"Raios de Luz"


domingo, 11 de março de 2012

Jornal Raios de Luz - Edição de Março


Saiu hoje, dia 11 de Março, o Jornal mensal da JMV Sobreiro!

Mais uma edição que conta muitas das actividades que temos realizado na nossa Paróquia e da Juventude Mariana Vicentina. Desde o Encontro Sub-16 até às Procissões Quaresmais, há muito para contar! Assim, cá está o jornal a dar a conhecer estas e muitas outras coisas!

Para aceder ao nosso jornal na internet, carregue neste atalho:


Esperemos que gostem!

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Templo de Deus é Santo

O Evangelho deste III Domingo da Quaresma mostra-nos um Jesus irritado e até agressivo com aqueles que transformaram a casa do Seu Pai. Combate assim uma injustiça  e um pecado iminente - a profanação do Tempo de Deus - e, se não fizesse isso, Ele não seria o Caminho, a Verdade e a Vida.

Esta atitude de Jesus ensina-nos que não devemos ser sempre meigos, "bonzinhos", tolerantes com o mal e com o pecado.  Como católicos, membros da Igreja Militante,  devemos ser intransigentes com o mal, com o pecado e com a injustiça.  Ao vermos Jesus irado com o que os vendilhões fizeram com o Templo Sagrado, aprendemos que não devemos ser "mornos" ou tolerantes com o erro quando nos confrontamos com situações que requerem a nossa intervenção na defesa da Fé e das coisas de Deus.

Quantas vezes, por meros  respeitos humanos, nos calamos, "deixamos andar" ou simplesmente não nos queremos chatear frente a uma clara a grave afronta a Deus ou aos Seus Mandamentos? Quantas vezes vamos atrás da maioria e, para não "nos trazer chatices", nos calamos quando vemos a Fé e a Doutrina da Igreja a serem atacadas, nos mais diversos campos: pessoal, social, político, e até religioso!

Quantas brincadeiras e convivências que ofendem a Deus que podiam ser evitadas! Quantas leis humanas que contrariam as Leis de Deus que nunca deviam ter sido implantadas! Quantos templos católicos profanados e transformados em locais de "encontro" para tudo e mais alguma coisa, menos com Cristo! E quantas vezes assistimos a tudo  isto sem nada fazer, calados, tolerantes com o erro e com o pecado!

Surpreende-nos a agressividade de Nosso Senhor neste episódio. São Tomás de Aquino ensina que "a ira nem sempre é pecado, uma vez que pode também actuar a favor da virtude." Não estamos ao serviço de Deus e da Igreja quando não corrigimos o que está errado, nem dizemos ou defendemos a Verdade que o irmão que anda no erro precisa de ouvir.

Não nos achemos, apesar disto, puros e donos da verdade! A detentora da Verdade é a Igreja Católica e é essa Fé que precisamos de defender, mostrando o caminho certo (que é Jesus) aos irmãos que estão no erro, tal como nós tantas vezes estamos.

O Evangelho deste Domingo ensina-nos assim que o Templo de Deus é santo e, como Jesus, temos obrigação de defender a sacralidade dos templos de tantas profanações e abusos litúrgicos que se cometem nestes espaços sagrados, que devem servir apenas para prestarmos o nosso culto a Deus.

Finalmente, Jesus fala do Templo que é o Seu corpo. E a Igreja é o Seu Corpo Místico. Defendamos firme e corajosamente os templos de pedra, mas defendamos muito mais valentemente o Templo vivo de Deus que é a Igreja, a sua e a sua Doutrina, com palavras e com obras. 


Só assim seremos membros plenamente católicos, deste Templo de Deus, desta Igreja Militante, para chegarmos, um dia, a fazer parte da Igreja Triunfante, onde já estão os Santos e os Mártires que deram a sua vida em testemunho deste Templo Santo que é formado por todos nós e cuja cabeça é Jesus Cristo.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Audiência Papal de 7 de Março: "O silêncio de Jesus é a Sua última palavra ao Pai"

O Santo Padre encerrou hoje o ciclo de catequeses dedicadas à oração de Jesus iniciadas no dia 30 de Novembro do ano passado.  Bento XVI sublinhou que “a escuta e o acolhimento da Palavra de Deus exigem o silêncio interior e exterior, afastando-nos de uma cultura barulhenta que não favorece o recolhimento”.

