"Raios de Luz"


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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Discurso do Papa sobre a promoção da vida humana

O Papa Francisco recebeu, esta Sexta-feira, 20 de Setembro, participantes do X Encontro da Federação Internacional das Associações Médicas Católicas que debaterá o tema “Catolicismo e cuidados maternos”.
 
No seu discurso, o Papa Francisco aponta para o paradoxo que actualmente se vive, quando de um lado surgem os progressos da medicina e, de outro, o perigo de que o médico perca a sua identidade de servidor da vida. O Sumo Pontífice relembra, a propósito desta situação que “o fim último do agir médico permanece sempre a defesa e a promoção da vida.”
 
Vive-se actualmente a “cultura do descartável” com a qual se eliminam seres humanos, sobretudo se fisicamente ou socialmente mais fracos. Qual deve ser então a nossa resposta a esta atitude? Um “sim” à vida, convicto e sem hesitações. O Papa no seu discurso aos médicos afirma que “as coisas têm preços e podem ser vendidas, mas as pessoas têm dignidade, valem mais do que as coisas e não têm preço. Por isso, a atenção à vida humana na sua totalidade se tornou nos últimos tempos uma prioridade do Magistério da Igreja.”
 
No ser humano frágil, afirma o Papa, cada um de nós é convidado a reconhecer a face do Senhor, que na sua carne humana experimentou a indiferença e a solidão às quais frequentemente condenamos os mais pobres. Toda criança não nascida, mas condenada injustamente ao aborto, tem a face do Senhor, que antes mesmo de nascer, e logo recém-nascida, experimentou a rejeição do mundo. E cada idoso, mesmo se doente ou no final de seus dias, traz consigo a face de Cristo. Não podem ser descartados!”
 
O discurso terminou com um apelo do Santo Padre para os presentes: sejam testemunhas e difusores desta ‘cultura da vida’. Ser católico comporta uma maior responsabilidade, antes de tudo para consigo mesmo, pelo empenho de coerência com a vocação cristã, e depois para com a cultura contemporânea, para contribuir a reconhecer na vida humana a dimensão transcendente, o vestígio da obra criadora de Deus, desde o primeiro instante da sua concepção. Trata-se de um empenho de nova evangelização que requer, com frequência, ir contra a corrente, pagando pessoalmente. O Senhor conta com vocês para difundir o ‘evangelho da vida’."
 
Procuremos também nós, nos nossos ambientes de estudo e de trabalho, promover esta cultura de vida, tendo sempre presentes Jesus e a Virgem Maria e pedindo-Lhes sempre quês sejamos capazes de testemunhar, nas nossas vidas, com ardor e coragem o ‘evangelho da vida’.

O risco de uma má interpretação das palavras do Papa

O Papa e Padre Antonio Spadaro
Foi publicada ontem, dia 19 de Setembro, uma entrevista feita ao Papa Francisco por um padre Jesuíta e divulgada em muitos meios de comunicação social.

O Santo Padre falou sobre vários temas, uns mais polémicos que outros, merecendo grande destaque na comunicação social, mas tudo o que disse fê-lo submetido à Doutrina da Igreja. Não é a primeira vez que um Papa diz uma coisa e a imprensa transmite outra, de acordo com os desejos do mundo, como se uma entrevista fosse um acto infalível do Magistério e na qual o Papa determinaria mudanças na Doutrina da Igreja.

A entrevista pode ser lida na íntegra aqui. São palavras belas e que devem ser lidas no contexto em que foram ditas e tendo em conta o que afirma o Catecismo da Igreja Católica [CIC] – como o própria Papa refere - principalmente no que respeita:

Ao aborto: «A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canónica de excomunhão este delito contra a vida humana, não manifestando a Igreja, com esta pena, falta de misericórdia. Manifesta, isso sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade.» [CIC, parágrafo 2272];

Às uniões homossexuais:  «Um homem e uma mulher, unidos em matrimónio, formam com os seus filhos uma família. Esta disposição precede todo e qualquer reconhecimento por parte da autoridade pública e impõe-se a ela. Entre os pecados gravemente contrários à castidade, devem citar-se: a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais» [CIC, parágrafo 2202 e 2396];

Ao uso de métodos contraceptivos: «A regulação dos nascimentos representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização directa ou a contracepção)». [CIC, parágrafo 2399];


Estes temas, apesar de apregoados pela imprensa como passíveis de mudança, não são possíveis de ser mudados, pois a Fé e a Doutrina da Igreja não é passível de ser alterada.

