"Raios de Luz"


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terça-feira, 21 de maio de 2013

São Bernardo de Claraval e a Mediação de Maria


Um dos Santos que facilmente se associa à Devoção a Nossa Senhora é São Bernardo de Claraval, considerado o "o último dos Padres” da Igreja, porque no século XII, ele renovou e fez presente a grande teologia dos padres, como referiu o Papa Emérito Bento XVI numa Audiência Geral a ele dedicada.

Sobre este Santo Mariano, sabe-se que nasceu em 1090 em Fontaines, na França e que por volta dos 20 anos, entrou numa fundação monástica nova, mais ágil com relação dos antigos e veneráveis mosteiros de então e, ao mesmo tempo, mais rigorosa na prática dos conselhos evangélicos, chamada da Fundação Cisteriense.

Mas este grande santo, denominado pelo Papa Inocêncio II de "muralha inexpugnável que sustenta a Igreja", depressa se tornou conhecido pelas suas exortações que levava todos a afirmar  que seus lábios destilavam puríssimo mel.

Uma das orações mais conhecidas de São Bernardo é a incomparável prece "Lembrai- vos" com a qual terminaremos esta meditação. Este apóstolo de Nossa Senhora foi um dos primeiros a chamar a Virgem Maria de Mãe de Deus. Conta a tradição que, escutando certa vez os seus irmãos a cantar a Salve Regina, irrompeu de seu coração, cheio de amor e devoção a exclamação que actualmente coroa esta oração: "Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!".

A par das orações a Nossa Senhora que São Bernardo nos deixou, pode ainda destacar-se o facto de ter sido um dos primeiros apóstolos da "Mediação Universal de Maria Santíssima", deixando esta doutrina claramente consignada em numerosos sermões, como este que podemos agora meditar:

"Porque éramos indignos de receber qualquer coisa, foi-nos dada Maria para, por meio d'Ela, obtermos tudo quanto necessitamos. Quis Deus que nós nada recebamos sem ter passado antes pelas mãos de Maria.  (...) Com o mais íntimo da nossa alma, com todos os afectos do nosso coração e todos os sentimentos e desejos da nossa vontade, veneremos a Maria, porque esta é a vontade d'Aquele Senhor que quis que tudo recebamos por Maria.".

Ainda a propósito da Mediação Universal de Nossa Senhora, há uma expressão que demonstra o quanto São Bernardo amava e defendia a Mãe de Deus como Medianeira de todas as graças: "Deus reuniu todas as águas e chamou-as de mar. Reuniu todas as graças e chamou-as Maria."


Lembrai-Vos ó Piíssima

Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria,
que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles
que têm recorrido à Vossa protecção,
implorado a Vossa assistência,
e reclamado o Vosso socorro,
fosse por Vós desamparado.

Animado eu, pois, de igual confiança,
a Vós, Virgem entre todas singular,
como a Mãe recorro,
de Vós me valho e,
gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prostro aos Vossos pés.

Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe do Filho de Deus humanado,
mas dignai-Vos de as ouvir propícia
e de me alcançar o que Vos rogo. Ámen.



quarta-feira, 15 de maio de 2013

São Pio X e as Coroas de Nossa Senhora

O Papa São Pio X tinha como nome de Baptismo Giuseppe Melchiorre Sarto.

Eleito Sumo Pontífice a 4 de Agosto de 1903, o seu lema era Instaurar tudo em Cristo’. Foi um defensor intransigente da Doutrina e governou a Igreja Católica com bastante firmeza numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências para o modernismo, encarado por ele como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia.

Pio X foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que reflectissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e promoveu o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão.
Este Papa incentivou ainda o estudo do canto gregoriano e do Catecismo. Ele próprio foi autor de um catecismo, designado por Catecismo de São Pio X.
Foi o primeiro Papa a ser canonizado desde São Pio V e a Igreja celebra a sua memória litúrgica no dia 21 de Agosto
São Pio X é actualmente o patrono dos peregrinos enfermos e é considerado por alguns como o maior dos Papas do século XX.
Quando ainda era Bispo, proferiu um belo discurso sobre Nossa Senhora que vale a pena recordar aqui:
«Deus pôs sobre a Cabeça de Maria uma coroa de preço infinito, ou melhor, pôs um privilégio que lhe e próprio: Maria tem direito a todas as coroas.

A coroa do mérito e da virtude, laurea virtutis, porque é a única criatura humana que nunca contraiu e nem cometeu pecado, ultrapassando em santidade aos anjos e serafins.

A coroa da ciência e da doutrina, laurea doctoralis, porque Ela conheceu todos os segredos do verbo e o livro da vida Lhe foi revelado.

A coroa do combate e da vitória, corona triunphalis, porque conquistou as legiões do Inferno e exterminou todas as heresias.

A coroa do mérito e da coragem, corona muralis, porque defendeu os muros da cidade santa contra o furor dos salteadores, preservando da ruína os assediados e por Ela conquistamos o direito de cidadãos do Céu.

A coroa de núpcias e de esposa, corona nuptialis, porque, sem perder o Seu diadema de Virgem, ela foi associada por um matrimónio inefável à fecundidade da divina natureza.

A coroa real e sacerdotal, corona regni, infuia sacerdotii, porque, tendo dado à vida a quem é Rei e Sacerdote por excelência, participou e participará eternamente da autoridade do Seu Reinado, mérito da Sua imolação.

Mas... que profundezas nos metemos a sondar, ó filhos meus? Se em nós refulgem raios, em Maria descansa o sol. Se para uns correm as águas das fontes, em Maria se despeja o mar. Se alguns tem a participação medida, Maria tem a soberania absoluta, de tal modo que as coroas de graças que cingem a Sua fronte correspondem à esplêndida manifestação da coroa de gloria que a esperou no Céu”.

Fonte: Pio X – D.Frei Vitorino Facchinetti, O.F.M.
Editora Vozes Petropólis – 1938
Pgs. 343,344.

