"Raios de Luz"


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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Imagem de Nossa Senhora de Fátima vai a Roma para a Consagração do mundo



Em resposta ao desejo do Santo Padre Francisco, a Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições estará em Roma nos dias 12 e 13 de Outubro, na Jornada Mariana promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. 

No dia 13 de Outubro, junto da Imagem de Nossa Senhora, o Papa Francisco fará a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.

A Jornada Mariana é um dos grandes eventos pontifícios previstos no calendário de celebração do Ano da Fé e congregará em Roma centenas de movimentos e instituições ligadas à devoção mariana.

Numa carta dirigida ao Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, D. Rino Fisichella, comunica que «todas as realidades eclesiais da espiritualidade mariana» estão convidadas a participar na Jornada Mariana: um encontro que prevê, no dia 12, uma peregrinação ao túmulo do Apóstolo de São Pedro e outros momentos de oração e de meditação e, no dia 13, a Santa Missa celebrada pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro.

«É um desejo vivo do Santo Padre que a Jornada Mariana possa ter como especial sinal  um dos ícones marianos entre os mais significativos para os cristãos em todo o mundo e, por esse motivo, pensamos na amada imagem original de Nossa Senhora de Fátima”, escreveu D. Rino Fisichella.

Assim, a Imagem de Nossa Senhora deixará o Santuário de Fátima em Portugal na manhã do dia 12 de Outubro e regressará na tarde do dia 13.

Rezemos desde já pelos bons frutos desta consagração. 
Que seja fonte de abundantes graças para a Igreja e para todo o mundo!



sábado, 13 de julho de 2013

"Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas"

No dia 13 de Julho de 1917, pelo meio-dia, Nossa Senhora voltou a aparecer aos três Pastorinhos, trazendo nos lábios uma doce Mensagem de Esperança e de Amor mas marcada por uma grande preocupação pelos pecadores que não se arrepende
m e vão para o Inferno.

O tema do Imaculado Coração de Maria está especialmente vincado nesta aparição de 13 de Julho e é apresentado aos três pequenos videntes com o Seu triunfo e a Paz que d'Ele advém.

Nossa Senhora, como boa Mãe e como Refúgio dos Pecadores convida os pastorinhos a sacrificarem-se  pelos pecadores e a dizerem muitas vezes a Jesus esta pequena oração que traduz bastante bem a Comunhão dos Santos que professamos no Credo: "Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria."

Depois, a Virgem Maria mostra aos três pequenos Pastorinhos algumas visões que mais tarde são chamadas de "O Segredo de Fátima" e que se traduzem na visão do Inferno, na devoção ao Imaculado Coração como caminho e a perseguição à Igreja e o futuro do mundo.

Nossa Senhora chama à atenção da forma como as almas vão para o inferno e se afastam de Deus e pede aos pastorinhos que rezem pela conversão dos pecadores para que estas almas não vão para o fogo eterno.

Na segunda  parte, o discurso de Nossa Senhora é mais histórico. A Mãe de Deus fala do ateísmo que provém da Rússia e da forma como essas ideologias podem ser combatidas: "Nosso Senhor quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria".

Na terceira parte, é apresentado um futuro apocalíptico, marcado pela indiferença religiosa e a perseguição ao Santo Padre e à Igreja.

Poder-nos-íamos  questionar do 'porquê' de Nossa Senhora ter revelado este Segredo a três humildes crianças de uma pacata aldeia da Serra d'Aire, no entanto é fácil perceber que a Virgem Maria quis demonstrar a preocupação do Seu Coração Materno, apelar à solidariedade e ao comportamento - Comunhão dos Santos - e interpelar à liberdade, de forma a cada uma das crianças, e cada um de nós, tomar consciência do que pode fazer.

Por fim, Nossa Senhora deixa uma Mensagem de Esperança e na qual devemos focar a nossa meditação: "Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.". Será que nós, enquanto jovens cristãos e toda a sociedade se esforça por fazer aquilo que Nossa Senhora pediu em Fátima?


Procuremos o Refúgio dos Pecadores e busquemos no Coração Imaculado de Maria a fonte de graças para a salvação da nossa alma e da alma dos que nos rodeiam e nos estão confiados.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

«A Jesus por Maria» - Noite de Oração Vicarial

Na próxima sexta-feira, dia 5 de Julho, a JMV Sobreiro organiza uma Noite de Oração Vicarial, no encerramento de mais um Ano Pastoral.

O tema desta Noite de Oração será "A Jesus por Maria" e fará a ligação entre a Mensagem de Fátima (uma vez que tivemos connosco a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima) e a Adoração Eucarística! Pela urgência e actualidade da Mensagem de Fátima – Oração, Penitência e Reparação - meditaremos em alguns escritos da Irmã Lúcia.

Também neste Ano Pastoral que agora termina, tivemos a graça de presenciar momentos históricos para a Igreja e para o mundo. Rezaremos também pela Igreja, pelo Papa Francisco e pelo Santo Padre emérito Bento XVI diante de Jesus Sacramentado.


