. Já no Evangelho, foi lida a passagem da mulher adúltera, que se arrepende e é perdoada por Jesus.

O Padre Jorge, na homilia, recordou a importância deste Sacramento como a obrigação que os católicos têm de receber, pelo menos uma vez no ano, pela Páscoa. Contou que, pouco tempo antes de chegar à celebração, alguém lhe tinha perguntado porque era necessário que nos confessemos. A resposta do sacerdote não podia ter sido mais certeira: “Porque somos de carne e osso”.

De facto, a nossa relação com Deus não se expressa nem se manifesta apenas no plano espiritual. Como seres humanos, dotados de um corpo e de uma alma, tanto uma dimensão com a outra precisa de Deus. E se a alma nos assemelha aos Anjos, o corpo assemelha-nos a Adão, à finitude, ao pecado. Por sermos humanos, “de carne e osso”, é que erramos e pecamos. Pecamos na alma e no corpo, manchando-os com a nossa desobediência aos Mandamentos de Deus e da Igreja e não lhes dando a dignidade que merecem.

Por sermos humanos, pecamos. Mas a Fé faz-nos reconhecer que somos mais do que seres meramente humanos. E se, por sermos humanos, temos esta tendência para o pecado, por sermos católicos temos a obrigação de reconhecer as nossas culpas por termos ofendido a Deus em primeiro lugar e, a seguir, a nós mesmos – no corpo ou na alma – e aos outros.

Este reconhecimento do pecado deve levar-nos ao arrependimento e, por fim, ao Sacramento da Confissão, no qual somos perdoados pelo próprio Cristo. Para nos dar o Seu perdão, Ele apenas nos pede que O amemos, a Ele e à Igreja, rezemos e façamos penitência, por nós que caímos e ainda tivemos força para nos levantar e pelos pecadores que permanecem caídos e mergulhados nas trevas do pecado.

Para dar mais dinâmica à Celebração, foram colocados dois quadros, um de cada lado do altar, em que um deles representava a passagem do Evangelho lido e no outro estava a imagem de Jesus Misericordioso. À entrada da Igreja, cada jovem recebeu uma pedra e era então convidado a deixar essa pedra –o coração endurecido pelo pecado – junto quadro da mulher adúltera quando se fosse confessar e, depois de receber o perdão de Deus, a passar no quadro de Jesus e levar consigo um coração (que estava junto ao quadro), no qual estava inscrita uma oração a Jesus Misericordioso.

Durante as confissões, o Grupo de Jovens foi entoando cânticos para ajudar a criar um ambiente de oração e de convite à penitência.

A Celebração terminou já perto das 01h da manhã, com a bênção dada pelo Padre Jorge, que exortou os jovens a “irem e não voltarem a pecar, para que possam celebrar, devidamente preparados e purificados das faltas, os Mistérios Sagrados da nossa Salvação: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.”

Assim, o Grupo de Jovens Cristãos do Sobreiro deseja a todos que esta Páscoa seja vivida e celebrada santamente, livres do pecado e reconciliados com Deus e no Amor de Jesus, que nos espera neste Sacramento da Confissão, como Pai Misericordioso que espera pacientemente pelo regresso dos filhos à casa paterna.

sexta-feira, 23 de março de 2012

"Quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim”.


Neste V Domingo da Quaresma, também chamado de Domingo da Paixão, ouvem-se os últimos apelos de Jesus à Fé, na iminência da Sua entrega à morte.

"Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado". A hora da glória, para Cristo, não é de modo nenhum a da glória humana, como não poderia ser a da entrada triunfal em Jerusalém. 

A hora da Sua glória é precisamente a hora em que Jesus morre para nos dar a Vida!O sentido da morte de Jesus fica esclarecido com a comparação do grão de trigo, que deve morrer para dar fruto. Assim, ao seguidor de Cristo também já não resta outra alternativa. Pelo Evangelho, ficamos a saber que quem quiser seguir Jesus, deve morrer para si mesmo e viver para Deus: “Quem despreza a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna”.

Tal como Jesus Se compara ao grão de trigo, também nós, se queremos dar fruto abundante, devemos morrer na terra, para que os nossos frutos sejam bons. Morrendo na terra, nasceremos para o Céu.