«As heresias e erros modernos serão destruídos pelo Santo Rosário»
Papa S. Pio X

Semana da Vida


Com o tema 'Dá mais Vida à tua vida', a Comissão Episcopal do Laicado e Família propõe-nos esta semana como a Semana da Vida, respondendo ao apelo do Papa João Paulo II, de uma celebração anual em defesa da vida, com o objetivo de promover nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, desde a concepção até  à morte natural, concentrando a atenção de modo especial na problemática gravíssima do aborto e da eutanásia.
 
O objectivo é despertar as consciências dos católicos para que lutem activamente contra estes atentados à vida humana, em toda e qualquer circunstância.
 
O Catecismo da Igreja Católica é claro quanto à gravidade do aborto:
 
«2272. A colaboração formal num aborto constitui falta grave. A Igreja pune com a pena canónica da excomunhão este delito contra a vida humana (...) A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade.»
Já sobre a eutanásia, discussão que parece ganhar terreno a cada dia que passa, a Igreja afirma:
 
«2277. Quaisquer que sejam os motivos e os meios, a eutanásia directa consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inaceitável. Uma acção ou uma omissão que, por si mesma ou na intenção, cause a morte com o fim de suprimir o sofrimento, constitui um assassínio gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador».
Como podemos ver, apesar de poderem ser 'legais', a Igreja não hesita de chamar a estes procedimentos o que realmente são: verdadeiros assassínios. É esta verdade que temos de ter coragem para anunciar, sem medo ou vergonha de sermos rotulados de 'fanáticos fundamentalistas', como tantas vezes se ouve por aí!
Toda a sociedade que não fundamente as suas leis no respeito total pela vida humana, trabalha, no fundo, para a sua própria ruína. Defender a vida humana é uma urgente missão para todos os cristãos dos tempos actuais, sem ceder nem aos egoísmos, nem às correntes de opinião dominantes, nem aos parlamentos.
Hoje também é o Dia Internacional da Família. A Família não pode continuar a ser deformada e destruída por leis que possibilitem verdadeiros ultrajes à dignidade humana, como por exemplo as leis que permitem as uniões de pessoas do mesmo sexo, a adopção de crianças por esses mesmos pares e a falta de regulamentação para os embriões excedentários, frutos da Procriação Medicamente Assistida.
 
 
Neste dia, oferecemos a oração do Terço para que todos reconheçam o valor da Vida Humana, confiando o nosso país à protecção  d’Aquela que é a Mãe do Autor da Vida e reparando o Seu Coração Imaculado pelos pecados públicos da Nação Portuguesa.
 

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA PELA VIDA,
DO PAPA JOÃO PAULO II
 
Ó Maria, Aurora do mundo novo,
Mãe dos viventes!
 
Confiamo-Vos a causa da vida:
olhai, Mãe, para o número sem fim
de crianças a quem é impedido nascer,
de pobres para quem se torna difícil viver,
de homens e mulheres vitimas de inumana violência
de idosos e doentes assassinados pela indiferença
ou por uma suposta compaixão.
Fazei com que todos aqueles que crêem no Vosso Filho
saibam anunciar com desassombro e amor
aos homens do nosso tempo o Evangelho da vida,
alcançai-lhes a graça de o acolher
como um Dom sempre novo,
a alegria de o celebrar com gratidão em toda a sua existência
e a coragem para o testemunhar com grande firmeza,
para construírem a civilização da verdade e do amor,
para louvor e glória de Deus, Criador da vida.
 
 
Amén.
Da Carta Encíclica EvangeliumVitae
sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Papa Bento XVI e Fátima

Durante o voo para Portugal, a 11 de Maio de 2010, o Papa Bento XVI concedeu uma entrevista na qual abordou vários assuntos, entre se destacou, inevitavelmente, o tema ‘As Aparições de Fátima’. Disse o então Sumo Pontífice:

«Uma aparição, ou seja, um impulso sobrenatural, não vem só da imaginação da pessoa, mas da realidade da Virgem Maria e do sobrenatural; que um impulso deste tipo entra num sujeito e se expressa segundo as possibilidades do sujeito. Nestas expressões, articuladas pelo sujeito, esconde-se um conteúdo que vai além, mais profundo, e somente no curso da história podemos ver toda a sua profundidade, que estava – digamos – “vestida” nesta visão possível à pessoa concreta».

As suas palavras suscitaram logo interesse na visão do chamado Terceiro Segredo de Fátima, sobre o qual o Santo Padre falou sem hesitações, explicando que essa parte do Segredo não se refere apenas a acontecimentos do passado, mas também a situações presentes e até futuras:

«Diria que, além da grande visão do sofrimento do Papa, que podemos referir ao Papa João Paulo II em primeira instância, indicam-se realidades do futuro da Igreja que se desenvolvem e se mostram paulatinamente. Por isso, é verdade que além do momento indicado na visão, fala-se, vê-se, a necessidade de uma paixão da Igreja, que naturalmente se reflecte na pessoa do Papa; mas o Papa está para a Igreja e, assim, são sofrimentos da Igreja que se anunciam».

De facto, como já vimos, Fátima está intimamente ligada ao Santo Padre e a visão do ‘Bispo vestido de branco’ que caminha vacilante, a sofrer e a rezar, à medida que passa por cadáveres de Bispos, religiosos e fiéis, até ao martírio do próprio Papa aos pés de Cruz, mostra a paixão da Igreja, os sofrimentos que se anunciam para quem quiser ser fiel à Verdade de Jesus Cristo.

«Os ataques ao Papa e à Igreja vêm não só de fora, mas os sofrimentos da Igreja vêm justamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja. Também isso sempre foi sabido, mas hoje o vemos de um modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja, e que a Igreja, portanto, tem uma profunda necessidade de re-aprender a penitência».

É agora mais clara a afirmação do Cardeal Cerejeira, Patriarca de Lisboa há cerca de 50 anos: ‘Não foi a Igreja que impôs Fátima, mas foi Fátima que se impôs à Igreja’, precisamente porque, como vemos, desde o início que a Mensagem de Fátima se cruza com os caminhos da Igreja.