Podemos dizer que Jesus ensina-nos a rezar, não só com a oração do Pai-nosso, mas também com o exemplo da Sua própria oração, indicando-nos que temos necessidade de momentos tranquilos vividos na intimidade com Deus, para escutarmos e chegarmos à ‘raiz’ que sustenta e alimenta a nossa vida”, assinalou Bento XVI na catequese de hoje.

Nesse sentido, acrescentou, os católicos devem viver “momentos de silêncio” na sua oração pessoal e nas celebrações litúrgicas de cada comunidade, destacando a experiência do “silêncio de Deus” feito na vida quotidiana.

O Papa evocou a figura de Job, do Antigo Testamento, que, após ter “perdido tudo” e parecer abandonado, conservou “intacta a  sua fé e descobriu o valor do silêncio”.

Em português, o Papa afirmou que, no momento da crucifixão, “o silêncio de Jesus é a Sua última palavra ao Pai” e que “sabemos que esse silêncio não é ausência: Deus está sempre presente e ouve sempre as nossas orações”.

terça-feira, 6 de março de 2012

Quaresma, tempo de partilha

A JMV Sobreiro, na passada segunda-feira voltou a estender as mãos àqueles que mais precisam, distribuindo cabazes de bens alimentares por algumas famílias.

Além de ajudar na distribuição dos bens do Banco Alimentar, o nosso grupo de Jovens, à semelhança do que foi feito no mês de Dezembro, auxiliou famílias que se encontram em lista de espera para serem ajudadas pelo Centro Social e Paroquial de Mafra – Lar e Centro de Dia do Sobreiro.

Para nós, é importante ver e sentir a alegria que as famílias transmitem, quando de braços abertos e com um sorriso nos lábios nos agradecem a generosidade da partilha de bens. No entanto, não nos esquecemos sempre de dizer que é graças à ajuda e boa-vontade de toda a comunidade que é possível, através das nossas actividades, angariar fundos para assim podermos ajudar os que menos têm.

A Quaresma é um tempo que nos convida à penitência, ao jejum e à esmola. Ajudar as famílias com mais dificuldades é viver o verdadeiro espírito deste tempo de preparação para a Páscoa bem como assumir, de coração, o carisma vicentino do nosso movimento.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Procissão do Encontro em Mafra


No passado domingo, dia 04 de Março, realizou-se em Mafra  a primeira das quatro Procissões Quaresmais - a Procissão do Encontro, também conhecida por Procissão do Senhor dos Passos. Realizada desde o tempo do Rei D. João V, esta procissão é composta por dois andores: Jesus a caminho do Calvário com a cruz às costas e a Senhora da Soledade (erradamente chamada de Senhora das Dores).

Segundo uma antiga tradição da paróquia, quando os dois andores se encontram, é feito um sermão. Este ano, coube ao Diácono David Palatino proferir algumas palavras que muito edificaram aqueles que atentamente olhavam para o encontro doloroso entre A Mãe amargurada e sofredora e O Filho que carrega a cruz até ao local onde viria a dar a vida por todos aqueles que n'Ele confiam.


«Pelo Baptismo somos mergulhados no mistério Pascal de Cristo e é este o nosso primeiro encontro com Ele. Somos convidados a seguir Jesus, a tomar a Sua cruz e a renunciar a nós mesmos, aos nossos interesses. (...) A caminho do Calvário, Jesus diz às mulheres para não chorarem por Ele, mas por si mesmas e pelos seus filhos. Também nós não devemos olhar para este encontro sofredor e chorar "só com pena", mas sim com com consciência que os pregos que são cravados nas mãos e nos pés de Jesus são os nossos pecados. O rasgar da carne do seu lado e a dor que Jesus suporta é pela nossa falta de conversão.»

