"Nos próximos quarenta dias, que nos levarão até ao Tríduo Pascal – celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo –, somos convidados a viver um caminho de conversão e renovação espiritual, que nos faça sair de nós mesmos para ir ao encontro do Senhor. Este período será um tempo propício para uma experiência mais profunda de Deus, que torne forte o espírito, confirme a fé, alimente a esperança e anime a caridade. Poderemos assim ver e recordar tudo aquilo que Ele fez por nós. Daí concluiremos que só o Senhor nos merece; e, sem mais adiamentos nem hesitações, entregar-nos-emos nas Suas mãos. E Cristo tornar-nos-á participantes da vitória sobre o pecado e a morte, que Ele nos alcançou com o Seu amor levado até ao extremo da imolação por nós na cruz. Seguindo o caminho da cruz com Jesus, ser-nos-á aberto o mundo luminoso de Deus, o mundo da luz, da verdade e da alegria. Inundados por esta luz, ganharemos nova coragem para aceitar, com fé e paciência, todas as dificuldades, aflições e provações da vida, sabendo que, das trevas, o Senhor fará surgir a alvorada nova da ressurreição."
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Encontro Sub-16 da JMV
No passado fim-de-semana, a JMV Sobreiro acolheu o XIII Encontro Sub-16 da Juventude Mariana Vicentina. Foram quatro dias de convívio, partilha, oração e reflexão acerca do que é ser JMV e como São Vicente de Paulo, Santa Luísa Marillac, Santa Catarina Labouré e o Beato Fréderic Ozanam devem servir de exemplo de fé e de vida para cada um de nós.
Na sexta-feira, dia 17, foi o acolhimento dos adolescentes e a distribuição dos mesmos pelas famílias de acolhimento.
O Grupo do Sobreiro preparou uma apresentação relativa às coisas que nos afastam de Deus e como a JMV, com as suas raízes firmes na Fé, pode ajudar os jovens dos dias de hoje a encontrarem em Jesus e na Igreja o caminho certo para as suas vidas. Uma noite que terminou já de madrugada para o Conselho Regional e para o Centro Local do Sobreiro, mas que serviu para que o resto do Encontro decorresse da melhor forma.
O dia de Sábado começou bem cedo, com o pequeno almoço e oração da manhã. Logo depois, foram os jovens divididos por comunidades para se iniciarem as actividades.Antes de almoço, os jovens olharam para o exemplo de vida de São Vicente e de Santa Luísa e para a forma como estes dois santos viveram as suas vidas em prol dos mais pobres e dos mais necessitados.
Já da parte da tarde, foi apresentado o exemplo de vida de Santa Catarina Labouré, seguido do ensaio de cânticos para a Missa de Domingo.
Após o jantar, teve lugar uma Vigília Mariana, precedida de uma caminhada desde o Pavilhão até à Igreja, na qual os jovens puderam vivenciar os mesmos sentimentos de Jesus e de Maria no percurso para o Calvário.
Já na Igreja, onde os adolescentes iam chegando pouco a pouco, estava exposto o Santíssimo Sacramento para adoração. Após alguns cânticos e textos de meditação, o Padre Luís Barros explicou o significado do altar estar disposto de maneira diferente - como quando a Missa é celebrada no Rito "Antigo" - e a importância de, como Igreja Peregrina, estarmos todos voltados para Jesus, lembrando que a nossa vida é uma caminhada para o Céu.
Em seguida, foi dada a bênção com o Santíssimo Sacramento e os jovens foram saindo para poderem tomar um leite quente, antes de irem para as casas de acolhimento.
O dia mais preenchido foi o Domingo, que começou bem cedo, novamente com o pequeno-almoço, imediatamente antes da Missa, que foi celebrada pelo Padre Luís e concelebrada pelo Padre Leitão e contou com a presença não só dos jovens, mas de toda a comunidade.Durante a homilia, o Padre Leitão falou sobre as raízes da JMV e da sua história, sempre ligada a Maria. No momento de Acção de Graças, foi entoado um cântico a Nossa Senhora, no qual pedimos a Sua protecção para as nossas vidas.