Jesus aproxima-Se cada vez mais da morte e sente-se angustiado. "Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora."

Apesar de estar perturbado com a proximidade da morte, Ele sabe que é necessário passar por aquela hora. É necessário que o Filho de Deus passe verdadeiramente pela morte para nos dar a verdadeira Vida.

A morte de Jesus não é um momento isolado, mas o culminar de um processo de doação total de Si mesmo, que se iniciou quando “o Verbo Se fez carne e habitou no meio de nós” (Jo 1,14).  Durante toda a Sua vida, Jesus entregou-Se pela humanidade. Toda a Sua existência terrena foi um acto de amor e de entrega. A Sua Paixão e Morte é o último e mais expressivo acto de amor por nós.

Nestes dias que antecedem a Semana Santa, podemos vislumbrar no horizonte próximo de Jesus apenas a Sua Cruz. A Sua hora, a hora da glória. Ele está consciente de que vai sofrer uma morte violenta e maldita, e que todos o vão abandonar como um criminoso, como um falhado.

Mas, ao mesmo tempo, Ele está consciente que é essa Cruz que vai redimir a humanidade. É nessa hora terrível que vai vencer o Príncipe deste mundo - o Demónio - e o pecado. É na Cruz que vence todo o mal. “Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim”.

Neste Domingo da Paixão, saibamos assumir a nossa condição de sofredores e encontrar na luz que nos vem da Paixão e da Morte do Senhor a resposta a tantos e tão grandes problemas que o sofrimento sempre levanta.

Seja a nossa glória e a nossa alegria a Cruz Redentora de Jesus Cristo!

terça-feira, 20 de março de 2012

Via Sacra - JMV Sobreiro

No próximo sábado, dia 24 de Março, o grupo de jovens  propõe a Oração da Via-Sacra para a Catequese e para a comunidade do Sobreiro. À semelhança de anos anteriores, o grupo fica responsável na celebração pelos cânticos e meditações bem como pela encenação das 14 estações que marcam a caminhada de Jesus até ao Calvário.

Na oração da Via-Sacra, o cristão é convidado a olhar para o caminho que Jesus fez desde o Pretório de Pilatos até ao Sepulcro. A Virgem Maria, com uma espada a trespassar o Seu coração, chorou amargamente, e apesar do sofrimento e da dor, nunca abandonou o Seu Filho, que caminhava com o peso do madeiro até ao Lugar do Gólgota.

O Santo Padre, aquando da Jornada Mundial da Juventude em Madrid, disse ao jovens que "as diversas formas de sofrimento em que meditamos ao longo da Via-Sacra, são apelos do Senhor para edificarmos as nossas vidas seguindo os Seus passos e para nos tornarmos sinais do Seu conforto e salvação".


"Olhemos para Cristo, suspenso no duro madeiro, e peçamos-Lhe que nos ensine esta misteriosa sabedoria da cruz, graças à qual vive o homem."

segunda-feira, 19 de março de 2012

São José, exemplo mais perfeito de amor

A Igreja celebra hoje, dia 19 de Março, a Solenidade de S. José, Esposo da Virgem Santa Maria.

Na Encíclica Quamquam Pluries, do Papa Leão XIII, sobre a necessidade de se recorrer à intercessão de São José,  junto à da Virgem Mãe de Deus nas dificuldades, o Santo Padre afirmava que "a Sagrada Família, que José governou com autoridade de pai, era o berço da Igreja nascente."

Fazendo referência a Nossa Senhora e ao Menino Jesus, o Santo Padre dizia que "A Virgem Santíssima, de facto, enquanto Mãe de Jesus, é também Mãe de todos os cristãos, por Ela gerados em meio às dores do Redentor no Calvário. E Jesus é, de alguma maneira, como o primogénito dos cristãos, que por adopção e pela redenção Lhe são irmãos."

Desta forma, poder-se-á dizer que São José, aquele esteve sempre com Nossa Senhora e que educou o Menino, amando-Os e protegendo-Os nas adversidades "considera como confiada a Ele próprio a multidão dos cristãos que formam a Igreja (...) sobre a qual Ele, como esposo de Maria e pai putativo de Jesus, tem uma autoridade semelhante a de um pai."