Já quase no final do sermão, o Diácono David Palatino convidou os presentes a «olhar para Nossa Senhora que vai ao encontro do Seu Filho e que ensina o modelo de toda a vida cristã: Fazer o que Ele vos disser. Que seja o caminho de cada um, a vontade de Deus e não a nossa. Aprendamos com Maria a oferecer as nossas vidas a Deus».

A celebração terminou com a bênção com o Santo Lenho, um pedaço da cruz de Jesus. O Pe. Luís Barros lembrou ainda que a próxima procissão é já no IV Domingo da Quaresma - dia 18 de Março - Procissão da Penitência da Ordem Terceira Franciscana.

quinta-feira, 1 de março de 2012

"Este é o Meu Filho muito amado: Escutai-O"

transfiguracao365.jpg (106912 bytes)No segundo Domingo da Quaresma, a Igreja propõe-nos a meditação na Transfiguração de Jesus, manifestando Cristo a Sua divindade diante dos discípulos para os fortalecer na Fé. A Transfiguração de Cristo é um dos pontos centrais da Sua vida pública, assim como o Seu baptismo é o ponto de partida e a Sua Ascensão o seu término. Ele reforçou a fé dos seus três apóstolos Pedro, Tiago e João e preparou-os para os terríveis acontecimentos de que viriam a ser testemunhas em Jerusalém, dando-lhes um vislumbre da glória de Deus, Seu Pai.

A Quaresma prepara-nos, também a nós, para a Páscoa de Jesus e para nossa própria Páscoa, preparando-nos para a paixão e a glória, a prova e a esperança, o abismo e a ascensão. Entre as trevas, caminhamos para a luz, pois sem sofrimento não há transfiguração.

Se não nos deixarmos vencer pela tentação de seguir caminhos que não os de Cristo, também um dia seremos transfigurados em Deus.

Os santos são os nossos modelos na caminhada deste mundo. Todos eles tiveram de renunciar a muitas coisas para se dedicarem a Deus. Muitos fizeram grandes mudanças, grandes transfigurações.

Aproveitemos o tempo de Quaresma, também ela tempo de transfiguração, para nos revestirmos realmente de Jesus Cristo, identificando-nos com Ele e mostrando o que realmente somos: baptizados e cristãos de nome e de vida.

É preciso seguir a Cristo e revestir-nos da Sua graça para podermos alcançar o Céu. E isto requer muitas vezes uma transfiguração muito grande do nosso modo de viver. Mas só assim venceremos a morte como Cristo a venceu.

Fonte (Adaptado)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Angelus - 26 de Fevereiro

«O que temos a aprender com este episódio [das tentações de Jesus]? (...) A tentação de remover Deus,  procurando ordem apenas em nós mesmos e no mundo, contando apenas com as nossas capacidades, está sempre presente na história humana.

Jesus proclama  "cumpriu-se o tempo, o reino de Deus está próximo" (Mc 1,15), e anuncia uma coisa nova: Deus revela-Se ao homem de uma forma inesperada, única e concreta, plena de amor. Deus faz-Se homem e entra no mundo para tomar sobre Si o pecado, para vencer o mal e trazer o homem para Ele.  

Mas este anúncio é acompanhado de uma exigência para podermos corresponder a tão grande graça. Na verdade, Jesus acrescenta: "Arrependei-vos e acreditai no Evangelho" (Mc 1,15). Este é um convite a ter fé em Deus e a converter cada dia da nossa vida conforme a Sua vontade, orientando todas as nossas acções e pensamentos. O tempo da Quaresma é um tempo propício para renovar e melhorar o nosso relacionamento com Deus através da oração diária, actos de penitência e pela prática de obras de caridade.

Fervorosamente,  peço a Santíssima Virgem Maria que acompanhe o nosso caminho quaresmal e, com a Sua protecção, nos ajude a gravar nos nossos corações e na nossa vida as palavras de Jesus Cristo, para que a Ele nos convertamos.»

Excerto da mensagem do Santo Padre, na oração de Angelus do dia 26 de Fevereiro de 2012.