Após a Missa, foi partilhado no adro da igreja um bolo gigante, comemorativo dos 16 anos de existência do Grupo de Jovens do Sobreiro e também do Encontro que se estava a realizar.
Seguiu-se o almoço e iniciaram-se os preparativos para uma "Manifestação", na qual os adolescentes percorreram as ruas do Sobreiro com cartazes e faixas, mostrando publicamente o seu orgulho em serem cristãos e jovens da JMV.
Antes de se iniciar o pedy-paper, foi tirada uma fotografia de grupo a partir da torre da igreja. O pedy-paper terminou no pavilhão, onde já começavam os preparativos para o baile de Carnaval e para o churrasco .A noite terminou entre muita folia, dança e festa e também algum cansaço!
Finalmente, na segunda-feira, dia 20, teve lugar a avaliação do Encontro e as despedidas.
Foi um Encontro marcante, não só para os jovens que nele participaram mas também para toda a comunidade do Sobreiro que abriu as portas para acolher estes "filhos de Maria".
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Dia Mundial do Doente
Hoje, no dia em que a Igreja celebra a Memória de Nossa Senhora de Lourdes, é comemorado o Dia Mundial do Doente.
Como é habitual, o Santo Padre lembrou este dia com uma Mensagem dirigida não só aos que sofrem, mas também aos que assistem os enfermos.
Nesta Mensagem, o Papa lembra que “a saúde readquirida é sinal de algo mais precioso do que a simples cura física, pois constitui um sinal da salvação, que Deus concede através de Cristo!” (BentoXVI, Mensagem para o Dia Mundial do Doente, 2012).
O cristão sabe que uma vida é sã, se for santa! E se não for santa, tão pouco será uma vida saudável! Neste sentido, até a própria doença pode ser salutar, ao curar-nos de muita coisa! E essa saúde, por que tantas vezes pedimos nas nossas orações, só poderá ser plena, se a própria vida estiver a salvo, redimida pelo amor infinito de Deus!
Daí que o Santo Padre insista, na sua Mensagem para o Dia Mundial do Doente, na importância dos sacramentos de cura: a Reconciliação ou Penitência, que nos alivia do sofrimento interior do pecado; e a Unção dos doentes, como "medicamento" de Deus, que nos dá vigor e consola, abrindo-nos à esperança da ressurreição.
Nossa Senhora da Saúde, Padroeira do Sobreiro,
dai-nos a graça de procurarmos sempre no Vosso Filho
o remédio para as nossas almas.
Nossa Senhora da Saúde,
Nossa Senhora da Saúde,
a Vós recorremos a implorar o Vosso auxílio.
Vós que, por vontade do Pai,
fostes responsável pela saúde do Nosso Salvador;
Vós que educastes o Menino Jesus,
Vós que, por vontade do Pai,
fostes responsável pela saúde do Nosso Salvador;
Vós que educastes o Menino Jesus,
amigo dos pobres e doentes,
ajudai-nos com a Vossa maternal presença,
para que possamos viver confiantes na salvação eterna,
também nos momentos mais difíceis.
Mãe protectora, ajudai-nos a viver na alegria
do Evangelho de Jesus Cristo.
para que possamos viver confiantes na salvação eterna,
também nos momentos mais difíceis.
Mãe protectora, ajudai-nos a viver na alegria
do Evangelho de Jesus Cristo.
Ámen.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
"Senhor, se quiseres, podes curar-me!"
No Evangelho do próximo Domingo, o VI do Tempo comum, o evangelista São Marcos apresenta-nos o encontro de Jesus com um leproso, um excluído, sem nome.
Segundo a mentalidade da época, o leproso era um pecador e um maldito! Tinha que viver isolado, apresentar-se andrajoso e avisar, aos gritos, o seu estado de impureza, a fim de que ninguém se aproximasse dele. Não tinha acesso ao Templo, nem sequer à cidade santa de Jerusalém, para não conspurcar, com a sua impureza, o lugar sagrado.
Afastado do convívio dos seus e de Deus, estava condenado a viver isolado. Esta situação desesperada, sem esperança, levou-o a Jesus: “Se quiseres, podes curar-me”. Jesus olhou-o compadecido, estendeu-lhe a mão, tocou-lhe… e o milagre aconteceu: “Quero, fica limpo”.