O Papa Leão XIII referia ainda na sua Encíclica que em São José "os pais de família encontram o mais alto exemplo de paterna vigilância e providência; os cônjuges, o exemplo mais perfeito de amor, concórdia e fidelidade conjugal e  os consagrados a Deus, o modelo e protector da castidade virginal"

Confiemos as nossas orações a São José, esposo da Virgem Santa Maria e padroeiro da Igreja.



Oração a São José:

A Vós, São José, recorremos na nossa tribulação,
 e depois de ter implorado o auxílio de vossa Santíssima Esposa,
cheios de confiança solicitamos também o vosso amparo.

Por esse laço sagrado de caridade,
que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus,
e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus,
ardentemente vos suplicamos
 que lanceis um olhar benigno para a herança,
que Jesus Cristo conquistou com o seu sangue,
e nos ampareis nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.

Protegei, ó guarda providente da Divina Família,
a linhagem eleita de Jesus Cristo.
Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo,
a peste do erro e do vício que arruína o mundo.
Assisti-nos propício do alto do Céu,
ó nosso fortíssimo Protector, na luta contra o poder das trevas;
e assim como outrora salvastes da morte
 a vida ameaçada do Menino Jesus,
assim também agora defendei a Santa Igreja de Deus
 contra as ciladas de seus inimigos e contra toda a adversidade.

Amparai a cada um de nós com o vosso constante auxílio,
 afim de que, a vosso exemplo e sustentados com a vossa preciosa ajuda, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer
 e obter no Céu a bem-aventurança eterna.
 Ámen

domingo, 18 de março de 2012

Procissão dos Terceiros em Mafra

Todos os anos, no IV Domingo da Quaresma, a Vila de Mafra realiza a Procissão da Venerável Ordem Terceira de Penitência, popularmente chamada de Procissão dos Terceiros. Este ano, tendo em conta as obras de requalificação da área envolvente do Palácio Nacional de Mafra, a procissão não se pôde realizar. No entanto, os andores que formam esta procissão estiveram expostos na Basílica para veneração dos fiéis e visitantes.

A Irmandade da Venerável Ordem Terceira de Penitência foi estabelecida debaixo da Protecção Real a 17 de Setembro de 1736 na Sacra e Real Basílica de Nossa Senhora e Santo António na Vila de Mafra. Fizeram parte desta Ordem, desde a sua origem, artistas e artífices que participaram na construção do Real Edifício, bem como outros que, mais tarde, contribuíram para a execução da procissão.
A primeira vez que esta Procissão se realizou foi a 27 de Março de 1740, tendo o Rei ordenado ao escultor Manuel Dias a execução das imagens.

A organização e montagem dos grandiosos andores foram, durante muitos anos, da responsabilidade da Irmandade da referida Ordem Terceira. No entanto, em 1886 esta Irmandade foi extinta e anexada à Irmandade do Santíssimo Sacramento, ficando esta com a obrigação de fazer as Procissões dos “Terceiros” e do “Enterro do Senhor”, na Sexta-feira Santa.

Fazem parte desta Procissão dez andores, quatro dos quais evocam momentos da vida de São Francisco de Assis (Pedido de Jesus para fundar a Ordem Franciscana; Encontro com o Papa Inocêncio III  e aprovação da Regra; Entrega da Regra da Ordem Terceira a São Lúcio e Santa Bona; e Estigmatização no Mont’alverne). Os outros andores evocam Santos e Santas que fizeram parte da Venerável Ordem Terceira, como Santo Ivo e a Rainha Santa Isabel de Portugal.

Na Missa celebrada pelo Padre Luís Barros, pregou o Frei Armindo, Mestre dos Noviços do Convento do Varatojo – Torres Vedras, dando ênfase à necessidade de “bem aproveitarmos os dias que nos restam nesta Quaresma, de forma a nos prepararmos para a Páscoa. O fundador da Ordem Franciscana dizia que ‘é preciso vestir o coração, tirar as poeiras e vestir-se de festa’ ”.