O Santo Padre refere na entrevista a um caso concreto de uma mulher que, não tendo um casamento feliz e uma vida nada fácil, abortou e arrependeu-se. Ora, a posição da Igreja não pode ser outra que não a de misericórdia!

Num outro ponto da entrevista, o Papa fala sobre a homossexualidade nestes termos: «Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada».

Ora, o Papa está apenas a repetir o Catecismo, no parágrafo 2358 e não a legitimar o pecado grave: «Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza».


Rezemos pelo Papa e pela Igreja que cada vez mais é incompreendida e a sua mensagem de salvação deturpada, sacrificando-se a verdade de Jesus em prol dos pensamentos e desejos mundanos!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Virgem Maria, Rainha do Céu e da Terra

«Hoje celebramos a festa da Santíssima Virgem Maria, invocada com o título: "Rainha". Foi estabelecida pelo Venerável Pio XII, em 1954, no final do Ano Mariano, para o dia 31 de Maio. Mas após a reforma pós-conciliar do calendário litúrgico foi estipulada para oito dias após a Solenidade da Assunção para enfatizar a estreita relação entre a Realeza de Maria e a Sua glorificação em alma e corpo junto ao seu Filho. Na Constituição sobre a Igreja do Concílio Vaticano II lemos assim: "Maria foi assumpta à glória celeste e exaltada por Deus como Rainha do universo, para que fosse plenamente conformada a seu Filho" (Lumen Gentium, 59).

Mas o que significa “Maria Rainha”? É apenas um título como os outros, a coroa, um ornamento como os outros? O que quer dizer? O que significa esta realeza? É uma consequência do seu ser unido ao Filho, do seu ser no Céu, que está em comunhão com Deus. Há uma ideia comum, de rei ou rainha: seria uma pessoa com poder e riqueza. Mas este não é o tipo de realeza de Jesus e Maria. Pensemos no Senhor: a realeza, a condição de rei de Cristo é revestida de humildade, serviço, amor: é, acima de tudo, servir, ajudar, amar.

Maria, através dos séculos, é invocada como uma Rainha celeste do Céu; oito vezes, depois da oração do Santo Rosário é invocada na Ladainha Lauretana como a Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, Profetas, Apóstolos, Mártires, Confessores, Virgens, todos os Santos e todas as famílias. O ritmo dessas invocações antigas e orações diárias como a Salvé Rainha, ajuda-nos a compreender que a Virgem Santíssima, nossa Mãe junto a Seu Filho Jesus na glória do Céu, está sempre connosco, no desenrolar cotidiano da nossa vida.

Não deixemos de recorrer confiantes a Ela. Maria não deixará de interceder por nós junto a Seu Filho. Olhando para ela, imitemos a fé, a disponibilidade plena no projecto de amor de Deus, o generoso acolhimento de Jesus. Aprendamos a viver como Maria. Maria é a Rainha do Céu perto de Deus, mas é também a mãe perto de cada um de nós, que nos ama e ouve a nossa voz».

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Programa da Jornada Mariana, nos dias 12 e 13 de Outubro em Roma


Como é sabido, nos próximos dias 12 e 13 de Outubro, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições irá a Roma, a pedido do Santo Padre, para a Jornada Mariana que se vai realizar no contexto do Ano da Fé e que contará com a presença de Associações Marianas provenientes de todo o mundo.

Na sua página oficial na Internet, o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização anunciou o programa da Jornada Mariana.

Para quem não puder ir a Roma e quiser acompanhar as celebrações da Jornada Mariana, partilhamos aqui o programa da mesma. Na Internet, o Centro Televisivo do Vaticano também irá transmitir em directo a maior parte das cerimónias.


Programa da Jornada Mariana
Roma, 12-13 de Outubro
(A hora refere-se ao horário italiano, mais uma hora que em Portugal)


Sábado, 12 de Outubro

08:00-12:00 – Peregrinação ao Túmulo do Apóstolo São Pedro.

09:00-12:00 – Adoração Eucarística e celebração do Sacramento da Penitência em igrejas próximas da Praça de São Pedro.

17:00 – Recepção à Imagem de Nossa Senhora de Fátima, na Praça de São Pedro, com a presença do Papa.
Catequese Mariana.