Jesus não teme o contágio do leproso que se aproxima! Não há fronteiras que limitem o amor. Há uma compaixão que O move! Jesus pisa o risco e o leproso ganha coragem e salta fora da linha contínua. Para ele, mais importante do que ser curado, é ser olhado, acolhido, tocado, amado.
Hoje, voltamos a fazer dos doentes e dos idosos, os novos excluídos, mandados para o Lar, isolados em casas ditas «de saúde», abandonados em Hospitais, sem família que os acolha, ou esquecidos na sua própria casa. Deste modo, a situação dos doentes e dos idosos, que sofrem e morrem sozinhos, fazem-nos perceber que há, do lado dos “saudáveis”, uma sociedade doente, que precisa de cura! De uma cura, que não vem da ciência, nem do progresso, nem da técnica. Vem do Amor.
Seria uma pena se nós não aproveitássemos o caminho do amor, que nos leva a Jesus, como fez este leproso. Cristo está disposto a oferecer-nos muito mais do que podemos imaginar.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
"Foi por toda a Galileia, pregando e expulsando os demónios."
O Evangelho do próximo Domingo leva-nos a olhar para Jesus como Aquele que não se limita a anunciar a salvação. De facto, S. Marcos inicia o seu Evangelho com alguns episódios da vida de Jesus ao longo de um dia. A intenção do Evangelista é mostrar a acção de Jesus em todos os seus aspectos: desde pregar no templo, confortar os que sofrem, curar doentes ou expulsar demónios.
Jesus é o Senhor da vida e da História, Aquele que nos traz a salvação e que liberta o homem das suas misérias e fraquezas. Na Sua vida terrena, Cristo manifestou o Seu poder curando alguns doentes, entre os quais a sogra de Pedro, como podemos escutar no Evangelho deste Domingo. Mas estas curas não devem fazer com que Jesus seja confundido com um “milagreiro”, já que isso seria um menosprezo às obras de salvação que Ele realizou, para nos manifestar o infinito amor de Deus.
Assim, a cura da enfermidade física da sogra de Pedro e a libertação de vários possessos aparecem, neste Evangelho, como sinais manifestados ao povo para que este reconheça Quem é Jesus. Com estas acções, Cristo estimula o homem a buscar a plenitude do Reino, a aspirar às coisas do Alto.
Por fim, podemos dizer que as obras de Jesus em favor dos homens, que o Evangelho deste Domingo nos apresenta, mostram a eterna preocupação de Deus com a vida dos Seus filhos, principalmente com aqueles que mais sofrem.
Talvez nem sempre entendamos o sentido dos sofrimentos que vamos encontrando ao longo da vida. O projecto de Deus para os homens pode não ser o mesmo que o mundo tem para lhes oferecer. O projecto de Deus para cada um de nós é conduzir-nos ao Seu encontro, ao Seu Reino, onde estarão ausentes o sofrimento, o pecado, a maldição e a morte. Neste Reino, cada pessoa terá acesso à vida verdadeira e à felicidade definitiva.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
"Sei quem Tu és: o Santo de Deus!"
O Evangelho do próximo Domingo narra a cura de um possesso durante uma reunião do povo na sinagoga. O homem era "possuído por um espírito mau", isto é, deixava-se levar pelas forças do mal. Essas forças podem vir do Demónio, do mundo pecador, ou de dentro de nós mesmos, devido à inclinação para o mal, consequência do pecado original que herdamos de Adão e Eva.
O povo ficava admirado, porque Jesus falava com autoridade e transmitia segurança. Ao ouvir Jesus, percebendo que Ele podia afastar o mal, o possesso atacou Jesus: "Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder?" Mas acabou por confessar que Cristo é realmente o Messias: "Eu sei quem tu és: o Santo de Deus".
Na nossa vida diária, deparamo-nos muitas vezes com forças que se opõem à Verdade e escravizam as pessoas. Essas forças estão reunidas sob o comando de um ser: o Demónio. Aparentemente cada um faz o mal por sua própria conta. Mas, na realidade, todos os que praticam o mal estão ao serviço do Inimigo, que os escraviza com as suas mentiras e com uma dissimulada incitação ao pecado.