Após a Eucaristia, teve início a oração da Via-Sacra, que segundo o Padre Luís, é um bom "exercício quaresmal no qual revivemos o caminho que Jesus fez até entregar a vida no Calvário".

Transportaram a cruz, durante a Via-Sacra os noviços da Ordem Franciscana que acompanharam o pregador. Entre as catorze estações,  o grupo Schola Cantorum da Paróquia de Mafra foi cantando um bonito refrão quaresmal em latim:"Attende Domine, et miserere, quia peccavimus tibi - Escutai Senhor e tende piedade, pois pecámos contra Vós".

A celebração terminou com uma pequena veneração ao Santo Lenho, com o qual foi dada a bênção final. A próxima procissão em Mafra é já no dia 1 de Abril - Domingo de Ramos - na qual serão evocadas as Sete Dores de Nossa Senhora.


Nota Histórica da Procissão gentilmente cedida pela Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra

Angelus - 18 de Março

Na mensagem dada pelo Papa Bento XVI hoje de manhã, antes da habitual Oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o Santo Padre afirmou que : "Na nossa caminhada para a Páscoa, fazemos um percurso com Jesus através do 'deserto'. É este um período no qual devemos prestar mais atenção à voz de Deus e reconhecer, durante o nosso caminho de penitência, as tentações que nos querem atingir."

Ainda relativamente ao Evangelho de hoje, no qual Jesus falava a Nicodemos e lhe fazia o paralelismo entre a serpente que Moisés ergueu no deserto e a elevação de Jesus na Cruz, o Santo Padre relembrou que “Jesus será elevado na Cruz, para que todo aquele que está em perigo de morte por causa do pecado, dirigindo-se a Ele com fé, que morreu por nós, seja salvo. Por isso é importante aproximar-se regularmente à Sacramento da penitência, particularmente na Quaresma para receber o perdão do Senhor e intensificar nosso caminho de conversão”.

O Santo Padre fez ainda referência a  Santo Agostinho que dizia 'O médico é para curar os enfermos. Se não fazemos caso das suas prescrições, adoecemos e morremos. O Salvador veio ao mundo para nos salvar. Cabe-nos a nós querermos ser salvos por Ele'."

Com estas palavras, o Papa Bento XVI advertiu para a importância de reconhecermos a nossa condição de doentes e de pecadores e de procurar a nossa salvação através do perdão dos pecados, que alcançamos pelo Sacramento da Confissão:

“Cada um tem que confessar o seu próprio pecado, para que o perdão de Deus, já dado na Cruz, possa ter efeito no seu coração e na sua vida”



Tradução - JMV Sobreiro.

sábado, 17 de março de 2012

Campanha da Quaresma 2012

Iniciou-se hoje mais uma Campanha de Recolha de Bens para as famílias carenciadas da nossa paróquia. Com esta iniciativa pretende-se fazer face aos constantes pedidos de ajuda que têm chegado ao nosso Pároco, aliando não só a "simples" solidariedade mas também o espírito de renúncia e esmola que fazem parte deste tempo da Quaresma.


Aproveitamos para dizer que pode fazer chegar os bens à Igreja do Sobreiro, bem como da Achada ou à Basílica de Mafra nos horários da Missa.

Na encíclica "Caritas in veritate" , o Papa Bento XVI afirma que os homens são «destinatários do amor de Deus, (...) constituídos sujeitos de caridade, chamados a fazerem-se eles mesmos instrumentos da graça, para difundir a caridade de Deus.»

O grupo de Jovens junta-se a esta iniciativa, não só na divulgação mas também na futura distribuição dos cabazes pelas famílias que se irá realizar na Semana Santa. Esperamos, com esta campanha, possibilitar às famílias mais carenciadas da nossa paróquia uma Páscoa mais feliz.

sexta-feira, 16 de março de 2012

"Para que todo o que n'Ele acredita tenha a vida eterna"

No Evangelho deste IV Domingo da Quaresma,  São João pretende apresentar e dizer quem é Jesus. Depois de ter dito a Nicodemos que não basta reconhecer a Sua autoridade mas que é necessário reconhecer que Ele é o enviado de Deus e que há que nascer de novo pela água e pelo espírito, Jesus começa a falar do projecto da salvação divina que se realiza n'Ele e por Ele, precisamente no Seu acto de oferecimento ao Pai, por nós, na Cruz.