No final da Adoração, será dada a bênção solene com o Santíssimo Sacramento.


Convidamos todos a estarem presentes, pelas 21h30, na Igreja do Sobreiro!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Aparição de Nossa Senhora em Junho e os seus apelos

Há 96 anos, no dia de hoje, Lúcia, Francisco e Jacinta, os Pastorinhos de Fátima respondiam ao apelo feito pela "Senhora mais brilhante que o sol" no mês anterior e dirigiam-se para a Cova da Iria para junto da pequena azinheira na qual Nossa Senhora lhes tinha aparecido no mês de Maio.

Poucos dias após a primeira aparição, a vida destas três crianças mudou drasticamente devido ao cepticismo e desconfiança de alguns familiares e vizinhos que negavam ser possível a Virgem Maria lhes ter aparecido. A senhora Maria Rosa, mãe da Lúcia, lamentava-se dizendo: "eu que andava sempre com cuidados de não em dizerem mentiras e agora aquela aparece-me com uma mentira destas".

De facto, a notícia espalhou-se rapidamente e muitos troçavam dos três pequenos, mas no dia 13 de Junho de 1917, à hora marcada, lá estavam junto da pequena azinheira e com eles, cerca de meia centena de curiosos que queria perceber do que se tratava e se de facto falavam verdade ou não.

À pergunta da Lúcia "o que é que vocemessê mequer?", a Mãe do Céu diz-lhe: «Quero que venhais aqui no dia treze do mês que vem e que rezeis o Terço intercalando entre os mistérios a jaculatória: 'Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas todas para o Céu, especialmente as que mais precisarem'».

Deste pedido da Celeste Mensageira nasce o grande amor dos três pequenos pela oração e súplica pela conversão dos pecadores. Como estas crianças devíamos também nós ganhar o hábito de rezar por esta intenção tão especial. Mais tarde, Nossa Senhora diz à Lúcia que há muitas almas que vão para o Inferno porque não há quem peça por elas.

De facto, com o relativismo que se vive actualmente, a par do egocentrismo e de uma sociedade cujo centro é o Homem, põe-se de parte as verdades eternas, a noção de que um dia, após a nossa morte e o nosso juízo, teremos duas opções: a salvação eterna ou a morte eterna.

Ao rezar pela conversão dos pecadores, estamos a fazer presente um dos dogmas da Fé da Santa Igreja: a comunhão dos santos. Com esta oração cada um de nós toma consciência de que não só tem responsabilidade para com os outros nas relações humanos como também nas oração. E esta oração e este desejo da conversão dos pecadores pode auxiliar muitas almas a se converterem e a encaminharem-se para a vida eterna.  

Nossa Senhora, antes de mostrar aos Seus três pequenos arautos a luz imensa que é Deus e o Seu Imaculado Coração diz à Lúcia que levaria para o céu os seus primos muito em breve, «mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração».

Coube à pequena Lúcia, com o amparo maternal do Coração de Maria que foi sempre para ela o seu «refúgio e caminho até Deus», fazer conhecer esta devoção ao Imaculado Coração da Virgem Santíssima durante toda a sua vida. E de facto, que grande anunciadora da mensagem de Mãe Imaculada.

Na mensagem que Nossa Senhora deixa aos três pequenos, 'Jesus quer' estabelecer esta devoção. De facto, como diz o Papa Paulo VI na sua Exortação Apostólica Marialis cultus: «o culto da bem-aventurada Virgem Maria tem a sua suprema razão de ser na insondável e livre vontade de Deus, que, sendo a eterna e divina Caridade (cf.1Jo 4,7-8.16), realiza todas as coisas segundo um plano de amor: amou-a e fez-lhe grandes coisas (cf. Lc 1,49), amou-a por causa de si mesmo e por causa de nós e, deu-a a si mesmo e no-la deu a nós.»


Procuremos neste dia dedicado a Nossa Senhora, fazer presente na nossa oração e na nossa vida os dois principais aspectos principais que a Virgem comunicou aos três pastorinhos há 96 anos atrás: rezar pela conversão dos pecadores e reparar o seu Imaculado Coração por todos os pecados com que é diariamente ofendido e ultrajado.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Santo António de Lisboa

A Igreja celebra amanhã o presbítero e doutor, Santo António de Lisboa. Nascido em Lisboa no final do século XII, foi recebido entre os Cónegos Regulares de S. Agostinho e pouco depois da sua ordenação sacerdotal ingressou na Ordem dos Frades Menores com a intenção de se dedicar à propagação da fé entre os povos da África. Mas foi na França e na Itália que ele exerceu com grande fruto o ministério da pregação e converteu muitos hereges.