Jesus é "o Santo". Aquele que está acima das forças do mal, visíveis e as invisíveis. Nós, como cristãos, somos chamados a denunciar e desmascarar as maldades escondidas ou disfarçadas nesta sociedade pecadora. Seremos certamente atacados, caluniados e até mesmo perseguidos, mas no fim seremos recompensados. Deus estará connosco e a vitória é certa. Para isso precisamos de viver firmes na fé e não ficar inseguros diante das investidas do Mal.
Jesus falou com autoridade. Nós, para falarmos com autoridade, precisamos ter fé convicta e viver em conformidade com essa mesma fé que professamos. Assim teremos também autoridade sobre o mal que está em nós ou nos outros.
Fonte (adaptado)
Sobreiro irá acolher Encontro Sub-16 da JMV
Entre os dias 17 e 20 de Fevereiro, a JMV Sobreiro acolhe o Encontro Sub-16 da Região Sul. Este encontro destina-se a jovens entre os 13 e os 16 anos de idade e visa dar a conhecer a Juventude Mariana Vicentina.
Não se esqueçam que as inscrições são até dia 5 de Fevereiro
Mais informações disponíveis no site do Conselho Regional Sul.
CONTAMOS CONVOSCO!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
"Nós vimos a Sua estrela, viemos adorá-Lo"
O Tempo do Natal é a memória da Manifestação do Senhor a todos os povos da Terra. Esta manifestação é especialmente evidenciada na Solenidade da Epifania que celebramos no próximo Domingo.
São Mateus narra, no Evangelho, que Cristo é Deus verdadeiro na sua divindade e verdadeiro homem na carne de David. As ofertas dos Magos reconhecem, com o ouro, o Seu Reinado; com o incenso, a Sua Divindade; com a mirra, sua natureza humana no sofrimento.
Estes homens de sabedoria, não só de ciência, buscaram nas estrelas as respostas para suas questões. Mas que estrela é esta? Para o Santo Padre, "a grande estrela, a verdadeira Supernova que nos guia é o próprio Cristo. Ele é a explosão do amor de Deus, que faz brilhar sobre o mundo o grande fulgor do seu coração. Os Magos do Oriente, como os Santos, nos indicam o caminho. Neles, o contacto com a Palavra de Deus provocou uma explosão de luz através da qual o esplendor de Deus ilumina este nosso mundo e nos indica o caminho”. (Homilia de Bento XVI, na celebração da Epifania a 6 de Janeiro de2012).
"Com estes homens - continua o Papa - tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na cruz e, Ressuscitado, permanece connosco todos os dias até ao fim do mundo”.
Aprendamos com os Magos, reconhecendo em Cristo o Deus verdadeiro que tomou a nossa condição humana, e vendo n'Ele o nosso Rei e Senhor.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Mãe de Deus

A Virgem Maria é venerada como "Mãe de Deus" (Theotokos) desde os começos da Igreja. Nas catacumbas romanas, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar Missa nos tempos das perseguições, há pinturas datadas do século I com essa invocação: Maria, Mãe de Deus. No entanto, a proclamação dogmática desta Verdade de Fé só ocorreu no século IV.
O título 'Mãe de Deus' é o principal e o mais importante da Virgem Maria, e dele dependem todos os demais títulos, qualidades e privilégios que Ela tem.
Foi o Papa Paulo VI que determinou a celebração desta Solenidade na quadra do Natal, precisamente no dia da Oitava, que coincide com o começo do ano civil. Com esta Solenidade, a Igreja deseja consagrar o novo ano à Santíssima Virgem, pedindo-Lhe protecção e auxílio.
Tal como em Maria, Deus recorda-nos, no início do ano, que está disposto a fazer maravilhas em nós e através de nós, se Lhe dermos mais espaço e se meditarmos melhor no nosso coração sobre os apelos que Ele nos faz.
A Mãe Imaculada "guardava todas as coisas, meditando-as no Seu coração". Também nós, nas nossas vidas, somos chamados a imitar Maria e a estar atentos ao plano que Deus tem para cada um.
A Vós, Mãe de Deus e Rainha da Paz,
confiamos o novo Ano de 2012 e toda a Juventude Mariana Vicentina!