Jesus, no início do Evangelho começa por afirmar: “Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do Homem será elevado, para que todo aquele que n'Ele acredita tenha a vida eterna”.  A serpente de bronze elevada por Moisés no deserto foi um instrumento de salvação porque todos aqueles que eram mordidos, ao olharem para a serpente de bronze, eram curados. A serpente de bronze levantada é uma prefiguração da força salvífica que se derrama da cruz de Cristo, levantada no Monte Calvário.

Na verdade, ao contemplarmos a Cruz de Cristo descobrimos o mal de que padecemos e o remédio que necessitamos. Descobrimos e tomamos consciência de que foram (e são) os nossos pecados que O levaram a imolar-Se, mas também descobrimos o amor de Deus por cada um de nós: “Deus amou tanto o mundo , que entregou o Seu Filho Unigénito, para que sejamos salvos” (Jo 3, 16).

A esta oferta de amor, o homem é chamado a dar uma resposta. A salvação é um dom que Deus nos oferece, mas Ele respeita a liberdade de cada um. Cabe-nos aceitar este dom e vivê-lo ou rejeitá-lo. E esta escolha é uma escolha que vamos fazendo todos os dias.

Muitas vezes, as escolhas que fazemos não são as correctas, nem aquelas que Deus tem no Seu projecto para cada um de nós. Mas mesmo assim, Ele continua a amar-nos e a indicar-nos o bom caminho, que a Ele conduz.

É certo que devemos evitar cair em tentação - e isso pedimos todos os dias no Pai-Nosso - mas Deus sabe quão frágil é a matéria de que somos feitos e, por isso, mostra-nos o exemplo de Jesus a caminho do Calvário, que cai por três vezes e por três vezes Se levanta, ensinando-nos que o maior mal não está em cair no pecado, mas sim em recusar levantar-nos para uma nova vida, em que nos propomos a fazer tudo por tudo para não voltar a cair.

Se assim procedermos, não viveremos assustados com o momento em que Deus nos chamar à Sua presença e pedir contas sobre como vivemos a nossa Fé neste mundo e como praticamos as nossas obras. Sabemos que Deus é o Pai Misericordioso que convida todos os Seus filhos para com Ele viverem no Céu e que nos dá as graças necessárias para que nos salvemos .

Tenhamos sempre presente que não é Deus que nos condena; somos nós que escolhemos entre aceitar a Vida Eterna que Ele nos oferece ou condenarmo-nos a nós próprios a uma infeliz eternidade de "choro e ranger de dentes" (Mt 13, 50), ao desprezar neste mundo os méritos da Paixão e Morte de jesus, pelos quais nos tornámos dignos da glória do Céu.



Cânticos para o IV Domingo da Quaresma

Maria, "a Mãe que ensina a rezar" - Papa Bento XVI

Na habitual audiência semanal da passada Quarta-Feira, dia 14 de Março, o Santo Padre afirmou que toda a existência da Virgem Maria está caracterizada pela oração e pelo recolhimento "meditando cada acontecimento no silêncio do Seu coração".

Na Praça de São Pedro e perante milhares de fiéis presentes, o Papa disse que "a presença de Maria com os Apóstolos, na espera do Pentecostes, adquire um grande significado, já que compartilha com eles um bem precioso: a memória viva de Jesus na oração. Maria encontra-Se em oração com e na Igreja".

Bento XVI explicou também que "venerar a Mãe de Jesus na Igreja significa aprender d’Ela a ser comunidade que reza. Ela ensina-nos a necessidade da oração em todos os momentos da vida e em especial na hora da morte, de maneira a mantermos com o Seu Filho uma relação constante, íntima e cheia de amor, para poder anunciar com valentia a todos os homens que Ele é o Salvador do mundo. (…)

O Santo Padre apresentou ainda Nossa Senhora como modelo perfeito de oração, de caridade e de Fé: “Maria seguiu com discrição todo o caminho do Seu Filho durante a vida pública até os pés da cruz, e agora acompanha, com uma oração silenciosa, o caminho da Igreja. Por isso, Ela é o excelentíssimo modelo de fé e caridade".