Tradução: JMV - Sobreiro

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

"Rezai por mim..." (Papa Bento XVI)

Na passada Quinta-feira, foi rezado, como habitualmente, o Terço pelas vocações, na igreja do Sobreiro. Além desta intenção, o Terço foi oferecido também pelo Santo Padre, em resposta ao pedido que ele mesmo fez no fim-de-semana passado: "Rezai por mim, para que eu possa dominar com humilde firmeza o leme da Santa Igreja".


. Oremos pelo nosso Pontífice, o Papa Bento XVI.

. Que o Senhor o conserve, lhe dê vida longa, o faça feliz na terra, e não o entregue à perversidade dos seus inimigos.

. Tu és Pedro!

. E sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.

Senhor, nosso Deus, pastor e guia de todos os fiéis, olhai com bondade para o Vosso servo, o Papa Bento XVI, a quem quisestes colocar à frente da Vossa Santa Igreja. Concedei-lhe, Vos pedimos, zelo pela salvação das almas e que, pelas suas palavras e pelo seu exemplo, faça progredir na Fé o rebanho que lhe foi confiado, para que alcance a salvação eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, que Convosco vive e reina,
 na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amén.

Mãe da Igreja, abençoai e protegei o Santo Padre!

"Não nos deixeis cair em tentação..."


Todos os anos meditamos, no I Domingo da Quaresma, o texto evangélico das tentações de Jesus. Neste ano, temo-las na forma mais simples, desprovida de qualquer espécie de encenação, segundo a narração do Evangelista São Marcos.
Jesus "esteve no deserto 40 dias e era tentado por Satanás". As tentações do Demónio visavam desviar Jesus da Sua missão, com a sedução do protagonismo para vir a ser um Messias milagreiro, espectacular e ambicioso. O Evangelho põe em evidência o maravilhoso exemplo do Senhor:  um exemplo de humildade, ao sujeitar-se aos ataques do Demónio, e de fortaleza, ao resistir decididamente, sem a mais pequena vacilação ou cedência.

Esta passagem da Escritura em que Jesus é tentado, lembra-nos que as tentações que sofremos podem servir para  nos santificar, se a elas resistirmos com humildade e fortaleza, tal como Jesus resistiu. No Pai-Nosso, não pedimos a Deus que nos livre de sermos tentados, mas que não nos deixe "cair em tentação" . Assim, não devemos ver nas tentações um mal em si mesmas, mas um meio de nos santificarmos. O mal está em consentirmos nelas e pecarmos.

Vêm a propósito as palavras de Santo Agostinho"A nossa vida, enquanto somos peregrinos na terra, não pode estar livre de tentações, e o nosso aperfeiçoamento realiza-se precisamente através das provações. Ninguém se conhece a si mesmo, se não for provado; ninguém pode receber a coroa, se não tiver vencido; ninguém pode vencer, se não combate; e ninguém pode combater, se não tiver inimigos e tentações."

Aproveitemos este tempo de Quaresma que o Senhor nos oferece para prestar mais atenção à mensagem que Jesus nos dirige : “Cumpriu-se o tempo e está próximo o Reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”.  É este convite à conversão que Nosso Senhor nos propõe neste tempo de preparação para a Páscoa.

Munidos com as armas da humildade e fortaleza que encontramos nos Sacramentos (especialmente na Confissão e na Eucaristia), tenhamos como propósito de, neste caminho de conversão, fazermos o esforço de não cedermos a tantas tentações que nos assaltam e que nos querem conduzir ao pecado e à infelicidade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Lembra-te que és pó e ao pó hás-de voltar!"

"Nos próximos quarenta dias, que nos levarão até ao Tríduo Pascal – celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo –, somos convidados a viver um caminho de conversão e renovação espiritual, que nos faça sair de nós mesmos para ir ao encontro do Senhor. Este período será um tempo propício para uma experiência mais profunda de Deus, que torne forte o espírito, confirme a fé, alimente a esperança e anime a caridade. Poderemos assim ver e recordar tudo aquilo que Ele fez por nós. Daí concluiremos que só o Senhor nos merece; e, sem mais adiamentos nem hesitações, entregar-nos-emos nas Suas mãos. E Cristo tornar-nos-á participantes da vitória sobre o pecado e a morte, que Ele nos alcançou com o Seu amor levado até ao extremo da imolação por nós na cruz. Seguindo o caminho da cruz com Jesus, ser-nos-á aberto o mundo luminoso de Deus, o mundo da luz, da verdade e da alegria. Inundados por esta luz, ganharemos nova coragem para aceitar, com fé e paciência, todas as dificuldades, aflições e provações da vida, sabendo que, das trevas, o Senhor fará surgir a alvorada nova da ressurreição."