O Centro Local do Sobreiro deseja a todos um
BOM ANO NOVO!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Sagrada Família, modelo das Famílias cristãs
No primeiro Domingo depois do Natal, a Igreja celebra a festa da Sagrada Família. Ensina-nos o Catecismo da Igreja Católica: "Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Família, José e Maria."
O Concílio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de "Ecclesia domestica", isto é, "Igreja doméstica". É no seio da família que os pais são "para os filhos, pela palavra e pelo exemplo, os primeiros mestres da fé".
A Família de Nazaré sempre foi e sempre será o modelo para todas as famílias cristãs. Acima de tudo, vemos uma família que vive por Deus e para Deus; o seu projecto é fazer a vontade de Deus.
A Sagrada Família é a escola das virtudes por meio da qual todos devemos aprender e viver nos nossos lares:
Jesus é o filho obediente, como nos relata São Lucas, "e Ele lhes era submisso" (cf. Lc 2,51). A primeira lição que Jesus nos deixou na família é a de que os filhos devem obedecer aos pais, cumprindo bem o Quarto Mandamento da Lei de Deus.
Maria é a mulher submissa a Deus e a José, inteiramente a serviço de Deus: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra" (Lc 1,38). A vontade d' Ela é a vontade de Deus; o plano d' Ela é o plano de Deus.
José é o pai e esposo fiel e trabalhador, homem "justo" (Mt 1, 19), homem santo, pronto a ouvir a voz de Deus e cumpri-la sem demora. Foi o defensor do Menino e da Mãe, os tesouros maiores de Deus na Terra. Com o trabalho humilde de carpinteiro deu sustento à Família de Deus, deixando-nos a lição fundamental da importância do trabalho, qualquer que seja este.
A Sagrada Família ensina aos homens de hoje que a família – segundo o plano de Deus – deve ser formada por um casal e sua descendência: um homem e uma mulher, que geram os seus filhos; Não são de Deus as "famílias alternativas" que os tempos de hoje nos querem propor. Qualquer "família" que não esteja enquadrada neste plano de Deus torna-se numa caricatura da verdadeira família.
O conceito cristão de família só se poderá reencontrar se a sociedade tiver como modelo a Sagrada Família de Nazaré e copiar o seu modo de vida: serviçal, religioso, moral, trabalhador, simples, humilde e amoroso.
Sem isso, não haverá verdadeira família, nem sociedade feliz.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
"A Virgem conceberá e dará à luz um Filho"
“A Virgem conceberá.”É em Maria que Deus cumpre a Sua promessa. Depois de profetizada no Génesis como Aquela que esmagaria a cabeça da serpente infernal, pelo Seu “SIM”, Ela tornou-se a Nova Arca da Aliança, onde o Verbo Se fez carne.
Tudo o que em Jesus há de humano, quis recebê-lo de Maria. A partir da Encarnação do Verbo Divino, proclamada no Evangelho deste IV Domingo do Advento, Maria passa a ser o lugar normal de encontro com o Senhor.
Ao saudar Maria, o Anjo trata-A como «a cheia de Graça», Aquela que nunca esteve privada da graça e que tinha recebido todos os privilégios que lhe foram concedidos em virtude de ter sido escolhida para Mãe de Deus.
“Conceberás e darás à luz um Filho”. Deus propõe, através do Seu mensageiro, que aceite ser a mãe de um Filho especial. Desse filho, diz-se que Ele chamar-se-á Jesus.
À inquietação de Maria – “Como se fará isso, se não conheço homem?” - que quer permanecer toda pura e imaculada, o Anjo explica: “O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra”.
Finalmente, Maria profere a frase que mudará o curso da História: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua palavra”.
A Virgem concebeu então o Filho de Deus no Seu seio puríssimo, permanecendo virgem antes, durante e após o parto. Sem este Fiat, este consentimento de Maria - “Sim, faça-se” - com a consequente Encarnação do Verbo de Deus no Seu seio, a Redenção do género humano não seria possível.
Os homens de hoje têm duas dificuldades principais para aceitar este mistério: porque um mistério permanece sempre como tal, difícil ou impossível de compreender; e porque, com os olhos impuros, só descobrem o valor da carne.