A partir das 19:00 – Chegada da Imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Santuário da Divina Misericórdia e começo do tempo de oração intitulado “Com Maria durante a noite”, evento organizado pela Vigararia de Roma e patrocinado pelo Pontifício Concelho para a Nova Evangelização, que inclui:

- Recitação do Terço com todos os que, por todo o mundo, acompanham o evento e em união com alguns Santuários marianos (19:00).

A partir das 22:00 -  Vigília de oração.


Domingo, 13 de Outubro

08:00 – Chegada da Imagem à Praça de São Pedro.

10:00 – Recitação do Terço.

10:30 – Santa Missa celebrada pelo Papa Francisco na Praça de São Pedro.


A JMV Sobreiro propõe que se reze, desde já, pelos bons frutos destas celebrações marianas, pedindo à Virgem Santíssima, Medianeira de todas as graças, que acolha benignamente a Consagração do mundo ao Seu Coração Imaculado que deverá ser feita no dia 13 de Outubro pelo Santo Padre.



Atendei, Mãe da Igreja, as orações dos Vossos filhos. 
Derramai, Senhora, todas as graças de Deus necessárias para a conversão e salvação do mundo!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Rezemos pelos cristãos perseguidos!




No Egipto vivem-se dias dramáticos e bem difíceis para os cristãos. Pelo menos 17 igrejas foram incendiadas nos últimos dias. A minoria cristã não é protegida pelas autoridades e tem sido particularmente visada pelas ondas de violência no Egipto, sem ter nada a ver com o problema político. 

O Papa Francisco lançou ontem um apelo à paz no Egipto, no final da Missa da Assunção de Nossa Senhora, em Castel Gandolfo:


«Desejo assegurar a minha oração por todas as vítimas e os seus familiares, pelos feridos e pelos que sofrem. Rezemos juntos pela paz, o diálogo, a reconciliação nessa queridas terra e no mundo inteiro. São notícias dolorosas.
Onde há cruz, para nós cristãos há esperança, sempre. Se não há esperança, nós não somos cristãos, por isso apraz-me dizer: não deixeis que vos roubem a esperança. 

Maria, Rainha da paz, rogai por nós!»


Hoje, nova convocação para uma “marcha de raiva” poderá antecipar novos conflitos no Cairo. Ao todo, já morreram mais de 600 pessoas desde a passada quarta-feira.

Segundo o site Notícias do Médio Oriente Cristão, a juventude cristã está a comparecer em massa na defesa das suas paróquias contra as investidas terroristas da Irmandade Muçulmana. 

Nas grandes calamidades, emergem exemplos de fé e dignidade humana verdadeiramente avassaladores, como o testemunho destes dois meninos que apresentamos na imagem, alunos da Catequese, que hoje compareceram na Igreja de São Jorge, em Sohag, no Egipto, ontem reduzida a cinzas:



ORAÇÃO A NOSSA SENHORA
PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS

Ó Virgem Maria,
bendita entre todas as mulheres!

Confiantes no Vosso socorro,
imploramos a Vossa protecção
para nós e para todos os cristãos
que sofrem e são perseguidos
no mundo inteiro, por serem fiéis
ao Vosso Divino Filho.

Sede o seu apoio nas provações,
tranquilizai os seus corações
e os seus corpos feridos.

Intercedei junto do Vosso Filho
Por todos os que sofrem;
Que em Vós, Rainha dos Mártires,
Encontrem amparo e auxílio.

Ó Consoladora dos aflitos,
dignai-Vos olhar maternalmente
para os cristãos da China,
da Arábia, da Síria, do Egipto,
e de tantos outros lugares.

Lançai um olhar de piedade
para os perseguidores
e convertei os seus corações.

Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores,
e guiai-nos pelo caminho que conduz ao Céu. 

Ámen.

Oração adaptada de: Rota do Peregrino

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"Hoje, a Santa e única Virgem é conduzida para o Templo Celeste"


«São João Damasceno, referindo-se a este mistério numa sua famosa Homilia, afirma: ‘Hoje, a Santa e única Virgem é conduzida para o templo celeste. Hoje, a Arca sagrada e animada do Deus Vivo, que trouxe no Seu seio o próprio Artífice, descansa no Templo do Senhor, não construído por mãos humanas». Era necessário que Aquela que tinha hospedado no seu ventre o Verbo Divino, Se transferisse para os tabernáculos do Seu Filho... Era preciso que a Esposa escolhida pelo Pai, habitasse no quarto nupcial do Céu». (S. João Damasceno, Homilia II sobre a Dormição).