Desde pequenino, António foi devoto de Nossa Senhora. Rezava sempre à Virgem Santíssima e recorria continuamente, implorando o Seu socorro. Conta a tradição que um dia, quando já era religioso e porque o demónio já não podia mais suportar o bem que Santo António fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente que estava a ponto de enforcá-lo. Usando as suas últimas forças, pôde implorar o auxílio da Gloriosa Virgem. Nesse instante, o demónio fugiu e Santo António viu que a seu lado estava a Rainha do Céu, resplandecente de glória.

Durante a sua curta vida, Santo António pregou o evangelho e o amor à Santíssima Virgem. Procuremos também nós, olhar para o seu exemplo de dedicação ao anúncio da Boa Nova e a ter em Maria, a Virgem Gloriosa, a nossa intercessora junto das ciladas do demónio.


Deus eterno e todo-poderoso,
que em Santo António destes ao vosso povo
um pregador insigne do Evangelho
e um poderoso intercessor junto de Vós,
concedei que, pelo seu auxílio,
sigamos fielmente os ensinamentos da vida cristã
e mereçamos a vossa protecção em todas as adversidades.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Oração colecta da Missa de Santo António

sábado, 8 de junho de 2013

Imaculado Coração de Maria, refúgio dos pecadores



«Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. 
A quem a abraçar, prometo a salvação, e serão queridas de Deus essas almas, 
como flores postas por Mim a adornar o Seu trono».
(Nossa Senhora, em Fátima a 13 de Junho de 1917)

A Igreja celebra hoje a Memória do Imaculado Coração de Maria. Este dia relaciona-se directamente com a Mensagem de Fátima, uma vez que um dos aspectos desta Mensagem contempla a Devoção ao Coração Imaculado de Nossa Senhora.

Esta devoção, querida por Deus, é uma devoção reparadora. A Jacinta, semanas antes de morrer, numa confidência ao Cónego Formigão, alertou: ‘É preciso que se faça reparação pelos pecados do mundo, que são tão grandes, tão grandes!’

Naturalmente que toda a reparação será dirigida Àquele que é ofendido. Portanto, uma devoção reparadora seria dirigida a Deus Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo, porque os pecados ofendem directamente a Deus. Mas o lugar privilegiado de Maria na obra da Redenção e na História da Salvação, faz com que o Seu Coração de Mãe seja também ofendido com os pecados dos homens, Seus filhos, e mereça ser reparado.

A Devoção dos Cinco Primeiros Sábados, pedida por Nossa Senhora, tem precisamente esta intenção reparadora. Trata-se de consolar o Coração Doloroso e Imaculado da nossa Mãe do Céu. O sentido desta devoção é reparar as ofensas que actualmente recebe o Coração de Maria:

- A negação do Seu papel de Mãe de Deus e dos homens, diminuindo ou relativizando o Seu papel na salvação das almas;

 - O desprezo, a rejeição e as blasfémias contra os Seus privilégios, como a Sua Imaculada Conceição ou a Sua Virgindade integral antes, durante e após o parto;

- A indiferença e o ódio que incutem nas crianças contra Nossa Senhora;

- As ofensas directas nas Suas imagens e representações.

São estas ofensas graves que ferem o Coração da Virgem Imaculada e que requerem reparação. E desta atitude de reparação, virá a salvação de muitas almas! No Coração da Mãe está o refúgio dos pecadores, o consolo dos aflitos e todo o auxílio para os cristãos.

A Irmã Lúcia, em 1927, escreve: “Da prática da devoção dos Primeiros Sábados, unida à consagração ao Imaculado Coração de Maria, dependerá a guerra ou a paz do mundo”. É, na verdade, deste Coração que nasce a Paz para o mundo, tal como foi do mesmo Ventre Imaculado que nasceu, no mundo, o Príncipe da Paz!

Neste dia, peçamos ao Doce Coração de Maria que nunca nos abandone e que salve muitas almas, conduzindo-as até Deus. Como a pequenina Jacinta, digamos muitas vezes:

«Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação!
Coração Imaculado de Maria, convertei os pecadores! Salvai as almas do Inferno!»

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Terço com o Papa Francisco, a 31 de Maio

Neste dia 31 de Maio, o Papa Francisco vai encerrar o mês dedicado a Nossa Senhora  com a oração do Terço, juntamente com os fiéis presentes na Praça de São Pedro.
 
A oração do Terço começará às 19:00 (hora portuguesa) e, durante a oração, uma imagem da Virgem Maria percorrerá em procissão a Praça.
 
A devoção do Papa Francisco à Mãe de Deus é bem conhecida dos fiéis. No passado dia 4, numa visita à Basílica de Santa Maria Maior, a primeira igreja dedicada à Virgem Santíssima, o Papa também rezou o Terço com os fiéis.
 
Na véspera da Solenidade do Pentecostes, durante o seu discurso, o Papa confessou que é na recitação do Terço do Rosário que muitas vezes encontra forças:
 
«Rezar também a Nossa Senhora é pedir-lhe que, como Mãe, me faça forte. Isto é o que penso sobre a fragilidade; pelo menos, é a minha experiência. Uma coisa que me faz forte todos os dias é rezar o Terço a Nossa Senhora. Sinto uma força tão grande, porque vou ter com Ela e sinto-me forte».
 