Apesar de parecer, à primeira vista, uma visão e uma mensagem catastrófica, Nossa Senhora termina com uma promessa de esperança: «Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!»

E Bento XVI, na sua visita a Fátima, no final da homilia do dia 13 de Maio de 2010, mostrou que confia plenamente na promessa de Maria Santíssima e pediu o triunfo do Seu Coração Imaculado, que deve ser igualmente desejado por todos nós.
 
«Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade!»

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Pontificado do Papa Francisco consagrado a Nossa Senhora de Fátima


O Cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, consagrou hoje, 13 de Maio, o Pontificado do Papa Francisco a Nossa Senhora de Fátima, juntamente com toda a Conferência Episcopal Portuguesa e com outros Bispos provenientes de vários países para as celebrações na Cova da Iria, conforme o Sumo Pontífice tinha desejado.
Após a bênção dos doentes, o Cardeal-Patriarca, diante da Imagem de Nossa Senhora, entregou o ministério do Santo Padre à Mãe de Deus:
«Nós Vos consagramos, Senhora, Vós que sois Mãe da Igreja, o ministério do novo Papa. Dai-lhe o dom do discernimento para saber identificar os caminhos da renovação da Igreja; dai-lhe coragem para não hesitar em seguir os caminhos sugeridos pelo Espírito Santo; amparai-o nas horas duras de sofrimento, a vencer, na caridade, as provações que a renovação da Igreja lhe trará»
Em seguida, Dom José rezou também para que um dia o Papa Francisco seja peregrino do Altar do Mundo:
«Só Vós, Senhora, no Vosso amor maternal a toda a Igreja, podeis pôr no coração do Papa Francisco o desejo de ser peregrino deste Santuário. Aqui, neste Altar do Mundo, ele poderá abençoar a humanidade, fazer sentir ao mundo de hoje que Deus ama todos os homens e mulheres do nosso tempo, que a Igreja os ama e que Vós, Mãe do Redentor, os conduzis com ternura aos caminhos da salvação».
O texto da Consagração frisou por várias vezes a renovação da Igreja e, para Dom José, esta renovação está directamente ligada à Mensagem de Fátima, pois só pode surgir através de uma conversão, ou seja de um regresso a Deus:
«Os caminhos de renovação da Igreja levam-nos a redescobrir a actualidade da mensagem que deixastes aos Pastorinhos: A exigência da conversão a Deus que tem sido tão ofendido, porque tão esquecido”.

O anterior Sumo Pontífice, Sua Santidade o Papa Emérito Bento XVI, «que escolheu o caminho do orante silencioso, desafiando a Igreja para os caminhos da oração», foi também recordado  nesta consagração e apresentado como exemplo para uma Igreja orante.

Após o momento da Consagração do Pontificado, no final da Missa, o Bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, leu uma mensagem da Secretaria de Estado da Santa Sé, em nome do Papa Francisco:

«O Santo Padre manifestou o seu agrado pela iniciativa e profundo reconhecimento pela satisfação do seu desejo em união de oração com todos os peregrinos de Fátima, aos quais, de coração, concede a bênção apostólica propiciadora de todos os bens».

Mais uma vez, convidamos a todos a rezarem pelo Santo Padre, para que guie firmemente a Barca da Igreja através das ondas do mundo, tantas vezes adversas à mensagem de Cristo!

sábado, 11 de maio de 2013

Consagração do Pontificado do Papa Francisco a Nossa Senhora de Fátima


No início do mês de Abril, durante a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, o Cardeal-Patriarca de Lisboa anunciou que o Papa Francisco lhe pedira, por duas vezes, para consagrar o seu Pontificado a Nossa Senhora de Fátima.

No mesmo comunicado, D. José Policarpo afirmou que esse seria um «mandato que podia cumprir no silêncio da oração. Mas seria belo que toda a Conferência Episcopal se associasse à realização deste pedido». E de facto, alguns dias mais tarde, os bispos portugueses decidiram que esta consagração seria realizada publicamente no dia 13 de Maio, no Santuário de Fátima, durante a Peregrinação Aniversária que assinala a primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria.

Consagrar algo ou alguém a Deus significa «torná-lo sagrado», ou seja, é um  acto pelo qual uma coisa deixa de ser profana, ou mundana, para ser destinada ao serviço de Deus.


Poderíamos pensar: 'Mas o Papa foi escolhido pelo Espírito Santo, portanto está desde o primeiro momento ao serviço de Deus e da Igreja'. Sim, é verdade. O Papa Francisco foi uma escolha de Deus para que esteja ao Seu serviço. No entanto, tal como rezamos pela santificação dos sacerdotes, também eles homens escolhidos por Deus, mais ainda devemos rezar pelo Santo Padre porque ele é o sinal visível da unidade da Igreja, pedindo que ele seja firme na integridade da Fé e confirme nessa mesma Fé os seus irmãos que lhe estão confiados. Em todas as Missas rezamos pelo Santo Padre, no entanto, na nossa oração pessoal devemos também fazê-lo.

Mas porquê consagrar um Pontificado a Nossa Senhora? O próprio Santo Padre, no dia seguinte à sua eleição, consagrou-se pessoalmente à Virgem Santíssima e invocou a Sua protecção para a missão que lhe fora confiada. Consagrar-se a Nossa Senhora significa deixar que a Virgem bendita exerça plenamente no consagrado a Sua maternidade espiritual, pela qual gera os Seus filhos para a santidade.


O Papa Francisco pediu expressamente que o seu Pontificado fosse consagrado à Virgem de Fátima, consciente que a Mensagem da Cova da Iria está intimamente ligada ao Papado. Com este bonito gesto, o Sumo Pontífice mostra a sua plena confiança e filial devoção à Mãe do Céu, ao mesmo tempo que quer 'dar um recado' ao povo português, tantas vezes por ele repetido publicamente: «Rezem por mim!»