Encontro Sub-16 da JMV




No passado fim-de-semana, a JMV Sobreiro acolheu o XIII Encontro Sub-16 da Juventude Mariana Vicentina. Foram quatro dias de convívio, partilha, oração e reflexão acerca do que é ser JMV e como São Vicente de Paulo, Santa Luísa Marillac, Santa Catarina Labouré e o Beato Fréderic Ozanam devem servir de exemplo de fé e de vida para cada um de nós.


Na sexta-feira, dia 17, foi o acolhimento dos adolescentes e a distribuição dos mesmos pelas famílias de acolhimento.


O Grupo do Sobreiro preparou uma apresentação relativa às coisas que nos afastam de Deus e como a JMV, com as suas raízes firmes na Fé, pode ajudar os jovens dos dias de hoje a encontrarem em Jesus e na Igreja o caminho certo para as suas vidas. Uma noite que terminou já de madrugada para o Conselho Regional e para o Centro Local do Sobreiro, mas que serviu para que o resto do Encontro decorresse da melhor forma.

O dia de Sábado começou bem cedo, com o pequeno almoço e oração da manhã. Logo depois, foram os jovens divididos por comunidades para se iniciarem as actividades.
Antes de almoço, os jovens olharam para o exemplo de vida de São Vicente e de Santa Luísa e para a forma como estes dois santos viveram as suas vidas em prol dos mais pobres e dos mais necessitados.
Já da parte da tarde, foi apresentado o exemplo de vida de Santa Catarina Labouré, seguido do ensaio de cânticos para a Missa de Domingo.

Após o jantar, teve lugar uma Vigília Mariana, precedida de uma caminhada desde o Pavilhão até à Igreja, na qual os jovens puderam vivenciar os mesmos sentimentos de Jesus e de Maria no percurso para o Calvário.

Já na Igreja, onde os adolescentes iam chegando pouco a pouco, estava exposto o Santíssimo Sacramento para adoração. Após alguns cânticos e textos de meditação, o Padre Luís Barros explicou o significado do altar estar disposto de maneira diferente - como quando a Missa é celebrada no Rito "Antigo" - e a importância de, como Igreja Peregrina, estarmos todos voltados para Jesus, lembrando que a nossa vida é uma caminhada para o Céu.


Em seguida, foi dada a bênção com o Santíssimo Sacramento e os jovens foram saindo para poderem tomar um leite quente, antes de irem para as casas de acolhimento.

O dia mais preenchido foi o Domingo, que começou bem cedo, novamente com o pequeno-almoço, imediatamente antes da Missa, que foi celebrada pelo Padre Luís e concelebrada pelo Padre Leitão e contou com a presença não só dos jovens, mas de toda a comunidade.

Durante a homilia, o Padre Leitão falou sobre as raízes da JMV e da sua história, sempre ligada a Maria. No momento de Acção de Graças, foi entoado um cântico a Nossa Senhora, no qual pedimos a Sua protecção para as nossas vidas.


Após a Missa, foi partilhado no adro da igreja um bolo gigante, comemorativo dos 16 anos de existência do Grupo de Jovens do Sobreiro e também do Encontro que se estava a realizar.


Seguiu-se o almoço e iniciaram-se os preparativos para uma "Manifestação", na qual os adolescentes percorreram as ruas do Sobreiro com cartazes e faixas, mostrando publicamente o seu orgulho em serem cristãos e jovens da JMV.


Antes de se iniciar o pedy-paper, foi tirada uma fotografia  de grupo a partir da torre da igreja. O pedy-paper terminou no pavilhão, onde já começavam os preparativos para o baile de Carnaval e para o churrasco .