Por fim, Bento XVI ressaltou o papel de Maria como Mãe e Intercessora da Humanidade junto de Seu Filho: “Como Mãe de Deus e Mãe da Igreja, Maria exerce a Sua maternidade até o final da História".

Fonte (adaptado)

Imitemos o exemplo de Nossa Senhora, rezando com Fé e perseverança. Confiemos em tão poderosa intercessão e entreguemo-nos nos braços desta Mãe Santíssima, que vela no Céu por todos nós, Seus filhos.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Memória de Santa Luísa de Marillac

No dia em que comemoramos a Memória Litúrgica de Santa Luísa de Marillac, co-fundadora das Filhas da Caridade, meditemos nalgumas palavras suas e rezemos, por sua intercessão, para que saibamos ver Jesus no rosto do pobre.

«Peço-vos a todas, por amor à morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos renoveis na Sua Ressurreição e recebeis a paz que tantas vezes Ele nos deu, na pessoa de seus apóstolos. Atenção: Ele não nos dá a paz na ociosidade, mas no trabalho e na lembrança das Suas Santas Chagas que por nós padeceu, ensinando-nos assim que não podemos ter paz com Deus, com o próximo e com nós mesmas, se Jesus Cristo não a der a nós.»


Santa Luísa é um exemplo de dedicação aos pobres, e de como a caridade deve ser, de acordo com os ensinamentos de S. Vicente de Paulo, uma caridade organizada, em que não se dá apenas o "peixe", mas "ensina-se a pescar". Aprendamos com Santa Luísa a forma como devemos entregar a nossa vida ao serviço dos pobres, meditando no seu exemplo de Vida e testemunho de Fé.


Oração a Santa Luísa de Marillac

Santa Luísa de Marillac, que tanto conhecestes o sofrimento das imposições da família, privando-vos da liberdade de viver a vossa verdadeira vocação,
intercedei junto a Deus para que os pais dos nossos jovens 
saibam respeitar a vocação que cada um traz dentro de si,
 dentro da dignidade e do direito que Deus lhes confere.
Santa Luísa de Marillac, que fostes privilegiada com a amizade de dois famosos sacerdotes pela santidade em que viveram, São Francisco de Sales e São Vicente de Paulo, os quais, nos momentos mais importantes da vossa vida, 
vos apontaram uma grande luz quando vos sentísseis "no fim do túnel".
Vós que vivestes a vossa vocação de auxiliadora dos pobres e doentes, rogai por nós a Deus, para que não vivamos uma vida centrados em nós mesmos mas sim, nas necessidades tão prementes do nossos irmãos que sofrem.

Por Cristo Nosso Senhor.

Ámen



terça-feira, 13 de março de 2012

Celebração Penitencial para jovens - Sobreiro

No próximo dia 23 de Março, o Grupo de Jovens Cristão do Sobreiro "Raios de Luz" acolhe todos os jovens da Vigararia de Mafra, numa Celebração Penitencial. Os jovens podem, assim, confessar-se e com o coração limpo, melhor celebrarem a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.


"Os pecados que cometemos distanciam-nos de Deus, e se não são confessados humildemente, confiando na Misericórdia Divina, chegam mesmo a produzir a morte da alma. A confissão integral dos pecados, educa o penitente à humildade, ao reconhecimento da sua fragilidade e ao mesmo tempo à consciência da necessidade do perdão de Deus. Devemos deixar a ilusão de sermos inocentes, reconhecendo a culpa dos nossos pecados e aproximar-nos, com confiança, do Sacramento da Penitência ". (Papa Bento XVI)

Tendo por base as palavras do Santo Padre, reconheçamos "a culpa dos nossos pecados" e abeiremo-nos deste Sacramento, com verdadeiro espírito de arrependimento e confiança!

domingo, 11 de março de 2012

Mãe Puríssima

No próximo dia 13 de Março, o Grupo de Jovens rezará o Terço a Nossa Senhora, pelas 18h30 na Igreja do Sobreiro. 