A JMV Sobreiro convida todos os leitores a atenderem ao pedido dos Bispos de Portugal a juntarem-se a este momento de oração, no próximo dia 13 de Maio:

«Todo o povo de Deus é convidado a aderir a esta consagração, em oração pelo serviço pastoral do Papa Francisco».

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Bento XV e a súplica ao Céu

Em 1917 a Primeira Guerra Mundial estava no seu auge, sem sinais de que o fim estaria próximo. Nessa altura, o Papa reinante era Bento XV e tentou, por todos os meios diplomáticos, travar o conflito e apressar a paz.

Como que esgotadas as hipóteses ‘naturais’ para o fim da guerra, Bento XV pediu a todos os cristãos que suplicassem à Virgem Mãe que concedesse a paz ao mundo, rezando que esta paz viesse somente por Ela. Numa Carta de 5 de Maio de 1917, o Papa escreve:

«A nossa voz sincera e suplicante, invocando o fim deste vasto conflito, o suicídio da Europa civilizada, foi então ignorada e assim continua a ser desse essa altura (…) Todavia, a nossa confiança não diminuiu.


Por intermédio das mãos da Santíssima Virgem, é nosso desejo que o pedido dos Seus filhos mais aflitos, mais do que nunca nesta hora terrível, se volte com viva confiança para a excelsa Mãe de Deus».


Seguidamente, Bento XVI ordenou que a invocação Rainha da Paz, rogai por nós fosse acrescentada à Ladainha de Nossa Senhora.

O mundo e o próprio Papa estavam longe de imaginar que a resposta do Céu viria apenas oito dias mais tarde, a 13 de Maio de 1917. Como é sabido, nas aparições de Fátima, Nossa Senhora afirmou por várias vezes que é preciso rezar muito, especialmente o Terço, para Deus alcance a paz para o mundo e fim da guerra. E de facto, a Primeira Grande Guerra terminou cerca de um ano depois, em 1918.

Não é exagerado, de maneira nenhuma, dizer que Fátima foi uma resposta do Céu às súplicas da Igreja! Bento XV, com todo o povo cristão, suplicou ao Céu e o Céu não tardou a responder a pedido do Sucessor de São Pedro. Ao meditar nestes factos, que aconteceram no início do séxulo XX, é quase impossível não lembrar as palavras de Jesus a Pedro, o primeiro Papa: «Tudo o que ligares na Terra, será ligado no Céu». A História confirma, com este e outros episódios, que o Papa é o verdadeiro Sumo Pontífice, aquele que faz a ponte entre os homens e Deus.

Este belíssimo exemplo mostra que a figura do Santo Padre teve, desde o princípio, um papel específico e primordial na Mensagem de Fátima, como veremos em textos que serão publicados em breve.

E porque, quase 100 anos depois, o mundo ainda se agita em convulsões, conflitos e violência, deixamos, em jeito de oração, mais um excerto da súplica de Bento XV, quando pediu a paz para o mundo por intercessão da Virgem Santíssima:


«Que um apelo amoroso e devoto se eleve de todos os cantos da terra,
dos nobres templos à capelinhas mais pequenas,
dos palácios reais e das mansões dos ricos às choupanas mais humildes,
das planícies ensopadas em sangue e dos mares,
a Maria, que é a Mãe de Misericórdia e Omnipotente pela graça.

Que se elevem a Ela os gritos de angústia das mães e das esposas,
os choros dos pequeninos inocentes,
os suspiros de todos os corações generosos,
para que a Sua solicitude, tão terna e benigna,
seja tocada e que seja concedida ao nosso mundo agitado
a paz que desejamos».

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Vigília de Oração pelas Vocações e pela santificação do Clero


No passado dia 18 de Abril a JMV Sobreiro promoveu uma Vigília de Oração pelas Vocações Sacerdotais, Religiosas e Misssionárias e pela Santificação do Clero. Esta teve início pelas 21h00 do dia 18 e prolongou-se por 24 horas, até às 21h00 do dia 19.
Durante este tempo, esteve exposto o Santíssimo Sacramento na Capela da Igreja do Sobreiro para adoração e oração conjunta e individual.
A Vigília teve início com a presença do Diácono Pedro Oliveira, dos jovens da JMV e de bastantes pessoas da comunidade que encheram a capela. Após uma breve Liturgia da Palavra, foram feitas várias preces pelo Santo Padre, pelos Bispos, Padres, religiosos, leigos consagrados e pelo aumento das vocações.
A concluir este momento de oração, foram rezadas três Avé-Marias pela santificação do Clero.

Após algum tempo para oração individual, por volta das 00h30 do dia 19 foi rezada a hora litúrgica de Completas. Durante a noite, estiveram diante de Jesus Sacramentado os elementos do Grupo de Jovens, bem como alguns paroquianos que se dirigiram à capela para fazer um pouco de companhia a Jesus e rezar por esta necessidade crescente de novas vocações.

Já pela manhã, pelas 08h00, foi rezada a Hora de Laudes do Ofício Divino, seguida do Terço, meditando nos Mistérios Gozosos do Rosário. Foi muito reconfortante ver a Capela novamente quase cheia nesta hora da manhã!

Seguiu-se um período de oração individual e, ao meio-dia, foi rezado o Regina Caeli a Nossa Senhora, oração que substitui o Angelus no Tempo Pascal. Durante a tarde, foi a vez das crianças da Catequese rezarem pelas vocações a Nosso Senhor presente no Santíssimo Sacramento. Foi muito bonito ver a capela repleta de crianças a rezar por esta grande necessidade para a Igreja!

Ao final da tarde, rezou-se a oração de Vésperas ( I Vésperas do Domingo do Bom Pastor), seguidas de Terço, no qual se contemplaram os Mistérios Gloriosos, seguindo o espírito da Liturgia. Foi uma grande alegria ver a igreja do Sobreiro completamente cheia de pessoas vindas das diferentes capelas da Paróquia de Mafra.