A noite terminou entre muita folia, dança e festa e também algum cansaço!

Finalmente, na segunda-feira, dia 20, teve lugar a avaliação do Encontro e as despedidas.




Foi um Encontro marcante, não só para os jovens que nele participaram mas também para toda a comunidade do Sobreiro que abriu as portas para acolher estes "filhos de Maria".


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dia Mundial do Doente

Hoje, no dia em que a Igreja celebra a Memória de Nossa Senhora de Lourdes, é comemorado o Dia Mundial do Doente.

Como é habitual, o Santo Padre lembrou este dia com uma Mensagem dirigida não só aos que sofrem, mas também aos que assistem os enfermos.

Nesta Mensagem, o Papa lembra que “a saúde readquirida é sinal de algo mais precioso do que a simples cura física, pois constitui um sinal da salvação, que Deus concede através de Cristo!” (BentoXVI, Mensagem para o Dia Mundial do Doente, 2012).

O cristão sabe que uma vida é sã, se for santa! E se não for santa, tão pouco será uma vida saudável! Neste sentido, até a própria doença pode ser salutar, ao curar-nos de muita coisa! E essa saúde, por que tantas vezes pedimos nas nossas orações, só poderá ser plena, se a própria vida estiver a salvo, redimida pelo amor infinito de Deus!

Daí que o Santo Padre insista, na sua Mensagem para o Dia Mundial do Doente, na importância dos sacramentos de cura: a Reconciliação ou Penitência, que nos alivia do sofrimento interior do pecado; e a Unção dos doentes, como "medicamento" de Deus, que nos dá vigor e consola, abrindo-nos à esperança da ressurreição.


Nossa Senhora da Saúde, Padroeira do Sobreiro,
dai-nos a graça de procurarmos sempre no Vosso Filho
o remédio para as nossas almas.


Nossa Senhora da Saúde,
a Vós recorremos a implorar o Vosso auxílio.
Vós que, por vontade do Pai,
fostes responsável pela saúde do Nosso Salvador;
Vós que educastes o Menino Jesus, 
amigo dos pobres e doentes,
ajudai-nos com a Vossa maternal presença,
para que possamos viver confiantes na salvação eterna,
também nos momentos mais difíceis.
Mãe protectora, ajudai-nos a viver na alegria
do Evangelho de Jesus Cristo.
Ámen.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"Senhor, se quiseres, podes curar-me!"

No Evangelho do próximo Domingo, o VI do Tempo comum, o evangelista São Marcos apresenta-nos o encontro de Jesus com um leproso, um excluído, sem nome.

Segundo a mentalidade da época, o leproso era um pecador e um maldito! Tinha que viver isolado, apresentar-se andrajoso e avisar, aos gritos, o seu estado de impureza, a fim de que ninguém se aproximasse dele. Não tinha acesso ao Templo, nem sequer à cidade santa de Jerusalém, para não conspurcar, com a sua impureza, o lugar sagrado.

Afastado do convívio dos seus e de Deus, estava condenado a viver isolado. Esta situação desesperada, sem esperança, levou-o a Jesus: “Se quiseres, podes curar-me”. Jesus olhou-o compadecido, estendeu-lhe a mão, tocou-lhe… e o milagre aconteceu: “Quero, fica limpo”.

Jesus não teme o contágio do leproso que se aproxima! Não há fronteiras que limitem o amor. Há uma compaixão que O move! Jesus pisa o risco e o leproso ganha coragem e salta fora da linha contínua. Para ele, mais importante do que ser curado, é ser olhado, acolhido, tocado, amado.

Hoje, voltamos a fazer dos doentes e dos idosos, os novos excluídos, mandados para o Lar, isolados em casas ditas «de saúde», abandonados em Hospitais, sem família que os acolha, ou esquecidos na sua própria casa. Deste modo, a situação dos doentes e dos idosos, que sofrem e morrem sozinhos, fazem-nos perceber que há, do lado dos “saudáveis”, uma sociedade doente, que precisa de cura! De uma cura, que não vem da ciência, nem do progresso, nem da técnica. Vem do Amor.