Em quase em todas as suas intervenções, o Santo Padre faz uma referência a Nossa Senhora, ou aponta alguns aspectos da Sua pessoa e da Sua vida como modelo para os cristãos. Para este último dia do mês de Maio, aguarda-se uma grande participação de peregrinos na Praça de São Pedro.
 
Para quem quiser acompanhar a recitação do Terço do Rosário e, assim, unir-se ao Santo Padre durante esta oração tão agradável a Nossa Senhora, pode fazê-lo aqui, a partir das 18h55.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Padre Pio e a Devoção a Nossa Senhora

O Padre Pio nasceu numa família de lavradores simples e trabalhadores a 15 de Maio de 1887, em Pietrelcina, no sul da Itália. Foi ensinado particularmente até entrar no noviciado dos Frades Capuchinhos com 15 anos. De saúde frágil mas com uma vontade firme, completou os estudos necessários com a ajuda da Graça e foi ordenado sacerdote em 10 de Agosto de 1910.

Em 20 de Setembro de 1918, as cinco chagas da Paixão de Nosso Senhor apareceram no seu corpo, o que fez dele o primeiro padre com estigmas na história da Igreja. Ao seu confessionário acorriam muitas pessoas, e muitas mais receberam os seus santos conselhos e orientação espiritual por correspondência.

O amor e devoção do Padre Pio pela Bem-Aventurada Virgem Maria são lendários. De facto, passou grande parte do seu ministério exaltando as Suas virtudes e exortando todos os Católicos a que recorressem com confiança à Sua piedosa intercessão.

O Padre Pio escreveu muitas vezes sobre o seu amor pela Mãe de Deus, lembrando-nos: "descansa o teu ouvido no Seu coração materno e escuta as Suas sugestões, e assim sentirás nascer em ti os melhores desejos de perfeição." Ele considerava Nossa Senhora como a grande força de harmonia e orientação implícita no Santo Sacramento da Penitência, e disse que "para compreender o Sacramento e fazê-lo dar mais frutos deves entregar-te às inspirações e à direcção da Santíssima Virgem."

Quando lhe perguntavam qual era o papel de Nossa Senhora no plano divino da salvação, o Padre Pio respondia, dizendo que "todas as graças dadas por Deus passam pela Sua Bem-Aventurada Mãe."


O Padre Pio exprimia diariamente a sua devoção especial por Nossa Senhora de Fátima, rezando de joelhos no Seu oratório do mosteiro, perante um grande quadro rodeado de velas acesas. De facto, atribuiu à Virgem de Fátima ter salvado a vida, pois em 1959, aquando da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a Itália, ele viu-se miraculosamente curado após um acto de confiança e entrega à Senhora mais brilhante que o sol.

domingo, 26 de maio de 2013

Nossa Senhora de Fátima na Ericeira

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima foi hoje majestosamente acolhida pela Paróquia de São Pedro da Ericeira que se engalanou de branco e azul para receber a Virgem Mãe, Nossa Senhora de Fátima.

Saindo da Paróquia de São Silvestre do Gradil, a imagem seguiu em cortejo, acompanhada pela Guarda Nacional Republicana e por muitos fiéis que quiseram entregar a Senhora mais brilhante que o Sol à paróquia seguinte.

No Sobreiro, a população aderiu em massa ao convite feito pela Juventude Mariana Vicentina e à hora da partida do Gradil foi rezado o Terço do Rosário e entoado o Avé  de Fátima. A Capela da Igreja do Sobreiro foi pequena para acolher tantos fiéis que quiseram louvar Nossa Senhora fazendo aquilo que ela tanto pediu em Fátima: rezar o Terço.

À passagem, o Servita do Santuário, Senhor António Mucharreira achou por bem fazer uma pequena paragem para que o povo do Sobreiro poder rezar à Virgem Mãe. Desta forma, foi rezada uma dezena pelo Santo Padre, pedindo também pela conversão dos pecadores.

Até ao limite da freguesia da Ericeira, eram muitos os que aguardavam a passagem da Imagem Peregrina, acenando-lhe com lenços brancos e rezando com devoção.
Já na Ericeira, formou-se uma procissão na zona sul da vila e foram muitos os que, cantando e rezando, foram caminhando atrás da imagem de Nossa Senhora. No centro da vila o Cónego Armindo Garcia proferiu algumas palavras de saudação e de reflexão para todos os presentes:

"Em Caná, Nossa Senhora deixa-nos o programa da nossa vida: 'Fazei o que o meu Filho vos disser'. Nossa Senhora conduz-nos até Jesus. Ela que está presente em todas as casas desta freguesia é mais do que nossa Rainha. Nossa Senhora é Mãe de Jesus e nossa Mãe."