Hoje, a Igreja canta o amor imenso de Deus por esta Sua criatura: escolheu-a como verdadeira «Arca da Aliança», como Aquela que continua a gerar e a oferecer Cristo Salvador à humanidade, como Aquela que no Céu compartilha a plenitude da glória e goza da mesma felicidade de Deus e, ao mesmo tempo, convida-nos a tornar-nos, também a nós do nosso modo modesto, «Arca» em que está presente a Palavra de Deus, que é transformada e vivificada pela Sua presença, lugar da presença de Deus, a fim de que os homens possam encontrar nos outros homens a proximidade de Deus e, desta forma, viver em comunhão com Deus e conhecer a realidade do Céu.

Estamos a falar de Maria, mas num certo sentido estamos a falar também de nós, de cada um de nós: também nós somos destinatários daquele amor imenso que Deus nos reservou — sem dúvida, de uma maneira absolutamente singular e irrepetível — a Maria. 

Nesta solenidade da Assunção, olhemos para Maria: Ela abre-nos à esperança, a um futuro cheio de alegria e ensina-nos o caminho para o alcançar: acolher o Seu Filho na Fé; nunca perder a amizade com Ele, mas deixar-nos iluminar e orientar pela Sua palavra; segui-Lo todos os dias, mesmo nos momentos em que sentimos que as nossas cruzes se tornam pesadas. 

Maria, a Arca da Aliança que Se encontra no santuário do Céu, indica-nos com clareza resplandecente que estamos a caminho rumo à nossa verdadeira Casa, a comunhão de alegria e de paz com Deus. Amén!»

sábado, 6 de julho de 2013

Rumo à Canonização: O milagre do Papa João Paulo II

A mulher, natural da Costa Rica, cujo aneurisma cerebral desapareceu depois de ter rezado ao Papa João Paulo II, desfez-se em lágrimas na passada sexta-feira, quando falou publicamente pela primeira vez sobre o milagre que a Igreja confirmou para que João Paulo II seja declarado santo.

Com lágrimas nos olhos, Floribeth Mora, de 50 anos, descreveu como foi enviada para casa com analgésicos, mas sem esperança de que fosse possível realizar tratamentos, pensando que ia morrer depois do diagnóstico de aneurisma em 2011. [1]

Floribeth Mora, que é dona de uma empresa de segurança privada com o marido, disse que acordou no dia 8 de abril de 2011 com uma forte dor de cabeça e foi para um hospital na cidade de Cartago, onde foi diagnosticada uma enxaqueca grave.

A dor durou três dias e Floribeth voltou ao hospital, onde uma série de testes revelaram um aneurisma, no lado direito do cérebro, que «já tinha começado a causar uma hemorragia», de acordo com o seu médico assistente, Alejandro Vargas.

A equipa clínica foi incapaz de parar esta hemorragia e o seu médico consultou colegas de outros países da América Latina e de Espanha, que desaconselharam a cirurgia, devido à dificuldade de acesso à área afcetada.

Diz o seu médico assistente: «O prognóstico para Floribeth era ou a morte, ou acabar com lesão neurológica significativa».

Conta a miraculada: «Voltei para casa com o pavor de uma morte iminente. Via os meus filhos a olhar para mim, de pé ao lado da minha cama, o meu marido a tentar tornar-se forte, pegava na minha mão e cruzando-a com a dele todas as noites…era muito triste».

A família construiu então um altar a João Paulo II fora de sua casa e, enquanto Floribeth estava a assistir à beatificação do Papa, a 1 de maio de 2011, pegou uma revista e, olhando para uma fotografia do Santo Padre, ouviu uma voz:

«Ele disse: 'Levanta-te, não tenhas medo’» .

Floribeth afirma que se levantou e que se sentiu imediatamente melhor. Uma variedade de exames médicos revelaram que o aneurisma dela tinha simplesmente desaparecido.

A miraculada e a sua família ficaram em silêncio enquanto esperavam a assinatura do decreto papal reconhecer a sua história como um milagre.

Mais tarde, viajou para Roma, onde foi submetida a novos exames, e ao Igreja começou a trabalhar para ter a sua recuperação classificada como um milagre de João Paulo II.