Após algum tempo de oração individual, intercalada com cânticos eucarísticos entoados por alguns elementos do Grupo de Jovens, pelas 21h00 teve lugar a bênção e reposição do Santíssimo Sacramento, novamente na presença do Diácono Pedro, que rezou diante de Jesus Sacramentado pela fidelidade de todos os baptizados à missão de evangelização que lhes está confiada. Também se pediu novamente pela santificação de todos os sacerdotes, para que sejam fiéis à sua vocação de Pastores.

Por fim, diante da Imagem de Nossa Senhora, foi entoado o cântico Regina Caeli, entregando todo este tempo de oração e de adoração nas mãos puríssimas de Maria, Rainha dos Apóstolos e Mãe da Igreja.



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Jesus, o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas


Neste IV Domingo da Páscoa, habitualmente chamado de ‘Domingo do Bom Pastor’, Jesus fala-nos da segurança em que estão as suas ovelhas, ou seja, aqueles que O seguem e que ouvem a Sua voz, as Suas palavras.
«Eu conheço as Minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer e ninguém as arrebatará da Minha mão». Como são consoladoras as palavras de Jesus, neste Domingo! Na verdade, nós, que queremos ser as ovelhas do rebanho do Senhor, não temos lugar mais seguro do que as mãos de Nosso Senhor.
Mas às vezes, em vez de sermos as ovelhas que procuram abrigo, segurança e consolo em Jesus, o nosso Bom Pastor, comportamo-nos como ovelhas tresmalhadas, preferindo dar ouvidos aos falsos pastores que,  aparentemente nos prometem paz, segurança e felicidade. Nesses momentos, parecemos esquecer que sem Jesus, tudo isso é ilusório. Sem Jesus não pode haver paz verdadeira, pois Ele é o Príncipe da Paz. Sem Jesus, a felicidade é mundana, breve, passageira, feita de momentos. Sem o Bom Pastor, toda a segurança é apenas aparente, pois só Ele nos pode livrar dos lobos que surgem a cada instante para nos desviar do caminho de Deus.
Por isso Jesus afirma: «As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me». A aflição do Bom Pastor ver uma só ovelha que se perde e segue o caminho errado é tão grande, que Ele não poupa esforços para a encontrar e para a fazer voltar ao Seu rebanho. Ele conhece-nos primeiro, por isso sabe de que maneira nos há-de chamar a regressar ao bom caminho.
Seria bom que, de cada vez que seguimos outros pastores, nos lembrássemos destas palavras tão reconfortantes de Jesus: «Eu conheço as Minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer e ninguém as arrebatará da Minha mão».
Que a lembrança desta consoladora promessa de amor e fidelidade feita por Nosso Senhor nos ajude sempre a caminhar guiados pelo cajado do Bom Pastor, principalmente nos momentos em que os lobos nos cercam e nos apresentam falsas alternativas para os caminhos da vida.

Proposta de cânticos para a  Missa:
Entrada - Somos a Igreja de Cristo (NCT 752)
Ofertório - Aceita Senhor (Pe. Teodoro)
Comunhão - Eu Sou o Bom Pastor (CEC, Vol. I, p.141)
Acção de Graças - A messe é grande (OC 14)
Final - Jesus Cristo, ontem e hoje (CEC, Vol. I, p.66)
CEC - Cânticos de Entrada e Comunhão
NCT - Novo Cantemos Todos
OC -  Orar Cantando

Conferência sobre a Santa Missa

No dia 18 de Abril realizou-se em Lisboa uma conferência sobre a Santa Missa, na igreja de São João de Deus, no seguimento de um ciclo de conferências “Verdades da Fé em Conversa”, promovido pelas Equipas de Jovens de Nossa Senhora (EJNS) e a JMV Sobreiro não deixou de estar presente.

O conferencista foi o Pe. Hugo Santos, capelão da Universidade Católica de Lisboa, que começou por explicar que desde sempre o Homem tenta relacionar-se com a divindade, tendo percebido ao longo do tempo que os cultos antigos (pagãos e de panteísmo) não eram cultos de adoração ao verdadeiro Deus.
«Em determinado momento da História– diz o Pe. Hugo - Deus escolhe um povo, o povo de Israel, para fazer passar a Sua mensagem até à Encarnação do Seu Filho».

Para fazer perceber o significado mais profundo da Missa, o Pe. Hugo centrou o seu discurso na palavra “entrega”. De facto, «desde a entrega das ofertas de Abel e Caim, passando pela entrega de Isaac por Abraão, todos estes elementos de entrega no Antigo Testamento estão presentes na Missa, que é a entrega completa de Jesus a Deus, para salvação do mundo. Depois do sacrifício de Jesus na Cruz, já não são cordeiros animais que são imolados em expiação dos pecados do povo, mas o próprio Filho de Deus, o Cordeiro de Deus que Se entrega em cada Missa».
Em seguida o Pe. Hugo questionou: Que importância damos nós a esta entrega de Jesus, que importância damos à Missa? Somos como Caim, que escolhe o que há-de dar a Deus? Ou como Abel, que entrega a primeira coisa que tem?
De facto, «a Missa deve ser o centro de toda a nossa vida. Se faltámos à Missa ao Domingo, foi porque colocamos outra coisa acima de Deus. Ir à Missa adorar a Deus e reconhecer o que Ele fez e continua a fazer por nós, é o cumprimento do Primeiro Mandamento da Lei de Deus».
 
Falando depois um pouco de Liturgia, o conferencista deu o exemplo do Rei David, que queria construir um templo segundo as suas inspirações, mas foi o seu filho Salomão que acabou por construí-lo, assim como alguns rituais, segundo as inspirações que o próprio Deus lhe ditara.

«A Liturgia não é nossa, não é obra nem propriedade do homem. A Missa é uma resposta ao querer de Deus, na qual o Seu Filho Se oferece, para poder pagar a dívida dos nossos pecados que nós, como homens, não conseguimos pagar» - conclui o Pe. Hugo.
Mas quando e como se iniciou esta entrega de Cristo, que se actualiza nos nossos altares todos os dias?