A procissão encaminhou-se para a Igreja Paroquial arrastando atrás na Imagem Peregrina centenas de fiéis que, devotamente a acompanhavam de corpo e alma, com muitos pedidos a fazer-Lhe e muitas graças a dar por tudo o que Nossa Senhora faz por cada um.

A Paróquia da Ericeira tem como orago São Pedro, o primeiro Papa e aquele a quem Jesus entregou as chaves da Igreja. A Virgem Maria acompanhou de perto a vida dos apóstolos que foram espalhando a fé cristã. Peçamos a Nossa Senhora que acompanhe também os fiéis desta paróquia, para que façam sempre, por intermédio de Maria, aquilo que Jesus disser.



Procissão das Velas em Mafra

No passado Sábado, dia 25 de Maio, aproximando-se do fim do mês de Maria, a Paróquia de Mafra honrou a Mãe do Céu e nossa Mãe com uma bonita Eucaristia e Procissão das Velas.

Apesar de as condições climatéricas não convidarem a estar na rua, foram muitos os paroquianos que se reuniram na Basílica para a Missa da Solenidade da Santíssima Trindade à qual se seguia a Procissão das Velas.

Os cânticos estiveram a cargo do Coro da Catequese de Mafra e as vozes destas crianças engrandeceram a celebração, cantando cânticos à Santíssima Trindade e a Nossa Senhora.

Na homilia, o Padre Luís Barros falou sobre o Dogma da Santíssima Trindade e na sua magnificência. De facto, nós cristãos cremos num Deus constituído por três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo) cuja substância é a mesma, não deixando por isso de ser um só Deus.

Após a Santa Missa, fez-se então sair a Procissão que era encimada pelo guião de Nossa Senhora, alguns estandartes da paróquia, as crianças da catequese, o Prior e por fim, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima e o povo.

Durante a procissão foi rezado o Terço e foram-se ouvindo os bonitos versos do tradicional Avé de Fátima.

Já dentro da Basílica, aquando da Consagração a Nossa Senhora, o Padre Luís convidou os presentes a olhar atentamente para a imagem da Virgem de Fátima presente na Basílica. De facto, esta imagem é da autoria do mesmo escultor da que se encontra na Cova da Iria e foi feita 15 anos após as Aparições de Nossa Senhora em Fátima.

A celebração terminou com um bonito cântico entoado pelo coro das crianças.

Quase a terminar o mês dedicado a Nossa Senhora, procuremos manter acesa em nós a devoção a Maria Santíssima, Aquela que nos conduz até Jesus e que é a fonte da verdadeira esperança.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

O Santo Cura d'Ars e a pureza de Nossa Senhora

São João Maria Vianney, pároco da pequena povoação francesa de Ars – e por isso conhecido como o Santo Cura d’Ars - foi, desde muito pequeno, grande devoto de Nossa Senhora. Aos 7 anos, ofereceram-lhe uma pequena imagem da Virgem Maria, que ele não largava nem de dia nem de noite, mesmo nos anos em que a Revolução Francesa proibia a ostentação de qualquer sinal religioso em público.

O Santo Cura d’Ars era conhecido pelo seu grande zelo sacerdotal e desejo de salvar almas, pelo que durante toda a sua vida de pároco procurou atrair ao confessionário o maior número de pessoas possível – chegando a confessar multidões, durante 17 horas por dia! – estimulando a devoção ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora.

Uma tarde, proferiu um lindíssimo sermão sobre a pureza da Santíssima Virgem, do qual deixamos um excerto:
 
«Nós dizemos que a pureza vem do Céu, porque só o próprio Jesus Cristo foi capaz de no-la ensinar e fazer-nos sentir todo o seu valor. Ele deixou-nos o exemplo prodigioso da estima que teve dessa virtude. Tendo resolvido, na grandeza da sua misericórdia, resgatar o mundo, Ele tomou um corpo mortal como o nosso; mas Ele quis escolher uma Virgem por Mãe. Quem foi esta incomparável criatura, meus irmãos?
 
Foi Maria, a mais pura entre todas que, por uma graça que não foi concedida a mais ninguém, foi isenta do pecado original. Ela consagrou a Sua virgindade ao Bom Deus desde a idade de três anos, e oferecendo-Lhe o Seu corpo e a Sua alma, ofereceu a Deus o sacrifício mais santo, o mais puro e o mais agradável que Nosso Senhor jamais recebeu de uma criatura sobre a terra. Ela manteve este sacrifício por uma fidelidade inviolável em guardar a Sua pureza e em evitar tudo aquilo que pudesse, mesmo de leve, ofuscar o seu brilho.
 
Nós vemos que a Virgem Santa fazia tanto caso desta virtude, que Ela não queria consentir em ser Mãe de Deus antes que o Anjo lhe tivesse assegurado que Ela não perderia a pureza. Mas, tendo-lhe dito o Anjo que, tornando-se Mãe de Deus, bem longe de perder ou diminuir a Sua pureza de que Ela tanto estimava, Ela seria ainda mais pura e mais agradável a Deus, consentiu então de bom grado, a fim de dar um novo brilho a esta pureza virginal.
 