Na passada sexta-feira, a família mostrou ainda aos jornalistas os exames e radiografias do cérebro de Floribeth, antes e depois do milagre.

O Papa Francisco vai definir a data para a canonização numa próxima reunião com os Cardeais.


Texto original em: AP (Associated Press)
Tradução: JMV Sobreiro.

[1] Um aneurisma é uma doença de alto risco,
 que se traduz por uma dilatação anormal de um vaso sanguíneo, 
por enfraquecimento local da parede desse vaso, 
e que pode levar ao seu rompimento, 
sendo esta situação potencialmente fatal.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

'Luz da Fé' - Primeira Encíclica do Papa Francisco


A primeira encíclica do Papa Francisco, denominada ‘Lumen fidei’ (Luz da Fé), vai ser apresentada na próxima sexta-feira, dia 5 de Julho, no Vaticano.

Segundo fontes da Santa Sé, esta Carta Encíclica é um 'documento forte' e foi escrita a quatro mãos, uma vez que foi iniciada pelo Papa Bento XVI e terminada agora por Francisco.

O tema prende-se com o Ano da Fé e no contexto da Nova Evangelização. Segundo o actual Papa, «a transmissão da Fé cristã é o objectivo de toda a obra evangelizadora da Igreja, que existe para isso mesmo».

A Encíclica estará disponível em cinco línguas, entre elas o português.


A apresentação será transmitida em directo pela Rádio Vaticana, a partir das 10H00 (hora de Lisboa) e poderá ser visualizada neste link.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Santo António de Lisboa

A Igreja celebra amanhã o presbítero e doutor, Santo António de Lisboa. Nascido em Lisboa no final do século XII, foi recebido entre os Cónegos Regulares de S. Agostinho e pouco depois da sua ordenação sacerdotal ingressou na Ordem dos Frades Menores com a intenção de se dedicar à propagação da fé entre os povos da África. Mas foi na França e na Itália que ele exerceu com grande fruto o ministério da pregação e converteu muitos hereges.

Desde pequenino, António foi devoto de Nossa Senhora. Rezava sempre à Virgem Santíssima e recorria continuamente, implorando o Seu socorro. Conta a tradição que um dia, quando já era religioso e porque o demónio já não podia mais suportar o bem que Santo António fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente que estava a ponto de enforcá-lo. Usando as suas últimas forças, pôde implorar o auxílio da Gloriosa Virgem. Nesse instante, o demónio fugiu e Santo António viu que a seu lado estava a Rainha do Céu, resplandecente de glória.

Durante a sua curta vida, Santo António pregou o evangelho e o amor à Santíssima Virgem. Procuremos também nós, olhar para o seu exemplo de dedicação ao anúncio da Boa Nova e a ter em Maria, a Virgem Gloriosa, a nossa intercessora junto das ciladas do demónio.


Deus eterno e todo-poderoso,
que em Santo António destes ao vosso povo
um pregador insigne do Evangelho
e um poderoso intercessor junto de Vós,
concedei que, pelo seu auxílio,
sigamos fielmente os ensinamentos da vida cristã
e mereçamos a vossa protecção em todas as adversidades.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Oração colecta da Missa de Santo António

segunda-feira, 10 de junho de 2013

«Protege, ó Cristo, o nosso Portugal!»



Hoje é o Dia de Portugal! Liturgicamente, a Igreja em Portugal celebra a Memória do Santo Anjo da Guarda de Portugal, o Anjo que apareceu aos Pastorinhos em Fátima e intercede no Céu pela nossa Nação.

O nosso país foi consagrado ao Imaculado Coração de Maria pelos Bispos Portugueses em 1931 e, como referiu a Irmã Lúcia, essa Consagração foi decisiva para que Portugal fosse poupado à participação da II Guerra Mundial. Nove anos mais tarde, ergueu-se, em Almada, o Monumento a Cristo-Rei dedicado ao Coração de Jesus, como agradecimento à protecção dada ao nosso país. Em 1959, ocorreu a inauguração do Santuário de Cristo-Rei e Portugal foi consagrado aos Corações de Jesus e de Maria.

Deixamos aqui uma Oração de Consagração da Nação Portuguesa ao Sacratíssimo Coração de Jesus, para que este Coração cheio de amor proteja hoje e sempre Portugal dos perigos físicos, morais e espirituais que espreitam a toda a hora! Neste dia, peçamos também a intercessão do Santo Anjo Custódio de Portugal para a nossa Pátria.