«Na Cruz. O Sacrifício de Cristo na Cruz foi a primeira Missa, foi a entrega de Jesus pela Humanidade para nos salvar do pecado e libertar da dívida que contraímos com Deus, sempre que pecamos. Esta Missa, esta entrega, foi antecipada um dia antes, na Última Ceia, na qual Jesus deu o Seu Corpo, a Sua carne e o Seu sangue aos amigos mais próximos, em antecipação ao sacrifício que, horas depois, iria oferecer na Cruz em nosso favor».

Neste contexto, foi explicado pelo Pe. Hugo que se deve estar e participar na Missa da mesma maneira e com a mesma postura com que Nossa Senhora, as Santas Mulheres e São João estiveram aos pés da Cruz no Monte Calvário.
«A forma como nos comportamos na Missa reflecte o nosso discernimento e maturidade acerca do que ela é verdadeiramente. Os cânticos, a atitude, a forma de vestir na Missa… Devem reflectir aquilo em que acreditamos, devem ser o espelho de como vivemos a nossa Fé. Devemos estar com devoção, recolhidos, imitar o silêncio aceitador de Maria e não como assistentes de um espectáculo, acompanhantes de outros ou ‘ficar para ver o que se está a passar’, como meros curiosos».
Quase a terminar, o Pe. Hugo falou da Presença verdadeira e real de Jesus Cristo nas aparências do pão e do vinho. Ainda que os nossos olhos continuem a ver um pedaço de pão e um líquido que parece vinho, sabemos pela Fé que está ali verdadeira e realmente presente Jesus Cristo, a Sua carne, o Seu sangue, a Sua alma e divindade, tão real e verdadeiro como está no Céu.
«Como é possível que nos atrevamos a aproximar do próprio Deus e o comunguemos? Nenhum de nós, por nós mesmos, tem o direito à comunhão. Recebemo-la porque é um dom de Deus e porque foi Ele que quis ficar sempre connosco».
Por fim, o Pe. Hugo fez uma pequena abordagem à importância de recebermos Jesus apenas quando estamos em estado de graça, ou seja, confessados e livres de pecados mortais. É o mínimo que Jesus exige de nós: «Que limpemos e arrumemos a casa antes de Ele entrar».
Dignas de registo são as palavras finais do Padre Hugo, que mostram a importância de aprofundar em nós esta devoção ao Santíssimo Sacramento, a este Jesus que se dá todo por Amor:
«Jesus não se importa de estar sozinho em todos os sacrários de todas a igrejas do mundo, esperando que cada um O encontre e esteja com Ele sempre que queira e precise, nem que seja para dizer apenas, como muitos Santos: ‘Senhor, estás aí e eu estou aqui’!».
E  quão simples e bonita é esta profissão de Fé!
NOTA: A imagem de Jesus crucificado pertence ao retábulo do
Altar da Igreja do Santuário do Bom Jesus,  em Braga,
representando o Sacrifício de Jesus no Monte Calvário.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Semana de Oração pelas Vocações: Religiosas

Quando falamos em vocações consagradas, pensamos quase sempre num chamamento de Jesus a rapazes, para seguirem a vida sacerdotal.

Mas Nosso Senhor chama também raparigas para que, à semelhança da Virgem Mãe de Deus, estejam disponíveis para se oferecerem totalmente a Deus, servindo a Igreja e os outros com a sua entrega, testemunho, caridade e oração.

Por isso, é preciso rezar também pelas vocações consagradas femininas!
Neste pequeno vídeo, é-nos apresentado um pouco da vida de algumas mulheres que não tiveram medo de dizer, como Nossa Senhora: «Sim! Eis-me aqui, Senhor. Faça-se em mim a Tua vontade!»


terça-feira, 16 de abril de 2013

«Por quê ser Padre?»

Não, não é nenhum erro ortográfico. Os motivos que levam tantos jovens a oferecerem-se totalmente ao serviço de Deus e dos outros podem não ser descritos numa resposta que começa tipicamente com um «porque...», mas têm certamente um «por quê».

Na verdade, a vocação do Sacerdócio surge precisamente «por causa de algo, por causa de Alguém».

«Por quê ser Padre»? No vídeo seguinte, vários seminaristas respondem com o seu testemunho, mas todos concordam numa coisa. Só se pode ser Padre por uma coisa muito concreta: Por amor.

Por amor a um Deus que chama.

Por amor a um povo que precisa de pastores.

Por amor a uma Igreja que deseja levar as almas até Jesus.

Nesta semana de Oração pelas Vocações, vale a pena ouvir o testemunho de alguns seminaristas, Padres e Bispos que souberam respoder com o seu amor ao apelo amoroso de Deus que um dia lhes sussurrou, tal como Jesus aos discípulos: «Vinde, deixai tudo e segui-Me. Farei de vós pescadores de homens!»



terça-feira, 2 de abril de 2013

A Ressurreição de Jesus e a esperança do católico



Após meditarmos na última semana sobre os acontecimentos da Paixão de Jesus nos quais revimos que foi pela culpa dos nossos pecados que foi cruelmente açoitado, tristemente escarnecido como rei, coroado com uma coroa de espinhos e finalmente humilhado com a morte mais atroz que se pode imaginar, meditamos agora na Ressurreição de Jesus e na esperança que deve trazer para o cristão.

Na noite ditosa em que os cristãos alegremente celebram a ressurreição do Senhor, Jesus, saindo do sepulcro, recebe do Pai tudo aquilo que havia perdido nos dias da Sua Paixão. Levado humildemente à presença de Pilatos, como se de um pobre criminoso se tratasse, foi feito Senhor da Terra pelo Pai. Aquele que pouco antes era o Homem das Dores e marcado pelos sofrimentos, aparece dotado de nova força e de uma vida imortal.