Nós vemos ainda que Jesus Cristo escolheu um pai nutrício que era pobre e puro, é verdade; Ele quis que a sua pureza estivesse acima de todas as outras criaturas, excepto acima da pureza da Virgem Santa.
 
Meus irmãos, quantas almas os pecados contra a pureza arrastam para o Inferno! Como esta virtude é pouco conhecida no mundo, quão pouco nós a valorizamos, quão pouco cuidado nós temos em conservá-la, quão pouco zelo temos em pedi-la a Deus, pois não a podemos ter por nós mesmos!»
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Santo Afonso Maria de Ligório, arauto de Nossa Senhora


A chave dos tesouros celestes é a oração, e exceptuando a graça Baptismal que por norma, não é dispensada sobre cada um de nós através da nossa oração (uma vez que é por vontade dos nossos pais), o Senhor não concede outras graças senão por meio da oração.

Não é de admirar, que tendo Nosso Senhor destinado Santo Afonso a ser uma grande luz para a Igreja, lhe tenha destinado um grande espírito de oração que o faz por isso, perfeito modelo.

Desde criança que Santo Afonso começou a dar provas deste espírito e a sua oração subia ao céu, até ao trono de Deus. Enquanto jovem, era conhecido em Nápoles  pela sua presença diária e devota junto do Santíssimo Sacramento.

Durante a sua vida, este santo sobre o qual, hoje meditamos, percebeu que a oração é absolutamente indispensável para obter a graça da conversão, para progredir em virtude e para a salvação das almas.

Há a destacar, dos grandes escritos deste Doutor Angélico, as suas longas meditações sobre a Virgem Maria, das quais temos falado e acima de tudo divulgado e fazer com que o seu exemplo e testemunho exerçam em nós uma verdadeira conversão.

Segundo Santo Afonso, «Jesus é medianeiro da justiça e Maria a medianeira da graça. Por isso, na opinião de tantos santos como São Bernardo, São Bernardo entre outros, Deus quer que nos sejam dispensadas pelas mãos de Maria Santíssima, todas as graças que nos quer conceder. (...) Felizes daqueles que recorrem com confiança a esta Divina Mãe. Entre todas as devoções, a que mais agrada à Santíssima Virgem é recorrer sempre a Ela e dizer-lhe 'Ó Maria, rogai a Jesus por mim'

Este santo ensina-nos também a não temermos que Maria não nos queira ouvir, pois a Virgem Mãe deleita-se por poder interceder junto de Deus, de forma a alcançarmos todas as graças. Já dizia São Bernardo e refere Santo Afonso: "Quem é que alguma vez, tendo implorado junto de Nossa Senhora auxílio, se perdeu ou se sentiu esquecido?"

A grande graça que devemos pedir a Nossa Senhora é a de um amor ardente a Jesus e uma confiança filial n'Ela mesma. Procuremos neste mês de Maio, tempo em que a devoção Mariana é mais divulgada e praticada em todo o mundo, olhar para estes santos que encontraram em Nossa Senhora uma poderosa intercessão junto de Deus e fazer das palavras de Santo Afonso, uma oração constante na nossa vida:

Ó minha amabilíssima Mãe,
um só temor me aflige:
é perder um dia, por minha negligência,
a confiança que tenho em Vós.

Suplico-Vos pois, ó Maria,
pelo amor que tendes a Vosso Filho,
que conserveis e aumenteis em mim
cada vez mais a doce confiança na Vossa intercessão.

Ela com certeza me fará aumentar a amizade de Deus,
que tão loucamente tenho desprezado.
Espero conservá-la por Vosso socorro,
e conservando-a, chegar ao paraíso,
para Vos dar graças e cantar as misericórdias de Deus e as Vossas,
durante toda a eternidade.  Ámen.


terça-feira, 21 de maio de 2013

São Bernardo de Claraval e a Mediação de Maria


Um dos Santos que facilmente se associa à Devoção a Nossa Senhora é São Bernardo de Claraval, considerado o "o último dos Padres” da Igreja, porque no século XII, ele renovou e fez presente a grande teologia dos padres, como referiu o Papa Emérito Bento XVI numa Audiência Geral a ele dedicada.

Sobre este Santo Mariano, sabe-se que nasceu em 1090 em Fontaines, na França e que por volta dos 20 anos, entrou numa fundação monástica nova, mais ágil com relação dos antigos e veneráveis mosteiros de então e, ao mesmo tempo, mais rigorosa na prática dos conselhos evangélicos, chamada da Fundação Cisteriense.

Mas este grande santo, denominado pelo Papa Inocêncio II de "muralha inexpugnável que sustenta a Igreja", depressa se tornou conhecido pelas suas exortações que levava todos a afirmar  que seus lábios destilavam puríssimo mel.