Neste IV Domingo de Advento, que precede o Natal de Jesus, o relato do Mistério da Encarnação mostra como é possível fazer Jesus nascer no mundo: através de um “sim” incondicional aos projectos de Deus. É preciso que, através do nosso “sim” de cada instante, da nossa disponibilidade e entrega a Deus e aos outros, façamos do nosso coração uma manjedoura acolhedora para Jesus nascer.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Mãe do Príncipe da Paz

Hoje é dia 13 de Dezembro, dia Mariano e, por isso, rezamos o Terço a Nossa Senhora pedindo, por Sua intercessão a Paz de Cristo para a Igreja e pelo mundo.
"O Filho Eterno do Pai tomou por Maria a nossa mesma carne e, através d'Ela, tornou-se "filho de David e filho de Abraão" (Mt 1,1). Maria é, portanto, Sua verdadeira Mãe: Theotókos, Mãe de Deus!
Se Jesus é a Vida, Maria é a Mãe da Vida. Se Jesus é a Esperança, Maria é a Mãe da Esperança. Se Jesus é a Paz, Maria é a Mãe da Paz, Mãe do Príncipe da Paz.
Não existe paz sem justiça, não existe justiça sem perdão. Que esta verdade se imprima no coração de todos. A família humana poderá assim encontrar a paz verdadeira, que brota do encontro entre a justiça e a misericórdia."
Nossa Senhora, Mãe do Príncipe da Paz, rogai por nós!
domingo, 11 de dezembro de 2011
"Ele não era a Luz..."

A missão de João é “dar testemunho da luz”. A “luz” representa a realidade que vem de Deus e com a qual Deus Se propõe construir para os homens um mundo novo de vida definitiva e de felicidade total. João não actua por sua própria iniciativa, mas em resposta à escolha divina e para concretizar uma missão que Deus lhe confiou.
Por outro lado, embora enviado por Deus, João não é a luz – isto é, ele não tem a capacidade de eliminar as trevas que escurecem a vida dos homens, porque não tem a capacidade de dar vida aos homens. João é apenas “a testemunha” que tem a missão de preparar os homens para acolher Esse que vai chegar é que será a Luz e a Vida.
A “voz”, através da qual Deus fala, convida-nos a endireitar “o caminho do Senhor”. É um convite a deixar as trevas e a nascer para a luz. Aceitar este convite implica abandonar todo o pecado: a mentira, os comportamentos egoístas, as atitudes injustas, os gestos de violência, os preconceitos, a discriminação injusta, o comodismo, a auto-suficiência, tudo o que suja a nossa vida, que nos torna escravos e que nos impede de chegar à verdadeira felicidade, que é Deus.
Quando nos instalamos no nosso comodismo, no nosso bem-estar, na nossa auto-suficiência, fechamos as portas a Deus, que é a Luz, e permanecemos a viver nas trevas. Desta forma, não reconheceremos Jesus quando Ele vier ao nosso encontro e não O deixaremos entrar na nossa vida.
A Liturgia deste III Domingo do Advento convida-nos assim a abrir o coração ao desafio que Deus nos faz de abandonarmos as trevas e deixarmos que esta Luz nos ilumine e guie os nossos passos.
Fonte (Adaptado)
sábado, 3 de dezembro de 2011
Uma voz clama do deserto:

João falava forte. Ele era a voz. Apareceu no deserto a proclamar um baptismo de penitência para remissão dos pecados. De acordo com a catequese judaica, o Messias só chegaria quando o Povo de Israel realizasse um caminho de purificação e de conversão, de forma a tornar-se um Povo santo.
O estilo de vida de João constitui uma interpelação pelo menos tão forte como as suas palavras. O convite à Penitência e conversão proposto pelo Precursor deve ser entendido como um convite à mudança radical de vida, de comportamento e de mentalidade. O tempo do Advento é tempo favorável para responder a este apelo de mudança que nos propõe o Evangelho deste II Domingo do Advento: “Preparai os caminhos do Senhor”.
Converter o coração e mudar de vida é preparar o caminho para a vinda de Jesus. Como nos situamos face a este convite de conversão, quando estamos habituados a um estilo de vida que contradiz, claramente, este apelo do Evangelho?
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