Cada um de nós devia fazer um acto de Fé na Ressurreição do Senhor, chegando a Ele, com as nossas orações, como que para lhe beijarmos as chagas glorificadas, como diz Santo Afonso.

A Ressurreição de Jesus Cristo é penhor e a norma da nossa ressurreição, porque tal como diz São Paulo: "Se morremos com Ele, com Ele também viveremos". Devemos depositar na Ressurreição de Jesus a esperança da nossa ressurreição.

Façamos nossas as palavras de Santo Afonso: «Meu amabilíssimo Jesus, graças Vos dou que pela Vossa morte adquiristes para mim o direito á posse de tão grande bem, e hoje, pela Vossa Ressurreição, avivais a minha esperança. Sim, espero ressuscitar no Último Dia, glorioso como Vós, não tanto por meu próprio interesse, mas para estar sempre unido a Vós e Vos louvar e amar eternamente».

Procuremos viver esta Oitava da Páscoa com a alegria que viveram as mulheres quando souberam que Jesus tinha Ressuscitado, fazendo crescer em nós a esperança da nossa ressurreição dos mortos.

domingo, 3 de março de 2013

Procissão do Senhor dos Passos na Paróquia de Mafra


No passado domingo, dia 24 de Fevereiro, a Paróquia de Mafra realizou a primeira das quatro Procissões Quaresmais - a Procissão do Encontro, também conhecida por Procissão do Senhor dos Passos.

Antes da procissão foi celebrada a Santa Missa, presidida pelo Pároco, o Padre Luís Barros na qual também esteve presente o Padre João Vergamota (Prior da Encarnação, Sobral da Abelheira e Santo Isidoro).

Após a Missa, o andor de Nossa Senhora da Soledade entrou na Basílica e encaminhou-se para junto do altar, ao redor do qual estava o andor do Senhor dos Passos. Coube ao Padre João a realização do tradicional Sermão do Encontro antes da saída da procissão.


Das palavras proferidas pelo Padre pregador transcrevemos parte delas na certeza de que aos presentes, que atentamente olhavam para o encontro doloroso entre A Mãe amargurada e sofredora e O Filho que carrega a cruz, em muito os edificaram.  

«Caros irmãos, hoje somos convidados a contemplar Jesus no Seu caminho do Calvário, até dar a vida por nós. Somos convidados a vê-Lo passar. E uma pergunta surge: na passagem de Jesus pela nossa vida, quem queremos ser? Queremos ser como os escribas e fariseus, invejosos de Jesus pelo bem que Ele faz? Será que queremos ser como Pilatos , que tinha medo de perder as vantagens temporais para abraçar a verdade e o Amor? (...) Quem somos nós no processo de Jesus?»


Após esta questão inicial, o Padre João Vergamota prosseguiu: «Vê-Lo assim deve criar em nós um profundo desejo de O amar, de mudar de vida! A cruz de Jesus continua presente hoje! E perante a cruz de Jesus podemos abraçá-la para nos salvarmos ou recusá-la para nos condenar-mos.»

«A quem podemos imitar neste seguimento de Jesus, pela cruz, sempre fiel? Quem experimentou de forma singular esta dor de amor por Jesus? Maria, Sua Mãe. Ela é o nosso maior modelo no seguimento de Jesus, na dor e no amor. (...) Sabemos que junto à cruz estava Maria e João. E nessa hora derradeira Jesus escreve o Seu testamento e deixa a Sua Mãe a São João. O coração da mãe é dado ao coração do amigo!»

«Aprendamos com Nossa Senhora a dizer "Sim a Deus - Fiat" em todos os momentos da nossa vida. Também nas horas de dor (...) na hora da cruz Maria disse sempre Sim, não compreendendo aquela hora em que o Seu Filho estava desfigurado. Mas confiou sempre! Seja assim também connosco. Que Ela nos ajude a levar a cruz. Que ela nos ajude a acreditar sempre 'Feliz és Tu porque acreditaste'».

«Que Maria entre nas nossas famílias, que a oração do Terço possa voltar a encher os lares cristãos!»


A propósito deste convite feito pelo pregador, foram recordadas as palavras do Beato Papa João Paulo II na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, na qual afirmava «Oração pela paz, o Rosário foi desde sempre também a oração da família e pela família. Outrora, esta oração era particularmente amada pelas famílias cristãs e favorecia certamente a sua união. É preciso não deixar perder esta preciosa herança. A família que reza unida, permanece unida»

«Maria é a Mãe de Jesus, Mãe de São João, minha e nossa Mãe! Ela é a Mãe da Igreja. (...) Apoiemo-nos sempre n'Ela para que nos leve sempre a Jesus. E não tenhamos medo de amar Nossa Senhora, porque quem A ama de verdade amará sempre Jesus».

«Que Ela nos ajude a pôr Jesus em primeiro lugar e nos ajude a convertermo-nos nesta Quaresma!»

A celebração continuou com a Procissão no Terreiro D. João V e terminou, já dentro da Basílica, com a bênção com o Santo Lenho, um pedaço da cruz de Jesus. 

A próxima procissão é já no IV Domingo da Quaresma - dia 10 de Março - Procissão da Penitência da Ordem Terceira Franciscana.



sexta-feira, 1 de março de 2013

Novena para a Eleição do novo Sumo Pontífice Romano


Oração pela Santa Igreja






Senhor,
muitas vezes a Vossa Igreja
parece-nos uma barca que está para afundar, 
uma barca que mete água por todos os lados.
E mesmo no Vosso campo de trigo,
vemos mais cizânia que trigo.
O vestido e o rosto
tão sujos da Vossa Igreja horrorizam-nos.
Mas somos nós mesmos que os sujamos!

Somos nós mesmos que Vos traímos sempre, 
depois de todas as nossas grandes palavras,
os nossos grandes gestos.

Tende piedade da Vossa Igreja:
também dentro dela, Adão continua a cair. 
Com a nossa queda, deitamo-Vos ao chão,
e Satanás a rir-se
porque espera que não mais conseguireis levantar-Vos daquela queda; 
espera que Vós, tendo sido arrastado na queda da Vossa Igreja, 
ficareis por terra derrotado.