Uma das orações mais conhecidas de São Bernardo é a incomparável prece "Lembrai- vos" com a qual terminaremos esta meditação. Este apóstolo de Nossa Senhora foi um dos primeiros a chamar a Virgem Maria de Mãe de Deus. Conta a tradição que, escutando certa vez os seus irmãos a cantar a Salve Regina, irrompeu de seu coração, cheio de amor e devoção a exclamação que actualmente coroa esta oração: "Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!".

A par das orações a Nossa Senhora que São Bernardo nos deixou, pode ainda destacar-se o facto de ter sido um dos primeiros apóstolos da "Mediação Universal de Maria Santíssima", deixando esta doutrina claramente consignada em numerosos sermões, como este que podemos agora meditar:

"Porque éramos indignos de receber qualquer coisa, foi-nos dada Maria para, por meio d'Ela, obtermos tudo quanto necessitamos. Quis Deus que nós nada recebamos sem ter passado antes pelas mãos de Maria.  (...) Com o mais íntimo da nossa alma, com todos os afectos do nosso coração e todos os sentimentos e desejos da nossa vontade, veneremos a Maria, porque esta é a vontade d'Aquele Senhor que quis que tudo recebamos por Maria.".

Ainda a propósito da Mediação Universal de Nossa Senhora, há uma expressão que demonstra o quanto São Bernardo amava e defendia a Mãe de Deus como Medianeira de todas as graças: "Deus reuniu todas as águas e chamou-as de mar. Reuniu todas as graças e chamou-as Maria."


Lembrai-Vos ó Piíssima

Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria,
que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles
que têm recorrido à Vossa protecção,
implorado a Vossa assistência,
e reclamado o Vosso socorro,
fosse por Vós desamparado.

Animado eu, pois, de igual confiança,
a Vós, Virgem entre todas singular,
como a Mãe recorro,
de Vós me valho e,
gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prostro aos Vossos pés.

Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe do Filho de Deus humanado,
mas dignai-Vos de as ouvir propícia
e de me alcançar o que Vos rogo. Ámen.



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pio XII e o Milagre de Fátima

À entrada do Santuário de Fátima, à esquerda da Basílica da Santíssima Trindade, podemos encontrar um monumento dedicado ao Papa Pio XII. Mas porque este Papa, que nunca visitou Portugal, está tão misteriosamente vinculado a Fátima?
 
Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII, foi sagrado bispo pelo Papa Bento XV, na capela Sistina, exactamente na mesma manhã - pelas 12h00 - de 13 de Maio de 1917, quando a Santíssima Virgem aparecia aos três pastorinhos pela primeira vez, em Fátima.
 
Foi também durante o seu Pontificado que se divulgou o pedido de Nossa Senhora para que o Papa consagrasse a Rússia ao Seu Imaculado Coração, efectuada em 1952 mediante a carta apostólica “Sacro vergente anno”, embora não tenha sido em conjunto com todos os bispos do mundo, como tinha pedido a Virgem Santíssima.
 
A 13 de Maio de 1946, enviou o Cardeal Masella, como Legado Pontifício, para coroar a imagem de Nossa Senhora que está na Capelinha das Aparições com a coroa preciosa oferecida pelas mulheres portuguesas.
 
Dizia-se, na altura, que Pio XII teria visto o mesmo milagre do sol de Fátima nos jardins do Vaticano, nas vésperas da proclamação do Dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu em corpo e alma. As dúvidas sobre este episódio desapareceram em Novembro de 2008, quando um dos biógrafos mais conhecidos do venerável Papa revelou um autógrafo, escrito pelo próprio Papa Pio XII a lápis:
 
«Era o dia 30 de Outubro de 1950, antes da vigília do dia, esperado com tantas ânsias por todo o mundo católico, da solene definição da Assunção ao Céu de Maria Santíssima. Pelas quatro da tarde, fazia o meu costumeiro passeio pelos jardins vaticanos, lendo e estudando, como sempre, vários documentos de despacho.
 
Ia subindo desde a praça da Virgem de Lourdes para o topo da colina, pelo caminho da direita que segue paralelo ao longo da muralha. De repente, havendo levantado os olhos dos papéis que tinha na mão, fui surpreendido por um fenómeno que não havia nunca até então visto. O sol, que todavia estava bastante alto, aparecia como um globo opaco amarelado, circundado por um círculo de luz ao redor, o qual, sem embargo, não me impedia de modo algum de mirá-lo fixamente sem causar a mínima moléstia.
 
Só havia adiante uma pequena nuvem. O globo opaco se movia ligeiramente para fora, seja girando, seja vindo da esquerda para a direita e vice-versa. Porém no interior do globo se viam com toda claridade e sem interrupção movimentos fortíssimos.
 