Seria uma pena se nós não aproveitássemos o caminho do amor, que nos leva a Jesus, como fez este leproso. Cristo está disposto a oferecer-nos muito mais do que podemos imaginar.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"Foi por toda a Galileia, pregando e expulsando os demónios."

O Evangelho do próximo Domingo leva-nos a olhar para Jesus como Aquele que não se limita a anunciar a salvação. De facto, S. Marcos inicia o seu Evangelho com alguns episódios da vida de Jesus ao longo de um dia. A intenção do Evangelista é mostrar a acção de Jesus em todos os seus aspectos: desde pregar no templo, confortar os que sofrem, curar doentes ou expulsar demónios.

Jesus é o Senhor da vida e da História, Aquele que nos traz a salvação e que liberta o homem das suas misérias e fraquezas. Na Sua vida terrena, Cristo manifestou o Seu poder curando alguns doentes, entre os quais a sogra de Pedro, como podemos escutar no Evangelho deste Domingo. Mas estas curas não devem fazer com que Jesus seja confundido com um “milagreiro”, já que isso seria um menosprezo às obras de salvação que Ele realizou, para nos manifestar o infinito amor de Deus.

Assim, a cura da enfermidade física da sogra de Pedro e a libertação de vários possessos aparecem, neste Evangelho, como sinais manifestados ao povo para que este reconheça Quem é Jesus. Com estas acções, Cristo estimula o homem a buscar a plenitude do Reino, a aspirar às coisas do Alto.

Por fim, podemos dizer que as obras de Jesus em favor dos homens, que o Evangelho deste Domingo nos apresenta, mostram a eterna preocupação de Deus com a vida dos Seus filhos, principalmente com aqueles que mais sofrem.

Talvez nem sempre entendamos o sentido dos sofrimentos que vamos encontrando ao longo da vida. O projecto de Deus para os homens pode não ser o mesmo que o mundo tem para lhes oferecer. O projecto de Deus para cada um de nós é conduzir-nos ao Seu encontro, ao Seu Reino, onde estarão ausentes o sofrimento, o pecado, a maldição e a morte. Neste Reino, cada pessoa terá acesso à vida verdadeira e à felicidade definitiva.

Fonte (Adaptado)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

"Sei quem Tu és: o Santo de Deus!"

O Evangelho do próximo Domingo narra a cura de um possesso durante uma reunião do povo na sinagoga. O homem era "possuído por um espírito mau", isto é, deixava-se levar pelas forças do mal. Essas forças podem vir do Demónio, do mundo pecador, ou de dentro de nós mesmos, devido à inclinação para o mal, consequência do pecado original que herdamos de Adão e Eva. 


O povo ficava admirado, porque Jesus falava com autoridade e transmitia segurança. Ao ouvir Jesus, percebendo que Ele podia afastar o mal, o possesso atacou Jesus:  "Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder?" Mas acabou por confessar que Cristo é realmente o Messias: "Eu sei quem tu és: o Santo de Deus".

Na nossa vida diária, deparamo-nos muitas vezes com forças que se opõem à Verdade e escravizam as pessoas. Essas forças estão reunidas sob o comando de um ser: o Demónio. Aparentemente cada um faz o mal por sua própria conta. Mas, na realidade, todos os que praticam o mal estão ao serviço do Inimigo, que os escraviza com as suas mentiras e com uma dissimulada incitação ao pecado.

Jesus é "o Santo". Aquele que está acima das forças do mal, visíveis e as invisíveis. Nós, como cristãos, somos chamados a denunciar e desmascarar as maldades escondidas ou disfarçadas nesta sociedade pecadora. Seremos certamente atacados, caluniados e até mesmo perseguidos, mas no fim seremos recompensados. Deus estará connosco e a vitória é certa. Para isso precisamos de viver firmes na fé e não ficar inseguros diante das investidas do Mal.

Jesus falou com autoridade. Nós, para falarmos com autoridade, precisamos ter fé convicta e viver em conformidade com essa mesma fé que professamos. Assim teremos também autoridade sobre o mal que está em nós ou nos outros.

Fonte (adaptado)

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