Coração adorável de Cristo, Rei de amor,
dignai-Vos, neste dia lança rum olhar de ternura sobre o nosso Portugal,
prostrado diante do Vosso trono, com o fim de reconhecer e aclamar
a Vossa realeza tantas vezes esquecida e ultrajada.

Reinai amorosamente nos lares de pobres e de ricos;
Reinai, mantendo nos lares portugueses as antigas e nobres tradições de sólida virtude cristã.
 Reinai principalmente na observância da lei sagrada do matrimónio católico,
que as nossas casas se transformem em santuários da Vossa glória.

Coração de Jesus, reinai também na nossa sociedade,
gravemente ameaçada por uma vaga espantosa de paganismo
em que se pretende riscar todas as vossas leis divinas,
comprometendo os mais graves princípios da dignidade e da moral.

Rei de amor, reinai sobre a nossa nação.
 Concedei à nação portuguesa a honra de voltar a ser
o trono da Vossa realeza e o altar da Vossa glória.

Senhor Jesus, realizai na nossa pátria,
as Vossas maravilhosas promessas  em resposta aos nossos pedidos.
 Nós vo-lo pedimos ó Rei de amor, pelo Coração da Rainha Imaculada,
padroeira da terra portuguesa.

Coração Divino de Jesus, salvai Portugal, que em Vós confia.

sábado, 8 de junho de 2013

Imaculado Coração de Maria, refúgio dos pecadores



«Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. 
A quem a abraçar, prometo a salvação, e serão queridas de Deus essas almas, 
como flores postas por Mim a adornar o Seu trono».
(Nossa Senhora, em Fátima a 13 de Junho de 1917)

A Igreja celebra hoje a Memória do Imaculado Coração de Maria. Este dia relaciona-se directamente com a Mensagem de Fátima, uma vez que um dos aspectos desta Mensagem contempla a Devoção ao Coração Imaculado de Nossa Senhora.

Esta devoção, querida por Deus, é uma devoção reparadora. A Jacinta, semanas antes de morrer, numa confidência ao Cónego Formigão, alertou: ‘É preciso que se faça reparação pelos pecados do mundo, que são tão grandes, tão grandes!’

Naturalmente que toda a reparação será dirigida Àquele que é ofendido. Portanto, uma devoção reparadora seria dirigida a Deus Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo, porque os pecados ofendem directamente a Deus. Mas o lugar privilegiado de Maria na obra da Redenção e na História da Salvação, faz com que o Seu Coração de Mãe seja também ofendido com os pecados dos homens, Seus filhos, e mereça ser reparado.

A Devoção dos Cinco Primeiros Sábados, pedida por Nossa Senhora, tem precisamente esta intenção reparadora. Trata-se de consolar o Coração Doloroso e Imaculado da nossa Mãe do Céu. O sentido desta devoção é reparar as ofensas que actualmente recebe o Coração de Maria:

- A negação do Seu papel de Mãe de Deus e dos homens, diminuindo ou relativizando o Seu papel na salvação das almas;

 - O desprezo, a rejeição e as blasfémias contra os Seus privilégios, como a Sua Imaculada Conceição ou a Sua Virgindade integral antes, durante e após o parto;

- A indiferença e o ódio que incutem nas crianças contra Nossa Senhora;

- As ofensas directas nas Suas imagens e representações.

São estas ofensas graves que ferem o Coração da Virgem Imaculada e que requerem reparação. E desta atitude de reparação, virá a salvação de muitas almas! No Coração da Mãe está o refúgio dos pecadores, o consolo dos aflitos e todo o auxílio para os cristãos.

A Irmã Lúcia, em 1927, escreve: “Da prática da devoção dos Primeiros Sábados, unida à consagração ao Imaculado Coração de Maria, dependerá a guerra ou a paz do mundo”. É, na verdade, deste Coração que nasce a Paz para o mundo, tal como foi do mesmo Ventre Imaculado que nasceu, no mundo, o Príncipe da Paz!

Neste dia, peçamos ao Doce Coração de Maria que nunca nos abandone e que salve muitas almas, conduzindo-as até Deus. Como a pequenina Jacinta, digamos muitas vezes:

«Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação!
Coração Imaculado de Maria, convertei os pecadores! Salvai as almas do Inferno!»

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