Mas, Vós erguer-Vos-eis.
Vós levantastes-Vos, ressuscitastes
 e podeis levantar-nos também a nós.

Salvai e santificai a Vossa Igreja.
Salvai e santificai a todos nós.

Ámen.




Oração Penitencial do Cardeal Joseph Ratzinger
na Via-Sacra de Sexta-feira Santa de 2005



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Choro dos Sinos




«Dobrai sinos de Roma,
Dobrai!
Dobrai de tristeza porque um papa sai de vossas muralhas eternas
Para eternizar-se na história.

Dobrai sinos das montanhas,
Bentos e Anselmos,

Dobrai
Porque um bispo vestido de branco
Subindo o Monte
Entrará em vosso claustro,
Empunhando a cruz de Cristo e nela também crucificado.

Dobrai sinos da Igreja,
Dobrai de tristeza numa Esperada Esperança
De que a Barca, mesmo em tempestades
Jamais sucumbirá.

É eterna,
Perene,
Indestrutível...

Dobrai sinos de Roma,
Dobrai.

Dobrai sinos de Paulo,
Além dos muros

De João, o de Latrão

E de Maria Maior.

Porque o anel foi quebrado,
Mas não a promessa
Que sendo também Maior
É inquebrantável,
Indestrutível:

“Tu és Petrus!”

Dobrai sinos do Mundo Inteiro

Dobrai.

Dobrai de tristeza.
Chorai o Pontífice vivo
Que se faz morto

Por amor

E esperai o alegre momento,
Da chegada do outro

Que sem nome e sem rosto,
- ainda –
Se aproxima
Do trono e do altar.»

Pe. Marcélo Tenorio

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Obrigado, Santo Padre!


O dia de hoje começou com uma triste notícia: Sua Santidade, o Papa Bento XVI, diante dos cardeais convocados para o Consistório público anunciou a sua resignação. Muitas notícias e opiniões encheram os jornais, os blogs, todos os meios de informação, no entanto, a nós, enquanto Jovens Católicos fiéis à pessoa do Papa e à Santa Igreja, não podemos deixar de meditar nas suas palavras:

«Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.»

Um acto de pronfundo amor pela Igreja. Bento XVI, após ter dado sinais de fraqueza física, resigna do ministério petrino esperando e confiando que o Pastor Supremo e Sua Mãe, Maria Santíssima, protejam e amparem a Igreja neste tempo até à eleição de um novo Pontífice.
Acima de tudo, este comunicado proferido poucos dias antes do início do Tempo Santo da Quaresma, deve fazer nascer em nós um espírito de oração e penitência.

Hoje, dia 11 de Fevereiro é dia de Nossa Senhora de Lourdes. O Papado tem vindo a ser referido nas aparições Marianas dos últimos séculos. Em Fátima, a beata Jacinta Marto disse ter visto o Santo Padre a sofrer muito. De certo que esta decisão não foi tomada de ânimo leve.

A JMV Sobreiro teve a graça de estar presente na Visita Apostólica a Portugal, tendo estado presente na Santa Missa no Terreiro do Paço - Lisboa, e em Fátima na oração do Terço a 12 de Maio de 2010 e na Santa Missa no recinto do Santuário. No ano de 2011 rumámos a Madrid e lá sentimos o quão próximo dos jovens era, é e será sempre o Papa Bento XVI.

Nas Vossas mãos, Virgem Santa e imaculada, confiamos a Igreja. Não esqueceremos nunca o grande homem de Fé que foi Bento XVI e pedimo-Vos, Mater Ecclesiae, para que o novo sucessor de Pedro saiba guiar o leme da Santa Igreja com tanto amor e dedicação como o fez Bento XVI.




terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Bendita sois, Maria!




Como Deus prometera,
a Salvação nos veio
E o Príncipe da Paz nasceu do Vosso seio:
Bendita sois, Maria!

Gerada sem pecado, inteiramente pura,
Maravilhosa imagem da Igreja futura:
Bendita sois, Maria!

Os povos Vos esperam,
Mãe da humanidade;
Chamai-os para Cristo, a eterna claridade:
Bendita sois, Maria!




De um Hino da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Papa Bento XVI alerta para dizermos NÃO a uma cultura que nega Deus

«Comecemos com a primeira parte, a renúncia. São três, e tomo primeiramente a segunda: “Renunciais às seduções do mal para que o pecado não vos escravize?”. O que são essas seduções do mal? Na Igreja antiga, e ainda por séculos, aqui existia a expressão: “Renunciais à pompa do Diabo?”, e hoje sabemos qual era a intenção desta expressão “pompa do Diabo”.

(…)

Mas, além do sentido imediato da palavra “pompa do diabo”, quer-se falar de um tipo de cultura, de um modo de viver no qual não conta a verdade, mas a aparência, não se busca a verdade, mas o efeito, a sensação, e sob o pretexto da verdade, destroem-se os homens, que querem destruir-se e criar somente a si mesmos como vencedores.

Então, esta renúncia era muito real: era a renúncia a um tipo de cultura que é uma anti-cultura, contra Cristo e contra Deus.

(…)

Deixo agora, cada um de vós a reflectir sobre esta “pompa do diabo”, sobre esta cultura a que dizemos “não”. Ser baptizados significa justamente, basicamente, um emancipar-se, um libertar-se desta cultura.

Conhecemos também hoje um tipo de cultura no qual não conta a verdade; também se aparentemente quer-se mostrar toda a verdade, conta somente a sensação e o espírito de calúnia e destruição. Uma cultura que não busca o bem, na qual o moralismo é, no fundo, uma máscara para confundir, criar confusão e destruição."

Contra esta cultura, na qual a mentira se apresenta na veste da verdade e da informação, contra esta cultura que busca somente o bem-estar material e nega a Deus, dizemos “não”.»

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