O mesmo fenómeno se repetiu no dia seguinte, 31 de Outubro, e a 1 de Novembro, oitava da mesma solenidade. A partir de então nada mais vi. Várias vezes, nos dias seguintes, à mesma hora e com as mesmas ou similares condições atmosféricas, procurei olhar para o sol para ver se aparecia o mesmo fenómeno, mas foi em vão. Não conseguia olhá-lo sequer por um instante, pois a vista ficava imediatamente cegada.
 
Durante os dias seguintes dei a conhecer o facto a poucos íntimos e a um pequeno grupo de cardeais (talvez quatro ou cinco)… Esta é, em breves e simples termos, a pura verdade».
 
O Pontificado de Sua Santidade Pio XII é mais uma prova de que Fátima está intimamente ligada ao Papado. Por fim, queremos deixar um excerto das palavras do Papa Pacelli dirigiu aos portugueses, num emocionante anúncio radiofónico no dia da coroação da Imagem de Nossa Senhora de Fátima:
 
 
«Coroando a imagem de Nossa Senhora, assinastes, com o atestado de fé na sua realeza, o de uma submissão à sua autoridade, de uma correspondência filial e constante ao seu amor. Obrigastes-vos a trabalhar para que Ela seja amada, venerada, servida à vossa volta, na família, na sociedade, no mundo».

sábado, 18 de maio de 2013

O Beato João Paulo II e Fátima

Hoje celebra-se o aniversário natalício de um dos Papas do século XX que está inquestionavelmente ligado a Fátima. A 18 de Maio de 1920 nascia, na Polónia, o Beato João Paulo II.

Desde sempre que Karol Wojtyla foi um grande devoto de Nossa Senhora. Eleito Papa em 1978, escolheu como lema «Totus tuus», que dizer «Todo Teu» e no brasão papal de João Paulo II sobressaía a cor azul, alusiva ao manto da Virgem Santíssima e um “M” de Maria.
Ele foi um Papa verdadeiramente mariano, mas a sua relação com Fátima teve início com o trágico atentado de 13 de Maio de 1981. Desde esse dia que João Paulo II não cessou de agradecer à Virgem de Fátima a poderosa intercessão pela sua vida, tendo visitado o Santuário da Cova da Iria por três vezes: a 13 de Maio de 1982, exactamente um ano após o atentado, em 1991 e no ano 2000, para beatificar os Pastorinhos Francisco e Jacinta.

Em 1991, quando o felicitaram pelo 13º ano de Pontificado, o Papa respondeu simplesmente: «Treze anos de Pontificado? Foram 3 anos de Pontificado e dez de Milagre!»
Ainda hoje se perpetua a lembrança desse milagre sempre que a Imagem da Capelinha das Aparições ostenta a sua coroa preciosa, nos dias de grandes peregrinações, uma vez que nela se encontra a bala que deveria atingir mortalmente o Sumo Pontífice.

A devoção de João Paulo II a Fátima exprimiu-se tão expressivamente que é difícil apontar apenas um ou outro episódio. Se tivéssemos de escolher um ou outro momentos marcantes desta relação, poderíamos arriscar aquela oração silenciosa, a 13 de Maio de 1982, à mesma hora do atentado que ocorrera um ano antes. Nessa tarde, o Papa rezou a Nossa Senhora, durante 45 minutos de absoluto silêncio, apesar do meio milhão de peregrinos presentes, para nervosismo e alguma confusão dos jornalistas e mestres de cerimónias.
Na verdade, dizem as testemunhas, parecia que o tempo tinha parado e no mundo só existia, naquele momento, um ‘bispo vestido de branco’ ajoelhado diante da Branca Senhora de Fátima.
Um outro gesto significativo foi o seu gesto de depor aos pés da Imagem de Nossa Senhora, a 12 de Maio de 2000, o anel que o seu secretário lhe tinha oferecido no início do Pontificado. Nesse anel, estava gravada a inscrição “Totus tuus”, como que João Paulo II soubesse que era a última vez que visitava a Mãe Celestial na Cova da Iria, Lhe agradecesse novamente e consagrasse o resto da sua vida.

Não menos curiosa – para o Céu não há coincidências – foi a data em que o Papa Polaco partiu para Deus: 2 de Abril de 2005, véspera do Domingo da Divina Misericórdia, Festa por ele instituída, sendo também o Primeiro Sábado do mês, dia especialmente dedicado ao desagravo do Coração Imaculado de Maria.
Deixamos aqui um excerto da homilia proferida há 13 anos por João Paulo II, na Missa de Beatificação dos Pastorinhos de Fátima. E porque as coisas de Deus não passam de moda, estas palavras não perderam a sua actualidade:
 
«A mensagem de Fátima é um apelo à conversão, alertando a humanidade para não fazer o jogo do dragão que, com a ‘cauda, arrastou um terço das estrelas do Céu e lançou-as sobre a terra’ (Ap 12, 4). A meta última do homem é o Céu, sua verdadeira casa onde o Pai celeste, no seu amor misericordioso, por todos espera».

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