O dia 13 de cada mês é dia consagrado à Virgem Mãe e neste dia, é proposto pela JMV Portugal um guião para a recitação do Terço do Rosário, sendo o da próxima terça-feira dedicado às virtudes da pureza e castidade.

Não existe modelo mais perfeito de castidade e de pureza que Nossa Senhora. Nunca houve alguém que amasse a castidade tanto como Ela. Ainda jovem comprometeu-Se a esse elevado estado de pureza.

Podemos perceber esse Seu amor pela castidade quando Lhe aparece o Anjo para dizer que seria Mãe do Filho de Deus e Ela pergunta: “Como vai acontecer isso se não conheço homem?”. Nem por um instante pensou em sacrificar a Sua virgindade.

Louvável é também o papel do casto esposo de Maria Santíssima. São José, cuja memória este mês celebramos, foi também o responsável por proteger a castidade  e a pureza de Maria Santíssima, Virgem antes, durante e depois do parto.

Maria é o Modelo de castidade para a Igreja e para o mundo. O Papa Bento XVI, refere que "a virtude da castidade, à luz dos ensinamentos da Igreja, recebe um novo sentido. A castidade não é um 'não' aos prazeres e à alegria da vida, mas o grande 'sim' ao amor como comunicação profunda entre as pessoas, que requer o tempo necessário e o respeito mútuo, como caminho conjunto rumo à plenitude. Quando o corpo se rebela contra a Lei de Deus e contra o próprio homem, perde a sua capacidade de fazer transparecer a comunhão entre duas pessoas e torna-se terreno de apropriação do outro. "

Esta apropriação cada vez é mais frequente e, com as tentações dos dias de hoje que espreitam em cada esquina, corremos o risco de banalizarmos o nosso próprio corpo, dando pouca ou nenhuma importância a estas virtudes tão fundamentais para a salvação eterna.

Relativamente a esta banalização da castidade e da pureza, - e, nos dias de hoje, até da sua ridicularização -  questiona o Santo Padre:

"Não é talvez esse o drama da sexualidade, que hoje permanece cada vez mais escrava do corpo e da emotividade?"


Recorramos à sempre Virgem Maria, Mãe puríssima,
 para que nos torne puros e castos, no corpo e na alma,  para assim merecermos, um dia, a Sua doce e materna companhia no Céu!



Angelus - 11 de Março



O Papa Bento XVI, no discurso que antecede a oração mariana do Angelus de hoje, fez uma meditação do Evangelho deste Domingo - Jo 2,13-25 - na qual referia a razão que levou Jesus, indignado com profanação do Templo de Jerusalém, a expulsar os vendilhões e os cambistas que permaneciam no Pórtico de Salomão deste mesmo templo e que, ilicitamente, ganhavam a vida à custa dos outros.

Ao verem tal atitude, os discípulos lembraram-se do salmo 96 «Devora-me o zelo pela tua casa». Segundo o Papa, “O zelo pelo Pai e pela Sua casa levará Jesus  até a cruz: o Seu zelo é o zelo de amor que é pago pessoalmente, (…) De facto, o "sinal" que Jesus dará como prova da Sua autoridade será exactamente aquele da Sua morte e ressurreição.” 

«Destruí este templo - disse -  e em três dias eu o levantarei». O Evangelista refere que Jesus não ser referia ao templo físico, mas ao Templo do Seu Corpo. O Santo Padre terminou com uma pequena prece a Nossa Senhora: “Queridos amigos, o Espírito Santo começou a construir este novo templo no ventre da Virgem Maria. Pela Sua intercessão, rezemos para que todo o cristão se torne pedra viva deste templo espiritual.

Jornal Raios de Luz - Edição de Março


Saiu hoje, dia 11 de Março, o Jornal mensal da JMV Sobreiro!

Mais uma edição que conta muitas das actividades que temos realizado na nossa Paróquia e da Juventude Mariana Vicentina. Desde o Encontro Sub-16 até às Procissões Quaresmais, há muito para contar! Assim, cá está o jornal a dar a conhecer estas e muitas outras coisas!

Para aceder ao nosso jornal na internet, carregue neste atalho:


Esperemos que gostem!

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